Terça-feira, 8 de Março de 2011

 

 

Letra

 

Por vezes dás contigo desanimado
Por vezes dás contigo a desconfiar
Por vezes dás contigo sobressaltado
Por vezes dás contigo a desesperar
 
De noite ou de dia, a luta é alegria
E o povo avança é na rua a gritar
 
De pouco vale o cinto sempre apertado
De pouco vale andar a lamuriar
De pouco vale um ar sempre carregado
De pouco vale a raiva para te ajudar
 
De noite ou de dia, a luta é alegria
E o povo avança é na rua a gritar
 
E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino
E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino
Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção
Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção
 
E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino
E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino
 
Não falta quem te avise «toma cuidado»
Não falta quem te queira mandar calar
Não falta quem te deixe ressabiado
Não falta quem te venda o próprio ar
 
De noite ou de dia, a luta é alegria
E o povo avança é na rua a gritar
 
E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino
E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino
 
Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção
Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção
Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção
Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção
 
E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino
E traz o pão e traz o queijo e traz o vinho
E vem o velho e vem o novo e o menino
A luta continua

 

 



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Os Maria Clementina

 

 

Raquel Menina - Voz
Juca Pavico - Guitarra, Voz e Piano
Enrique Mita - Banjo, Baixo e Voz
Manuel de Malta - Bateria, arranjo, Theremin e outros.

Assim de repente, a primeira coisa que importa dizer sobre os Maria Clementina é que eles não existem verdadeiramente (é o que dá serem alter-egos de artistas famosos; se fossem heterónimos, talvez tivessem mais sorte, mas assim...)


Seja como for, reza a história que a banda nasceu, verdadeiramente, na cabeça de Manuel de Malta no exacto momento em que os seus lábios pousaram nos de Raquel Menina pela primeira vez – ocasião em que, em vez dos habituais fogos de artifício, Manuel de Malta diz ter começado a ouvir um conjunto de acordes maiores em progressão cromática tocados por um orgão Casiotone de 1982. “Se um dia tivermos uma filha, chamamos-lhe Maria Clementina” terá dito, embriagado pelos cabelos cor de clementina de Raquel e pelo amor que logo ali sentiu, ainda que sem perceber porque carga de água (ou sumo de clementina) o Casiotone tinha vindo substituir os foguetes do costume. “Uma filha? Primeiro faz-me uma banda, depois logo se vê”, respondeu Raquel Menina a cantar e com o espírito prático que, apesar das aparências, a caracterizava.


E assim fez. 


Hoje os Maria Clementina são uma banda única que, apesar de geograficamente separada, está unida de uma forma cósmica, sendo precisamente assim, à distância, que ensaiam e compõem (ainda que a internet dê uma ajuda grande à cosmicidade), só se juntando verdadeiramente em estúdio para gravar. 


Com um estilo que não hesitam de classificar como ruralo-pop-inconformado, o primeiro single dos Maria Clementina, “Veio a Maria Clementina” foi um prenúncio de algo muito maior (um EP, com 4 músicas, e portanto literalmente maior) e de uma carreira que, ainda que incipiente, muito promete a quem já ouviu (e mesmo a um ou dois que ainda não ouviram, mas que não hesitam dizer que promete na mesma).

 

Retirado do My Space



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Letra

 

Os loucos estão certos
Os certos estão fartos
Os fartos são modernos com os pés no chão

Os sogros estão pobres
Os pobres estão mortos
Os mortos são vivos em preservação

O bairro está cheio
As cheias estão à porta
O António das chamuças mudou de canal

Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal

Os loucos estão parvos
Os parvos estão no trono
O trono que era bênção fez-se maldição

Os trilhos estão cruzados
A fome aí à espera
O tio veio ao casório para insultar o irmão

Os padres comem putos
Os putos comem ratos
Na igreja de São Torpes hoje há bacanal

Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal

Ai, ai, ai
Já que a gente se habitua ao ai
Ai, ai, ai
Já que a borga continua
Já que o ritmo não recua
Seja o filho avô do pai

Os loucos estão certos
Os certos estão fartos
Os fartos são modernos com os pés no chão

Os trilhos estão cruzados
A fome aí à espera
O tio veio ao casório para insultar o irmão

Os padres comem putos
Os putos comem ratos
Na igreja de São Torpes hoje há bacanal

Os loucos estão certos
É preciso ouvi-los
Foram avisados não nos querem mal

Ai, ai, ai
Já que a gente se habitua ao ai
Ai, ai, ai
Já que a borga continua
Já que o ritmo não recua
Seja o filho avô do pai

 

 



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Letra

 

Se cuidas de mim eu?
eu cuido de ti também
Dentro da minha mão
eu guardo-te bem
Se amarmos do principio
se perdermos tudo outra vez
vou marcar-te bem
como um sonho vão
dentro da minha mão

Se cuidas de mim
eu cuido de ti também
Se vens em paz
eu venho por bem
Se formos bebendo o chão deste caminho
vou guardar-te bem
agora que sei
que não vou sozinho.

por isso vem?
Há uma praia depois sombra
uma clareira para iluminar
Há um abrigo no meio das ondas
tudo é caminho para iluminar
Por isso vem.

 



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Segunda-feira, 7 de Março de 2011

 

 

Letra

 

Antes da chegada eu disse-lhe ao ouvido
Esse teu amigo mais parece teu amor
Nem todo o cacheiro é para andar contigo
Larga lá o osso oh fidalgo roedor

Haja algum bom senso, Dona Ligeirinha
Olhe que o comércio lhe afugenta muita gente
Antes da chegada, oiça o que eu lhe digo
Escolha o bom caminho que é para o rosto andar contente

Antes da chegada eu disse-lhe ao ouvido
Esse teu amigo mais parece teu amor
Nem todo o cacheiro é para andar contigo
Larga lá o osso oh fidalgo roedor

Haja algum bom senso, Dona Ligeirinha
Olhe que o comércio lhe afugenta muita gente
Antes da chegada, oiça o que eu lhe digo
Escolha o bom caminho que é para o rosto andar contente

Vou largar o que a mamã levou à perna
Quer agora evitar o seu bom pai oh-ai
Tanto orgulho numa só mulher moderna oh-ai
Que ora corre ora cai

Antes da chegada eu disse-lhe ao ouvido
Esse teu amigo mais parece teu amor
Nem todo o cacheiro é para andar contigo
Larga lá o osso oh fidalgo roedor

Haja algum bom senso, Dona Ligeirinha
Olhe que a conversa lhe afugenta muita gente
Antes da chegada, oiça o que eu lhe digo
Escolha o bom caminho que é para o gosto andar contente

Vou largar o que a mamã levou à perna
Quer agora evitar o seu bom pai oh-ai
Tanto orgulho numa só mulher moderna oh-ai
Que ora corre ora cai

Vou largar o que a mamã levou à perna
Quer agora evitar o seu bom pai oh-ai
Tanto orgulho numa só mulher moderna oh-ai
Que ora corre ora cai

 

 



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Nuno Maló

 

Acaba de ser distinguido em Los Angeles com o prémio "Compositor Revelação". Nuno Maló sempre sonhou fazer da música uma memória da imagem

 

O sonho de fazer música para cinema acompanha Nuno Maló desde a infância.

Lembra-se de ficar encantado com os filmes de Steven Spielberg quando tinha 4 ou 5 anos, não só com o que a tela mostrava, mas também com a magia do som. Mais tarde, aos 12 anos, quando já tinha começado a aprender a tocar guitarra, tomou consciência de que ser compositor de bandas sonoras podia ser uma profissão. "Sempre gostei de contar histórias com a música e entendi a música como um paralelo às nossas vidas, como um espelho da existência", disse ao Ìpsilon numa conversa telefónica a partir de Los Angeles, onde reside desde 2000. A música como algo que nos ajuda a mergulhar num universo e que nos "traz à memória de imediato as cenas que acompanha" sempre o fascinou. Foi já com o plano de vir a criar música para filmes que ingressou na Escola Profissional de Música de Arcos do Estoril (que já não existe) aos 14 anos e foi depois para Londres fazer o curso superior de composição e o mestrado e a seguir para Los Angeles, "a capital da música para cinema".

 

Hoje, tem 33 anos e foi distinguido pela Associação Internacional de Críticos de Música para Cinema com o prémio "Compositor Revelação" pela banda sonora "Amália - O Filme", de Carlos Coelho da Silva, passando à frente de Daft Punk, "scar Araujo, Arnau Bataller e Herbert Gronemeyer. As criações originais concebidas pelo jovem compositor português para "Amália" (disponíveis num CD da New Movie Score Media) encontravam-se também entre as nomeações para melhor banda sonora num filme dramático ao lado de "Cisne Negro" e de "O Discurso do Rei" (premiado).

"Escolhi viver em Los Angeles pois queria estar próximo do mundo que sempre admirei e dos compositores que sempre me inspiraram", conta. "Mas o mais importante foi poder fazer o curso da University of Southern California na área da música para cinema. Já tinha as bases académicas da composição e esta formação, intensa, deu-me a experiência prática no terreno, fazíamos peças e estas eram montadas de imediato no estúdio profissional da Paramouth."

 

A primeira oportunidade profissional surgiu em 2001, quando Joaquim Sapinho o convidou a fazer a banda sonora de "A Mulher Polícia". "Fiz a partitura aqui em Los Angeles e fomos gravar com orquestra à Hungria. Na altura não era habitual o trabalho com orquestra em bandas sonoras de filmes portugueses. Há excepções como a música de António Pinho Vargas para os filmes de José Fonseca de Costa ['O Fascínio' e 'Cinco Dias, Cinco Noites'] mas, pelo menos desde os anos 70, creio que não era prática corrente", conta. "A seguir trabalhei num filme do Luís Galvão Teles e comecei a ter cada vez mais propostas vindas de Portugal. Aqui na América é mais difícil pois há um grande mercado e muita gente a compôr para cinema, os realizadores recebem centenas de CDs."

 

 

 

 

Via Público



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Letra

 

Pedes-me um tempo 
pra balanço de vida 
mas eu sou de letras 
não me sei dividir
para mim um balanço
é mesmo balançar
balançar até dar balanço
e sair...

Pedes-me um sonho
pra fazer de chão
mas eu desses não tenho
só dos de voar
e agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar
de quê?
de viver o perigo
de quê?
de rasgar o peito
com o quê?
de morrer 
mas de que, paixão?
de quê?
se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde 
e nao ter, nem sentir 
o vento ardente 
a soprar o coração...

Prendes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens
esqueces que às vezes 
quando falha o chão 
o salto é sem rede 
e tens de abrir as mãos

Pedes-me um sonho 
pra juntar os pedaços 
mas nem tudo o que parte 
se volta a colar 
e agarras a minha mao 
com a tua mao e prendes-me 
e dizes-me para te salvar 
de quê?
de viver o perigo
de quê?
de rasgar o peito
com o quê?
de morrer 
mas de que, paixão?
de quê?
se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde 
e nao ter, nem sentir 
o vento ardente 
a soprar o coração...

de quê?
de viver o perigo
de quê?
de rasgar o peito
com o quê?
de morrer 
mas de que, paixão?
de quê?
se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde 
e nao ter, nem sentir 
o vento ardente 
a soprar o coração...

 



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Domingo, 6 de Março de 2011

 

 

Letra

 

Vá lá senhora, chegou a hora.
Vá lá senhora, chegou a hora de escolher o seu par.
De escolher o seu par. Alguém para amar. Alguém para a amar. 


Vá lá senhora, a hora é pouca.
Vá lá senhora, que o tempo esgota. Vá escolher o seu par.
Vá escolher o seu par. Alguém para amar. Alguém para a amar.


O sofrimento... A condição... Sobre o pavimento... Na escuridão. 
Raparigas e rapazes, monumentos tão audazes.
Há azul na tua mão. Sangue inocente, palpitação.
Alegria, tradição, euforia, excitação, para escolher o seu par.
Para escolher o seu par. Alguém para amar. Alguém para a amar.

 



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Letra

 

Só nós dois é que sabemos
O quanto nos queremos bem
Só nós dois é que sabemos
Só nós dois e mais ninguém
Só nós dois compreendemos
Este amor triste e profundo
Quando o amor acontece
Não pede licença ao mundo

Anda, Abraça-me, Beija-me
Encosta o teu peito ao meu
Esquece o que vai na rua
Vem ser minha, eu serei teu
Que falem não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa
Dentro da nossa porta

Só nós dois compreendemos
O calor dos nossos beijos
Só nós dois é que sofremos
As torturas e os desejos
Vamos viver o presente
Tal qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só Deus sabe o que será

Anda, Abraça-me, Beija-me
Encosta o teu peito ao meu
Esquece o que vai na rua
Vem ser minha, eu serei teu
Que falem não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa 
Dentro da nossa porta

Que falem não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa 
Dentro da nossa porta.

 



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Sábado, 5 de Março de 2011

 

 

Letra

 

Reajo a esse incomodo olhar
Nem quero acreditar
Que vem na minha direção
Há dias que estou a reparar
Nem queres disfarçar
Roubas a minha atenção
Aprecio o teu dom de tornar
Num clique o meu falar
Numa total confusão
Confesso que só de imaginar
Que te vou encontrar
Me sobe à boca o coração

(Refrão)
E falas de ti
E Falas do tempo
Prolongas o momento
De um simples cumprimentar
Falas do dia
Falas da noite
Nem sei que responda
Perdido no teu olhar

É certo que sempre ouvi dizer
Que do querer ao fazer
Vai um enorme esticão
Mas haverá quem possa negar
Que querer é poder
E o nunca é uma invenção
Bem sei que este nosso cruzar
Pode até nem passar
De um capricho sem valor
Mas porque raio hei-de evitar
Se esse teu ar
Me trouxe ao sangue calor

(Refrão)
E falas de ti
E Falas do tempo
Prolongas o momento
De um simples cumprimentar
Falas do dia
Falas da noite
Nem sei que responda
Perdido no teu olhar

 



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Letra

 

Espreito por uma porta encostada
Sigo as pegadas de luz
Peço ao gato "xiu" para não me denunciar

Toca o relógio sem cuco
Dá horas à cusquice das vizinhas e eu
Confesso às paredes de quem gosto
Elas conhecem-te bem

Aconchego-me nesta cumplicidade
Deixo-me ir nos trilhos traçados
Pela saudade de te encontrar
Ainda onde te deixei

Trago-te o beijo prometido
Sei o teu cheiro mergulho no teu tocar
Abraças a guitarra e voas para além da lua

Amarro o beijo que se quer soltar
Espero que me sintas para me entregar
A cadeira, as costas, o cabelo e a cigarrilha
A dança do teu ombro...

E nesse instante em que o silêncio
É o bater do coração
Fecha-se a porta
Pára o relógio
As vizinhas recolhem
Tu olhas-me...

Tu olhas-me...

Trago-te o beijo prometido
Sei o teu cheiro, mergulho no teu tocar
Abraças a guitarra e voas para além da lua

Amarro o beijo que se quer soltar
Espero que me sintas para me entregar
A cadeira, as costas, o cabelo e a cigarrilha
A dança do teu ombro...

E, nesse instante em que o silêncio
É o bater do coração
Fecha-se a porta
Pára o relógio
As vizinhas recolhem

Solta-se o beijo, o gato mia...
Solta-se o beijo, o gato mia...
Solta-se o beijo, o gato mia...

Tu olhas-me...
Tu olhas-me...

Solta-se o beijo, o gato mia...
Solta-se o beijo, o gato mia...
Solta-se o beijo, o gato mia...

Espreito por uma porta encostada
Sigo as pegadas de luz
Peço ao gato "xiu" para não me denunciar

 



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Sexta-feira, 4 de Março de 2011

 

Letra

 

Quero pintar a minha vida de todas as cores
Quero pintar...por ti
E quando chegar o momento
Deixa-te pintar
Deixa-te levar
Deixa-te pintar
Na minha sala sob a luz do luar
Perde-te no tempo... deixa-te levar


Pintei o teu corpo numa tela
Esculpi o teu rosto à luz da vela
Pintei o teu corpo... pintei

 

Quero pintar a minha vida de todas as cores
E vou-me lembrar... de ti
E quando chegar o momento
Deixa-te levar
Deixo-me encantar
Deixa-te pintar

 

Na minha sala sob a luz do luar
Perde-te no tempo... deixa-te levar

 

Pintei o teu corpo numa tela
Esculpi o teu rosto à luz da vela

 

Pintei o teu corpo numa tela
Esculpi o teu rosto à luz da vela
Pintei o teu corpo... pintei

 



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Letra

 

Entrei no teu jogo como um louco,
fui ingénuo e tu tão fatal.
Joguei-me todo e foi tão pouco,
o amor é o teu instinto mais cruel
Enquanto te sigo melhor me faço o teu troféu
Entrei no teu jogo como um louco,
eu sou o teu escravo mais leal

Refrão:

Ordena que te ame,
e odeia quando falho.
Mas usa, abusa de mim e eu serei
feliz até ao fim


Marquei as unhas no corpo,
tornei-me um bicho irreal.
Infectei o lugar onde me punhas.
O amor é este monstro final
Gostas do teu troféu erguido neste inferno?
Marquei o corpo com as unhas,
pus-me um louco tão original


Refrão:

Ordena que te ame
e odeia quando falho.
Mas usa, abusa de mim e eu serei
feliz até ao fim


Ordena que te queira
e odeia quando paro.
Leva-me, arrasta o meu corpo
desfeito em pó

Ordena que te ame
e odeia quando falho.
Mas usa, abusa de mim e eu serei
feliz até ao fim

Ordeno que me odeies,
amo que tu sofras.
O que uso, abuso, é sempre assim,
morrerá por mim (x2)

 



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Anabela e Simone juntas

 

A Sala Azul do Teatro Aberto vai acolher dois concertos, dias 4 e 11 de Março pelas 22h.

O primeiro concerto, da cantora Anabela, presta homenagem às grandes músicas portuguesas das décadas de 50, 60 e 70 recordadas nas peças de dramaturgia portuguesa.

A comemorar 25 anos de carreira, Anabela faz um espectáculo dentro da "Tour Nós 2011". Simone de Oliveira será a grande convidada deste concerto. Juntas ao vivo, vão cantar em dueto um dos temas que celebrizou a carreira de Simone de Oliveira.

No dia 11 de Março o Teatro Aberto recebe Mazgani. Depois de ter composto a música interpretada ao vivo na peça "O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti", o artista aparece agora num concerto em nome próprio enquadrado na sua digressão internacional.

 

Via DN



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Letra

 

A vida vai torta
Jamais se endireita
O azar persegue
Enconde-se à espreita

Nunca dei um passo
Que fosse o correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo

(Refrão)
Enquanto esperavas no fundo da rua
Pensava em ti e em que sorte era a tua
Quero-te tanto...(quero-te tanto)
Quero-te tanto...(quero-te tanto)

De modo que a vida
É um circo de feras
E uns entre tantos
São as minhas feras

Nunca dei um passo
Que fosse o correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo

(Refrão)
Enquanto esperavas no fundo da rua
Pensava em ti e em que sorte era a tua
Quero-te tanto...(quero-te tanto)
Quero-te tanto...(quero-te tanto)

 



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Quinta-feira, 3 de Março de 2011
 
O álbum, Fado Tradicional, de Mariza é colocado à venda em 21 países na próxima segunda-feira numa edição standard (CD com 12 fados), e numa edição especial (12 fados e dois extra).
 

O disco que, entre outros temas, integra o fado Promete Jura, foi produzido por Diogo Clemente, é o quinto álbum de estúdio da intérprete e foi editado em Novembro em Portugal.

 

Fado Tradicional estará à venda no Reino Unido, Alemanha, Espanha, Áustria, Suíça, Bélgica, Países Baixos, Noruega, Suécia, Polónia, Finlândia, Grécia, República Checa, Hungria, Bulgária, Japão, Austrália, África do Sul, Brasil, Turquia e Nova Zelândia.

 

A digressão internacional que a intérprete iniciou a 2 de Fevereiro na Turquia e envolve espectáculos em 20 palcos de alguns dos países onde o disco é distribuído.

 

No final do mês, o álbum estará disponível em França e Itália. Refira-se que em Dezembro passado a intérprete de Ó Gente da Minha Terra foi condecorada pela França com a Ordem das Artes e Letras, no grau Chevalier.

 

O álbum integra um tema de Fernando Pessoa e dois originais de Diogo Clemente, o qual acompanha a fadista à viola, sendo os restantes acompanhantes Ângelo Freire (guitarra portuguesa) e Marino de Freitas (viola baixo).

 

Em Junho, Fado Tradicional chegará aos Estados Unidos e ao Canadá, países onde Mariza actu regularmente.

 

Tal como o título indica, as melodias que Mariza interpreta são fados tradicionais, como os casos do Fado Sérgio, a solo e em dueto com Artur Batalha, o tema Promete Jura (Maria João Dâmaso/Sérgio Dâmaso), o Fado Alfacinha para o tema de Fernando Pinto RibeiroAs Meninas dos Meus Olhos, ou o Fado Varela para uma letra de Diogo Clemente, Mais uma Lua.

 

De Fernando Pessoa interpreta Dona Rosa, na melodia do Fado Bailarico de Alfredo Marceneiro.

 

Ai, esta Pena de Mim (Amália Rodrigues/José António Guimarães Serôdio) no Fado Zé António, e Na Rua do Silêncio na melodia doFado Alexandrino de Joaquim Campos com letra de António Sousa Freitas, são dois dos temas do repertório de Amália Rodrigues que recria.

Os temas extra da edição especial são Olhos da Cor do Mar de João Ferreira-Rosa e Óscar Alves na música do Fado Amora de Joaquim Campos, e Lavava no Rio Lavava de Amália Rodrigues e José Fontes Rocha.

 

Via SOL



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Letra

 

Tenho dores fechadas em caixinhas
Contra mim, contra ti, contra lá,
Contra os dias que passam, a meu lado

Tenho dores fechadas em caixinhas, contra aqui, contra ali, contra cá
Que me dizem, estou aqui, estamos lá

Ah diz-me la, diz me aqui
Oxalá, oxalá te veja a meu lado ao pé de mim 

Tenho dores fechadas em caixinhas
Contra mim, contra ti, contra lá,
Contra os dias que passam, a meu lado

Tenho dores fechadas em caixinhas, 
contra aqui, contra ali, contra cá
Mas que me dizem, estou aqui, estamos lá

Ah diz-me la, diz me aqui
Oxalá, oxalá te veja a meu lado ao pé de mim, ao pé de mim
Ah oxalá te veja ao meu lado
Oxalá te veja bem aqui
Ai oxalá te veja a meu lado
ao pé de mim, ao pé de mim.


Glória à Hermínia ao marceneiro e tais fadistas
Glória à ginjinha ao medronho e à revista,Glória 
à Hermínia, Glória 
à Hermínia ao marceneiro e tais fadistas, 
à ginjinha ao medronho e à revista

Contra mim, contra ti, contra lá
Contra aqui, contra ali, contra cá
Contra mim, contra ti, contra lá,
Contra mim, contra ti, contra lá

 



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Letra

 

What made you think that I’m in love with you?
One hundred ways to be apart from you

What made you think that I’m in love with you?
One hundred ways to live my life
It’s true, it’s absolutely true

What made you think that I’m in love with you?
One hundred ways to heal my heart, undo

You painted all in grey
And I’ll be running out
Red, green, blue it’s true
They make my life full of light flashing, now
There’s no dance in the dark
Let the fireworks start

Running to the stars
Never gets you very far
Follow me and then
We’ll go round and round again

When you wait too long
Just carry on
Believing you’re wrong

If the world explodes right now
I will hide you deep underground
Leave you on the top of the biggest tree
From there you can see the blue sea

There’s no dance in the dark
Let the fireworks start

Running to the stars
Never gets you very far
Follow me and then
We’ll go round and round again

When you wait too long
Just carry on
‘Cause you’re not alone
Believing you’re wrong

There’s a gun in my hand
With seventy-eight keys
If it points at your head
Would you die for me?

 



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Letra

 

(Luís Represas/João Gil) 

Foi sem mais nem menos 
Que um dia selei a cento e vinte e cinco azul 
Foi sem mais nem menos 
Que me deu para arrancar sem destino nenhum 

Foi sem graça 
Nem pensando na desgraça que entrei pelo calor 
Sem pendura 
Que a vida já me foi dura para insistir na companhia 

O tempo não me diz nada 
Nem o homem da portagem na entrada da auto-estrada 
A ponte ficou deserta 
Nem sei mesmo se Lisboa não partiu para parte incerta 

Viva o espaço 
Que me fica pela frente e não me deixa recuar 
Sem paredes 
Sem portas nem janelas nem muros para derrubar 

Refrão: 

Talvez um dia me encontre 
Assim, talvez me encontre 

Curiosamente 
Dou por mim pensando onde isto me ia levar 
De uma forma ou d'outra 
Há-de haver uma hora p'ra vontade de parar 

Só que à frente 
O bailado do calor vai-me arrastando p'ro vazio 
E com o ar na cara 
Vou sentido desafios que nunca ningém sentiu

 



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Quarta-feira, 2 de Março de 2011

 

 

A porta fechou-se contigo
Levaste na noite o meu chão
E agora neste quarto vazio
Não sei que outras sombras virão
E alguém ao longe me diz

Hmmmmmm Hmmmmm

Há um perfume que ficou na escada
E na TV o teu canal está aberto
Desenhos de corpos na cama fechada
São um mapa de um passado deserto
Eu sei que houve um tempo em que tu e eu
Fomos dois pássaros loucos
Voámos pelas ruas que fizemos céu
Somos a pele um do outro

Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora

Ainda sei de cor o teu ventre
E o vestido rasgado de encanto
A luz da manhã e o teu corpo por dentro
E a pele na pele de quem se quer tanto

Não tenho mais segredos
Escondi-me nos teus dedos
Somos metades iguais
Mas hoje só hoje
Leva-me para onde vais
Que eu quero dizer-te

Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora

E não desistas de mim
Não te percas agora

 



publicado por olhar para o mundo às 22:29 | link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

Primeiro a serra semeada terra a terra 
Nas vertentes da promessa 
Nas vertentes da promessa 
Depois o verde que se ganha ou que se perde 
Quando a chuva cai depressa 
Quando a chuva cai depressa

E nasce o fruto quantas vezes diminuto 
Como as uvas da alegria
Como as uvas da alegria
E na vindima vão as cestas até cima 
Com o pão de cada dia
Com o pão de cada dia 

Suor do rosto pra pisar e ver o mosto 
Nos lagares do bom caminho
Nos lagares do bom caminho 
Assim cuidado faz-se o sonho e fermentado 
Generoso como o vinho
Generoso como o vinho 

E pelo rio vai dourado o nosso brio 
Nos rabelos duma vida
Nos rabelos duma vida 
E para o mundo vão garrafas cá do fundo 
De uma gente envaidecida
De uma gente envaidecida 

Vinho do Porto 
Vinho de Portugal 
E vai à nossa 
À nossa beira mar 
À beira Porto 
À vinho Porto mar 
Há-de haver Porto 
Para o nosso mar 

Vinho do Porto
Vinho de Portugal 
E vai à nossa 
À nossa beira mar 
À beira Porto 
À vinho Porto mar 
Há-de haver Porto 
Para o desconforto 
Para o que anda torto 
Neste navegar 

Por isso há festa não há gente como esta 
Quando a vida nos empresta uns foguetes de ilusão 
Vem a fanfarra e os míudos, a algazarra 
Vai-se o povo que se agarra pra passar a procissão 
E são atletas, corredores de bicicletas 
E palavras indiscretas na boca de algum rapaz 
E as barracas mais os cortes nas casacas 
Os conjuntos, as ressacas e outro brinde que se faz 

Vinho do Porto vou servi-lo neste cálice 
Alicerce da amizade em Portugal 
É o conforto de um amor tomado aos tragos 
Que trazemos por vontade em Portugal 

Se nós quisermos entornar a pequenez 
Se nós soubermos ser amigos desta vez 
Não há champanhe que nos ganhe 
Nem ninguém que nos apanhe 
Porque o vinho é português

 



publicado por olhar para o mundo às 17:16 | link do post | comentar

Mário Laginha Trio na Casa da Música

SEXTA | 4 MARÇO 2011 
22:00, SALA SUGGIA
MÁRIO LAGINHA TRIO

 

Durante o espaço de tempo em que escolhi as peças de Chopin que queria incluir neste disco, fui relembrando que a profusão de melodias e a riqueza harmónica são uma constante em toda a sua música. No Scherzo, na Balada, na Fantasia e até nos Nocturnos, só utilizei parte dessas melodias (por vezes uma só). Tomei muitas liberdades. Mudei compassos, tempos, modifiquei algumas harmonias - até mesmo melodias - criei espaço para a improvisação, enfim, nunca me abstive de alterar aquilo que me pareceu necessário para aproximar a música de Chopin do meu universo musical. Tinha que o fazer. Ironicamente, embirro solenemente com versões de temas clássicos em que lhes acrescentam um ritmo de jazz ou pop. Nunca o faria. Quis deixar reconhecível a fonte musical, mas fiz os possíveis por não ter uma deferência tal que me inibisse de transformar o que quer que fosse. 
Este disco é uma espécie de heresia a transbordar respeito pelo compositor. E parece-me quase um dever homenagear um dos maiores improvisadores de todos os tempos com uma música que tem na sua matriz a improvisação. 

Uma última nota sobre o nome do CD. A música que aqui está não é exactamente a que Chopin escreveu, está contaminada por outras. Nesse sentido é uma música mestiça. Como para o imaginário português a palavra mestiço remete muito para África, fui à procura de outra, noutra língua, que tendo o mesmo significado, não sugerisse uma relação (que neste caso não existe) com esse universo. Encontrei. É "Mongrel".

- Mário Laginha -

 

Mongrel Chopin 

MÁRIO LAGINHA TRIO 
Mário Laginha
 piano 
Bernardo Moreira contrabaixo 
Alexandre Frazão bateria 
_____________________ 

JANTAR + CONCERTO € 30

 

Via Casa da Música



publicado por olhar para o mundo às 12:11 | link do post | comentar

 

Letra

 

Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela ... 
Nem buganvílias vermelhas,
nem vestidinhos de folhos,
nem brincadeiras de guisos,
nas suas mãos apertadas.
Só duas lágrimas grossas,
em duas faces cansadas.
Mãe-Negra tem voz de vento,
voz de silêncio batendo
nas folhas do cajueiro ...
Tem voz de noite, descendo,
de mansinho, pela estrada ... 
Que é feito desses meninos
que gostava de embalar? ... 
Que é feito desses meninos
que ela ajudou a criar? ... 
Quem ouve agora as histórias 
que costumava contar? ... 
Mãe-Negra não sabe nada ... 
Mas ai de quem sabe tudo,
como eu sei tudo 
Mãe-Negra! ... 
Os teus meninos cresceram,
e esqueceram as histórias 
que costumavas contar ... 
Muitos partiram p'ra longe,
quem sabe se hão-de voltar! ... 
Só tu ficaste esperando,
mãos cruzadas no regaço,
bem quieta bem calada. 
É a tua a voz deste vento,
desta saudade descendo,
de mansinho pela estrada.

 



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Terça-feira, 1 de Março de 2011

 

 

Letra

 

Primeiro a serra semeada terra a terra 
Nas vertentes da promessa 
Nas vertentes da promessa 
Depois o verde que se ganha ou que se perde 
Quando a chuva cai depressa 
Quando a chuva cai depressa

E nasce o fruto quantas vezes diminuto 
Como as uvas da alegria
Como as uvas da alegria
E na vindima vão as cestas até cima 
Com o pão de cada dia
Com o pão de cada dia 

Suor do rosto pra pisar e ver o mosto 
Nos lagares do bom caminho
Nos lagares do bom caminho 
Assim cuidado faz-se o sonho e fermentado 
Generoso como o vinho
Generoso como o vinho

E pelo rio vai dourado o nosso brio 
Nos rabelos duma vida
Nos rabelos duma vida 
E para o mundo vão garrafas cá do fundo 
De uma gente envaidecida
De uma gente envaidecida

Vinho do Porto 
Vinho de Portugal 
E vai à nossa 
À nossa beira mar 
À beira Porto 
À vinho Porto mar 
Há-de haver Porto 
Para o nosso mar 

Vinho do Porto
Vinho de Portugal 
E vai à nossa 
À nossa beira mar 
À beira Porto 
À vinho Porto mar 
Há-de haver Porto 
Para o desconforto 
Para o que anda torto 
Neste navegar 

Por isso há festa não há gente como esta 
Quando a vida nos empresta uns foguetes de ilusão 
Vem a fanfarra e os míudos, a algazarra 
Vai-se o povo que se agarra pra passar a procissão 
E são atletas, corredores de bicicletas 
E palavras indiscretas na boca de algum rapaz 
E as barracas mais os cortes nas casacas 
Os conjuntos, as ressacas e outro brinde que se faz 

Vinho do Porto vou servi-lo neste cálice 
Alicerce da amizade em Portugal 
É o conforto de um amor tomado aos tragos 
Que trazemos por vontade em Portugal 

Se nós quisermos entornar a pequenez 
Se nós soubermos ser amigos desta vez 
Não há champanhe que nos ganhe 
Nem ninguém que nos apanhe 
Porque o vinho é português

 



publicado por olhar para o mundo às 21:09 | link do post | comentar

Os dias da música

 

 “Da Europa ao Novo Mundo (1883-1945)” será o tema da próxima edição dos Dias da Música, agendada para o fim-de-semana de 15 a 17 de Abril, no Centro Cultural de Belém (CCB).

As balizas cronológicas situam-se entre a morte de Wagner e o fim da II Guerra Mundial, permitindo contemplar uma grande diversidade de compositores e estilos e “abrir janelas”, nas palavras de Francisco Sassetti (assessor para a programação musical), para outros géneros. O jazz, os blues, o ragtime, o tango ou a música para gamelão, que tanto fascinou Debussy, terão também um lugar na programação.

O presidente do CCB, António Mega Ferreira, sublinhou na conferência de imprensa de apresentação, o facto de pela primeira vez Os Dias da Música abrirem com uma obra portuguesa (“Paraísos Artificiais”, de Luís de Freitas Branco) ao lado de composições que sintetizam a ideia condutora do festival como “Rhapsody in Blue”, de Gershwin, e a Sinfonia nº9, “Do Novo Mundo”, de Dvorák. A interpretação será da Filarmónica de Brno, que faz a sua estreia em Lisboa, com a colaboração de Jorge Moyano como solista.

“Procurámos que houvesse um equilíbrio entre os vários compositores e incluir várias obras portuguesas”, explicou Francisco Sassetti. Além de Freitas Branco, será possível ouvir, por exemplo, música de António Fragoso, Armando José Fernandes, Vianna da Motta ou Joly Braga Santos. “Queremos também desmistificar a ideia de que a música do século XX é difícil de ouvir”, acrescentou o assessor responsável pela música. 

Os 65 concertos permitem ouvir obras de 88 compositores e têm uma forte presença de intérpretes portugueses. “É uma seleção apurada, não é a prata da casa, é o ouro da casa!”, afirmou Mega Ferreira. O piano tem uma presença forte (a solo e em duo) através da participação de Javier Perianes, Sergio Tiempo, Louis Lortie, Miguel Borges Coelho, Marta Zabaleta, Mário Laginha e muitos outros, e na música de câmara destacam-se os Quartetos Prazák e Brodsky. Entre as propostas da Fábrica das Artes avulta o projecto “Ma mère l’oye”, que junta os contos de Perrault à música de Ravel, numa instrumentação de Nuno Côrte-Real. O orçamento desta edição é de 650 mil euros (o mesmo que em 2010) e os bilhetes tiveram um aumento e 50 cêntimos.

 

Via Público



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Letra

 

Há amores assim
Que nunca têm inicio
Muito menos têm fim
Na esquina de uma rua
Ou num banco de jardim
Quando menos esperamos
Há amores assim

Não demores tanto assim
Enquanto espero o céu azul
Cai a chuva sobre mim
Não me importo com mais nada
Se és direito ou o avesso
Se tu fores o meu final
Eu serei o teu começo

Não vou ganhar
Nem perder
Nem me lamentar
Estou pronta a saltar
De cabeça contra o mar

Não vou medir
Nem julgar
Eu quero arriscar
Tenho encontro marcado
Sem tempo nem lugar

Je t'aime j'adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim

Quando te encontrar sei que tudo se iluminará
Reconhecerei em ti meu amor, a minha eternidade
É que na verdade a saudade já me invade
Mesmo antes de te alcançar
É a sede que me mata
Ao sentir o rio abraçar o mar

Sem lágrima caída
Sou dona da minha vida
Sem nada mais nada
De bem com a vida

 



publicado por olhar para o mundo às 17:21 | link do post | comentar

Cristina Branco

 

Entre conversas nada profissionais, dias antes desta entrevista, surgia a referência a uma "conversa agendada com Cristina Branco". Do outro lado, a reacção: "A fadista?" Porque não sabíamos de cor a resposta certa, guardámos a questão no bolso e entregámo-la a quem de direito. Cristina Branco, com um novo disco e mais uma viagem entre géneros, continentes e línguas, esclarece: "Não." Claro que não, já o sabíamos. Mas legitimar a opinião com a certeza da artista é outra coisa. "Não Há só Tangos em Paris" volta a explicar porquê. Ainda que o fado lhe seja coisa crónica, Cristina Branco vai de Buenos Aires a Paris com paragem pela Mouraria como se de um voo low cost se tratasse: com rapidez e eficácia, mas também com solavancos pelo meio, efeitos secundários (aqui saudáveis) causados pelas mudanças rítmicas. Ainda assim, tudo na mesma escala, sem atrasos nem perdas de bagagem, para interpretar um conjunto de canções que querem carimbar a consanguinidade do tango e do fado.

Cristina Branco não é fadista. "Isso é uma atitude, não basta cantar fados. E eu preciso de mais para me equilibrar." E tão-pouco é uma tanguera. Seria até "pretensiosa" caso se apoderasse do género. O que há de sobra é curiosidade pelos dois. O primeiro fê-la descobrir-se enquanto cantora, deu-lhe a possibilidade de fazer o percurso iniciado em 1997, com "In Holland". O segundo é coisa "carnal, sensual, mas também dramática, também representativa de uma certa clausura". Pelo meio, a certeza de que "ambas as canções são físicas, nós talvez com mais pudor, eles com a mulher numa realidade mais submissa, nos dois casos com o desejo como protagonista".

Mas em Buenos Aires, a dança é corpo a corpo, de flor na boca e um mero domesticar do instinto mamífero, transportado para cenário urbano - somos nós a ripostar, a dizer que o salto alto não é o xaile e que as fronteiras existem. "Claro", diz-nos Cristina, preparando o remate de grande penalidade, "e no fado o desejo é o do regresso, é provocado pela saudade, pela ausência, pela perda, pelo desamor."

Horizontes comuns, portanto. "Com papéis distintos mas sempre com a mulher no papel de protagonista", diria a cantora que os ilustrou. Fadista que não o é e se deixou apaixonar pelo tango através da sedução do sotaque francófono - "a população argentina de Paris tem uma relação muito forte com as suas tradições e toda essa realidade sempre despertou em mim um enorme enamoramento", diz-nos -, Cristina Branco rendeu-se, mais uma vez, às viagens cantadas por uma mulher em namoro com as palavras dos homens. Eles são "mais óbvios", elas "mais subtis". 

Não vem mal ao mundo desta oposição, antes uma vantagem para quem canta versos de barba rija: "Talvez seja mais fácil perceber o que escrevem os homens. As mulheres pensam em mais coisas ao mesmo tempo, somos mais rebuscadas, com mais filigranas na maneira de ver as coisas, de as racionalizar." Exemplos, Cristina, precisamos de exemplos. Cá vai: "O David Mourão-Ferreira, um dos nomes que mais gosto de cantar, sempre disse o que todos queremos dizer como se tudo fosse muito simples." E na verdade? "Na verdade não sei se assim é."

Certezas só as da "vida rock''n''roll", que também se passeia pelos dias de Cristina Branco - "só não há blusão de cabedal". Estas tanguices (do tango) de bairro castiço são resultado da curiosidade natural que lhe salta do olhar atento. Viagens para aqui e para acolá, de quem gosta de não estar em lado nenhum só porque isso lhe permite regressar. Como no fado e no tango: "Nos dois há uma dor profunda e nunca explícita. Como eu, sempre à espera de regressar a casa."

 

Via Ionline



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Letra

 

Todos te querem bem
mas tu não, mas tu não
todos te querem também
mas tu não,mas tu não
eu vou estar aqui, vou estar aqui
para quando tu 
não quiseres ouvir
vou estar aqui, por ti...

Quando não tens ninguém
eu estou cá, eu estou cá
e quero-te também
tu não vês, tu não vês
eu vou estar aqui, vou estar aqui
para quando tu, não quiseres ouvir 
vou estar aqui, por ti

(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém 
que não tem tratado bem

E quando me vejo ao espelho
e pergunto-me
quando é que esse espelho vai sorrir, porque

(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém 
que não tem tratado bem

E quando me vejo ao espelho
e pergunto-me
quando é que esse espelho vai sorrir,

Pra mim, pra mim
e pergunto-me
quando é que esse espelho vai sorrir
para mim

(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém 
que não tem tratado bem
e...

(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém 
que não tem tratado bem

(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro

(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém 
que não tem tratado bem...

 



publicado por olhar para o mundo às 08:05 | link do post | comentar

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