Sábado, 22.04.17

 

Letra

 

Mal Menor

Cá dentro não sai
o frio que à noite cai
põe-se entre nós pra ser
pra sempre um Mal Menor.
Não tento avançar
de longe eu vejo o medo de ousar
tento entender o Amor
mas ele mostra ter segredos.
Anoitece e pra estar dentro do meu Eu
acontece vagar
um espaço invulgar.

Não tento voltar
à luz que o dia teve visto do altar
tento entender o Amor
mas ele mostra ter segredos.
Ressente a razão
e a acidez de um mundo-cão.

Anoitece e passado lento o momento
em que aqueces teu sono dentro do meu
parece faltar um sentimento
que, até se cansar,
tenta te encontrar.

Promete vazar tudo o que eu temo
Anoitece e passado lento o momento
em que aqueces teu sono dentro do meu
parece faltar um sentimento.
Que até se cansar tenta te encontrar.


(Musica: Filipe C. Monteiro - Letra: Márcia)

 



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Quinta-feira, 20.04.17

 

Letra

 

TEMPO DE AVENTURA

Tanta paz pra te manter
Contida e bem afinada
Tanta voz por te conhecer. 

Pó de arroz pra te manter
Na vida bem engomada 
E ainda que não digas nada
O teu rosto há-de dizer

Que é fácil adormecer 
Entre o que é o futuro a dar 
E o que ao sabor do vento a tempo  não chegará
Quem te vai devolver o teu tempo de aventura?
Vais-te convencendo que nunca passará.

Tanto faz ou tem de ser
Dizes tu bem ensinada 
E ainda que estejas calada
No teu rosto há-de se ver

Que é fácil adormecer 
Entre o que é o futuro a dar 
E o que ao sabor do vento a tempo  não chegará
Quem te vai devolver o teu tempo de aventura?
Vais-te convencendo que nunca passará.

Tanta paz pra te manter
Querida a quem te quer nada
Tanta voz por te acontecer  

-------

Letra e música de Márcia

 



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Segunda-feira, 20.02.17

 

Letra

 

(Música e Letra: Márcia)

 

Fetival RTP da Canção 2017

 



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Quarta-feira, 21.09.16

sergio godinho.jpg

 

SÉRGIO GODINHO COM MÁRCIA NO FOLIO 2016

Cantora junta-se a Filipe Raposo e Rui Horta

A anunciada passagem de Sérgio Godinho pela  edição 2016 do “Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos” no próximo dia 23 de Setembro ganha, com a confirmação de hoje, ainda mais um ponto de interesse – a cantautora Márcia junta-se ao rol de convidados que o “escritor de canções” terá no concerto que se realizará pelas 22H30 na Cerca do Castelo de Óbidos.

 

Esta apresentação, concebida em especial para o evento, terá na presença de Márcia seguramente um dos pontos altos da noite. Aliás, tratar-se-á de um “regresso” aos palcos da cantora depois de uma curta paragem motivada por maternidade. O interesse é ainda maior se atentarmos no que Sérgio Godinho afirma: “Conheço a Márcia desde o “Cabra-Cega”, e desde aí não cessei de me espantar com a enorme inspiração da sua escrita, a sua maneira especial de compor, a sua voz tão adequada às canções, e aquela serenidade graciosa com que pisa o palco. A importância deste festival literário mais do que justifica o convite que lhe fiz para cantarmos um par de canções, das minhas e das dela”. Uma delas, apostamos, será “Às vezes o amor”, tema original de Sérgio Godinho publicado em “Ligação Directa” e que Márcia recuperou numa versão minimalista no álbum “Voz & Guitarra II”.

 

Neste concerto, Sérgio Godinho terá na presença de  Filipe Raposo ao piano a sua base instrumental – as canções, das mais antigas às mais recentes, ganham nova vida através da sensibilidade ímpar do instrumentista.

 

Terá mais um formato de recital, e para este evento e aquele espaço escolhi cantar apenas com um pianista, o extraordinário Filipe Raposo.

 

Trata-se de uma colaboração algo recente mas que tem sido vivida com enorme entusiasmo tendo inclusive resultado na composição em parceria do tema “Sobe o Calor” para a banda sonora do filme “Refrigerantes & Canções de Amor” publicada o mês passado

 

 



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Sexta-feira, 20.05.16

 

Letra

 

Em dia chave
sei o que eu vou andar.
E a cada passo
o meu momento é mais longe
quase que foge
p'lo caminho que é.

Ninguém sabe
que eu não mora cá
e ainda trago um sonho torto.

Se o dia chove
sei o que eu vou andar a pé.
E em tempestade
cada tempo é mais longo
demora-se o mundo,
esconde-se a fé.
Ninguém sabe
que eu não moro cá
mas onde eu faço o meu amor
Num abrigo bom
p'ra meu suborno
A ideia que mais me mente
é um acaso
Coincide-se um atraso
e eu apanho-lhe o tom.
Ele bem sabe
que eu já moro lá
e assim me estraga o meu amor.

Ainda chove
sei o que eu vou andar a pé
Mas se o dia se abre
esqueço o denso do dom
entrego-me a um som
dormente…
Ninguém sabe
que eu não moro cá…

 



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Quarta-feira, 10.02.16

davidfonseca.jpg


DAVID FONSECA

Estreia vídeo de "Deixa Ser", com Márcia



David Fonseca estreou ontem ao final da tarde nas suas plataformas sociais o vídeo da canção "Deixa Ser" incluída no seu mais recente disco, "Futuro Eu". O tema, recordamos, conta com participação da cantautora Márcia e tem sido um dos temas que mais atenção tem merecido por parte dos fãs.

"Há mistérios na composição de uma canção que nunca conseguirei desvendar. Quando escrevi "Deixa Ser", foi como se a canção já viesse agarrada à voz daMárcia, mesmo sem saber se ela aceitaria fazer parte dela. Felizmente aceitou e ajudou-me a construir uma das minhas canções favoritas de "Futuro eu"", refere David.

Apaixonado por duetos clássicos rapaz/rapariga – desde a formação dos Silence 4, passando pelos duetos nos últimos anos com Rita Redshoes, Mallu Magalhães, Luísa Sobral ou Catarina SalinasDavid Fonseca tem nesta parceria com Márcia, um momento particularmente feliz nesse diálogo musical, uma canção que aborda esse fenómeno comum a todos e que nos assalta frequentes vezes: a saudade.

Também a estética que David escolheu para o vídeo reforça a intensidade da canção – dois planos fixos, o ecrã dividido e uma iluminação dura e directa remetem o espectador para a complexidade emocional que a saudade sempre impõe. Para este momento visual recorreu uma equipa pequena constituída por si na realização, por Ricardo Magalhães na direcção de fotografia e Sandra Pinto no make-up num set em que a exiguidade impera.

A publicação de "Deixa Ser" acontece num momento em que David Fonseca se encontra na estrada a apresentar "Futuro Eu" que inclusive, o levou na semana passada até Espanha para algumas acções promocionais e onde regressará ainda este mês para concertos em Barcelona, a 18, e em Madrid, no dia seguinte, dando sequência à publicação no mercado local do seu último trabalho de originais. Antes ainda, no final desta semana, David participará nos festivais "Sons de Vez" e "Às Vezes O Amor":
 
  12 FEV / Festival Sons de Vez / Casa das Artes Arcos de Valdevez / 21H30
  13 FEV / Festival Às Vezes o Amor / Centro Cutural Caldas da Rainha / 22H00
  18 FEV / Music Hall / Barcelona / 21H00
  19 FEV / Teatro Barceló / Madrid / 21H00
  12 MAR / Cine Teatro Caracas / Oliveira de Azeméis / 21H30
  18 MAR / Centro Cultural Olga Cadaval / Sintra / 22H00
  19 MAR / Teatro Municipal / Guarda / 21H30
  24 MAR / Auditório Municipal / Olhão / 21H30
 

 



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Terça-feira, 17.11.15

 

 

Letra

 

Onde estás, faz um som
Chama o meu nome dentro ou fora de tom
Diz-me que guardas um pouco de mim
Na carteira um retrato, uma flor no jardim


A estação já mudou
Levaram os móveis e o sol lá fechou
Para onde foi, para lado nenhum
Lugar tão deserto esse lugar comum


Caem as folhas no livro maior
E corre o tempo a secá-las lá dentro


Deixa estar
Deixa ser
Tudo vai num instante
Amanhã
Sem saber
Vai parecer tão distante
Resta só
Adormecer
E sonhar sem te ver
Outra vez


Não procures o meu rosto espantado
Essa já não sou eu
Mistério do amor
O coração fui trair
Abri-o ao meio pra te deixar
Para onde foste, quem sabe onde vai
Perdido lá dentro a arrastar-se no tempo


Deixa estar
Deixa ser
Tudo vai num instante
Amanhã
Sem saber
Vai parecer tão distante
Resta só
Adormecer
E sonhar sem te ver
Outra vez


Sem te ver outra vez
Deixa estar
Deixa ser
Tudo vai num instante
Amanhã
Sem saber
Vai parecer tão distante
E quando nada restar
Vou adormecer
E talvez vá sonhar, sonhar
Só pra te ver
Só pra te ver

 



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Sábado, 17.10.15

 

Letra

 

Onde estás, faz um som
Chama o meu nome dentro ou fora de tom
Diz-me que guardas um pouco de mim
Na carteira um retrato, uma flor no jardim


A estação já mudou
Levaram os móveis e o sol lá fechou
Para onde foi, para lado nenhum
Lugar tão deserto esse lugar comum


Caem as folhas no livro maior
E corre o tempo a secá-las lá dentro


Deixa estar
Deixa ser
Tudo vai num instante
Amanhã
Sem saber
Vai parecer tão distante
Resta só
Adormecer
E sonhar sem te ver
Outra vez


Não procures o meu rosto espantado
Essa já não sou eu
Mistério do amor
O coração fui trair
Abri-o ao meio pra te deixar
Para onde foste, quem sabe onde vai
Perdido lá dentro a arrastar-se no tempo


Deixa estar
Deixa ser
Tudo vai num instante
Amanhã
Sem saber
Vai parecer tão distante
Resta só
Adormecer
E sonhar sem te ver
Outra vez


Sem te ver outra vez
Deixa estar
Deixa ser
Tudo vai num instante
Amanhã
Sem saber
Vai parecer tão distante
E quando nada restar
Vou adormecer
E talvez vá sonhar, sonhar
Só pra te ver
Só pra te ver

 



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Domingo, 28.06.15

 

Letra

 

Foi p'ra fazer um bom destino
Que ela inventou com que se entreter
Dança os mais altos desafios
Que toda a alma pretende ter

Experimentou o desatino
Viu o seu esforço a querer se inverter
Ainda p'ra mais tendo aprendido
Nunca é tarde p'ra perder

Semeia o sol, colhe a tempestade
Quem paga p'ra ver?
Ninguém aposta no teu fracasso
Ninguém se abate se ele acontecer
Dizem que os bons não nascem por acaso
Tens tanto a fazer

Foi p'lo sabor do seu caminho
Que ela acabou por se convencer
Que avançava mais indo mansinho
Que em passos altos a combater

Onde plantou o azevinho
Cresceu o dom de saber ver crescer
Linda a promessa do destino
Se houver vontade de a manter

Semeia o sol, colhe a tempestade
Quem paga p'ra ver?
Ninguém aposta no teu fracasso
Ninguém se abate se ele acontecer
Dizem que um dom não desce por acaso
Quem tem, tem de o ter

Tu deste o fortúnio pelo amor
Não te restou mais nada
Provaste o grande dissabor
da fria madrugada

Quando assentou o teu sorriso
não te restava nada
Apenas tudo o que é preciso:
a paz da caminhada

Semeia o sol, colhe a tempestade
Quem paga p'ra ver?
Ninguém aposta no teu fracasso
Ninguém se abate se ele acontecer
Dizem que os bons não nascem por acaso
Tens tanto a fazer

 



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Sábado, 27.06.15

 

Letra

 

Não tenho horas pra deitar
Nem tenho quem adormecer
Não tenho motivos pra acordar
Sinto o meu corpo a doer

Meus olhos no infinito
Com o futuro que eu lhes dei
Na esperança eu me vou indo
Correndo atrás
Do meu sonho lindo

Tinha uma voz que sossega
E a cada noite de entrega
Trazia paz ao coração
Pode um amor tão incerto
Fazer florir o deserto?
Quer viver na solidão

Não tenho horas pra deitar
Nem a quem dar satisfação
Tenho rio e tenho mar
Tenho o consolo da canção

Meus olhos no infinito
Hão de ver sol dourar que eu sei
Na esperança eu me vou indo
Correndo atrás do meu sonho lindo

Eu tinha voz que sossega
O dom da verdade entrega
Mas durava apenas um serão
Pode um amor tão incerto
Fazer florir o deserto?
Quer viver na solidão

Tinha uma voz que sossega
O dom da verdade entrega
Mas durava apenas um serão
Como uma linha de ferro
E a cada terra te enterro
Pra salvar o meu coração

 



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Quinta-feira, 07.05.15

 

 

Letra

 

A Insatisfação


Escrita fina
quando corre ensina
não dura um deserto que atravesse
Pode ir sendo
que demore um tempo
mais tarde ou mais cedo
lá me acerto

Na lembrança
o meu céu de criança
a quem nunca se entrega um tom cinzento
por momentos
vem num pensamento
e uma nuvem chove cá por dentro

Quase nada
(experimento o céu de negro que há de norte a sul
nunca me conforma
(prometo-me a mim mesma mais de céu azul)
a insatisfação
(temo que haja pouco pra me contentar)
nunca me abandona
(mas nada me impede de tentar)

Porque tento
andar atrás no tempo
e entender a chuva que acontece?
Como por magia
há sempre um novo dia
e outra Lua Nova que anoitece
Se a madrugada traz uma canção
pouco importa que me insista hoje em "dia não"
tomei o meu fastidio pra me atormentar
pedras no meu trilho são pra me assentar

Quase nada
(experimento o céu de negro que há de norte a sul
nunca me conforma
(prometo-me a mim mesma mais de céu azul)
a insatisfação
(temo que haja pouco pra me contentar)
nunca me abandona
(mas nada me impede de tentar)



Quando acordar do sono que eu escolhi
quero ter no meu cantinho sempre mais de ti
cada rosa, cada espinho que tanto cresceu
mesmo quando venham pra nublar-me o céu.


Quase nada
(experimento o céu de negro que há de norte a sul
nunca me conforma
(prometo-me a mim mesma mais de céu azul)
a insatisfação
(temo que haja pouco pra me contentar)
nunca me abandona
(mas nada me impede de tentar)


Márcia - Voz, coros
Zé Kiko Moreira – Bateria
Dadi – Baixo, teclados e guitarra eléctrica
Filipe C. Monteiro – guitarra acústica e eléctrica.
Manuel Dordio – guitarra eléctrica
Márcia, Filipe C. Monteiro, Zé Pedro Leitão - palmas

 



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Terça-feira, 28.10.14

márcia.jpg

 

 

8 DE NOVEMBRO | AMAC

 

CONCERTO - MÁRCIA

 

O Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro, recebe, no dia 8 de novembro, o Concerto com Márcia. Neste espetáculo, marcado para as 21h30, vai ser apresentado o mais recente trabalho “Casulo”.

 

8 de novembro | 21h30 | Auditório Municipal Augusto Cabrita

MÁRCIA

Apresenta “Casulo”

"Casulo" sucede ao aclamado álbum de estreia "Dá". Editado originalmente em novembro de 2010, "Dá" teve uma nova edição em novembro de 2011, na qual, ao alinhamento original, se juntou o tema "A pele que há em mim (quando o dia entardeceu)" em dueto com JP Simões. Um tema que se mantém desde a sua edição entre os mais vendidos nas plataformas digitais, que no YouTube já ultrapassou largamente um milhão de visualizações e que valeu a Márcia uma nomeação para os Globos de Ouro.

"Casulo" promete seguir-lhe os passos com excelentes críticas da imprensa e aceitação do público. No palco, Márcia contará com a participação de Filipe Monteiro (guitarras e teclados), Rui Freire (bateria), Manuel Dordio (guitarras) e David Santos (baixo).

Público-alvo - Maiores de 6 anos

Ingressos – 10,00€ plateia | 7,50€ frisa

Venda de bilhetes:

Auditório Municipal Augusto Cabrita | Parque da Cidade | Barreiro | Contatos 21 214 74 10 | bilheteira@cm-barreiro.pt

Posto de Turismo | Largo do Mercado 1º de Maio | Barreiro | Contato | 21 099 08 37

 

CMB 2014-10-27



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Quarta-feira, 01.10.14

 

MÁRCIA

 

CONCERTO ADIADO PARA 8 DE NOVEMBRO

 

O Concerto com Márcia, inserido no programa do Mês da Música, marcado para amanhã, dia 1 de outubro, foi adiado por motivos de ordem técnica. O espetáculo realiza-se SÁBADO, dia 8 de novembro, pelas 21h30, no Auditório Municipal Augusto Cabrita.

 

 

8 de novembro | 21h30 | Auditório Municipal Augusto Cabrita

MÁRCIA

Apresenta “Casulo”

"Casulo" sucede ao aclamado álbum de estreia "Dá". Editado originalmente em novembro de 2010, "Dá" teve uma nova edição em novembro de 2011, na qual, ao alinhamento original, se juntou o tema "A pele que há em mim (quando o dia entardeceu)" em dueto com JP Simões. Um tema que se mantém desde a sua edição entre os mais vendidos nas plataformas digitais, que no YouTube já ultrapassou largamente um milhão de visualizações e que valeu a Márcia uma nomeação para os Globos de Ouro.

"Casulo" promete seguir-lhe os passos com excelentes críticas da imprensa e aceitação do público. No palco, Márcia contará com a participação de Filipe Monteiro (guitarras e teclados), Rui Freire (bateria), Manuel Dordio (guitarras) e David Santos (baixo).

Público-alvo - Maiores de 6 anos

Ingressos – 10,00€ plateia | 7,50€ frisa

Venda de bilhetes:

Auditório Municipal Augusto Cabrita | Parque da Cidade | Barreiro | bilheteira@cm-barreiro.pt

Posto de Turismo | Largo do Mercado 1º de Maio | Barreiro | Contato | 21 099 08 37

 

CMB 2014-09-30



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Sexta-feira, 12.09.14

MÊS DA MÚSICA 2014   CONCERTO DE MÁRCIA NO DIA MUNDIAL DA MÚSICA

 

MÊS DA MÚSICA 2014

 

CONCERTO DE MÁRCIA NO DIA MUNDIAL DA MÚSICA

 

 

Outubro é o MÊS DA MÚSICA no Barreiro. O Dia Mundial da Música, a 1 de outubro, será assinalado pelo Município do Barreiro, com o concerto de Márcia, pelas 21h30, no Auditório Municipal Augusto Cabrita.

 

Márcia irá apresentar o seu trabalho “Casulo” que sucede ao aclamado álbum de estreia "Dá". «Editado originalmente em Novembro de 2010, "Dá" teve uma nova edição em Novembro de 2011, na qual, ao alinhamento original, se juntou o tema "A pele que há em mim (quando o dia entardeceu)" em dueto com JP Simões. Um tema que se mantém desde a sua edição entre os mais vendidos nas plataformas digitais, que no YouTube já ultrapassou largamente um milhão de visualizações e que valeu a Márcia uma nomeação para os Globos de Ouro.

"Casulo" promete seguir-lhe os passos com excelentes críticas da imprensa e aceitação do público».

 

No palco, Márcia será acompanhada por Filipe Monteiro (guitarras e teclados), Rui Freire (bateria), Manuel Dordio (guitarras) e David Santos (baixo).

 

O valor dos bilhetes: plateia» 10€ e frisa» 7,5€.

 

O programa completo do MÊS DA MÚSICA 2014 será, oportunamente, divulgado.

 

A reprodução textual da informação implica a referência da sua autoria: CMB

 

CMB 2014-09-10



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Domingo, 23.02.14

 

Letra

 

Se me aproximar

Se me aproximar devagar será que vais fugir?
ou se vou conseguir mais um tempo ao teu lado?
para te entreter mais um pouco ou te fazer sorrir
para ti ou pelo sonho vamos juntos viajar.
Medo é desculpa em leve chuva
e querer morrer de amor não é historia de outro tempo.
Mas se formos novos de novo
Mas se formos juntos 
vamos poder respirar


Se me desculpar entretanto
será que vais passar?
se fingir não querer 
pode ser que não te entregue esta leve dor em tom de chuva
por não querer fugir
por ti ou pelo sonho não consigo desprender
medo é fraqueza como nuvem
e querer morrer de amor nunca é historia de outro tempo
mas se formos novos de novo
mas se formos juntos
vamos poder respirar.



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Domingo, 12.01.14

Marcia

 

 

 

A portuguesa Márcia atua em Sintra e no Porto. Com o apoio da Antena 3

 

Márcia anunciou dois concertos para o início de 2014: um em Sintra, dia 7 de fevereiro, no Centro Cultural Olga Cadaval, pelas 22h. O outro acontece no Porto, na Casa da Música, no dia 14 de fevereiro, pelas 21h30.

O espetáculo de Sintra contará com a participação especial de Jorge Cruz e de Samuel Úria.

Os bilhetes para estes espetáculos já estão à venda. Os concertos baseiam-se no último álbum de Márcia,Casulo, que tem vindo a ser reconhecido em território nacional.

Casulo, o segundo álbum de originais editado a 13 de maio, recebeu junto da edição os maiores elogios da crítica e uma receção calorosa do público, o que o levou a entrar diretamente para o 6.º lugar do top nacional de vendas. Com produção de Filipe C. Monteiro, Casulo apresenta 12 temas com letras e músicas da autoria de Márcia com exceção do novo single “Menina”, cuja letra foi produzida em co-autoria com Samuel Úria, “baladeiro convidado para escrever e cantar naquela canção”, como se pode ler nos créditos do disco.

 

Casulo sucede ao aclamado álbum de estreia Dá. Editado originalmente em novembro de 2010, Dá teve uma nova edição em novembro de 2011, na qual, ao alinhamento original, se juntou o tema “A pele que há em mim (quando o dia entardeceu)” em dueto com JP Simões. Um tema que no YouTube já ultrapassou largamente um milhão e meio de visualizações e que valeu a Márcia uma nomeação para os Globos de Ouro.

 

Retirado de Antena 3



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Terça-feira, 17.12.13

 

Letra

 

It's coming on Christmas,
They're cutting down trees.
They're putting up reindeer
And singing songs of joy and peace,
Oh, I wish I had a river I could skate away on.

But it don't snow here,
Stays pretty green.
I'm gonna make a lot of money
And and then I'm gonna quit this crazy scene.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.

I wish I had a river so long,
I would teach my feet to fly.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
I made my baby cry.

he tried hard to help me,
he put me at ease.
lord,he loved me so naughty,
made me weak in the knees.
Oh I wish I had a river I could skate away on.

I'm so hard to handle,
I'm selfish and I'm sad.
Now I've gone and lost the best baby
That I've ever had.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.

I wish I had a river so long,
I would teach my feet to fly.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
I made my baby say goodbye.

It's coming on Christmas,
They're cutting down trees.
They're putting up reindeer
And singing songs of joy and peace,
I wish I had a river I could skate away on.



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Sexta-feira, 22.11.13

 

Letra

 

Já vejo o mar a crescer
Onda gigante a varrer
Só vejo corpos a boiar

 

Vejo a cidade a ruir
E o chão que se está a abrir
Só oiço gente a gritar

 

Ai, que eu estou a delirar
O que é que eu estou a inventar?
Não vos quis impressionar
São tudo fantasias que o cinema projectou no meu olhar
São as velhas profecias que o vidente deixou escrito para assustar

Já vejo a vida a fugir


Da força de resistir
Já não consegue respirar

Do céu eu vejo descer


O fim em cargas a arder
Já ouço a terra estoirar

Ai, que eu estou a delirar


O que é que eu estou a inventar?
Não vos quis impressionar
São tudo fantasias que o cinema projectou no meu olhar
São as velhas profecias que o vidente deixou escrito para assustar

 

Ai, que eu estou a delirar
O que é que eu estou a inventar?
Não vos quis impressionar


São tudo fantasias que o cinema projectou no meu olhar
São as velhas profecias que o vidente deixou escrito para assustar

Não vos quis impressionar
Não vos quis impressionar
Impressionar...
Impressionar...



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Terça-feira, 29.10.13

 

Letra

 

Que hei-de eu fazer
Eu tão nova e desamparada
Quando o amor
Me entra de repente
P´la porta da frente
E fica a porta escancarada

Vou-te dizer
A luz começou em frestas
Se fores a ver
Enquanto assim durares
Se fores amada e amares
Dirás sempre palavras destas

P´ra te ter
P´ra que de mim não te zangues
Eu vou-te dar
A pele, o meu cetim
Coração carmesim
As carnes e com elas sangues

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
é cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo

E se um dia a razão
Fria e negra do destino
Deitar mão
À porta, à luz aberta
Que te deixe liberta
E do pássaro se ouça o trino

Por te querer
Vou abrir em mim dois espaços
P´ra te dar
Enredo ao folhetim
A flor ao teu jardim
As pernas e com elas braços

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
É cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo

Mas se tudo tem fim
Porquê dar a um amor guarida
Mesmo assim
Dá princípio ao começo
Se morreres só te peço
Da morte volta sempre em vida

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês é dor,
É cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo
Da morte volta sempre em vida




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Segunda-feira, 21.10.13

 

Letra

 

Que hei-de eu fazer
Eu tão nova e desamparada
Quando o amor
Me entra de repente
P´la porta da frente
E fica a porta escancarada

Vou-te dizer
A luz começou em frestas
Se fores a ver
Enquanto assim durares
Se fores amada e amares
Dirás sempre palavras destas

P´ra te ter
P´ra que de mim não te zangues
Eu vou-te dar
A pele, o meu cetim
Coração carmesim
As carnes e com elas sangues

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
é cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo

E se um dia a razão
Fria e negra do destino
Deitar mão
À porta, à luz aberta
Que te deixe liberta
E do pássaro se ouça o trino

Por te querer
Vou abrir em mim dois espaços
P´ra te dar
Enredo ao folhetim
A flor ao teu jardim
As pernas e com elas braços

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
É cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo

Mas se tudo tem fim
Porquê dar a um amor guarida
Mesmo assim
Dá princípio ao começo
Se morreres só te peço
Da morte volta sempre em vida

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês é dor,
É cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo
Da morte volta sempre em vida



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Segunda-feira, 16.09.13

 

 

Letra

 

Menina assenta o passo
sem medo ou manha,
ou muito te passa da vida.
Tem que a ver quem faça
o que muito queira.
Caminha sem falsa fascinação.

O teu coração
ainda pára,
forçando a apatia p'lo medo de dançar.
Não se avista um dia
em que o ego não destrate
uma mais bela parte
escondida em ti.

Menina sê quem passa p'ra lá da ideia.
Quem muito se pensa fatiga.
Nem vais ver quem são,
seus olhos no chão,
os que andam p'ra ver-te vencida a ti.

O teu coração
sem querer dispara
força e simpatia ao Ser que te vê dançar.
Vai chegar o dia em que o medo não faz parte
e, por muito que tarde, esse dia é teu.

Desfaz o Nó,
destrava o pé,
desmancha a traça e avança.
Chocalha o chão,
esquece os que estão,
rasga o marasmo em ti mesma.

Vê corações,
na cara que pões,
vira do avesso esse enguiço.
Desamordaça a dança pra te convencer.

O teu coração
sem querer dispara
força e simpatia ao Ser que te vê dançar.
O teu coração ainda pára,
forçando a apatia p'lo medo de dançar.

--
Márcia e Samuel Úria



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Quinta-feira, 12.09.13

 

Letra

 

Tens a sorte 
De andar com nexo 
Quem dera a alguns 
Ser tal promessa e pôr 
Amor no que faz 
Brilho onde anda. 

E ninguém tanto se atormenta 
Com tudo o que não pode ser.



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Sexta-feira, 03.05.13

Marcia


Terá sido em 2007. Mas também pode ter acontecido em 2006. Ou até 2005. O ano é impreciso porque não importa assim tanto. O que interessa é que, por essa altura, Márcia Santos fizera um documentário sobre a irmã e estava ainda convencida de que o seu futuro seria gasto a desenterrar histórias como documentarista e a tentar pôr o mundo em confronto com as zonas gangrenadas de que habitualmente desvia o olhar. Foi para França, integrada no Programa Erasmus, e dedicou-se a planear e concretizar um outro filme sobre a vida severa da emigração portuguesa naquele país, sentindo-se investida de “uma missão social”. Terminou o vídeo, entregou-o na Faculdade de Belas Artes e deixou a poeira assentar. Com a passagem dos meses, começou a sentir que a sua “voz” estava mais nessoutro filme sobre a irmã, anterior, que à primeira lhe parecera “demasiado íntimo” mas que, no fim de contas, se revelava mais universal. “Percebi que o primeiro dizia mais de mim aos outros e que acabei por ser mais generosa ao revelar a minha família e a minha intimidade de uma forma tão despida”, conclui hoje.

Pode não ser óbvio, mas Casulo, o seu segundo álbum, tem tudo a ver com isto. É um disco sem a preocupação de passar uma mensagem, permanentemente atravessado pela maternidade que entretanto invadiu a vida da cantora, mas também cheio de frases soltas que se engancham numa vontade política de “dar ânimo e vontade às pessoas, fazê-las descansar, sossegar ou trazer mais luz”. Mas nada aqui é de interpretação inequívoca, nenhuma canção oferece a mira e o alvo, delegando no ouvinte apenas o disparo. Nada disso. “Eu não consigo falar de fora para dentro”, defende Márcia. “Tenho de falar de dentro para fora, já depois de mastigar as coisas”. E voltamos à ideia do início: Casulo alude directamente à sua recente condição de mãe, escreve-se na primeira pessoa, parte do íntimo e só depois se desprende rumo a terceiros.

E funciona. Peguemos no single Deixa-me Ir. Aquilo que na origem é uma canção de desesperança amorosa, de querer partir da influência de alguém, de cortar tristemente com uma relação, foi interpretado pelo realizador Miguel Gonçalves Mendes e passado a videoclip como “retrato de um dos momentos mais confrangedores e lamentáveis que se vive actualmente em toda a Europa, e sobretudo em Portugal”. A desistência vencida do outro pode, afinal, ler-se como a desistência de um lugar, de uma relação quebrada entre indivíduo e colectivo. Nos pontos de vista políticos, de resto, as visões dos dois coincidem. Márcia, simplesmente, não quer acrescentar ruído. “O problema hoje é que há palavras a mais, toda a gente acha que a liberdade de expressão é suficiente. Ajuda muito, mas a verdade é que toda a gente fala demais. Há muito comentário político e não serve de nada. As pessoas vão para a rua, como na manifestação de 2 de Março, e não houve reacção do governo, foi uma coisa praticamente ignorada”.

Atenção: ler apenas o que acima se diz. Márcia não critica manifestações que não geram reacção, mas sim a ausência de consequências. Ou seja: não tem paciência para o queixume, mas junta a sua voz quando as queixas se fazem com um propósito. Algures no meio, no entanto, encontrou uma forma de resistência que estende a cada canção de Casulo. Por isso, enquanto cidadã defende o protesto e recusa um “silêncio que permita um avanço ainda maior para um terreno invasivo”. Mas, ao mesmo tempo, recusa permitir a essa invasão um ascendente que comprometa a sua felicidade: “Esta governação não pode também poluir todos os meus momentos de qualidade. Há esta pressão da palavra horrorosa – crise – que nos está constantemente a empurrar para baixo. Acha-se que tem de se pactuar com essa palavra e já não se pode ser feliz porque pode estar alguém a ver. Esse é o mais atroz dos crimes que este governo está a fazer, a injectar-nos essa palavra como se cada português tivesse essa missão de ser miserável”. É nesse sentido que assume Casulo como um disco de resistência, reflexo de uma procura por paz que lhe permitisse viver com felicidade, sem recear hostilizar alguém sempre que não esconda as suas pequenas ou grandes alegrias. É isso, diz, que se ouve no final do tema de abertura, Decanto: “uma bateria toda torta”, sugerida na sua cabeça pelo som de livros a cair, tudo a desmoronar sem que, na verdade, os outros instrumentos pareçam dar-se conta disso. Nem tudo desmorona, afinal.

A dança liberta

Ao regressar de França, em 2009, Márcia começou a investir nas canções, acumulando-as em número suficiente para marcar um primeiro concerto no Maxime, em Lisboa. Nessa ocasião, quis tentar dividir os nervos com Samuel Úria, já figura de referência da constelação FlorCaveira. Ela, a sofrer com a ansiedade, “aos saltinhos atrás do pano”, e ele a oferecer-lhe palavras de incentivo e de confiança, a empurrá-la para o palco com as liberdades que se permitem a um quase desconhecido. A partir dessa noite, Úria passou a figurar na galeria de “pessoas favoritas” de Márcia, como ela lhes chama, com uma aura de personagem que aparece nos momentos certos para ajudar a assumir novos passos. Foi a esse momento do Maxime que a cantora quis que o seu convidado recuasse, ao juntar a sua voz no final de Menina, dizendo à menina que se faça mulher, que vá dançar, rasgar marasmos, virar do avesso enguiços, matar indecisões. “Essa dança há-de encontrar-se nas letras todas”, confessa. “Acho que a dança é mesmo a libertação quando há muitas coisas a prender-nos os movimentos”.

Uma dessas coisas capazes de prender movimentos foi o medo de que Casulo pudesse ser lançado como disco sem o ser verdadeiramente. Partido ao meio pelo nascimento da sua filha, o período de composição poderia resultar em duas metades não comunicantes, em canções que não se quisessem ouvir umas às outras, duas faces para outras tantas moedas que perderiam um centro gravitacional comum. A consequência poderia ser algum caos largado em cima de um álbum que não acabara de desenhar-se, um borrão sem nexo. “Senti imenso medo” – não lhe custa a admissão. “Mas também não queria ficar fechada no meu casulo, não queria guardá-lo só para mim, ficar o Verão todo recolhida”.

O perigo era ficar com mais um disco à espera de espaço e momento adequados. Como acontece com dois álbuns outros que tem parados. Um primeiro, a chamar-se Marítimo, mais próximo de uma expressão musical de raízes portuguesas (onde poderá entrar a sua interpretação de Até ao Verão, tema composto para o Desfado de Ana Moura); um outro, em sentido inverso, integralmente cantado em inglês. Este último, quando vier à tona, não deixará de carregar consigo uma certa provocação ao rótulo “menina que faz canções em português e com abordagem indie” que Márcia diz ter passado a ser a descrição oficial da sua música pela boca de terceiros. Ela não foge à questão principal: “É óbvio que corro o risco de vulgarizar as minhas canções. Mas, desde que me faça sentido, não vou deixar-me aprisionar. Não gosto de estar fechada em lado nenhum e gosto de me libertar de algumas amarras. E algumas estão na nossa cabeça e somos nós as que as fazemos porque achamos que temos de cumprir a imagem que nos vestiram. Por isso, tento fugir a algumas coisas de que estou farta e tento encontrar coisas que me surpreenderam noutros discos”.

Nos discos de Jim O’Rourke, por exemplo, descobriu há anos o som da pedal steel e desde então que procura forma de o trazer para as suas canções. Em Casulo, está por todo o lado, atravessa o disco de uma ponta à outra sem eclipsar tudo à volta, graças ao seu marido, Filipe Cunha Monteiro, e ajuda-a a procurar pausas para a voz, para também ela fugir à tentação de dizer demais. No disco anterior, a estrutura de canção exigia fazer-se notar e Márcia queria sobretudo cumprir a vontade de ter em cada tema um universo individual, distinto. Agora não, interessou-lhe mais a contemplação, conquistar espaço para os instrumentos, deixar que a voz se faça esperar e desejar, mais do que estar sempre em cena. Como acto artístico mas também de liberdade. Casulo – já o dissemos, não foi? – é um disco de resistência. Um disco em que, com alguma boa vontade, se ouve Márcia a sussurrar em fundo: aqui ninguém mexe.


Retirado do Público



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Segunda-feira, 08.04.13

 

 

Letra

 

Se eu não for aí
Por medo de avançar
Não adianta vir
Para me auxiliar

Se eu me confundir
Só p’ra te agradar
Não me deixes ir
Onde eu sonho

Lá longe há um rio
Onde entrava um barco a acenar
Ao ruir, vazio
? baixo do mar
Cá p’ra mim misturas de alguidar
São assim

(instrumental)

Se eu não for aí
Por medo de avançar
Não adianta vir
Aqui buscar

Não adianta vir
Nem me procurar
Se eu quiser fugir
Não vou longe

Lá longe há um rio
Onde entrava um barco a acenar
Ao ruir, vazio
? baixo do mar
Cá p’ra mim misturas de alguidar
São assim

São assim…



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Quinta-feira, 04.04.13

Miguel Gonçalves Mendes é o realizador do novo videoclip de Márcia

Miguel Gonçalves Mendes é o autor do videoclip do primeiro single extraído de "Casulo", o novo álbum de Márcia, que será editado no início de maio. 

Em "Deixa-me ir", o realizador empresta o seu olhar documental e intimista a uma das novas vozes da música portuguesa. O novo vídeo foi rodado integralmente em Lisboa, nas últimas semanas, e pretende ser «o retrato de uma época e um olhar contemplativo sobre um país que definha», assume o realizador na nota de intenções. A estreia do videoclip está agendada para a próxima segunda-feira, 8 de abril.

Miguel Gonçalves Mendes é um documentarista premiado. Realizou, em 2010, "José e Pilar", filme sobre José Saramago, co-produzido por Fernando Meirelles e Pedro Almodôvar e indicado por Portugal aos Óscares de 2011.
Neste momento, o realizador português está a preprarar o seu próximo documentário, "O Sentido da Vida", co-produzido pela O2 Filmes, de Fernando Meirelles.

“Casulo”, o novo álbum de Márcia, tem já marcada apresentação ao vivo na sala 1 do Cinema São Jorge a 14 de maio. A apresentação acontecerá uma semana depois da edição do disco, prevista para dia do mesmo mês.

"Casulo", do qual apenas se conhece o single "Deixa-me Ir" (já disponível nas plataformas digitais) sucede ao aclamado álbum de estreia, "Dá". Editado originalmente em novembro de 2010, "Dá" teve uma nova edição em novembro de 2011, na qual, ao alinhamento original, se juntou o tema "A pele que há em mim (quando o dia entardeceu)", em dueto com JP Simões.

 

Retirado do Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 12:18 | link do post | comentar

http://www.peticaopublica.com/?pi=MValeTua

A paisagem que aqui vê, não a poderá visitar no futuro.
A linha vai desaparecer.As árvores serão cortadas.
O vale ficará submerso.
Tudo em prol de uma barragem que será inútil. 

Para tentar travar esta construção
assine a petição em http://www.peticaopublica.com/?pi=MVa...



publicado por olhar para o mundo às 10:51 | link do post | comentar

Sexta-feira, 08.03.13

 

 

letra

 

Deixa-me ir embora do teu centro
Onde eu souber existir

Deixa-me ir onde onde eu não sei andar a sós
Poder viver da minha voz

Se incendeia é bem melhor
Que ter ideia do que é amar relatado negro

No meu passeio eu vi gente a andar a pé
Os que vão primeiro ser o que ainda não é
Não sei pintar amor
Só sei de cor que és tu

Deixa-me ir embora do teu centro
Onde eu puder existir ser mais do que eu sinto

Deixa-me ir se eu não sei andar a sós
Vou querer dizer na minha voz

Se incendeia é bem melhor
Que ter ideia do que é amar relatado negro

No meu passeio eu vi gente a andar a pé
Porque vão primeiro ser no que ainda não é
Não sei pintar amor
Só sei de cor que és tu



publicado por olhar para o mundo às 11:48 | link do post | comentar

Segunda-feira, 10.12.12

 

 

Letra

 

não encontrei a letra desta música



publicado por olhar para o mundo às 17:05 | link do post | comentar

Domingo, 09.12.12

 

 

letra

 

Não fujas de mim
Que eu cá não faço mal

 

Tenho este olhar assim
Que me diz que um beijo pode ser fatal

 

Eu não sei se o nosso eu
Prefiro achar que não

 

Não me interessa a solução
De estar longe… Tu e eu

O pai disse-me um dia em pleno bate papo

Que o dom desta família é virar príncipes em sapos


Tu queres ser um também

 

Dizia a minha mãe que o melhor da melodia


É virar o disco e vem logo uma nova companhia
Mas eu não quero assim.

 

Vem para mim…

Vem para mim…

 

 



publicado por olhar para o mundo às 08:02 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Terça-feira, 27.11.12

 

 

 

letra

 

Quando o tempo for remendo,
Cada passo um poço fundo
E esta cama em que dormimos
For muralha em que acordamos,
Eu seguro
E o meu braço estende a mão que embala o muro.

Quando o espanto for de medo,
O esperado for do mundo
E não for domado o espinho 
Da carne que partilhamos,
Eu seguro.
O sustento é forte quando o intento é puro.

Quando o tempo eu for remindo,
Cada poço eu for tapando
E esta pedra em que dormimos
Já for rocha em que assentamos,
Eu seguro.
Deixo às pedras esse coração tão duro.

Quando o medo for saindo
E do mundo eu for sarando
Dessa herança eu faço o manto 
Em que ambos cicatrizamos 
E seguro.
Não receio o velho agravo que suturo. 

Abraços rotos, lassos,
Por onde escapam nossos votos.
Abraso os ramos secos, 
Afago, a fogo, os embaraços
E seguro,
Alastro essa chama a cada canto escuro.

Quando o tempo for recobro,
Cada passo abraço forte
E o voto que concordámos
É o amor em que acordamos,
Eu seguro:
Finco os dedos e este fruto está maduro.

Quando o espanto for em dobro,
o esperado mais que a morte,
Quando o espinho já sarámos
No corpo que partilhamos,
Eu seguro.
O que então nascer não será prematuro.

Uníssonos no sono,
O mesmo turno e o mesmo dono,
Um leito e nenhum trono.
Mesmo que brote o desabono
Eu seguro,
Que o presente é uma semente do futuro.

 

Samuel Uria e Marcia 



publicado por olhar para o mundo às 20:19 | link do post | comentar


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