Sábado, 14.11.15

 

Letra

 

Dum botao de branco punho
Dum braço de fora preto
Vou pedir contas ao mundo
Além naquele coreto
Lá vai uma lá vao duas
Três pombas a descansar
Uma é minha outra é tua
Outra é de quem n'a agarrar
Na sala há cinco meninas
E um botao de sardinheira
Feitas de fruta madura
Nos braços duma rameira
Lá vai uma lá vao duas...
O Sol é quem faz a cura
Com alfinete de dama
Na sala há cinco meninas
Feitas duma capulana
Lá vai uma lá vao duas...
Quando a noite se avizinha
Do outro lado da rua

Vem Ana, vem Serafina
Vem Mariana, a mais pura
Lá vai uma lá vao duas...
Há sempre um botao de punho
Num braço de fora preto
Vou pedir contas ao mundo
Além naquele coreto
Lá vai uma lá vao duas...
O noite das columbas
Leva-as na tua algibeira
Na sala há cinco meninas
Feitas da mesma maneira
Lá vai uma lá vao duas
Três pombas a descansar
Uma é minha outra é tua
Outra é de quem n'a agarrar

 



publicado por olhar para o mundo às 15:13 | link do post | comentar

Terça-feira, 29.09.15

 

 

Letra

 

Minha mãe como não morro
À vista desta carnagem
Dou por mal paga a viagem
A tais foguetes não corro

Não sei dos meus lavagantes
Nem da mulher que me espera
Quero sair desta guerra
Mesmo agora neste instante

Ai carnes do meu padrinho
Podeis tremer à vontade
Que a vida do teu sobrinho
Vale bem a tua idade

E mais a tua canseira
Em me ensinares que não dorme
Aquele que mata a fome
A quem só tem caganeira

Livra-me dos teus cuidados
Rezo dois mil padre-nossos
Assim me cuidem dos ossos
Sejam eles mil diabos

Agora tenho cagaço
Como quando era menino
E me tolhiam os braços
Temores ao verbo Divino

Levanta ferro meu corpo
Vê se podes dar um passo
Valham-me todos os santos
Das caminhadas que faço

Tão pouco pode a natura
Nestas afrontas mortais
Que um homem morre mil vezes
Mil e uma é já demais

 



publicado por olhar para o mundo às 08:13 | link do post | comentar

Domingo, 15.02.15

 

Letra

 

 

Ó entrudo ó entrudo
Ó entrudo chocalheiro
Que não deixas assentar
As mocinhas ao solheiro

Eu quero ir para o monte
Eu quero ir para o monte
Que no monte é qu'eu estou bem
Que no monte é qu'eu estou bem

Eu quero ir para o monte
Eu quero ir para o monte
Onde não veja ninguém
Que no monte é qu'eu estou bem

Estas casa são caiadas
Estas casa são caiadas
Quem seria a caiadeira
Quem seria a caiadeira

Foi o noivo mais a noiva
Foi o noivo mais a noiva
Com um ramo de laranjeira
Quem seria a caiadeira

 



publicado por olhar para o mundo às 22:13 | link do post | comentar

Terça-feira, 10.02.15

 

Letra

 

O canarinho cai
No cantarinho ai
Do canarinho
O cantarinho cai
No canarinho ai
Do cantarinho
O alarido sai
Do arruído ai
Do alarido
O arruído sai
Do alarido ai
Do arruído

O canarinho cai
No cantarinho ai
Do canarinho
O vagabundo vai
A cada mundo ai
Do vagabundo
A cada mundo vai
O vagabundo ai
Do cada mundo
O cavalinho vai
Do cavalinho ai
Devagarinho

O canarinho cai
No cantarinho ai
Do canarinho
O cantarinho cai
No canarinho ai
Do cantarinho
O alarido sai
Do arruído ai
Do alarido
O arruído sai
Do alarido ai
Do arruído
O vagabundo vai
A cada mundo ai
Do vagabundo
A cada mundo vai
O vagabundo ai
Do cada mundo
O cavalinho vai
Do cavalinho ai
Devagarinho
O cantarinho cai
No canarinho ai
Do cantarinho
O canarinho cai
No cantarinho ai
Do canarinho
O alarido sai
Do arruído ai
Do alarido
O arruído sai
Do alarido ai
Do arruído
O vagabundo vai
A cada mundo ai
Do vagabundo
A cada mundo vai
O vagabundo ai
Do cada mundo
O cavalinho vai
Do cavalinho ai
Devagarinho


Letra e Música: José Afonso
Álbum: Como Se Fora Seu Filho (1983)

 



publicado por olhar para o mundo às 17:13 | link do post | comentar

 

Letra

 

Altos altentes
carapinos carapentes
Dá-lhe uma risada
E caem-lhe os dentes

Igrejinha pequenina
Sacristão revolvedor
A gente que nela mora
Toda veste duma cor

Carvalheira tem cem canos
Cada cano tem cem ninhos
Cada ninho tem cem ovos
Quantos são os passarinhos

 



publicado por olhar para o mundo às 08:13 | link do post | comentar

Sexta-feira, 25.04.14

 

 

letra

 

Já o tempo Se habitua 
A estar alerta 
Não há luz Que não resista 
À noite cega 
Já a rosa Perde o cheiro 
E a cor vermelha 
Cai a flor Da laranjeira 
À cova incerta 

Água mole Água bendita 
Fresca serra 
Lava a língua Lava a lama 
Lava a guerra 
Já o tempo Se acostuma 
À cova funda 
Já tem cama E sepultura 
Toda a terra 

Nem o voo Do milhano
Ao vento leste
Nem a rota Da gaivota
Ao vento norte
Nem toda A força do pano
Todo o ano
Quebra a proa Do mais forte
Nem a morte

Já o mundo Se não lembra
De cantigas
Tanta areia Suja tanta
Erva daninha
A nenhuma Porta aberta
Chega a lua
Cai a flor Da laranjeira
À cova incerta

Nem o voo Do milhano ...

Entre as vilas E as muralhas
Da moirama
Sobre a espiga E sobre a palha
Que derrama
Sobre as ondas Sobre a praia
Já o tempo
Perde a fala E perde o riso
Perde o amor



publicado por olhar para o mundo às 14:46 | link do post | comentar

Domingo, 16.03.14

 

 

letra

 

Resineiro engraçado, engraçado no falar Resineiro engraçado, engraçado no falar Ó i ó ai, eu hei-de ir à terra dele, Ó i ó ai, se ele me lá quiser levar Já tenho papel e tinta, caneta e mata-borrão, Já tenho papel e tinta, caneta e mata-borrão, Ó i ó ai, pr'a escrever ao resineiro, Ó i ó ai, que trago no coração. Resineiro é casado, é casado e tem mulher, Resineiro é casado, é casado e tem mulher, Ó i ó ai, vou escrever ao resineiro, Ó i ó ai, quantas vezes eu quiser



publicado por olhar para o mundo às 17:24 | link do post | comentar

 

 

Letra

 

Quem diz que é pela rainha
Nem precisa de mais nada
Embora seja ladrão
Pode roubar à vontade
Todos lhe apertam a mão
É homem de sociedade

 

Acima da pobre gente
Subiu quem tem bons padrinhos
De colarinhos gomados
Perfumando os ministérios
É dono dos homens sérios
Ninguém lhe vai aos costados



publicado por olhar para o mundo às 08:21 | link do post | comentar

Domingo, 22.12.13

 

Letra

 

No centro da Avenida
No cruzamento da rua
Às quatro em ponto perdida
Dançava uma mulher nua

A gente que via a cena
Correu para junto dela
No intuito de vesti-la
Mas surge António Capela

Que aproveitando a barbuda
Só pensa em fotografá-la
Mulher na democracia
Não é biombo de sala

Dizem que se chama Teresa
Seu nome é Teresa Torga
Muda o pick-up em Benfica
Atura a malta da borga

Aluga quartos de casa
Mas já foi primeira estrela
Agora é modelo à força
Que a diga António Capela

Teresa Torga, Teresa Torga
Vencida numa fornalha
Não há bandeira sem luta
Não há luta sem batalha

Zeca Afonso

 

Letra


publicado por olhar para o mundo às 17:39 | link do post | comentar

Quarta-feira, 04.12.13

 

letra

 

Chamava-se Catarina
O Alentejo a viu nascer
Serranas viram-na em vida
Baleizao a viu morrer
Ceifeiras na manha fria
Flores na campa lhe vao pôr
Ficou vermelha a campina
Do sangue que entao brotou
Acalma o furor campina
Que o teu pranto nao findou
Quem viu morrer Catarina
Nao perdoa a quem matou
Aquela pomba tao branca
Todos a querem p'ra si
O Alentejo queimado
Ninguém se lembra de ti
Aquela andorinha negra
Bate as asas p'ra voar
O Alentejo esquecido
Inda um dia hás-de cantar



publicado por olhar para o mundo às 17:48 | link do post | comentar

Sexta-feira, 30.08.13
enquanto há força

enquanto há força

Concerto de Tributo à vida e obra de José Afonso integrado nas iniciativas de comemoração do 26º aniversário da Associação José Afonso

 De nada me arrependo                                                                                                                             

 Só a vida                                                                                                                                                            

 Me ensinou a cantar                                                                                                                                       

Esta cantiga”


In “Alegria da Criação” (José Afonso in “Galinhas do Mato”, 1985)


 “José Afonso é o nosso maior cantor de intervenção. Este elogio tão consensual e aparentemente tão generoso é a forma mais eficaz de liquidar a obra do grande mestre da música popular portuguesa no que ela tem de universal e de artisticamente superior. (…) Arrumar José Afonso na gaveta da canção de intervenção, é não compreender que a dimensão da sua obra está ao nível do que de mais importante se fez na música popular universal do século XX. E se não teve o impacto mundial que merecia, foi tão-somente porque ele nasceu onde nasceu.”


Guilhermino Monteiro | João Lóio| José Mário Branco | Octávio Fonseca in “José Afonso, Todas as Canções”.


Por tudo isto, no dia 20 de Outubro, pelas 21h, com o apoio empenhado da CASA DA MÚSICA (Porto) e de muitas outras entidades, “companheiros de estrada” do Zeca distraído e de óculos grandes – conjuntamente com gente nova que cresceu com o “poeta, andarilho e cantor” – prestam tributo a um amigo maior que o pensamento.


 Associação José Afonso 



publicado por olhar para o mundo às 18:11 | link do post | comentar

Sábado, 18.05.13

 

Letra

 

Maio maduro Maio, quem te pintou? 
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou. 
Raiava o sol já no Sul. 
E uma falua vinha lá de Istambul.

 

Sempre depois da sesta chamando as flores. 
Era o dia da festa Maio de amores. 
Era o dia de cantar. 
E uma falua andava ao longe a varar.

 

Maio com meu amigo quem dera já. 
Sempre no mês do trigo se cantará. 
Qu'importa a fúria do mar. 
Que a voz não te esmoreça vamos lutar.

 

Numa rua comprida El-rei pastor. 
Vende o soro da vida que mata a dor. 
Anda ver, Maio nasceu. 
Que a voz não te esmoreça a turba rompeu.



publicado por olhar para o mundo às 20:46 | link do post | comentar

Sexta-feira, 10.05.13

 

Letra

 

Mortos de cansaço
Adeus amigos
Nao voltamos cá
O mar é tao grande
E o mundo é tao largo
Maria Bonita
Onde vamos morar
Na barcarola
Canta a Marujada
- O mar que eu vi
Nao é como o de lá
E a roda do leme
E a proa molhada
Maria Bonita
Onde vamos parar
Nem uma nuvem
Sobre a maré cheia
O sete-estrelo
Sabe bem onde ir
E a velha teimava
E a velha dizia
Maria Bonita
Onde vamos cair
A beira de àgua
Me criei um dia
- Remos e velas
Lá deixei a arder
Ao sol e ao vento
Na areia da praia

Maria Bonita
Onde vamos viver
Ganho a camisa
Tenho uma fortuna
Em terra alheia
Sei onde ficar
Eu sou como o vento
Que foi e nao veio
Maria Bonita
Onde vamos morar
Sino de bronze
Lá na minha aldeia
Toca por mim
Que estou para abalar
E a fala da velha
Da velha matreira
Maria Bonita
Onde vamos penar
Vinham de longe
Todos o sabiam
Nao se importavam
Quem os vinha ver
E a velha teimava
E a velha dizia
Maria Bonita
Onde vamos morrer


Letra e musica de José Afonso



publicado por olhar para o mundo às 08:40 | link do post | comentar

Quinta-feira, 09.05.13

 

 

Letra

 

Ó mar 
Ó mar 
Ó mar profundo 
Ó mar 
Negro altar 
Do fim do mundo 

Em ti nasceu 
Ó mar 
A noite que já morreu 
O teu olhar 

Ó mar 
Ó mar 
Ó mar profano 
Ó mar 
Verde mar 
Em que me irmano 

Em ti nasceu 
Ó mar 
A noite que já morreu 
No teu olhar

Letra e musica de José Afonso



publicado por olhar para o mundo às 08:43 | link do post | comentar

Segunda-feira, 24.12.12

 

 

Letra

 

Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
As raparigas solteiras
Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
As raparigas casadas
Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte
Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra

Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pao e vinho novo
Matava a fome à pobreza
Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura



publicado por olhar para o mundo às 14:31 | link do post | comentar

Sexta-feira, 07.12.12

 

 

letra

 

O homem voltou ao solar do amigo
O homem queimou um cigarro na testa
O homem voltou calculando o destino
Andou mais um passo e não viu

Andou mais um passo e não viu


Matava ele o tempo numa outra azinhaga
E a voz era fraca ninguém o ouvia
A larva estendia e o sol abrasava
A marcha do tempo parou

A marcha do tempo parou


Havia uma vala na rua comprida
E a porta travava ninguém o espera
O homem cavava uma cova na vida
Ali nem o céu se calou

Ali nem o céu se calou


Trazia uma ruga na cara comprida
Não vinha pra nada não vinha por nada?
E a rua era larga e a rua era fria
Andou mais um passo e tombou

Andou mais um passo e tombou


Havia uma hora que havia uma vida
Que o homem andava que o homem corria
E a porta travava e um tiro partia
A marcha do tempo parou

A marcha do tempo parou


O homem voltou ao solar do amigo
E a casa era escura e a porta batia
O homem queimou um cigarro na testa
Andou mais um passo e tombou

Andou mais um passo e tombou


Na volta era a noite
Chupava-se a vida
Que há tempo e medida
Chupava-se a vida
O homem precisa é dum'outra cantiga
Agora que o frio voltou

Agora que o frio voltou



publicado por olhar para o mundo às 17:43 | link do post | comentar

Quinta-feira, 22.11.12

Memorial para José Afonso vai ser criado em Lisboa

A ideia foi lançada pela Associação José Afonso, no contexto do orçamento participativo da Câmara Municipal de Lisboa.

 

Zeca Afonso foi também homenageado esta quarta-feira em Paris DR


O cantor e compositor José Afonso, figura icónica da cultura portuguesa falecido há 25 anos, vai ter um memorial em sua honra na cidade de Lisboa.

 

Foi Helena Carmo, do núcleo de Lisboa da Associação José Afonso quem o confirmou ao PÚBLICO. A associação concorreu ao orçamento participativo da Câmara de Lisboa, que desafia os cidadãos a apresentar ideias, e foi no seguimento dessa acção que viu a sua ideia ser uma das escolhidas. O projecto surgiu durante uma reunião do núcleo de Lisboa da associação, que depois lançou uma petição que viria a recolher sete mil assinaturas.

 

Agora, a câmara tem dois anos para concretizar a ideia. O local para a obra ainda não foi escolhido, mas a Avenida da Liberdade, o Jardim do Arco do Cego e a Cidade Universitária são algumas das zonas possíveis.

 

Entretanto, ontem, em Paris, no Théatre de la Ville, José Afonso foi alvo de uma homenagem num espectáculo com direcção musical de Júlio Pereira, no qual participaram músicos e cantores como Francisco Fanhais, António Zambujo, João Afonso ou Mayra Andrade. 

 

Noticia do Público



publicado por olhar para o mundo às 21:35 | link do post | comentar

Sexta-feira, 02.11.12

 

Letra

 

Que amor nao me engana
Com a sua brandura
Se da antiga chama
Mal vive a amargura
Duma mancha negra
Duma pedra fria
Que amor nao se entrega
Na noite vazia?
E as vozes embarcam
Num silêncio aflito
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito
Muito à flor das àguas
Noite marinheira

Vem devagarinho
Para a minha beira
Em novas coutadas
Junta de uma hera
Nascem flores vermelhas
Pela Primavera
Assim tu souberas
Irma cotovia
Dizer-me se esperas
Pelo nascer do dia



publicado por olhar para o mundo às 08:39 | link do post | comentar

Quinta-feira, 27.09.12

José Afonso morreu em 1987, com 58 anosJosé Afonso morreu em 1987, com 58 anos (D.R.)

 

No ano em que se celebra o 25º aniversário da morte de um dos músicos mais ligados da revolução de 1974, Coimbra convidou vários artistas para prestarem homenagem a José Afonso.

 

Esta quinta-feira, o festival abre com artistas conimbricenses. A Banda Biopsia e o Coro Misto da Universidade de Coimbra são alguns dos nomes que actuam no Centro Cultural D. Dinis, a partir das 21h30.

Cordis e o Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica do Centro actuam na sexta, dia 28, no Conservatório de Música de Coimbra. No sábado, sobem ao palco do Teatro Académico Gil Vicente, o Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra e outros músicos convidados como Rui Pato, Ricardo Dias, Janita Salomé, Vitorino e Cristina Branco, entre outros.

José Afonso nasceu em Aveiro em 1929 e formou-se em Coimbra, academicamente e musicalmente. Ainda caloiro da universidade, começou a cantar em serenatas e com o Orfeão Académico da Universidade de Coimbra, que integrara ainda antes de iniciar o ensino superior. É em 1964 que se inspira para escrever Grândola Vila Morena, uma das suas músicas mais conhecidas, que foi mote da revolução de 25 de Abril de 1974. Além de músico, José Afonso foi também um activista na luta contra a ditadura salazarista.

José Afonso morreu a 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal, vítima de esclerose lateral amiotrófica.

A presidente da câmara municipal de Coimbra, Maria José Azevedo, disse esta semana à Lusa, que foi um previlégio para Coimbra ter recebido José Afonso “ainda muito jovem, o que permitiu moldar-lhe o paradigma de um pensamento marcado por uma cultura vasta, uma inteligência irrequieta, um poder criativo, fecundo, enfim, uma paixão pela palavra escrita, cantada ou falada, tudo sem limites”.

 

Noticia do Público



publicado por olhar para o mundo às 18:57 | link do post | comentar

Sábado, 22.09.12

 

 

letra

 

A formiga no carreiro
Vinha em sentido cantrário
Caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário
Larpou trepou às tábuas
Que flutuavam nas àguas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente
Caiu à rua
No meio de toda a gente
Buliu buliu abriu as gâmbias
Para trepar às varandas
E de cima duma delas

Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Andava a roda da vida
Caiu em cima
Duma espinhela caída
Furou furou à brava
Numa cova que ali estava
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro



publicado por olhar para o mundo às 17:35 | link do post | comentar

Sexta-feira, 27.07.12

“Tom de Festa” presta homenagem a José Afonso

 

Uma homenagem a José Afonso, "Terra da Fraternidade", que contará com a participação de nomes sonantes da música portuguesa, será o destaque da XII edição do “Tom de Festa”, que decorrerá de 26 a 28 de Julho, em Tondela.

 

Segundo José Rui Martins, autor e director da Associação Cultural de Tondela, em declarações à Lusa, o Festival “Tom de Festa”apostou este ano "na generosidade de amigos de sempre" para realizar um festival de qualidade "apesar das tremendas dificuldades financeiras".

 

Vitorino, Júlio Pereira, Francisco Fanhais, João Afonso, Carlos Clara Gomes, Manuel Freire ou, entre mais de duas dezenas de "amigos", Luís Pastor ou Zeca Medeiros, irão juntar-se no tributo a Zeca Afonso que terá lugar a 27 de Julho no palco da Acert.

 

"Só a generosidade de todas estas pessoas tornou possível este momento que é, para nós, Acert, um momento de tremenda emoção pela forma como nos identificamos desde o início com aquilo que era a humanidade, a dignidade, a decência que transbordava de tudo aquilo que o Zeca fazia", assegurou José Rui Martins.

 

Segundo o director da Acert, pela primeira vez anos o "Tom de Festa" não conta com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura e a organização foi confrontada com "a necessidade de avançar com um terço do orçamento habitual, possível porque a Câmara de Tondela permaneceu solidária com a história do Tom de Festa".

 

José Rui Martins acredita, no entanto, que "este pode ser o maior momento, pelo menos para quem é Acert, das mais de duas décadas pelas quais se estende o festival". 

 

Noticia do HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 21:02 | link do post | comentar

Terça-feira, 24.04.12

 

Letra

 

Aguas
E pedras do rio
Meu sono vazio
Nao vao
Acordar
Aguas
Das fontes
calai
O ribeiras chorai
Que eu nao volto
A cantar
Rios que vao dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Aguas
Das fontes calai
O ribeiras chorai
Que eu nao volto
A cantar
Aguas

Do rio correndo
Poentes morrendo
P'ras bandas do mar
Aguas
Das fontes calai
O ribeiras chorai
Que eu nao volto
A cantar
Rios que vao dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Aguas
Das fontes calai
O ribeiras chorai
Que eu nao volto
A cantar



publicado por olhar para o mundo às 17:28 | link do post | comentar

Quinta-feira, 09.02.12

 

Letra

 

A Acupunctura Em Odmira

Zeca Afonso

 

 

Ainda bem que é verdade
Ainda bem que é mentira
A acupunctura em Odemira
Ainda bem que há quem viva
Em Odeceixe
E se peide à vontade
Na Rua Espinha de Peixe
Eu bem sei a Cergal a Super Bock
A volta ao mundo pelo Cabo de S. Roque
Em Abril àguas mil
Ponto final
Ainda bem que é para breve
O festival
Ainda bem que amanha
É a ciclorama
E o campeonato do mundo no primeiro programa
Ainda bem que apostei no totobola
Todos os dias sao santos, Dona Aurora 



publicado por olhar para o mundo às 17:10 | link do post | comentar

Quarta-feira, 06.04.11

 

 

 

Letra

 

No céu cinzento 
Sob o astro mudo 
Batendo as asas 
Pela noite calada 
Vem em bandos 
Com pés veludo 
Chupar o sangue 
Fresco da manada 

Se alguém se engana 
Com seu ar sisudo 
E lhes franqueia 
As portas á chegada 
Eles comem tudo 
Eles comem tudo 
Eles comem tudo 
E não deixam nada 

A toda a parte 
Chegam os vampiros 
Poisam nos prédios 
Poisam nas calçadas 
Trazem no ventre 
Despojos antigos 
Mas nada os prende 
Às vidas acabadas 

São os mordomos 
Do universo todo 
Senhores á força 
Mandadores sem lei 
Enchem as tulhas 

Bebem vinho novo 
Dançam a ronda 
No pinhal do rei 

Eles comem tudo 
Eles comem tudo 
Eles comem tudo 
E não deixam nada 

No chão do medo 
Tombam os vencidos 
Ouvem-se os gritos 
Na noite abafada 
Jazem nos fossos 
Vítimas dum credo 
E não se esgota 
O sangue da manada 

Se alguém se engana 
Com seu ar sisudo 
E lhe franqueia 
As portas á chegada 
Eles comem tudo 
Eles comem tudo 
Eles comem tudo 
E não deixam nada 

Eles comem tudo 
Eles comem tudo 
Eles comem tudo 
E não deixam nada

 



publicado por olhar para o mundo às 22:56 | link do post | comentar


Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email
mais sobre mim




posts recentes

José Afonso - Avenida de ...

Canção do medo - José Afo...

José Afonso - "Moda do En...

José Afonso - Canarinho

José Afonso - Altos Alten...

José Afonso - "Já o Tempo...

José Afonso - "Resineiro ...

José Afonso - "Quem diz q...

José Afonso - Teresa Torg...

José Afonso - "Cantar ale...

arquivos

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

tags

todas as tags

links
comentários recentes
ObrigadoTodos oos músicos deveriam acompanhar os v...
Letra e Música:Rodrigo Serrão Obrigado :)
Mas que maravilha de letra, de melodia! A voz! Con...
Já actualizei o Post, muito obrigado
O tempo não espera pela gente mas eu espero por ti...
sou teu fà loony johnson
A letra está malDeviam arranjar
Grande Musica
Musica Qualitativa
blogs SAPO
subscrever feeds