Domingo, 13.08.17

 

Letra

 

Ela disse-me ao jantar
Tens o prato pra acabar
A cenoura pra comer
Dos teus olhos vai fazer
Duas estrelas a brilhar

Ela disse meu menino
Tu ainda és pequenino
Mas o tempo corre louco
E todo o empenho é pouco
Pra guiares o teu destino

Ela lê no meu olhar
Ou na minha alma aberta
Não sei bem como consegue
Mas por muito que eu o negue
Minha mãe está sempre certa

Ela disse-me atenção
Vai vestir o teu bluzão
Olha que madrugada
Já faz frio e há geada
E não estamos no Verão

Ela disse tens de ver
O que está a acontecer
Olha que essa rapariga
É muito mais que uma amiga
E nao a queres perder

Ela lê no meu olhar
Ou na minha alma aberta
Não sei bem como consegue
Mas por muito que eu o negue
Minha mãe está sempre certa

 

 



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Letra

 

Conto a conta-gotas o tempo que passa
Vejo o sol lá fora a fazer-me pirraça
Já são quatro e meia está quase na hora

De fechar a loja para dar o fora

Saio para a rua
e no vento morno
sinto o cheiro a pão
saindo do forno

Oiço as sirenes
motores e buzinas
Junto à paragem
conversam as meninas

Sabe-me tão bem sentar na esplanada
A olhar o mundo sem pensar em nada
Espreguiçar um pouco, beber uma cola
Ver a garotada a jogar à bola

Só quero, sentir o sol (sentir o sol)
Sentir o sol

Homens ao telefone metem-se em sarilhos
Queixam-se as mulheres, das mulheres dos filhos
Só os velhos sentados à beira da estrada
Contrastam com os passos da gente apressada

Eu vejo a turva louca
Correndo perdida
Bebendo de um trago do copo da vida
Do meu lugarzinho
Onde o mundo abranda
Onde a pressa some
E a calma é que manda

Sabe-me tão bem sentar na esplanada
A olhar o mundo sem pensar em nada
Espreguiçar um pouco, beber uma cola
Ver a garotada a jogar à bola

Só quero, sentir o sol (sentir o sol)
Sentir o sol

Sentir o sol, sentir o sol (só quero)
Sentir o sol, sentir o sol (jogar à bola)
Sentir o sol, sentir o sol (sentir o sol)
Sentir o sol, sentir o sol

Sabe-me tão bem, sentir o sol!

Sabe-me tão bem sentar na esplanada
A olhar o mundo sem pensar em nada
Espreguiçar um pouco, beber uma cola
Ver a garotada a jogar à bola

Só quero, sentir o sol (sentir o sol)
Sentir o sol

 

Música e Letra: Os Quatro e Meia

 



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Domingo, 25.12.16

 

Letra

 

Original Os Quatro e Meia®

Parado no trânsito infernal da cidade,
Já nem controlo a ansiedade.
A fila onde me encontro, pouco ou nada avança,
Só o relógio não se cansa.

Segunda-feira é o dia da maior confusão,
E os outros dias tal e qual são.
E eu gasto uma hora de casa para o emprego,
No centro do desassossego.

(2x)
Vou trabalhar logo pela manhã,
Mas por este andar,
Só hei-de chegar amanhã.
Vou dar em doido a viver sempre assim,
O dia é tão longo e eu já não respondo por mim.

Sentado ao volante do meu carro, impaciente,
Insulto os outros mentalmente.
Subo o volume ao Rádio para ouvir as notícias,
Sobre manifs e polícias.

Ontem houve confrontos em frente ao parlamento,
E eu penso nisso um momento.
Até mesmo eu já me sinto agressivo,
A cidade engole-me vivo.

(2x)
Vou trabalhar logo pela manhã,
Mas por este andar,
Só hei-de chegar amanhã.
Vou dar em doido a viver sempre assim,
O dia é tão longo e eu já não respondo por mim.

Rap: (Colocar óculos de sol)
Na cidade do Porto,
Já aperta um bocado,
Está o trânsito parado,
Pelo despiste de um pesado.
Há gasóleo derramado,
E é preciso de ter cuidado,
Na saída para o mercado abastecedor.

E a brigada de trânsito,
Pede encarecidamente,
À montanha de gente,
Que queira ver o acidente,
Que controle a sua mente,
E e que educadamente,
Simplesmente, siga em frente, por favor.

E se está na capital do nosso país,
A loucura é a matriz,
Hoje há greve da Carris,
Se viver na aldeia,
Tudo aquilo que sempre quis,
Faça um grande sorriso,
E finja que é feliz.

A segunda fila está na ponte do Pragal,
Na segunda circular é o caos matinal,
Se está a vir da Amadora para a Capital,
Está tudo entupido como o habitual.

(Ohh, ohh)

(2x)
Vou trabalhar logo pela manhã,
Mas por este andar,
Só hei-de chegar amanhã.
Vou dar em doido a viver sempre assim,
O dia é tão longo e eu já não respondo por mim.

 



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Quarta-feira, 20.07.16

 

Letra

 

São as festas da aldeia de S. Simão
Todos se vestem de gala p’rá ocasião
E à saída da igreja, eu vejo a luz!
Tu, no teu vestido branco, de ombros nus.

E a aldeia todo fala, Que despudor!
Não se entra em casa de Deus Senhor!
Esta há-de ir pró inferno e de arder bem
Por mostrar assim os ombros à Virgem Mãe!

E eu só penso que hoje à noite há um baile e vais lá estar
Se tu vens assim prá missa, como sais para dançar?
Ponho água de colónia, fico a cheirar a jasmim
Rezo p’ra que lá na praça te aproximes de mim!

Roda, menina, e solta o teu cabelo ao vento!
Baila, menina, e esquece o mundo ao teu redor!
E eu rodo contigo
E eu bailo contigo!
Quando tu rodas o baile ganha outra cor!

Outro dia se levanta em S. Simão,
Todos vestem roupa nova p’rá procissão
E na fila da direita, longe da cruz,
Vais no teu vestido branco e de ombros nus

E a aldeia toda fala, Que despudor!
Com a vergonha até o santo cai do andor!
O diabo há-de levá-la, há-de arder bem.
Nem que reze mil novenas à Virgem Mãe!

E o que interessa é que hoje à noite vai haver baile outra vez
E eu só quero acompanhar a leveza dos teus pés
Tomo banho, faço a barba e ensopo o cabelo em gel
Vou ficar à tua espera mesmo junto ao carrossel!

 



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Terça-feira, 19.07.16

 

Letra

 

Ergo-me da cama que me aquece, que me prende,
Que me trama se me chama p'ra dormir.
Saio sem demora, já é hora de no escuro
Lá de fora o sol resolver surgir.

E acordo sonolento, rabugento,
Ruminando um lamento por ter de ir trabalhar.
Mas penso positivo e concluo que estar vivo
É motivo mais que bom p'ra me animar.

E então saio de rompante, torno-me mais confiante
Vendo o dia amanhecer.
Escolho o meu melhor sorriso, e aceito o improviso,
Que o meu dia vai trazer.

Aproveito ao segundo, tudo aquilo que este mundo,
Faz p'ra me surpreender.
Levo o dia numa boa, que "p'rá frente é que é Lisboa!
Sinto-me de bem com a vida, seja o que tiver de ser!

 



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Quinta-feira, 21.01.16

 

Letra

 

Adeus que me vou embora
Adeus que me vou embora

Adeus que me embora vou
Adeus que me embora vou

Vou daqui para a minha terra
Vou daqui para a minha terra

que eu desta terra não sou
que eu desta terra não sou

Tenho minha mãe à espera
Tenho minha mãe à espera

Cansada de me esperar
Cansada de me esperar

Naquela encosta da serra
Naquela encosta da serra

Vamos ser dois a chorar
Vamos ser dois a chorar

À espera tenho o meu pai
À espera tenho o meu pai

aos anos que não vejo
aos anos que não vejo

O tempo que vai durar
O tempo que vai durar

O meu abraço, o meu beijo
O meu abraço, o meu beijo

Vim solteiro e vou solteiro
Vim solteiro e vou solteiro

vou livre de corações
vou livre de corações

Se alguém me quiser prender
Se alguém me quiser prender

ja não vou dizer que não
ja não vou dizer que não

Adeus que me vou embora
Adeus que me vou embora

Adeus que me embora vou
Adeus que me embora vou



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Sexta-feira, 09.10.15

 

 

Letra

 

Quando o meu amor embarcou nesse cargueiro
Era tal o nevoeiro
Tantos lenços brancos acenando no cais
Outros tantos mitigando os ais

Quando o meu amor já longe um beijo me mandou
Meu coração vacilou
Foi como se toda a minha alegria
Embarcasse nesse dia

E eu nunca percebi
Por que é que a vida me deixou na mão
De tantas mulheres que há por aí
Arranjei uma com sentido de missão

Ela foi pra guerra
Diz que vai lutar por um mundo melhor
Ela foi pra guerra
E deixou-me aqui a combater pelo nosso amor

Todo o santo dia parto para a guerra
Vou armado até aos dentes
É como se fosse um inferno na terra
De maçãs e serpentes

Ela lá do outro lado do mundo
Às vezes manda um aerograma
Salvar o mundo não custa tanto
Custa é não ter ninguém na cama

 



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Quinta-feira, 08.10.15

 

Letra

 

Mulher De Armas
Carlos Tê / Rui Veloso

O meu amor
Quando se foi
Pela barra desse rio
Disse que vinha
Mas não veio mais
Trocou-me por um navio

Ao meu amor
Não lhe perdôo
Com ele não me ter levado
Sou mulher de armas
Queria ver mundo
Conquistá-lo ao seu lado

Aqui estou eu viúva e orfã
Meu destino é carpir
O dele é nobre
Navega e descobre
E eu nada tenho a descobrir

O meu amor
Onde está ele
Trocou-me por uma quimera
É um mundo de homens
A fazer a guerra
E de mulheres sempre à espera

Ao meu amor
Mando lembranças
Quando sózinha me deito
Queria amar outro
Mas partiram todos
Não ficou nenhum de jeito

Refrão

Meu coração
Como estás tu
Trocado por um convés
Vê minhas armas
Já se calaram
E tu perdeste outra vêz

Quando me lembro
Como tu eras
Mais largo do que esse mar
O amor que tinha
Dei-o à toa
A quem o queria agarrar

Refrão

 



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Quinta-feira, 01.10.15

 

Letra

 

Sigo pela estrada, de surpresa,
De regresso a ti.
Vivo nessa cave de tristeza,
desde que parti.

Tantas horas, tantos dias sem te encontrar.
Já percebo, no horizonte, o teu olha-ar!

Já estou de regresso, amor!
Vim com o vento, estou quase a chegar.

Já estou de regresso, amor!
Vim de longe a correr p'ra te abraçar!

Sigo em frente, que o caminho
é a tua voz que o faz.
Sussurrada, quente, no carinho
que o vento me traz.

Já estou de regresso, amor!
Já estou de regresso, amor!
Vim com o vento, estou quase a chegar.
Abre a janela, amor!
Vê-me, ao longe, a correr p'ra te abraçar!

 



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