Terça-feira, 10.01.17

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 

Autoria: Rita Dias/Filipe Almeida

 



publicado por olhar para o mundo às 22:13 | link do post | comentar

Quarta-feira, 06.08.14
Letra

 

Eu quero um samba
Sincopado sem ter pressa,
Eu quero um fado
Atirado à cabeça
Quando nos calam e nos pisam a garganta.
Mas a gente canta!

Eu quero um verso
Do Bocage sobre a mesa,
Quero uma posta
Bem-disposta à Mirandesa
Se nos abafam a pimenta e a loucura.
Mas a gente apura!

Eu quero um monte
De paz do Alentejo,
Quero a cortiça
Que espreguiça até ao Tejo.
Se nos abanam, toda a esperança se desmonta.
Mas a gente monta!

"; letramus2 = "

Eu quero a praça da alegria sem pobreza,
Uma luz da natureza e uma casa em frente ao mar.
Quero um palácio sem portadas nem janelas
Com jardins e passarelas de dimensão peninsular.
Se nos atiram a toalha e a fatura,
A gente pendura!

Eu quero um samba sincopado sem ter pressa,
Um bom fado na cabeça e um remate singular:
Quero um bocado
Do Carmo, da Carmen, do Solnado,
Do Paulo, do Tordo atordoado
E do Zé no telhado a alucinar,
Quero a folia
Da Nara, do Chico e companhia
Na tasca de Alfama
Com todos em chama
Gritando que eu sou espectacular.

"; letramus3 = "

Se no embaraço dessa noite acordo nua,
Cantando ainda saio para a rua,
Há dias em que eu tento não pensar.
Fazemos troça dessa bossa à Madragoa,
Sabemos que a vida continua
Com tanto que temos para dar.

Eu quero um samba
Sincopado sem ter pressa,
Eu quero um fado
Atirado à cabeça
Se nos apagam a memória e a cultura.
Mas a gente dura, dura, dura, dura, dura!
Porque é gente dura!

 

Rita Dias e Os Malabaristas:
Filipe Almeida (viola)
André Rosinha (contrabaixo)
Pedro Nobre (piano)
Alexandre Alves (bateria)

Facebook: https://www.facebook.com/ritadiasoficial


publicado por olhar para o mundo às 17:38 | link do post | comentar

Terça-feira, 26.11.13

 Rita Dias com Filipe Almeida - "Fado Nação" from MPAGDP on Vimeo. Letra 
É a casa de fado
Petisco aprumado
Com verde feijão.
Tem um frade na mesa
Tamanha surpresa
Saudosa oração.
Lá no canto, o dueto
Com cordas de preto
O silêncio a fio.
E no cume da escada
Uma voz veludada
A cantar no vazio
Da sala bordada
Com pompa de Infante
Sorriso distante
E um olhar sobre o rio.
"; letramus2 = "
Passeando em Alfama
A saudade de Gama
É um bairro cortês.
Vê-se o Chico na tasca
Laureando uma lasca
Em jargão português.
Cantadeira bonita
A Flor-Peixe Arrebita
Em memória da avó.
Que varina alfacinha
A melhor da sardinha
E pra andar no laró
Quase perdida.
Gente simples e pura
Pregão de ternura
De olhar para nós.

Mas…
Todo o bairro afamado
Com as notas do fado
É um palco nação
Onde o Zeca da Amora
E o Chico da Flora
Fazem confusão.
E trazemos por dentro
Uma salsa, um coentro
Ou um fado-canção
Com azeite no pão.
Uma santa no peito,
Uma falta de jeito
E um poema na mão.


publicado por olhar para o mundo às 10:06 | link do post | comentar

Segunda-feira, 25.11.13

 

Letra 

 

Pedes a bica corrida e dás graxa ao sapato

passas no pica da Graça e só desces no Rato

 

compras jornais numa estrela

tomas a meia de Lapa

páras na minha janela 

e reabres o mapa

 

guardas a imagem no Bolso da baixa Chiado

são três postais de Lisboa e do pátio do lado

 

Segues daqui a São Bento

fintas os Santos da estrada

ficas sem pé no sodré mas ninguém te diz nada

 

Põe a Bandeira no peito e a caravela no mar

corta o país a direito até naufragar

 

com um cravo ao sol na lapela

e um talvez nunca chegar

somos a proa de um povo que teima em cantar

 

 

com um cravo ao sol na lapela

e um talvez nunca chegar

somos a festa acabada que teima em durar

 

somos a festa acabada que teima em durar

somos a festa acabada que teima em durar

durar

 

Chegas às linhas do norte pela foz da ribeira

pedes aos teus aliados um porto à lareira

tens Boavista na rua e um Campo Alegre no centro

passas as tripas da moda francesa pra dentro

 

Ouves a fala arrojada e um grito dragão

compras a fita azulada ao café do Bulhão

mas pões Serralves ao ombro e campanhã num banquete

regressas à tua viagem com o pica bilhete

 

Põe a Bandeira no peito e a caravela no mar

corta o país a direito até naufragar

 

com um cravo ao sol na lapela

e um talvez nunca chegar

somos a proa de um povo que teima em cantar

 

com um cravo ao sol na lapela

e um talvez nunca chegar

somos a festa acabada que teima em durar

 

somos a festa acabada que teima em durar

somos a festa acabada que teima em durar

durar

 

Partes de Chaves com tanto Pinhão na camisa

sobes à Estrela e desces às colchas de Nisa

provas o queijo de Serpa

já nem sabes se és turista

bebes de Sagres e jogas à bisca

 

Põe a Bandeira no peito e a caravela no mar

corta o país a direito até naufragar

 

com um cravo ao sol na lapela

e um talvez nunca chegar

somos a proa de um povo que teima em cantar

 

com um cravo ao sol na lapela

e um talvez nunca chegar

somos a festa acabada que teima em durar

 

somos a festa acabada que teima em durar

somos a festa acabada que teima em durar

durar



publicado por olhar para o mundo às 09:49 | link do post | comentar

Sábado, 23.11.13

 

Letra

 

Com fios feitos de lágrimas passadas
Os meninos de Huambo fazem alegria
Constroem sonhos com os mais velhos de mãos dadas
E no céu descobrem estrelas de magia.

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Como um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar

"; letramus2 = "

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar

Assim contentes à voltinha da fogueira
Juntam palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo

E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar.

 

 

 

Rita Dias e Os Malabaristas - Gente Humilde / Os Meninos de Huambo
Com a participação especial de Paulo de Carvalho
do CD "com os pés na terra" | 2013



publicado por olhar para o mundo às 11:27 | link do post | comentar


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