Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011
Letra
Quer eu queira quer não queira 
Esta cidade 
Há-de ser uma fronteira 
E a verdade 
Cada vez menos 
Cada vez menos 
Verdadeira 

Quer eu queira 
Quer não queira 
No meio desta liberdade 
Filhos da puta 
Sem razão 
E sem sentido 
No meio da rua 
Nua crua e bruta 
Eu luto sempre do outro lado da luta 

A polícia já tem o meu nome 
Minha foto está no ficheiro 
Porque eu não me rendo 
porque eu não me vendo 
Nem por ideais 
Nem por dinheiro 
E como eu sou e quero ser sempre assim 
Um rio que corre sem princípio nem fim 
O poder podre dos homens normais 
Está a tentar dar cabo de mim 
Cabo de mim


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Domingo, 21 de Agosto de 2011

Experimentar não o incomoda

 

Pedro Lucas, o homem por trás do projecto O Experimentar Na M''Incomoda, esqueceu-se da música açoriana quando era adolescente. Mas quando a reencontrou resolveu pegar nela, virá-la do avesso e dar-lhe novo balanço. Surpresa: funciona


Lá pelas cinco da manhã da passada sexta, dia 29 de Julho, havia um moço pouco satisfeito nos bastidores do Festival de Músicas do Mundo de Sines, habitualmente repletos de alegria seja a que hora for. "Não acho que tenha corrido muito bem", dizia Pedro Lucas, o líder do projecto O Experimentar Na M'Incomoda, encostado ao umbral de PVC da porta do seu camarim, enquanto passava as mãos pelo cabelo e olhava para o chão em jeito tímido - dois gestos que, notámos, são tiques habituais nele.

É certo que tinha algumas razões para estar insatisfeito. Em anos anteriores o último concerto de sexta-feira na Avenida da Praia estaria cheio, o que não aconteceu, possivelmente porque o dinheiro aperta. O tempo, frio e húmido, com uma morrinha persistente, também não ajudou e muitos dos que tinham estado no Castelo de Sines a assistir ao concerto foram dormir. E o som, ao início, não estava propriamente perfeito.

Mas quantificadas as variáveis da equação, ele podia dar-se por satisfeito: a dada altura o som afinou, havia uma notória surpresa com aquela música feita de cantares açorianos e electrónica que ia do reggae às batidas hip-hop e o milhar ou par de milhares de gente que tinham descido até à Avenida abanaram o corpo com prazer.

"Um tipo nunca fica satisfeito", continuava, no seu jeito de rapaz atrapalhado.
No dia seguinte juntámo-nos a ele e ao resto da banda - um combo sempre em alteração e que raramente tem oportunidade de ensaiar em conjunto - para acabar a entrevista a um dos mais intrigantes projectos portugueses dos últimos anos.

Há meses, mais propriamente desde que saíra o disco de estreia, homónimo, que andávamos a tentar sentarmo-nos com Lucas. Por esta ou por aquela razão a conversa foi-se adiando. Chegámos a pensar que o rapaz - de apenas 25 anos - fosse um eremita. Mas a inacessibilidade de Lucas tem uma explicação simples: "Vivo na Dinamarca", conta. O que também explica os escassos concertos que dão: "É sempre preciso encontrar datas que permitam reunir toda a gente e ter concertos suficientes para pelo menos não perdermos dinheiro com as viagens par ao continente".

Não é do aqui e agora

Açoriano de nascença, Lucas é um melómano que diz estar longe de ser um músico como "a malta do rock". "Não sou um músico do hedonismo, não sou do aqui e agora". Afiança gostar de "estudar, experimentar, pesquisar". Em parte isso vem do seu trajecto não só pessoal como familiar. "Nasci no Faial, na ilha da Horta. O meu avô tocava numa filarmónica onde eu também toquei. Na escola primária tínhamos rancho folclórico na escola, todas as terças-feiras. Aos 10 anos entrei para as aulas de guitarra clássica no Conservatório".

Lucas diz que à medida que entrou "na adolescência" toda essa música "foi sendo esquecida". Era capaz de gostar de uns Gaiteiros de Lisboa mas não ouvia música dos Açores". Mas quando a reencontrou foi - como dizer? - paixão ao segundo ouvido.
Aos 18 anos veio para Lisboa. Trabalhou numa editora, a Transformadores - diz que não raras vezes tentou chatear-nos para promovermos discos a que invariavelmente não demos importância - e pelo meio foi estudar som para a Restart. "Ao fim de cinco anos em Lisboa fartei-me", uma confissão que demonstra a sua sanidade mental.

É quando volta aos Açores que a aventura do projecto O Experimentar Na M'Incomoda surge, por acaso. Tudo começa quando se cruzou com com o disco do Carlos Medeiros chamado "O Cantar Na M'Incomoda". (Há uns anos, quando a Brigada Victor Jara editou "Ceia Louca", o seu último disco, chamámos a atenção para a voz de Carlos Medeiros e para esse extraordinário disco impossível de encontrar excepto na net. O mundo é injusto e pôs Lucas de caras com uma cópia original desse tremendo disco - algo que nunca nos aconteceu. Aquilo fica o apelo: era bonito venderem-nos um exemplar.)

Munido tantos dos seus conhecimentos musicais como da aptidão para mexer em botões que o curso de som lhe tida dado, fez "uma espécie de remistura do tema e a partir daí surgiu o resto". Por "o tema" refere-se a "Caracol", canção que tem a propriedade curiosa de poder ser ouvida a qualquer hora do dia, em qualquer esquina dos Açores, de tal modo está disseminada. Ninguém a canta como Carlos Medeiros, claro.

"A ideia inicial era revisitar o disco do Carlos, que é um disco de recolhas", conta Lucas. "Mas mais tarde descobri outro disco fantástico, ‘Tradições Orais, Corvo, São Jorge e Terceira', recolhido por Paul Henrique Silva. Juntei mais uma do Manuel Medeiros que não é tradicional mas que se tornou uma espécie de hino dos Açores, o ‘Ilhas de Bruma'. E depois ainda juntei outras canções tradicionais ao repertório".

Pelo que a ideia de simplesmente fazer uma versão electrónica de "O Cantar Na M'Incomoda" foi sendo posta de lado. Lucas recebeu um subsídio da Direcção Geral de Cultura dos Açores e começou a trabalhar no disco, que acabou por ser terminado na Dinamarca, para onde entretanto se tinha mudado: "Parti um bocado à aventura", conta. "Fiquei a dormir num sofá durante um mês. Agora estou a estudar Estudos Artísticos na Universidade Aberta enquanto trabalho ao balcão num bar".

Podíamos imaginar que face à similitude entre o título do disco de Lucas e o de Medeiros que o primeiro se tinha limitado a colocar umas batidas por cima das canções. Mas não. Nem a instrumentação se mantém: em vez da habitual viola da terra há uma viola caipira, acrescenta-se elementos estranhos como o glockenspiel, o didgeridoo, a guitarra e o baixo eléctricos, provocando uma profusa alteração dos originais, transformando as canções dos baleeiros em música industrial ou dub.

"A partir do momento em que começo a trabalhar naquilo deixa de haver limites ao que se pode fazer. Não há uma regra. O que faço muda por completo de canção para canção. No ‘Caracol' alterou-se tudo completamente em termos harmónicos. Na ‘Ilhas de Bruma' nem a melodia principal ficou, só o balanço".

Lucas apreciaria fazer "um tomo II" de "O Experimentar Na M'Incomoda", mas não pretende ficar por aí, quer "experimentar outras coisas que [anda] a compor". Acabou recentemente uma BSO para a RTP Açores, está a fazer experiências com o dubstep e sonha "um dia fazer um disco de guitarra", uma inspiração que lhe surgiu depois de assistir a um concerto de Marc Ribot: "Fui vê-lo e mal cheguei a casa dei por mim a pegar na guitarra outra vez".

Está visto que por mais apreço que ele tenha pela tradição não é um purista. Se lhe perguntarem qual o exemplo de música que admira a resposta não é um obscuro açoriano. É David Sylvian. Não, experimentar não o incomoda.

 

Via Público



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Letra
Quer eu queira quer não queira 
Esta cidade 
Há-de ser uma fronteira 
E a verdade 
Cada vez menos 
Cada vez menos 
Verdadeira 

Quer eu queira 
Quer não queira 
No meio desta liberdade 
Filhos da puta 
Sem razão 
E sem sentido 
No meio da rua 
Nua crua e bruta 
Eu luto sempre do outro lado da luta 

A polícia já tem o meu nome 
Minha foto está no ficheiro 
Porque eu não me rendo 
porque eu não me vendo 
Nem por ideais 
Nem por dinheiro 
E como eu sou e quero ser sempre assim 
Um rio que corre sem princípio nem fim 
O poder podre dos homens normais 
Está a tentar dar cabo de mim 
Cabo de mim


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Sábado, 20 de Agosto de 2011
Letra

O nosso amor de sempre
Brilhará, p'ra sempre
Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Vou gostar de ti

Juro, meu amor que sempre
Voltarei, p'ra sempre
Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Gostarei de ti

Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Vou gostar de ti



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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011
Letra
Aqui estou eu
Sou uma folha de papel vazia
Pequenas coisas
Pequenos pontos, vão-me mostrando o caminho

(Refrão:)
Ás vezes aqui faz frio,
Ás vezes eu fico imóvel,
Pairando no vazio
Ás vezes aqui faz frio

Sei que me esperas
Não sei se vou lá chegar
Tenho coisas pra fazer
Tenho vidas para acompanhar

(Refrão:)
às vezes lá faz mais frio,
às vezes eu fico imovel,
Pairando no vazio
perfeito vazio
às vezes faz lá mais frio

Bem vindos à minha casa
Ao meu lar mais profundo
Onde eu saio por vezes
A conquistar o mundo

às vezes tu tens mais frio
às vezes eu fico imovel
Pairando no vazio
No perfeito vazio
às vezes lá faz mais frio

O teu peito vazio...




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Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011
Letra
Marés doces, utopia
Sonhos e maré vazia
Caranguejo persistente
Fuça no lodo
E a gente
Passa apressada adiante
Só pensando na vazante
Que leva o barco prá foz 
Ouve-se do cais uma voz
Perguntar se temos nós
A certeza de voltar
Porque com tanta destreza
Nos esquecemos sobre a mesa
Das cartas de marear ...

Tantas vezes, tantos dias
Por causa de temosia
Nós perdemos a vontade
De ouvir outra verdade
De deixar entrar o ar
Só pensando em acabar
Mesmo que fiquemos sós

Ouve-se do cais uma voz
Perguntar se temos nós
A certeza de voltar
Porque com tanta destreza
Nos esquecemos sobre a mesa
Das cartas de marear...


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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011
Letra
"Onde Vais?"
Perguntas tu, 
Ainda meio a dormir.
"Não sei bem"
Respondo eu, 
Sem saber o que vestir.

"Porque sais?,
Ainda é cedo, 
E tu não sabes mentir."
"Nem eu sei,
Só sei que fica tarde 
E eu tenho de ir."

Bem depois,
De estar na rua, 
Instalou-se uma dor
Por nós dois,
Talvez sair 
Tivesse sido o melhor...

Se assim foi,
Então porque me sinto a morrer de amor?

Tenho a noite 
A atravessar
Doi-me não ir, 
Mas não me deixas voltar...

Se gosto de ti,
Se gostas de mim,
Se isto não chega
Tens o Mundo ao contrário.

O Mundo ao contrário

Tenho a noite 
A atravessar
Doi-me não ir, 
Mas não me deixas voltar...

Se gosto de ti,
Se gostas de mim,
Se isto não chega
Tens o Mundo ao contrário.



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Terça-feira, 16 de Agosto de 2011

 

Letra

 

Todos os dias te vejo
Todas as noites te quero
E vou procurando um
Sinal em ti
Que me faça rir 
Eu espero e nunca mais vem

Vou tirando fotocópias
E vou pensando em ti
Vou advinhando 
Todos os desejos 
E todos os beijos
Que temos para trocar 

De tanto querer
De tanto gostar
De tanto te amar
Eu nao te quero perder

Ai se ele cai
Vai-se partir
Meu coração
Vai-se partir

Todos os dias te tenho
Todas as noites te abraço
Vou aproveitando
Tudo o que tu tens
Tudo o que me dás
Nem consigo acreditar

Meu amor
Se isto é só 
Um sonho bom
Eu nao quero acordar

De tanto querer
De tanto gostar
De tanto te amar
Eu nao te quero perder

Ai se ele cai
Vai-se partir
Meu coração
Vai-se partir



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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011

 

 

Letra

 

Com mãos de veludo,
negras como a noite
Tu deste-me tudo
e eu parti...

Um homem trabalha
no outro lado do rio,
com as suas duas mãos
repara o navio

Tá sozinho e triste,
mas tem de aguentar, 
já falta tão pouco
para poder voltar

(Refrão)
Vai ficar tudo bem, isso eu sei (2x)
Quando o sol se juntar ao mar
e eu te voltar a beijar.
Só mais uma vez, só mais uma vez
só mais uma, só mais esta vez

Com um adeus começa
outro dia igual
Ficou a promesa,
escondida no lençol

Negras como a noite,
vindas de outra terra
as mãos de veludo,
estão á sua espera.

 



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Domingo, 14 de Agosto de 2011
Letra

 

Neons vazios num excesso de consumo
Derramam cores pelas pedras do passeio
A cidade passa por nós adormecida
Esgotam-se as drogas p'ra sarar a grande ferida

Gritos mudos chamando a atenção
P'ra vida que se joga sem nenhuma razão

E o coração aperta-se e o estômago sobe à boca
Aquecem-nos os ouvidos com uma canção rouca
E o perigo é grande e a tensão enorme
Afinam-se os nervos até que tudo acorde

Gritos mudos chamando a atenção
P'ra vida que se joga sem nenhuma razão

E a noite avança, e esgotam-se as forças
Secam como o vinho que enchia as taças
E pára-se o carro num baldio qualquer
E juntam-se as bocas até morrer

Gritos mudos chamando a atenção
P'ra vida que se joga com toda a razão



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Sábado, 13 de Agosto de 2011
Letra
Mares convulsos, ressacas estranhas
Cruzam-te a alma de verde escuro
As ondas que te empurram
As vagas que te esmagam
Contra tudo lutas
Contra tudo falhas

Todas as tuas explosões
Redundam em silêncio
Nada me diz

Berras às bestas
Que te sufocam
Em abraços viscosos
Cheios de pavor
Esse frio surdo
O frio que te envolve
Nasce na fonte
Na fonte da dor

Remar remar
Forçar a corrente
Ao mar, ao mar
Que mata a gente




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Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011
Letra
Viver a vida sempre preocupado
Passar o tempo sem ir a nenhum lado
Deixa-me seco, eu vivo esgotado
Tendo prazeres em dias alternados

E ando sempre vivendo estados
E por vezes bem desamparados
Rebusco os cantos, nem sempre recheados
Eu faço as coisas tão desnorteado

Mas em dias por vezes espaçados
Vêm-me à cabeça pontos desfocados
Desse mundo sempre agitado
Possível sonho todo bem rodado
E na TV,produtos embalados
Entram em nós, bem camuflados
Como é que eu fico, eu fico engasgado
Com o novo mundo mesmo ali ao lado

Está mesmo ali ao lado

E eu vou ter que sair, e eu vou ter que partir
Finalmente vais ver
O que é que iria ser, o que é que eu iria ter

N'América
N'América


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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2011
Letra
Adeus vida atinada 
Dos horários e das bichas 
E das gripes do inverno 
E do suor do verão 
Adeus vida atinada 

Adeus às práias 
Cheias de gente 
E um beijo p`ra quem fica 

Adeus vida atinada 
Ter de dormir sete horas por dia 
Ir para o trabalho e ainda é de noite 
Sempre o mesmo a todas as horas 
Adeus vida atinada 
Das mil maneiras de passar fome 

Adeus às práias 
Cheias de gente 
E um beijo p`ra quem fica 

Mudar de roupa, saldar o cabelo 
Dormir no carro, todo nu em pelo 
Dizer que hoje o dia está perfeito 
Pôr óculos de sol a torto e a direito 
Pois hoje vou pegar na guitarra 
É hoje que eu me faço à estrada 

Olá ó vida malvada 

Escorrega e desliza 
Nessa estrada de vento 
Sempre, sempre, sempre 

Adeus às práias 
Cheias de gente 
E um beijo p`ra quem fica



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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

 

 

Letra

 

Em qualquer dia 
a qualquer hora 
vou estoirar 
p'ra sempre 
mas entretanto 
enquanto tu duras 
tu poes-me 
tao quente 
Ja sei que vou arder na tua fogueira 
mas sera sempre sempre a minha maneira 
e as forã§as que me empurram 
e os murros que me esmurram 
so me farao lutar 
a minha maneira 
Por esta estrada 
por este caminho a noite 
de sempre 
de queda em queda 
passo a passo 
vou andando 
p'ra frente 
Ja sei que vou arder na tua fogueira 
mas sera sempre sempre a minha maneira 
e as forã§as que me empurram 
e os murros que me esmurram 
so me farao lutar 
a minha maneira

 



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Terça-feira, 9 de Agosto de 2011

 

 

Letra

 

Pensas que eu sou um caso isolado
Não sou o único a olhar o céu
A ver os sonhos partirem 
Há espera que algo aconteça

A despejar a minha raiva
A viver as emoções
A desejar o que nao tive
Agarrado às tentações

E quando as nuvens partirem
O céu azul ficará
E quando trevas se abrirem
Vais ver o sol brilhará
vais ver o sol brilhará

Não, não sou o único 
Eu não sou o único 
Não sou o único a olhar o céu 

Pensas que eu sou um caso isolado
Não sou o único a olhar o céu
a ouvir os conselhos dos outros
E sempre a cair nos buracos
A desejar o que não tive
Agarrado ao que não tenho

Não, não sou o único
Não sou o único a olhar o céu

E quando as nuvens partirem
O céu azul ficará
E quando as trevas se abrirem
Vais ver o sol brilhará
vais ver o sol brilhará

Não, não sou o único
Eu não sou o único
Não sou o único a olhar o céu


 



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Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011
Letra
A vida vai torta
Jamais se indireita
O azar persegue
Esconde-se á espreita

Nunca dei um passo
Que fosse o correcto
Eu nunca fiz nada 
Que batesse certo 

Refrão:
Enquanto esperava no fundo da rua
Pensava em ti e em que sorte era tua 
Quero-te tanto...(quero-te tanto)
Quero-te tanto...(quero-te tanto)

Do modo que a vida
È um circo de feras
E os entretantos
São as minhas esperas

Nunca dei um passo 
Que fosse o correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo

Refrão:
Enquando esperava no fundo da rua
Pensava em ti e em que sorte era a tua
Quero-te tanto...(quero-te tanto)
Quero-te tanto...(quero-te tanto)

...(momento instrumental)...


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Domingo, 7 de Agosto de 2011
Letra
Entre a chuva dissolvente
no meu caminho de casa
dou comigo na corrente
desta gente que se arrasta.
Metro, túnel, confusão,
quente suor vespertino
mergulho na multidão,
no dia-a-dia sem destino.

Putos que crescem sem se ver
basta pô-los em frente à televisão
hão-de um dia se esquecer
rasgar retratos, largar-me a mão.
Hão-de um dia se esquecer,
como eu quando cresci.
Será que ainda te lembras
do que fizeram por ti?

E o que foi feito de ti?
E o que foi feito de mim?
E o que foi feito de ti?
Já me lembrei, já me esqueci...

Quando te livrares do peso
desse amor que não entendes,
vais sentir uma outra força
como que uma falta imensa.
E quando deres por ti
entre a chuva dissolvente,
és o pai de uma criança
no seu caminho de casa.

E o que foi feito de ti?
E o que foi feito de mim?
E o que foi feito de ti?
Já me lembrei...
Já me lembrei, já me esqueci...


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Sábado, 6 de Agosto de 2011
Letra
O sol desce para Monsanto
Enquanto a noite cai
Adormeceu entretanto
Já saiu a namorada

Aguardou este momento
Sabe que a hora é sagrada
Nem é tarde nem é cedo
Era a que estava marcada

Vai por cima do roupeiro
Acha a caixa arrumada
Sopra o pó abre-lhe o fecho
Dá com ela descansada

Descansada está a arma
No pano adormecida
Tão perfeita tão gelada
Própria p'ra te roubar a vida

E enquanto a noite cai
O que é que ele vai ser

Trancou a porta de casa
Desceu decididamente
Aspirou o ar da rua
Fundiu-se no mar de gente

Via arma e apanhei-a
Dei com o corpo no barranco
Já nasceu a lua cheia
Desceu o sol em Monsanto

E enquanto a noite cai
O que é que ele vai ser


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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2011
Letra
Mãe tenho ciúmes do pai
Quando se deita contigo Mãe
E te chupa as tetas
E te esborracha os seios
E se monta em ti
E se vem depois. Mãe
Mãe eu não suporto o pai
Mãe vou dar cabo do pai
Quando ele diz Mãe
Gosta de mim Mãe
Quando ele diz Mãe
Gosta de ti Mãe
Quando ele diz Mãe
Que nos ama aos dois

E depois bate sem fim

Eu vim cá para fora
Toda a gente chora
Toda a gente berra
Foste tu
Foste tu

Mãe
eu já matei o pai
Mãe
Foi uma morte sem dor
Agora sou só eu Mãe
Agora és só tu Mãe
Agora somos só dois
E depois, e depois
Mãe
Morreste também
Mãe
Traíste-me assim
Agora sou só eu Mãe
E procurei o fim Mãe

Eu vim cá para fora
Toda a gente chora
Toda a gente berra
Foste tu
Foste tu


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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011
Letra
De Bragança a Lisboa
São 9 Horas de distância
Queria ter um avião
Para lá ir mais a miuda
Dei cabo da tolerância
Rebentei com três Radares
Só para te ter mais perto
Só para tu te dares.

E saio agora
E vou correndo
E vou-me embora
E vou correndo
Já não demora
E vou correndo pra ti....

Maria
tudo pra ti Maria

Outra vez vim de Lisboa
Num comboio azarado
Nem máquina tinha ainda
E já estava atrasado
Dei comigo agarrado
Ao porteiro mais pequeno
E tu de certeza à espera
Rebolando-te no feno

E saio agora
E vou correndo
E vou-me embora
E vou correndo
Já não demora
E vou correndo pra ti...

Maria
tudo pra ti Maria

Seja de noite ou de dia
Trago sempre na lembrança
A cor da tua alegria
O cheiro da tua trança
De Bragança a Lisboa
São 9 Horas de distância
Queria ter um avião
Para lá ir mais a miuda

E saio agora
E vou correndo
E vou-me embora
E vou correndo
E vou-me embora
E vou correndo pra ti....

Maria
tudo pra ti Maria...



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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011
Letra
A carga pronta e metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás

A carga pronta e metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo

Num voo nocturno num cargueiro espacial
Não voa nada mal isto onde vou
P'lo espaço fundo

Mudaram todas as cores
Rugem baixinho os motores
E numa força invencível
Deixo a cidade natal
Não voa nada mal
Não voa nada mal
Não voa nada mal
Não voa nada mal
Não voa nada mal

Pela certeza dum bocado de treva
De novo Adão e Eva a renascer
No outro mundo
Voltar a zero num planeta distante
Memória de elefante talvez
O outro mundo

É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás
E nasce de novo o dia
Nesta nave de Noé
Um pouco de fé
Um pouco de fé
Um pouco de fé
Um pouco de fé
Um pouco de fé
Um pouco de fé
Um pouco de fé
Um pouco de fé.


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Terça-feira, 2 de Agosto de 2011
Letra
As saudades que eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta quanto eu.

Meu Deus como é bom morar
No modesto primeiro andar
A contar vindo do céu.

INSTRUMENTAL

As saudades que eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta quanto eu.

Meu Deus como é bom morar
No modesto primeiro andar
A contar vindo do céu.

INSTRUMENTAL

As saudades que eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta quanto eu.

Meu Deus como é bom morar
No modesto primeiro andar
A contar vindo do céu.

INSTRUMENTAL

La ra la la la la la
La ra la la la la la la
La ra la la la la la

INSTRUMENTAL

As saudades que eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta quanto eu.

Meu Deus como é bom morar
No modesto primeiro andar
A contar vindo do céu.

...do céu.
...do céu.



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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011
Letra

sofia

fingia que sorria

na fotografia

mas seus olhinhos azuis

choravam para dentro

um lamento sem fim

 

comia

e dormia

e nunca saía

 

lá ia ganhando algum

a dar explicações de português e latim

 

tinha um gato chamado félix

com quem gostava de conversar

e o velho telefone analógico

que teimava em não tocar

 

vivia

na periferia

com a sua fobia

de grandes multidões

sem sair de casa vivia a fugir

 

de dia

lia a maria

ou a tv guia

e preenchia alguns cupões

 

mas nunca os enviava

não lhe fosse sair

 

tinha uma mesa pé-de-galo

onde falava com além

e uma fotografia velha

da qual já não restava ninguém

 

oh sofia

só vês a luz do dia

no reflexo esbatido

dos filmes da tv

 

um dia

de sua autoria

e com fotografia

vinha um texto no jornal

que ela demorou anos a preparar

 

quem diria

que viria um dia

na necrologia

sofia por ela própria

o texto que ela sempre

sonhou publicar

 

sobrou um gato chamado félix

sem ter com quem conversar

e o velho telefone analógico

não parava de tocar

 

oh sofia

só sentes euforia

nos versos de amor

repetidos em inglês... 



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Letra

 

Sozinho na noite
um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito
ofusca as demais.

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo do mar
jazem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos
descanso eterno lá encontraram.

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo horizonte
sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo
foge o futuro, é tarde demais...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...



publicado por olhar para o mundo às 12:36 | link do post | comentar

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