Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

José Duarte, 45 anos de 5 minutos de JazzPara o radialista José Duarte, cinco minutos é o tempo certo para mostrar uma música jazz e é isso mesmo que tem feito há 45 anos com o mais antigo programa de rádio em Portugal.

 

"Cinco minutos de jazz" foi estreado a 21 de Fevereiro de 1966 na Rádio Renascença e está actualmente no ar na Antena 1 da RDP, sempre antes das 22:00 e das 04:00, porque o jazz é uma música da noite, disse José Duarte, 73 anos, à agência Lusa.

José Duarte tinha 28 anos quando estreou este programa de rádio. Já tinha experiência aos microfones e já se dedicava à divulgação do jazz numa época em que esta era uma música mal vista, pouco conhecida. "Não existia, não havia quase nada. Um amigo meu, um grande radialista, o João Martins, disse-me assim: 'Vamos fazer cinco minutos de jazz?'. E assim ficou", recordou José Duarte.

O programa tem um conceito simples: José Duarte faz uma introdução, mostra uma música e no final deixa uma breve explicação. "Às vezes finge um engasgo, um engano, só para sobressaltar os ouvintes naqueles cinco minutos, diz entre risos. "É muito mais difícil fazer cinco minutos do que uma hora. Mas é uma fórmula justa, porque se pode resumir aí tudo o que é preciso saber sobre o jazz", defende.

O primeiro programa foi há 45 anos, mas os "Cinco minutos de jazz", que hoje somados são centenas de horas, sofreram uma interrupção em 1975, no período logo a seguir à revolução de Abril. "Rebentaram com os emissores da Renascença" e depois o silêncio do programa prolongou-se por vários anos. Até que em 1984 foi recuperado para a Rádio Comercial e transferido em 1993 para a rádio pública.

José Duarte foi tendo outros programas de rádio e de televisão, mas garante que nunca se cansou dos seus "Cinco minutos de Jazz". As emissões diárias do programa, que serão transmitidas na próxima semana, já estão todas gravadas e José Duarte não fez qualquer escolha especial por serem os 45 anos. Prefere assinalar a efeméride programando um concerto com mais de cinco minutos de jazz: no dia 28, no Instituto Franco Português, em Lisboa, vão tocar Rodrigo Amado (saxofone), Miguel Mira (violoncelo) e Gabriel Ferrandini (bateria & percussão).

 

Via DN

 



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Letra

 

"Algures na tarde há um fumo que arde
no sangue de dois faladores
Discutem e agitam e como que gritam
atraem mais espectadores
Têm raiva nos dentes e fogo no olhar
atiram serpentes de fúria ao falar
Perguntam á toa, respondem que não,
e mesmo que doa hão-de ter, a razão.

Com frases alheias defendem ideias
que ouviram alguém defender
Arriscam a fé e encaram até
se sentirem que podem vencer
E não buscam verdade, que é isso afinal
viva a tempestade mentir não faz mal
Avançam nos gritos,talvez frustração
por dentro os não ditos, lá têm, a razão

E uma crianca sem tempo para saber ser atrevida
a ter na frente um exemplo do que é essa gente crescida
Afasta-te já não demores por cá,
tu não ouves, não olhas, não vês
Tu és simples e justa,
ai eu sei quanto custa tentar aprender os porquês
Tu és vida e bonança depois do furor
és sol de esperança de algum sonhador
Sorris na beleza da tua ilusão
tu tens a pureza do bem, a razão.

Eu invejo o sorriso
que agora te vi
Criança eu preciso
lembrar-me de ti
Na vida tão escura
tens luzes na mão
O sonho, a ternura, o amor
a razão...

"
Carlos Paião

 



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Letra

 

algo em mim me impede de amar o sol
vejo-o como uma luz apenas sol
faz falta a chuva o frio o vento
e em tempo assim vale ouro o teu calor 

tenho medo do cedo anoitecer
tenho frio e temo não o ter

ó céu faz chuva em mim

o que é que interessa o bem sem passar mal
tal e qual as caras num postal
não me quero assim mas estou assim
eu temo o mal mas quero lá voltar

como maionese e muito sal
bebo coca-cola e não faz mal

ó céu faz chuva em mim

mais que um sapato gasto eu sinto que é o fim
enterra a dor e os ossos no teu jardim 

ó céu faz chuva em mim
ó céu faz chuva em mim.

 



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Letra
Eu queria ser astronauta
o meu país não deixou
Depois quis ir jogar á bola
a minha mãe não deixou
Tive vontade de voltar a escola
mas o doutor não deixou
Fechei os olhos e tentei dormir
aquela dor não deixou.

Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
faz-me ser astronauta ...e voar

O meu quarto é o meu mundo
o ecrã é a janela
Não choro em frente á minha mãe
eu que gosto tanto dela
Mas esta dor não quer desaparecer
vai-me levar com ela

Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
faz-me ser astronauta....e voar

Acordar meter os pés no chão
Levantar, pegar o que tens mais á mão
Voltar a rir,voltar a andar
Voltar Voltar
Voltarei
Voltarei
Voltarei
Voltarei

 

 



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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011

 

Letra

Não há estrelas no céu a dourar o meu caminho,
Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho.
De que vale ter a chave de casa para entrar,
Ter uma nota no bolso pr'a cigarros e bilhar?

[Refrão]
A primavera da vida é bonita de viver,
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar,
Parece que o mundo inteiro se uniu pr'a me tramar!

Passo horas no café, sem saber para onde ir,
Tudo à volta é tão feio, só me apetece fugir.
Vejo-me à noite ao espelho, o corpo sempre a mudar,
De manhã ouço o conselho que o velho tem pr'a me dar.

[Refrão]

Hu-hu-hu-hu-hu, hu-hu-hu-hu-hu.

Vou por aí às escondidas, a espreitar às janelas,
Perdido nas avenidas e achado nas vielas.
Mãe, o meu primeiro amor foi um trapézio sem rede,
Sai da frente por favor, estou entre a espada e a parede.

Não vês como isto é duro, ser jovem não é um posto,
Ter de encarar o futuro com borbulhas no rosto.
Porque é que tudo é incerto, não pode ser sempre assim,
Se não fosse o Rock and Roll, o que seria de mim?

[Refrão]

Não há-á-á estrelas no céu...



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Rui Veloso
Rui Veloso nasceu em Lisboa, mas foi viver com três meses para o Porto. 
Com apenas quinze anos começa a tocar guitarra como autodidacta e em 1976 (com 19 anos) conhece Carlos Tê e forma um grupo de Blues chamado Magara Blues Band (com Mano Zé e Manfred Minneman). 
No ano de 1979 grava uma maqueta que a sua mãe se encarrega de levar à editora Valentim de Carvalho. Esta maqueta incluía temas em inglês e em português. Os elementos da editora interessaram-se pelos temas em português e contratam Rui Veloso. 
Em Setembro desse ano, o músico muda-se para Lisboa e forma a Banda Sonora, com Ramon Galarza e Zé Nabo. 
Em Julho do ano seguinte é editado o disco "Ar de Rock" com os grandes sucessos "Chico Fininho" e "Rapariguinha do Shopping". Este sucesso levou ao aparecimento de uma grande quantidade de bandas de Rock a cantar em português, a maioria de qualidade mais do que duvidosa (e do qual só conseguiram sobreviver os GNR, os UHF e os Xutos e Pontapés), no que ficou conhecido como o Boom do Rock Português e, daí, o título de pai do Rock Português para Veloso. 
A Banda Sonora é muito solicitada para actuações ao vivo, durante o ano, e parte para Espanha a fim de gravar um novo disco que será editado no ano seguinte. Trata-se do single "Um Café e Um Bagaço". 
Rui Veloso começa, entretanto, a ter problemas com as cordas vocais, que o levarão a interromper por várias vezes a sua carreira. 
Uma nova Banda Sonora (com Mano Zé e António Pinho Vargas, este último vindo da formação dos Arte & Ofício) grava o novo LP "Fora de Moda", um disco completamente diferente do anterior e que tem alguns temas antológicos como "A Gente Não Lê"(3) e "Sayago Blues". 
O terceiro álbum de Veloso (que entretanto deixou de ter banda fixa) chama-se "Guardador de Margens" e tem no hino anti-militarista "Máquina Zero" o seu tema mais divulgado. 
Por encomenda do MASP (Movimento de Apoio Soares à Presidência) grava o single "Rock da Liberdade", com letra de António Pedro Vasconcelos, que chega a Disco de Prata. 
Após novas interrupções é editado, em 1986, o longa-duração "Rui Veloso"(4) que inclui " Porto Covo", "Porto Sentido" e "Cavaleiro Andante", um dos grandes sucessos da sua carreira. As letras de Carlos Tê encaixam muito bem nas músicas de Veloso e, ainda que a uma escala caseira, e salvaguardando as devidas distâncias estamos perante a dupla Lennon/McCartney. 
Após "Rui Veloso Ao Vivo", gravado no Coliseu do Porto nos dias 4 e 5 de Junho de 1987, sai o muito aguardado disco conceptual "Mingos e os Samurais"(6), que retrata a vida de um grupo musical de província durante os anos 60 e 70. O disco atinge a astronómica cifra de 80 000 exemplares vendidos (160 000 por ser duplo), o que equivale à quádrupla platina, um número sem precedentes no mercado nacional. Este duplo sai em 1990. 
Em Março de 1990 toca acompanhado de B. B. King, concretizando um sonho antigo. 
Desloca-se aos Estados Unidos, onde grava com Nuno Bettencourt (Extreme), o tema "Maubere", a favor da causa Timorense. 
Em 1995 sai o CD "Lado Lunar" que é o 13.º Disco de Platina recebido pelo autor. 
Junta-se ao projecto Rio Grande com quem grava os discos "Rio Grande" e "Um dia de Concerto".. 
Em 1998 é editado o disco "Avenidas" que nos mostra um Rui Veloso mais calmo e com mais vagar ("Do meu Vagar" é o tema emblemático deste disco). Gravado em Inglaterra, com músicos ingleses e produção de Luís Jardim, este disco contém, como curiosidade, um tema cantado em inglês. (7) 
Em 1999 compõe o tema "Não me mintas", com letra de Carlos Tê, para o filme "Jaime" de António Pedro Vasconcelos. Dirige também a parte musical da série de televisão da TVI "Todo o tempo do Mundo". 
Rui Veloso é hoje uma espécie de instituição da Pop Nacional. Já nada tem a ver com o magrinho de bigode que cantava o "Chico Fininho". No entanto, a sua evolução como músico tem sido notória e o seu refinamento como artista e autor, também. 
* O titulo "O Tio do Rock Português" pretende significar que o cronista, ao contrário do que se diz, não considera Rui Veloso o pai do Rock Português, porque antes dele já muitos outros grupos tinham cantado Rock em Português. Só que esses grupos nunca conseguiram ter o impacto que Rui Veloso conseguiu com o seu disco de estreia.
Retirado de Rui Veloso




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Letra
Das-me a vontade
Das-me o ouvido
De arrancar musicas ao ar
Na tempestade
Madeira e vidro
Saberao como no quebrar
As chamas trinco
O sexto sentido
Saber tudo entrelacar
E' por tudo o que em nos corre
Que se vive e que se morre
Meu sangue sinto
Que terra desce
E no teu corpo o sei lugar
Dentro do instinto
Tudo o que cresce
E' forma boa de se amar
E' por tudo o que em nos corre
Que se vive e que se morre
Eu toco, eu fujo, eu volto, eu passo
Giro nos meus seis sentidos
Eu deso terra e subo ao espaco
Agarrado aos seis sentidos

 



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Letra
A minha mãe.
É a mãe mais bonita,
Dwesculpem, mas é a maior,
Não admira, foi por mim escolhida,
E o meu gosto, é o melhor,
E esta é a canção mais feliz,
Feliz eu que a posso cantar,
É o meu maior grito de vida
Foi o seu grito, o meu despertar,
Canção de mãe é sorrir,
Canção de berço de embalar,
Melodia de dormir,
Mãe ternura a aconchegar,
Canção de mãe é sorrir,
Gosto de ver e ouvir,
Voz imagem de sonhar,
Imagem viva lembrança,
Que faz de mim a criança,
Que gosta de recordar

A minha mãe,
É a mãe mais amiga,
Certeza, com que posso contar,
E nem por isso, sou a imagem que queria,
Mas nem sempre me soube aceitar,
Razão de mãe é dizer,
Mãe cuidado a aconselhar,
Os cuidados que hei-de ter,
As defesas a cuidar,
Saudade mãe é escrever,
Carta que vou receber,
Notícia de me alegrar,
Cartas visitas encontros,
Essa troca que nós somos,
Este prazer de trocar,
Canção de mãe é sorrir,
Gosto de ver e ouvir,
A ternura de cantar.

 

 



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Letra
P'la janela mal fechada
Entra já a luz do dia
Morre a sombra desejada
Numa esperança fugidia fugi um dia

Foi uma noite sem sono
Entre saliva e suor
Com um travo de abandono
E gosto a outro sabor

Dizes-me até amanhã
que tem de ser, que te vais
porque o amanhã, sabes bem
é sempre longe demais

Acendo mais um cigarro
Invento mil ideais
Só que amanhã sei-o bem
É sempre longe demais 

P'la janela mal fechada
Chega a hora do cansaço
Vai-se o tempo desfiando
em anéis de fumo baço

 

 

 

 



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Festival para gente sentada

 

Anunciado cartaz do festival que acontece em março, em Santa Maria da Feira. Conheça-o aqui.

Aos já revelados Legendary Tigerman e Piano Magic, cabeças de cartaz da edição deste ano do Festival para Gente Sentada, juntam-se ao evento Laetitia Sadier (vocalista dos Stereolab), Nuno Prata, B Fachada e Spokes. 

Os bilhetes custam entre 20 euros (um dia) e 30 euros (dois dias). 

Os concertos acontecem, como habitualmente, no Cine Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira. 

No ano passado, passaram pelo Festival para Gente Sentada Bill Callahan e Camera Obscura, entre outros. 

Festival para Gente Sentada 2011 

18 de março

 

Legendary Tigerman 
Laetitia Sadier 
Nuno Prata 

19 de março
Piano Magic 
Spokes 
B Fachada (na foto)



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Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

 

 

Letra
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade 

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena 

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade 

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena 

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade 

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

 

 



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Letra

Amigos como sempre 
Dúvidas daqui pra frente
sobre os seus propósitos
é difícil não questionar.
Canto do telhado para toda a gente ouvir
os gatos dos vizinhos gostam de assistir.

Enquanto a musica não me acalmar
não vou descer, não vou enfrentar
o meu vício de ti não vai passar
e não percebo porque não esmorece
ao que parece o meu corpo não se esquece.

Não me esqueci, não antevi, não adormeci, o meu vício
de ti (2x)

Levei-te à cidade, mostrei-te ruas e pontes
Sem receios atrai-te as minhas fontes
Por inspiração passamos onde mais ninguém passou
Ali algures algo entre nós se revelou.

Enquanto a música não me acalmar
não vou descer, não vou enfrentar
o meu vício de ti não vai passar
não percebo porque não esmorece
será melhor deixar andar
Será melhor deixar andar

Não me esqueci, não antevi, não adormeci, o meu vício
de ti (3x)

Eu canto a sós pra cidade ouvir
e entre nós há promessas por cumprir
mas sei que nada vai mudar
o meu vício de ti não vai passar, não vai passar...

 



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Letra

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia

Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça

Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito

Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito

 



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Cristina Branco grava fados tradicionais

 

A cantora Cristina Branco afirma que está a gostar mais de fado e, pela primeira vez, gravou melodias tradicionais como o fado Súplica e o Menor do Porto, no novo álbum a editar dia 28.

«Cada vez gosto mais de cantar fado. Cada vez tem mais a ver comigo. Estou a descobrir mais coisas quando canto», disse a intérprete à Lusa.

«paixão» guiou a construção do novo álbum intitulado Não Há Só Tangos em Paris, que procura ser «um ponto de interacção entre o fado e o tango», tendo como cenário Paris.

«A paixão e a sensualidade que sobrevivem naturalmente no fado e no tango foram o mote do álbum», afirmou a cantora.

«Este é um disco de paixão e muito latino, como um navio que saísse de Buenos Aires, passasse por Lisboa, aportasse em Marselha, e o fado e o tango se encontrassem em Paris», referiu.

Num total de 16 temas, neste novo disco ao lado de canções de Jacques Brel (Les Désespérés) e temas em espanhol, um deles uma versão do bolero de Maria João e Mário Laginha, Um Amor, Cristina Branco gravou também o tema cubano Dos Gardénias, que já canta há cerca de um ano nos espectáculos, e fados tradicionais.

«Continuo a não ser fadista porque as pessoas que cantam fado e que são de facto os fadistas podem sentir-se melindrados. Sinto-me até lisonjeada quando dizem que sou fadista», disse Cristina Branco.

Entre os fados tradicionais a cantora assume que tinha há muito a vontade de cantar o Fado Súplica de Armando Machado e para o qual contou com uma letra Manuela de Freitas, Se não chovesse tanto, meu amor.

«Eu gosto imenso do Súplica, há nele um mistério que nem sempre encontramos no fado. Quando fui ter com a Manuela de Freitas para me escrever um tango, falando do contexto do disco, ela disse que tinha umas letras com a métrica adequada para o Súplica, e gravei», contou.

Outra melodia escolhida foi o Fado Menor do Porto, de José Joaquim Cavalheiro Júnior, por indicação de Carlos do Carmo, que Cristina Branco qualificou como «uma instituição do fado».

A cantora questionou o fadista sobre qual o fado tradicional que melhor se adequaria à sua voz e Carlos do Carmo respondeu prontamente: o Menor do Porto. Surgiu assim Não é desgraça ser pobre, com quadras de Norberto Araújo e João Black.

A direcção musical, tal como em anteriores trabalhos, é de Ricardo Dias, integrando agora o grupo de acompanhantes o viola Carlos Manuel Proença, com quem gravara o álbum de estreia.

Cristina Branco afirma que «o grupo [músicos e a cantora] é uma oficina criativa», razão pela qual «o disco reflecte o trabalho de uma equipa, que contribui com ideias».

Do elenco de autores alguns reincidem, de discos anteriores, entre eles Vasco Graça Moura, com quem a intérprete afirmou ter «uma relação onde não se fala de política e apenas de livros, autores e música».

Não Há Só Tangos em Paris é editado pela Universal Music e contou com a colaboração dos músicos Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Bernardo Moreira (contrabaixo), Carlos Manuel Proença (viola), João Paulo Esteves da Silva (piano), Ricardo Dias (acordeão) , Ana Cláudia Serrão, André Ferreira, Carlos Gomes e Marco Pereira (violoncelos), Jorge Reis (saxofone) e Lars Arens (trombone). O álbum é apresentado dia 31 de Março no S. Luiz, em Lisboa.

 

Via Sol

 

 

 

 

 

 



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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

 

 

Letra
 
A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada à covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação

 

 



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Letra

 

Sei que me vês,
Quando os teus olhos me ignoram
Quando por dentro eu sei que choram
Sabes de mim,
Eu sou aquele que se esconde
Sabe de ti sem saber onde,
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Trago-te em mim,
Mesmo que chova no verão
Queres dizer sim,
Mas dizes não
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Refrão:
E eu,
Sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem esta noite,
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Eu sei que dói,
Sei como foi andares tão só por essa rua
As vozes que te chamam e tu na tua
Esse teu corpo é o teu porto, é o teu jeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Sabes quem sou,
Para onde vou a vida é curva, não uma linha
As portas que se fecham e eu na minha
A tua sombra é o lugar onde me deito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Refrão

Tens uma estrada, tenho uma mão cheia de nada
Somos um todo imperfeito
Tu és inteira e eu desfeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Refrão

 

 



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Letra

 

Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.


Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim

Encosta-te a mim

Encosta-te a mim

Quero-te bem.

Encosta-te a mim.

 

 



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«Mulheres ao Espelho», álbum que a fadista Aldina Duarte traz ao Theatro Circo este sábado, 19 de Fevereiro, a partir das 21h30, reúne 11 temas que, tanto individual como colectivamente, traduzem o desejo de contar uma história. Uma história feminina.

 

Neste terceiro trabalho discográfico, Aldina Duarte escolheu várias mulheres como reflexos do seu fado. Desta forma,Hermínia Silva, Lucília do Carmo ou Maria José da Guiasão algumas das fadistas que Aldina, aqui acompanhada por Carlos Manuel Proença (viola) e José Manuel Neto (guitarra portuguesa), adoptou como cúmplices para dar voz aos temas que compõem este espectáculo.

 

Como vozes preponderantes da sua interpretação, metáforas poéticas e mesmo alinhamento, a fadista que se assume «apaixonada incondicional do lado tradicional do fado» elegeu «a afamada complexidade feminina que contém segredos e coragem, subtilezas e dúvidas legítimas, transgressões ousadas, impulsos e emoções incontidos e incontáveis, confiança e frontalidade».

 

Editado em 2008, «Mulheres ao Espelho» sucedeu a «Crua» (2006) e «Apenas o Amor», álbum que em 2004 assinalou a estreia da fadista lisboeta.

 

Natural de Chelas, Aldina Duarte iniciou as lides fadistas no Clube do Fado.

 

Em simultâneo, e já depois de ter participado no filme «Xavier», de Manuel Mozos, onde interpretava o fado«A Rua do Capelão», trabalhou na editora EMI e colaborou em vários álbuns do também fadista Camané.

 

Fadista residente no Sr. Vinho (Lapa, Lisboa) Aldina Duarte tem vindo a distinguir-se por um reportório predominantemente composto por fados tradicionais.

 

 

 

 

Via Sapo Música



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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

 

 

Letra
Que amor nao me engana
Com a sua brandura
Se da antiga chama
Mal vive a amargura
Duma mancha negra
Duma pedra fria
Que amor nao se entrega
Na noite vazia?
E as vozes embarcam
Num silêncio aflito
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito
Muito à flor das àguas
Noite marinheira

Vem devagarinho
Para a minha beira
Em novas coutadas
Junta de uma hera
Nascem flores vermelhas
Pela Primavera
Assim tu souberas
Irma cotovia
Dizer-me se esperas
Pelo nascer do dia

 



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D Orfeu, Outonalidades

 

Até 28 Fevereiro está a decorrer o período de inscrições para os grupos, de todos os géneros musicais, que queiram integrar a bolsa de espectáculos do 15º OuTonalidades, circuito de música ao vivo em Portugal e na Galiza, no próximo Outono, organizado pela d'Orfeu Associação Cultural.

 

A inscrição é feita através da web http://www.dorfeu.pt/outonalidades , sendo possível um usuário inscrever um ou vários grupos.

 

Para mais informações, contactar outonalidades@dorfeu.pt ou utilizar o formulário de esclarecimentos existente na plataforma online.

 

Clipping OuTonalidades

 

http://dorfeuclipping.blogspot.com/search/label/OuTonalidades



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Letra

 

Encontrei-me no deserto
Fui tão longe e tu aqui tão perto
Conto as horas para te dizer
Que de repente fiquei tão diferente
Mudo, Mudo, Mudo.

Digo nada sei de tudo
Sou como o tempo eu
Mudo, mudo, mudo
Experimento as palavras levas
O vento eu
Mudo, mudo, mudo

Dei a volta
devagar vi o mundo
E não saí do lugar
Tenho de agir
E deixar de pensar
Que há mistério
Que é tudo tão sério
Mudo, mudo, mudo

Digo nada sei de tudo
Sou como o tempo eu
Mudo, mudo, mudo
Experimento as palavras levas
O vento eu
Mudo, mudo, mudo
(2X)

 

 

 



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Letra

I'd like to show you my world
For you to see how I feel
And I hope that someday
Oh you understand, yes you understand

To change your point of view
Walk a mile in my shoes
And what will you do when it's over?

So I hope that one day
You'll meet me half way
With simple words we say
Our pain could be gone

I'm waiting... debating
Tryin' ta find a way to get things through to you
So come on won't you understand

I'm waiting... debating
Keep tryin' ta find a way for us both to agree.. yeah
The one thing we can't deny
Is that life has no guarantees

Help me to dry your eyes

With simple words we say
Our pain could be gone

 

 



publicado por olhar para o mundo às 08:04 | link do post | comentar

"O homem da máquina de filmar", filme mudo de Dziga Vertov, vai ser exibido no dia 25 emTallinn, Estónia, e terá música ao vivo com os Dead Combo, os primeiros convidados portugueses da atual Capital Europeia da Cultura.

 

O concerto dos Dead Combo integra o ciclo "Silent Pictures Go Loud", que começa no próximo sábado e termina no dia 5 de março, com cinco atuações de artistas de todo o mundo em torno do cinema mudo antigo e recente.

 

Além dos Dead Combo foram convidados, por exemplo, o grupo congolês Konono nº 1, que tocará na exibição de "Tabu" (1931), de Murnau, e os espanhóis Argento Tango Fusion, que darão música para "The Aerial", filme argentino de 2007 realizado por Esteban Sapir.

 

Esta não é a primeira vez que os Dead Combo compõem música original para "O homem da máquina de filmar".

 

Já em 2006 Pedro Gonçalves (contrabaixo) e Tó Trips (guitarra) tinham composto e tocado ao vivo para este filme mudo no Festival International des Musiques d’Écran, no sul de França.

 

Para Tallinn, Pedro Gonçalves explicou à agência Lusa que a música será totalmente diferente, apoiada num lado mais de improvisação, acompanhando aquilo que a imagem vai transmitindo.

 

O convite para musicar novamente o filme surgiu da organização estónia depois de os Dead Combo terem atuado no país há três anos, referiu o músico.

 

"O homem da máquina de filmar", documentário de 1929 feito por Dziga Vertov, um retrato sobre o dia a dia em várias cidades na antiga União Soviética, é um filme "apetecível" para ser musicado.

 

Em 2000, por exemplo, Porto-Capital Europeia da Cultura convidou a Cinematic Orchestra a fazer o que os Dead Combo fazem agora em Tallinn e em 2002 Michael Nyman compôs a banda sonora para uma edição do filme em DVD.

 

Na altura a Cinematic Orchestra acabou por editar a música em álbum, mas os Dead Combo não pensaram nisso, referiu Pedro Gonçalves.

 

Além dos álbuns editados, todos eles instrumentais, os Dead Combo já compuseram para teatro e cinema, nomeadamente para a peça "Dois Homens", encenada por Carlos Pimenta, e para, por exemplo, os filmes de Edgar Pêra e para "Um pouco mais pequeno do que o Indiana", de Daniel Blaufuks.

 

Em 2010 participaram numa instalação com Bruno de Almeida, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, em torno de Amália Rodrigues.

 

 

Via Ionline

 

 



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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

 

 

Letra
Olha o sol que vai nascendo 
Anda ver o mar 
Os meninos vão correndo 
Ver o sol chegar 

Menino sem condição 
Irmão de todos os nus 
Tira os olhos do chão 
Vem ver a luz 

Menino do mal trajar 
Um novo dia lá vem 
Só quem souber cantar 
Vira também 

Negro bairro negro 
Bairro negro 
Onde não há pão 
Não há sossego 

Menino pobre o teu lar 
Queira ou não queira o papão 
Há-de um dia cantar 
Esta canção 

Olha o sol que vai nascendo 
Anda ver o mar 
Os meninos vão correndo 
Ver o sol chegar 

Se até da gosto cantar 
Se toda a terra sorri 
Quem te não há-de amar 
Menino a ti 

Se não é fúria a razão 
Se toda a gente quiser 
Um dia hás-de aprender 
Haja o que houver 

Negro bairro negro 
Bairro negro 
Onde não há pão 
Não há sossego 

Menino pobre o teu lar 
Queira ou não queira o papão 
Há-de um dia cantar 
Esta canção

 

 



publicado por olhar para o mundo às 20:47 | link do post | comentar

 

 

Letra

 

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um "passou bem"

 

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar, despedir
Ainda se ficam a rir

 

Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir encontrar mais força para lutar

 

Mais força para lutar
Mais força para lutar
Mais força para lutar

 

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

 

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir

 

Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar, enganar
O povo que acreditou

 

Conseguir encontrar mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Mais força para lutar

 

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

 

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

 

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a...

 

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Dê-me um pouco de atenção

 



publicado por olhar para o mundo às 19:18 | link do post | comentar

 

Letra

 

Vieste comigo

nesse jeito pós-moderno

de não querer saber nada

de não fazer perguntas

essa pose cansada

tão despida de emoção

de quem já viu tudo

e tudo é uma imensa

repetição

 

não fosse a minha competência para amar

e nunca teriamos acontecido

num mundo de competências

e técnicas de ponta

a dádiva da fala

quase já não conta

 

depois quase ias embora

desse modo

evanescente

não soubesse eu ver-te

tão transparente

e teria sido apenas

o encontro acidental

uma simples vertigem

dum desporto radical

 

não fosse a minha competência para amar

e nunca teriamos acontecido

num mundo de competências

e técnicas de ponta

a dádiva da fala

quase já não conta

 

 



publicado por olhar para o mundo às 12:49 | link do post | comentar

 

 

Letra
Sim, eu sei do que falo
Sim, eu vivo ao lado

Nem tudo o que passa por mim
Tem cheiro de cor
Nem tudo o que passa por mim
Tem sempre sabor

E é sem cor
É sem cor que eu finjo
Que não existo
Sem cor

É sem cor que eu finjo

 



publicado por olhar para o mundo às 10:03 | link do post | comentar

 

 

Letra
Vem conversar
Eu pago as imperiais e os cafés
Estou a precisar de atenção
Tenho dado tantas voltas voltas
Perto de cair
Tenho de abrir

Este convite fica aqui 
Às voltas no ar
Este convite fica aqui,
Se acaso aí chegar

Podes não ter tempo ou disposição
Podes até não estar por cá

Ouvi dizer que tu também não andas na maior
Talvez nos faça bem arejar
Não vamos ser piegas nem trocar a dor
Somos os peões, 
Somos campeões.

 



publicado por olhar para o mundo às 08:37 | link do post | comentar

 

aurea

Quando se vem ao mundo com uma voz assim, uma pessoa só pode querer ser cantora, certo? No caso de Aurea, errado. Apesar de cantar desde pequena, foi preciso um amigo desafiá-la para interpretar um tema seu para que a música se insinuasse como opção. Agora não há volta a dar-lhe. Aos 23 anos, Aurea só pensa em "pisar os palcos a sério", para consolidar uma carreira que, "definitivamente", há de passar pela soul.

 

Para quem a ouve, a sua voz surpreende pela qualidade e pela maturidade da interpretação. Parece que tem toda uma carreira e uma experiência acumuladas, apesar da idade. Já se nasce com uma voz assim? (sorri) No meu caso, não tive qualquer tipo de formação. Estudei teatro, em Évora, e na universidade tínhamos, de facto, aulas de voz, mas numa perspetiva de representação. Coisas como projeção, controlo de diafragma... nada direcionado para o canto. Agora, é verdade que canto desde pequenina, em casa. O meu pai tocava e cantava fado, depois o meu irmão também aprendeu a tocar guitarra, e eu lá cantava outras coisas com ele, com as minhas amigas...

Nada muito a sério? Mais a sério só comecei há três anos, já com o CD como projeto, e é óbvio que durante este período sinto ter havido uma evolução, fruto do trabalho e da experiência que me foi possível ir adquirindo.

 

Via Expresso



publicado por olhar para o mundo às 00:43 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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