Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

 

Letra
Aldeia da Meia Praia
Ali mesmo ao pé de Lagos
Vou fazer-te uma cantiga
Da melhor que sei e faço

De Montegordo vieram
Alguns por seu próprio pé
Um chegou de bicicleta
Outro foi de marcha à ré

Quando os teus olhos tropeçam
No voo de uma gaivota
Em vez de peixe vê peças de oiro
Caindo na lota

Quem aqui vier morar
Não traga mesa nem cama
Com sete palmos de terra
Se constrói uma cabana

Tu trabalhas todo o ano
Na lota deixam-te nudo
Chupam-te até ao tutano
Levam-te o couro cabeludo

Quem dera que a gente tenha
De Agostinho a valentia
Para alimentar a sanha
De enganar a burguesia

Adeus disse a Montegordo
Nada o prende ao mal passado
Mas nada o prende ao presente
Se só ele é o enganado

Oito mil horas contadas
Laboraram a preceito
Até que veio o primeiro
Documento autenticado

Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
quem diz o contrário é tolo

E se a má língua não cessa
Eu daqui vivo não saia
Pois nada apaga a nobreza
Dos índios da Meia-Praia

Foi sempre tua figura
Tubarão de mil aparas
Deixas tudo à dependura
Quando na presa reparas

Das eleições acabadas
Do resultado previsto
Saiu o que tendes visto
Muitas obras embargadas

Mas não por vontade própria
Porque a luta continua
Pois é dele a sua história
E o povo saiu à rua

Mandadores de alta finança
Fazem tudo andar para trás
Dizem que o mundo só anda
Tendo à frente um capataz

Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
Que diz o contrário é tolo

E toca de papelada
No vaivém dos ministérios
Mas hão-de fugir aos berros
Inda a banda vai na estrada

 

 



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Letra

 

desapareço a vapor
fico fechado ao lado
sentindo-me só
passando despercebido

 

à garrafa agarrado
o meu nome é…
desapareço ao teu lado
de fora fico a ver

 

as pessoas para onde vão?
dentro dos autocarros
levados são levados
comida por liberdade

 

o meu nome é joão e vivo ao teu lado
o meu nome é yuri do continente gelado
o meu nome é zero nesta democracia
deixa-me pertencer eu quero pertencer-te

 

 



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Letra

 

Fortaleza de pedra
Os muros estao levantados.
Demasiados atentados
Nao feriram a pele.

 

Chamam pelo meu nome
Mas onde estou nao oiço.
Eu nao peço desculpa
E agora nao levo mais nada.

 

E apareces tu
E a terra começa a tremer.
És o meu ponto fraco
Se alguma coisa em mim é forte.

 

A terra começa a tremer.

 

 



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Mísia regressa esta semana a Paris e ao teatro "Bouffes du Nord ", onde já actuou no passado. A fadista vai apresentar o seu último trabalho, "Senhora da Noite", no histórico local fundado em 1876 e muito célebre nos meios artísticos por ser, desde há 40 anos, a residência parisiense da companhia do conhecido dramaturgo britânico, Peter Brook.

Com a particularidade de os textos dos fados serem todos escritos por mulheres - Agustina Bessa Luís, Hélia Correia, Lídia Jorge, Amália Rodrigues, Amélia Muge e a própria Mísia - "Senhora da Noite" tem arranjos assinados pelo pianista e compositor, Carlos Azevedo.

Nos seis espectáculos em Paris, de amanhã, terça-feira, até domingo, a fadista será acompanhada, além de Carlos Azevedo, por Daniel Pinto (guitarra baixo acústica), Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola de fado), Luís Cunha (violino) e Pedro Sanches (acordeão).

"Fado puro"

 

Bouffes du Nord possui uma sala de espectáculos singular, com uma fabulosa arquitectura de época que mantém, por vontade de quem o dirige, as marcas da passagem dos anos nas imensas paredes, colunas e galerias. Com as bancadas montadas em forma de círculo, envolvendo o palco, assemelha-se a um espaço de circo e a sala adapta-se perfeitamente tanto ao teatro como à música.

É a este templo da cultura parisiense que Mísia regressa agora, dez anos depois de aí ter apresentado "Ritual". "Bouffes du Nord" tem capacidade para acolher 500 espectadores e a fadista vai comemorar, com esta série de concertos, 20 anos de trabalhos discográficos. No comunicado de apresentação dos espectáculos, lê-se que, em "Senhora da Noite", "a cantora regressa ao fado mais puro".

 

Retirado do Expresso

 

 

 

 



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Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

 

 

Letra
 
Venham mais cinco, duma assentada que eu pago já 
Do branco ou tinto, se o velho estica eu fico por cá 
Se tem má pinta, dá-lhe um apito e põe-no a andar 
De espada à cinta, já crê que é rei d’aquém e além-mar

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar

Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie, 2X 
Tiiiiiiiiiiiiii paraburibaie ...
Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie, 2X

A gente ajuda, havemos de ser mais
Eu bem sei
Mas há quem queira, deitar abaixo
O que eu levantei 

A bucha é dura, mais dura é a razão
Que a sustem só nesta rusga
Não há lugar prós filhos da mãe

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar 

Bem me diziam, bem me avisavam
Como era a lei
Na minha terra, quem trepa
No coqueiro é o rei 

A bucha é dura, mais dura é a razão
Que a sustem só nesta rusga
Não há lugar prós filhos da mãe

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar

 

 



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Letra

 

Era um redondo vocábulo
Uma soma agreste
Revelavam-se ondas
Em maninhos dedos
Polpas seus cabelos
Resíduos de lar,
Pelos degraus de Laura
A tinta caía
No móvel vazio,
Congregando farpas
Chamando o telefone
Matando baratas
A fúria crescia
Clamando vingança,
Nos degraus de Laura
No quarto das danças
Na rua os meninos
Brincando e Laura
Na sala de espera
Inda o ar educa

 

Letra de Zeca Afonso

 

 



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Letra

 

Vamos descendo para o Sul
a onde o sol é bem mais quente
temos a alma cheia de sonhos
temos o mundo pela frente

Vamos descendo para o sul
e nesta estrada vamos indo
olha o Tejo como é tão belo
parece que ele está sorrindo

Vamos descendo pró Sul
a terra que sonhei
depois dos campos dourados
está o sítio que eu te contei

Vamos descendo para o Sul

Vamos descendo para o Sul
e já estamos no Alentejo
se eu fosse um homem
homem do campo teria vacas pra criar

Vamos fazendo esta viagem
contando as nossas paixões
temos o vinho e as guitarras
para aquecer os corações

Vamos descendo pró Sul
a terra que sonhei
depois dos campos dourados
está o sítio que eu te contei

Vamos descendo pró Sul
na esperança de encontrar
depois dos campos dourados
está a terra que quero amar

Vamos descendo para o Sul

Vamos descendo para o Sul
Vamos descendo para o Sul
Vamos descendo para o Sul

temos o vinho e as guitarras
para aquecer os corações
vamos descendo para o Sul 
a terra que eu sonhei



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Letra

 

Entrei no teu jogo, Como um Louco
Fui ingenuo e tu tão fatal

Joguei-me todo e foi tão pouco
O amor é o teu instinto mais cruel

Enquanto te sigo melhor me faço o teu troféu

Entrei no teu jogo como um louco
Eu sou o teu escravo mais leal

Ordena que te ame
E odeia quando falho 
mas usa, abusa de mim 
e eu serei feliz até ao fim

Marquei as unhas no corpo,
tornei-me um bicho irreal.

Infectei o lugar onde me punhas,
O amor é este monstro final

Gostas do teu trofeu erguido neste inferno.

Marquei o corpo com as unhas,
Pus-me louco tão original

Ordena que te ame,
E odeia quando falho, 
mas usa, abusa de mim e eu serei feliz,
até ao fim.

Ordena que te queira,
E odeia quando paro,
Leva-me, arrasta o meu corpo,
Desfeito em pó.

Ordena que te ame,
E odeia quando falho, 
mas usa e abusa de mim e eu serei feliz,
até ao fim

Ordeno que me odeies
Olho porque sofras
Do que uso e abuso é sempre assim
Morrerá por mim
Ordeno que me odeies
Amo que tu sofras
Do que uso e abuso é sempre assim
Morrerá por mim



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Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

 

 

Letra

 

Eu canto com os olhos bem fechados
Que o maestro dos meus fados
É quem lhes dá o condão
E assim não olho pra outros lados
Que canto de olhos fechados
P'ra olhar pra o coração

 

Meu coração é fadista de outras eras
Que sonha viver quimeras em loucura desabrida
Meu coração, se canto, quase me mata
Pois cada vez que bata, rouba um pouco a minha vida

 

Ele e eu, cá vamos sofrendo os dois
Até que um dia depois dele parar pouco a pouco
Talvez alguém se lembre ainda de nós
E sinta na minha voz o que sentiu este louco

 



publicado por olhar para o mundo às 21:56 | link do post | comentar

 

 

Letra

 

Era um redondo vocábulo
Uma soma agreste
Revelavam-se ondas
Em maninhos dedos
Polpas seus cabelos
Resíduos de lar,
Pelos degraus de Laura
A tinta caía
No móvel vazio,
Congregando farpas
Chamando o telefone
Matando baratas
A fúria crescia
Clamando vingança,
Nos degraus de Laura
No quarto das danças
Na rua os meninos
Brincando e Laura
Na sala de espera
Inda o ar educa

 

 



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Zeca afonso

 

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), também conhecido por Zeca Afonso, foi um cantor e compositor português.

 

Oriundo do fado de Coimbra, foi uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa que se desenvolveu na década de 1960 do século XX e se prolongou na década de 70, sendo dele originárias as famosas canções de intervenção, de conteúdo de esquerda, contra o fascismo. Zeca Afonso ficou indelevelmente associado ao derrube do Estado Novo, regime de ditadura fascista vigente em Portugal entre 1926 e 1974, uma vez que uma das suas composições, "Grândola, Vila Morena", foi utilizada como senha pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), comandados pelos Capitães de Abril, que instaurou a democracia, em 25 de Abril de 1974.

 

Foi criado pelos tios, a quem chamava tia Gegé e pelo tio Xico, numa casa situada no Largo das Cinco Bicas, em Aveiro, até aos três anos. Com essa idade, foi viver para Angola, onde o pai havia sido colocado como delegado do Procurador da República, dois anos antes.

 

A relação física com a natureza causou-lhe uma profunda ligação ao continente africano que se reflectirá pela sua vida fora. As trovoadas, os grandes rios atravessados em jangadas, a floresta esconderam-lhe a realidade colonial.

 

Em 1937, volta para Aveiro onde é recebido por tias do lado materno, mas parte no mesmo ano para Moçambique, onde se reencontra com os pais e irmãos em Lourenço Marques (hoje Maputo). No ano seguinte volta a Portugal, onde vive com outro tio, o tio Filomeno, que ocupava o cargo de Presidente da Câmara na vila de Belmonte. Em 1939, os seus pais foram viver para Timor, onde seriam cativos dos ocupantes japoneses durante três anos, entre 1942 e 1945, por ocasião da 2ª Guerra Mundial. Durante esse período, Zeca não teve notícias dos pais.

 

Em Belmonte, completa a instrução primária e convive com o mais profundo ambiente do Salazarismo, de que seu tio era ferveroso admirador. Filomeno Afonso era pró-franquista e pró-hitleriano. É nesta altura que Zeca, como era costume e obrigação, adere à Mocidade Portuguesa. «Foi o ano mais desgraçado da minha vida», confessaria Zeca.

 

Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do quinto ano, no Liceu D. João III. Os tradicionalistas reconheciam-no como um bicho que cantava bem. Inicia-se em serenatas e canta em festas populares, interpretando o fado de Coimbra, lírico e tradicional. Em 1948 completa o Curso Geral dos Liceus, após dois chumbos. Conhece Maria Amália de Oliveira, uma costureira de origem humilde, com quem vem a casar em segredo, por oposição da família. Continua na vida associativa, fazendo viagens com o Orfeão e com a Tuna Académica e jogando futebol, naAssociação Académica de Coimbra. Em 1949 inscreve-se no curso de Ciências Histórico-Filosóficas, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Volta a Angola e Moçambique, integrado numa comitiva do Orfeão Académico de Coimbra.

 

Em Janeiro de 1953 nasce-lhe o primeiro filho, José Manuel. Dedica-se a dar explicações e a fazer revisão de textos no Diário de Coimbra, ao mesmo tempo que grava o seu primeiro disco, Fados de Coimbra. De 1953 a 1955 cumpre, em Mafra e Coimbra, o Serviço Militar Obrigatório.

 

Tem grandes dificuldades económicas para sustentar a família, como refere em carta enviada aos pais em Moçambique. Em 1963 termina a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas, com uma tese sobre Jean-Paul Sartre, intitulada Implicações substancialistas na filosofia sartriana.

 

No mesmo ano são editados os primeiros temas de carácter vincadamente político, Os VampirosMenino do Bairro Negro — o primeiro contra a opressão do capitalismo, o segundo, inspirado na miséria do Bairro do Barredo, no Porto — integravam o disco Baladas de Coimbra, que viria a ser proibido pela Censura.[2] Os Vampiros, juntamente com Trova do Vento que Passa (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira) viriam a tornar-se símbolos de resistência antisalazarista da época.

 

Em 1956 vai leccionar para Aljustrel e divorcia-se de Maria Amália. Em 1958 envia os filhos para Moçambique, onde ficam ao cuidado dos avós. Entre1958 e 1959 é professor de Francês e de História, na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça. Em 1959 participa frequentemente em festas populares e canta em colectividades, para lançar em 1960, o seu quarto disco, Balada do Outono. Em 1962 segue atentamente a crise académica deLisboa, convive, em Faro, com Luiza Neto Jorge, António Barahona, António Ramos Rosa e namora com Zélia, natural da Fuzeta, que será a sua segunda mulher. Segue-se uma nova digressão em Angola, com a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, e no mesmo ano é editado o álbumCoimbra Orfeon of Portugal, onde José Afonso rompe com o acompanhamento das guitarras de Coimbra, fazendo-se acompanhar, nas canções Minha MãeBalada Aleixo, pelas violas de José Niza e Durval Moreirinhas.

 

Realiza digressões pela Suíça, Alemanha e Suécia, integrado num grupo de fados e guitarras, na companhia de Adriano Correia de Oliveira, José Niza, Jorge Godinho, Durval Moreirinhas e ainda da fadista lisboeta Esmeralda Amoedo. Em Maio de 1964, José Afonso actua na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, onde se inspira para fazer a canção Grândola, Vila Morena, que viria a ser a senha do Movimento das Forças Armadas, no golpe de 25 de Abril de 1974. Nesse mesmo ano são editados Cantares de José AfonsoBaladas e Canções.

 

De 1964 a 1967, Zeca está em Lourenço Marques com Zélia, onde reencontra os seus dois filhos. Nos últimos dois anos, é professor de liceu, na cidade da Beira. Aí musicou Bertolt Brecht, numa encenação da peça A Excepção e a Regra, desenvolvendo uma intensa actividade anticolonialista, o que lhe causa problemas com a PIDE, a polícia política fascista opressora. Em Moçambique nasce a sua filha Joana, em 1965.

 

Quando regressa a Portugal, é colocado como professor em Setúbal, mas, devido ao seu papel contra o Salazarismo, é expulso do ensino oficial. Entre 1967 e 1970, Zeca Afonso torna-se um símbolo da resistência democrática. Mantém contactos com a Liga Unitária de Acção Revolucionária e o Partido Comunista Português — ainda que se mantenha independente de partidos — e é preso pelaPIDE. Continua a cantar e participa, em 1969, no I Encontro da Chanson Portugaise de Combat, em Paris. Grava também Cantares do Andarilho, recebendo o prémio da Casa da Imprensa pelo Melhor Disco do Ano, e o prémio da Melhor Interpretação. Para que o seu nome não seja censurado, Zeca Afonso passa a ser tratado nos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa.

 

Em 1971 edita Cantigas do Maio, no qual surge Grândola, Vila Morena. Zeca participa em vários festivais, sendo também publicado um livro sobre ele e lança o LP Eu vou ser como a toupeira. Em1973 canta no III Congresso da Oposição Democrática e grava o álbum Venham mais Cinco.

 

Após da Revolução dos Cravos continua a cantar, grava o LP Coro dos Tribunais e participa em numerosas sessões do Canto Livre Perseguido, bem como nas campanhas de alfabetização promovidas pelo MFA. A sua intervenção política não pára, tornando-se um admirador do período do PREC - Processo Revolucionário Em Curso. Em 1976 apoia Otelo Saraiva de Carvalho, na sua candidatura à Presidência da República.

 

Os seus últimos espectáculos decorreram no Coliseu de Lisboa e do Porto, em 1983, quando Zeca Afonso já se encontrava doente. No final desse mesmo ano, é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa.

 

Em 1985 é editado o seu último álbum de originais, Galinhas do Mato, em que, devido ao avançado estado da doença, Zeca Afonso não consegue cantar na totalidade. Devido a isso, o álbum foi completado por: José Mário Branco, Sérgio Godinho, Helena Vieira, Fausto e Luís Represas. Em 1986, já em fase terminal da sua doença, apoia a candidatura de Maria de Lourdes Pintasilgo à presidência da república.

 

Zeca Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987 no Hospital de Setúbal, às 3 horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica.

Em 1994, é editado Filhos da Madrugada Cantam José Afonso, um CD duplo em homenagem a Zeca Afonso. No final de Junho seguinte, muitas das bandas portuguesas que integraram o projecto, participaram num concerto que teve lugar no então Estádio José de Alvalade, antecessor do actual Estádio Alvalade XXI.

 

Em 24 de Abril de 1994 a CeDeCe-Companhia de Dança Contemporanea, estreia no Teatro S. Luiz em Lisboa o Bailado Dançar Zeca Afonso com música de Zeca Afonso e coreografia de António Rodrigues, uma encomenda Lisboa94-Capital Europeia da Cultura.

 

Muitas das suas músicas continuam a ser gravadas por numerosos artistas portugueses e estrangeiros. Calcula-se que existam actualmente mais de 300 versões de canções suas gravadas por mais de uma centena de intérpretes, o que faz de Zeca Afonso um dos compositores portugueses mais divulgados a nível mundial.

 

O seu trabalho é reconhecido e apreciado pelo país inteiro e Zeca Afonso, com a sua incidência política que as suas canções ganharam, indiscutivelmente representa uma parte muito importante da cultura poética portuguesa.

 

Fonte Wikipédia



publicado por olhar para o mundo às 15:49 | link do post | comentar

 

 

Letra

 

Era um redondo vocábulo
Uma soma agreste
Revelavam-se ondas
Em maninhos dedos
Polpas seus cabelos
Resíduos de lar,
Pelos degraus de Laura
A tinta caía
No móvel vazio,
Congregando farpas
Chamando o telefone
Matando baratas
A fúria crescia
Clamando vingança,
Nos degraus de Laura
No quarto das danças
Na rua os meninos
Brincando e Laura
Na sala de espera
Inda o ar educa

 

Letra de Zeca Afonso

 



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Letra
 
Amigo 
Maior que o pensamento 
Por essa estrada amigo vem 
Por essa estrada amigo vem 
Não percas tempo que o vento 
É meu amigo também 
Não percas tempo que o vento 
É meu amigo também 

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também 

Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também

 

 



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