Segunda-feira, 24.10.16

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TOUR 30 ANOS


RITA GUERRA   convida André Sardet, HMB e Paulo de Carvalho

 

EM NOVEMBRO

COLISEU DE LISBOA E GUIMARÃES

 

Rita Guerra partilha o palco com André Sardet, HMB e Paulo de Carvalho, nos espetáculos de comemoração dos seus 30 anos de carreira

 

É já no próximo dia 4 de Novembro que Rita Guerra sobe ao palco do Coliseu Lisboa, para celebrar 30 anos de carreira, num espetáculo memorável que apresentará, também, a 12 de Novembro no Multiusos de Guimarães.

Acompanhada pela Banda de Música da Força Aérea, pelos seus músicos de sempre e alguns convidados muito especiais, como André Sardet, HMB e Paulo de Carvalho,
Rita Guerra fará uma  viagem única pelo seu reportório, reunindo mais de 100 músicos em palco e interpretando êxitos e temas que fazem parte do imaginário de todos nós.

Dia 4 de Novembro, no Coliseu Lisboa e dia 12 no Multiusos de Guimarães, teremos,  certamente, a  oportunidade única para testemunhar o carisma inconfundível de Rita Guerra, indubitavelmente, uma das maiores vozes da música nacional e uma das artistas mais acarinhadas pelo público.

Rita Guerra começou a cantar aos 16 anos e gravou o primeiro disco aos 23. Foi cantora residente no Casino do Estoril durante mais de 20 anos, representou Portugal na Eurovisão e é dela a voz Portuguesa de algumas das mais bonitas canções da Disney, em filmes como: Aviões, Rei Leão, Pequena Sereia, Tarzan, Hercules, Príncipe do Egito, etc.

Gravou centenas de canções, algumas delas com alguns dos seus maiores ídolos como Michael Bolton, Ronan Keating, Paulo de Carvalho e muitos outros. Editou 12 discos e colecionou primeiros lugares no Top e discos de platina. 

Em 2016, 32 anos passados desde que cantou profissionalmente pela primeira vez, Rita Guerra resolveu fazer um resumo de carreira e editou “No Meu Canto” – O melhor de Rita Guerra, disco que serve de base à nova Tour.

A cantora é seguida por uma legião de fãs que a acompanha fielmente. Prova disso é o facto de ser uma das cantoras femininas nacionais com maior número de seguidores nas redes sociais (+ de 500.000).



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Sexta-feira, 08.07.16

 

Letra

 

Nãio encontrei a letra desta música

 



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Quarta-feira, 06.04.16

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No ano em que comemora 54 anos de carreira, Paulo de Carvalho apresenta INTEMPORAL, dia 12 de Abril no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa com convidados muito especiais. Mariza, Agir e Mafalda Sacchetti juntam-se ao cantautor para com ele interpretarem temas marcantes da sua carreira não só como intérprete mas também como autor. 

Um espetáculo único, com o qual o músico e compositor nos propõe reviver todos os momentos mágicos do seu percurso, acompanhado por uma big band de 12 músicos, sob a direcção artistica do filho Bernardo Costa, mais conhecido como AGIR.

Paulo de Carvalho é um nome  incontornável na música portuguesa. “E depois do adeus”, “Gostava de vos ver aqui”, “Nini dos meus quinze anos”, “Dez anos”, “Prelúdio (mãe negra)” ou “ Os meninos de Huambo”, são apenas alguns dos êxitos que ainda hoje perduram no coração de todos os portugueses.

A par dos sucessos que cantou, juntam-se os que compôs para muitos companheiros de profissão, como “Os putos” e "Lisboa menina e moça", de Carlos do Carmo ou “Meu fado meu” de Mariza;  uma pequena amostra das mais de 300 canções de Paulo de Carvalho como autor-compositor.

Parte destes temas com história e que fazem parte da nossa história, vão ser recriados no novo espectáculo INTEMPORAL, onde as músicas de uma vida passam, a memórias inolvidáveis.

"INTEMPORAL - Os grandes êxitos de Paulo de Carvalho"

12 de Abril Teatro Tivoli BBVA

Bilhetes entre os 10 e os 30€, à venda nos locais habituais.



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Quinta-feira, 10.03.16

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Ricardo Azevedo 
 
Numa altura em que o cantor e compositor Ricardo Azevedo comemora 15 anos de carreira, a próxima paragem obrigatória é o Cineteatro D. João V.

A digressão assenta na retrospetiva de canções que marcaram os Portugueses.
O fundador da banda EZ Special recupera canções como "Daisy", "My Explanation", "Pequeno T2", "Entre o Sol e a Lua", entre muitas outras…
 
Convidados: Beatriz Felicio e Coro Juvenil Mais Musica ( Coro de Stº Amaro de Oeiras )
 
Música
Dia 11
21:30H | 8€
 
 
Paulo de Carvalho
 
A viver uma excelente fase criativa Paulo de Carvalho apresenta Voz & Piano – um espectáculo intimista com o pianista Victor Zamora, interpretando as suas canções mais célebres.

As canções de Paulo - "E Depois do Adeus", "Os Meninos do Huambo", "10 Anos", "Gostava de Vos Ver Aqui", "O Meu Mundo Inteiro", "Nini dos Meus 15 Anos", "Mãe Negra" - são alguns dos temas aqui revisitados, envolvendo o público e levando-o a recordar.

Nome incontornável da música portuguesa, Paulo de Carvalho vai ao palco do Teatro D. João V na Damaia, no dia 12 de Marça de 2016, para um espectáculo inesquecível!
 
Música
Dia 12
21:30H | 12


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Quinta-feira, 25.02.16

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PAULO DE CARVALHO

 

A viver uma excelente fase criativa Paulo de Carvalho apresenta Voz & Piano – um espectáculo intimista com o pianista Victor Zamora, interpretando as suas canções mais célebres.


As canções de Paulo - "E Depois do Adeus", "Os Meninos do Huambo", "10 Anos", "Gostava de Vos Ver Aqui", "O Meu Mundo Inteiro", "Nini dos Meus 15 Anos", "Mãe Negra" - são alguns dos temas aqui revisitados, envolvendo o público e levando-o a recordar.


Nome incontornável da música portuguesa, Paulo de Carvalho vai ao palco do Teatro D. João V na Damaia, no dia 12 de Marça de 2016, para um espectáculo inesquecível!

 

Música
Dia 12
21:30H | 12€

 



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Terça-feira, 16.02.16

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No ano em que comemora 54 anos de carreira, Paulo de Carvalho apresenta INTEMPORAL, dia 12 de Abril no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa.

 

Um espetáculo único, com o qual o músico e compositor nos propõe reviver todos os momentos mágicos do seu percurso, acompanhado por uma big band de 12 músicos, sob a direcção artistica do filho Bernardo Costa, mais conhecido como AGIR.

 

Paulo de Carvalho é um nome  incontornável na música portuguesa. “E depois do adeus”, “Gostava de vos ver aqui”, “Nini dos meus quinze anos”, “Dez anos”, “Prelúdio (mãe negra)” ou “ Os meninos de Huambo”, são apenas alguns dos êxitos que ainda hoje perduram no coração de todos os portugueses.

 

A par dos sucessos que cantou, juntam-se os que compôs para muitos companheiros de profissão, como “Os putos” e "Lisboa menina e moça", de Carlos do Carmo ou “Meu fado meu” de Mariza;  uma pequena amostra das mais de 300 canções de Paulo de Carvalho como autor-compositor.

 

Parte destes temas com história e que fazem parte da nossa história, vão ser recriados no novo espectáculo INTEMPORAL, onde as músicas de uma vida passam, a memórias inolvidáveis.

 

"INTEMPORAL - Os grandes êxitos de Paulo de Carvalho"

12 de Abril Teatro Tivoli BBVA

Bilhetes entre os 10 e os 30€, à venda nos locais habituais.



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Sábado, 10.10.15

 

Letra

 

Lá vai no Mar da Palha o Cacilheiro,
comboio de Lisboa sobre a água:
Cacilhas e Seixal, Montijo mais Barreiro.
Pouco Tejo, pouco Tejo e muita mágoa.

Na Ponte passam carros e turistas
iguais a todos que há no mundo inteiro,
mas, embora mais caras, a Ponte não tem vistas
como as dos peitoris do Cacilheiro.

Leva namorados, marujos,
soldados e trabalhadores,
e parte dum cais
que cheira a jornais,
morangos e flores.
Regressa contente,
levou muita gente
e nunca se cansa.
Parece um barquinho
lançado no Tejo
por uma criança.

Num carreirinho aberto pela espuma,
la vai o Cacilheiro, Tejo à solta,
e as ruas de Lisboa, sem ter pressa nenhuma,
tiraram um bilhete de ida e volta.

Alfama, Madragoa, Bairro Alto,
tu cá-tu lá num barco de brincar.
Metade de Lisboa à espera do asfalto,
e já meia saudade a navegar.

Leva namorados, marujos,
soldados e trabalhadores,
e parte dum cais
que cheira a jornais,
morangos e flores.
Regressa contente,
levou muita gente
e nunca se cansa.
Parece um barquinho
lançado no Tejo
por uma criança.

Se um dia o Cacilheiro for embora,
fica mais triste o coração da água,
e o povo de Lisboa dirá, como quem chora,
pouco Tejo, pouco Tejo e muita mágoa.

 



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Sábado, 21.03.15

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



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Quinta-feira, 12.02.15

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Paulo de Carvalho e Rão Kyao são convidados de António Chainho


O Mestre da Guitarra Portuguesa celebra 50 anos de carreira no Cine-Teatro de Estarreja e faz-se acompanhar de convidados exclusivos. Paulo de Carvalho e Rão Kyao, nomes incontornáveis da música nacional, partilham “Cumplicidades” com António Chainho no próximo dia 21 de fevereiro, pelas 21h30.

 

Aos 77 anos de vida, António Chainho comemora o seu cinquentenário artístico, dedicado à guitarra. O Cine-Teatro de Estarreja (CTE) acolhe a digressão do músico, conhecido como Mestre da Guitarra Portuguesa, com a antecipação do disco “Cumplicidades”, que será editado em março deste ano. Além da participação da brasileira Vanessa da Mata no single “Aprender a Sorrir”, o novo álbum inclui a colaboração de Paulo de Carvalho e Rão Kyao, amigos de longa data de António Chainho que o vão acompanhar no concerto em Estarreja. Filipa Pais e Ana Vieira (voz), Tiago Oliveira (viola), Ciro Bertini (baixo) e Ruca Rebordão (percussões) compõem a formação que leva as sonoridades de Chainho de volta ao CTE.

Será um momento de celebração e partilha de “Cumplicidades” com o público e entre nomes incontornáveis da música nacional. Dia 21 de fevereiro, sábado, pelas 21h30, o CTE abre portas a um programa memorável, inserido no 10º Aniversário da Elevação de Estarreja a Cidade, onde a voz de Paulo de Carvalho, a flauta de Rão Kyao e o dedilhar de António Chainho vão preencher a alma de todos, numa verdadeira homenagem à amizade e à música portuguesa.

Bilhetes à venda na Bilheteira do CTE, em www.cineteatroestarreja.com, no site da Bilheteira Online, lojas Fnac, CTT e El Corte Inglés.

SÁB 21 FEV 21H30
António Chainho - Cumplicidades

António Chainho 
guitarra portuguesa
Paulo de Carvalho e Rão Kyao 
convidados
Filipa Pais e Ana Vieira 
voz
Tiago Oliveira 
viola
Ciro Bertini 
baixo
Ruca Rebordão 
percussões
[MÚSICA] 10€ / 8€ (Cartão Amigo, Cartão Sénior e Jovem Municipal)

Concerto com Babysitting

+

http://www.cineteatroestarreja.com
http://www.facebook.com/cinestarreja
http://twitter.com/CTE__



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Sábado, 01.11.14

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“Por motivos de força maior”, o espetáculo foi remarcado para o dia 10 de abril, data em que Paulo de Caravalho subirá ao palco do Coliseu para, acompanhado pela sua banda, celebrar 52 anos de canções, revisitando temas como E Depois do Adeus, Os Meninos do Huambo, 10 Anos, Gostava de Vos Ver Aqui, O Meu Mundo Inteiro, Nini dos Meus 15 Anos ou Mãe Negra.

Quem pretender, poderá solicitar a devolução dos bilhetes adquiridos para o concerto de novembro no respetivo local de compra, no prazo máximo de 30 dias a contar da data inicialmente prevista.



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Terça-feira, 05.08.14

 

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Segunda-feira, 28.07.14

Paulo de Carvalho

 

A viver uma excelente fase criativa Paulo de Carvalho apresenta Voz & Piano – um espetáculo intimista com convidados como o ator João Loy e o pianista Victor Zamora, interpretando as canções mais célebres dos seus 52 anos de carreira.


As canções de Paulo - E Depois do AdeusOs Meninos do Huambo10 AnosGostava de Vos Ver AquiO Meu Mundo InteiroNini dos Meus 15 AnosMãe Negra - são alguns dos temas aqui revisitados, envolvendo o público e levando-o a recordar.


Nome incontornável da música portuguesa, Paulo de Carvalho volta ao palco do Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra, no dia 13 de Setembro 2014, para um espectáculo 

 

Local - Centro Cultural Olga Cadaval | Auditório Jorge Sampaio
Data - Dia 13 de Setembro de 2014
Hora - 21:30 horas
Bilhetes à venda no Centro Cultural Olga Cadaval, nos locais habituais

 

 



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Terça-feira, 15.07.14

Paulo de Carvalho

 

A viver uma excelente fase criativa Paulo de Carvalho pisará o palco do Coliseu do Porto no dia 6 de Novembro 2014 – um espetáculo único em que o artista, acompanhado pela sua banda, celebra 52 anos de canções.


Com uma voz plena de personalidade e um timbre único, Paulo de Carvalho confere a todas as suas músicas um cunho próprio, o que o leva a descobrir e a cruzar géneros e influências musicais.


As canções de "A Voz" - E Depois do AdeusOs Meninos do Huambo10 AnosGostava de Vos Ver AquiO Meu Mundo InteiroNini dos Meus 15 AnosMãe Negra - são alguns dos temas aqui revisitados, envolvendo o público e levando-o a recordar.


Um nome incontornável da música portuguesa e um espetáculo inesquecível!

 

Local - Coliseu do Porto
Data - Dia 06 de Novembro de 2014
Hora - 21:30 horas
Bilhetes à venda nos locais habituais 



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Segunda-feira, 16.06.14

PAULO DE CARVALHO em Vila do Conde

 

Paulo de Carvalho, para muitos “A VOZ” dos portugueses e um cidadão notável, é um nome incontornável da música portuguesa.


Com uma voz plena de personalidade e um timbre único, Paulo de Carvalho confere a todas as suas músicas um cunho próprio, o que o leva a descobrir e a cruzar géneros e influências musicais.


A viver uma excelente fase criativa, Paulo de Carvalho volta à estrada com “Voz & Piano” - um espectáculo intimista, interpretando as canções mais emblemáticas dos seus 52 anos de carreira.

 

Local - Vila do Conde * Teatro Municipal
Data - Dia 27 de Junho de 2014
Hora - 21:30 horas
Preço do bilhete - 15,00€
Bilhetes à venda na bilheteira do Teatro Municipal de Vila do Conde, telf . 252 290 050 e nos locais habituais

 

Próximas datas:

13 de Setembro | Sintra | C.C. Olga Cadaval | Auditório Jorge Sampaio

04 de Outubro | Torres Vedras | Teatro Cine de Torres Vedras

06 de Novembro | Porto | Coliseu do Porto

 

 



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Sábado, 23.11.13

 

Letra

 

Com fios feitos de lágrimas passadas
Os meninos de Huambo fazem alegria
Constroem sonhos com os mais velhos de mãos dadas
E no céu descobrem estrelas de magia.

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Como um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar

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Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar

Assim contentes à voltinha da fogueira
Juntam palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo

E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar.

 

 

 

Rita Dias e Os Malabaristas - Gente Humilde / Os Meninos de Huambo
Com a participação especial de Paulo de Carvalho
do CD "com os pés na terra" | 2013



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Sábado, 01.06.13

 

Letra

 

Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela ... 
Nem buganvílias vermelhas,
nem vestidinhos de folhos,
nem brincadeiras de guisos,
nas suas mãos apertadas.
Só duas lágrimas grossas,
em duas faces cansadas.
Mãe-Negra tem voz de vento,
voz de silêncio batendo
nas folhas do cajueiro ...
Tem voz de noite, descendo,
de mansinho, pela estrada ... 
Que é feito desses meninos
que gostava de embalar? ... 
Que é feito desses meninos
que ela ajudou a criar? ... 
Quem ouve agora as histórias 
que costumava contar? ... 
Mãe-Negra não sabe nada ... 
Mas ai de quem sabe tudo,
como eu sei tudo 
Mãe-Negra! ... 
Os teus meninos cresceram,
e esqueceram as histórias 
que costumavas contar ... 
Muitos partiram p'ra longe,
quem sabe se hão-de voltar! ... 
Só tu ficaste esperando,
mãos cruzadas no regaço,
bem quieta bem calada. 
É a tua a voz deste vento,
desta saudade descendo,
de mansinho pela estrada.



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Sexta-feira, 16.11.12

Paulo de Carvalho, Raquel Tavares e Paulo Flores juntam-se a Ivan Lins em Guimarães

A Fundação Orquestra Estúdio (FOE) convidou o músico e compositor brasileiro Ivan Guimarães Lins (na foto) para uma atuação única em Guimarães, Capital Europeia da Cultura. O espetáculo vai ter lugar no Pavilhão Multiusos no dia 24 de novembro, pelas 22:00.


Sob a direção do maestro Rui Massena, sobem também ao palco o cantor angolano Paulo Flores, o português Paulo de Carvalho e a fadista Raquel Tavares para um espetáculo que pretende, explica a organização, estabelecer pontes entre Portugal, África e o Brasil.

 

Entre o cantar de fado, um olhar africano, o magnetismo do mítico cantor que deu a senha para o Portugal moderno e o calor da voz de um dos considerados mais enaltecidos músicos de terras de Vera Cruz – e que transporta no nome a cidade berço – espera-se uma noite de celebração da lusofonia.

 

Os bilhetes custam dez euros.

 

Retirado do Sapo Música



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Terça-feira, 18.09.12

Paulo de Carvalho recebe Medalha de Mérito na Câmara Municipal de LisboaPaulo de Carvalho recebe Medalha de Mérito na Câmara Municipal de Lisboa

Paulo de Carvalho foi, esta segunda-feira, 17 de Setembro, homenageado, na Câmara Municipal de Lisboa com a medalha de mérito pelos seus 50 anos de carreira, numa cerimónia que se iniciou pelas 18:30 da tarde.

 

Na cerimónia estiveram presentes amigos íntimos do cantor e compositor, como os seus filhos, Paulo Nuno, Mafalda Sachetti, Bernardo, (aka Agir), a cantora Rita Guerra, Camané, António Manuel Ribeiro (vocalista dos UHF), entre outros.

 

O presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, José Jorge Letria, no seu discurso que abriu a sessão, teceu inúmeros elogios a Paulo de Carvalho, cuja “lucidez e síntese” dão-lhe a virtude de dizer “com poucas palavras, aquilo que era necessário dizer”.

 

Paulo de Carvalho recebe esta distinção da Câmara Municipal de Lisboa, depois de ter sido galardoado com a medalha de honra da Sociedade Portuguesa de Autores há poucos meses atrás.

 

A entrega da medalha de mérito ao homenageado coube ao presidente da Câmara, António Costa.

 

Paulo de Carvalho no seu discurso de agradecimento, falou da sua infância e vivência na cidade de Lisboa, primeiro na freguesia de São Cristóvão, e depois em Alvalade, onde ainda vai frequentemente. E congratulou-se por uma cidade cada vez mais multicultural, marcada por diferentes raças, religiões e culturas. 


Falou a propósito disso, de um dos seus mais recentes álbuns “Duetos de Lisboa”, em que colabora com várias pessoas de diferentes nacionalidades, do Brasil, a Cuba, ao continente africano. 


Encerrou o seu discurso dizendo “A partir de agora em cada homenagem que nos vão fazendo, acresce o nosso nível de responsabilidade, e é por aí que eu vou”.

 

António Costa encerrou a cerimónia, manifestando o seu profundo contentamento por ter tido a oportunidade de entregar a medalha a Paulo de Carvalho que “terá sido das pessoas que mais contribuiu para a canção e música portuguesa”. A título pessoal, brincou ainda com a história da sua infância, dizendo que Paulo de Carvalho foi a primeira figura pública com quem se tinha cruzado apenas com quatro ou cinco anos, no café Alfredo em Albufeira, a beber chá. 


Em tom de finalização do seu discurso e da cerimónia, António Costa desejou a Paulo de Carvalho ainda mais 50 anos de carreira a produzir temas portugueses tão eternos como “Depois do Adeus”, “Nini”, “Os Putos”, “Lisboa, menina e moça”, ou “Meninos de Huambo”.

 

Mafalda Jacinto

 

Noticia do HardMúsica



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Quarta-feira, 05.09.12

Fado em Si Bemol, apadrinhados por Paulo de Carvalho, atuam em Lisboa e no Porto


Os Fado em Si Bemol estão de regresso e na bagagem trazem o mais recente trabalho intitulado “QB”. "Casa da Mariquinhas" é o single de apresentação e Paulo de Carvalho canta em dueto com o quinteto natural do Porto.


"QB" apresenta novas versões de temas conhecidos do grande público, nos quais a guitarra portuguesa assume um papel de destaque, revela a promotora.

 

O single de apresentação do disco “Casa da Mariquinhas” é um dueto "improvável" com Paulo de Carvalho, "numa mistura invulgar de modernidade e tradição", descreve.

 

“Matilde”, “Do Nada o Fim” e “Folhetim” são alguns dos temas incluídos no novo registo discográfico do quinteto portuense.

 

O grupo vai apresentar-se ao vivo ainda durante este mês de setembro no Teatro do Bairro, em Lisboa, dia 20, pelas 22:00, e no Cine Teatro Eduardo Brazão em Valadares (Vila Nova de Gaia), dia 22, á mesma hora. 

 

Noticia do Sapo Música



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Sábado, 16.06.12

Paulo de Carvalho celebra as bodas de ouro no Teatro Tivoli

 

O músico português sobe ao palco do Teatro Tivoli no dia 7 de setembro para apresentar mais um espetáculo da 'Tour 50 Anos' em Lisboa, a sua cidade natal e sobre a qual tanto tem cantado e composto.


Por isso, Paulo de Carvalho dedica todo o ano de 2012 a comemorar 50 anos de carreira pautados por espetáculos, edições discográficas, canções e participação cívica na sociedade.

 

No espetáculo que, desde Fevereiro, já passou por várias salas, como a Casa da Música (Porto), o Teatro Aveirense ou o Cine-Teatro São Pedro (Abrantes), o cantor e compositor revisita, com arranjos atuais, os grandes temas da sua vida musical, como «E Depois do Adeus», «Gostava dos Vos Ver Aqui», «Nini dos Meus Quinze Anos», «Dez Anos», «Prelúdio (Mãe Negra)», «Os Meninos de Huambo», «O Cacilheiro» ou «O Meu Mundo Inteiro».

 

Paulo de Carvalho será acompanhado por considerados grandes músicos de uma geração posterior à sua, o que contribui para o registo de modernidade que marca esta celebração. Em palco estarão Victor Zamora (piano), Tiago Oliveira (guitarra), Leo Espinoza (baixo), Ruca Rebordão (percussão), Marcelo Araújo (bateria) e, como convidados, Mafalda Sacchetti e Agir.

 

O tema que simbolicamente assinala o início da democracia em Portugal - «E Depois do Adeus» - marca para sempre o homem e o cantor, mas Paulo de Carvalho deu voz a muitos outros temas que várias gerações cantam de cor.

 

Ao longo de 50 anos, Paulo de Carvalho notabilizou-se como cantautor, deu voz a alguns dos mais notáveis poetas portugueses, dos quais se destacam Ary dos Santos, José Niza, Fernando Assis Pacheco ou Joaquim Pessoa, e compôs temas importantes para a história recente do fado, como «Lisboa Menina e Moça» e «Meu Fado Meu».

 

O preço dos bilhetes varia entre os 15 e os 25 euros, dependendo do local escolhido para assistir ao espetáculo no Teatro Tivoli.

 

Retirado do Sapo Música



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Segunda-feira, 23.04.12

O cantor Paulo de Carvalho interpretará o tema "E Depois do Adeus" na Assembleia da República, em Lisboa, no âmbito das comemorações do 25 de abril. No dia 26 será recordada a memória de José Afonso, 25 anos depois da sua morte, com o concerto evocativo "CantAR Zeca Afonso"

 

Primeira senha da revolução, lançada por João Paulo Diniz aos microfones do Rádio Clube Português, às 22.55, do dia 24 de abril, a canção "E Depois de Adeus" será interpretada por Paulo de Carvalho na quarta-feira na Sala das Sessões da Assembleia da República na sessão solene que assinala o 38.º aniversário da revolução dos cravos.

 

Depois dos discursos serão projetadas imagens fotografias inéditas do dia 25 de abril de 1974, do espólio de Miranda Castela. Depois disso é a vez de Paulo de Carvalho cantar "E Depois do Adeus", tema que venceu o Festival da Canção nesse ano.A sessão solene terá início às 10.00 e contará com intervenções de todos os grupos parlamentares representados no Parlamento, da presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, e do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

 

No final da sessão solene, o Grupo Coral Etnográfico Coop de Grândola irá interpretar a canção "Grândola Vila Morena", de Zeca Afonso, que foi a segunda senha para a continuação das operações militares de Abril.

 

Pela primeira vez, a partir das 14:30 a presidente da Assembleia da República abrirá as portas do público do Palácio de São Bento, num "gesto simbólico que sublinha a importância do Parlamento como a casa da democracia e de todos os portugueses", segundo comunicado da Assembleia da República.

 

Durante toda a tarde, haverá visitas guiadas e livres ao Palácio de São Bento e um atelier lúdico-pedagógico para os mais novos que, sob o lema "Dar forma à Liberdade", permitirá a construção de esculturas de papel.

 

Ao final do dia, o Grupo de Violinos "Os Paganinus", do Conservatório Regional de Setúbal, atuará na Sala do Senado.

 

Já no dia 26 de abril, cerca das 21:45, será recordada a memória de José Afonso, 25 anos depois da sua morte, com o concerto evocativo "CantAR Zeca Afonso", que contará com a participação do coro da Assembleia da República.

 

 

 

Retirado de DN



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Quinta-feira, 22.03.12

Paulo de Carvalho celebra 50 anos de carreira em digressão

 

50 anos de carreira não se fazem todos os dias sobretudo quando se trata de uma carreira ímpar de espetáculos, edições discográficas, canções e participação cívica na sociedade.

 

Por isso, Paulo de Carvalho está a comemorá-los com um espetáculo único onde revisita, com surpreendentes arranjos, os grandes temas da sua vida musical, acompanhado por grandes músicos de uma geração posterior à sua.

 

O tema que simbolicamente assinala o início da democracia em Portugal, «E Depois do Adeus», marca para sempre o homem e o cantor, mas Paulo de Carvalho deu voz a muitos outro temas que várias gerações cantam de cor, como«Gostava dos Vos Ver Aqui», «Nini dos Meus Quinze Anos»«Dez Anos», «Prelúdio (Mãe Negra)»,«Os Meninos de Huambo», «O Cacilheiro» ou, mais recentemente, «O Meu Mundo Inteiro».

Ao longo de 50 anos, Paulo de Carvalho notabilizou-se como cantautor, mas deu também voz a alguns dos mais notáveis poetas portugueses, dos quais se destacam Ary dos Santos, José Niza, Fernando Assis Pacheco ou Joaquim Pessoa.

 

Com uma voz plena de personalidade e um timbre único, Paulo de Carvalho confere a todas as suas músicas um cunho próprio, o que o leva a descobrir e a cruzar géneros e influências musicais. Desde o Fado ao Jazz, da Música Ligeira aos ritmos latinos e africanos, é esta a sua coerência musical.

 

Paulo de Carvalho, para muitos «A VOZ» dos portugueses e um cidadão notável, é um nome incontornável da música portuguesa.

Nos espetáculos que integram esta «Tour 50 Anos», Paulo de Carvalho será acompanhado por Victor Zamora (piano), Tiago Oliveira (guitarra), Leo Spinoza (baixo), Marcelo Araújo (bateria) e Ruca Rebordão (percussão).

 

PRÓXIMAS DATAS:

25 de março, 21h00: Casa da Música, Porto

31 de março, 21h30: Teatro Aveirense, Aveiro

05 de abril, 21h30: Theatro Circo de Braga, Braga

 

Retirado de Sapo Música



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Quarta-feira, 01.02.12

Paulo de Carvalho leva voz e piano às Caldas da Rainha e Estremoz

 

No ano em que comemora os seus 50 anos de carreira, Paulo de Carvalho apresenta um recital alternativo «Paulo de Carvalho & Victor Zamora: Uma voz, um piano».


Juntando muitos dos seus temas mais populares, como «E Depois do Adeus», «Prelúdio (Mãe Negra)», «Os Meninos de Huambo» ou «Nini dos Meus 15 Anos», com outras canções da sua vida, Paulo de Carvalho junta-se ao pianista cubanoVictor Zamora, seu amigo de alguns anos, num recital intimista que lhe permite um maior contacto com o público, cantando e contando algumas estórias de vida.

 

Em 1974 Paulo de Carvalho venceu o Festival RTP da Canção com o tema «E depois do adeus», que serviria de primeira senha para a saída das tropas na madrugada do 25 de abril de 1974, que determinou a queda da ditadura.

 

Integrado no grupo Os Amigos, do qual, entre outros, faziam também parte Helena Isabel e Ana Bola, Paulo de Carvalho voltou a vencer o festival, em 1977, com a canção «Portugal no Coração».

 

Fazendo uma retrospetiva da carreira, Paulo de Carvalho afirmou à Lusa que tem mudado por opção. «Vamos mudando através dos anos e tenho feito muito para mudar para melhor, espero eu… e a diversos níveis, tanto profissional como pessoal», disse.

 

«As pessoas não podem hoje ouvir o mesmo Paulo de Carvalho de há dez anos, quanto mais de há 20 ou 30. Há outra carga emocional e afetiva, e eu sou outra pessoa, tenho consciência disso, e fiz muito por isso», sentenciou.

 

Referindo-se à sua música, Paulo de Carvalho descartou o «ir em modas pois estas são passageiras» e afirmou que tem «pesquisado muito mais as raízes da cultura musical portuguesa, a partir do fado», que definiu como «étnico-urbana».

 

«As modas são efémeras e se eu, numa ou noutra altura, até por desejo de mudança, pude ter tentado acompanhar as modas, cada vez mais faço uma pesquisa pelas raízes da música portuguesa, a partir do fado», sublinhou.

 

Para o autor, «prateleiras à parte», assume-se como «cantor de música ligeira - ou antes música séria, e outra que se faz para rir, e eu só me rio».

 

Paulo de Carvalho, 65 anos, começou a sua carreira fazendo parte de grupos de música rock, nomeadamente os Sheiks, que fez grande sucesso na década de 1960.

 

O ano passado, em julho, o intérprete editou o primeiro DVD da sua carreira, que regista o concerto realizado em 2009, no Museu do Oriente, em Lisboa.

 

Além do espetáculo com o qual encerrou a digressão «Do Amor», o DVD inclui um documentário biográfico de autoria de Maria João Gama e Rui Capitão, com testemunhos de colegas, amigos e filhos.

 

À agência Lusa o cantor afirmou que projeta celebrar o cinquentenário artístico «com um conjunto de atuações no país, não só no litoral e nas grandes cidades, mas nos muitos e excelentes auditórios e teatros que o país tem e onde estão também pessoas».

 

Data: 04 fevereiro 2012, 21h30

Local: Grande Auditório do Centro Cultural e de Congressos da Caldas da Rainha

Preço único: 12,00€

 

Data: 11 fevereiro 2012, 21h30

Local: Teatro Bernardim Ribeiro em Estremoz

 

Preços:

Plateia e 1º Balcão: 15,00€

Camarotes e Frisas: 12,50€

2º Balcão: 10,00€

 

Via Sapo Música




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Sábado, 14.01.12

 

Letra

 

Summertime,
And the livin' is easy
Fish are jumpin'
And the cotton is high

Your daddy's rich
And your mamma's good lookin'
So hush little baby
Don't you cry

One of these mornings
You're going to rise up singing
Then you'll spread your wings
And you'll take to the sky

But till that morning
There's a'nothing can harm you
With daddy and mamma standing by



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Domingo, 13.11.11

 

Letra

 

Meninos do Huambo 

Paulo de Carvalho

INSTRUMENTAL

Com fios feitos de lágrimas passadas
Os meninos de Huambo fazem alegria
Constroem sonhos com os mais velhos de mãos dadas
E no céu descobrem estrelas de magia.

Com os lábios de dizer nova poesia
Soletram as estrelas como letras
E vão juntando no céu como pedrinhas
Estrelas letras para fazer novas palavras.

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade,
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade.

Com os sorrisos mais lindos do planalto
Fazem continhas engraçadas de somar.
Somam beijos com flores e com suor
E subtraem manhã cedo por luar.

Dividem a chuva miudinha pelo milho
Multiplicam o vento pelo mar,
Soltam ao céu as estrelas já escritas
Constelações que brilham sempre sem parar.

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade,
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade.

Palavras sempre novas, sempre novas
Palavras deste tempo sempre novo,
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo.

Assim contentes à voltinha da fogueira
Juntam palavras deste tempo sempre novo,
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo.

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade,
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade.

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade,
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade.

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade,
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade.

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade,
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade.



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Terça-feira, 30.08.11
Está a celebrar 50 anos de cantigas. Ao SOL, falou das suas músicas e da sua vida.

 

Diz que é músico, que toca voz. É diferente um cantor de um músico que toca voz?

É, mas não é fácil explicar porquê. Digo que toco voz porque tento, em determinadas cantigas e em determinadas partes do que faço, utilizar a voz como um instrumento.

 

Tema ‘Flor Sem Tempo’: ‘Olha o mar na tarde calma, ouve o que ele diz. Canta o sol que tens na alma’. Tem sempre o sol na alma ao cantar?
Na maioria das vezes, sim. Mas há sítios em que é impossível porque não há condições para isso. Depende do lugar e do tipo de público.

 

Alguma vez sentiu que estava a mentir em cima do palco?
Já dei por mim a despachar serviço por causa da falta de condições. Mas a mentir, não. Até porque me irrito e se estou irritado não estou a mentir, não estou a fingir.

 

Deixe-me pegar na letra do ‘Gostava de Vos Ver Aqui’: ‘Às vezes, vocês daí nem sonham o que vai para aqui. Nem pensam que na vossa frente, quem canta, quem vos diz as coisas, também é gente’. Isto significa que às vezes é preciso dar concertos estando completamente destroçado por dentro?
Significa que isto é uma profissão como outra qualquer. Depois disso vem: ‘Gente que trabalha como um carpinteiro, como um camponês ou como um mineiro’. As pessoas não devem dar-nos uma importância especial. Nós cantamos e outros fazem medicina. Somos gente porque somos iguais aos outros.

 

Mas fazer música implica um outro envolvimento emocional ou não?
Sim, mas estou a falar no respeito pelas profissões. Todas as profissões merecem respeito e todas implicam dedicação e trabalho. Ser músico é igual a ser mineiro.

 

Aconteceu-lhe muitas vezes ter de cantar quando estava destroçado?
Isso leva-me a pensar num dos dias mais estranhos da minha vida a esse nível. Se não estivesse seguro de mim, provavelmente não lhe falaria disto, porque corro o risco de ser mal entendido. Eu fiz um espectáculo na noite em que a minha mãe estava a ser velada na igreja, porque sou profissional. Tive de o fazer. Estava combinado e muita gente dependia disso. Saí de carro, fui cantar e voltei para a igreja. Falta de respeito? Não. Pelo contrário. Respeito pelas pessoas. Respeito pela minha mãe, porque esses foram os princípios que ela me ensinou. Acho que só haveria uma situação em que não conseguiria cantar, que seria a morte repentina, em cima de um espectáculo, de um filho ou da minha companheira. A minha mãe já estava doente há três ou quatro meses e achei que devia fazer o concerto.

 

Enquanto cantor, como se compara hoje com aquilo que era há 20 ou há 30 anos?
Cantar, tal como viver, é um acto de inteligência. Por isso devemos preparar-nos, ao longo dos anos, para a falta de faculdades. Há cantigas do meu repertório – que sou obrigado a cantar porque as pessoas as querem ouvir e eu devo-lhes isso – que passei a cantar alguns tons abaixo. O brilho da voz perdeu-se, não é o mesmo.

 

Mas ganhou outras faculdades?
Ganhei todo um conhecimento, toda uma experiência. Até há 15 anos tremia como varas verdes quando ia para cima de um palco. Isso deixou de me acontecer. Tenho muito mais segurança.

 

Em 1963 foram formados os Sheiks – consigo, com o Fernando Chaby, o Carlos Mendes e o Jorge Barreto. Como se conheceram e como decidiram começar?
Eu trabalhava na tal companhia de seguros, na Baixa, e estudava à noite. Mas muitas vezes, em vez de estudar à noite, faltava à noite. Para fazer tempo e a minha mãe não perceber que eu andava a faltar, ia a pé para casa. Subia a Almirante Reis e parava na Alameda, onde estavam o Chaby, o Carlos Mendes, o Jorge Barreto. Começámos ali, com umas violas nuns bancos de jardim. Perguntaram-me se eu sabia tocar viola. Como disse que não, fui para a bateria.

 

Mas sabia tocar bateria?
Não, mas estupidamente pensávamos que era um instrumento facílimo de tocar. Quem não sabia tocar viola ia lá para os paus [risos]. A primeira vez que me sentei numa bateria foi uma confusão enorme. Percebi que tinha jeito, mas que não sabia tocar. A partir daí havia que aprender minimamente. E aprendi na prática, ali, a batê-las todos os dias.

 

Nos Sheiks também fazia segundas vozes. Tinha vergonha de cantar?
Tinha. Eu, aliás, tinha vergonha de aparecer em qualquer lado. Não faz ideia da dificuldade que era, depois de começar a ser conhecido, entrar num café. A malta toda a olhar para mim era uma coisa do arco-da-velha. Só venci isso há 20 ou 25 anos.

 

Quando começaram a aperceber-se do sucesso?
Com o primeiro EP, o Summertime [1965].

 

Quando formaram os Sheiks, tinham dentro de vós o imaginário dos Beatles?
Nós nem conhecíamos os Beatles. Acho muita graça a essa história dos Beatles portugueses. Nós fomos sempre ‘o qualquer coisa’ de fora.

 

Muitas vezes falam de si como o Sinatra português…
Que eu detesto. Não detesto que me chamem o Sinatra português, não gosto é do Sinatra. Admito que terá sido o pai dos cantores brancos daquele tipo de música, a sua importância está fora de questão. Mas se tivesse que escolher entre o Sinatra e o outro escolhia o outro. O outro é o Tony Bennett. Mas os meus cantores foram sempre negros. O pai de todos eles é o Ray Charles. Depois vem o Al Jarreau, o Stevie Wonder, o Bobby McFerrin. São todos pretos.

 

No início já tinha a certeza de que queria viver da música?
Não. Só tive essa certeza quando saí da companhia de seguros. Mas foi uma opção tomada contra a família. Trabalhar numa companhia de seguros era uma coisa segura e cantar era uma coisa de malucos.

 

Há muitas histórias engraçadas com as fãs dos Sheiks?
Há, com certeza, mas o tempo era outro. Não vamos pôr isto no mesmo patamar das bandas inglesas. Cá as meninas não saíam de casa com tanta facilidade.

 

E havia drogas?
Devia haver charros. Acredito que sim. Mas, palavra de honra, que só experimentei já com quarenta e tal anos. Experimentei duas vezes e aquilo não me fez nada.

 

E é verdade que, depois de ter apanhado uma bebedeira aos 15 anos, só voltou a beber aos 40?
Sim. Nessa bebedeira misturei cinco qualidades de álcool.

 

Foi com os Sheiks?
Não, foi na despedida de um amigo que foi para Angola. Felizmente que isso aconteceu, porque até aos 40 e tal anos – apesar de fumar muito – nunca mais bebi. Depois parei de fumar e, como compensação, comecei a apreciar um bom vinho tinto. Mas não bebo bebidas brancas. E mesmo uísque só gosto do de malte, o normal não aprecio.

 

Que relação tem hoje com a noite?
A noite é o melhor que há, seja em casa sozinho a ler, a olhar para ontem, a pensar, ou numa belíssima conversa com um grupo de malta amiga. Mas a noite de rua, hoje em dia, não sei como é, não faço ideia. Deve ter encantos para a malta de agora, como tinha no meu tempo. Talvez seja menos segura, não sei.

 

Via Sol



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Terça-feira, 12.07.11
Letra
Chamava-se Nini
Vestia de organdi
E dançava (dançava)
Dançava só pra mim
Uma dança sem fim
E eu olhava (olhava)

E desde então se lembro o seu olhar
É só pra recordar
Que lá no baile não havia outro igual
E eu ia para o bar
Beber e suspirar
Pensar que tanto amor ainda acabava mal

Batia o coração mais forte que a canção
E eu dançava (dançava)
Sentia uma aflição
Dizer que sim, que não
E eu dançava (dançava)

E desde então se lembro o seu olhar
É só pra recordar
Os quinze anos e o meu primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Toda a ternura que tem o primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Que a vida passa
Mas um homem se recorda sempre assim
Nini dançava só pra mim

E desde então se lembro o seu olhar
É só pra recordar
Os quinze anos e o meu primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Toda a ternura que tem o primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Que a vida passa
Mas um homem se recorda, é sempre assim
Nini dançava só pra mim


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Sexta-feira, 08.07.11
Letra
Todos te querem bem
mas tu não, mas tu não
todos te querem também
mas tu não,mas tu não
eu vou estar aqui, vou estar aqui
para quando tu 
não quiseres ouvir
vou estar aqui, por ti...

Quando não tens ninguém
eu estou cá, eu estou cá
e quero-te também
tu não vês, tu não vês
eu vou estar aqui, vou estar aqui
para quando tu, não quiseres ouvir 
vou estar aqui, por ti

(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém 
que não tem tratado bem

E quando me vejo ao espelho
e pergunto-me
quando é que esse espelho vai sorrir, porque

(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém 
que não tem tratado bem

E quando me vejo ao espelho
e pergunto-me
quando é que esse espelho vai sorrir,

Pra mim, pra mim
e pergunto-me
quando é que esse espelho vai sorrir
para mim

(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém 
que não tem tratado bem
e...

(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém 
que não tem tratado bem

(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro

(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém 
que não tem tratado bem...


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Segunda-feira, 25.04.11

 

 

 

Letra

 

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.

 



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Quarta-feira, 02.03.11

 

Letra

 

Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela ... 
Nem buganvílias vermelhas,
nem vestidinhos de folhos,
nem brincadeiras de guisos,
nas suas mãos apertadas.
Só duas lágrimas grossas,
em duas faces cansadas.
Mãe-Negra tem voz de vento,
voz de silêncio batendo
nas folhas do cajueiro ...
Tem voz de noite, descendo,
de mansinho, pela estrada ... 
Que é feito desses meninos
que gostava de embalar? ... 
Que é feito desses meninos
que ela ajudou a criar? ... 
Quem ouve agora as histórias 
que costumava contar? ... 
Mãe-Negra não sabe nada ... 
Mas ai de quem sabe tudo,
como eu sei tudo 
Mãe-Negra! ... 
Os teus meninos cresceram,
e esqueceram as histórias 
que costumavas contar ... 
Muitos partiram p'ra longe,
quem sabe se hão-de voltar! ... 
Só tu ficaste esperando,
mãos cruzadas no regaço,
bem quieta bem calada. 
É a tua a voz deste vento,
desta saudade descendo,
de mansinho pela estrada.

 



publicado por olhar para o mundo às 08:05 | link do post | comentar


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