Segunda-feira, 20 de Junho de 2011

 

Letra

 

E aí? / O avião abranda
A saudade voa / O medo ciranda
Sou uma pessoa /Sul-americana
Bom dia, Lisboa / Meu nome é Luanda

Tudo igual / O chôpe na pressão
A imperial / Arroz e feijão
Brasil, Portugal / A mesma nação
O Senhor do Bonfim / Feito uma canção

E aí? / Cadê o pessoal?
O índio tupi? / O hino nacional?
O voo do colibri? / Etcétera e tal…
Cadê o Cariri? / Cadê o Carnaval?

É um dia sim, é um dia não

É o guaraná / É o metrô
Mas a festa, oh pá, / Não acabou
Salve Iemanjá / Oxum e Xangô
A flor do alecrim / Jamais murchou

 

É um dia sim, é um dia não
É o pé que dança o baião
É um dia sim, é um dia não
É a cara do furacão
É um dia sim, é um dia não
É o pé que dança o baião
É um dia sim, é um dia não
É a voz que canta com paixão

O Cais do Sodré / Fado maior
O samba no pé / O meu suor
Trabalho pra ter / Um mundo melhor
Que vai do Abaeté / A Montemor

Me sinto mais viva  Não sei porquê
Misturo a saliva | só com  você
E viro nativa | De um lugar… cadê?
Filha adoptiva | Do prazer

 



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Domingo, 19 de Junho de 2011

Os Osso Vaidoso

 

Estão longe de ser novatos, mas para Alexandre Soares e Ana Deus, o momento está a ser vivido como se fossem, com o seu novo projecto, os Osso Vaidoso, a circularem nos últimos meses de boca em boca, graças a blogues, redes sociais e sítios da Rede.

Nos anos 80 ele foi um dos fundadores dos GNR e uma das guitarras mais imaginativas de sempre da cultura pop portuguesa. Ela era uma das vozes dos Ban. Nos anos 90 juntaram-se para os Três Tristes Tigres, autores de três álbuns - "Partes Sensíveis" (1993), "Guia Espiritual" (1996) e "Comum" (1998) - do melhor que se ouviu da música feita em Portugal nessa década.

Criaram merecido culto, mas nunca atingiram projecção popular. Talvez por isso acabaram por não criar descendência. Mas isso é história. Não há qualquer nostalgia, mas existe a noção de que há pontas soltas que vêm desse tempo que acabam por estar presentes nos Osso, como a omnipresença da poetisa Regina Guimarães. Mas não só. "Se existe alguma continuidade ela deve-se a essa procura de novos embrulhos para o formato canção" reflecte Ana Deus. Mas os Osso são outra coisa. Mais descarnada, minimal, esquelética. Com muito mais osso e com mais tempo e espaço para as palavras se afirmarem.

O nome do projecto faz jus à música. Som económico para guitarra, ritmo discreto quando existe e voz. Sem querer soam profundamente contemporâneos. Há qualquer coisa da intemporalidade afirmada na alvorada dos anos 80 pelos Young Marble Giants, mas também se poderia evocar projectos dos últimos anos, a começar pelos The xx em versão austera, que investem num som descarnado. E tudo começou por acaso.

"O ano passado o Alexandre foi convidado para a iniciativa Meia Noite e Uma Guitarra, que decorreu no cinema S. Jorge em Lisboa e convidou-me. Tivemos que arranjar um nome à pressa e foi aí que o Osso Vaidoso nasceu." Pouco tempo antes já tinha existido um reencontro no Porto. "Tudo isto nasceu por acaso, mas agora, olhando para trás, era evidente que devíamos trabalhar em conjunto. Ele é a pessoa que melhor conheço e faz sentido. As coisas vão acontecendo sem grandes planos. Até há pouco tempo andava à procura de outro tipo de coisas. Ligava mais à poesia do que à canção. Queria dar voz a outras coisas menos melodiosas e menos orquestradas. Andava um pouco por aí. Mas agora que nos reencontrámos estou contente por termos voltado a tocar."

"Os Tigres tinham muitas camadas", reflecte. "Sonicamente era uma coisa mais complexa. Agora é tudo alicerçado na palavra e no texto. Nos Tigres ficava à espera da música ou da harmonia e agora não, é ao contrário. Parto do texto. Quando se trabalha com muitos músicos, a palavra pode ser desviada pelo que o outro está a fazer. Com um apenas também pode acontecer, mas é mais fácil a palavra ser respeitada. É uma espécie de mano a mano" diz. Esse gosto por trabalhar textos veio-lhe dos Três Tristes Tigres e da colaboração com Regina Guimarães, mas viria a ser reforçado nos últimos anos em diversas colaborações, como aconteceu com as Quintas de Leitura no Teatro do Campo Alegre.

Foi aí que aprofundou o gosto por diversos autores. Daí que os Osso já tenham musicado palavras da dupla e de Regina Guimarães, mas também de valter hugo mãe ou de Alberto Pimenta. Com este último realizaram uma edição conjunta (Livro + CD) através da editora Mia Soave - trata-se do último livro de Pimenta, "Reality Show", na companhia do CD "Degrau" dos Osso. Nele a dupla aborda oito poemas de Pimenta que vão do registo "dito e entoado, ao cantado", diz Ana. É esse espectáculo ("Pimenta na Boca"), construído a partir de poemas de Alberto Pimenta, que irão apresentar hoje no festival Silêncio, na companhia do músico Pedro Augusto, conhecido por Ghuna X.

Na actualidade têm uma hora de canções e, para além do CD com o livro de Pimenta, já se encontram a pensar num novo lançamento, sem pressas e sem ambições desmedidas. "O processo de afirmação dos Osso tem sido muito descontraído, mas pomos muito empenho a fazer as coisas" diz Ana Deus. "Quando as pessoas diziam que os Tigres deviam voltar, nós respondíamos que não. Já não somos o que éramos. Há sempre uma base. Mas queremos ser diferentes." Não há dúvida que é verdade.

 

Via Ipsilon

 



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Letra
Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar


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Letra

para a Paula rego

Sei que existe um lugar
entre a noite e a luz
onde os meninos andam nus
dentro e fora do mar

Há um gato a tocar
há um cão que é mulher
e um corvo a querer voar
de um desenho qualquer

Uma casa no campo
uma voz, um centauro
e as asas de um anjo
que as bruxas quiseram tecer ao contrário

A rapariga tem
que engolir sem um ai
mais um pássaro que é também
o seu filho e o seu pai

No jardim de Crivelli
ao som de traviattas
os meninos perdidos
descansam no colo gentil dos piratas

Onde estás? | quem me faz | um feitiço?

O macaco vermelho
vai batendo à mulher
e eu vejo-me ao espelho
será que o macaco irá morrer velho?



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Sábado, 18 de Junho de 2011
Letra
Vou viver 
até quando eu não sei 
que me importa o que serei 
quero é viver 

Amanhã, espero sempre um amanhã 
e acredito que será 
mais um prazer 

e a vida é sempre uma curiosidade 
que me desperta com a idade 
interessa-me o que está para vir 
a vida em mim é sempre uma certeza 
que nasce da minha riqueza 
do meu prazer em descobrir 

encontrar, renovar, vou fugir ou repetir 

vou viver, 
até quando, eu não sei 
que me importa o que serei 
quero é viver 
amanhã, espero sempre um amanhã 
eacredito que será mais um prazer 

a vida é sempre uma curiosidade 
que me desperta com idade 
interessa-me o que está para vir 
a vida, em mim é sempre uma certeza 
que nasce da minha riqueza 
do meu prazer em descobrir 

encontrar, renovar vou fugir ou repetir 

vou viver 
até quando eu não sei 
que me importa o que serei 
quero é viver, 
amanhã, espero sempre um amanhã 
e acredito que será mais um prazer


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Letra

Diz quem sabe que o calor vai aumentar
diz quem pode que os impostos vão subir
e a gente a duvidar
se foi isto que Deus quis
ou é o refrão que ao chegar
diz que diz

Fala quem fala e quem sempre falou
fala quem gosta de falar
e a vizinha que jamais se calou
diz que me viu a namorar
que o sol se apagou
o tempo mudou
o mundo acabou

Diz o povo que o futuro vai chegar
diz a sorte que o senão vem a seguir
e a gente a perguntar
se não dá pra ser feliz 
ou é o refrão que ao chegar
pede bis

Fala quem fala e quem sempre falou
fala quem gosta de falar
e a vizinha que jamais se calou
diz que me viu a namorar
o dia voltou
o tempo passou
o mundo girou



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Sexta-feira, 17 de Junho de 2011
Letra
Escreveu um livro sobre a sua vida
Pôs dentro um homem para se abraçar
E com o verbo que há em margarida
Vestiu a flor para se conjugar

Escreveu um homem sobre a sua vida
Pôs dentro um filho com letra solar
E de vaidade foi envaidecida
Molhar a cara com água do mar

Escreveu um filho sobre a sua vida
Pôs dentro a alma para começar
Na bagagem da sua partida
Escreveu as asas para ele voar

Quem dera, quem me dera ser
Livro
Homem
Filho de mulher
Qualquer, sem sequer... Escolher.


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Letra

 

Holding on to troubled time 
I'll be waiting 'til the moment comes
Bring it all down to the hollow heart
I'll be there to mourn
All the borders around you won't keep us out
I'll be on the horizon
Oh don't you fall to the floor 
I'll be found

And run over the sun, under the water
Don't hide all of the trophies will be won
and sink under the sea all though the summer
don't lie; all of the memories will be lost



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You Can't Win, Charlie Brown: estão seis atrás da porta

 

"Chromatic" é o álbum de estreia dos You Can't Win, Charlie Brown. Gente lisboeta que lembra Animal Collective e Grizzly Bear, e que já tem altares erguidos em França e Inglaterra

 

Sublime. A palavra com que este texto abre não vai em português. Vai em francês. E, ainda assim, escreve-se na ausência de outra que melhor defina os You Can't Win, Charlie Brown (YCWCB) para a revista francesa "Les Inrockuptibles". Parecendo querer meter mais uma colherada na longa lista de músicos portugueses celebrados primeiro no estrangeiro e só depois na sua terra, o caso da banda lisboeta é, no entanto, bastante singular. "Chromatic", o primeiro álbum dos YCWCB, está à venda apenas em Portugal e lá fora é conhecido sobretudo graças a uma rápida e epidémica disseminação por blogues e sites anglófonos, histéricos com a chegada do álbum após um EP de circulação restrita. A associação estabelecida por quem os ouve a nomes altamente celebrados da música independente de hoje como Animal Collective, Grizzly Bear ou Fleet Foxes ajudou a que o seu estranho nome não se perdesse no violento caudal de informação blogosférico. Reflexo, defendem, de tentarem "fazer uma coisa que fosse bastante actual e que tivesse a ver com o que se está a passar musicalmente no mundo".

No caso dos franceses, conheceram-nos ao assistirem a um concerto no festival The Great Escape, espécie de South by Southwest que toma conta de Brighton anualmente, onde os YCWCB actuaram há menos de um mês, num cartaz de que faziam parte Sufjan Steven, Anna Calvi, Gang Gang Dance ou Warpaint, entre mais de 300 bandas. Mas como raio é que um grupo de portugueses de mãos a abanar começa a mostrar-se com tamanha relevância no exterior? Recuemos um pouco, até Outubro de 2010, quando a ex-vocalista dos Bonde do Rolê, Marina Gasolina, vem a Lisboa tentar incendiar a plateia que assiste ao seu concerto no Music Box. A acompanhá-la vem Peggy, a sua manager inglesa, a quem alguém da sala lisboeta resolve mostrar nos camarins gravações do álbum de estreia de um promissor grupo lisboeta. No dia seguinte, a caixa de email de Afonso Cabral dá já conta de um contacto inesperado: "Quero trabalhar com vocês. Digam-me coisas". Isto em inglês. Afonso, a voz que mais povoa as músicas dos YCWCB, pasma. Apesar da proposta meio absurda de terem um management sediado em Londres, aceitam.

Mas recuemos ainda mais um pouco, recuperando a carga talismânica do Music Box na vida do grupo. Em Maio de 2010, os YCWCB tocam na mesma sala, em apresentação do EP homónimo gravado para a série Optimus Discos. Algures no público estava o designer tipográfico e tocador de órgão Farfisa nos Real Combo Lisbonense (= máquina de dança para coretos) Mário Feliciano. Feliciano, final do concerto, vai ter com eles: "Gostei imenso, nós temos um estúdio, nunca produzi o disco de uma banda e gostava de produzir". Ficaram rendidos no momento em que ouviram a palavra estúdio. A parca experiência do produtor foi compensada pelo acesso livre à "oficina" partilhada com o irmão João Paulo Feliciano, sem deadlines a apertar-lhes os calcanhares ou moer-lhes as cabeças. Foi praticamente um ano de gravações - com uma paragem de dois meses para Salvador Menezes concluir a licenciatura - ao fim-de-semana, nos fins de tarde, "muitas sessões até às sete da manhã ao sábado à noite para fazer render a coisa". 

Montagem de esboços

Com toda a calma do mundo, foram montando os esboços e fragmentos de músicas recolhidos entre os seis, porque, no fundo, foi assim que tudo começou antes ainda. Pedimos a vossa compreensão para mais um recuo no tempo. Em Junho de 2009, a Fnac lançou a sua versão actualizada da compilação Novos Talentos. Na madrugada da véspera de cair o prazo para o envio de material, os YCWCB terminam apressadamente a sua primeira música, "Sad Song". Era a primeira consumação de uma ideia simples: Afonso, Salvador e Luís Cabral andavam cada um para seu lado a trabalhar sozinhos nalgumas canções soltas. Luís pediu a Afonso que tocasse nas músicas dele, Afonso sugeriu que Luís retribuísse e que Salvador também entrasse no esquema. E a gravação de "Sad Song" só avançou porque Henrique Amaro, responsável pela compilação da Fnac, convidou Luís a enviar alguma coisa. "Tivemos de gravar porque ainda não tínhamos nada feito, não tínhamos dado sequer um único concerto", lembra Afonso.

Nessa mesma noite, uma questão impunha-se - escolher um nome. Até havia um, Of Broken English, mas por alguma razão a menção do nome era como um botão pressionado na cabeça de David Santos (também conhecido por Noiserv) que disparava a memória de uma banda de péssima memória nas águas do rap-metal: Papa Roach. Assim que David se confessou, já ninguém conseguia evitar a imagem bovina da banda de Vacaville. Enfiados que estavam numa cave cheia de livros, limparam o pó a um volume de Peanuts intitulado "You Can't Win, Charlie Brown". "Achámos que servia que nem uma luva", diz Salvador. "A estética do nome tinha que ver com o nosso som. Na altura, era um som mais triste. E como trabalhávamos a música muito individualmente e o Charlie Brown tem muito de solidão e tristeza, achámos que fazia sentido". Este carácter prevaleceu ainda na feitura de "Chromatic", com o disco a crescer ao ritmo da troca de emails entre os seis: "Somos uma banda que quase funciona mais por email do que cara a cara".

Só depois, aos poucos, a banda foi tomando forma. De início, a ideia era que fosse saudavelmente mutável, com elementos que entrassem e saíssem livremente. Havia concertos assegurados por três elementos, outros com quatro ou com seis. Era igual. Mas foram depois percebendo que esta sociedade a seis - Afonso, Salvador, David, Luís, João Gil e Tomás Sousa - garantia os melhores resultados. "De início, foi principalmente porque precisávamos de mais gente para conseguir reproduzir aquilo que tínhamos gravado", admite Afonso. Mas as peças encaixaram bem o suficiente. E então arranjaram uma porta. Agora já não entra e sai quem quer.

 

Via Ipsilon



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Letra
Não me interpretes mal
Não troques os sinais
Tu sabes que no fundo
Bem lá no fundo
Somos todos iguais
Malhas caídas
Esperança e pouco mais.
Não me interpretes mal
Não me queiras julgar
Sabes que a solidão
Deixa a razão
Fora do seu lugar
Malhas caídas
Pontas por apanhar.

Afasta esse olhar
De quem nunca viu
Uma mulher pronta p'ra dar
E p'ra tirar tudo o que quer.

Rasga-me a roupa
Salta esse muro
Todo o passado
Todo o futuro
Porque nós somos
Do mesmo lado escuro.
Não me interpretes mal
Somos iguais na dor
Tu vais ver que afinal
Basta uma chama
Um pouco de calor
Basta uma chama
Um pouco de calor..."



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Quinta-feira, 16 de Junho de 2011
José Mário Branco e Camané cantam os poetas portugueses
José Mário Branco e Camané abrem hoje o Festival Silêncio, em Lisboa, com um espectáculo em que interpretarão poemas de Ruy Belo, Sophia de Mello Breyners Andersen, Fernando Pessoa ou Natália Correia.

Em Música de Palavra(s), no cinema São Jorge, os músicos José Mário Branco e Camané interpretação repertório de ambos, com novas versões e arranjos feitos a pensar no Festival Silêncio, disse à Lusa fonte da produção.

 

A acompanhá-los estarão o contrabaixista Carlso Bica, o guitarrista José Peixoto e o pianista Filipe Raposo.

 

A base do espectáculo é a palavra, a poesia portuguesa, com uma nova abordagem, tendo sido incluídos ainda textos de David Mourão-Ferreira, Antero de Quental e Manuela de Freitas.

 

A terceira edição do Festival Silêncio estender-se-á até ao dia 25 nas três salas do cinema são Jorge e no Musicbox, em Lisboa, e este ano reforça a ligação da palavra e do silêncio à música e à literatura, cruzando as duas áreas em espectáculos encomendados para o evento.

 

Além do espectáculo de abertura, também o de encerramento foi encomendado pela organização: no dia 25 Moradas do Silêncioterá uma homenagem ao poeta Al Berto com Sérgio Godinho, JP Simões, João Peste, Rui Reininho e Noiserv, projeto de David Santos.

 

Lee Ranaldo, guitarrista dos Sonic Youth, terá uma actuação despoken word no domingo no Musicbox, e o histórico jamaicano Linton Kwesi Johnson, poeta e fundador da dub poetry, apresenta-se no dia 22 no cinema São Jorge.

 

Sobre a palavra na literatura, haverá Conversas do silêncio que desafiarão escritores portugueses e estrangeiros no mesmo palco.

 

Foram convidados Afonso Cruz, José Eduardo Agualusa, João Tordo, Richard Zimler e também Zoran Zivkovic, autor sérvio de A Biblioteca que apresentará em Lisboa O último livro, e a escritora francesa Maylis de Kérangal, autora do romance Nascimento de uma ponte, Prémio Medicis 2010.

 

Via Sol



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Letra
A culpa não, não é do Sol
Se o meu corpo se queimar
A culpa não, não é do Sol
Se o meu corpo se queimar
A culpa é da vontade
Que eu tenho de te abraçar

A culpa não, não é da praia
Se o meu corpo se ferir
A culpa não, não é da praia
Se o meu corpo se ferir
A culpa é da vontade
Que tenho de te sentir

A culpa é da vontade
Que vive dentro de mim
E só morre com a idade
Com a idade do meu fim
A culpa é da vontade

A culpa não, não é do mar
Se o meu olhar se perder
A culpa não, não é do mar
Se o meu olhar se perder
A culpa é da vontade 
Que eu tenho de te ver

A culpa não, não é do vento 
Se a minha voz se calar
A culpa não, não é do vento 
Se a minha voz se calar
A culpa é do lamento
Que sufoca o meu cantar

A culpa é da vontade
Que vive dentro de mim
E só morre com a idade
Com a idade do meu fim
A culpa é da vontade


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Letra

Na primeira manhã, quem vem lá?, quem tem medo?
Meu nome é Peter Pan, mas pra já é segredo
A magia, a imaginação
Que eu trazia na minha mão

Na manhã a seguir, o lugar, o segundo
Sou de Alcácer-Quibir, sou do mar, sou do mundo
A magia, as voltas do Marão
Que eu trazia no meu refrão

Não sei pedir-te por favor
Só te sei falar
Com gestos e com palavrões
E seja lá isso o que for
Eu não vou ficar
A falar com os meus botões

A magia, a imaginação
Que eu trazia na minha mão

Na terceira manhã, o olhar, o chuveiro
Vou morder a maçã, vou estudar o teu cheiro
A magia, a força de Sansão
Que eu trazia no coração

Não sei pedir-te por favor
Só te sei falar
Com gestos e com palavrões
E seja lá isso o que for
Eu não vou ficar
A falar com os meus botões



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Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

 

 
Letra
 
Só para afastar esta tristeza
para iluminar meu coração
falta-me bem mais tenho a certeza,
do que este piano e uma canção.


Falta me soltar na noite acesa
o nome que no peito me sufoca,
e queima a minha dor.


Falta-me solta-lo aos quatro ventos
para depois segui-lo por onde for,
ou então dize-lo assim baixinho
embalando com carinho,
o teu nome, meu amor.


Porque todo ele é poesia,
corre pelo peito como um rio
devolve aos meus olhos a alegria
deixa no meu corpo um arrepio,
porque todo ele é melodia
porque todo ele é perfeição.
É na luz que vem.


Falta-me dize-lo lentamente
falta soletra-lo devagar,
ou então bebe-lo como um vinho,
que dá força pro caminho
quando a força faltar.


Falta-me solta-lo aos quatro ventos
para depois segui-lo por onde for,
ou então dize-lo assim baixinho
embalando com carinho,
o teu nome, meu amor.


Porque todo ele é melodia
e porque todo ele é perfeição.
É na luz que vem.


Falta-me solta-lo aos quatro ventos
para depois segui-lo por onde for,
ou então dize-lo assim baixinho
embalando com carinho,
o teu nome, meu amor.


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Letra
Etelvina Com Seis Meses Já Se Tinha De Pé
Foi Deixada Num Cinema Depois Da Matinée
Com Um Recado Na Lapela Que Dizia Assim:
"Quem Tomar Conta De Mim
Quem Tomar Conta De Mim
Saiba Que Fui Vacinada
Saiba Que Sou Malcriada"

Etelvina Com Dezasseis Anos Já Conhecia
Todos Os Reformatórios Da Terra Onde Vivia
Entregaram-Na A Uma Velha Que Ralhava Assim:
"Ai Menina Sem Juízo
Nem Mereces Um Sorriso
Vais Acabar Num Bueiro
Sem Futuro Nem Dinheiro"

Eu Durmo Sozinha À Noite
Vou Dormir À Beira Rio À Noite À Noite
Acocorada Com O Frio À Noite À Noite

Etelvina Era Da Rua Como Outros São Do Campo
Sua Cama Era Um Caixote Sem Paredes Nem Tampo
Sua Janela Uma Ponte Que Dizia Assim:
"Dentro Das Minhas Cidades
Já Não Sei Quem É Ladrão
Se Um Que Anda Fora Das Grades
Se Outro Que Está Na Prisão"

Etelvina Só Gostava Era De Andar Pela Cidade
A Semear Desacatos E A Colher Tempestade
A Meter Com Os Ricaços A Dizer Assim:
"Você Que Passa De Carro
Ferre Aqui A Ver Se Eu Deixo
Venha Cá Que Eu Já O Agarro
Dou-Lhe Um Pontapé No Queixo"

Eu Durmo Sozinha À Noite ...

Etelvina Já Cansada De Viver Sem Ninguém
A Não Ser De Vez Em Quando Amores De Vai E Vem
Pôs Um Anúncio No Jornal Que Dizia Assim:
"Mulher Desembaraçada
Quer Viver Com Alma Irmã
De Quem Não Seja Criada
De Quem Não Seja Mamã"

Etelvina Já Sabia Que Não Ia Encontrar
Nem Um Príncipe Encantado Nem Um Lobo Do Mar
Só Alguém Com Quem Pudesse Dizer Assim:
"O Amor Já Não É Cego
Abre Os Olhinhos À Gente
Faz Lutar Com Mais Apego
A Quem Quer Vida Diferente"

O Seu Homem Encontrou-O À Noite
A Dormir À Beira Rio À Noite À Noite
Acocorado Com O Frio À Noite À Noite


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Terça-feira, 14 de Junho de 2011
Antena 1 apresenta webradio totalmente dedicada ao fado
A RDP-Antena 1 apresenta hoje, em Lisboa, um novo projecto de webradio vocacionado em exclusivo para o fado, demonstrando um  «envolvimento próximo e consistente» com a candidatura desta canção a Património Imaterial da Humanidade.

As afirmações são do director de programação da RDP, Rui Pêgo, que explicou que esta plataforma se insere numa política de  «rádios estratégicas e de oportunidade».

 

Esta política da emissora pública, levou já à colocação online das rádios República, Mozart, Vivacci, Antena 3 Rock, Antena 3 Dance, entre outras.

 

Referindo-se à Antena 1 Fado, Rui Pêgo, afirmou que se trata de  «acomodar conteúdos que a Antena 1 disponibiliza diariamente, relacionados com o fado, assim como aproveitar e pôr à disposição do público em geral o arquivo tremendo que a RDP tem».

 

A Antena 1 Fado poderá ser escutada no computador, no iphone ou no telemóvel, através do endereço http://www.rtp.pt/wportal/popups/player_dalet.php?canal=antena1fado e é hoje apresentada pelas 12:30 no Museu do Fado, em Lisboa.

 

Esta aposta da estação pública faz todo o sentido  «na medida em que o fado é uma música matricial da nossa cultura», defendeu Rui Pego.

 

A coordenação executiva desta nova rádio é do director-adjunto de Programação da RDP, Jorge Alexandre Lopes.

 

A Antena 1 Fado, segundo Rui Pêgo,  «é vocacionada para três comunidades: os portugueses que residem no estrangeiro, os estrangeiros que falam português e os que se comovem a ouvir cantar o fado sem perceberem uma palavra de português».

 

Com a Rádio Fado, a Antena 1 coloca também em plataforma Web a Rádio Ópera, disse o responsável.

 

A apresentação de Antena 1 Fado na Web conta com a presença de Sara Pereira, directora do Museu do Fado, do musicólogo Rui Vieira Nery, membro da Comissão Científica da candidatura, e do editor discográfico, David Ferreira. Na cerimónia, entre outros participam os fadistas Fábia Rebordão, Rodrigo Costa Félix, Miguel Brito Rebelo e Joana Amendoeira.

 

Via Sol



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Letra

 

Etelvina Com Seis Meses Já Se Tinha De Pé
Foi Deixada Num Cinema Depois Da Matinée
Com Um Recado Na Lapela Que Dizia Assim:
"Quem Tomar Conta De Mim
Quem Tomar Conta De Mim
Saiba Que Fui Vacinada
Saiba Que Sou Malcriada"

Etelvina Com Dezasseis Anos Já Conhecia
Todos Os Reformatórios Da Terra Onde Vivia
Entregaram-Na A Uma Velha Que Ralhava Assim:
"Ai Menina Sem Juízo
Nem Mereces Um Sorriso
Vais Acabar Num Bueiro
Sem Futuro Nem Dinheiro"

Eu Durmo Sozinha À Noite
Vou Dormir À Beira Rio À Noite À Noite
Acocorada Com O Frio À Noite À Noite

Etelvina Era Da Rua Como Outros São Do Campo
Sua Cama Era Um Caixote Sem Paredes Nem Tampo
Sua Janela Uma Ponte Que Dizia Assim:
"Dentro Das Minhas Cidades
Já Não Sei Quem É Ladrão
Se Um Que Anda Fora Das Grades
Se Outro Que Está Na Prisão"

Etelvina Só Gostava Era De Andar Pela Cidade
A Semear Desacatos E A Colher Tempestade
A Meter Com Os Ricaços A Dizer Assim:
"Você Que Passa De Carro
Ferre Aqui A Ver Se Eu Deixo
Venha Cá Que Eu Já O Agarro
Dou-Lhe Um Pontapé No Queixo"

Eu Durmo Sozinha À Noite ...

Etelvina Já Cansada De Viver Sem Ninguém
A Não Ser De Vez Em Quando Amores De Vai E Vem
Pôs Um Anúncio No Jornal Que Dizia Assim:
"Mulher Desembaraçada
Quer Viver Com Alma Irmã
De Quem Não Seja Criada
De Quem Não Seja Mamã"

Etelvina Já Sabia Que Não Ia Encontrar
Nem Um Príncipe Encantado Nem Um Lobo Do Mar
Só Alguém Com Quem Pudesse Dizer Assim:
"O Amor Já Não É Cego
Abre Os Olhinhos À Gente
Faz Lutar Com Mais Apego
A Quem Quer Vida Diferente"

O Seu Homem Encontrou-O À Noite
A Dormir À Beira Rio À Noite À Noite
Acocorado Com O Frio À Noite À Noite



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Festival Silêncio! 2011 - Lisboa Capital da Palavra

 

 

 

Chama-se Silêncio!, mas a ordem não é para cumprir totalmente. Serve antes para pedir o ambiente certo para a entrada em cena de novas tendências artísticas, que se revelam no cruzamento entre a música e a palavra. Em Lisboa, entre 15 e 25 de Junho, as ideias andam à solta na terceira edição de um festival muito original.

Lee Ranaldo (Sonic Youth), José Mário Branco e Arnaldo Antunes destacam-se no extenso programa do evento. Inserido nas Festas de Lisboa, o Silêncio! desdobra-se em concertos, declamações, debates, conferências, "workshops", leituras encenadas, espectáculos de "spoken word", exibições de "film poetry" e desafios de "poetry slam", sempre com a palavra como foco central.

 

213103400
Lisboa, Cinema São Jorge - Av. Liberdade, 175
Lisboa, MusicBox - R. Nova do Carvalho, 24 - Cais do Sodré
De 15-06-2011 a 25-06-2011
Todos os dias
Festas de Lisboa'11.
http://www.festivalsilencio.com

 

Via Guia do Lazer



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Letra
I tried to call you
But you didn´t answer the phone
I tried to pick you up
But you didn´t come along
I tried to talk to you
But you didn´t even answer me
I tried to reach you
But you're so high up above

Oh baby

I try every day
I cry every night
For a second of your time
But you´re so busy for me
You don´t care for my plea
So I cry.Cry.Cry,cry...

Oh...
I tried to tease you
But you didn´t even care
I tried to love you
But your heart closed its doors

Oh baby

I try every day
I cry every night
For a second of your time
But you´re so busy for me
You don´t care for my plea
So I cry, cry, cry, cry...

So you didn´t come along
You didn´t answer
You didn´t care
You closed your heart for me

Oh...
(I tried to call you... Pick up the phone)

You´re so busy...


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Segunda-feira, 13 de Junho de 2011
Letra
A Lulu quer o que quer qualquer mulher 
Que o amigo a abrace bem 
E que a faça rir também.

 


A Lulu tem um medo mas guarda-se em segredo 
O amigo vai esperar que ela queira pô-lo a par.


E se a conversa fica em perigo 
ele ri-se um pouco e triunfante 
Diz-lhe "É bom ser teu amigo 
mas igualmente bom ser teu amante".


A Lulu não traz más recordações 
E o amigo atrás diverte-a com canções


Ela dá-lhe a mão e dá-lhe um pouco do coração 
Ele faz de tudo para compreender 
Depois de tudo para lhe agradecer


E se a conversa os põe em perigo 
ele ri-se muito e gaguejante 
Diz-lhe "É bom ser teu amigo 
mas igualmente bom ser teu amante".



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Letra
És cruel
Meteste a tua filha num bordel
Enforcaste o teu caniche a um cordel
És cruel

És tarado
Pintaste o sexo cor de rebuçado
No circo tu serias um achado
És tarado

És um porco imundo,
Quando queres vais até ao fundo
Não sei onde vais parar

És ignóbil
Não sei qual é que é o teu móbil
És um reciclado de Chernobil
És ignóbil

És vaidoso
Meteste uma pompom na tua franja
Sabes que ainda o dia é uma criança
És vaidoso

És um porco imundo
Quando queres vais até ao fundo
Não sei onde vais parar

És obtuso
Lavas a tua tromba com água do Luso
O teu nariz é como um parafuso
És tarado

És obsceno
Os teus olhos diz que ele é um veneno
Encharcas-te com vinho do Reno
És cruel

És um porco imundo
Quando queres vais até ao fundo
Não sei onde vais parar

És um porco imundo
Quando queres vais até ao fundo
Não sei onde vais parar

Não sei onde vais parar


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Domingo, 12 de Junho de 2011


publicado por olhar para o mundo às 12:49 | link do post | comentar

Sábado, 11 de Junho de 2011


publicado por olhar para o mundo às 17:02 | link do post | comentar

Letra
Desde o começo, não sei quem és, no fundo não te conheço
Se calhar sou o culpado, se calhar até mereço
Quis confiar em ti mas não deixaste, tu não quiseste
Imagino as coisas que tu nunca me disseste
Ás vezes queria ser mosca e voar por aí, pousar em ti
Ouvir o que nunca ouvi, ver o que nunca vi, nem conheci
Saber se pensas em mim quando não estás comigo
Será que és minha amiga como eu sou teu amigo?
Será que falas mal de mim nas minhas costas?
Há coisas em ti que tu não mostras ou já não gostas?
Quantas vezes te pedi para seres sincera, quem me dera
Imagino tanta coisa enquanto estou á tua espera
Apostei tudo o que tinha saí a perder, sem perceber
Surpreendido porque quem pensei conhecer
Sem confiança a relação não resiste, o amor não existe
Quando mentiste, não fiquei zangado mas triste

A carta que eu nunca te escrevi
A carta que eu nunca te escrevi

Não peço nada em troca, apenas quero sinceridade
Por mais crua e difícil que seja, venha a verdade
Será que me enganas? Será que chamas a outro o que me chamas?
Será que é verdade quando me dizes que me amas?
Será que alguém te toca em segredo? Será que é medo?
Será que para ti não passo de mais um brinquedo?
Será que exagero? Será que não passa de imaginação?
Será que é o meu nome que tens gravado no coração? Ou não?
Eu sou a merda que vês mas ao menos sabes quem sou
E sabes que tudo o que tenho é tudo aquilo que te dou
Nunca te prometi mais do que podia
Prefiro encarar a realidade a viver na fantasia

A carta que eu nunca te escrevi
A carta que eu nunca te escrevi

Também te magoei mas nunca foi essa a intenção
E acredita que ver-te infeliz partiu-me o coração
Mas errar é humano e eu dou o braço a torcer
Reconheço os meus erros e sei que já te fiz sofrer
Porquê que não me olhas nos olhos quando pedes perdão?
Será por saberes que neles vejo o reflexo do teu coração?
E os olhos não mentem quando a boca o faz
E se ainda não me conheces então nunca conhecerás
Serás capaz de fazer o que te peço?
Desculpa-me ser mal educado quando stresso
Assim me expresso, sou frio e praguejo em excesso
Se conseguíssemos dialogar já seria um progresso
A chama enfraquece sinto que está a morrer aos poucos
Porquê que é assim? Será que estamos a ficar loucos?
Acho que nunca soubeste o quanto gostei de ti
Esta é a carta que eu nunca te escrevi

A carta que eu nunca te escrevi
A carta que eu nunca te escrevi


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Sexta-feira, 10 de Junho de 2011
Letra
O Pastor

Ai que ninguém volta
ao que já deixou
ninguém larga a grande roda
ninguém sabe onde é que andou

Ai que ninguém lembra
nem o que sonhou
(e) aquele menino canta
a cantiga do pastor

Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
deixa a alma de vigia
Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
acordar é que eu não queria.


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Letra
Desde o começo, não sei quem és, no fundo não te conheço
Se calhar sou o culpado, se calhar até mereço
Quis confiar em ti mas não deixaste, tu não quiseste
Imagino as coisas que tu nunca me disseste
Ás vezes queria ser mosca e voar por aí, pousar em ti
Ouvir o que nunca ouvi, ver o que nunca vi, nem conheci
Saber se pensas em mim quando não estás comigo
Será que és minha amiga como eu sou teu amigo?
Será que falas mal de mim nas minhas costas?
Há coisas em ti que tu não mostras ou já não gostas?
Quantas vezes te pedi para seres sincera, quem me dera
Imagino tanta coisa enquanto estou á tua espera
Apostei tudo o que tinha saí a perder, sem perceber
Surpreendido porque quem pensei conhecer
Sem confiança a relação não resiste, o amor não existe
Quando mentiste, não fiquei zangado mas triste

A carta que eu nunca te escrevi
A carta que eu nunca te escrevi

Não peço nada em troca, apenas quero sinceridade
Por mais crua e difícil que seja, venha a verdade
Será que me enganas? Será que chamas a outro o que me chamas?
Será que é verdade quando me dizes que me amas?
Será que alguém te toca em segredo? Será que é medo?
Será que para ti não passo de mais um brinquedo?
Será que exagero? Será que não passa de imaginação?
Será que é o meu nome que tens gravado no coração? Ou não?
Eu sou a merda que vês mas ao menos sabes quem sou
E sabes que tudo o que tenho é tudo aquilo que te dou
Nunca te prometi mais do que podia
Prefiro encarar a realidade a viver na fantasia

A carta que eu nunca te escrevi
A carta que eu nunca te escrevi

Também te magoei mas nunca foi essa a intenção
E acredita que ver-te infeliz partiu-me o coração
Mas errar é humano e eu dou o braço a torcer
Reconheço os meus erros e sei que já te fiz sofrer
Porquê que não me olhas nos olhos quando pedes perdão?
Será por saberes que neles vejo o reflexo do teu coração?
E os olhos não mentem quando a boca o faz
E se ainda não me conheces então nunca conhecerás
Serás capaz de fazer o que te peço?
Desculpa-me ser mal educado quando stresso
Assim me expresso, sou frio e praguejo em excesso
Se conseguíssemos dialogar já seria um progresso
A chama enfraquece sinto que está a morrer aos poucos
Porquê que é assim? Será que estamos a ficar loucos?
Acho que nunca soubeste o quanto gostei de ti
Esta é a carta que eu nunca te escrevi

A carta que eu nunca te escrevi
A carta que eu nunca te escrevi


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Quinta-feira, 9 de Junho de 2011

 

Letra

 

O amor é um labirinto cativeiro de um desejo,

hei-de cantar o que sinto de cada vez que te vejo,
desaforo, atropelo, que o amor é uma ilusão,
será sonho ou pesadelo traiçoeiro alçapão.
Quando eu te vejo sei que sou palhaço pobre mas nunca palhaço rico.
Quando eu te vejo sei que sou um protelário que de tudo eu abdico.


É que eu gosto tanto de ti que até me prejudico.
É que eu gosto tanto de ti que até me prejudico.


O amor é um desafio, uma doce escaramuça,
é vertigem, arrepio, é uma montanha russa,
talvez escada rolante a subir ao paraíso,
ou mergulho delirante nas marés do prejuízo.
Quando eu te vejo rosa de tantos espinhos, tantos que até me pico.
Quando eu te vejo fico todo afogueado, mais pareço um maçarico.


É que eu gosto tanto de ti que até me prejudico.
É que eu gosto tanto de ti que até me prejudico.


Vai ó seta do cupido sangrar um cravo vermelho, 
do cantor doido varrido que faz da voz um espelho.
Este fado tão grotesco da paixão que é sempre cega, 
será um filme burlesco ou uma tragédia grega?
Quando eu te vejo fico meio atoleimado, fico com os olho em bico.
Quando eu te vejo meio atordoado, quase me dá um fanico.


É que eu gosto tanto de ti que até me prejudico.
É que eu gosto tanto de ti que até me prejudico.



publicado por olhar para o mundo às 16:42 | link do post | comentar

Bruno Fachada

 

B Fachada editou um novo álbum – “um disco de Verão” - e decidiu oferecê-lo aos seus fãs.



O registo, intitulado “Deus, Pátria e Família”, está disponível para download gratuito aqui. Até ao momento, ainda não existe edição física do mesmo.

 

Recorde-se que em 2010 o músico optou por semelhante estratégia aquando da edição de “Há Festa na Moradia”, antecessor de “…É Pra Meninos”, lançado em Dezembro passado.

 

Via Palco Principal



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Letra
A letra desta música ainda não está disponivel


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Quarta-feira, 8 de Junho de 2011
Letra
Veio da costa
Com o sorrir de quem chegava cedo
Trazia histórias
De baleias, de marés e medo
E aquela gente
Que nunca tinha visto o mar contado
Ouvia tudo
Como segredo que é revelado

E a filha do carpinteiro
Que era como uma sereia
Tão boa como água mansa
Fêmea como a lua cheia
De crescer água na boca
De sonhar a noite inteira
Ponham-me a pensar sozinho
Que ainda a deitava na areia

[Refrão]
Ai caramba!
Aquilo é que havia de ser caramba
Palavra de honra
Só me arrependia do que não fizesse
Ai se eu pudesse catraia
Levava-te a navegar
O teu lenço, a tua saia
Deitava os dois ao mar
E era o que Deus quisesse,
Ai catraia se eu pudesse...
E era o que Deus quisesse,
Ai catraia se eu pudesse...

Raio de moça
Que já me põe a falar sozinho
Ainda hei-de um dia
Aparecer-lhe à curva do caminho
Pode a nascente
Se levantar lá das terras da sorte
Hei-de dizer-lhe
Que é mais bravia que o vento norte

E um dia de manhazinha
O pescador perdeu o medo
Foi bater-lhe à porta e disse
Quero contar-te um segredo
E ela pior que as marés
Deu-lhe a resposta despachada
Vai mas é de volta ao mar
Que tu daqui não levas nada

[Refrão]

Ai se eu pudesse...

Ai caramba
Aquilo é que havia de ser caramba
Palavra de honra
Só me arrependia do que não fizesse

[Refrão]

Ai caramba!
Aquilo é que havia de ser caramba
Palavra de honra
Só me arrependia do que não fizesse
Ai se eu pudesse catraia
Levava-te a navegar
O teu lenço, a tua saia
Deitava os dois ao mar
E era o que Deus quisesse,
E era o que Deus quisesse,
Ai catraia se eu pudesse...




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