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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra 

 

Pedes a bica corrida e dás graxa ao sapato

passas no pica da Graça e só desces no Rato

 

compras jornais numa estrela

tomas a meia de Lapa

páras na minha janela 

e reabres o mapa

 

guardas a imagem no Bolso da baixa Chiado

são três postais de Lisboa e do pátio do lado

 

Segues daqui a São Bento

fintas os Santos da estrada

ficas sem pé no sodré mas ninguém te diz nada

 

Põe a Bandeira no peito e a caravela no mar

corta o país a direito até naufragar

 

com um cravo ao sol na lapela

e um talvez nunca chegar

somos a proa de um povo que teima em cantar

 

 

com um cravo ao sol na lapela

e um talvez nunca chegar

somos a festa acabada que teima em durar

 

somos a festa acabada que teima em durar

somos a festa acabada que teima em durar

durar

 

Chegas às linhas do norte pela foz da ribeira

pedes aos teus aliados um porto à lareira

tens Boavista na rua e um Campo Alegre no centro

passas as tripas da moda francesa pra dentro

 

Ouves a fala arrojada e um grito dragão

compras a fita azulada ao café do Bulhão

mas pões Serralves ao ombro e campanhã num banquete

regressas à tua viagem com o pica bilhete

 

Põe a Bandeira no peito e a caravela no mar

corta o país a direito até naufragar

 

com um cravo ao sol na lapela

e um talvez nunca chegar

somos a proa de um povo que teima em cantar

 

com um cravo ao sol na lapela

e um talvez nunca chegar

somos a festa acabada que teima em durar

 

somos a festa acabada que teima em durar

somos a festa acabada que teima em durar

durar

 

Partes de Chaves com tanto Pinhão na camisa

sobes à Estrela e desces às colchas de Nisa

provas o queijo de Serpa

já nem sabes se és turista

bebes de Sagres e jogas à bisca

 

Põe a Bandeira no peito e a caravela no mar

corta o país a direito até naufragar

 

com um cravo ao sol na lapela

e um talvez nunca chegar

somos a proa de um povo que teima em cantar

 

com um cravo ao sol na lapela

e um talvez nunca chegar

somos a festa acabada que teima em durar

 

somos a festa acabada que teima em durar

somos a festa acabada que teima em durar

durar

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