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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

Dia 12 de Abril de 2011 às 21h00

 

 

Espectáculo de fados de solidariedade patrocionado pela Associação Kausa  Animal de Portugal a favor de animais abandonados, desprotegidos e maltratados, com o objectivo de construir um abrigo. Conta com a participação dos seguintes artistas convidados: Alexandra, Ana Sofia Varela, António Manuel Pelarigo, António Pinto Basto, Cátia Correia, Carlos Leitão, Cláudia Picado, Yola Dinis, João Ferreira Rosa, Luis Almada, Manuel Cardoso de Menezes, Manuela Cavaco, Margarida Bessa, Maria Armanda, Maria João Quadros, Nuno de Aguiar, Teresa Tapada; Participação Especial da Bailarina Ana Varela coreografada por Noua Yong.

 

Retirado de Tivoli

 

Letra

 

o arame que rasga, uma faca que mói; desenha-se um oito
que espreme o suor. o pulso dispara quando então te
vejo, falha-me a voz, simula um harpejo. roendo as
unhas, moendo o verniz; abriu-se uma cova no meio do
chão.
roendo as unhas, tusso tremo treino tudo aquilo que vá
dizer.
espera, demora, na calma que grita. espera que aperta,
não tenho saliva.
dedos que tremem e os pés que se agitam.

 

Cuca Roseta apresentou álbum no Palácio de Belém

 

"O Palácio de Belém é um grande símbolo do nosso país, o CD vai ser internacional. E é num jardim, tem tudo a ver comigo, é maravilhoso, lindíssimo", disse Cuca Roseta logo a seguir ao espectáculo de apresentação do álbum com o mesmo nome, apresentado ao início da noite nos jardins do Palácio de Belém. Na plateia, entre familiares e amigos, estava a primeira-dama, Maria Cavaco Silva, cuja presença Cuca disse ser uma "enorme honra".

 

"O dia 21 foi escolhido por ser o primeiro dia de Primavera e o dia Mundial da Poesia", explicou a fadista. Cuca interpretou seis temas do álbum lançado hoje, intercalados a meio pela declamação de um poema da sua autoria, "Nos teus braços", lido pela actriz Sandra Barata Belo.

 

No final do espectáculo, Cuca Roseta falou o projecto do disco e disse que este foi resultado de vários anos de planos. "Porque o Gustavo Santaolalla [produtor argentino internacionalmente conhecido e responsável por álbuns como os de Nelly Furtado ou pela banda sonora do filme Biutiful] tem uma banda e ia acabando por adiar. Tem a agenda dele, as coisas foram-se adiando e só agora aconteceu", explicou. "Aceitei logo o convite dele, tivemos logo uma empatia grande, mesmo antes de eu saber que ele era um produtor conhecido.".

 

Apesar de a apresentação do disco de Cuca ter sido nos jardins do Palácio de Belém, o Presidente da República Cavaco Silva não esteve presente.

 

Via Ionline

 

 

 

 

 

 

Letra

 

A morte
Saiu à rua
Num dia assim
Naquele
Lugar sem nome
Pra qualquer fim

Uma
Gota rubra
sobre a calçada
Cai

E um rio
De sangue
Dum
Peito aberto
Sai

O vento
Que dá nas canas
Do canavial

E a foice
Duma ceifeira
De Portugal

E o som
Da bigorna
Como
Um clarim do céu

Vão dizendo
em toda a parte
O pintor morreu

Teu sangue,
Pintor, reclama
Outra morte
Igual

Só olho
Por olho e
Dente por dente
Vale

À lei assassina
À morte
Que te matou

Teu corpo
Pertence à terra
Que te abraçou

Aqui
Te afirmamos
Dente por dente
Assim

Que um dia
Rirá melhor
Quem rirá
Por fim

Na curva
Da estrada
Há covas
Feitas no chão

E em todas
Florirão rosas
Duma nação

 

 

A 1, 2 e 3 de Abril, sexta, sábado e domingo, apresentamos a nona edição da Festa do Jazz do São Luiz, a grande festa do jazz português. 

A propósito da edição de 2010, Carlos Martins, director artístico da Festa do Jazz do São Luiz, dizia ser "impossível desistir". É na verdade impossível desistir e é impossível não querer ir mais longe. A nona edição da Festa que se tornou a Festa do Jazz Português, ponto de encontro e de descoberta da comunidade jazzística nacional, vai mais longe e assume este ano o seu papel na internacionalização dos músicos portugueses. Nesse sentido serão convidados críticos e programadores estrangeiros a conhecer o que por cá se faz.


No alinhamento da 9ª Festa do Jazz do São Luiz estão os nomes dos já consagrados Bernardo Sassetti, João Paulo Esteves da Silva, Maria João e Mário Laginha, entre outros, mas também os mais recentes projectos e músicos. E, entre os emergentes, as escolas voltarão a estar no centro das atenções, este ano com 17 combos dos mais variados pontos do país. (No menu lateral desta página pode ser visualizado o programa detalhado por dias.).

A Direcção Artística da Festa do Jazz do São Luiz é de Carlos Martins e a Produção Executiva de Luís Hilário.
 
Sejam bem-vindos a esta festa.
 
Retirado de Teatro São Luiz

 

 

Letra

 

Escrevi o teu nome na linha férrea para que o pudesses ler
Mas tu passaste a 100h e sem tempo para o ver
Fiz outra tentativa e escrevi no alcatrão
Mas nessa tosca avenida não passou teu avião

Tens um nome delicado
Não se pode escrever
É preciso entrar em ti, para te poder conhecer
Não é nome que se diga
Não é nome de mulher
É da cor do teu vestido
É do teu... jeito de ser

Em poucos dias toda a cidade estava pintada de rosa
E por todos os lugares lia-se o teu nome em prosa
Mas de ti nem um sinal nem sequer uma notícia
A tua ausência prolongada era já caso de polícia

Tens um nome delicado
Não se pode escrever
É preciso entrar em ti, para te poder conhecer
Não é nome que se diga
Não é nome de mulher
É da cor do teu vestido
É do teu... jeito de ser

Tentei só mais uma vez escrever-te na terra molhada
E da noite para o dia eras uma semente germinada

Tens um nome delicado
Não se pode escrever
É preciso entrar em ti, para te poder conhecer
Não é nome que se diga
Não é nome de mulher
É da cor do teu vestido
É do teu... jeito de ser

 

 

 

Rodrigo Leão instrumental

 

O Auditório do Casino Estoril vai ser palco de dois concertos de Rodrigo Leão, nos dias 26 e 27 de Março, às 21h30.

 

O momento mais esperado dos espectáculos é a apresentação do novo álbum “Instrumental”, num registo mais acústico e intimista. O músico português assegura assim, uma dupla actuação, privilegiando várias composições inéditas do seu repertório. A necessidade de reinvenção levou-o a criar “Instrumental”, espelho de um trabalho que se traduziu em novas composições que serão apresentadas.

 

Preço 25 euros

 

Retirado de Destak

 

 

 

 

 

 

 

Letra

 

Longe daqui,
Tens um segredo guardado,
Para abrir,
Num lugar mais desejado,
Num lugar onde possas saber,
Que por ser segredo não podes dizer;

Serás tu a sombra que olhas no chão,
Serás a promessa que trazes na mão,
De que serve o teu disfrace e o teu secreto olhar,
Se não tens ninguém a quem te revelar,
Serás o silêncio ou um sonho desfeito,
Será teu o grito que arrancas do peito,
De que vale teres a Lua e o Céu inteiro para voar,
Se não tens ninguém a quem te puder dar;

Longe daqui,
Tens um desejo fechado,
Para abrir
Num lugar mais arejado,
Num lugar onde possas saber,
O que há já muito tempo ficou por dizer;

Serás tu a sombra que olhas no chão,
Serás a promessa que trazes na mão,
De que serve o teu disfrace e o teu secreto olhar,
Se não tens ninguém a quem te revelar,
Serás o silêncio ou um sonho desfeito,
Será teu o grito que arrancas do peito,
De que vale teres a Lua e o Céu inteiro para voar,
Se não tens ninguém a quem te puder dar;

Fixaste o teu olhar no meu,
Ficaste longe daqui,
Tu estás longe de ti,
Tão longe de nós,
Podes parar de saltar,
Noutro lugar;

Serás tu a sombra que olhas no chão,
Serás a promessa que trazes na mão,
De que serve o teu disfrace e o teu secreto olhar,
Se não tens ninguém a quem te revelar,
Serás o silêncio ou um sonho desfeito,
Será teu o grito que arrancas do peito,
De que vale teres a Lua e o Céu inteiro para voar,
Se não tens ninguém a quem te puder dar;

 

Noutro hemisfério com os !Calhau!

 

Barbas postiças, fatos de leopardo, uma cobra falsa em cima de um tapete vermelho: há dias, os !Calhau! montaram a sua tenda na Feira da Vandoma. Fomos lá conhecer "Quadrologia Pentacónica": mais do que um novo álbum, é um novo mundo

 

A Feira da Vandoma, a maior concentração de vendedores de usados no Porto, está habituada a tudo menos a isto. Um grupo de velhos espreita pela tenda de plástico habitada por um estranho duo (ele de barba frondosa, todo vestido de azul; ela de barba postiça, toda de laranja), entretido a tirar sons de máquinas de proveniência estranha, boa parte delas feitas à mão, a partir de rádios antigos. Um grupo de crianças junta-se ao concerto e fica por ali, imune ao barulho maldito gerado pelos dois barbudos, uma espécie de missa negra. Uma trompete de um intruso desconhecido (um vendedor?) irrompe, por instantes, pelo som.

O duo chama-se !Calhau! e o concerto do último sábado, organizado por Serralves, serviu para antecipar "Quadrologia Pentacónica", o primeiro LP da banda depois de vários CD gravados de forma artesanal e distribuídos em limitadíssimas quantidades.

O interior da tenda dos !Calhau! na Vandoma é todo um programa: há um fato de leopardo pendurado, máscaras, uma cobra falsa reluzente em cima de um tapete vermelho exótico-baratucho, uma peruca pendurada algures. "O fato de leopardo... fui eu que o fiz, cosi-o todo à mão. Isso é importante, a ideia de que há uma força que passa. Aquele objecto é tão importante como a caixa que temos para emitir sons. Verdadeiramente, não há diferença, fazem parte de uma cosmologia em que há vários elementos", garante João Alves, metade dos !Calhau! (a outra metade é Marta Ângela).

O padrão leopardo (ou a "trama" do leopardo, como dizem) é um dos elementos do universo sempre em expansão do grupo fixado no Porto. No Out.Fest de 2010, no Barreiro, apresentaram "O Método do Leopardo". Entretanto, esse projecto (um dos vários que o grupo vai acumulando) passou a chamar-se "Étodo do leopardo". "Desapareceu o M da 'manha'. O método é uma manha que se vai ganhando - para fazer caixas, o que for. O que nos interessa é quando a manha se perde e então tudo surge", explica João, em conversa com o Ípsilon depois do concerto, num restaurante vegetariano na Ribeira do Porto (a conversa decorreu entre dentadas em bifes de seitan e bolos de sementes de papoila, uma iguaria surpreendentemente legal).

É esta intuição, este método sem manha, esta abertura a tudo, que tem levado os !Calhau! (ou Calhau, Von Calhau e outras derivações em torno do pedregulho) a experimentarem múltiplas áreas: artes plásticas, cinema, instalações sonoras, poesia (têm uma obsessão com jogos de palavras) e, claro, concertos e discos. O novo "Quadrologia Pentatónica", lançado pela Rafflesia (editora de Afonso Simões, dos Gala Drop), será apresentado hoje às 21h30 no espaço Kolovrat 79, em Lisboa, com os Aquaparque, que também mostram novo álbum, "Pintura Moderna". Mostra uns !Calhau! com uma relação menos exclusiva com o ruído e a improvisação e exibe um fascínio com a tradição psicadélica mais subterrânea, mas também com exercícios que têm tanto de macabro como de hilariante.

"Quadrologia Pentacónica" mostra também a paixão dos !Calhau! pelos jogos de linguagem, em particular pela leitura de palavras e frases da direita para a esquerda ("lâmina" é "animal" ao contrário, tal como "olá vaca" pode ser transformada em "a cavalo" - dois exemplos ouvidos no disco). "O som está aí. Nós, intuitivamente, por algumas razões, algumas delas totalmente misteriosas, vamos ter com ele. O que fazemos é dialogar [com o som], não somos músicos", explica João Alves. O duo diverte-se a explicar esta fixação. "Há um que não me canso de dizer: ódio do servil / livre só doido. É incrível!", diz Marta. "Começámos com palavras simples e depois foi uma vontade de querer descobrir. 'Marta' ao contrário é 'atram', mas podemos transformá-la em 'trama'. Ou 'Alves' em 'selva'. O étodo do leopardo é que faz isso", ri-se.

Transcendências

Os !Calhau! conheceram-se em 2006, num "workshop" de criação de instrumentos electrónicos. João era o formador, e do grupo inicial de participantes só sobrou Marta. "O pessoal desistia. Mas, na realidade, nós queríamos ficar sozinhos. Estávamos a apaixonar-nos", diz, a sorrir.
Apaixonaram-se, e João, que estava no Porto "por acaso", acabou por ficar a viver na cidade. Do "workshop" saiu o duo de vida curta Electrocutatus Santificatis Rudimentarum Extremis, que haveria de se transformar, em pleno concerto no Cinema Batalha, no Porto, em Calhau. 
Esse primeiro concerto foi registado e logo editado em CD-R. A urgência editorial marcou 2006 e 2007, anos em que o duo lançou vários discos em pequeníssimas quantidades. "Eram experiências nossas. Não sabíamos muito bem para onde é que íamos. Apeteciam-nos ruídos de animais, temos um disco com ruídos de animais; interessava-nos o som de desenhos animados japoneses, experimentámos isso. Gravávamos 'samples' e construíamos, de forma um pouco selvagem, máquinas que levávamos para os concertos. E improvisávamos", conta João.

Desde esses dias que os !Calhau! são mais do que um duo de música experimental (ambos têm, aliás, formação em artes visuais). Interessou-lhes sempre uma dimensão performativa que, ouvindo-os falar, parece do domínio do metafísico. "Sinto que foi sempre uma aventura. Sempre que actuávamos era o limbo de não saber bem o que estava a acontecer. O que é certo é que acontecia qualquer coisa exterior a nós, que nos transcendia e que se manifestava por si", diz Marta.

"Há bocado [no concerto na Feira da Vandoma] uma criança perguntou-me por que é que o sol apareceu. Eu disse: 'Não sei, são coisas que me transcendem'. Eu própria não percebi, mas houve aqui umas forças reunidas que fizeram surgir isso", continua.

A caveira e o corno

Este aspecto cerimonial e místico é fundamental na estética !Calhau!. Nos primeiros concertos, conta Marta, "era tão importante levar uma caveira pesada, de pedra, com areia", como instrumentos. "Ainda a martelámos... estávamos a tentar que saísse som de lá", diz. "Não que a qualidade intrínseca do som fosse boa - era mais o gesto de estar a fazer aquilo", acrescenta João.

Entre os objectos que o grupo transformou em artefactos está um corno encontrado em Lisboa com a inscrição "Luís XV" (objecto que virou o "readymade" oportunamente intitulado "ponta dum corno"). João: "De repente, são estas coisas que nos transmitem as suas próprias forças. E nós trabalhamos a partir disso".

O formato concerto revelou-se mais recompensador para o duo do que o circuito habitual das artes plásticas, que também cruzam. João detecta algum "desapego" nesse circuito: o artista aparece na inauguração e depois não volta a fazer parte da exposição. O palco, em contrapartida, "é um acontecimento" e "remete para a ideia de ritual": "O ritual serve para curar os nossos problemas, livrar-nos de malfeitores", argumenta.

Os concertos permitem-lhes colocarem-se em jogo, em risco. Foi isso que fizeram na Feira da Vandoma, onde podiam ter encontrado um público menos dado às suas aventuras. "Interessa-nos tocar num sítio onde o público dificilmente estará no nosso hemisfério. Aquele momento cristalino em que a pessoa passa para outro hemisfério, a quilómetros de distância daquilo a que está habituada. É isso que me comove na maior parte dos casos", afirma João.

Vão mais longe, ao ponto de querer "sabotar" o seu próprio trabalho: como quando em 2006, no Festival Trama, no Porto, com António Contador, deram um concerto com as mãos presas. A opção de tocar só com os pés reforçou o assumido estatuto de não-músicos, levando-o ao extremo. "Tecnicamente, não tínhamos capacidades - muito menos com os pés. É caricaturar ainda mais essa situação, mas, ao mesmo tempo, esperar que ali surja qualquer coisa. Que nessa fragilidade, nesse empecilho, naquele esquema montado para se autodestruir, possa surgir qualquer coisa", teoriza João.

Mais do que "compor música", os !Calhau! querem "construir um espaço onde possam acontecer coisas", certos de que, por vezes, é na lama que se descobrem as pepitas. Diz João Alves: "Se olharmos para os detalhes do mal feito encontramos coisas que não poderiam nascer de outra forma. Colocarmo-nos nessa situação é muito interessante".

 

retirado de Ipsilon

 

 

Letra

 

Dá-me Sede

 Pedro Khima

 


Dá-me sede
Dá-me voz
Dá-me algo que te prenda

Traz-me sono
Traz-te a ti
Traz-me algo, estou sem tempo

E quando estou contigo és quem me faz parar de respirar
E quando estás comigo és tudo o que há em mim
Quero-te assim
Quero-te só pra mim
Quero-te só pra mim

Faz-me fraco
Faz-me rir
Faz algo mais que fugir

Traz-me medo
Traz-te a ti
Traz-me algo, estou sem tempo

E quando estou contigo és quem me faz parar de respirar
E quando estás comigo és tudo o que há em mim
Quero-te assim
Quero-te só pra mim
Quero-te só pra mim

E quando estou contigo és quem me faz parar de respirar
E quando estás comigo és tudo o que há em mim
Quero-te assim
Quero-te só pra mim
Quero-te só pra mim

Quero-te só pra mim...

 

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