Sexta-feira, 19.05.17

 

Letra


Nua e concreta
a realidade
que se projecta
pela cidade
em cada rosto
o inadiável
é o pressuposto
para o inevitável
voraz motor da emoção
que justifica o contexto
gerador de ilusão

Tanta pressa por repetição

Somos
a promessa orgânica
a resistência
à submissão mecânica
para a sobrevivência
na solidão urbana
de uma clara consciência
que complete a equação humana

Basta
de retórica vazia
de economia plástica
ganância tóxica, fria
pesada consequência
mágoa que se propaga
para nada.

 

Letra: Teresa Salgueiro
Música: Teresa Salgueiro | RuiLobato, Óscar Torres, Marlon Valente | Graciano Caldeira

 



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Letra

 

Podem me chamar e me pedir e me rogar
E podem mesmo falar mal, ficar de mal que não faz mal

Podem preparar milhões de festas ao luar
Que eu não vou ir, melhor nem pedir, que eu não vou ir, não quero ir
E também podem me intrigar e até sorrir e até chorar
E podem mesmo imaginar o que melhor lhes parecer

Podem espalhar que estou cansado de viver
E que é uma pena para quem me conheceu
Eu sou mais você e eu

Podem espalhar que estou cansado de viver
E que é uma pena para quem me conheceu
Eu sou mais você e eu

 

autoria de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes

 

 

 



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Domingo, 14.05.17

 

Letra

 

Desencontro

Desencontro
Desconcerto
Desacerto
Puro assombro
Desalento
De um reverso
Que eu acerto
no teu ombro
Que me ampara
Sem demora
Se o meu pranto
se prolonga
Se o meu canto
Se elabora

Recolhes sem um lamento
Com o sorriso que é teu
Os pedaços deste caos
Do que sou, de quem sou eu
E me cumpre desvendar
Para que a minha dor se apague
E o meu abraço se alongue
Só com leveza te afague

E mesmo que estejas longe
Eu seja a estrela que brilha
no fundo do teu olhar
Por mais que o mundo te pese
E o sonho tarde em chegar..

Letra: Teresa Salgueiro
Música: Teresa Salgueiro | Rui Lobato, Óscar Torres, Marlon Valente | Graciano Caldeira



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Sábado, 08.10.16

 

 

Letra

 

Por este rio acima
Deixando para trás
A côncava funda
Da casa do fumo
Cheguei perto do sonho
Flutuando nas águas
Dos rios dos céus
Escorre o gengibre e o mel
Sedas porcelanas
Pimenta e canela
Recebendo ofertas
De músicas suaves
Em nossas orelhas
leve como o ar
A terra a navegar
Meu bem como eu vou
Por este rio acima

Por este rio acima
Os barcos vão pintados
De muitas pinturas
Descrevem varandas
E os cabelos de Inês
Desenham memórias
Ao longo da água
Bosques enfeitiçados
Soutos laranjeiras
Campinas de trigo
Amores repartidos
Afagam as dores
Quando são sentidos
Monstros adormecidos
Na esfera do fogo
Como nasce a paz
Por este rio acima

Meu sonho
Quanto eu te quero
Eu nem sei
Eu nem sei
Fica um bocadinho mais
Que eu também
Que eu também
meu bem

Por este rio acima
isto que é de uns
Também é de outros
Não é mais nem menos
Nascidos foram todos
Do suor da fêmea
Do calor do macho
Aquilo que uns tratam
Não hão-de tratar
Outros de outra coisa
Pois o que vende o fresco
Não vende o salgado
Nem também o seco
Na terra em harmonia
Perfeita e suave
das margens do rio
Por este rio acima

Meu sonho
Quanto eu te quero
Eu nem sei
Eu nem sei
Fica um bocadinho mais
Que eu também
Que eu também
meu bem

Por este rio acima
Deixando para trás
A côncava funda
Da casa do fumo
Cheguei perto do sonho
Flutuando nas águas
Dos rios dos céus
Escorre o gengibre e o mel
Sedas porcelanas
Pimenta e canela
Recebendo ofertas
De músicas suaves
Em nossas orelhas
leve como o ar
A terra a navegar
Meu bem como eu vou
Por este rio acima

 

Música e Letra: Fausto Bordalo Dias
Arranjo: Jorge Varrecoso Gonçalves

 



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Sexta-feira, 07.10.16

 

 

Letra

 

É a saudade
Que me transporta
A um lugar de claridade
Que me conforta

Lembranças vagas
De horas perfeitas
Tão distantes
Desfeitas
Pois já não voltam

Mas que me importa?
Eu não me sinto só
Tenho a saudade a meu lado
A minha âncora

O teu sorriso de sol
Todos os pequenos gestos
O sopro de um aguaceiro
A grandeza dos espaços
A partida, um regresso e os abraços
E as lágrimas que se guardaram
Os pés marcados na areia
Um barco que se desprende
E nas ondas serpenteia
Uma estrela que se afasta
Está tudo aqui

Canto a saudade
Canto esta espera

Canto a saudade
Canto a saudade e a espera
Canto a saudade
Canto esta espera

A eternidade
Canto a saudade

Aqui o tempo não me consegue alcançar

Canto a saudade
Canto esta espera

A eternidade.

 

"A Espera"
Letra: Teresa Salgueiro
Musica: Teresa Salgueiro | Carisa Marcelino | Óscar Torres | André Santos | Rui Lobato

 



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Domingo, 02.10.16

 

Letra

 

Horizonte

Ali se eleva o meu canto
É às distâncias que grito
Este delíro, este espanto
Que em tantos dias eu sinto

Pertenço aos montes longínquos
É dali que eu quero ser
Se não for por amar tanto
De que me serve viver?

Aqui me entrego
Entre a Terra e o Céu
Cumpro cantando
Um destino que é meu

E vou pensando
Entre o Céu e a Terra
Guardo, cantando,
Um sonho, uma quimera

Num oceano profundo
Abandono as minhas mágoas
Ando tão longe do mundo
Vou levada pelas águas

É este afinal o encanto
Que determina o meu ser
Se não for por amar tanto
De que me serve viver?

 

Horizonte
Letra: Teresa Salgueiro
Música: Teresa Salgueiro | Rui Lobato | Óscar Torres | Marlon Valente e Graciano Caldeira

 



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Quarta-feira, 10.08.16

 

Letra

 

___ Homem do leme ___
Composição: Xutos & Pontapés

Sozinho na noite
um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito
ofusca as demais.

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir, nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo do mar
jazem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos
descanso eterno lá encontraram.

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir, nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo horizonte
sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo
foge o futuro, é tarde demais...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

 



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Terça-feira, 12.08.14

 

 

Letra

 

 

Anoitece 
Nas vielas e nas esquinas 
Nas escadas e nas colinas 
Nas calçadas feitas à mão 
No bater do meu coração 
Mas não me canso de percorrer 
A cidade em que vim nascer 
Onde o Tejo vem adormecer 
E é uma porta aberta para o mar 
Um convite p'ra navegar 
E que abraça quem quer chegar 
Desde sempre assim foi 

P'la manhãs 
Do Castelo desço a Alfama 
Labirinto de casas brancas 
Enfeitadas com andorinhas 
E que é o berço de tradições 
Do velho fado, das procissões 
Das tabernas e dos pregões 
E onde nas ruas pequeninas 
Ainda ecoam trovas antigas 
E se inventam novas cantigas 
De louvar ao bom Santo António 
Que Lisboa venera 

Eu só queria desenhar nesta melodia 
O amor à minha cidade 
Teimosa fantasia 

É assim 
Que eu gosto de imaginar 
Esta Lisboa secular 
Onde habitam todos os povos 
De tantas raças, velhos e novos 
A cidade mais luminosa 
Bela, mágica, radiosa 
Eu vou sempre cantar 
P'ra ti Lisboa 
De entre todas a mais formosa 
Bela, mágica, radiosa 
Vou p'ra sempre cantar



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Domingo, 23.06.13

Concertos de Verão gratuitos com Ana Moura, Teresa Salgueiro e Cuca Roseta em Vila Real

As cantoras Ana Moura, Teresa Salgueiro e Cuca Roseta são alguns dos nomes em destaque nos “Concertos de Verão” do Teatro de Vila Real, que faz uma aposta na produção nacional em tempos de crise.


Ana Moura dá ao arranque no sábado aos “Concertos de Verão – 10.º Festival de Músicas do Mundo, que decorre até 23 de agosto e dá a oportunidade de assistir gratuitamente a “grandes concertos”.

 

Rui Araújo, responsável pela programação do teatro municipal, disse hoje à agência Lusa que esta edição vai proporcionar um total de 23 concertos, aos sábados no auditório exterior e às sextas-feiras na esplanada do café concerto.

 

“Este festival tem uma vertente feminina muito forte. Há uma aposta na apresentação das novas vozes e nova geração da música portuguesa no feminino”, salientou.

 

Ao palco transmontano vão subir ainda Teresa Salgueiro, Cuca Roseta, Diamantina, Márcia, Luísa Sobral e a irlandesa Niamh Ni Charra, que traz a música celta a Trás-os-Montes.

 

De Espanha vem ainda Luís Pastor, que atua a 3 de agosto e interpretará músicas inspiradas no escritor português José Saramago. Os portugueses Melech Mechaya, com a influência klezmer e balcânica, regressam a Vila Real, mas desta vez para atuarem no grande palco do auditório exterior.

 

Rui Araújo salientou que a edição deste ano faz uma “forte aposta” na produção nacional. “Os tempos de crise podem ter este lado de solidariedade entre nacionais. É claro que é também mais fácil fazer uma programação nacional por questões orçamentais, mas por outro lado torna-se mais interessante fazê-lo deste modo, precisamente para apoiar a produção nacional”, salientou.

 

Os concertos de sexta-feira são duplos, com início às 22:30 e depois repetem às 23:30. Por ali vão atuar os Al Medievo, Dunya, Sons da Suévia, Curinga, Gurí Trio e os Capagrilos, em concertos mais próximos dos espetadores. Neste espaço atuam artistas menos conhecidos do grande público.

 

“Há concertos para todo o género de públicos. Sendo concertos de entrada livre são naturalmente dirigidos ao grande público”, frisou.

 

Em Vila Real vão misturar-se sons do mundo, desde o fado, a canção de autor ou fusão da eletrónica com música tradicional. Se as condições atmosféricas forem adversas, os concertos passam para o interior do teatro.

 

O orçamento para esta edição ronda os 40 mil euros, comparticipados por fundos comunitários, verba inferior à do ano passado.

 

A edição do ano passado contou com uma assistência de cerca de 13 mil alunos.

 

Retirado do Sapo Música



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Quarta-feira, 24.04.13

 

Letra


Olha está chovendo na roseira  
Que só dá rosa mas não cheira  
A frescura das gotas húmidas  
Que é de Luisa  
Que é de Paulinho  
Que é de João  
Que é de ninguém  
 
Pétalas de rosa carregadas pelo vento  
Um amor tão puro carregou meu pensamento  
 
Olha um ticotico mora ao lado  
E passeando no molhado  
Adivinhou a primavera  
 
Olha que chuva boa prazenteira  
Que vem molhar minha roseira  
Chuva boa criadeira  
Que molha a terra  
Que enche o rio  
Que limpa o céu  
Que trás o azul  
 
Olha o jasmineiro está florido  
E o riachinho de água esperta  
Se lança em vasto rio de águas calmas  
 
Ah, você é de ninguém  
Ah, você é de ninguém.



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letra

 

Mandei-lhe uma carta

em papel perfumado

e com letra bonita

dizia ela tinha

um sorriso luminoso

tão triste e gaiato

como o sol de Novembro

brincando de artista

nas acácias floridas

na fímbria do mar

 

Sua pele macia
era suma-uma
sua pele macias
cheirando a rosas
seus seios laranja
laranja do Loge
eu mandei-lhe essa carta
e ela disse que não

Mandei-lhe um cartão
que o amigo maninho tipografou
'por ti sofre o meu coração'
num canto 'sim'
noutro canto 'não'
e ela o canto do 'não'
dobrou

Mandei-lhe um recado
pela Zefa do sete
pedindo e rogando
de joelhos no chão
pela Sra do Cabo,
pela Sta Efigénia
me desse a ventura
do seu namoro
e ela disse que não

Mandei à Vó Xica,
quimbanda de fama
a areia da marca
que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço
bem forte e seguro
e dele nascesse
um amor como o meu
e o feitiço falhou

Andei barbado,
sujo e descalço
como um monangamba
procuraram por mim
não viu ai não viu ai
não viu Benjamim
e perdido me deram
no morro da Samba

Para me distrair
levaram-me ao baile
do Sr. Januário,
mas ela lá estava
num canto a rir,
contando o meu caso
às moças mais lindas
do bairro operário

Tocaram a rumba
e dancei com ela
e num passo maluco
voamos na sala
qual uma estrela
riscando o céu
e a malta gritou
'Aí Benjamim'

Olhei-a nos olhos
sorriu para mim
pedi-lhe um beijo
lá lá lá lá lá
lá lá lá lá lá
E ela disse que sim



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Sexta-feira, 20.07.12

 

 

Letra 

 

Deixei
P’ra trás
A Terra Mãe
Se calhar, não vou voltar
Ainda não te encontrei

 

Sou
A minha casa
Os passos que dei
Já vai rompendo a alvorada
E eu não pertenço a ninguém

 

Sigo esta estrada
Onde comecei
A mesma estrada
Que vislumbrei

 

O horizonte é tão largo
É um nunca acabar
Tudo muda à minha volta
Pareço estar sempre no mesmo lugar

 

E será que amanhã
Ainda vou recordar
As promessas que fiz
Junto ao mar?

Será que vou saber
Quando parar?
Cair nos teus braços
E enfim descansar



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Domingo, 01.07.12

 

letra

 

Che cosa vuoi da me che lui non ti sa dare?
Che cosa vuoi da me che non si può comprare?
Che cosa cerchi da te a parte"quell'amore"?
Da cosa tenti di fuggire?
Guardami, quel sole non c'è più
Non può tornare
Guardati, tu non ci credi più
E non è uguale
Lasciati andare allora qui
Non sarà amore...ma
Credimi, è forte anche di più
E non parlare...
Tu adesso qui con me,non é proprio normale
O forse invece sì, se viene naturale
Non chiedere perchè, se si potrà rifare
Ma se ne hai voglia puoi restare...
Guarda li , c'è un sole ancora su
È un buon calore
Guarda che se non ci credi più
Non può far male
Lasciati andare allora qui
Non sarà amore..ma
Credimi, è forte anche di più
E vale anche di più!!!
E guardami, quel sole è ancora su
E' un buon calore
Guarda che se non ci credi tu
Non può far male
Lasciati andare allora qui
Non sarà amore...ma
Sai vale anche di più
E' forte anche di più.



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Sábado, 30.06.12

 

letra

 

Ai, Borda d’Agua, Borda d’Agua,
Ai, Borda d’Agua, Santarém;
Borda d’Agua, Santarém...
Ai, vale mais uma Borda d’Agua
Ai, que quanto Lisboa tem.
Borda d’Agua, Santarém...

 

Ai, ó mar largo, ó mar largo,
Ai, ó mar largo, sem ter fundo;
Ó mar largo sem ter fundo...
Ai, vale mais andar no mar largo
Ai, que andar nas bocas do mundo.
Ó mar largo sem ter fundo...



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Letra

 

A cantar deixei a minha casa e larguei num navio pelo mar  
Um dia partimos de Lisboa na brisa do vento a assobiar  
Dissemos adeus a todos, dissemos adeus à vida  
Éramos muito poucos mas cheios de alegria  
E foi há tanto tempo e eu nunca esqueci  
 
À vista do Japão, cantamos a canção de amor ao sol nascente  
Ao sol que nasce ali e pelo céu inteiro regressa ao meu país  
A saudade de Portugal é sempre tão igual que faz o sol brilhante  
Nascer oriental e através do amor vir dormir a Portugal  
 
Quem souber como foram esperançados os momentos que ligaram dois mundos  
P’ra sempre os háde ter lembrado o nascente: o país dos namorados  
Namorados marinheiros, perdidos nos sete mares  
Que quiseram ser primeiros a aprender a navegar  
E foi há tanto tempo e eu nunca esqueci  
 
À vista do Japão, cantaram a canção de amor ao sol nascente  
Ao sol que nasce ali e pelo céu inteiro regressa ao meu país  
A saudade de Portugal é sempre tão igual que até o sol reinante  
Nasceu oriental e através do amor veio dormir a Portugal.



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Sábado, 16.06.12

Teresa Salgueiro

 

Teresa Salgueiro, que foi a primeira voz dos Madredeus, apresenta na próxima quarta-feira, no Museu do Oriente, em Lisboa, o álbum «O Mistério», em que se estreia como autora.

Em declarações à Lusa, Teresa Salgueiro afirmou que «há muitos anos» tinha vontade de integrar um projeto que fosse a sua «casa musical».

«Pretendia há muito fazer um repertório original, que correspondesse à nossa memória musical, mas fosse algo de novo e daí esta formação instrumental que inclui bateria, percussão, guitarra, acordeão e contrabaixo».

«O Mistério» corresponde à vontade da intérprete de integrar uma oficina de canções, «compondo música de raiz» com o grupo de músicos que a acompanham, e para a qual escreveu as letras.

O álbum foi coproduzido por si, Rui Lobato e António Pinheiro da Silva, engenheiro de som e produtor musical, com quem a cantora partilhou os primeiros dez anos de gravações e concertos da sua carreira.

O CD integra 17 temas, dois deles instrumentais, e cada um «partiu de uma ideia musical, um ritmo, uma percussão harmónica, uma melodia da guitarra ou do piano, começando-se depois a trabalhar verdadeiramente em conjunto à volta dessa ideia».

O passo seguinte foi de Teresa Salgueiro, que escreveu a «melodia de voz à volta da qual se trabalhou na estruturação dos temas».

«Só no final surgiram as palavras, apesar de, desde o início, cada um dos temas me sugerir um assunto, sabia assim o que ia escrever em cada um deles, porque a música me sugeria uma tradição, uma emoção», contou.

O desafio para escrever foi feito «por um amigo», o que a levou a escrever para si própria e Teresa Salgueiro afirma-se «satisfeita com o resultado». Um processo que foi «prazeiroso e desafiante».

«A batalha» abre o CD e do seu alinhamento constam temas como «A máscara», «Ando entre portas», «A espera» ou «A estrada».

O álbum foi gravado em agosto do ano passado, no convento de Arrábida do século XVI.

Em palco, com Teresa Salgueiro, que canta e toca piano, vão estar Carisa Marcelino, no acordeão, Óscar Torres, no contrabaixo, André Filipe Santos, na guitarra, e Rui Lobato, na bateria, percussão e guitarra.

A cantora definiu-se como «porta-voz de um grupo que assume toda a criação com grande cumplicidade».

A carreira a solo de Teresa Salgueiro

Teresa Salgueiro, 42 anos, estreou-se em 1986, nos Madredeus liderados por Pedro Ayres Magalhães.

Em 2006 fez a primeira tentativa de um disco a solo, com a edição do álbum «Obrigado», no ano seguinte gravou dois álbuns em parceira com o Septeto João Cristal, «Você e Eu», e com o Lusitânia Ensemble, «La Serena». 

Em 2007, a convite do compositor polaco Zbigniew Preisner, participou como solista no álbum «Silence Night and Dreams». 

Em 2008, com o Lusitânia Ensemble, gravou o disco «Matriz», uma homenagem ao seu avô, tendo assinado o trabalho como Tereza Salgueiro.

Este disco foi já apresentado em Itália, Eslovénia, Espanha, Sérvia, Montenegro, México e Reino Unido e «foi pensado especificamente para ser reproduzida ao vivo».

 

Retirado de IOL



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Domingo, 03.06.12

 

Letra

 

Haja o que houver
Eu estou aqui
Haja o que houver
espero por ti

Volta no vento ô meu amor
Volta depressa por favor
Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor...

Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti...

Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor

Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti... 



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Letra

 

Se a noite escura demora  
Cativa dentro do meu peito  
Pressinto quando me deito  
A voz de alguém, que hoje não vem  
E mora em mim a toda hora  
 
Falando grave e escondido  
Por entre as coisas reais  
Suspende a força da vida  
E não é ninguém, ah e não é ninguém  
Somente sombra e nada mais  
 
Porém a voz que se ouvia  
Morre com a noite no cais  
E o sol agora me alumia



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Sábado, 02.06.12
Letra
Na terra do sol
Uma pérola negra
Brilha perto do mar

Olha a água
com olhos grandes como o coração
Com o coração grande como o oceano

O vermelho do pôr-do-sol
A cor da rosa da madrugada
Levam seu olhar bem longe
Até as noites do branco
Inverno da europa
A água é o mistério de afrodite

mas seu olhar tão longe há um segredo
mas seu olhar tão longe há um segredo
um segredo que é tão íntimo, esotérico
é um segredo sob o signo do escorpião

A água é o mistério de afrodite

A noite azul chega aos trópicos
E desvela as estrelas
Reflexos de luz
Do outro lado do rio mar
Queima como fogo
A saudade cio futuro
O oceano chora
Um universo de paixão
Chegam vento e nuvens
Pêlos olhos da pérola negra
Caem lagrimas de puro amor
A água é um mistério de afrodite 


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Sábado, 19.05.12

 

Letra

Nas ondas do mar
Na luz serena da chuva


Eu sei

Aguardo as palavras
Suspensas no silêncio


E vou

Abraço o medo
Que a memória traz
É no mistério
Que eu encontro a paz

 

Apenas o amor
Desvenda o segredo
Com calma, dissolve a dor

 

Para sempre hei-de guardar a promessa
É na força das águas que eu vou despertar



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Segunda-feira, 14.05.12

 

Letra

 

A luz da manhã
Revela, anuncia
Ò terra, a esperança não é vã
Renasce a cada dia
E o sonho é lugar
Da criação

 

Vem, longe, um vento agreste
Trazendo outra vontade sem regresso

 

Sob o céu cinzento, a terra seca
Come é seco o sangue que a manchou
Dos corpos que tombaram, resta o esquecimento
Naqueles cuja razão os ceifou

 

Em quem lhes deu a vida, a mágoa imensa
O gesto mudo, que já nada alcança,
É o vazio agora, a única presença, e para sempre
O calor do abraço, uma lembrança

 

Eu posso dizer não
A "matar ou morrer"
A minha direcção é ser
Tenho a minha vontade
Exerço a liberdade
Bastaria começar
E cada um seria mais um
A defender a vida

 

Tema 1 do álbum "O Mistério" lançado em Maio de 2012

 



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Quinta-feira, 03.05.12

Teresa Salgueiro apresenta o seu disco a solo «O Mistério»

Num novo começo, após 25 anos de dedicação ininterrupta à música, Teresa Salgueiro entrega-se, pela primeira vez, à composição de todas as músicas e à escrita das letras de todos os temas do seu novo trabalho, «O Mistério», que é o seu primeiro álbum de originais.

 

O processo de trabalho foi baseado numa procura coletiva, na busca de uma sonoridade que concentra-se as suas diferentes sensibilidades, influências e aspirações, para cuja construção foi determinante o contributo de cada um dos músicos que Teresa teve a felicidade de encontrar. 

A inspiração para a escrita das letras desenvolveu-se em torno de uma reflexão sobre a dimensão humana perante o mistério da vida.

 

Durante o mês de agosto de 2011, Teresa e os seus músicos retiraram-se para o Convento da Arrábida e montaram de raiz um complexo estúdio de gravação.

 

Rodeados pela majestosa Serra da Arrábida, diante do oceano, num ambiente de contemplação e intimidade, tiveram acesso a uma experiência única que marcou de forma indelével o grupo neste seu primeiro trabalho.

 

Para gravar e coproduzir este novo disco, Teresa Salgueiro convidou António Pinheiro da Silva, reconhecido engenheiro de som e produtor musical, com quem partilhou os primeiros dez anos de gravações e concertos da sua vida.

 

«O Mistério» já foi apresentado no passado mês de março em Itália e na Eslovénia e será apresentado durante o primeiro semestre de 2012, em Espanha, Sérvia, Montenegro, México, Inglaterra e em inúmeras salas em Portugal.

 

Concertos agendados para maio

 

4 – Teatro José Lúcio da Silva – Leiria – Portugal

12 – Teatro Aveirense – Portugal

22 – Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre – Portalegre – Portugal

26 – Union Chapel – Londres – Inglaterra

 

Eis uma primeira amostra do que pode ser ouvido em «O Mistério»

 

Sobre Teresa Salgueiro

 

 

 

 

Retirado do Sapo Musica



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Quinta-feira, 16.02.12
Letra

Os teus olhos, negros negros
são gentios, são gentios da Guiné
ai da Guiné, por serem negros
por serem negros, gentios por não ter fé

 

Os teus olhos são brilhantes
semelhantes aos luzeiros que o céu tem
ai eu amei dois olhos negros
dois olhos negros, sem fazer mal a ninguém

 

Os meus olhos de chorar
ai de chorar, fizeram covas no chão
choram por ti, os teus por quem chorarão?



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Domingo, 02.10.11
Letra
Os teus olhos, negros negros  
São gentios, são gentios da Guiné  
Ai da Guiné, por serem negros  
Por serem negros, gentios por não ter fé  
 
Os teus olhos são brilhantes  
Semelhantes aos luzeiros que o céu tem  
Ai eu amei dois olhos negros  
Dois olhos negros, sem fazer mal a ninguém  
 
Os meus olhos de chorar  
Ai de chorar, fizeram covas no chão  
Choram por ti, os teus por quem chorarão?


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Sábado, 01.10.11
Letra
Vai, tua vida  
Teu caminho é de paz e amor  
A tua vida é uma linda canção de amor  
Abre teus braços e canta a última esperança  
A esperança divina de te amar em paz  
Se todos fossem iguais a você  
Que maravilha viver  
Uma canção pelo ar  
Uma mulher a cantar  
Uma cidade a cantar  
A sorrir, a cantar, a pedir  
A beleza de amar  
Como a flor,  
Como o sol, como a luz  
Amar sem mentir,  
Nem sofrer  
Existiria a verdade  
Verdade que ninguém vê  
Se todos fossem no mundo iguais a você  
Existiria a verdade  
Verdade que ninguém vê  
Se todos fossem no mundo iguais a você  
Se todos fossem iguais a você  
Que maravilha viver  
Uma canção pelo ar  
Uma mulher a cantar  
Uma cidade a cantar  
A sorrir, a cantar, a pedir  
A beleza de amar  
Como a flor,  
Como o sol, como a luz  
Amar sem mentir,  
Nem sofrer  
Existiria a verdade  
Verdade que ninguém vê  
Se todos fossem no mundo iguais a você.


publicado por olhar para o mundo às 08:13 | link do post | comentar


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