Letra
Tal como o pássaro tem de voar para ser aquilo que é
Teu homem tem de viver se desejas saber quem é
Fácil como voar mas demora o tempo que for
E é o tempo que tens para mudar
Mas demora o tempo que tens
Tal como tudo o que flui dessa vez eras tu meu amor a flor
Meu corpo gosta de ver e é meus olhos que quer usar
Fácil como voar mas demora o tempo que for
É o tempo que tens para mudar
Mas demora o tempo que tens
Mas se achas que eu sou culpado por sentir
Culpas-me de haver algo entre nós

A escolha para este ano recaiu, tal como em edições passadas, em bandas de topo. Os concertos vão ter lugar no Pavilhão do Nerga, e se S. Pedro ajudar, a missa dos finalistas terá lugar no campus do IPG, presidida pelo bispo da Guarda, D. Manuel Felício. Virgem Suta, Xutos e Pontapés, e Deolinda, são as principais bandas que animaram a principal festa dos estudantes. Já começou, no início desta semana, a venda dos ingressos para a Semana Académica da Guarda, e quem comprar o bilhete geral durante esta semana terá um desconto. O preço normal é 30 euros, mas por estes dias é possível adquiri-lo, na sede da Associação Académica da Guarda, por 27,5 euros. Também existe um bilhete geral para não estudantes do IPG, que custa 45 euros. Esta é uma poupança que, de resto, não se aplica ao cartaz que a Semana Académica vai proporcionar aos cerca de 4 mil estudantes do Politécnico da Guarda.
O orçamento estima-se de 180 mil euros, mas apresenta um leque de concertos que poucas “queimas” conseguem ter. Os já míticos Xutos e Pontapés, são o grande destaque, que repetem a presença já concretizada em 2009. Os Deolinda, que cada vez mais afirmam o seu potencial artístico, até mais recentemente com uma música que provocou a criação do movimento “Geração à Rasca”, vão também fazer a festa com os estudantes da Guarda. O terceiro destaque vai para os Virgem Suta, banda revelação em 2010. De 2 a 10 de maio, a Semana Académica da Guarda promete dar mais vida à cidade mais alta do país, acreditando a direção da academia guardense que o cartaz proposto vai aliciar ainda estudantes das cidades da Covilhã e Viseu, onde, para isso, serão feitas apresentações do cartaz da Semana Académica da Guarda. Segundo Marco Loureiro, presidente da academia, «este é um cartaz ao nível do que esta associação apresenta desde 2008», considerando que a Guarda tem estado «entre as cinco melhores queimas do país». Por esta razão, acredita que Covilhã e Viseu «serão cidades que vão aparecer» até porque «na altura em que realizamos (a Semana Académica) a deles já terminou», assumindo também que «o nosso cartaz tem sido melhor, até porque eles fazem apostas mais fortes na Semana do Caloiro».
O programa da Semana Quanto aos concertos das grandes bandas, Virgem Suta atuam no Pavilhão do Nerga no dia 5 de maio, os Xutos e Pontapés (dia 6) e os Deolinda (dia 9). A Semana Académica começa no dia 2 de maio com o tradicional Baile de Gala dos finalistas, seguindo-se, dia 3, o Enterro do Caloiro, e dia 4, a Serenata Monumental, nas escadarias da Sé. No dia 8 de maio tem lugar, no campus do IPG, a Missa de Finalistas. A 9 de maio, a Guarda recebe a animação do dj Alvim, e no último dia da Semana Académica, durante a tarde, terá lugar o Desfile Académico. Tal como em anos anteriores, dentro do espírito de atitude responsável, a Associação Académica da Guarda vai proporcionar autocarros gratuitos do centro da cidade até ao Nerga, procurando que quem abuse do álcool evite conduzir.
Retirado Rádio Elmo
Letra
Na minha rua há restos de vidas
Restos de famílias
De mães desaparecidas
E outras há que deram vida às vidas que por ali param
Vindas de passagem e de passagem lá ficaram
Na minha rua há restos de cartazes
Restos de eleições
Do 'SIM' ao aborto e outras frases
Que eu não votei mas fiz pressão para que outro alguém votasse
Minha consciência pssa a vida num impasse
Na minha rua há restos de mim por todo o lado
Espalhados pelo tempo e pelo espaço
Na minha rua há restos de mim por toda a parte
Rasgados e atirados pelo ar
Na minha rua há restos de namoros
De beijos e abraços
De zangas e desaforos
E eu não tive ninguém que se digna-se a odiar-me
No meu mau feitio de preguiça, humor e charme
Na minha rua há restos de noites
Restos de garrafas, bebedeiras e açoites
Gemidos deifarçados pela fúria dos turistas
Á porta de boites tão baratas como ariscas
Na minha rua há restos de mim por todo o lado
Espalhados pelo tempo e pelo espaço
Na minha rua há pedaços de mim por toda a parte
Rasgados e atirados pelo ar
Na minha rua há restos de mim por todo o lado
Espalhados pelo tempo e pelo espaço
Na minha rua há pedaços de mim por toda a parte
Rasgados e atirados pelo ar
É tão bom saber que há vida assim
Faz tão bem ter histórias para contar
Eu quero ir poder então fugir
É bom para mim
É bom para quem tão bem me quer
Letra
se tu fores à praia
se tu fores ver o mar
cuidado não te descaia
o teu pé de catraia
em óleo sujo à beira-mar
a branca areia de ontem
está cheiinha de alcatrão
as dunas de vento batidas
são de plástico e carvão
e cheiram mal como avenidas
vieram para aqui fugidas
a lama a putrefacção
as aves já voam feridas
e outras caem ao chão
Mas na verdade Rosalinda
nas fábricas que ali vês
o operário respira ainda
envenenado a desmaiar
o que mais há desta aridez
pois os que mandam no mundo
só vivem querendo ganhar
mesmo matando aquele
que morrendo vive a trabalhar
tem cuidado...
Rosalinda
se tu fores à praia
se tu fores ver o mar
cuidado não te descaia
o teu pé de catraia
em óleo sujo à beira-mar
Em Ferrel lá p´ra Peniche
vão fazer uma central
que para alguns é nuclear
mas para muitos é mortal
os peixes hão-de vir à mão
um doente outro sem vida
não tem vida o pescador
morre o sável e o salmão
isto é civilização
assim falou um senhor
tem cuidado

A programação completa do festival foi anunciada na terça-feira e The Legendary Tigerman tem previsto dois concertos a 27 e 28 de Junho naquele que é considerado o maior festival de jazz do mundo.
Paulo Furtado tem estado em digressão com o álbum "Femina", que apresentou recentemente em França e na Suíça, e também nos coliseus de Lisboa e do Porto.
Em Julho integrará o festival Super Bock Super Rock e regressa a Paris para tocar no Cité de la Musique.
O festival de Montreal decorrerá de 25 de Junho a 4 de Julho e tem como cabeças-de-cartaz a fadista Ana Moura, a canadiana Diana Krall, o brasileiro Milton Nascimento, o espanhol Paco de Lúcia, o senegalês Youssou N'Dour e a nigeriana Sade.
Apesar de ser conotado com o jazz, o festival de Montreal tem sempre uma variedade de estilos na programação, incluindo pop, rock, world music e fado, como explicou recentemente à Lusa o porta-voz do festival, Gregory Kitzler.
O Festival Internacional de Jazz de Montreal atrai anualmente 2,5 milhões de pessoas, oferecendo mais de 600 espectáculos, a larga maioria ao ar livre e com entrada grátis.
Via Sol
Letra
Quando for grande vou ser
quero ser um realejo
ter um pedaço de terra
fogo que salta ao braseiro
dormir no fundo da serra
quero ser um realejo
Carteiro em bicicleta
leva recados de amor
vem o sono com a música
ao som do realejo
Quando for grande vou ser
quero ser um realejo
ter um burro viola e cão
chamar a dança dos sapos
correr com a bola na mão
quero ser um realejo
Quando for grande vou ser
quero ser um realejo
colher amêndoa em telhados
dar banana às andorinhas
dobrar o cabo do mundo
quero ser um realejo
Carteiro em bicicleta
leva recados de amor
vem o sono com a música
ao som do realejo
Quando for grande vou ser
quero ser um realejo
ter um burro viola e cão
chamar a dança dos sapos
correr com a bola na mão
quero ser um realejo
Carteiro em bicicleta
leva recados de amor
vem o sono com a música
ao som do realejo
Letra
O amor é tudo, Amor é asas, Amor é Momento, Amor é sede, Amor é agua, Amor é mundo,
Amor é alimento, Amor é corpo,
Amor é alma, Amor é magia,
Amor é do vento eternamente.
Love is everything. Love is nothing, Love is wings, Love is the moment, Love is thirst, Love is water, Love is the world, Love is nourishment, Love is the body, Love is soul, Love is magic, Love belongs to the wind, forever.

Dia 30 de Abril foi a data escolhida pelos UHF para regressarem à Aula Mgna da Reitoria da Universiadade de Lisboa num concerto onde apresentarão canções que revelam a inquietação por este país dando assim forma à interrogação do título do álbum Porquê?, e ainda os êxitos mais marcantes dete agrupamento musical.
“Porquê, em Lisboa”é o título desta produção, integrada na digressão “Porquê, em Portugal”, que correrá o país de norte a sul.
Como convidados especiais Armando Teixeira (dos Balla), e a Tuna Académica A Feminina.
Dado a grande procura que teve a primeira edição deste novo trabalho dos UHF, foi posta à venda dia 18 de Abril a reedição de Porquê? acrescida de cinco temas extra: dois inéditos e três versões acústicas.
Os UHF estão a preparar em segredo o concerto na Aula Magna, está concluída a gravação do 1º vídeo deste novo trabalho.
O tema escolhido é o que dá título ao álbum. Porquê? É um vídeo provocador e interventivo, bem ao jeito do que os UHF sempre nos habituaram.
Via Hardmusica
Letra
O dinheiro não bateu na conta
Já faltou, já estou meia zonza
Trabalhei, ainda sinto o cheiro
Quero ver, ver o meu dinheiro
Será cara, será coroa
A sorte falta a gente boa
Trabalhar para o papel
Como abelha, abelha para o mel
Refrão(2x)
Será ... cara ou coroa
Será ... cara ou coroa
Será ... cara ou coroa
Será ... cara ou coroa, cara ou coroa ...
Patrão na loja, já subiu
Ignorou, reprimiu
Em baixo ficaram à espera
Como quem tem medo, medo da fera
Meio mês, já ficou esticado
Camponês, campo já lavrado
A chuva cai, alguém fica molhado
Estou no ir, vou dar por acabado
Refrão(2x)
Será ... cara ou coroa
Será ... cara ou coroa
Será ... cara ou coroa
Será ... cara ou coroa, cara ou coroa ...
Viver é fácil, é censura
Mas quem não vive, não perdura
Trabalhar para o papel
Ou ter a arma, a arma sem quartel
Refrão(4x)
Será ... cara ou coroa
Será ... cara ou coroa
Será ... cara ou coroa
Será ... cara ou coroa, cara ou coroa ...
Meio mês, já ficou esticado
Camponês, campo já lavrado
A chuva cai, alguém fica molhado
Estou no ir, vou dar por acabado
Letra
De rosa ao peito na roda
Eu bailei com quem calhou (2x)
Tantas voltas dei bailando
Que a rosa se desfolhou (2x)
Refrão:
Quem tem, quem tem amor a seu jeito
Colha a rosa branca, ponha a rosa ao peito (2x)
Ó roseira, roseirinha
Roseira do meu jardim (2x)
Se de rosas gostas tanto
Porque não gostas de mim (2x)
Refrão (5x)
Colha a rosa branca, ponha a rosa ao peito
Colha a rosa branca, ponha a rosa ao peito

Os portugueses The Gift atuam em Nova Iorque a 14 de junho, no The Bowery Ballroom, em concerto de apresentação do álbum "Explode", recentemente editado.
O espetáculo da banda de Alcobaça foi anunciado na rede social Facebook, e os músicos querem fazer deste regresso a Nova Iorque, cinco anos depois do último concerto na cidade norte-americana, uma "grande festa".
A 07 de Maio, a banda atua em Madrid, no Teatro Circo Price, e regressa depois a Portugal, onde tem agendado um concerto na Queima das Fitas de Coimbra, a 12 de maio.
Depois do regresso dos EUA, o grupo atua no festival Super Bock Super Rock, a 15 de julho, partilhando palco com nomes como Portishead, Arcade Fire, The Strokes e Arctic Monkeys.
Os The Gift, que surgiram em Alcobaça em 1994, integram os irmãos Nuno e John Gonçalves, Sónia Tavares e Miguel Ribeiro.
O grupo editou em março o álbum "Explode", quarto trabalho de originais e primeiro em sete anos, depois do duplo "AM-FM" e do projeto Amália Hoje, no qual estiveram envolvidos Nuno Gonçalves e a vocalista, Sónia Tavares.
O álbum foi gravado em Madrid, onde o compositor Nuno Gonçalves vive atualmente, e foi apresentado ao vivo em Lisboa em cinco concertos no Teatro Tivoli.
Letra
Escutando no vento
Tua voz secreta
Que me sopra por dentro
Deixe-me ser só ser
No teu colo eu me entrego
Para que me nutras
E me envolvas
Deixa-me ser só ser
Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma
Um ponto de luz
Que me conduz
Aceso na alma
Por trás dessa nuvem
Ardendo no céu
O fogo do sol rai
Eternamente quente
Liberta-me a mente
Liberta-me a mente
Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma
Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma

Apesar do repertório pop rock dos Clã convocar habitualmente espectadores entre as crianças, «Disco Voador», a editar na terça-feira, assinala a estreia «quase inevitável» do grupo neste campo, mas sem facilitismos nem para a música nem para o público.
«O facto de em Portugal não haver assim tanta oferta quanto isso fez-nos pensar que podíamos algum dia experimentar fazer um projecto para miúdos», disse a vocalista dos Clã, Manuela Azevedo, à agência Lusa.
«Disco Voador» tem canções compostas pelos Clã a partir de letras da escritora Regina Guimarães.
«Musicalmente não íamos fazer música mais simples ou mais leve só porque era para miúdos. Tínhamos que os levar a sério como ouvintes, por isso íamos dar-lhes tudo o que sabemos», disse a cantora.
Os «supernovos», como chamou Manuela Azevedo, são os protagonistas das canções que falam da amizade, dos amores da adolescência e de coisas que não são politicamente corretas, como «comer chocolates».
Regina Guimarães «não é nada maternalista, leva-os a sério, desafia-os com conceitos esquisitos, com histórias estranhas e personagens que viram tudo do avesso. Não tem medo das palavras e das ideias», sublinhou.
Há canções que são «puro divertimento», como «Curta-metragem», outras que são um «exercício fonético divertido», como o «Chocolatando», e ainda outras que celebram «os amores», como «Embeiçados», uma espécie de «ode aos feios», porque «ser feio ou ter a boca torta não é impedimento para ser amado».
«Disco Voador» surgiu de uma encomenda do projecto «Estaleiro» de Vila do Conde, onde as canções já foram apresentadas ao vivo, tanto em palco como em escolas.
Aliás, a proximidade com os mais novos no ambiente escolar foi uma das premissas do grupo para este disco.
«[Queremos] articular a ida a uma cidade com visitas às escolas, com oficinas ou com sessões extra só para grupos escolares. Apesar de ter havido um trabalho de desenvolver uma programação cultural ainda há muito a fazer em relação ao que se pode levar aos miúdos e à formação do público jovem», disse Manuela Azevedo.
Para os Clã, que já existem há 18 anos, «Disco Voador» é também um processo de descoberta tão ou mais importante como para os «supernovos».
«Este disco não tem o peso de ser o sucessor de `Cintura´ [o álbum anterior], deixou-nos livres para fazer muitas coisas, recorrer a diferentes de instrumentos, formas de compor e de arranjar. Libertou-nos para descobrir outras coisas sobre o que é fazer canções. Foi um voo interessante de descoberta», disse Manuela Azevedo.
«Disco Voador» será apresentado ao vivo no dia 30 no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e a 04 de Maio na Casa da Música, no Porto.
Retirado do SOL
Letra
Uma espécie de céu
Um pedaço de mar
Uma mão que doeu
Um dia devagar
Um Domingo perfeito
Uma toalha no chão
Um caminho cansado
Um traço de avião
Uma sombra sozinha
Uma luz inquieta
Um desvio na rua
Uma voz de poeta
Uma garrafa vazia
Um cinzeiro apagado
Um hotel numa esquina
Um sono acordado
um secreto adeus
Um café a fechar
Um aviso na porta
Um bilhete no ar
Uma praça aberta
Uma rua perdida
Uma noite encantada
Para o resto da vida
(Refrão)
Pedes-me um momento
Agarras as palavras
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas
Levas a cidade
Solta me o cabelo
Perdes-te comigo
Porque o mundo é o momento
(repete)
Uma estrada infinita
Um anuncio discreto
Uma curva fechada
Um poema deserto
Uma cidade distante
Um vestido molhado
Uma chuva divina
Um desejo apertado
Uma noite esquecida
Uma praia qualquer
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher
Um encontro em segredo
Uma duna ancorada
Dois corpos despidos
Abraçados no nada
Uma estrela cadente
Um olhar que se afasta
Um choro escondido
Quando um beijo não basta
Um semáforo aberto
Um adeus para sempre
Uma ferida que dói
Não por fora, por dentro
Letra
Saint Vincent! Land so beautiful,
With joyful hearts we pledge to thee
Our loyalty and love, and vow
To keep you ever free.
Whate'er the future brings,
Our faith will see us through.
May peace reign from shore to shore,
And God bless and keep us true.
Hairoun! Our fair and blessed Isle,
Your mountains high, so clear and green,
Are home to me, though I may stray,
A haven, calm, serene.
Our little sister islands are
Those gems, the lovely Grenadines,
Upon their seas and golden sands
The sunshine ever beams.
Letra
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Zeca Afonso
25 de Abril mais que nunca
Letra
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Zeca Afonso
25 de Abril mais que nunca
Letra
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Zeca Afonso
Letra
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.
Letra
Quantas vezes vais olhar para trás
Estás preso a um passado que pesou
Quantas vezes vais ser tu capaz
Fazer sair quem por engano entrou
Abre a tua porta, não tenhas medo
Tens um mundo inteiro à espera para entrar
De sorriso no rosto talvez o segredo
Alguém que te quer falar
Olha em frente e diz-me aquilo que vês
Reflexos de quem conheces bem
Ouve essa voz é a tua voz
Dá-lhe atenção e a razão que tem
Abre a tua porta, não tenhas medo
Tens um mundo inteiro à espera para entrar
De sorriso no rosto talvez o segredo
Alguém que te quer falar
Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não o podes parar nem tens nada a perder
Estás de passagem
Não o leves a mal se te manda avançar
Talvez seja um sinal que não podes parar
Estás de passagem
Vai aonde queres
Sê quem tu quiseres
Estende a tua mão
A quem vier por bem
Abre a tua porta, não tenhas medo
Tens um mundo inteiro à espera para entrar
De sorriso no rosto talvez o segredo
Alguém que te quer falar
Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não o podes parar nem tens nada a perder
Estás de passagem
Não o leves a mal se te manda avançar
Talvez seja um sinal que não podes parar
Estás de passagem
Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não o podes parar nem tens nada a perder
Estás de passagem
Não o leves a mal se te manda avançar
Talvez seja um sinal que não o podes parar
Estás de passagem, só de passagem, estou de passagem
Para outro lugar
Letra
Há alturas na vida
Em que se sente o pior
Como que uma saída
Refúgio na dor
E ao olhar para trás
Pensar no que aconteceu
O que se vê não apraz
Não gritou mas escondeu
E salta a fúria em nós
Rebenta o ser mais calado
Querer puxar pela voz
Mostrar que está revoltado
À espera o tempo a passar
A desesperar
Ganhar a coragem de gritar e gritar
E é nestas alturas
Sou eu mesmo que o digo
Repensamos na falta
Que nos faz um amigo
Alguém que nos mostre a luz
E nos estenda essa mão
Diga que a vida não é cruz
Olhar para trás pedir perdão
E salta a fúria em nós
Rebenta o ser mais calado
Querer puxar pela voz
Mostrar que está revoltado
À espera o tempo a passar
A desesperar
Ganhar a a coragem de gritar e gritar
Letra
Há sempre um piano
um piano selvagem
que nos gela o coração
e nos trás a imagem
daquele inverno
naquele inferno
Há sempre a lembrança
de um olhar a sangrar
de um soldado perdido
em terras do Ultramar
por obrigação
aquela missão
Combater a selva sem saber porquê
e sentir o inferno a matar alguém
e quem regressou
guarda sensação
que lutou numa guerra sem razão...
sem razão... sem razão...
Há sempre a palavra
a palavra "nação"
os chefes trazem e usam
pra esconder a razão
da sua vontade
aquela verdade
E para eles aquele inverno
será sempre o mesmo inferno
que ninguém poderá esquecer
ter que matar ou morrer
ao sabor do vento
naquele tormento
Perguntei ao céu: será sempre assim?
poderá o inverno nunca ter um fim?
não sei responder
só talvez lembrar
o que alguém que voltou a veio contar... recordar...
recordar...
Aquele Inverno
Letra
E eeeh Su uuuuH
E eeeh Su uuuuh
Há sempre um piano
Um piano selvagem
Que nos gela a coração
E nos traz a imagem
Daquele inverno
Aquele inferno
Há sempre a lembrança
De um olhar a sangrar
De um soldado perdido
Em terras do ultramar
Por obrigação, naquela missão
Combater na selva, sem saber porquê
E sentir o inverno, de matar alguém
E quem regressou, guarda a sensação
Que lutou, numa guerra sem razão
Sem razão, sem razão...
Há sempre a palavra
A palavra nação
Que os chefes trazem e usam
Para esconder a razão
Da sua vontade, daquela verdade
E para eles aquele inverno
Será sempre o mesmo inferno
Que ninguém poderá esquecer
Ter que matar ou morrer
Ao sabor do vento, naquele tormento
Perguntei ao céu, será sempre assim
Poderá o inverno nunca ter um fim
Não sei responder só talvez lembrar
O que alguém que voltou, vem contar
Recordar, recordar...
Letra
Há sempre um piano
um piano selvagem
que nos gela o coração
e nos trás a imagem
daquele inverno
naquele inferno
Há sempre a lembrança
de um olhar a sangrar
de um soldado perdido
em terras do Ultramar
por obrigação
aquela missão
Combater a selva sem saber porquê
e sentir o inferno a matar alguém
e quem regressou
guarda sensação
que lutou numa guerra sem razão...
sem razão... sem razão...
Há sempre a palavra
a palavra "nação"
os chefes trazem e usam
pra esconder a razão
da sua vontade
aquela verdade
E para eles aquele inverno
será sempre o mesmo inferno
que ninguém poderá esquecer
ter que matar ou morrer
ao sabor do vento
naquele tormento
Perguntei ao céu: será sempre assim?
poderá o inverno nunca ter um fim?
não sei responder
só talvez lembrar
o que alguém que voltou a veio contar... recordar...
recordar...
Aquele Inverno
Letra
Mais do que a um país que a uma família ou geração
Mais do que a uma passado
Que a uma história
ou tradição
Tu pertences a ti
Não és de ninguém
Mais do que a um patrão
A uma rotina ou profissão
Mais do que a um partido que a uma equipa ou religião
Tu pertences a ti
Não és de ninguém
Vive selvagem
E para ti serás alguém
Nesta viagem
Quando alguém nasce
Nasce selvagem
Não é de ninguém
Letra
Mais do que um país que a uma família ou geração mais do que a um passado que a uma história ou tradiçao tu pertences a ti não é de ninguém ... mais do que a um patrão que a uma rotina ou profissão mais do que a um partido que a uma equipa ou religião tu pertences a ti não é de ninguém ... vive selvagem e para ti serás alguém nesta viagem ... quando alguém nasce nasce selvagem não é de ninguém
Letra
Pensas Que Eu Sou Um Caso Isolado
Não Sou O Único A Olhar O Céu
A Ver Os Sonhos Partirem
À Espera Que Algo Aconteça
A Despejar A Minha Raiva
A Viver As Emoções
A Desejar O Que Não Tive
Agarrado Às Tentações
E Quando As Nuvens Partirem
O Céu Azul Ficará
E Quando As Trevas Abrirem
Vais Ver, O Sol Brilhará
Vais Ver, O Sol Brilhará
Não, Não Sou O Único
Não, Sou O Único A Olhar O Céu
Não, Não Sou O Único
Não, Sou O Único A Olhar O Céu
Pensas Que Eu Sou Um Caso Isolado
Não Sou O Único A Olhar O Céu
A Ouvir Os Conselhos Dos Outros
E Sempre A Cair Nos Buracos
A Desejar O Que Não Tive
Agarrado Ao Que Não Tenho
Não, Não Sou O Único
Não Sou O Único A Olhar O Céu
Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta
Choro a rir, isto é mais forte do que pensei
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei
Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta
É triste ser tão novo e já achar que a vida não
presta
As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço
O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso
O dia amanhece, algo me diz para ter cuidado
Vagueio sem destino nem sei se estou acordado
O sorriso escasseia, hoje a tristeza é rainha
Não sei se a alma existe mas sei que alguém feriu a
minha
Às vezes penso se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz?
Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
E não sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se
esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Não há dia que não pergunte a Deus porque nasci
Eu não pedi, alguém me diga o que faço aqui
Se dependesse de mim teria ficado onde estava
Onde não pensava, não existia e não chorava
Prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo
Às vezes penso que passo tempo demais comigo
Olho para os lados, não vejo ninguém para me ajudar
Um ombro para me apoiar, um sorriso para me animar
Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim?
Alguém me diga porque me sinto assim
Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê
Sinto lágrimas nos meus olhos mas ninguém as vê
Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto
daquilo que penso
Mostrem-me a saída deste abismo imenso
Pergunto-me se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz?
Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
E não sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se
esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Tento não me ir abaixo mas não sou de ferro
Quando penso que tudo vai passar
Parece que mais me enterro
Sinto uma nuvem cinzenta que me acompanha onde estiver
E penso para mim mesmo será que Deus me quer
Será a vida apenas uma corrida prá morte
Cada um com a sua sina, cada um com a sua sorte
Não peço muito, não peço mais do que tenho direito
Olho para trás e analiso tudo o que tenho feito
E mesmo quando errei foi a tentar fazer o bem
Não sei o que é o ódio, não desejo mal a ninguém
Ha-de surgir um raio de luz no meio da porcaria
Porque até um relógio parado está certo duas vezes por dia
Vou-me aguentando
A esperança é a última a morrer
Neste jogo incerto o resultado não posso prever
E quando penso em desistir por me sentir infeliz
Oiço uma voz dentro de mim que me diz
Mantem-te firme
Letra
Mais Do Que A Um País
Que A Uma Família Ou Geração
Mais Do Que A Um Passado
Que A Uma História Ou Tradição
Tu Pertences A Ti
Não És De Ninguém
Mais Do Que A Um Patrão
Que A Uma Rotina Ou Profissão
Mais Do Que A Um Partido
Que A Uma Equipa Ou Religião
Tu Pertences A Ti
Não És De Ninguém
Vive Selvagem
E Para Ti Serás Alguém
Nesta Viagem
Quando Alguém Nasce
Nasce Selvagem
Não É De Ninguém
Norberto Lobo tem novo disco e isso, como antes, como sempre, só pode encher-nos de justa alegria. O guitarrista que nos ofereceu "Mudar de Bina" e "Pata Lenta", dois momentos únicos da discografia portuguesa recente, já com lugar reservado na história da música cá da terra, regressa com "Fala Mansa". Será lançado dia 11 de Maio, o mesmo em que se apresentará no Teatro da Trindade, em Lisboa, e, tendo em conta a lotação limitada a 443 espectadores, recomenda-se rapidez na aquisição do bilhete. Isto porque Norberto Lobo, dono de um lirismo comovente e de uma expressividade torrencial, ponte livre entre o que reconhecemos como nosso - à Paredes - e a vastidão do mundo - à Norberto, viajante inveterado -, já não é segredo reservado a um pequeno núcleo de convertidos. Hoje, todos o reconhecem, todos estarão curiosos por descobrir o que esconde este novo "Fala Mansa". Por agora, temos títulos como "Chuva ácida (darque)", "Balada para Lhasa", "Charleston para Jack", "Haiku para Mike" ou "Shibuya girls". Aguardemos. 11 de Maio está mesmo aí.
Via Ipsilon
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