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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

Letra

 

 

JÁ NÃO HÁ POR ONDE FUGIR

A noite ganhou-te,

Trocou-te nos dados,

Nos néons,

nos fados,

Num whisky vulgar,

Secou-te a garganta,

Levou-te a mulher,

Tudo tão devagar,

Como num jogo de póker.


E não há p'ra onde fugir.

Viajante no tempo,

Andarilho cowboy,

Vagabundo de corpos,

Sentes a dor que não dói.


Será que me vendes a alma?

Me alugas a cama?

Te afogas na calma

De quem se deita na lama?

E não tens p'ra onde fugir.

E no fim da estrada Deixa-te cair,

Só nesta jogada


Já não há p'ra onde fugir.

Já não há p'ra onde fugir,

Já não há p'ra onde fugir.


Andas em contra-mão

No ruído da esquina,

Nos sinais que se fecham,

Na luz da vitrina.

E dançaste sozinho

Entre os traços da rua,

Rodopias feliz

Esta praça é só tua.

 

Já não há p'ra onde fugir.

E agora um abraço

Em que o vento te agarra,

Sabes,

Tantas vozes que ouves

E nenhuma te ampara.


Será que me sentes por perto?

Sou um frio deserto

Podes ter como certo

Serei teu dono no fim!

Já não tens por onde fugir.


E no fim da estrada

Deixa-te cair,

Só nesta jogada


Já não há p'ra onde fugir.

Já não há p'ra onde fugir,

Já não há p'ra onde fugir.

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