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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

Letra

 

Sopra o vento, sopra o vento,
Sopra alto o vento lá fora,
Mas também meu pensamento
Tem um vento que o devora.
Há uma íntima intenção
Que tumultua o meu ser
E faz do meu coração
O que um vento quer varrer;
Não sei se há ramos deitados
Abaixo no temporal,
Se pés do chão levantados
Num sopro onde tudo é igual
Dos ramos que ali caíram
Sei só que há mágoas e dores
Destinadas a não ser
Mais que um desfolhar de flores.
Sopra o vento, sopra o vento,
Sopra alto o vento lá fora,
Mas também meu pensamento
Tem um vento que o devora.

 

Joana Amendoeira canta ‘Sétimo Fado’ em Guimarães

 

A fadista Joana Amendoeira actua no próximo sábado, 9 de Abril, em Guimarães, para apresentação do seu novo disco de originais, ‘Sétimo Fado’. 


O espectáculo, com início previsto para as 22h00 no cine-teatro São Mamede, tem bilhetes à venda a 10 euros (pla-teia) e a 15 euros (balcão).

Novos poetas com novos compositores

Ao lado de Pedro Pinhal (viola) e Filipe Raposo (piano) a fadista assina a produção e concepção musical do trabalho, reunindo uma série de letristas ou poetas, sejam eles o caso de João Fezas Vital, João Monge, Vasco Graça-Moura, Rosa Lobato Faria, José Luis Peixoto, Pedro Tamen, Fernando Girão, Amélia Muge, Tiago Torres da Silva, Helder Moutinho, Pedro Assis Coimbra e Pedro Rapoula.

Para além dos fados tradicionais, onde cabem as palavras escritas por alguns nomes referidos conta-se com uma série de novos fados com assinatura de vários compositores, como Bernardo Sassetti, Pedro Pinhal, Paulo Paz, Pedro Amendoeira, Fernando Girão, Filipe Raposo, Davide Zaccaria, e a própria Joana Amendoeira que assina aqui também duas das composições escolhidas uma ao lado de Pedro Pinhal e outra onde a dupla convida o guitarrista Ricardo Parreira

 

Aqui a alma e o pensamento servem-se com toda a sua essência e cumplicidade, numa viagem onde a chegada é sempre um ponto de partida.
“A fadista propõe, como no disco, uma reflexão sobre todo o seu percurso, declarando toda uma maturidade, na contenção e peso que entrega às palavras”, refere uma nota da produção, a que o CM teve acesso.

Sete discos em nome próprio e concertos pelo mundo fora

Joana Amendoeira apresenta-se em palco, de acordo com a idade e experiência na arte que reconhece sua, pois contam-se agora sete discos em nome próprio, para além das várias participações, e uma mão cheia de grandes concertos pelo mundo fora — em algumas das mais importantes e prestigiadas salas nacionais e internacionais, a solo e ao lado de grandes vultos das várias culturas espalhadas pelo globo.

Partindo de uma formação com base na guitarra portuguesa, viola e contrabaixo, Joana Amendoeira volta a convidar outros instrumentos, neste caso o piano, o acordeão, o violoncelo e uma percussão em dois te-mas, para aquela que será uma nova etapa após os seus dez anos de carreira, acrescenta ainda a mesma nota.

 

Via Correio do Minho

 

 

Letra

 

(Segunda-feira 
trabalhei de olhos fechados 
na terça-feira 
acordei impaciente 
na quarta-feira 
vi os meus braços revoltados 
na quinta-feira 
lutei com a minha gente 
na sexta-feira 
soube que ia continuar 
no sábado 
fui à feira do lugar 
mais uma corrida, mais uma viagem 
fim-de-semana é para ganhar coragem) 

Muito boa noite, senhoras e senhores 
muito boa noite, meninos e meninas 
muito boa noite, Manuéis e Joaquinas 
enfim, boa noite, gente de todas as cores 
e feitios e medidas 
e perdoem-me as pessoas 
que ficaram esquecidas 
boa noite, amigos, companheiros, camaradas 
a vida é feita de pequenos nadas 
a vida é feita de pequenos nadas 

Somos tantos a não ter quase nada 
porque há uns poucos que têm quase tudo 
mas nada vale protestar 
o melhor ainda é ser mudo 
isto diz de um gabinete 
quem acha que o casse-tête 
é a melhor das soluções 
para resolver situações 
delicadas 
a vida é feita de pequenos nadas 

E o que é certo 
é que os que têm quase tudo 
devem tudo aos que têm muito pouco 
mas fechem bem esses ouvidos 
que o melhor ainda é ser mouco 
isto diz paternalmente 
quem acha que é ponto assente 
que isto nunca vai mudar 
e que o melhor é começar a apanhar 
umas chapadas 
a vida é feita de pequenos nadas 

(Segunda-feira 
trabalhei de olhos fechados 
na terça-feira 
acordei impaciente 
na quarta-feira 
vi os meus braços revoltados 
na quinta-feira 
lutei com a minha gente 
na sexta-feira 
soube que ia continuar 
no sábado 
fui à feira do lugar 
mais uma corrida, mais uma viagem 
fim-de-semana é para ganhar coragem) 

Muito boa noite, senhoras e senhores 
muito boa noite, meninos e meninas 
muito boa noite, Manuéis e Joaquinas 
enfim, boa noite, gente de todas as cores 
e feitios e medidas 
e perdoem-me as pessoas 
que ficaram esquecidas 
boa noite, amigos, companheiros, camaradas 
a vida é feita de pequenos nadas 
a vida é feita de pequenos nadas 

Ouvi dizer que quase tudo vale pouco 
quem o diz não vale mesmo nada 
porque não julguem que a gente 
vai ficar aqui especada 
à espera que a solução 
seja servida em boião 
com um rótulo: Veneno! 
é para tomar desde pequeno 
às colheradas 
a vida é feita de pequenos nadas 
boa noite, amigos, companheiros, camaradas 
a vida é feita de pequenos nadas.

 

 

 

 

Letra

 

Foge comigo Maria, foge comigo Maria
Para longe desta terra
Meu amor, p´ra toda a vida, meu amor p'ra toda a vida
É a paixão que nos leva

Refrão

Foge comigo Maria (2x)
Foge comigo Maria, já

Se tu fosses girassol, se tu fosses girassol
Eu seria beija-flor
Nesta cama sem lençol, nesta cama sem lençol
Se repete o nosso amor

Refrão

Deita fora esse lenço, deita fora esse lenço
Não te quero a chorar
Se o teu pai é burro-velho, se o teu pai é burro-velho
Só nos resta não voltar

Refrão


Foge já...

De quem são estas palavras
Que me escreves meu amor
Se o vento seca as lágrimas
Não me cala esta dor...

Refrão

Foge comigo Maria
Morre comigo Maria
Foge comigo Maria, já

 

 

Letra

 

Tu sabes bem, que o amor se perdeu
Não o faças refém, foi meu e teu
Foi o que foi, o que nós deixamos
Inocentes os dois, culpados ficamos

Refrão

A lágrima caiu, sem tu saberes
Por ti caiu, a última vez

A flor da saudade, que nasce selvagem
Daninha se espalha, por toda a paisagem
Por todos os locais, em todos os cheiros
Há histórias reais, de um cativeiro

Refrão

A lágrima caiu, sem tu saberes
Por ti caiu, a última vez

Um dia talvez, possamos lembrar
De novo talvez, falar sem gritar

Refrão( 2x)

 

Há um mundo novo a descobrir nos Aquaparque

 

Os Aquaparque de André Bel e Pedro Magina não são comparáveis a nada do que tenhamos ouvido ou que estejamos a ouvir. Apesar da estranheza que suscitam, são música imediata, na boa tradição pop, e só os cantaremos quando aprendermos a ouvi-los. "Pintura Moderna", o seu magnífico segundo álbum, acaba de ser editado

 

O palco não era bem palco porque não existia qualquer obstáculo físico a separar o público da banda. O palco, de resto, não era necessário. A maioria dos que assistiam estava sentada no chão, quieta e atenta. No palco que não era bem palco, estavam dois músicos. Um deles cuspia palavras com as mãos nas teclas, largava as teclas e aproximava-se do povo sentado. O corpo contorcia-se enquanto as palavras se libertavam num cantar visceral, irreprimível. O corpo que cantava não era intérprete de coisa nenhuma, não se movia e não cantava assim para o público que o via e ouvia. Fazia-o para si, fazia-o porque não precisa de alternativa ao "ter que fazer".

Quem cantava era Pedro Magina. Que tanto foi aquela urgência irreprimível quanto uma visão pop, tão estranha quanto reconfortante, em que se misturam e confundem a guitarra acústica de uma intensa delicadeza, uma electrónica indefinida (tecno sonâmbulo?; memórias 80s devassadas?; um ser anti-Eno preso num loop?) e teclados de sintética majestosidade. Ali, no sótão do Kolovrat 79, atelier da estilista Lidija Kolovrat, em Lisboa, os !Calhau!, que acabavam de lançar o seu primeiro LP, "Quadrologia Pentacónica", já tinham actuado. Depois deles, os Aquaparque de Pedro Magina e André Abel apresentavam o seu novo álbum, o segundo. Chama-se "Pintura Moderna" e o título assenta-lhe bem. Ouvimo-lo e sentimos esse desmoronar de certezas que o moderno implica. Ouvimo-lo, nessa indefinição/cruzamento de estéticas e de memórias, ouvimos aquelas letras, da autoria de André Abel, que fluem em narrativa surpreendente sem cair no jogo semântico gratuito, ouvimos esta música de "Pintura Moderna", dizíamos, e é um sobressalto. "Não acho que o título ['Pintura Moderna'] feche, que signifique 'é isto'. O título abre [várias possibilidades]. Não há nele qualquer caução conceptual. Sugeri-o porque senti que era o título ideal. Nem argumentei." André Abel, que formou os Aquaparque com Pedro Magina em 2007 (editaram o álbum de estreia, "É Isso Aí!", dois anos depois), põe a tónica no sítio certo.

Os Aquaparque não fecham, não definem uma nova estética. Abrem possibilidades. Novas e estimulantes possibilidades pop - poderíamos dizer que, apesar da estranheza que suscitam, são música imediata, na boa tradição pop, e só os cantaremos quando aprendermos a ouvi-los. Porque os Aquaparque são "filhos" do entusiasmo criativo espoletado há alguns anos por bandas como os Loosers, Fish & Sheep ou Frango, uma galeria como a ZDB, ou um festival como o agora consolidado Out.Fest, mas não emanam de uma cena e não são comparáveis ao que quer que seja que tenhamos ouvido ou estejamos a ouvir. E não vale, dizem, englobá-los na nova música portuguesa, na nova vaga que canta em português, que explora e trabalha sobre aquilo que nos é peculiar.

"Por muito que tente, não consigo ver a música como sendo portuguesa ou estrangeira. Actualmente, não faz sentido. Música portuguesa é o fado, são músicas de cariz regional que têm uma cultura envolvida, muito vincada relativamente a uma terra e a uma região", aponta Pedro Magina. Até podemos ser assaltados, ao ouvi-lo, por reminiscências de António Variações, dos Ocaso Épico, do glamour reinventado do "Sonho azul" de Né Ladeiras, mas são isso mesmo, reminiscências, farrapos de uma memória comum que se materializa - de resto, também passa por ali romantismo soft-rock resgatado aos anos 70, a transversalidade dos Gang Gang Dance, resquícios dub e techno, planagens cósmicas dos alemães de outrora, desejo de transcendência que reconhecemos em Panda Bear. Isto para dizer que percebemos perfeitamente o que diz e porque o diz Magina.

Do egoísmo como ética

Os Aquaparque nascem de um espaço criativo íntimo, o espaço partilhado por Abel e Magina, amigos desde a infância, músicos em bandas perdidas na memória de Santo Tirso, onde se conheceram, músicos depois nos Dance Damage, que apanharam a revitalização pós-punk de início da década passada, antes de perceberem que prosseguir esse caminho era um beco sem saída e reformularem tudo. Ao segundo álbum dos Aquaparque, nem sabem bem como se definir.

No concerto de apresentação,o público manteve-se sereno e sentado, mesmo quando a música revelava uma força vital que o impeliria a erguer-se e a dançar. André Abel: "Não sabemos o que as pessoas que estão interessadas e que seguem o que fazemos acham ser o melhor 'setting' para nós. Se era aquele sótão, se será um clube. Isso será decorrente de uma certa ambiguidade estética da música. Como é que é que tem de ser um concerto?". Não chega a responder: "Em nem sei se somos mesmo uma banda. Se calhar estamos mais próximos de um duo sertanejo, como Lucas & Mateus, ou um duo tecno, como Burger & Voight".

André Abel, naquela sexta-feira em que os Aquaparque apresentaram "Pintura Moderna" no sótão de madeira desse espaço Kolovrat com pequena janela aberta sobre a cidade, lá ao fundo, e móveis antigos espalhados aqui e ali, era o músico à esquerda do palco. Ao contrário de Magina, manteve uma pose imperturbável. Dedilhando a guitarra, acertando as programações, tocando as teclas, cantando como um anti-Brian Ferry - nada de glamour aristocrata, todo o charme de uma serena discrição.

Alguns dias depois dos concertos (a seguir a Lisboa, actuaram no Porto, no Clubbing da Casa da Música), sentado com Magina numa esplanada, André Abel exclamará isto quando falamos do que era "É Isso Aí", o primeiro álbum, e do que é agora "Pintura Moderna": "É um bocado desinteressante explicar o porquê. Não trabalhamos com signos e símbolos de uma forma tão definida. Entre intenção e necessidade, escolhemos a necessidade."

É um pormenor importante. Quando editaram "É Isso Aí", afirmaram que era "só o primeiro álbum": "É um caminho." Agora, continuam. Caminham caminhando. Exploram por temperamento e por necessidade - não só nos Aquaparque, assinale-se: André Abel tem também os Tropa Macaca, que partilha com Joana da Conceição, autora da arte gráfica dos Aquaparque, e Magina editou no ano passado o álbum a solo "Nazca Lines". Exploram, portanto.

Em "Pintura Moderna", a guitarra acústica surgiu para transformar o tom e o temperamento da música. Surgiu porque André Abel queria, primeiro, "quebrar o molde formulaico que o processo [criativo nos Aquaparque] estava a tomar". Para o conseguir, pensou comprar um MPC [instrumento electrónico que processa samples], "mas não tinha dinheiro para isso". Então, "bateu-lhe" a guitarra, Magina ouviu aquele instrumento "estranho" à banda e respondeu ao estímulo. "Pensamos a música de forma egoísta", resume Pedro Magina. "É um processo nosso, e nasce de uma necessidade de nos estimularmos. Aborrecemo-nos facilmente", confessa.

Quando editaram o primeiro álbum, André já descera de Santo Tirso até Lisboa, Pedro Magina mantinha-se a Norte. Neste momento, vivem ambos na capital. Ainda assim, "Pintura Moderna" foi gravado no ambiente bucólico com urbanismo próximo de uma casa em Rebordões, aquela que o duo utiliza há anos para ensaios. A música, e isto somos nós a extrapolar, parece reflectir também essa indefinição: a gentileza de alguns arranjos e da guitarra acústica, contraposta ao tom mais nocturno e inquieto das programações. É, de certa forma, o mesmo que sentimos ao atravessar as letras de André Abel, que reflectem um certo "mal de viver", um desejo de algo que agite, que desperte, que nos obrigue a sentirmo-nos vivos - e isso é cantado por gente que agita, que desperta, que está certamente muito viva em toda a actividade que desenvolve.

Talvez o segredo esteja então nisto que cantam em "Ultra suave": "seguimos convictos de que nada deste tempo nos agrada". Se não nos der para mergulhar na depressão, torna-se mais fácil agir, agitar, sentirmo-nos vivos quando carregamos essa convicção. É o que nos diz e o que ouvimos nesta magnífica e surpreendente "Pintura Moderna" dos Aquaparque.

 

Via Público

 

 

 

 

 

 

Letra

 

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir

Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...
Mais força para lutar...
Mais força para lutar...
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir

Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

(Refrão)
Senhor enginheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira 
E quem me anda a ...

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Dê-me um pouco de atenção...

 

01 Abr, 2011

GNR - Sangue Oculto

 

 

Letra

 

Há luz na artéria principal,
Ardem as chamas de dois sois.
Há luta na arena artificial,
Corre o sangue, bato-me primeiro e a ti depois.

Al huir de una investida,
Es como saltar una hoguera,
La barrera de fuego,
Una frontera.

Ao fugir da própria vida
Sem correr e sem saltar,
Oculto sangue que tenho para dar.

Flores como lo sangre,
Correrán entre mis venas,
Arden como el deseo,
Tu visión en mis cadenas,
Ao fugir da própria vida
Sem correr e sem saltar,
Oculto sangue que tenho para dar.

Al huir de una investida,
Es como saltar una hoguera,
La barrera de fuego,
Una frontera.

Ao fugir duma investida,
É como saltar a fogueira,
À barragem de fogo,
Uma fronteira.


Al dejar  la própria vida
Sin volver la vista atrás,
Guardaré la sangre
Que tengo para dar.

 

Al huir de una investida,
Es como saltar una hoguera,
La barrera de fuego,
Una frontera.

 

Ao fugir da própria vida
Sem correr e sem saltar,
Oculto sangue que tenho para dar.

 

Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
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Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email

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