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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

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14 Out, 2011

Sara Tavares

Sara Tavares

 

Sara Tavares irá protagonizar, amanhã, no Centro Cultural Olga Cadaval, um dos concertos mais aguardados da edição 2011 do Sintra Misty.

 

Depois de ter interrompido a sua carreira durante um ano, por motivos de saúde, a cantora regressa aos palcos recuperada, pronta para o triunfo e para o calor dos aplausos. Recentemente galardoada com o prémio para Melhor Voz Feminina, no âmbito do Cabo Verde Music Awards, Sara Tavares irá recuperar, em Sintra, o seu mais recente disco de originais, "Xinti", sobre o qual falou ao Palco Principal.

 

Palco Principal - Este ano, pisaste o palco do Delta Tejo, para um dueto com Nelly Furtado. Também participaste no concerto de Joss Stone no Festival dos Oceanos. Contudo, já há muito que não ofereces aos portugueses um concerto só teu. Isto acontece por algum motivo especial?
 
Sara Tavares – Não propriamente. Estive afastada dos palcos durante algum tempo e tem demorado um pouco para as pessoas se aperceberem que eu já estou bem e que já regressei ao ativo. O último concerto que dei em Lisboa foi em outubro de 2010, nos jardins de Belém, a convite do Presidente. Esse foi também o primeiro concerto que fiz depois da minha longa paragem, que se prolongou por 2010. Foi esse o pontapé de saída para voltar aos palcos. E agora que surgiu esta oportunidade para cantar no Sintra Misty, espero voltar a agendar concertos em Lisboa e Portugal. Felizmente para mim, tenho tido solicitações lá fora, mas por cá, nem por isso.

 

PP - Em 2009 fez uma grande digressão fora de portas. Esteve no Canadá e passou por vários países europeus. Como é recebida lá fora? Sente-se acarinhada pelo público europeu?

 

ST – Muito acarinhada. Já atuei no Canadá três vezes e fui sempre muito bem recebida, mas nesta última passagem, em 2009, senti que as pessoas já iam enchendo as salas, que já conheciam algumas músicas, e havia, aliás, alguns fãs que apareciam de concerto para concerto. Foi pena termos parado em 2010 e não termos conseguido continuar esse trabalho, mas agora estamos de volta e iremos retomá-lo, com disco novo na bagagem.

 

PP – São muitas as saudades de subir, assiduamente, aos palcos?

 

ST – Sim, são muitas. Cantar é a minha identidade. Quando fico muito tempo sem cantar, sinto-me perdida, sem saber muito bem quem sou. A música é que me define e revela a minha identidade.

 

PP – O que podemos esperar do concerto no Sintra Misty, na medida em que será o palco do reencontro com o público português, que muito aguarda uma performance da Sara Tavares em solo nacional?

 

ST – Bem, a novidade é que vou ser acompanhada por uma banda nova, o que se reflete numa nova interpretação das canções. Vou insistir nas músicas do meu último disco, “Xinti”, porque o álbum teve apenas seis meses de vida, na medida em que chegou às lojas na primavera de 2009, tendo eu parado com os concertos logo em dezembro. Aqui em Lisboa só fiz mesmo o Delta Tejo 2009, mas as coisas ainda estavam verdes, ainda estava em plena fase de transição do estúdio para o formato “ao vivo”. Também não esqueçamos que era um concerto de festival, com canções mais mexidas, mais festivas. No Sintra Misty, numa sala como o Centro Cultural Olga Cadaval, haverá lugar para uma maior intimidade, para o acústico, para um calor humano ainda maior em termos de recetividade.

 

PP – Como olhas para “Xinti”, dois anos depois da sua edição?

 

ST – Em “Xinti” falo muito de mim, da necessidade de ouvirmo-nos a nós próprios. Falo muito de um estado de alma, em que as coisas estão alinhadas, estão a fluir. Creio que em todas as canções acabo por abordar uma postura positiva e aberta para a vida, na qual deixamos que esta nos indique o caminho.

 

PP – Revês-te nessa postura, atualmente?

 

ST – Sim, até porque nasci em Portugal, sendo filha de pais estrangeiros. E porque não cresci com os meus pais. Houve muito trabalho, da minha parte, em termos de integração, aqui em Lisboa. Mas este trabalho não é só meu, mas também de uma série de jovens, filhos de pais estrangeiros, que acabaram por forjar uma cultura própria de Lisboa, uma cultura lusófona com traços multiculturais, uma cultura que parte da integração.

 

PP – Para quando um novo registo? Teremos que esperar os quatro anos – dois deles já passaram – que distanciam “Balancê” e “Xinti”?

 

ST – Por acaso, tenho andado a remoer nesse assunto. Já tive vários projetos de canções e ideias. Tenho, contudo, pouca coisa acabada, e ainda não encontrei o fio condutor, aquele que será o tema do próximo disco, mas para lá caminho.

 

PP – No Sintra Misty integras um cartaz de luxo. Que nome te chama mais à atenção?

 

ST – O nosso Tiger Man é, para mim, uma grande máquina! Embora o nosso universo seja um pouco distante, geracionalmente somos contemporâneos, sendo que assisto com muito gosto ao trabalho dele. Aprendo muito com a sua atitude, aquela atitude destemida. Ainda este mês cruzei-me com ele no Brasil, porque fomos tocar no Festival de Cinema Lusófono, onde a Rita Redshoes também esteve presente. Estavam os dois a fazer a sonoplastia de um filme e, mais uma vez, fiquei bastante surpreendida com o seu trabalho. Ver os dois a tocar ao vivo, enquanto passavam imagens do filme, foi fantástico. Quem sabe se um dia não surge uma colaboração. Este universo é um livro aberto!

 

Ana Cláudia Silva

 

 

Via Sapo Música

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