Eu ouvi um passarinho, Às quatro da madrugada, Cantando lindas cantigas, À porta da sua amada. Cantando lindas cantigas, À porta da sua amada.
Por ouvir cantar tão belo, A sua amada chorou. Às quatro da madrugada, O passarinho cantou. Às quatro da madrugada, O passarinho cantou.
Alentejo terra santa, Tudo é coberto de pão Traz o ninho na garganta Lembra de bem a oração. Traz o ninho na garganta Lembra de bem a oração.
INSTRUMENTAL
Eu ouvi um passarinho, Às quatro da madrugada. Cantando lindas cantigas, À porta da sua amada. Cantando lindas cantigas, À porta da sua amada.
Por ouvir cantar tão belo, A sua amada chorou. Às quatro da madrugada, O passarinho cantou. Às quatro da madrugada, O passarinho cantou. Às quatro da madrugada, O passarinho cantou. Às quatro da madrugada, O passarinho cantou.
Joss Stone, X-Wife e Sara Tavares abrem Festival dos Oceanos
Esta oitava edição do Festival dos Oceanos que começa a 30 de Julho e se prolongará até 13 de Agosto, conta este ano com um destaque especial para o Fado, candidato que é a Património Cultural da Humanidade.
O Festival dos Oceanos abrirá com Joss Stone, uma artista britânica que já actuou em Portugal, num concerto que terá lugar a 30 de Julho na Praça do Comércio e que conta com um dueto com a portuguesa Sara Tavares.
A primeira parte do espectáculo será da responsabilidade dos X-Wife, uma banda nacional que obteve grande sucesso no Festival Super Bock Super Rock com o seu último trabalho “Infectious Affectional”.
O Fado, que será o convidado de honra desta festa, terá o seu espaço no recuperado Pátio da Galé, onde “O Fado convida…”. Ana Moura, Maria Ana Bobone, Ana Varela e António Zambuja, para nos cantar a canção de Lisboa em dueto com artistas vindos de diferentes pontos do globo, da Índia ao Brasil.
“Museus à Noite” é outra das iniciativas do Festival dos Oceanos que, este ano, integra mais de duas dezenas de espaços culturais e que permitirá aos lisboetas e aos outros conhecerem os museus da cidade...fora de horas!.
Espectáculos de rua, como “Waterwall” e “Muaré”, a instalação “Universo de Luz” e a exposição da National Geographic, que marca o regresso do Festival dos Oceanos a Belém, imprimem a marca temática deste Festival: a Universalidade, a Sustentabilidade e o Entretenimento.
E como de oceanos se trata, quem desejar conhecer os segredos do grande mar português, tem à sua disposição o antigo bacalhoeiro Santa Maria Manuela que estará atracado na Marina do Parque das Nações, de 5 a 7 de Agosto, onde poderá tomar contacto com as técnicas relacionadas com a navegação de uma grande embarcação e com alguns dos resultados da expedição científica SMM/ MarPro 2011.
Esta iniciativa conta com a colaboração da Pascoal, empresa parceira do Festival dos Oceanos, que torna possível a participação deste mítico veleiro no evento, enquadrada na expedição científica SMM/MarPro 2011, que junta universidades espanholas e portuguesas com o objectivo de monitorizar o mar português pela sua importante diversidade de espécies de cetáceos, aves e outros animais e espécies marinhas.
Os mais novos contam com o seu Clube Pequenos Descobridores, que ficará na Caravela Vera Cruz, aportada na Marina do Parque das Nações. Para além de brincadeiras e iniciativas têm aí a mascote do Festival, uma engraçada gaivota cujo nome será em breve revelado.
O Festival dos Oceanos é um evento já reconhecido a nivel nacional e internacional e que integra o calendário dos eventos culturais da cidade de Lisboa.
Ia eu pelo conselho de caminha quando vi sentada ao sol uma velhinha curioso, uma conversa entabulei como se diz nuns romances que eu cá sei
chamo-me adozinha, disse, e tenho já os meus 84 anos, feitos há mês e meio, se a memória não me falha mas inda vou durar uns anos, deus me valha
com esta da austeridade, meu senhor nem sequer dá para ir desta pra melhor os funerais estão por um preço do outro mundo dá para desistir de ser um moribundo
rabujenta, eu? não senhor eu hei-de ir desta pra melhor mas falo pelos que cá deixo não é por mim que eu me queixo
ó felisbela, ó felismina ó adelaide. ó amelinha ó maria berta, ó zulmirinha vamos cantar o coro das velhas?
cá se vai andando c'o a cabeça entre as orelhas bis
não sei ler nem escrever mas não me ralo alguns há que até a caneta lhes faz calo é só assinar despachos e decretos p'ra nos dar a ler a nós, analfabetos
e saúde, eu tenho p'ra dar e vender não preciso de um ministro para ter tudo o que ele anda a ver se me pode dar pode ir ele p'ro hospital em meu lugar
e quanto a apertar o cinto, sinto muito filosofem os que sabem lá do assunto mas com esta cinturinha tão delgada inda posso ser de muitos namorada
rabujenta, eu? não senhor eu hei-de ir desta pra melhor mas falo pelos que cá deixo não é por mim que eu me queixo
e se a morte mafarrica, mesmo assim ma apartar das outras velhas, logo a mim digo ao diabo, não te temo, ó camafeu conheci piores infernos do que o teu
rabujenta, eu? não senhor eu hei-de ir desta pra melhor mas falo pelos que cá deixo não é por mim que eu me queixo
Disseram-me um dia, Rita (põe-te em guarda) aviso-te, a vida é dura (põe-te em guarda) cerra os dois punhos e andou (põe-te em guarda) e eu disse adeus à desdita e lancei mãos à aventura e ainda aqui está quem falou
Galguei caminhos-de-ferro (põe-te em guarda) palmilhei ruas à fome (põe-te em guarda) dormi em bancos à chuva (põe-te em guarda) e a solidão, não erro se ao chamá-la, o seu nome me vai que nem uma luva
Andei com homens de faca (põe-te em guarda) vivi com homens safados (põe-te em guarda) morei com homens de briga (põe-te em guarda) uns acabaram de maca e outros ainda mais deitados o coveiro que o diga
O coveiro que o diga quantas vezes se apoiou na enxada e o coração que o conte quantas vezes já bateu para nada
E um dia de tanto andar (põe-te em guarda) eu vi-me exausta e exangue (põe-te em guarda) entre um berço e um caixão (põe-te em guarda) mas quem tratou de me amar soube estancar o meu sangue e soube erguer-me do chão
Veio a fama e veio a glória (põe-te em guarda) passearam-me de ombro em ombro (põe-te em guarda) encheram-me de flores o quarto (põe-te em guarda) mas é sempre a mesma história depois do primeiro assombro logo o corpo fica farto
O coveiro que o diga quantas vezes se apoiou na enxada e o coração que o conte quantas vezes já bateu para nada
O músico Sérgio Godinho vai editar a 12 de Setembro um novo álbum, 'Mútuo Consentimento', revelou a editora Universal, e o lançamento coincide com os 40 anos de escrita de canções do autor.
Sérgio Godinho tem pela frente uma data redonda, os 40 anos desde a edição de 'Sobreviventes', mas o músico nunca foi muito dado a efemérides e por isso prepara-se para lançar um álbum de originais que inclui vários convidados.
«Nada melhor do que onze novas canções para celebrar 40 anos», disse o músico hoje em Sines, onde esteve a participar numa sessão de leitura do livro de poesia 'Sangue por um fio', no âmbito das actividades paralelas do festival Músicas do Mundo de Sines.
'Mútuo Consentimento' foi gravado entre Março e Abril e contou com a participação de Bernardo Sassetti, Noiserv, Francisca Cortesão (Minta), o percussionista António Serginho, Roda de Choro de Lisboa e Hélder Gonçalves, dos Clã.
Juntam-se aos Assessores, o grupo de músicos que tem acompanhado Sérgio Godinho nos últimos anos, em estúdio e ao vivo.
A produção e a direção musical voltou a ser de Nuno Rafael, mas a participação de artistas tão diferentes - da música melancólica de Noiserv ao chorinho dançante da Roda de Choro de Lisboa - faz antever uma nova sonoridade nas canções de Sérgio Godinho.
Algumas das canções do novo disco foram antecipadas ao vivo em novembro passado, quando Sérgio Godinho as apresentou, ainda em rascunho, ao vivo em Lisboa e no Porto.
Na altura, já se adivinhava que Bernardo Sassetti entraria na equação do novo álbum, porque o pianista fez uma versão de «O primeiro dia' e tocou uma tema inédito, 'Em dias consecutivos'.
Nesses concertos, Sérgio Godinho tocou ainda os inéditos 'Vida Sobresselente', 'Intermitentemente', além de 'Bomba-Relógio', que Cristina Branco já tinha gravado, e 'Faz Parte', estreada nos espetáculo 'Três Cantos', mas não se sabe se todos eles entrarão no novo álbum, porque a editora não revelou o alinhamento.
Na altura dos concertos de novembro, o músico disse que «valia a pena partilhar com as pessoas, em primeiríssima mão, algumas dessas canções. Cantando-as e tocando-as, e conversando sobre a sua génese, a sua feitura, dos primeiros acordes ao final de rascunho».
'Mútuo Consentimento' sairá cinco anos depois de 'Ligação Directa' (2006). Em 2008 saiu o disco ao vivo 'Nove e Meia no Maria Matos'.
Sérgio Godinho cumpre 40 anos de canções desde que gravou, em 1971, o álbum de estreia, 'Os sobreviventes'.
Além do álbum, Sérgio Godinho está a preparar, em parceria com João Paulo Cotrim, um livro que reúne 40 letras de canções interpretadas visualmente por outros tantos ilustradores, «a nata» da ilustração.
O rock chegou a Portugal através do realizador Leitão de Barros, que organizava umas festas à noite no Jardim da Estrela
Antes do "Chico Fininho", a história do rock português já ia longa. Primeiro no MySpace e depois em secretas edições em vinil, a Groovie Records anda a desenterrar a história ignorada, mas épica, do tempo em que o rock ainda era "pouco edificante"
Quem tem memória visual de Lisboa nos anos de viragem 80-90 só pode lembrar-se dessa figura exótica e camaleónica de Luís Futre (primo do ex-jogador, e também ele vindo do Montijo), que encarnava com exuberância de acessórios e indumentária numa expressão petrificada, o imaginário marginal do rock. Luís Futre nunca tocou numa banda, mas apadrinhou a existência de várias e a sua colecção de discos anda por aí espalhada aos quatro ventos, a divulgar o rock e a inspirar a criação de novas bandas. Aos 44 anos, agora com o cabelo curto, uns óculos de massa e roupa mais discreta, a fazer lembrar os mods dos anos 60, Futre trabalha com Edgar Raposo na Groovie Records - que no mês passado esteve no Atelier Real, em Lisboa, promovendo uma série de encontros e sessões de trabalho com figuras centrais e marginais do rock português desde os anos 50.
Rock português, anos 50. Isso existe? Para a geração do Futre e do Edgar, que cresceu a ouvir dizer que o pai do rock português era o Rui Veloso, parece uma incongruência, mas a história do rock é um conto de fadas ruidoso e a realidade confunde-se com as lendas. A Groovie Records tem vindo a desenterrá-las do esquecimento. Primeiro no MySpace, depois em secretas edições em vinil, a editora anda a revelar o rock que se praticou em Portugal na transição para os anos 60 (Portuguese Nuggets), e também o que era tocado em Angola, Moçambique, África do Sul, Madagáscar (Cazumbi)! Em 2008, quando morreu Joaquim Costa, esse renegado do rock'n'roll, publicaram-lhe o primeiro disco.
Luís Futre conheceu Joaquim Costa (1936-2008) em 1985, na Feira da Ladra. "Estava com uma camisola dos Cramps, um cota veio ter comigo e perguntou: ‘Não me consegues arranjar a compilação ‘Rockabilly Psychosis', que tem o Phantom?' Fiquei fascinado pela pessoa, em virtude de acompanhar o rock'n'roll e a cena underground desde a década de 50." Joaquim Costa contou-lhe a história do rock português, a esquecida, a ignorada e a desconhecida. Ficou a saber que o rock chegou a Portugal através do cinema, e que foi o realizador Leitão de Barros a divulgá-lo, através das noites de Verão que organizava no Jardim da Estrela. Com o dinheiro que ganhou a actuar nessas festas, Joaquim Costa financiou sessões no estúdio da Rádio Graça, fez três acetatos e criou as capas dos discos que haveriam de ficar inéditas até ao ano da sua morte. Futre ficou assim a conhecer aquele que foi um pioneiro da ética de trabalho "do-it-yourself" , que ele mesmo haveria de fomentar em meados dos anos 90 com a editora Beekeeper, quando, associado a Elsa Pires, lançou o álbum "Teenagers from Outerspace".
Edgar Raposo, fundador da Groovie Records, era vizinho de Joaquim Costa. Actualmente trabalha com Pedro Carvalho Costa num documentário sobre ele: "O Joaquim foi um punk na atitude ‘do-it-yourself', na rebeldia, no anti-sistema. Dizia que o rock era para ser cantado em inglês, que cantar rock em português era uma palhaçada. Tinha uma opinião muito própria e um conhecimento muito vasto sobre a história do rock'n'roll."
Quero ver o pôr-do-sol provar o sal do mar em Agosto numa praia repleta Vamos ver os tubarões dançar ao som do mar em Setembro numa ilha deserta Quero fugir, quero sair destas 4 paredes que me cercam a alma Vamos a voar depressa inalar ar puro para tentar manter a calma Quero vislumbrar-te ao longe, fingir-me de monge, fazer subir teu ego em flecha Sentir a adrenalina chegar, a pulsação a aumentar dar-nos a volta à cabeça
Escolher-te ao acaso Vai ser um prazer Nadar a teu lado Até mais não querer
Quero fazer rock n´roll, matar a minha fome de palco num concerto profano, Vamos ver os furacões tentar deitar abaixo as palmeiras num cenário insano Quero fugir, quero sair destas 4 paredes que me cercam a alma Vamos a voar depressa inalar ar puro para tentar manter a calma
Escolher-te ao acaso Vai ser um prazer Nadar a teu lado até mais não querer
Sem falsas promessas de amor
Escolher-te ao acaso Vai ser um prazer Nadar lado a lado até mais não querer
Ingénuas promessas de amor
Mas se ele não existe em estado puro Sâo ecos de uma lenda falsa Começa a criar teu próprio muro Não entres na farsa, não entres na farsa Porque quando é a doer É matar ou morrer, matar ou morrer, matar ou morrer, matar ou morrer, matar ou morrer
Anda comigo ver os aviões levantar voo A rasgar as nuvens Rasgar o céu
Anda comigo ao porto de leixões ver os navios a levantar ferro rasgar o mar
Um dia eu ganho a lotaria Ou faço uma magia (mas que eu morra aqui) Mulher tu sabes o quanto eu te amo, O quanto eu gosto de ti E que eu morra aqui Se um dia eu não te levo à América Nem que eu leve a América até ti
Anda comigo ver os automóveis à avenida A rasgar as curvas queimar pneus
Um dia vamos ver os foguetões levantar voo A rasgar as núvens rasgar o céu...
Um dia eu ganho o totobola Ou pego na pistola Mas que eu morra que aqui Mulher tu sabes o quanto eu te amo O quanto eu gosto de ti E que eu morra aqui Se um dia eu não te levo à lua Nem que eu roube a lua, Só para ti
Um dia eu ganho o totobola Ou pego na pistola Mas que eu morra que aqui Mulher tu sabes o quanto eu te amo O quanto eu gosto de ti E que eu morra aqui Se um dia eu não te levo à América Nem que eu leve a América até ti
A dupla de pontas-de-lança da electrónica esquisita portuguesa, Kubik e Stealing Orchestra, voltam ao activo com os respectivos terceiros discos: menos frenéticos, mais polidos e mais certeiros. E o caríssimo leitor, vai continuar a não lhes ligar nenhuma?
Ali no final do século XX, início do século XXI, mesmo a seguir à música electrónica ter tido um dos seus picos de exposição, dois rapazes portugueses puseram cá para fora coisas tão estranhas que assim à primeira vista quase pareciam estrangeiros.
Primeiro, em 1998, surgiu Kubik, que se estreou com "Oblique Music", uma distopia de colagens que inventava um mundo apocalíptico pós-Amon Tobim. Kubik surgia como uma espécie de costureira do demo, resgatando blocos de música ultra-obscura e colando-as numa estratégia de choque e pavor. Uns anos depois Mike Patton, sujeito com um cérebro anormal, admirou a beleza comovente dos bichos que Kubik criava.
O país, ingrato, borrifou-se para Kubik e borrifar-se-ia igualmente para a Stealing Orchestra, que se estrearia em 2000 com "Stereogamy", seguido do EP "É Português? Não Gosto!", de 2001. Vampiros vorazes, os moços da Stealing Orchestra pegavam na música de cartoons, no easy-listening, espancavam estes e outros géneros e devolviam-nos com amor e carinho, devidamente esquartejados.
(Um pequeno aparte: isto estava a acontecer em Portugal. Deviam ter tido laudas, poemas épicos, groupies a rasgar a roupa, estátuas pagas por autarcas corruptos. Mas não. Apenas meia-dúzia de tolinhos atentos - possivelmente gente que não toma banho -, manifestamente pouco para tanta criatividade.)
Kubik era o "alias" de Victor Afonso, professor de música da Guarda nascido em 1969, escassos anos mais velho que João Mascarenhas, o cérebro retorcido que conduz a Stealing Orchestra aos becos mais labirínticos da mente humana. Afonso e Mascarenhas não pertencem apenas à mesma geração, são antes uma espécie de gémeos siameses criados em lares adoptivos diferentes.
Dos teus braços Cresceram os meus dedos Na tua boca O pecado mais cruel Os teus ombros Planearam meus cabelos Na minha pele, Restos da tua pele
Da tua boca se embriagou a minha boca, E o teu silencio inventou a minha prece Dos teus sentido a poesia anda louca Pela tua boca minha boca se emudece...
Os teus olhos Abrigaram meus receios O teu Outono Derramou o meu perfume O teu desenho Enfeitiçou meus desejos O teu corpo Incendiou o meu lume
Do teu nome Deus criou o meu nome Nos teus cabelos debruçou o meu abraço Pelo destino o teu amor encontrou-me Serei sempre tua em teus braços meu regaço...
Do teu nome Deus criou o meu nome Nos teus cabelos debruçou o meu abraço Pelo destino o teu amor encontrou-me
Serei sempre tua em teus braços meu regaço Serei sempre tua em teus braços meu regaço Serei sempre tua em teus braços meu regaço...
Quem quer que sejas, onde quer que estejas Diz-me se, é este o mundo que desejas? Homens rezam acreditam, morrem por ti Dizem que tás em todo o lado, mas não sei se já te vi Vejo tanta dor no mundo, pergunto-me se existes Onde está a tua alegria, neste mundo de homens tristes? Se ensinas o bem, porque é que somos maus por natureza? Se tudo podes, porque é que não pões comida à minha mesa? Perdoa-me as dúvidas, tenho que perguntar Sou o teu filho e tu me amas, porque é que me fazes chorar? Ninguém tem a verdade, o que sabemos são palpites Sangue é derramado, em teu nome é porque o permites Se me deste olhos, porque é que não vejo nada? Se sou feito à tua imagem, porque é que eu durmo na calçada? Será que pedir a paz entre os Homens, é pedir demais? Porque é que sou discriminado, se somos todos iguais? Porquê?
REFRÃO: Porque é que os Homens se comportam como irracionais? Porque é que guerras doenças matam cada vez mais? Porque é que a paz não passa de ilusão? Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê? Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitas E se eu escolher o meu caminho será que me aceitas? Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei Eu acredito é na paz e no amor
Por favor, não deixes o mal entrar no meu coração Dou por mim a chamar o teu nome, em horas de aflição Mas, tens tantos nomes, és Rei de tantos tronos Se o Homem nasce livre, porque é que alguns são donos? Quem inventou o ódio? Quem foi que inventou a guerra? Às vezes acho que o inferno, é um lugar aqui na Terra Não deixes crianças, sofrer pelos adultos Os pecados são os mesmos, o que muda são os cultos Dizem que ensinaste o Homem a fazer o bem Mas no livro que escreveste, cada um só lê o que lhe convém Passo noites em branco, quase sem dormir a pensar Tantas perguntas, tanta coisa por explicar Interrogo-me, penso no destino que me deste E tudo o que me acontece, é porque Tu assim quiseste Porque é que me pões de luto e me levas quem eu amo? Será que é essa a justiça pela qual eu tanto reclamo? Será que só percebemos quando chegar a nossa altura? Se calhar desse lado está a felicidade mais pura Mas se nada fiz, nada tenho a temer A morte não me assusta, o que assusta é a forma de morrer
REFRÃO: Porque é que os Homens se comportam como irracionais? Porque é que guerras doenças matam cada vez mais? Porque é que a paz não passa de ilusão? Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê? Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitas E se eu escolher o meu caminho será que me aceitas? Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei Eu acredito é na paz e no amor
Quanto mais tento aprender, mais sei que nada sei Quanto mais chamo o teu nome, menos entendo o que chamei Por mais respostas que tenha, a dúvida é maior Quero aprender com os meus defeitos, acordar um homem melhor Respeito o meu próximo, para que ele me respeite a mim Penso na origem de tudo, e penso como será o fim A morte é o fim ou é um novo amanhecer? Se é começar outra vez, então já posso morrer
MADREDEUS: Ao largo, ainda arde A barca, da fantasia O meu sonho acaba tarde Acordar é que eu não queria
Samuel, samuel? Preciso que vás à rua comprar saúde. samuel? Hã? Preciso que vás lá abaixo. Ih, agora? Sim se não já sabes que daqui a bocado a loja fecha, tá bem? Tá bem. Vá la. Tá bem, tá descansada...
Fui fazer um recado à minha cota Ela queria saúde 5 contos era a nota Fechei a porta, à loja fui em direcção E pa minha surpresa vejo saúde em promoção. Tasse bem entrei na loja o dono via a televisão Tinha um aspecto bueda cota cheguei-me ao balcão E perguntei:Ó chefe, quanto e que e a saude? Pa um rapaz como tu que ainda é da juventude? Não é pa mim, é pa minha mãe que precisa. O cota olhou-me com uma cara tipo hipnotiza São 3000 escudos, tens sorte tá mais barato" Enquanto ele foi buscar eu pensei agora o que é que eu cato? Armei-me em rato, e vi um frasco de respeito Refundi-o nas calças embora não desse jeito O cota ficou suspeito, deu-me o produto E quando eu ia a bazar ele disse "Pera aí puto Leva este frasco, mas este é minha oferta É confiança, e pa ti é coisa certa" Aceitei na boa, agradeci e despedi-me Sublime recompensa através de um ligeiro crime. Três ao preço de um, investindo na poupança Mas porque e que o cota deu-me confiança? Será que ele acha que eu preciso?ou pensa que eu não sou seguro? Vou mas é provar respeito para ver se este é do puro.
Hmmm, tá lá...tá lá, bom respeito.
Avançando com 2 contos na mão Girando o bairro cumprimentando a população E tasse bem (x8) Depois de muitos tasse bem fui testando valor No caminho encontrei um sócio que é paiador E como tinha paca a.k.a. quita o papel E tasse bem, tasse bem, orienta-me um béu Penetra ai no 7º céu. Yo sam, tas com pressa? Tem calma boy, já vais, faz essa Muita conversa, aprecidada pelo homem do lado. Então donde é k vieste? Fui fazer mais um recado À minha cota, e contei-lhe o resto. O que e que disseste, tens confiança e nem uma beca deste? Pronto sócio, toma lá uma beca Agora não digas que sou forreta, aceita e aproveita Já tens a cabeça feita? O que e que tens mais? Tenho aquilo que se respeita. Então gira lá isso, deixa lá só ver o frasco" Sem saber que o sócio ainda gama mais que o vasco. Hmmm, toma lá mas isto é só pa ver Não é que o filho da puta começou logo a correr? Com o meu respeito na mão como se fosse dele Só saúde confiança e uma nota de mil que me sobrou Será que o efeito do respeito já passou? Ou foi aquela confiança que ele tomou? Não sei, mas vou saber em breve Vou provar e saber as reacções que ele teve.
Blergh, esta merda sabe mal! Se isto é confiança ainda não vi nenhum sinal Vou mas é po cubiculo dar a cena à minha mãe Mas a nota de conto vai ficar comigo bem Mal eu entro no cubo ela diz logo: então? Ouvi dizer que a saude tava em promoção. Se ela tava onde ta o troco pa mim? Não mãe, a promoção ja tinha chegado ao fim. Mas tenho aqui outro frasco de confiança Pode ser que faça bem à tua doença Misturada com saúde bem estar alcança Vê isto como uma forma de recompensa.
Vou po quarto mágico fazer magia Mas parece que a inspiração ta vazia. Passados 5 minutos ela vem Ela quem? A minha mãe. E diz: O que e que tu roubas-te? Equanto ela se proxima Não sabes que aquele homem é apanhado do clima? Não sabes que ele ve tudo num sistema de vigilância? Em vez de confiança o k ele deu-te foi ganancia!
Quê?! Sim, entao não sabias que e isso que ele faz a todas as pessoas que vão lá roubar Ele depois dá confiança e mete la sempre ganancia Tu queres-te matar ou quê?!
Quando a minha cota contou eu nem acreditei Fui intrujado pelo cota que eu próprio intrujei Pensei em voltar à loja e mostrar que tou fodido Mas não, vou escrever sobre o sucedido
O movimento cresce a par e passo Mas navegamos num rio que está manchado De um lado a incompreensão é o adversário Do outro aqueles que vestem a camisola ao contrário Há muitos grupos, muitos projectos Mas a humildade ainda é pouca no trajecto Com que olhos somos vistos pelo povo ou pelos média? Não me interessa, já caguei para essa merda MC's e DJ's, B-Boys ou nos Graff's Caminhamos para os milhares de filiados nas artes Mas há regras e éticas para bombar com estética Estragam monumentos, poluem movimentos Há cowboys alados que se auto-denominam de soldados Na música não passam de gaiatos Qualquer um pode fazer um verso potente Mas até que ponto é que escreve aquilo que sente? Qualquer um grava um álbum, "fecha o tasco" Dá um nome a um colectivo ou inventa um manifesto Cuidado! Mais tarde ou mais cedo, no tempo certo A verdade aparece, o vigário é apanhado No fundo sinto medo e desgosto ao mesmo tempo Porque o sentimento da velha escola se evapora com o tempo Retomo a contagem no cronómetro Continuo a bater o record mínimo
Há muito para compreender, para descobrir Cultura pura, será que a sabes sentir? Não é uma mera imagem, é um símbolo Sentimento em bruto à espera do teu fruto
Será que sabes aquilo que fazes? Será que fazes aquilo que sabes? Espero que não te enganes O importante é usares as tuas faculdades Para melhorares cada vez mais naquilo que fazes Resume-se tudo a um fruto, um alimento Esquece a casca, a maravilha está por dentro Não é só escrever, cantar, pintar Falar para a gera, dançar, vestir... aparato é sentir A nobreza de um aperto de mão No acto, o orgulho de receber e dar prop's, pisar um palco Atitude e personalidade é muito raro No individuo que só quer dar espectáculo Há que tentar perceber e alcançar o espírito Dos verdadeiros fundadores deste movimento Recuperar o sentimento e a postura Dos clássicos pioneiros desta cultura Por todas as horas dias, semanas, meses, anos que dediquei ao HipHop O que podia ter feito não sei, outras coisas Conhecido outras pessoas, mas não No fundo tenho orgulho naquilo em que me tornei Naquilo que faço, naquilo que sou, MC Dominar microfones até ao fim da vida Só paga o preço errado quem não enxerga A outra face da moeda
Há muito para compreender, para descobrir Cultura pura, será que a sabes sentir? Não é uma mera imagem, é um símbolo Sentimento em bruto à espera do teu fruto
"Procura no sítio mais escabroso do teu coração Lá me encontrarás, a cantar, De cerveja na mão, E se te parecer que sorrio, Não vai passar de uma impressão, Causada pelo calafrio constante Que me traz a solidão. Baixa o volume, Dá-me a mão, E um abraço. É que eu passo tanto tempo À tua espera"
Os 35 anos da Festa do Avante! serão associados aos aniversários de carreira dos Trovante e deSérgio Godinho, num cartaz diversificado que inclui Ópera, revisitada como forma de "afirmação das nacionalidades", anunciou hoje o PCP.
"Trata-se da 35ª Festa, o que coincidiu com dois outros aniversários, os 35 anos de carreira dos Trovante -- o que aliás era inevitável, uma vez que a primeira vez que os Trovante subiram ao palco foi na primeira festa do Avante! -- e os 40 anos de carreira do Sérgio Godinho, igualmente assinalados na festa", afirmou Ruben de Carvalho.
O programa da festa do Avante!, que se realiza a 2, 3 e 4 de setembro, na quinta da Atalaia, no Seixal, foi hoje apresentado em conferência de imprensa na sede do PCP, em Lisboa, pelo seu histórico organizador, Ruben de Carvalho, membro do comité central comunista, e por Alexandre Araújo, do secretariado.
"Não há praticamente nada que fique de fora, desde a música popular portuguesa até ao Fado, desde o jazz até ao rock, incluindo a segunda gala de Ópera", sublinhou Ruben de Carvalho, referindo que a gala deste ano terá "uma componente sinfónica" e um "fio condutor", ligado ao papel da Ópera na "afirmação das nacionalidades no século XIX", em Itália, por exemplo.
"Julgámos que seria inteiramente oportuno, num momento em que Portugal atravessa do ponto de vista patriótico e da sua própria identidade nacional um período de particular complexidade, que seria de toda a lógica sublinhar esse papel que a música e a ópera em particular tiveram na afirmação do patriotismo e a necessidade de termos a consciência da existência de Portugal enquanto país independente", defendeu.
Além da presença de bandas estrangeiras, a festa do Avante! assume-se essencialmente, no campo musical, como "o maior festival de música portuguesa", frisou Ruben de Carvalho.
O cartaz inclui Xutos e Pontapés, Clã, Camané, Expensive Soul, X-Wife, Dead Combo, Amor Electro, Terrakota, Lume, Danças Ocultas, Virgem Suta, Mayra Andrade, La Chiva Gantiva ou Gattamolesta.
Além da música, a festa do Avante! torna a incluir outras artes de palco, como o Teatro e a Dança, com a presença no Avanteatro de produções das companhias de teatro de Almada, a Barraca, Teatro Ferro ou da Companhia de Dança de Almada.
No âmbito das artes plásticas, realiza-se a XVII Bienal, com obras de cerca de 100 artistas, e uma exposição da obra de Cipriano Dourado.
Pelo CineAvante passarão as longa-metragens de Sérgio Trefaut "Viagem a Portugal" e "Cidade dos Mortos", além de "José e Pilar", de Miguel Gonçalves Mendes, e "Quem vai à guerra", de Marta Pessoa.
De acordo com Alexandre Araújo, a festa do Avante! "assumirá este ano um significado excecional", porque "decorrerá quando está em curso a mais violenta ofensiva desde os tempos do fascismo contra os direitos dos trabalhadores e do povo e num país que é hoje alvo de um programa ilegítimo de submissão e agressão que PS, PSD e CDS assumiram com a União Europeia e o FMI".
O PCP escusou-se a divulgar o orçamento do evento, tendo Alexandre Araújo invocado que o partido não tem "por prática divulgar" essas informações, que "integram depois as contas partidárias".
Gosto de ver-te passar Anseio por ver-te passar Mas eu não vou, Não vou...
Adoro ver-te gozar Quero ver-te gozar Mas eu não estou, Não estou...
Eu provavelmente morro com o fim da luta Mas se te faz feliz eu paro E recomeço com um ódio de amor Que nao nos faça tanto mal, que não nos torne mais amargos E nos deixe sem dúvidas, eu Provavelmente morro com o fim da luta, mas se te faz feliz...
Hoje não vamos falar Recuso ouvir-me falar Mas eu não sou...
Não sou...
Forte pra te contestar E tu queres ver-me gozar, Mas eu não estou...
Não estou...
Eu provavelmente morro com o fim da luta Mas se te faz feliz eu paro E recomeço com um ódio de amor Que nao nos faça tanto mal, que não nos torne mais amargos E nos deixe sem dúvidas, eu Provavelmente morro com o fim da luta, mas se te faz feliz...
Eu provavelmente morro com o fim da luta Mas se te faz feliz eu paro E recomeço com um ódio de amor Que não nos faça tanto mal, que não nos torne mais amargos E nos deixe sem dúvidas, eu Provavelmente morro com o fim da luta, mas se te faz feliz...
Eu provavelmente morro com o fim da luta...
Eu provavelmente morro com o fim da luta Mas se te faz feliz...
O festival Guimarães Jazz celebra 20 anos de existência com "sinais de vitalidade" e com um cartaz "multifacetado" que inclui a Roy Haynes Fountain of Youth Band, o quinteto de Steve Swallow e Henry Threadgill, entre outros, com concertos que vão de 10 a 19 de novembro.
A organização do certame, em comunicado enviado à Agência Lusa, descreve a programação de 2011 como inserida "numa linha de continuidade em relação a uma ideia de programação" desenvolvida nas últimas edições, mas que "revela sinais de vitalidade, resultantes de um crescimento sustentado".
No ano em que celebra duas décadas de existência, o Guimarães Jazz marca o arranque da edição de 2011 com uma "figura fundamental da história do jazz", o baterista e regente Roy Haynes, que se apresenta com a sua orquestra, a Roy Haynes Fountain of Youth Band.
"Este espetáculo constitui um momento de cruzamento geracional entre um representante do passado vivo do jazz e jovens instrumentistas, força atual desta música", afirma a organização.
A fechar o festival com "chave de ouro", no dia 19 de novembro, surge "um dos grandes pianistas vivos da história do jazz" com a sua Martial Solal New Decaband, um projeto inédito em Portugal no qual o artista está integrado num "grande 'ensemble' cuja sonoridade orquestral constitui um contexto diferente" e irá "potenciar a capacidade expressiva do artista como solista".
Pelo Guimarães Jazz, na edição de 2011, vão passar ainda o quinteto do contrabaixista Steve Swallow e o pianista Cedar Walton, que se apresenta em trio, acompanhado por David Williams, no contrabaixo, e Willie Jones II, na bateria, finalizando a primeira semana da iniciativa.
á na segunda semana, o cartaz inclui o grupo Ralph Alessi and This Against that with Tony Malaby, o pianista nova-iorquino Andy Milne, o contrabaixista Drew Gress e o baterista Mark Ferber, o trio do histórico McCoy Tyner, com Chris Potter e Henry Threadgill e a voz de José James.
Além do cartaz referido, o Guimarães Jazz inclui ainda o Projeto TOAP/Guimarães Jazz, que em 2011 realiza a sexta edição e é uma das "propostas fundamentais" do evento. Assim, a 13 de novembro sobem ao palco músicos portugueses e estrangeiros com "experiências e percursos diferentes": Akiko Pavolka, Nate Radley, Óscar Graça, Bernardo Moreira e Jochen Rueckert.
O Guimarães Jazz tem também "atividades paralelas" como "jam sessions" e "workshops", iniciativas "baseadas na necessidade de gerar processos de interação entre músicos consagrados, público e músicos em formação", explicita a organização.
Os espetáculos do Guimarães Jazz acontecem no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e os bilhetes já estão à venda.
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