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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

Letra
A carga pronta e metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás

A carga pronta e metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo

Num voo nocturno num cargueiro espacial
Não voa nada mal isto onde vou
P'lo espaço fundo

Mudaram todas as cores
Rugem baixinho os motores
E numa força invencível
Deixo a cidade natal
Não voa nada mal
Não voa nada mal
Não voa nada mal
Não voa nada mal
Não voa nada mal

Pela certeza dum bocado de treva
De novo Adão e Eva a renascer
No outro mundo
Voltar a zero num planeta distante
Memória de elefante talvez
O outro mundo

É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás
E nasce de novo o dia
Nesta nave de Noé
Um pouco de fé
Um pouco de fé
Um pouco de fé
Um pouco de fé
Um pouco de fé
Um pouco de fé
Um pouco de fé
Um pouco de fé.

Letra
As saudades que eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta quanto eu.

Meu Deus como é bom morar
No modesto primeiro andar
A contar vindo do céu.

INSTRUMENTAL

As saudades que eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta quanto eu.

Meu Deus como é bom morar
No modesto primeiro andar
A contar vindo do céu.

INSTRUMENTAL

As saudades que eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta quanto eu.

Meu Deus como é bom morar
No modesto primeiro andar
A contar vindo do céu.

INSTRUMENTAL

La ra la la la la la
La ra la la la la la la
La ra la la la la la

INSTRUMENTAL

As saudades que eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta quanto eu.

Meu Deus como é bom morar
No modesto primeiro andar
A contar vindo do céu.

...do céu.
...do céu.

Letra

sofia

fingia que sorria

na fotografia

mas seus olhinhos azuis

choravam para dentro

um lamento sem fim

 

comia

e dormia

e nunca saía

 

lá ia ganhando algum

a dar explicações de português e latim

 

tinha um gato chamado félix

com quem gostava de conversar

e o velho telefone analógico

que teimava em não tocar

 

vivia

na periferia

com a sua fobia

de grandes multidões

sem sair de casa vivia a fugir

 

de dia

lia a maria

ou a tv guia

e preenchia alguns cupões

 

mas nunca os enviava

não lhe fosse sair

 

tinha uma mesa pé-de-galo

onde falava com além

e uma fotografia velha

da qual já não restava ninguém

 

oh sofia

só vês a luz do dia

no reflexo esbatido

dos filmes da tv

 

um dia

de sua autoria

e com fotografia

vinha um texto no jornal

que ela demorou anos a preparar

 

quem diria

que viria um dia

na necrologia

sofia por ela própria

o texto que ela sempre

sonhou publicar

 

sobrou um gato chamado félix

sem ter com quem conversar

e o velho telefone analógico

não parava de tocar

 

oh sofia

só sentes euforia

nos versos de amor

repetidos em inglês... 

 

Letra

 

Sozinho na noite
um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito
ofusca as demais.

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo do mar
jazem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos
descanso eterno lá encontraram.

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo horizonte
sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo
foge o futuro, é tarde demais...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

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