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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

Esta noite adormeci com as costas na areia
E caído neste sonho fui mendigo que cambaleia
Sem meias e descalço, não preciso do conforto
Quero sentir a areia fria nesta noite de Outono
Cada passo fica marcado num destino adormecido
E lavado num mar de lava, o vencedor fica vencido
Coberto pela sombra sei que a lua hoje não brilha
Não há reflexo no mar, só areia na sapatilha
Hoje passeio sozinho, oiço temas do passado
Saio de casa a meio da noite para ir a nenhum lado
Vagabundo em cada verso, vejo a luz por entre os dedos
Barcos partem para longe, mas deixam ficar os medos
E o medo de falhar é tanto que tentar já não me tenta
O coração vai congelando enquanto a idade aumenta
Água toca-me na perna, estou quase a despertar
E sinto-me tão quente no meio do frio familiar

Vejo noites e marés
Frio é fogo que me aquece
Tenho água pelos pés
Sinto a dor que não me esquece

Puxado pelo sonho, volto a cair no mesmo embalo
Quanto mais ando menos sinto e oiço pouco do que falo
Os lábios já não mexem, mas os gritos continuam
Caminho para longe, mas estas vozes não atenuam
Sinto que alguém me segue sem pisar onde eu piso
Vejo estrelas apagarem-se na sombra de um sorriso
A maré colhe a esperança ou o que restava dela
E a força foi raptada, levada num barco à vela
Enterro o pé no meio da espuma, cinzenta a esta hora
E cada concha é um aplauso na saudade que chora
Tenho sede e tenho sal, preciso de água e tenho tanta
Sou um castelo na areia onde não cresce uma planta
Ao olhar para trás, vi que a areia estava lisa
Senti um arrepio num frio que paralisa
Percebi que não andei, acordei onde ficara
E de costas na areia, tinha areia na cara.

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