Sábado, 19.02.11

 

 

Letra
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade 

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena 

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade 

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena 

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade 

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

 

 



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Sexta-feira, 18.02.11

 

 

Letra
 
A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada à covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação

 

 



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Quinta-feira, 17.02.11

 

 

Letra
Que amor nao me engana
Com a sua brandura
Se da antiga chama
Mal vive a amargura
Duma mancha negra
Duma pedra fria
Que amor nao se entrega
Na noite vazia?
E as vozes embarcam
Num silêncio aflito
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito
Muito à flor das àguas
Noite marinheira

Vem devagarinho
Para a minha beira
Em novas coutadas
Junta de uma hera
Nascem flores vermelhas
Pela Primavera
Assim tu souberas
Irma cotovia
Dizer-me se esperas
Pelo nascer do dia

 



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Letra

 

Encontrei-me no deserto
Fui tão longe e tu aqui tão perto
Conto as horas para te dizer
Que de repente fiquei tão diferente
Mudo, Mudo, Mudo.

Digo nada sei de tudo
Sou como o tempo eu
Mudo, mudo, mudo
Experimento as palavras levas
O vento eu
Mudo, mudo, mudo

Dei a volta
devagar vi o mundo
E não saí do lugar
Tenho de agir
E deixar de pensar
Que há mistério
Que é tudo tão sério
Mudo, mudo, mudo

Digo nada sei de tudo
Sou como o tempo eu
Mudo, mudo, mudo
Experimento as palavras levas
O vento eu
Mudo, mudo, mudo
(2X)

 

 

 



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Letra

I'd like to show you my world
For you to see how I feel
And I hope that someday
Oh you understand, yes you understand

To change your point of view
Walk a mile in my shoes
And what will you do when it's over?

So I hope that one day
You'll meet me half way
With simple words we say
Our pain could be gone

I'm waiting... debating
Tryin' ta find a way to get things through to you
So come on won't you understand

I'm waiting... debating
Keep tryin' ta find a way for us both to agree.. yeah
The one thing we can't deny
Is that life has no guarantees

Help me to dry your eyes

With simple words we say
Our pain could be gone

 

 



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Quarta-feira, 16.02.11

 

 

Letra
Olha o sol que vai nascendo 
Anda ver o mar 
Os meninos vão correndo 
Ver o sol chegar 

Menino sem condição 
Irmão de todos os nus 
Tira os olhos do chão 
Vem ver a luz 

Menino do mal trajar 
Um novo dia lá vem 
Só quem souber cantar 
Vira também 

Negro bairro negro 
Bairro negro 
Onde não há pão 
Não há sossego 

Menino pobre o teu lar 
Queira ou não queira o papão 
Há-de um dia cantar 
Esta canção 

Olha o sol que vai nascendo 
Anda ver o mar 
Os meninos vão correndo 
Ver o sol chegar 

Se até da gosto cantar 
Se toda a terra sorri 
Quem te não há-de amar 
Menino a ti 

Se não é fúria a razão 
Se toda a gente quiser 
Um dia hás-de aprender 
Haja o que houver 

Negro bairro negro 
Bairro negro 
Onde não há pão 
Não há sossego 

Menino pobre o teu lar 
Queira ou não queira o papão 
Há-de um dia cantar 
Esta canção

 

 



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Letra

 

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um "passou bem"

 

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar, despedir
Ainda se ficam a rir

 

Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir encontrar mais força para lutar

 

Mais força para lutar
Mais força para lutar
Mais força para lutar

 

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

 

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir

 

Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar, enganar
O povo que acreditou

 

Conseguir encontrar mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Mais força para lutar

 

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

 

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

 

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a...

 

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Dê-me um pouco de atenção

 



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Letra

 

Vieste comigo

nesse jeito pós-moderno

de não querer saber nada

de não fazer perguntas

essa pose cansada

tão despida de emoção

de quem já viu tudo

e tudo é uma imensa

repetição

 

não fosse a minha competência para amar

e nunca teriamos acontecido

num mundo de competências

e técnicas de ponta

a dádiva da fala

quase já não conta

 

depois quase ias embora

desse modo

evanescente

não soubesse eu ver-te

tão transparente

e teria sido apenas

o encontro acidental

uma simples vertigem

dum desporto radical

 

não fosse a minha competência para amar

e nunca teriamos acontecido

num mundo de competências

e técnicas de ponta

a dádiva da fala

quase já não conta

 

 



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Letra
Sim, eu sei do que falo
Sim, eu vivo ao lado

Nem tudo o que passa por mim
Tem cheiro de cor
Nem tudo o que passa por mim
Tem sempre sabor

E é sem cor
É sem cor que eu finjo
Que não existo
Sem cor

É sem cor que eu finjo

 



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Letra
Vem conversar
Eu pago as imperiais e os cafés
Estou a precisar de atenção
Tenho dado tantas voltas voltas
Perto de cair
Tenho de abrir

Este convite fica aqui 
Às voltas no ar
Este convite fica aqui,
Se acaso aí chegar

Podes não ter tempo ou disposição
Podes até não estar por cá

Ouvi dizer que tu também não andas na maior
Talvez nos faça bem arejar
Não vamos ser piegas nem trocar a dor
Somos os peões, 
Somos campeões.

 



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Terça-feira, 15.02.11

 

Letra
Aldeia da Meia Praia
Ali mesmo ao pé de Lagos
Vou fazer-te uma cantiga
Da melhor que sei e faço

De Montegordo vieram
Alguns por seu próprio pé
Um chegou de bicicleta
Outro foi de marcha à ré

Quando os teus olhos tropeçam
No voo de uma gaivota
Em vez de peixe vê peças de oiro
Caindo na lota

Quem aqui vier morar
Não traga mesa nem cama
Com sete palmos de terra
Se constrói uma cabana

Tu trabalhas todo o ano
Na lota deixam-te nudo
Chupam-te até ao tutano
Levam-te o couro cabeludo

Quem dera que a gente tenha
De Agostinho a valentia
Para alimentar a sanha
De enganar a burguesia

Adeus disse a Montegordo
Nada o prende ao mal passado
Mas nada o prende ao presente
Se só ele é o enganado

Oito mil horas contadas
Laboraram a preceito
Até que veio o primeiro
Documento autenticado

Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
quem diz o contrário é tolo

E se a má língua não cessa
Eu daqui vivo não saia
Pois nada apaga a nobreza
Dos índios da Meia-Praia

Foi sempre tua figura
Tubarão de mil aparas
Deixas tudo à dependura
Quando na presa reparas

Das eleições acabadas
Do resultado previsto
Saiu o que tendes visto
Muitas obras embargadas

Mas não por vontade própria
Porque a luta continua
Pois é dele a sua história
E o povo saiu à rua

Mandadores de alta finança
Fazem tudo andar para trás
Dizem que o mundo só anda
Tendo à frente um capataz

Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
Que diz o contrário é tolo

E toca de papelada
No vaivém dos ministérios
Mas hão-de fugir aos berros
Inda a banda vai na estrada

 

 



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Letra

 

desapareço a vapor
fico fechado ao lado
sentindo-me só
passando despercebido

 

à garrafa agarrado
o meu nome é…
desapareço ao teu lado
de fora fico a ver

 

as pessoas para onde vão?
dentro dos autocarros
levados são levados
comida por liberdade

 

o meu nome é joão e vivo ao teu lado
o meu nome é yuri do continente gelado
o meu nome é zero nesta democracia
deixa-me pertencer eu quero pertencer-te

 

 



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Letra

 

Fortaleza de pedra
Os muros estao levantados.
Demasiados atentados
Nao feriram a pele.

 

Chamam pelo meu nome
Mas onde estou nao oiço.
Eu nao peço desculpa
E agora nao levo mais nada.

 

E apareces tu
E a terra começa a tremer.
És o meu ponto fraco
Se alguma coisa em mim é forte.

 

A terra começa a tremer.

 

 



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Mísia regressa esta semana a Paris e ao teatro "Bouffes du Nord ", onde já actuou no passado. A fadista vai apresentar o seu último trabalho, "Senhora da Noite", no histórico local fundado em 1876 e muito célebre nos meios artísticos por ser, desde há 40 anos, a residência parisiense da companhia do conhecido dramaturgo britânico, Peter Brook.

Com a particularidade de os textos dos fados serem todos escritos por mulheres - Agustina Bessa Luís, Hélia Correia, Lídia Jorge, Amália Rodrigues, Amélia Muge e a própria Mísia - "Senhora da Noite" tem arranjos assinados pelo pianista e compositor, Carlos Azevedo.

Nos seis espectáculos em Paris, de amanhã, terça-feira, até domingo, a fadista será acompanhada, além de Carlos Azevedo, por Daniel Pinto (guitarra baixo acústica), Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola de fado), Luís Cunha (violino) e Pedro Sanches (acordeão).

"Fado puro"

 

Bouffes du Nord possui uma sala de espectáculos singular, com uma fabulosa arquitectura de época que mantém, por vontade de quem o dirige, as marcas da passagem dos anos nas imensas paredes, colunas e galerias. Com as bancadas montadas em forma de círculo, envolvendo o palco, assemelha-se a um espaço de circo e a sala adapta-se perfeitamente tanto ao teatro como à música.

É a este templo da cultura parisiense que Mísia regressa agora, dez anos depois de aí ter apresentado "Ritual". "Bouffes du Nord" tem capacidade para acolher 500 espectadores e a fadista vai comemorar, com esta série de concertos, 20 anos de trabalhos discográficos. No comunicado de apresentação dos espectáculos, lê-se que, em "Senhora da Noite", "a cantora regressa ao fado mais puro".

 

Retirado do Expresso

 

 

 

 



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Segunda-feira, 14.02.11

 

 

Letra
 
Venham mais cinco, duma assentada que eu pago já 
Do branco ou tinto, se o velho estica eu fico por cá 
Se tem má pinta, dá-lhe um apito e põe-no a andar 
De espada à cinta, já crê que é rei d’aquém e além-mar

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar

Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie, 2X 
Tiiiiiiiiiiiiii paraburibaie ...
Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie, 2X

A gente ajuda, havemos de ser mais
Eu bem sei
Mas há quem queira, deitar abaixo
O que eu levantei 

A bucha é dura, mais dura é a razão
Que a sustem só nesta rusga
Não há lugar prós filhos da mãe

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar 

Bem me diziam, bem me avisavam
Como era a lei
Na minha terra, quem trepa
No coqueiro é o rei 

A bucha é dura, mais dura é a razão
Que a sustem só nesta rusga
Não há lugar prós filhos da mãe

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar

 

 



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Letra

 

Era um redondo vocábulo
Uma soma agreste
Revelavam-se ondas
Em maninhos dedos
Polpas seus cabelos
Resíduos de lar,
Pelos degraus de Laura
A tinta caía
No móvel vazio,
Congregando farpas
Chamando o telefone
Matando baratas
A fúria crescia
Clamando vingança,
Nos degraus de Laura
No quarto das danças
Na rua os meninos
Brincando e Laura
Na sala de espera
Inda o ar educa

 

Letra de Zeca Afonso

 

 



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Letra

 

Vamos descendo para o Sul
a onde o sol é bem mais quente
temos a alma cheia de sonhos
temos o mundo pela frente

Vamos descendo para o sul
e nesta estrada vamos indo
olha o Tejo como é tão belo
parece que ele está sorrindo

Vamos descendo pró Sul
a terra que sonhei
depois dos campos dourados
está o sítio que eu te contei

Vamos descendo para o Sul

Vamos descendo para o Sul
e já estamos no Alentejo
se eu fosse um homem
homem do campo teria vacas pra criar

Vamos fazendo esta viagem
contando as nossas paixões
temos o vinho e as guitarras
para aquecer os corações

Vamos descendo pró Sul
a terra que sonhei
depois dos campos dourados
está o sítio que eu te contei

Vamos descendo pró Sul
na esperança de encontrar
depois dos campos dourados
está a terra que quero amar

Vamos descendo para o Sul

Vamos descendo para o Sul
Vamos descendo para o Sul
Vamos descendo para o Sul

temos o vinho e as guitarras
para aquecer os corações
vamos descendo para o Sul 
a terra que eu sonhei



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Letra

 

Entrei no teu jogo, Como um Louco
Fui ingenuo e tu tão fatal

Joguei-me todo e foi tão pouco
O amor é o teu instinto mais cruel

Enquanto te sigo melhor me faço o teu troféu

Entrei no teu jogo como um louco
Eu sou o teu escravo mais leal

Ordena que te ame
E odeia quando falho 
mas usa, abusa de mim 
e eu serei feliz até ao fim

Marquei as unhas no corpo,
tornei-me um bicho irreal.

Infectei o lugar onde me punhas,
O amor é este monstro final

Gostas do teu trofeu erguido neste inferno.

Marquei o corpo com as unhas,
Pus-me louco tão original

Ordena que te ame,
E odeia quando falho, 
mas usa, abusa de mim e eu serei feliz,
até ao fim.

Ordena que te queira,
E odeia quando paro,
Leva-me, arrasta o meu corpo,
Desfeito em pó.

Ordena que te ame,
E odeia quando falho, 
mas usa e abusa de mim e eu serei feliz,
até ao fim

Ordeno que me odeies
Olho porque sofras
Do que uso e abuso é sempre assim
Morrerá por mim
Ordeno que me odeies
Amo que tu sofras
Do que uso e abuso é sempre assim
Morrerá por mim



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Domingo, 13.02.11

 

 

Letra

 

Eu canto com os olhos bem fechados
Que o maestro dos meus fados
É quem lhes dá o condão
E assim não olho pra outros lados
Que canto de olhos fechados
P'ra olhar pra o coração

 

Meu coração é fadista de outras eras
Que sonha viver quimeras em loucura desabrida
Meu coração, se canto, quase me mata
Pois cada vez que bata, rouba um pouco a minha vida

 

Ele e eu, cá vamos sofrendo os dois
Até que um dia depois dele parar pouco a pouco
Talvez alguém se lembre ainda de nós
E sinta na minha voz o que sentiu este louco

 



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Letra

 

Era um redondo vocábulo
Uma soma agreste
Revelavam-se ondas
Em maninhos dedos
Polpas seus cabelos
Resíduos de lar,
Pelos degraus de Laura
A tinta caía
No móvel vazio,
Congregando farpas
Chamando o telefone
Matando baratas
A fúria crescia
Clamando vingança,
Nos degraus de Laura
No quarto das danças
Na rua os meninos
Brincando e Laura
Na sala de espera
Inda o ar educa

 

Letra de Zeca Afonso

 



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Letra
 
Amigo 
Maior que o pensamento 
Por essa estrada amigo vem 
Por essa estrada amigo vem 
Não percas tempo que o vento 
É meu amigo também 
Não percas tempo que o vento 
É meu amigo também 

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também 

Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também

 

 



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