Quarta-feira, 19.04.17

 

Letra

 

Guerreiro selvagem vindo da Amazónia
Luta com coragem nesta Babilónia
Respeita as formigas desta colónia
Caímos como árvores nesta cerimónia

Guerreiro selvagem vindo da Amazónia
Luta com coragem nesta Babilónia
Respeita as formigas desta colónia
Caímos como árvores nesta cerimónia

[Mundo Segundo]
Rebanhos cegos vão directos a falecia
Jovens estranhos com egos repletos de amnésia
O respeito morreu, o passado está enterrado
Mas debaixo do chão sempre me senti bem intregado
Militantes da cultura e nunca escravos da moda
Criamos arte com longevidade como a inversão da roda
Vocês arrancam raízes, nós arrancamos escalpes
Asfixiamos ignorantes como o pico dos Alpes
Pioneiros como mineiros em solo desconhecido
Dividimos o ouro da sabedoria pelo povo oprimido
Quantos à sorte perdem o norte seduzidos pela fama
Os vossos padrões são igualados o vosso amor não tem chama
Espeto o cateter com néctar em músicos sem carácter
Nem o meu espírito está tão aberto como o vosso esfincter
Sou independente não pedente para o lado mais rentável
Incorrecto politicamente mas mentalmente saudável
Chamas a isso escrever ?
Obviamente não sabes ler nem triangular a localização da informação
Que estou a fornecer
Cuspo fogo neste jogo como mítico dragão da Invicta
Sentes o calor interior tal como um gravador de fita
Sou gigante e clássico criatura do jurássico
Na rua nunca serás doutorado sem o ensino básico
Respeita a fundação, guerreiros, mestres e arquitectos
Construtores dos palcos onde hoje edificas os teus projectos

Guerreiro selvagem vindo da Amazónia
Luta com coragem nesta Babilónia
Respeita as formigas desta colónia
Caímos como árvores nesta cerimonia (x2)

[Dr. Caligari]
Eu sou [?] passei por 14 de Outubro
Segundo Piso até as margens do Rio Douro
Ouro para mim é o que toca no coração
Fazendo a pele arrepiar, cada classe
Eu faço, lutar flores da lama
Distantes dos bares dos cana
A magica já não me engana mais
Quem não acorda morre sonhando na cama
Com travesseiro de plumas, porem cabeça pesada demais
O terror presente você ausente de tudo
Achando limpo que ta em mundo
Eu não preciso de mudar para agradar todo mundo
Vão ter que aguentar Bio Caligari e Mundo Segundo
No seu fone com fome atrás de poesia
Que te faça ser melhor amanhecer de cada dia
E na escuridão da alma sente a lamparina
Que enfrenta o sardão e não se apaga nessa trilha
Old school como o vinho é sempre melhor
Sem deixar a cultura cair na pior
Mostrando que ainda a tempo para os menor
Que não quer saber estudar e acha sabe tudo de cor
Não vim para ensinar apenas para mostrar o que aprendi
Depois de escutar [?]
Eu cresci com aqueles sons que falavam comigo
Daqueles que parecia que fui eu que escrevi

Guerreiro selvagem vindo da Amazónia
Luta com coragem nesta Babilónia
Respeita as formigas desta colónia
Caímos como árvores nesta cerimonia (x6)

 



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Domingo, 26.03.17

 

Letra

 

E todo este tempo nunca não foi em vão
Sentiste-te levado pela emoção
Mãe eu consegui tantos anos após
Só depende de mim e do poder da minha voz
Levado ao colo, só mesmo pelos meus avós
Eu e este micro chegamos aqui a sós
Esta garganta já deu nós, no sufoco em silencio
O que não tinha em dinheiro é com amor que compenso
Gerações são iludidas pelo culto da imagem
Na escala mais 10 de aspecto menos 20 de mensagem
Coragem, é o que penso quando me olho ao espelho
Um espírito mais forte, só o físico mais velho
Nunca deixei que tendências apagassem referencias
No fundo, só quero distancia de más influencias
Se pensas que sabes tudo, tas enganado
Acabaste de aprender algo que não te tinham ensinado
O teu envio para o espaço, amigo espaço devolve
A solução dos problemas que só o tempo resolve

E todo este tempo nunca foi em vão
Cada queda que dei tirei uma lição
Sentiste-te levado pela emoção
Quando te abri as portas do meu coração (x2)

Pai eu consegui tantos anos após
Só depende de mim e do poder da minha voz
Graças a ti eu vi que o tempo era escasso e veloz
E desde então cruzo a voz como um albatross
Atrás de barras eu sou livre somos faraós
Sofri quedas em sequências como dominos
Vê-mo no frio como lobo a puxar trenós
Reduzi a distancia localizada entre nós
Eu tenho amor para dar, outros tem para vender
Tu viste me a ganhar, só eu me vi a perder
Vamos fazer um brinde a essa cede de vencer
Que nos mantém focados em ser não no ter
Porque a sorte procura-se sucesso no trabalho
Muitos no fundo não revelam no aquilo que valho
A forma como tratas quem não te pode servir
A maior prova de carácter que podes possuir

E todo este tempo nunca foi em vão
Cada queda que dei tirei uma lição
Sentiste-te levado pela emoção
Quando te abri as portas do meu coração (x5)

 



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Terça-feira, 07.03.17

 

Letra

 

[Mundo Segundo]
Eu estou a competir comigo próprio
Não quero saber do lucro do negócio do teu sócio
Há quem abra mais a boca do que o túnel do Marão
Leva esse RAP pulsos cortados para o tanque do tubarão
Minha única certeza é que tenho dúvidas
Do talento das vossas ascensões súbitas
Tiram fotos e dão rúbricas como figuras públicas
Mas o intelecto não se vê como se usassem burqas
MCs tão vazios como loft sem mobília
Eu estou sempre na casa como a foto de família
Meu tom jocoso ligeiramente venenoso
É como uma exame à próstata, deixa-te nervoso
Minha paciência é curta como vestidos da moda
Tens o nariz entupido mas com vestígios de droga
Estás tão fora que já estás além-fronteiras
Aos encontrões como quem rouba carteiras

[Bezegol]
Apostas sempre no cavalo errado
Ainda por cima olhas pró dente quando ele é dado
O teu RAP é inconsciente por isso és frustrado
Pensas que resolves isso a olhar para mim de lado
Ainda tens um torcicolo boy tu tem cuidado
Cara feia paga a conta como o educado
O mel apanha mais moscas deixa lá o vinagre
Tanta ira na cabeça deturpa a verdade, é verdade!

[Mundo Segundo]
Eu estou a competir comigo próprio
Não quero saber do lucro do negócio do teu sócio
Os teus versos são brilhantes como anéis de noivado
Linhas excitantes RAPs de divorciado
Soa estranho vindo de um homem casado
Questiono-me se a tua mulher se tem questionado
És mal formado como quem tem cadeiras em atraso
Estás tão à frente que por favor perdoe-me o atraso
Tá andar de mota como se fosses a Marina
Perdido num oceano de pó na narina, na latrina
Sitio ideal para actuares ao vivo
A diarreia cerebral que tens emitido
Tens lábia em demasia muita falta de peso
Bruxo de fantasia há muito rapper teso
Com carros alugados, vivendas emprestadas
Rendas em atraso, só dá em lendas penhoradas

[Bezegol]
Apostas sempre no cavalo errado
Ainda por cima olhas pró dente quando ele é dado
O teu RAP é inconsciente por isso és frustrado
Penas que resolves isso a olhar para mim de lado
Ainda tens um torcicolo boy tu tem cuidado
Cara feia paga a conta como o educado
O mel apanha mais moscas deixa lá o vinagre
Tanta ira na cabeça deturpa a verdade, é verdade!

[Mundo Segundo]
Eu estou a competir comigo próprio
Não quero saber do lucro do negócio do teu sócio
Rappers vão se avaliando pelas visualizações
Promotores comprando conhecendo o que compões
Tás no controle como uma marca de camisas
Em grande como plafond de 5 VISAS
Só precisas do que sabes mas não sabes o que precisas
Conteúdos nas frases que utilizas
Só dá baladas depois após 12 badaladas
Manadas pagam rodadas às mais rodadas
Porque isto do Hip-Hop tem muito que se lhe diga
Com a vida dos outros que partilhas com a tua amiga
Só dá reis, patrões, controladores
Engraxadores lambedores de cu bajuladores
No fundo vale tudo
A concorrência é desleal
No mundo faz de conta o que conta é o capital

[Bezegol]
Apostas sempre no cavalo errado
Ainda por cima olhas pró dente quando ele é dado
O teu rap é inconsciente por isso és frustrado
Pensas que resolves isso a olhar para mim de lado
Um torcicolo tu tem cuidado
Cara feia paga a conta como educado
O mel apanha mais moscas deixa lá o vinagre
Tanta ira na cabeça deturpa a verdade, é verdade

Apostas sempre no cavalo errado
Ainda por cima olhas pró dente quando ele é dado
O teu rap é inconsciente por isso és frustrado
Pensas que resolves isso a olhar para mim de lado
Um torcicolo tu boy tem cuidado
Cara feia paga a conta como o educado
O mel apanha mais moscas deixa lá o vinagre
Tanta ira na cabeça deturpa a verdade, é verdade

 



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Quarta-feira, 08.02.17

 

Letra

 

Renascendo do meu sonho
Corre o rio sem fim
Que passou por entre as margens
Daquelas várias viagens

[Mundo Segundo]
Vem a Invicta, coração azul e branco
O teu sotaque é único fruto do bruto e franco
Tua mística é sangue azul na veia artística
Sem filtro na linguística maior característica
Quando te vestes de cinza tornas-te fria
E falas-me saudade, solidão e nostalgia
Entre a neblina das 7 da matina
Do topo da colina, ninguém imagina
Como és tão bela, mas nunca adormecida
Tua face é uma tela sem preços jamais vendida
Da Cúpula do Palácio ao Arco D. Luís
Cruzei o Atlântico levei comigo a tua raíz
Essa pronúncia do Norte que em palcos me acompanha
Que à primeira se estranha mas depois
Se entranha, as tuas margens são
A mais inspiração e esse teu cheio inesquecível
Como noites de S. João

Renascendo do meu sonho
Corre o rio sem fim
Que passou entre as margens
Tão diversas mais além
Daquelas várias viagens
Que esse imenso rio tem

[Maze]
Abstracto, casario ribeirinho na neblina
Sentimento intenso do topo da colina
Sotaque serrado gritado à porta do tasco
Escorre néctar divino envelhecido em casco
Grizo que paralisa, pesado como pipas
Por isso visualiza, suor que vem das tripas
Gente invencível e empreendedora e crítica
Na rua rostos rijos de ruga granítica
É humidade aos molhos, morrinha molha tolos
Vida que vem da vinha e alimenta todos
Manhãs gélidas, tardes melancólicas
O cinza pincelado de camélias e magnólias
Paisagens bucólicas de arquitecturas góticas
Óticas de Mira-Douro relatam histórias
De Valdes D'Ouro o meu tesouro duradouro
Até andar violeta para o Prado do Repouso

Renascendo do meu sonho
Corre o rio sem fim
Que passou entre as margens
Tão diversas mais além
Daquelas várias viagens
Que esse imenso rio tem

Renascendo do meu sonho
Corre o rio sem fim
Que passou entre as margens
Tão diversas mais além
Daquelas várias viagens
Que esse imenso rio tem

 



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Letra

 

[Macaia]
Eu não quero saber
O que tens a dizer
Porque a minha vida só eu a posso viver
Eu não quero saber
Do que tens a dizer
Respeito e auto-estima, humildade para vencer

[Mundo Segundo]
Porque o futuro é passado no presente
Está vai para quem sente e não para quem se sente
Somente a espera que o tempo passe como passatempo
Somente quem espera por sustento em modo sonolento
Dinheiro não cai do céu, e o sucesso é relativo
Fiz tantos filhos por amor que a arte casou comigo
Não percebes o que eu digo precisas de um dicionário
O que ouves é tudo igual como um radar lido ao contrario
Nunca precisei de bens para me afirmar no meio
Falas do que não tens porque no fundo só tens receio
Não seres aceite no rodeio dessa panóplia de artistas
Interesseiros, invejosos, cobras e chupistas
Não compro jornalistas, prémios ou Airplay
Não falo do que dizem só falo do que sei
Estou aqui há tanto tempo que nada é novo para mim
Filtro nojento a arte precisa de um transplante de rim
Porque mensagem hoje em dia só de telemóvel
A minha é de paz mesmo sem o prémio Nobel
Saídos do momento para cantar já de seguida
Mas escrevo com sentimento que guardas para toda a vida
Que prevaleça este laço forte que nos une
E se for para subir em que primeiro seja o volume
Neste lago de tubarões vamos juntos em cardume
Sei que posso ganhar menos mas isso já é costume

[Macaia]
Eu não quero saber
O que tens a dizer
Porque a minha vida só eu a posso viver
Eu não quero saber
Do que tens a dizer
Respeito e auto-estima, humildade para vencer

[Mundo Segundo]
Sabes o preço de tudo, mas não o valor de nada
Mil amigos virtuais zero vão a tua casa
Demonstrações de afecto, comentários e imagens alegres
Mas face a face são sempre frios como iceberg
Os teus melhores amigos, sistemas operativos
IOS e Android todos os seus aplicativos
Convidas-me para um jogo
Não para tomar um café
Tudo à distancia de um click
Prefiro passear a pé
Vou aproveitar o sol
E deitar-me até a praia
Sempre grato por ter nascido em Vila Nova de Gaia
Terra de lendas sem legendas o lugar fala por si
Não me fales dos outros aos poucos fala-me de ti
Como o mal da vida alheia toda a gente pode bem
Maior defeito é não reconhecer os defeitos que se tem
Tu duvidas brilhas murais das redes sociais
Sei que te espumas não costumas ver cenas minhas pessoais
Não [?] digitalmente digo-te pessoalmente
O pessoal mente, facadas nas costas, sorrisos na frente
O meu tempo é reduzido são poucos os que confio
Para estar a um passo do abismo apenas preso por um fio
Avalio a sangue frio as etapas do processo
Porque muitos só te querem bem enquanto não tens sucesso
E outros só te querem pela efémera fama e os bens
Para sugarem até ao tutano tudo que tu tens

[Macaia]
Eu não quero saber
O que tens a dizer
Porque a minha vida só eu a posso viver
Eu não quero saber
Do que tens a dizer
Respeito e auto-estima humildade para vencer

Eu não quero saber
O que tens a dizer
Porque a minha vida só eu a posso viver
Eu não quero saber
Do que tens a dizer
Respeito e auto-estima humildade para vencer

 



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Quinta-feira, 02.02.17

 

Letra

 

Tu já sabias que eu ia vencer
Só não sabias quando é que ia ser

[João Pequeno]
O impossível, torna-se possível
Quando tu partes tu sobes esse nível
O invisível, torna-se visível
Quando tu acalças esse nível

[Mundo Segundo]
Nada se faz sem paz, amor, suor ou dedicação
Comecei lá atrás, alias sem sistema de som
Com as costas largas devido ao peso da historia que carrego
Dei trabalho a muitos nestas frases profundas que emprego
Sou transparente miscível como agua nas Maldivas
Não tou cego, não cultivo o ego que me divas
Aqui barras estão em cima, sessões de hipertrofia
Interiormente somos diferentes faz radiografia
Deixo sempre boa impressão como serigrafia
Uso a verdade como taboo como pornografia
Máxima do dia, respeita para seres respeitado
Queres que respeite o presente sem respeitares o passado
Tu, deves estar passado devias ser internado
Choras sobre o leite derramado
Depois do caldo tar entornado
Querias me ver reformado é melhor esperares sentado
Eu amo tanto o que faço que é impossível não seres tocado

Tu já sabias que eu ia vencer
Só não sabias quando é que ia ser

[João Pequeno]
Não subestimes o puto que ta na plateia
Pra o resto que um dia destes ele cresce
E o seu RAP aparece
Lá fora há muitas razões para comprar um ingresso
E aquilo que os outros se interessam
É aquilo que eu não me interesso
E do que eu tenho a dizer
É que procuro ser honesto
E por isso que o meu RAP soa diferente do resto
E aquilo que tens a dizer soa-te a miss universo
Por isso é que o teu RAP ta no sentido inverso
Dá uma olhada em geral
O RAP é tipo [?]
E todos olham para a frente e o que interessa ta no verso
O que interessa ta no verso não nas teorias do Cap, do Swag
Do Rap Fat, do Underground e do resto
RAP sempre deu muitas voltas
Por falar em Mestre nem todos dicam agora
Até ouvirem o resto, todos dizem adoro até que dizem detesto

Tu já sabias que eu ia vencer
Só não sabias quando é que ia ser

 

MÚSICA:
Instrumental: João Pequeno
Letra: João Pequeno e Mundo Segundo

 



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Quarta-feira, 06.07.16

 

Letra

 

[Sam The Kid]
Quando a vida ficar vazia, faz ela virar poesia
O passado passou 'pa trás, o teu prazo passou num dia
O fracasso tá ali na porta, quase dormiu na merda
Ele passa uma vida morta, e abraça com o fim da meta
É o massacre que só humilha, cansado que o sol não brilha
Arrasado e ele só dormia a pensar abraçar a filha
E os homens levam os meus tropas, boy, na zona é só desfalques
Paka limpa só funciona noutros palcos
Gravatas invisiveis não querem mais milionários
E tornam impossíveis cenários imaginários
Mas não tiram minha mística, sou atração turística
Desmistifico quem pensa que em bairros só há marginais, todos iguais
Por mais que inoves a tua scene, é ser da mesma escória
E putos trazem uma visão nova para a mesma história
Pais falidos fazem mais bandidos
Quem patrocina agora a casa é o filho de pais maridos
Um gajo na boa vem Ramona, agentes "fine" ahh
Na estrada, a gente espalha a zona, a gente "shine" ahh
A judiciária que espreita por 'tar na área
Suspeita a missão diária para ver toda a nossa área desfeita
Novas doutrinas, que alteram rotinas à procura de vidas londrinas
Um boy obrigado a ter de emigrar e o bairro [?]
Onde eu gravo o meu vídeo, agrado o passado p'ra no futuro ser lembrado
Esse é o meu fado

[2x Refrão: Sam The Kid]
Também faz parte
Pensei num péssimo e disse inicio
O caminho estará na pressa ou começa no sacrifício
Em cada fim há um ínicio, em cada ínicio uma história
É hipótese duma nova trajetória, porque a glória
Também faz parte

[Mundo Segundo]
Também vim do bairro mas não do bloco, eu cresci na ilha
Onde a misério aponta o foco mas onde há fome há partilha
Onde um prato dá para quatro, um quarto p'ra familia inteira
Duas camas, berço, terço na mesa de cabeceira
Um ordenado, uma pensão, rendimento de inserção
Uma criança como um dom num castelo de papelão
Um futuro que não sorri numa bela face trancada como
Um livro que não li com informação que faltava
Mas não deixei de ser eu, fui do breu ao apogeu
Fui do meu pequeno quarto aos palcos do coliseu
Tudo faz parte, eu luto. Dizem que a vida é prostituta
Mas apaixonei-me por ela a ver se a relação resulta
Num certo ponto de vista, podem me chamar masoquista
Mas não sou apologista de vitórias sem conquista
Tenho sonhos numa lista, mais uma linha que se risca
Na verdade só se despista aquele que se faz à pista
Porque eu corro por desporto mas não me alimento de vento
Fiz muito trabalho à borla, respeita o meu orçamento
Direto sem ornamento, não político de parlamento
Lamento não minto em detrimento que sinto por dentro
Do ventre até ao jazigo, imperfeito assim prossigo
Se partir, digam ao mundo "fechei a página deste livro"
Em cada fim há um ínicio, em cada ínicio uma história
É hipótese duma nova trajetória, porque a glória

[2 x Refrão: Sam The Kid]
Também faz parte
Pensei num péssimo e disse inicio
O caminho estará na pressa ou começa no sacrifício
Em cada fim há um ínicio, em cada ínicio uma história
É hipótese duma nova trajetória, porque a glória

Também faz parte
Também faz parte
Também faz parte
Também faz parte

Também faz parte

 



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Domingo, 21.02.16

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



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Letra

 

Não me arrependo de nada que vivi
Venho do tempo em que muito disto não estava aqui
Eu vi como a cultura evoluiu
Também assisti quando parte dela ruiu

Não existiam Dvd's, só vinil e cassete
Não existiam telemóveis, Mp3 ou internet
Só uma estação de rádio passava verdadeiro Hip Hop
Duas horas colado à energia com o marinho a dar-lhe forte
No porto os murais virgens recebiam os primeiros traços
Sou da escola de b-boys que na rua deram os primeiros passos
Do tempo *** revistas, para ler as notícias
Da cultura além fronteiras, grandes corridas de seguritas
Das mixtapes míticas cozinhadas no segundo
Das tardes de calor e das tertúlias de fumo
Do tempo que era tradição fumarmos à marroquina
Não deita fora, aguenta até uma volta inteira estar cumprida
Das festas até às 6, madrugadas à porta da fábrica de pastéis
Ou no tropical cheios como reis
Ouvidos a zumbir de tantos decibéis
Dormir de barriga cheia não era das opções mais saudáveis

Formatura na escola dos concertos à borla
Dos tempos em que jogávamos à bola no campo e não no comando da consola
Do 48k ao Commodore 64
Eu vim do Jurassico Spectrum ao clássico Mac Pentium 4
Incendiário de Mpc's, a primeira durou-me 3
Anos após faleceu, adormeceu e apagou-se de vez
Percorri a velha escola, do analógico ao digital
Comprovo coleções de vinis com a minha impressão digital
Eu vi do mais trivial ao mais intelectual
E muitos coletivos acabarem no individual
Vivi na cidade da música, toda a gente se conhecia
Mas a vizinhança foi crescendo e dissolvendo a sintonia
Venho da periferia onde começa sempre o dia
Conversas de bairro e política e futebol na barbearia
No café mulheres vendem o corpo em troca do pequeno almoço
Observava enquanto crescia o peso que acaba no dorso

Muitos manos ainda conservam a escola anterior
Humildade e unidade com trabalho a nível superior
Estamos aqui para o que for, na alegria e na dor
Quantas condições pessoais frente ao condensador
Quantos quilômetros de ansiedade e passagens em portagens
Do tempo em que o que ganhávamos nem chegava para as viagens
De putos sonhadores a humildes senhores
Viajando de terra em terra semeando valores
Manos senti-me completo por dentro por cada mensagem recebida
Manos, a vossa música ajudou-me numa etapa da vida
Passo o dia a ouvir-vos no Mp3
Conheço de cor as letras de todos vocês
Obrigado a todos que apoiam e mantêm a chama acesa
Desejo-vos um teto, saúde e sucesso, comida na mesa
Vivemos tempos difíceis, mas a hora é de mudança
Precisam-se de homens e mulheres com substância

Pertenço aos 70 de 1900
Beatbox de fundo, sem fundos para instrumentos
Não percebem, porque não passaram por isso

 



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Terça-feira, 16.02.16

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



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Terça-feira, 29.12.15

 

Letra

 

Quantos homens cresceram com o que fazemos?
Reza a lenda 4400!
Nova gaia, respeito pela nossa gente,
Nova escola, velha escola, melhor escola de sempre, sente!

Quantos homens cresceram com o que fazemos?
Reza a lenda 4400!
Nova gaia, respeito pela nossa gente,
Nova escola, velha escola, melhor escola de sempre!

Minha presença é marcante, neste zoo sou elefante
Parabéns, ganhou um prémio: Milésimo visitante!
Manos têm bolas, mas são de malabarismo,
Escrevo à cara podre: Raramente eufemismo!
Puro vandalismo dissecando instrumentais,
Tu curtes mais sinfonias de orgãos genitais

Notas preferes menores como líderes paroquiais
Tudo ao molho e fé em Deus como artigos judiciais.
Divido os amigos por estratos sociais,
Eu estou noutra causa: Natal dos hospitais.
Continuamos amenos nesse top mais
Sempre fortes e serenos com fome de animais.
Por favor não regues mais, eu nem trouxe galochas
És um fraude teso, nem massa para talochas
Cara p de acende tochas, brevemente a partir rochas
Eu sei que tu não mochas, debochas

(Clap your hands everybody, if you got what it takes)
Mundo segundo!
(Clap your hands everybody, if you got what it takes)
D-e-a-u!
(Clap your hands everybody, if you got what it takes)
Bate palmas! (tu!) bate pala! (tu!) bate palmas!

Na minha altura primos não se armavam em gangster
Cuspiam cru e duro, árduo tipo gangstarr (skills)
Esta é a história do rap antes dos meninos sem talento inventarem o swag
Mentira é como o messi, perna curta, finta a maioria
Mas a verdade é como o ronaldo, vem sempre ao de cima
Inveja é a maior prova do sucesso
Que combina a vegetação dos que não são como nós
Com ambição de vir a ser um dia

A estadia aqui é curta, eu quero duas coisas
Não foder quem me ama e amar-te quando tu me fodas.
Escuta o boom-bap da marcha dos bombos,
Pergunta agora a quem tu segues por quem nós somos
Na terra onde não se dorme inspiramos sonhos
Os nossos joelhos não tremem muito presos aos ombros
Fazemos intervenção divina com força humana
A nossa perfeição é a prova que Deus se engana!

Teu estilo de mc: Levanta-te e ri
Sonho um dia vir a fazer um dueto com a fanny
Eu não tenho segredos, não, não estive na casa
Tens o ego tão em cima, podias trabalhar pá nasa
Macaco de imitação, pareces um papagaio
Esse concerto não bate nem numa sala de ensaio
Parto como o raio, eu não vaio eu subtraio,
Pela porta da frente calmamente eu saio

A tua cruz é pesada como a do carlos,
E ao contrário da edp eu vim pra dar luz
Pisar uns calos, dar uns estalos
De luva branca na branca desses chavalos
Ao guna beto e ao beto que quer ser guna
Prisão de mente e de ventre não sai merda nenhuma
Tenho barras de proteína, contens fibra da mais pura
Com esse feitio, diz-me, quem é que te atura?!

 



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Letra

 

Quantos anos passaram? Quantos manos partiram?
Quantas relações findaram? Quantas portas se
Abriram? Quantas noites em branco?
Quantos dias sem encanto?
Quantas vezes fui franco depositando
Emoções no teu banco?
Quantas vezes sorriste triste, solitário e cabisbaixo?
A 220 em pleno despiste capotando encosta abaixo
Neste mundo eu não me encaixo
Pensavas para ti próprio
Metade de mim inspira amor a outra metade só atrai ódio!
É óbvio que um homem erra ele não nasceu perfeito
Com defeito de fabrico no fabrico do lado esquerdo do peito
O meu maior defeito? A minha maior virtude
Mudo a tempo de vida antes que a própria vida como
Tempo me mude
A verdade não ilude
Procuro que ela me ajude
Uma mente coerente e' nascente fluente
Da fonte da juventude
Dei tudo o que tinha mas não sabia ao que vinha
Como uma criança que caminha na escuridão do vale sozinha
Só minha tristeza que carrego em peso nos ombros
Perdi toda urna família, a inocência soterrada nos escombros
Somos tontos quando pensamos que só acontece aos outros
Loucos quando nos roubam a vida aos poucos,poucos, poucos

Tu vive e sente te livre, a vontade é um poder enorme
Não deixes que o medo te transforme
Não deixes que a malícia te transtorne
Não deixes que o mínimo te conforme
Enquanto o tempo se consome
Porque o homem besta não dorme semeando miséria e fome
32 Primaveras nas ruas amizades sinceras, meu puto
É um mundo de feras e da realidade não dá para tirar férias
Faço sérias abordagens em prol do bem comum
Putos querem saber quem e o maior? Que se foda o número 1
A vida não é um concurso ou uma corrida em pista coberta
Valorizo mais a procura que o número astronómico da oferta
A minha historia é bem concreta debaixo de chuva a procura de uma aberta
Vi uma porta entreaberta que me levou à direcção certa
Incerta a vida que levo, não desminto nem o nego
Como poderia ser assim tão cego, impávido ou incrédulo?
Estas ferramentas que envergo cabe a mim dar lhes um bom fim
E então que seja assim, que seja assim

Nesta batalha da vida perdi algumas rondas passei
Algumas iombas, dias curtos noites longas
Vi corações partidos, amigos mal agradecidos
Comentários fingidos, judas em varias tribos
Julgas que não tenho ouvidos porque adormeço os sentidos
Porque adormeço os sentidos?
Pela dor dos que já não estão vivos
É raro sair do estúdio poucos são os que me veem na rua
Porque a má vida acima de tudo, não avança só recua
Atenua um futuro risonho, assassinato do sonho
Do que sou não me envergonho
Quando escrevo não pressuponho
A minha maior vaidade foram os amigos que fiz
O criar da minha raiz é tudo o que preciso para ser feliz
Diz o que quiseres, o mal que puderes
Mas lembra-te que vem o dobro de tudo aquilo que tu deres
Vive com integridade com paixão e humildade
Em pleno sereno como um pôr do sol ao fim de tarde

 



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Terça-feira, 14.07.15

 

 

Letra

 

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Terça-feira, 28.04.15

 

 

Letra

 

[STK]
Tagarelas, cobardolas!
Só balelas, só artolas!
Gaia, Chelas,Tu controlas!

TU NÃO SABES!

[Mundo] [2X]
Aquilo que tu procuras encontras aqui
Do 2º até ao 7º da zona I
Esse ódio voluntário que vês por aí
Não garante o meu salário, esse eu mereci

[Mundo]
Este mundo é como um dilúvio de lava sobre o vesúvio
Derrame causa distúrbio, narra-me do teu estúdio
Ferrenho como o serrão, tu limpa o ranho meu chorão
Mais um ganho no ganha pão, sou um estranho na multidão
Então, disfuncional é quem diz funcional
Queimou o disco no final, risco na fossa nasal
Estamos contra a corrente e não na corrente do contra
Muito contraproducente, produzo sempre em velocidade de ponta
Dealemático,este não é ciático
Débil descansa, avança em piloto automático
Cresco de forma selvagem como mato no quintal
Aparelhagem e tal, também mato no quintal
Não são os santos do vitral, da igreja paroquial
Nem vimos meter no coro, abolimos o canto coral
Espiritual é o que me guia, não o guia espiritual
Mas este mundo até guia enquanto houver gota e pedal
Cabedal sem igual, antes que o verniz estale
Dei tempo ao tempo, daí a intempérie temperamental
Temporal na tua tempora imortal, na vocal sou imortal
Um portal para o espaço sideral
Tu não fales mal nem aí vês projeto fantasma
Nem com 52 polegadas de plasma
Tu não fales mal nem aí vês projeto fantasma
Nem com 52 polegadas de plasma

[Mundo] [2X]
Aquilo que tu procuras encontras aqui
Do 2º até ao 7º da zona I
Esse ódio voluntário que vês por aí
Não garante o meu salário, esse eu mereci

[STK]
Este puto não tem mistérios pa boémios e falatórios
Galdérios querem ser génios com prémios e ser notorious
Querem Prémios e férias com critérios contraditórios
Ficam histéricos e eu com nem sei se têm um pénis ou um clitóris
Boatos do meu status, vindos de homens e gaiatos
Pior que cotas e beatos, deviam é fazer teatros
Queriam hobbies e debates, têm fome e são ingratos
Falam de cobras e lagartos e eu tou no brasil em quartos
Pra quem tá de fora pensa que ele ignora atritos
Enquanto o ódio explora a forma que ele devora beats
E embora só critiques o puto sobe a piques
O rap chora, não há real que sobra, agora é so pakiko's
Um gajo é magico e não traz varinhas
Inveja causa a abordagem pra ver como é que cozinhas
Faz a contagem das linhas, vê o contágio nas espinhas
Só ladroagem porque as páginas são plágio das minhas
Mas eu sou masoquista e tou á arte do que os outros escrevem
Porque uns querem sons que batam, eu quero sons que levem
Na hora em que eu cuspir na atmosfera onde mora a inspiração
Pa inspirar quem me inspira é o que eu espero agora
Por isso nem compitas quando brilhas só com pitas
Quando nota-se que tu não meditas no que tu me ditas
E eu dou voz a garinas, avós e varinas
É tão saudosa, o povo goza com a prosa que urinas
É garantia para a derrota só te resta propor
Uma parceria mas eu noto ao longe a inveja ou fulgor
Modéstia no coro, mas a impressão que deixa é rancor
Por seres da mesma geração não quer dizer que és da cor
A malta já ta farta, para antes que alguém te parta a cara
Vai chorar pa ser mais um a chibar na 4ª vara
Com histórias difamatórias
Injúrias e paranóias que ele incorpora para eu tar a mercê
E faz chamadas anónimas com ódio
Mas não para o meu relógio nas horas em que eu namoro a mpc
Por isso tás a "vontê"

[Mundo] [2X]
Aquilo que tu procuras encontras aqui
Do 2º até ao 7º da zona I
Esse ódio voluntário que vês por aí
Não garante o meu salário, esse eu mereci

[STK]
Tagarelas, cobardolas!
Só balelas, só artolas!
Gaia, Chelas,Tu controlas!

TU NÃO SABES!

 



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Quinta-feira, 12.02.15

 

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



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Terça-feira, 14.10.14

 

Letra

 

Porque é que já não há festas como antigamente,
Gajos a arriscar a pele pelo movimento
Porque a grande maioria, sempre viveu sentado
É mais fácil ficar em casa à espera de ser contratado
Caros conformados a minha missão terminou
Uma década de noites, pra mim o tasco já fechou
Por enquanto! Manos têm que ser autónomos
E colocar o problema em causa a eles próprios
Se fazes parte da cultura, desempenha o teu papel
Dá o teu contributo e mantém-te fiel
Não desperdices tempo com ideias negativas,
Organiza o pormenor vais ver que te optimizas
Concretizas, porque o sonho comanda a vida
Isto é mais que um provérbio é o encontrar da saída
Neste labirinto existencial
Onde o homem vive atormentado, rodeado pelas forças do malSe te dizes parte da cultura, desempenha o teu papel
Dá o teu contributo e mantém-te fiel
Mantém-te fiel, mantém-te fiel
Dá o teu contributo e desempenha o teu papel! (x2)Eu vivo inspirado pelas forças do bem
Nesta sociedade de injustiça, terra de ninguém
Na palma da tua mão reside o futuro
Ser escravo da inércia o diamante que brilha no escuro
Nos dias que correm há muito jovem imaturo
Que arrisca a liberdade em vão só pra provar que é duro
Mas a dureza só revela fraqueza, medo falta de inteligência numa destreza
Tenho obras, projectos, abstractos concretos
Direitos de autor para filhos e netos
Manifestos, protestos, desabafos em versos, liricamente ilustro processos
Dos mais adversos, aos com ascendência relevante
Cada concerto pra mim é sempre o mais importante
Muitos Mc's pegam no microfone
Mas é raro o que dá o litro e é isso que me consome
São chamas que embolem a flora da cultura
Chibos e má língua, a vergonha da rua
Purifico, desinfecto, sem presidir dou o veto
Manos dizem que vimos tarde mas sempre no tempo certo
Transbordo entre batidas como estações de metro
Dos mais versáteis que já escutaste quando interpreto
Tenho muito amor pra dar meu puto, não tenho ódio
Esta saga continua até o próximo episodioSe te dizes parte da cultura, desempenha o teu papel
Dá o teu contributo e mantém-te fiel
Mantém-te fiel, mantém-te fiel
Dá o teu contributo e desempenha o teu papel! (x2)
 

 



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Segunda-feira, 26.05.14

 

Letra

 

Já vejo um raio de luz, o sol acorda cedo
e a cidade conduz cada um ao seu emprego
e eu continuo aqui só no meu mundo

 

 

"A todo o criador, solitário que produz
horas a fio fechado sem ver a luz
na cave na garagem ou nos anexos,
vocês são a inspiração para todos estes versos
desde 93 entre rimas e batidas
repetições de amostras cortadas ou mais compridas
rodeado de velhos vinis, cd's sem caixa
fui viajando sempre de faixa a trás de faixa
na procura do segmento que melhor se encaixa
obtinha graves incríveis com a ressonância baixa
no inicio, tudo era artesanal
não havia sequenciadores era em tempo real
o mano ace introduziu a primeira caixa de ritmos
com o metronomo, e drum kits potentissimos
tinha um sample da casio com 5 segundos de memória
com o prato em 45 obtia o dobro da amostra
desde então, treinava intensamente todo o dia
mal acordava muitas vezes nem dormia
minha mãe dizia mundo isso faz-te mal
descansar o corpo é um bem essencial
estava branco pálido, corvado como um inválido
entre o trabalho e a escola a musica dizia-me algo
um par de anos mais tarde o primeiro processador
saí do mundo a preto e branco, para um universo de cor

Já vejo um raio de luz, o sol acorda cedo
e a cidade conduz cada um ao seu emprego
e eu continuo aqui só no meu mundo

fast tracker 2,
primeira plataforma que eu usei
milhares de produções ao certo quantas eu nem sei
nasceu então o velho expresso submundo
gravado numa noite em directo no velho 2º
microfone de conto para 4 dj guze está no prato
num grundig que o palhas nos tinha emprestado
tudo era recitado, num gravador de cassetes
se a agulha saltasse, repetia-se de novo os rap's
vice-versa, nada era montado peça a peça
tinha que arranjar maneira de editar
por pistas bem de pressa
tornou-se possível 4 anos mais tarde
comprei um multi pistas no sinistro médio grave
2000, a mpc akg em condições
mais qualidade possibilidade de equalizações
um processamento de efeitos
tudo isso para mim eram novos conceitos
o entusiasmo crescia, o primeiro assalto viu a luz do dia
informação ao nucleo, roka forte, reflexologia
em 2003 dealema saía maduro como vinho da terra que nos influencia
5.000 e tal noites noites de fumo em resumo
10 vezes mais em batidas que justificam o meu turno
sangue suor e sacrifício, alimentando o vicio
o meu bilhete de identidade nesta arte é vitalício !"

 

JJá vejo um raio de luz, o sol acorda cedo
e a cidade conduz cada um ao seu emprego
e eu continuo aqui só no meu mundo




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Quinta-feira, 22.05.14

 

 

Letra

 

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Quarta-feira, 02.01.13

 

 

Letra

 

E o mundo segundo, meu padrinho primeiro 
Pai electricista, mãe empregada de limpeza 
O amor não me faltava, comida abundava na mesa 
Mas nunca tive consolas, telemóveis, computadores, 
E só quando me tornei maior de idade uma televisão a cores 
Mas quando entrei na escola, já lia e escrevia 
Já tinha a perfeita noção do quanto a mais o pai bebia 
Seria a doença da mãe que interiormente o afectava 
Ou da sua dura infância que vezes sem conta retratava 
Fui educado a respeitar as pessoas muito para alem dos seus bens 
Na vida o que importa é quem tu és, e não aquilo que tu tens 
Já fui refém de relações mas isso para mim acabou 
Pois sinto me bem com quem estou, e com a pessoa que eu sou 
A cima de tudo a palavra foi ela que me trouxe ate aqui 
Foca te naquilo que tu vês e não aquilo que dizem por ai 

(refrao) 
Corrida contra o tempo, não há tempo a perder 
Nos temos de crescer, fazer acontecer 
Fazer acontecer, temos de crescer 
Não há tempo a perder na corrida contra o tempo 

Por mais amigos que tenha, sinto me sempre sozinho 
O pai partiu e a mãe também algures a meio do caminho 
Mudei quatro vezes de ninho, com a mobília as costas 
Na montanha russa da vida, desci múltiplas encostas 
Perdi varias apostas, ganhei mais experiência 
E recebi o dobro do que ofereci através desta ciência 
Muitos manos fodem a musica, não têm respeito por ela 
Bela e inocente, nas vossas mãos virou cadela 
Reles, desumana como um casaco de peles, 
Que te aquece por fora mas por dentro faz com que congeles 
Reveles, o pior de ti, querias esmola e extravagancia 
Mas eu era um homem simples apenas rico em substancia 
Não tem importância, sigo em frente, a vida continua 
E por muitas voltas que dê, volto sempre a mesma rua 
Para mim sonhar alto é estar a altura do nível do palco 
E caminhar para alem dos 100 nesta velha estrada de asfalto



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Domingo, 15.07.12

 

Letra

 

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Sábado, 14.07.12

 

 

Letra

 

Refrão 2x


Era uma vez um grupo de amigos
Alguns dos quais já nem se encontram vivos
Desconhecidos do mundo em geral
Em mim desempenharam um papel principal

 

Era uma vez um grupo de amigos
Dos quais alguns já nem se encontram vivos
Éramos miúdos sonhadores,
Insurrectos mas com valores
Alguns formaram-se doutores, advogados e professores
Uns quantos jogadores e alguns independentes
Agarrados a esta vida com unhas e dentes
Amanhã o sol infelizmente não nasce para toda a gente
Diz-me a morte sem face com a sua foice imponente
Tu eras só um adolescente quando nos deixaste
Perguntei-me vezes sem conta por que razão saltaste
Seria a depressão das drogas ou drama da família
O Rui maluco antes do suicídio tinha o vício de ler a bíblia
Grande Carlitos, o crânio, ninguém preenche o seu vazio
No dia que fez 18 apareceu morto a boiar no rio
O Vilela da viela levou os pais à ruína
Primeira droga que experimentou, aos 14, foi a heroína.

 

Refrão

 

Mano Ibrahim o teu sorriso ficará para sempre
A boa disposição contagiava toda a gente
Noites belas, aquelas, em que soprávamos velas
Às vezes fecho os olhos, consigo imaginar-me nelas
Vivo no mundo daqueles que partilham uma experiência
Da dor vivida no interior duma sala de urgência
Mas mesmo assim num desisti ou baixei os braços
Chorei e ri, frente a frente, a derrotas e fracassos
Esvaziei uns quantos maços para matar a ansiedade
Mas o fumo ainda era pior porque me matava de verdade
Manos que cumprem pena, visualizem-se nesta rima
Quando saírem: moral, cabeça pra cima
O mundo dá oportunidades, cá fora à vossa espera
Mas nem tudo são rosas, realidade sabe ser severa
Para todos os que estão perdidos, sem rumo ou direcção:
Pensam naquilo que foram, comparem com o são.

 

Refrão

 

Ontem éramos uns putos e jogávamos à bola,
Fumávamos às escondidas nas traseiras da escola
Viajávamos à borla, quantas fugas ao pica?
Corríamos a pé todas as ruas da cidade invicta
Uns cestos nas Camélias, o skate em Matosas,
Carrinhos de rolamentos, velocidades furiosas
Nada de drogas, só pura adrenalina
Por vezes um pouco de álcool, misturado com nicotina
O tempo foi passando e já não nos vemos tanto
Eu recordo (??) cada um pra seu canto
Tanto tempo após, pós estandarte da geração
Em memória de todos aqueles que já partiram
Nada se perde, manos, e tudo se transforma
E a batalha é infinita para quem não se conforma
Desejo-te uma vida longa, saúde e sucesso
Tu sê feliz, mano é tudo o que eu te peço.



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