Sábado, 11.03.17

 

Letra

 

Aeromoço

Há quem use “singular”
Como um eufemismo prá tua condição.
Sai lá do chão.

Um em cada todos é
Lobo solitário e preso por ter cão.
Sai lá do chão.

O mundo não te foi escutar, o mundo perdeu a razão,
O mundo é só o embaixador do chão.
Mas tu és melhor.
Volta lá ao teu primeiro amor.

Não se espreita o teu valor
Pela claraboia no furo de um tostão.
Sai lá do chão.

Já não dá para descer mais,
Bem-aventurado quem está no alçapão.
Sai lá do chão.

O mundo que te fez chorar não quis ouvir-te em contramão;
O mundo é só uma sucursal do chão.
Mas tu és melhor.
Volta lá ao teu primeiro amor.

O mundo nem te agradeceu p’las graças dadas em canção.
O mundo é só o gentílico do chão.
Mas tu és melhor.
Mas tu és melhor!
Mas tu és melhor!
Volta lá ao teu primeiro amor.

SAMUEL ÚRIA: voz, guitarra acústica, coros
JÓNATAS PIRES: guitarra eléctrica
FILIPE SOUSA: baixo
TIAGO RAMOS: bateria
MIGUEL SOUSA: orgão
MIGUEL FERREIRA: piano

 

 

 

 



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Sexta-feira, 10.03.17

 

Letra

 

Cabo do Medo

Tua terra vai sobrar pra mim,
Venha a nós o seu fulgor.
Cabo que sim, dobrei o fim;
Nado que não, sem bojador.
Tua pátria já me achou irmão:
Seja feito o seu propor.
Chamam-me em vão.
Nado na dor de ter
De aguardar
E o som da terra à vista também
É mar.

SAMUEL ÚRIA: voz e guitarra acústica
MIGUEL FERREIRA: piano

 



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Terça-feira, 07.03.17

 

Letra

 

Misturar saber
Com opinião
O ditar pró lado
Tripas, coacção

Confundir o bem
Com não ser vilão
Tatuar cartilhas
Cábulas na mão

Repressão!
Repressão!
Grita-se à toa
Qualquer causa é boa num refrão

Repressão!
Se é gourmet
Serve a Lisboa
Qualquer moda é causa num refrão

Retirar prazer
De uma maldição
Fé bumerangue
Karma pra canhão

Afirmar sem crer
Autos em canção
Já nem distinguir
Entre cinco e pão

Repressão!
Repressão!
Grita-se à toa
Qualquer causa é boa num refrão

Repressão!
Se é gourmet
Serve a lisboa
Qualquer moda é causa num refrão

Misturar saber
Com opinião
O ditar pró lado
Tripas, coacção

Confudir o bem
Com não ser vilão
Tatuar cartilhas
Cábulas na mão

 

SAMUEL ÚRIA: voz, guitarra acústica, melódicas, guitarra eléctrica
DAVID FONSECA: bateria
TIAGO RAMOS: voz
MIGUEL FERREIRA: guitarra eléctrica, melódica, baixo, Wurlitzer, teclados

 

 



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Quinta-feira, 08.12.16

 

 

Letra

 

There’s this funny guy I know
He’s the joke I can’t let go
and he plays inside of my head this same old tune
It goes on without a rhyme
It’s off key but it sounds fine
And it brings the innocent child within me
Close to him
His foolish grin
Is making me go
Insane without him

There’s this funny girl I know
She’s the starlet on my show
And she jokes about my odd looks and winsome smile
She pretends she doesn’t care
Flirts around as if I’m not there
But inside she knows
She is lost without my
new hit song
she’ll sing along
I’m making her go
Insane without me

He’s the one I’d like to see
Clearly she’s my cup of tea
He’s too strong headed to give up his side of town
She insists on playing cool
But instead he’s just the fool
I don´t care about the details, she’s right for me

I keep pushing him aside
She will call me every night
I told all my friends I can’t sleep when he’s around
She’s got temper she’s got style
He hides something in his smile
I’d like to turn her up turned nose up side down

But inside I know
I can´t let it show
It’s making me go
Insane without it


Lyrics: Marta Hugon
Music: Filipe Melo

 



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Domingo, 30.10.16

 

Letra

 

 

Já não caibo numa casa
Onde o espaço é todo meu
Não são obras que me salvam
Eu só sei crescer

Durmo de janela aberta
Tenho os braços no estendal
Eu podia acenar-vos
Mas só sei crescer

Leio o topo da estante
Tudo livros de engordar
E eu preciso abreviar-me
Mas só sei crescer

Qualquer palmo que me meça
É de mão sem cicatriz
O que eu sou é largo de ossos
Pois só sei crescer

Eu só me caibo cá dentro
Mas bato no peito
Por estar com meu ar rarefeito
Eu inicio o discurso
Citando o sujeito
Primeira pessoa é preceito

Eu nem cá dentro me caibo
Pois bate a cabeça no teto
E cai na travessa
Eu já calei o discurso
Que a língua tropeça
Mas o gigantismo amordaça

Eu já invento virtude
No pico não peco
Lá em baixo ficava marreco
Estou tão em-mim-mesmado
É tiro ao boneco
Gigante barrado no beco

Eu já não sei inventar-me
É só mais do mesmo
Fermento em massa de autismo
Eu nem de mim já me pasmo
Há mar e marasmo
Há ir e voltar aforismo

Mas eu só sei crescer

 

Letra e música: Samuel Úria

 



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Terça-feira, 20.09.16

 

Letra

 

Palavra-Impasse

Quero sair e dar a braçadeira.
Vão mãos nos bolsos como na trincheira.
A língua já capitulou,
Mas o pé não quer seguir.

Eu vim de ouvir o “temos de falar” (tenta fugir!)
E fui prás caras de mau entender (há volta a dar!);
O cheiro a medo é tão forte
Que um cão já me rosnou.
No fundo é só pra isto que cá estou:

Evasão! Deserção!
Solta o cão e já cá está quem não falou.

A Quinta Emenda cá nunca foi Lei
E no contrato sei que concordei
Fazer as minhas próprias stunts
Quando queres conversar.

O ponto diz-me só que contracene.
O que eu não digo torna-se em sirene
E assobio tão silvado
Que um cão já me rosnou.
No fundo é só pra isto que cá estou:

Evasão! Deserção!
Solta o cão e já cá está quem não falou.

Já cá está quem não falou
(Tenta fugir! Há volta a dar!)

Evasão! Deserção!
Solta o cão e já cá está quem não falou

 



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Letra

 

Ei-lo

Tinhas palavras pra calar o mar
E até citavas quem basicamente
Esteve a citar as coisas que vinhas trazer.

Mas o que é que usaste para te defenderes?
Palavras não, nem uma!

E que lição nos dás
Por não responderes?


Eu já lá estava pra te negar,
Mas porque negaste tu próprio a missão
De te defenderes? Eu sei bem que eras capaz.

No vai ou racha foste a rachar
Corpo quebrado... e mudo.


Mas como imitar
Alguém que se calou?

E que lição nos dás
Por não responderes?

Ei-lo, verbo antigo, a suster a voz
Pra que o copo não passasse por nós.
Eis o rei do réus, o agitador
E que lição nos dá mesmo sem falar.


Eras convite, também expulsão;
Tinhas o dedo pra pôr na ferida:
Nalguns pra sarar e noutros pra fazer doer

“Ei-lo, o homem”, “De onde é que vens?”
“Posso soltar-te” só que não.

E que extensão nos dás
Por não responderes!

E que lição nos dás
Por não responderes!

 



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Sábado, 10.09.16

 

Letra

 

Letra da Música Setembro de José Alberto Reis:

Sabendo a nostalgia
A brisa vem salgada
A praia está vazia,
Desolada

As sombras vão cair
O sol já me anoitece
Só sinto a areia fina
Que arrefece

Setembro foi o mês, eternidade
Setembro sabe a mar e a saudade
Das memórias que teço, não esqueço
Esse encantar do verão
Que me deixou ancorado só na solidão

Das memórias que teço, não esqueço
Esse encantar do verão
Que me deixou ancorado só na solidão

O céu desfaz-se em cinza
No longe em que se perde
O mar já não se veste de verde

E lembro o mês azul
Passado junto ao mar
Só por ti, para te recordar

Setembro foi o mês, eternidade
Setembro sabe a mar e a saudade
Das memórias que teço, não esqueço
Esse encantar do verão
Que me deixou ancorado só na solidão

Das memórias que teço, não esqueço
Esse encantar do verão
Que me deixou ancorado só na solidão

Setembro foi o mês, eternidade
Setembro sabe a mar e a saudade (x3)

 



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Letra

 

Já nem sei se me arrependo
De ser tão parvo ou tão cortês
O passado tem remendo
Só se o devir tomar a vez

Já nem sei se me apoquente
Que a memória não falhou
O pé frio e a mão tão quente
Eu quero ser quem se abeirou

Põe o teu ombro junto ao meu
Carga de ombro é legal
Põe o meu nome junto ao teu
Carga de ombro é legal

Já nem sei se é importante mas
A justiça tem de vir
Já nem sei se o ser constante tem
Antes que se redimir

Põe o teu ombro junto ao meu
Carga de ombro é legal
Põe o meu nome junto ao teu
Carga de ombro é legal

 



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Quinta-feira, 09.06.16

samuel uria.png

 

 

O Margem volta a abrir portas no dia 1 de Julho com Samuel Úria, que vem apresentar "Carga de Ombro", acompanhado por Miguel Ferreira (Clã):


- SAMUEL ÚRIA

"Carga de Ombro é o título do novo álbum de Samuel Úria. Que vem confirmar a profecia de que estamos perante alguém “meio homem, meio gospel, mãos de fado e pés de roque enrole”. Para muitos será já uma redundância destacar as singularidades na escrita, nas melodias ou até na sua relação com o público, mas a verdade é que Carga de Ombro é quase uma epifania sobre estas distinções na sua personalidade artística – a distância que Samuel Úria nos faz percorrer entre o “amparo” e a “provocação” é tão tenuemente grande que mais do que nunca nos reveremos no verso da canção que dá título ao disco “põe o teu ombro junto ao meu, carga de ombro é legal”. "

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Entrada: 5€ com oferta de 1 bebida simples

Bilhetes disponíveis no Posto de Turismo de Torres Vedras, lojas Carsportif e à porta (no dia do evento). 

Reservas em: margemtvd@gmail.com


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Quarta-feira, 06.04.16

 

Letra

 

Vital andava a pé e achava que assim estava mal
De um ônibus pro outro aquilo para ele era o fim
Conselho de seu pai: "Motocicleta é perigoso, Vital.
É duro de negar, filho, mas isto dói bem mais em mim."
Mas vital comprou a moto e passou a se sentir total
Vital e sua moto, mas que união feliz
Corria e viajava era sensacional
A vida em duas rodas era tudo que ele sempre quis

Vital passou a se sentir total
No seu sonho (de metal)

Vital passou a se sentir total
No seu sonho de (metal)

Os Paralamas do Sucesso iam tentar tocar na capital
E a caravana do amor então pra lá também se encaminhou
Ele foi com sua moto, ir de carro era baixo astral
Minha prima já está lá e é por isso que eu também vou

 



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Terça-feira, 05.04.16

 

Letra

 

Dou-me Corda

Eu tinha a corda na garganta afinada em dó
E outra corda no pescoço com um windsor knot,
Aperaltado alternativo a aspirar o Pop,
Mas com fascínio travestido de mulher de Ló.

Tenho o futuro num post-it que é para ser lembrete.
Pus os meus filhos na cantera mas nenhum promete.
O livre arbítrio fez voz grossa mas saiu falsete.
Mantive a Fé e o bom combate na carreira das 7.

Estou reservado para o lado que no fim se ri,
Mas nunca fico no meu canto sem sobrar pra ti.
Não vais chegar às notas altas sem um bisturi;
O auto-tune é tão bem vindo como o Pitanguy.

E dou-me corda
E dou-me corda.
Eu dou-me corda que está presa numa mão maior.

Eu tenho a corda dos sapatos afinada em ré:
Não consigo andar prá frente plo meu próprio pé,
Nem com trotes nem trinados nem com a Santa Sé.
Falhou-me o auto-empurranço, é só cafuné.

Eu dou-me corda
E dou-me corda
Eu dou-me corda que está presa numa mão maior.

Eu dou-me corda
E dou-me corda
Eu dou-me corda que está presa numa mão maior.

 



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Segunda-feira, 06.07.15

 

 

Letra

 

Deste-me a tua morada
Rua da Amargura
Miserável estrada
Dizes que o Tejo te enfada
Eu na margem certa
... Tu na porta errada
Partes a telefonia
Se a rádio hoje em dia passa B Fachada
Tudo te põe mal disposto
Mas se de ti gosto
Não te digo nada
Dizem que o amor é cego
Este é meio mouco não ouve o que digo
Mesmo surdo não te nego
Falo pr'ó boneco
Vou ficar contigo
Dizem-me que és errado
és meio atrasado
Tens um grande ego
Digo que estou no direito
de te achar perfeito
Viro o bico ao prego
Tudo te põe doente
Eu gosto por seres diferente
Tudo me põe feliz
Basta empinares o nariz
Fazes frete
Eu faço frente
Ao teu ar de doente acamado
Franzes o sobrolho
Eu digo que te escolho aqui ao meu lado

Deste-me a morada certa
Rua da Amargura
Mas com a porta aberta
Foste ao Tejo à descoberta
Nós na mesma margem
Tu em parte incerta
Vais mudar a meu pedido
Estás comprometido
E eu já estou deserta
Dizem que a pose indolente
É defeito recente e sou eu quem conserta
Tudo te põe doente
Eu gosto por seres diferente
Tudo me põe feliz
Basta empinares o nariz
Fazes frete
Eu faço frente
Ao teu ar de doente acamado
Franzes o sobrolho
Eu digo que te escolho aqui ao meu lado

 



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Quinta-feira, 04.06.15

 

 

Letra

 

Aquele grito ecoou
De onde o mar acaba
É útil como jogar pedras

dali para o nada
E o fim do dia começou
E a roupa está passada
É útil como ter as vestes
e ficar em casa
Eu já vi você aqui
E já pegou a estrada
É útil como o sol ardendo
no meio do nada
Estou feliz você voltou
e nem pisou em casa
É útil como domador
que não adestra nada
Deita
Deita
Deita
Deita
Aquele grito ecoou
De onde o mar acaba
É útil como jogar pedras
dali para o nada
E o fim do dia começou
E a roupa está passada
É útil como ter as vestes
e ficar em casa
Eu já vi você aqui
E já pegou a estrada
É útil como o sol ardendo
no meio do nada
Estou feliz você voltou
e nem pisou em casa
É útil como domador
que não adestra nada
Deita
Deita
Deita
Deita



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Sexta-feira, 20.02.15

 

 

Letra

 

O Deserto (Samuel Úria)

Quando o deserto não for mais
Do que um grão, do que um grão, do que um grão de areia
Não o sacudas com a mão:
Tens o mar, tens o mar, tens o mar inteiro.

Águas diversas e aquários iguais;
Escolhem-se os medos de sermos nós.

Quando os remédios forem mais
Do que os males, do que os males, do que os males do mundo
Não entorpeças essa dor
Que o que arde, o que arde, o que arde cura.

Escolhas pequenas e arbítrios totais:
Optam-se os medos de estarmos sós.

Auto-ajudas e todo por uns;
Querem-se as raias de termos fins.

Jorge Rivotti: voz
Samuel Úria: voz, banjo, guitarra acústica, coros
Miguel Sousa: piano, metalofone, melódica, coros
Filipe Sousa: baixo, piano, coros
Tiago Ramos: bombo, tarola, coros
Miriam Macaia: viola de arco
David Pires: pratos
Coros: Pedro Ferreira, Rebeca Reinaldo, Miriam Rosa, Lucas Silva, Tiago Silva, Joana Wagner

 



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Quinta-feira, 19.02.15

 

 

Letra

 

Triunvirato (Samuel Úria)

Dá-me um refrão,
Torre da canção
Onde mora o monge mudo.
Acorde secreto,
Diz-me tudo,
Serei discreto.

Dá-me um chapéu
Que não tape o Céu
Onde a nossa voz caminha.

Homem de preto,
Mostra a linha.
Serei discreto.

Dá-me esse tempo
Para lá da mente
Onde o bom comboio é lento.

Voz do panfleto,
Não lamento,
Serei discreto.

António Zambujo: voz
Miguel Araújo: voz
Samuel Úria: voz, guitarra acústica, banjo, baixo, metalofone
Miriam Macaia: viola de arco
Tiago Esteves Martins: melódica

 



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Sexta-feira, 13.02.15

 

Letra

 

Acredito que depois de morto serei solto.
Para isso não tenho que ser bom,
Tenho que ser sério.
Não contabilizo as boas acções,
Palavra de escuteiro.
Sem contas de cabeça vou marchar pelo Império.

As leis da estoicidade ligam a sirene.
Pedem que abrande o riso,
Tenho que ser sério.
E ao mandarem-me encostar
Não tiram a mão do coldre.
Deixo o carro e vou marchar pelo Império.

O caminho é estreito demais para o meu ego,
Mas para me tornar numa criança
Tenho que ser sério.
Não é a estrada que se alarga,
Sou eu que me apequeno.
A passo de bebé eu vou marchar pelo Império.

Ser imperialista é coisa tida do passado;
Pra me mostrar tão certamente errado
Tenho que ser sério.
E ao queimarem-me a bandeira
Seguram o facho.
Com orgulho inflamado vou marchar pelo Império.

"Faço o bem que quero e o mal que não quero não faço".
Estava a brincar com a verdade
E tenho que ser sério.
A mão à palmatória e à geada
Para ter coração quente.
Sem estrada congelada vou marchar pelo império.

Sei mais da eternidade que do amanhã,
Mas para um futuro risonho
Tenho que ser sério.
Pedir a mão para não perder o pé
E saber pedir perdão.
Com a carga aliviada vou marchar pelo Império.

 



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Quarta-feira, 03.12.14

 

Letra

 

empresta-me os teus olhos uma vez
que os meus não são de gente, apenas rapaz.
é só o tempo de me aperceber
da visão que se turva para ser de mulher.

empresta-me uma chávena de sal
e mostra-me a receita do caldo lacrimal.
é só o tempo de te convencer
que nem precipitado consigo chover.

não é um adágio que nos persegue,
que um homem só não chora porque não consegue.

empresta-me esse efeminado luto;
ser masculino é ter-se o lenço enxuto.
é só o tempo de me maquilhar
de pranto transparente (a cor de mulher).

não nasci pedra, nasci rapaz
que um homem só não chora por não ser capaz.

os homens fazem fogo, com dois paus eles fazem fogo.
por troca ensino-te a queimar.

tu és corrente e eu finjo mar
que um homem, para que chore, não pode chorar.

 



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Quinta-feira, 17.07.14

 

 

Letra

 

Se um dia a vida parasse e agente voltasse 

Ao tempo que havia 

E se o Mondego passasse e a todos levasse 

A um velho dia 

Talvez a lapa cantasse e em pedra gravasse 

A nossa alegria 

Talvez a Lapa sorrisse e à pedra se ouvisse 

« Olá poesia » 


Se agora o rio pudesse juntar quem padece 

de tal nostalgia 

E tanta gente viesse,sem sonhos nem prece 

E sem rebeldia 

Talvez a Lapa chorasse em pedra gravasse 

A nossa agonia 

Talvez a Lapa sofresse e à pedra dissesse 

" Adeus poesia " 



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Domingo, 06.07.14

Samuel Úria e Noiserv atuam no Festival Summer Jasmin, em Torres Vedras

Samuel Úria, Manuel Fúria e os Náufragos ou Noiserv são alguns dos nomes que este verão tocam na praia de Santa Cruz, Torres Vedras, incluídos no festival Summer Jasmin, que começa a 17 de julho.

 

A organização é da associação cultural Transforma, de Torres Vedras, que decidiu levar o Festival Jasmin da cidade para a praia, propondo um ciclo de concertos "que pretende tornar acessíveis a novos públicos algumas das propostas musicais mais relevantes no panorama nacional", lê-se no comunicado de imprensa divulgado hoje.

 

O ciclo arranca a 17 de julho, com Nice Weather for Ducks e First Breath Coma, seguindo-se, no dia 24, Manuel Fúria e os Náufragos e Pedro Lucas e, no dia 31, Samuel Úria.

 

O mês de agosto está reservado a Noiserv (dia 07), Long Way To Alasca e Insch (dia 14) e The Fellow Man e Cordas Tribunais (dia 21). Os concertos têm todos início às 22:00, no miradouro da praia de Santa Helena, junto ao mar.

 

Retirado de Sapo Música



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Segunda-feira, 11.11.13

 

Letra

 

Esta noite vou ficar assim
Prisioneira desse olhar
De mel pousado em mim
Vou chamar a música
Pôr à prova a minha voz
Numa trova só p'ra nós

Esta noite vou beber licor
Como um filtro redentor
De amor, amor, amor
Vou chamar a música
Vou pegar na tua mão
Vou compor uma canção

Chamar a música
A música
Tê-la aqui tão perto
Como o vento no deserto
Acordado em mim
Chamar a música
A música
Musa dos meus temas
Nesta noite de açucenas
Abraçar-te apenas
É chamar a música

Esta noite não quero a tv
Nem a folha do jornal
Banal que ninguém lê
Vou chamar a música
Murmurar um madrigal
Inventar um ritual

Esta noite vou servir um chá
Feito de ervas de jasmim
E aromas que não há
Vou chamar a música
Encontrar à flor de mim
Um poema de cetim

Chamar a música
A música
Tê-la aqui tão perto
Como o vento no deserto
Acordado em mim
Chamar a música
A música
Musa dos meus temas
Nesta noite de açucenas
Abraçar-te apenas
É chamar a música



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Segunda-feira, 04.11.13

 

Letra

 

Ema

Hás-de ver-me
Ema, hei-de acenar
Eu vou descer do pódio
Tocar-te o ombro 
Sem ter a mão suada

Ema, hás-de ouvir-me
E não vou hesitar
Nem gaguejar
Nem olhar para o chão

Vamos recuperar a moda do braço dado
Vamos redecorar as folhas
Do teu diário
Ema, tudo isto tem de ser ideia tua

Hás-de abrir-te
Ema, não vou espreitar
Vais convidar-me a entrar 
Vais insistir
Vens cá fora buscar
Hás-de dar-te
Ema, hei-de aceitar
Ao selarmos com um beijo
Vais confessar que é a primeira vez

Ema, o mundo estava errado
Nunca me ignoras-te

Vamos dar dignidade aos nomes carinhosos
Vamos ser siameses agarrados 
Em vários pontos
Ema, tudo isto tem de ser ideia tua



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Terça-feira, 01.10.13

Misty Fest


Sete anos depois da estreia, os Cindy Kat, de João Eleutério e Hugo Leitão, e ainda, de Pedro Oliveira e Paulo Abelho (ambos da Sétima legião), estão de volta com um novo álbum que será  apresentado em estreia no Misty Fest.

O grupo começa por confessar a ambição deste segundo trabalho, "mais orgânico, baseado em canções", por oposição a uma estreia mais electrónica e com muitas passagens puramente instrumentais. O novo disco conta com a voz de Pedro Oliveira, o homem dos "hits" de sempre da Sétima Legião, mas também convidados como Gomo ou Samuel Úria, que participa no tema "Ema".


O celebrado autor de "O Grande Medo do Pequeno Mundo" optimiza o facto de ser convidado especial dos Cindy Kat para apresentar igualmente o seu concerto a solo na mesma noite, provando que as canções são, afinal de contas, a melhor vizinhança e o melhor terreno para construir cumplicidades.


A coleção de temas pop, cantados em português e imaginados pelos Cindy Kat, promete rodagem ao vivo, num formato de banda que se afasta da electrónica abstracta do primeiro trabalho para se aproximar do universo de canções clássicas. Este reencontro com os palcos é, por isso, um momento especial para os Cindy Kat e para o seu público, os fãs de música pop portuguesa sem tempo, mas com classe.


CINDY KAT & SAMUEL ÚRIA
04 de Novembro | Cinema São Jorge | 21h00


Cindy Kat no facebook  

Samuel Úria no facebook



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Segunda-feira, 16.09.13

 

 

Letra

 

Menina assenta o passo
sem medo ou manha,
ou muito te passa da vida.
Tem que a ver quem faça
o que muito queira.
Caminha sem falsa fascinação.

O teu coração
ainda pára,
forçando a apatia p'lo medo de dançar.
Não se avista um dia
em que o ego não destrate
uma mais bela parte
escondida em ti.

Menina sê quem passa p'ra lá da ideia.
Quem muito se pensa fatiga.
Nem vais ver quem são,
seus olhos no chão,
os que andam p'ra ver-te vencida a ti.

O teu coração
sem querer dispara
força e simpatia ao Ser que te vê dançar.
Vai chegar o dia em que o medo não faz parte
e, por muito que tarde, esse dia é teu.

Desfaz o Nó,
destrava o pé,
desmancha a traça e avança.
Chocalha o chão,
esquece os que estão,
rasga o marasmo em ti mesma.

Vê corações,
na cara que pões,
vira do avesso esse enguiço.
Desamordaça a dança pra te convencer.

O teu coração
sem querer dispara
força e simpatia ao Ser que te vê dançar.
O teu coração ainda pára,
forçando a apatia p'lo medo de dançar.

--
Márcia e Samuel Úria



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Sexta-feira, 06.09.13

 

Letra

 

Silêncio é de ouro, mas só
Dourado muro
Se interrompe a tua voz.

Silêncio é de ouro, mas só
Aperitivo
Se é prelúdio à tua voz.

Nem sempre o som cantado
Nos leva a qualquer lado,
Nem sempre a Voz sinatrará (não, não, não);
Nem sempre é refrão .

Silêncio é de ouro, mas só
Cera de ouvido
Que o tesouro é a tua voz.

Silêncio é de ouro, mas só
Lingote austero
Quando auguro ouvir-te a voz.
Que nunca me afecte a surdez (Não! Não! Não! Não! Não!).

Nem sempre a voz que lemos
Nos leva aonde queremos (cremos);
Nem sempre me audiobookarei (não, não, não).
Faz-me a narração.

Silêncio, que agora vou
Esperar sentado
Pelo bocado dessa voz.

Silêncio, que não se vai
Cantar o fado.
Venha o brado dessa voz.
Que nunca te afecte a mudez (Não! Não! Não! Não! Não!).

Samuel Úria: voz, guitarra de 12 cordas, banjo, baixo
Tomás Cunha Ferreira: omnichord
Filipe Sousa: guitarra slide, coros
Miguel Sousa: coros



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Quinta-feira, 05.09.13

 

Letra

 

Armelim de Jesus (Samuel Úria)

Um coração hospitaleiro
Deve ser aberto
E a grande cicatriz no peito
É de homem inteiro.
Teve na boca a Palavra,
Nas mãos calçadeira,
Que andar junto aos pés do homem é coisa cimeira.

Foi assim Armelim.
Ainda que estranho, era o nome de um homem honrado.
Armelim não tem fim
Que há nomes tão fortes que a morte só leva emprestado.

Severo quando ser severo
É ser-se acertado.
Tão recto que um fio de prumo 
fica embaraçado.
Deu aos seus braços a forma de quem abriga;
Deu o seu lugar a todos menos à fadiga.
Vestiu os pés de toda a vila,
Mas vestiu também o chão
Com essas grandes pegadas do seu coração. 

Foi assim Armelim.
Ainda que estranho, era o nome de um homem honrado.
Armelim não teve fim
Que há nomes tão fortes que a morte só leva emprestado.

Só tinha um sobrenome mas bem o dizia
Quando alguém lhe perguntava a quem ele servia.
Chegou-me esse nome por sangue materno,
Mas também pela opção
De ir pelas mesmas pegadas que aquele coração.

Samuel Úria: voz, guitarra eléctrica, coros
Tiago Ramos: bateria e shaker
Jónatas Pires: guitarra solo
Miguel Sousa: órgão
Filipe Sousa: baixo



publicado por olhar para o mundo às 17:35 | link do post | comentar

Domingo, 11.08.13

 

Letra

 

Tenho a sensação ultimamente
De coisas sem uma razão de ser
Ainda assim passou-me pela mente
De a perder!

Sais de casa com as suas pressas
Eu não sei onde mas vais perfumada
E se eu quero saber quando regressas
Tu não sabes, dizes nada

E agora eu ando tão cismado
Mas quero ser provado errado
Que o que eu desconfio
Meus olhos vão mostrar
Pois começam a chorar
Porque o adeus pode chegar

Eu vejo o meu reflexo ultimamente
E sinto que me vou despedaçar
Eu tento inibir tudo o que me pende
A suspeitar

Até na outra noite tu dormias
E sussurraste o nome de alguém
E o meu amor por ti onde é que o vias
Dizes que se mantém

E agora eu ando tão cismado
Mas quero ser provado errado
Que o que eu desconfio
Meus olhos vão mostrar
Pois começam a chorar
Porque o adeus pode chegar



publicado por olhar para o mundo às 08:45 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Quarta-feira, 05.06.13


 

 

SAMUEL ÚRIA 
O grande medo do pequeno mundo 
Concerto


Preço: 5€/7,5€ €
Duração: 75 minutos
Classificação: M/3

O regresso desejado do reconhecido músico de Tondela num concerto de afectos e talento. Preparem-se os aplausos!

 
Nascido no decote da nação, entre o Caramulo e a Estrela (Tondela), Úria leva para os palcos o blues do Delta do Dão. De lenda rural para lenda urbana, tudo está certo: meio homem meio gospel, mãos de fado e pés de roque enrole.
 
Com uma proveniência marcada pelo punk, pelo rock’n’roll e pela estética low-fi, Samuel Úria tem ganho notoriedade desde 2008, altura em que, entre edições caseiras e concertos em que apenas se acompanhava pela guitarra acústica, se nos deu a conhecer. Singular na língua materna, singular nas melodias e singular na relação com o público, aos poucos se gerou o culto e assomou a expectativa, consagrando Samuel Úria como o mais interessante cantautor do século XXI português.
 
Sucedendo aos promissores “Em Bruto” (EP, 2008), “Nem Lhe Tocava” (2009) e “A Descondecoração de Samuel Úria” (2010), publicou recentemente “O Grande Medo do Pequeno Mundo”, uma verdadeira “jewel-case” (leia-se “caixa de jóias”) em que o talento do “trovador de patilhas”, como é frequentemente intitulado, convive com um conjunto de participações de nomes aparentemente tão distantes como Manel Cruz, Márcia, António Zambujo ou Miguel Araújo, entre outros, que a música e as palavras de Samuel Úria aproximam.
 
Para além dos registos discográficos, a identidade de Samuel Úria está ainda vincada nos concertos surpreendentes que dá. Desacompanhado e íntimo, com banda e explosivo, não há fórmula que desinteresse. Nesta passagem pelo Novo Ciclo Acert, agendada para o dia 8 de Junho, Samuel Úria apresentar-se-á com a sua banda, autênticos cúmplices de cada palavra ou acorde, para um concerto assente nas canções de “O Grande Medo do Pequeno Mundo” mas em que evocará ainda alguns dos temas incontornáveis dos seus anteriores discos - “Teimoso”, “Não Arrastes O Meu Caixão” ou “Barbarella e Barba Rala” conviverão com os mais recentes “Espalha Brasas”, “Em Caso de Fogo” ou “Lenço Enxuto”.
 
Preparem-se os aplausos.




Ficha Técnica


Samuel Úria - voz, guitarra acústica, guitarra eléctrica, banjo
Miguel Sousa - teclado, guitarra, voz
Jónatas Pires – guitarra eléctrica, guitarra acústica, voz 
Filipe Sousa - baixo, voz
Tiago Ramos - bateria, voz


publicado por olhar para o mundo às 21:57 | link do post | comentar

Domingo, 05.05.13

Samuel Úria


O regresso desejado do reconhecido músico de Tondela num concerto de afectos e talento. Preparem-se os aplausos!

Nascido no decote da nação, entre o Caramulo e a Estrela (Tondela), Úria leva para os palcos o blues do Delta do Dão. De lenda rural para lenda urbana, tudo está certo: meio homem meio gospel, mãos de fado e pés de roque enrole.
Com uma proveniência marcada pelo punk, pelo rock’n’roll e pela estética low-fi, Samuel Úria tem ganho notoriedade desde 2008, altura em que, entre edições caseiras e concertos em que apenas se acompanhava pela guitarra acústica, se nos deu a conhecer. Singular na língua materna, singular nas melodias e singular na relação com o público, aos poucos se gerou o culto e assomou a expectativa, consagrando Samuel Úria como o mais interessante cantautor do século XXI português.
Sucedendo aos promissores “Em Bruto” (EP, 2008), “Nem Lhe Tocava” (2009) e “A Descondecoração de Samuel Úria” (2010), publicou recentemente “O Grande Medo do Pequeno Mundo”, uma verdadeira “jewel-case” (leia-se “caixa de jóias”) em que o talento do “trovador de patilhas”, como é frequentemente intitulado, convive com um conjunto de participações de nomes aparentemente tão distantes como Manel Cruz, Márcia, António Zambujo ou Miguel Araújo, entre outros, que a música e as palavras de Samuel Úria aproximam.
Para além dos registos discográficos, a identidade de Samuel Úria está ainda vincada nos concertos surpreendentes que dá. Desacompanhado e íntimo, com banda e explosivo, não há fórmula que desinteresse. Nesta passagem pelo Novo Ciclo Acert, agendada para o dia 8 de Junho, Samuel Úria apresentar-se-á com a sua banda, autênticos cúmplices de cada palavra ou acorde, para um concerto assente nas canções de “O Grande Medo do Pequeno Mundo” mas em que evocará ainda alguns dos temas incontornáveis dos seus anteriores discos - “Teimoso”, “Não Arrastes O Meu Caixão” ou “Barbarella e Barba Rala” conviverão com os mais recentes “Espalha Brasas”, “Em Caso de Fogo” ou “Lenço Enxuto”.
Preparem-se os aplausos.
Tondela
Acert Auditório 1
Data/Hora:  Sáb, 8 Jun’13, às 21:45
Preço: 5€/7,5€ €
Duração: 75 minutos
Classificação: M/3


publicado por olhar para o mundo às 21:49 | link do post | comentar

Quinta-feira, 07.03.13


publicado por olhar para o mundo às 08:47 | link do post | comentar


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