Terça-feira, 20.09.16

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Jorge Palma e Sérgio Godinho, dois nomes maiores da música reúnem-se em palco para um espetáculo especial concebido em conjunto. Inédito!

 

Ainda que ao longo das suas carreiras se tenham cruzado inúmeras vezes, nunca o propósito havia sido este: “juntos”.

 

Juntos, porque se apresentam num espetáculo uno, ainda que idealizado a dois, para ser o melhor de dois… num.

 

Juntam-se as ideias, as viagens e as histórias feitas canções.

 

Junta-os a música, a estrada, os palcos, o público e a vontade de escrever, cada um a seu jeito, cada um com tanto jeito, a liberdade.

 

Juntam-se também aos músicos – aos que nasceram com a sua música e também aos que com ela cresceram.

 

Juntam-se a Pedro Vidal, Nuno Rafael, João Correia, Sérgio Nascimento, João Cardoso e Nuno Lucas.

 

E “juntos” juntar-se-ão ao público na partilha de quatro décadas da banda sonora das nossas vidas.

 

TÍTULO:"Jorge Palma & Sérgio Godinho - Juntos"
SINOPSE: Jorge Palma e Sérgio Godinho encontram-se finalmente em palco para um concerto que promete ser inesquecível
MÚSICOS: Jorge Palma (voz, piano, guitarra), Sérgio Godinho (voz, guitarra), João Cardoso ( teclado, coros), João Correia (bateria), Nuno Lucas (baixo, percussão), Nuno Rafael (guitarra elétrica, guitarra acústica, banjo, lap steel guitar, percussões, coros), Pedro Vidal (guitarra elétrica, guitarra acústica, banjo, cavaquinho, pedal steel guitar, coros) e Sérgio Nascimento (bateria, percussão)
AGENDA: 5 de outubro, quarta-feira, 21h30
BILHETES: 22 € Plateia | 19 € Balcão

 

Retirado de Forum Luisa Todi



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Segunda-feira, 16.05.16

 

Letra

 

A chuva cai
E eu estou-me bem a borrifar
Curto todas as estações
Gosto de as ver alternar

A chuva cai
E eu já pressinto um sol brilhante
Vem aí um arco-íris
Este vai ser delirante

Eu vou seguindo o meu caminho
E quando penso em ti
Agora, doravante e p'ró futuro
Aliás, como sempre e como dantes

Eu chamo-te
Eu quero-te
Eu torço por ti
Meu amor

Eu chamo-te
Eu quero-te
Eu torço por ti
Meu amor

A chuva cai

A chuva cai
Vai conhecendo as minhas rugas
Organiza-me o cabelo
Faz-me escorregar nas fugas

A chuva cai
E eu estou-me bem a borrifar
Curto todas as estações
Gosto de as ver alternar

Eu vou seguindo o meu caminho
E quando penso em ti
Agora, doravante e p'ró futuro
Aliás, como sempre e como dantes

Eu chamo-te
Eu quero-te
Eu torço por ti
Meu amor

Eu chamo-te
Eu quero-te
Eu torço por ti
Meu amor

A chuva cai

 



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Quarta-feira, 27.04.16

 

Letra

 

Trouxeste o olhar baço
Entre a tristeza e o cansaço
Dizes tudo aquilo que eu já sei
Errei mas eu também
Não prometi a ninguém
Ser eternamente a solução
Esqueceste a compaixão
Há pouco espaço p'ro perdão
Nem sei como to pedir
Tremeu a tua voz
Oscilar entre o ficar e ir
E a seguir
Tu chamaste-me traidor
Mas nem me importa esse teu dedo acusador
Pois sem rodeios
Sei bem que apontar é feio
Desapontar-te é pior
Perdeu-se o nosso espaço
Agora entregue ao embaraço
Mordeste o lábio, deste um passo atrás
Caminhas contrafeita
Como quem chama e rejeita
No teu jeito inocente de querer paz
Ficámos sem guião
Neste jogo de alevão
Em que se um desistir o outro perde
E eu sinto-me tão mal
Quem em mim a culpa corre e ferve
De nada serve
Tu chamaste-me traidor
Mas nem me importa esse teu dedo acusador
Pois sem rodeios
Sei bem que apontar é feio
Desapontar-te é pior
Tu chamaste-me traidor
Mas nem me importa esse teu dedo acusador
Pois sem rodeios
Sei bem que apontar é feio mas
Desapontar-te é pior
Desapontar-te é pior

 



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Quarta-feira, 02.03.16

 

Letra

 

Estou velho!
Dói-me o joelho
Dói-me parte do antebraço
Dói-me a parte interna
De uma perna
E parte amiga
Da barriga
Que fadiga
O que é que eu faço?
Escolho o baço ou o almoço?
Vira o osso
Dói o pescoço
É do excesso
Do ex-sexo
Alvoroço
Reboliço
Perco o viço
Já soluço
Já sobroço
Esmiúço
Os meus sintomas
E já agora, do meu médico
Os diplomas
Esmiúço
A consciência
E já agora, apresento a penitência

Ah que estou arrependido
De ter feito e de ter tido
Ai coração, ora seja
Como a que ouvi na igreja

Mea culpa, mea culpa
Minha máxima desculpa
É ter vindo p´ro presente
Conservado em aguardente

Quero ser p'ra sempre jovem
As minhas células movem
Uma campanha eficaz
Água benta e água-raz
O elixir da eterna juventude
Esse que quer que tudo mude
P'ra que tudo fique igual
Estava marado
Falsificado
É desleal!

Vou implorar aos apóstolos
Mas é pior, que desgosto-os
Com tanto pecado junto
Não lhes pega nem o unto

Vou recorrer aos meus santos
Esses, ao menos, são tantos
Que há-de haver um que me acuda
Senão ainda tenho o buda

Maomé vai à montanha
O papa, ninguém o apanha
Na rússia, o rato rói a rolha
Venha o diabo e escolha

O elixir da eterna juventude
Esse que quer que tudo mude
P'ra que tudo fique igual
Estava marado
Falsificado
É desleal!

Misticismo agora à parte
Envelhecer é uma arte
"arte-nova", "arte-final"
Numa luta desigual

Só me vou pôr de joelhos
Ante o mais velho dos velhos
E perguntar-lhes o segredo
De p'ra ele inda ser cedo

Quando o espelho me mira
Já nem o chapéu me tira
Deito-lhe a língua de for a
Pisco o olho e vou-me embora

O elixir da eterna juventude
Esse que quer que tudo mude
P'ra que tudo fique igual
Estava marado
Falsificado
É desleal!

 

 



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JORGE PALMA E SÉRGIO GODINHO

JORGE PALMA & SÉRGIO GODINHO – JUNTOS



COLISEU DO PORTO, DIAS 3 E 4 EM LISBOA SUPERARAM AS MELHORES EXPECTATIVAS

Depois das apresentações realizadas na semana passada no Coliseu de Lisboa, Jorge Palma & Sérgio Godinho apresentam o espetáculo "Juntos" no Coliseu do Porto nos dias 3 e 4 deste mês.

O entusiasmo que as apresentações em Lisboa despertaram foi correspondido por parte dos artistas com dois memoráveis concertos que lotaram a sala lisboeta.

No Correio da Manhã, Pedro Rodrigues Santos destacava no título "Palma e Godinho juntos em noite de celebração". Já no texto, descrevia as suas impressões sobre a noite "constituído por várias gerações, o público que esgotou a sala lisboeta apenas confirmou a intemporalidade dos temas cantados em dueto por Palma e Godinho. Num ambiente ora íntimo, ora efusivo, os dois artistas desfilaram canções como 'Dá-me Lume', 'O Elixir da Eterna Juventude', 'As Horas Extraordinárias' e 'Deixa-me Rir' (…)".

No altamont.pt, Inês Linhares Dias dissertava sobre as suas desconfianças anteriores ao concerto - "quando dois nomes tão gigantes da música popular portuguesa, como Jorge Palma e Sérgio Godinho, se juntam (…) a primeira reação natural de qualquer pessoa (…) é de um enorme entusiasmo. Contudo, a mastigação da ideia levanta dúvidas (…). Ainda assim, confiamos nos mestres e, esperançosos, lá vamos ver como é que duas mestrias distintas, resultam juntas. E resultam. Como não poderia deixar de ser."

Para Carlos Ferreira no artigo publicado na infocul.pt importava destacar o papel da banda que acompanha Jorge Palma & Sérgio Godinho: "que os dois artistas são de um talento extraordinário, já todos sabíamos. Mas a banda que os acompanha não lhes fica atrás. Nuno Rafael, Sérgio Nascimento, João Cardoso, Pedro Vidal, Nuno Lucas e João Correia mostraram qualidade e virtuosismo."

Na "canela & hortelã", Tânia Fernandes e Ana Filipa Correia concluem a sua reportagem: "aplausos calorosos, de pé, foi o que receberam Jorge Palma e Sérgio Godinho depois de mais de duas horas de concerto, no Coliseu dos Recreios. Dois timbres inconfundíveis, que se complementam. Trocam de papéis, com facilidade e adotam o estilo do outro, enriquecendo, ainda mais a música portuguesa. Foi a primeira de várias noites de espetáculos juntos. E todos saímos com um brilhozinho nos olhos…".

Amanhã e depois, dias 3 e 4, será a vez do Coliseu do Porto viver noites emocionantes que serão seguramente diferentes das vividas em Lisboa.
 

 



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Quinta-feira, 25.02.16

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JORGE PALMA E SÉRGIO GODINHO

Juntos nos Coliseus a partir de amanhã



Jorge Palma & Sérgio Godinho – Juntos Coliseus a partir de amanhã Presença na discussão do OE2016

É já amanhã, dia 25, que Jorge Palma e Sérgio Godinho levarão ao palco doColiseu de Lisboa a produção "JUNTOS", no primeiro de quatro espectáculos que realizarão nos Coliseus de Lisboa e Porto a 25 e 26 de Fevereiro e a 3 e 4 de Março, respectivamente.
 
Será seguramente o acontecimento do dia a avaliar pelo protagonismo que os dois cantautores tiveram no dia d’ontem quando da discussão do Orçamento de Estado de 2016 em que Governo e grupos parlamentares esgrimiram argumentos recorrendo frequentemente às palavras de Sérgio e Jorge. Nos Coliseus será em discurso directo.
 
Aliás, a frase "A banda sonora das nossas vidas num encontro histórico", utilizada na promoção destes espectáculos, nunca se ajustou mais do que agora – 135 anos de vida e mais de 80 em canções que têm acompanhado o nosso quotidiano desde o início da década de 70 do século passado, atravessado gerações, sempre com a mesma determinação, honestidade e aventureirismo artístico.
 
"Juntos" estreou em Maio de 2015 no Centro Cultural Olga Cadaval e tem desde aí sido pontualmente apresentado em alguns teatros nacionais. No final do ano chegou aos escaparates o registo ao vivo em CD e DVD das apresentações realizadas no Theatro Circo em Braga que se tem mantido na lista dos mais vendidos desde o seu lançamento.
 
A série de apresentações que amanhã se iniciará ainda que tendo por base a selecção de repertório utilizada nos concertos realizados, terá algumas novidades no alinhamento anunciando-se para já a chamada a palco de "It’s All Over Now, Baby Blue", um original de Bob Dylan de 1965, bem como de outros temas de Sérgio Godinho e Jorge Palma preparados especialmente para os Coliseus. 
 

 

 


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Domingo, 06.12.15

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Jorge Palma & Sérgio Godinho - JUNTOS ao vivo no Theatro Circo



É editado hoje em CD e em edição deluxe (2CD+DVD)

"Estamos muito contentes por estar juntos" foi a primeira frase que os músicos ouviram, no primeiro ensaio, mesmo sem ninguém ter dito isso. Ia dar certo. Deu certo. As palavras são de Sérgio Godinho, escritas para um dos textos que integra a edição deluxe "Jorge Palma & Sérgio Godinho - Juntos ao vivo no Theatro Circo" e que descreve o espírito presente nesta aventura a dois. Esta edição, em que constam 2CD + DVD com a versão integral do concerto, está disponível em exclusivo na Fnac e inclui fotografias de Rita Carmo, textos exclusivos escritos pelos dois protagonistas e por duas devotas admiradoras, Capicua e Mafalda Veiga, e ainda um DVD realizado por André Tentúgal também ele cantautor, associado ao projecto We Trust.
 
Aliás, em torno destes "135 anos de música", estão alguns dos mais consistentes e criativos músicos nacionais – Nuno Rafael e Pedro Vidal, responsáveis pela direcção musical, nas guitarras; Nuno Lucas no baixo; João Cardoso nas teclas; e João Correia e Sérgio Nascimento, num admirável jogo de energia e sensibilidade nas duas baterias e percussões. A captação e mistura ficaram a cargo de Nelson Carvalho.
 
"O meu prazer em ouvir as canções do Sérgio é genuíno desde sempre e cantá-las tem sido minha prática comum - quando o fazemos em conjunto esse gozo aumenta exponencialmente, esse sentimento é recíproco e abrange obviamente as minhas canções também (…)", diz Jorge Palma. Esse "gozo" tem percorrido algumas salas do país desde Maio e foi registado no magnífico Theatro Circo de Braga nos passados dias 24 e 25 de Setembro, em duas noites absolutamente memoráveis para o público presente. Para além da "edição deluxe", "Jorge Palma & Sérgio Godinho - Juntos ao vivo no Theatro Circo" terá ainda edição digital e uma edição standard em CD com 17 dos 25 temas registados.
 
"A Noite Passada", canção seleccionada como single de avanço já está disponível. Mas neste registo histórico, que reúne duas das figuras mais preponderantes da música nacional, podemos ouvir e emocionarmo-nos com canções como "Dá-me Lume", "O Elixir da Eterna Juventude", "A Gente Vai Continuar", "Na Terra dos Sonhos" ou o inédito, escrito por Sérgio Godinho a propósito desta reunião, "Caso For Esse o Caso". São quatro décadas de canções que de, alguma maneira, fazem a banda sonora das nossas vidas. 
 
Em paralelo com esta edição, os artistas anunciam ainda a estreia do espectáculo nas cidades de Porto e Lisboa com apresentações nos Coliseus, respectivamente a 25 de Fevereiro e 4 de Março de 2016.
 

 



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Sábado, 05.12.15

 

Letra

 

A noite passada acordei com o teu beijo
descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo
vinhas numa barca que não vi passar
corri pela margem até à beira do mar
até que te vi num castelo de areia
cantavas "sou gaivota e fui sereia"
ri-me de ti "então porque não voas?"
e então tu olhaste
depois sorriste
abriste a janela e voaste

A noite passada fui passear no mar
a viola irmã cuidou de me arrastar
chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo
olhei para baixo dormias lá no fundo
faltou-me o pé senti que me afundava
por entre as algas teu cabelo boiava
a lua cheia escureceu nas águas
e então falámos
e então dissemos
aqui vivemos muitos anos

A noite passada um paredão ruiu
pela fresta aberta o meu peito fugiu
estavas do outro lado a tricotar janelas
vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
cheguei-me a ti disse baixinho "olá",
toquei-te no ombro e a marca ficou lá
o sol inteiro caiu entre os montes
e então olhaste
depois sorriste
disseste "ainda bem que voltaste"

 



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Letra

 

Dá-me Lume
Chegaste com três vinténs
E o ar de quem não tem
Muito mais a perder
O vinho não era bom
A banda não tinha tom
Mas tu fizeste a noite apetecer
Mandaste a minha solidão embora
Iluminaste o pavilhão da aurora
Com o teu passo inseguro
E o paraíso no teu olhar

Eu fiquei louco por ti
Logo rejuvenesci
Não podia falhar
Dispondo a meu favor
Da eloquência do amor
Ali mesmo à mão de semear
Mostrei-te a origem do bem e o reverso
Provei-te que o que conta no universo
É esse passo inseguro
E o paraíso no teu olhar

Dá-me lume, dá-me lume
Deixa o teu fogo envolver-me
Até a música acabar
Dá-me lume, não deixes o frio entrar
Faz os teus braços fechar-me as asas
Há tanto tempo a acenar

Eu tinha o espírito aberto
Às vezes andei perto
Da essência do amor
Porém no meio dos colchões
No meio dos trambolhões
A situação era cada vez pior
Tu despertaste em mim um ser mais leve
E eu sei que essencialmente isso se deve
A esse passo inseguro
E ao paraíso no teu olhar

Dá-me lume, dá-me lume
Deixa o teu fogo envolver-me
Até a música acabar
Dá-me lume, não deixes o frio entrar
Faz os teus braços fechar-me as asas
Há tanto tempo a acenar

Se eu fosse compositor
Compunha em teu louvor
Um hino triunfal
Se eu fosse crítico de arte
Havia de declarar-te
Obra-prima à escala mundial
Mas eu não passo dum homem vulgar
Que tem a sorte de saborear
Esse teu passo inseguro
E o paraíso no teu olhar
Esse teu passo inseguro
E o paraíso no teu olhar

 



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Terça-feira, 24.11.15

 

Letra

 

Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
o que lá vai já deu o que tinha a dar
quem ganhou, ganhou e usou-se disso
quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
e enquanto alguns fazem figura
outros sucumbem à batota
chega aonde tu quiseres
mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada para andar
a gente vai continuar
enquanto houver estrada para andar
enquanto houver ventos e mar
a gente não vai parar
enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
o sistema é antigo e não poupa ninguém
somos todos escravos do que precisamos
reduz as necessidades se queres passar bem
que a dependência é uma besta
que dá cabo do desejo
e a liberdade é uma maluca
que sabe quanto vale um beijo

Enquanto houver estrada para andar
a gente vai continuar...

 



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Segunda-feira, 23.11.15

 

Letra

 

O meu amor tem lábios de silêncio
e mãos de bailarina
e voa como o vento
e abraça-me onde a solidão termina

O meu amor tem trinta mil cavalos
a galopar no peito
e um sorriso só dela
que nasce quando a seu lado eu me deito

O meu amor ensinou-me a chegar
sedento de ternura
sarou as minhas feridas
e pôs-me a salvo para além da loucura

O meu amor ensinou-me a partir
nalguma noite triste
mas antes, ensinou-me
a não esquecer que o meu amor existe

 



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Sábado, 21.11.15

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Jorge Palma & Sérgio Godinho - JUNTOS



"Juntos", encontro histórico agora em disco e DVD Concertos em Lisboa e Porto anunciados

Maio de 2015, Jorge Palma e Sérgio Godinho, dois nomes maiores da música nacional, reúnem-se pela primeira vez em palco para um espectáculo conjunto - "JUNTOS", chamar-lhe-iam.

A estreia ocorreria no C.C. Cultural Olga Cadaval, inicialmente para uma noite, finalmente para 3 noites consecutivamente esgotadas. A reunião repetir-se-ia - no Festival Super Bock Super Rock; na FicaVouga; no Cine-Teatro Louletano; e no Theatro Circo de Braga.

Dezembro de 2015, é publicado "JORGE PALMA & SÉRGIO GODINHO - JUNTOS - AO VIVO NO THEATRO CIRCO", a fixação da passagem nos dias 24 e 25 de Setembro do colectivo pelo magnífico Theatro Circo de Braga, local escolhido para a gravação deste documento histórico de partilha de quatro décadas de canções, num registo que é a banda sonora das nossas vidas.

Aos escaparates chegarão no início do mês as três edições de "Jorge Palma & Sérgio Godinho - JUNTOS - THEATRO CIRCO":
 
                Edição integral (2CD+DVD) - pack luxuoso com fotos e textos exclusivos constituída por duplo CD e DVD realizado por André Tentúgal (exclusivo FNAC);
                CD - constituído por 17 temas incluindo as canções mais emblemáticas dos cantautores;
                Edição digital - alinhamento idêntico a CD

Em jeito de celebração, a edição do disco será acompanhada pela abertura de bilheteiras para os espectáculos que se realizarão nos Coliseus de Lisboa e Porto, respectivamente a 25 de Fevereiro e 4 de Março de 2016
 
Agenda:
26 NOV / C.A.E. / Figueira da Foz
27 NOV /Casa das Artes / Famalicão
25 FEV / Coliseu / Lisboa
04 MAR / Coliseu / Porto


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Quarta-feira, 05.08.15

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JORGE PALMA & SÉRGIO GODINHO



"Juntos" em Setembro a Sul e a Norte

A rentrée para Jorge Palma e Sérgio Godinho será feita com as primeiras apresentações da produção "Juntos" a sul e a norte, com concertos anunciados para dia 19 de Setembro em Loulé e dia 24 em Braga correspondendo assim aos inúmeros apelos do público local.

Estreado no passado mês maio em três datas esgotadas no Centro Cultural Olga Cadaval, "Jorge Palma & Sérgio Godinho - Juntos" retrata o encontro em palco de dois nomes maiores da música nacional numa partilha, também com o público, de quatro décadas da banda sonora das nossas vidas.

As apresentações em Loulé e Braga decorrerão, respectivamente, no Cineteatro Louletano, no dia 19, e no Theatro Circo, no dia 24. Os bilhetes para estas apresentações poderão ser adquiridos a partir de hoje nas bilheteiras dos locais..

Com Jorge Palma e Sérgio Godinho, em palco, "Juntos": Nuno Rafael & Pedro Vidal, nas guitarras e direcção musical; Nuno Lucas, baixo; João Cardoso, teclados; João Correia e Sérgio Nascimento, nas baterias.


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Segunda-feira, 27.07.15

 

 

Letra

 

Mais 1 Comboio
(letra de Jorge Palma / música de Flak)

Vejo tanto olhar encafuado
Em automóveis bestiais
Casos graves de bem estar,
Por mais que tenham, nunca têm a mais.

Aleijados do conforto
Refugiados na T.V.
O pior não é estar triste,
O pior é não saber porquê.

Há o entretenimento
Há o remoto control
Há-de haver mais um comboio
Para o centro comercial

Nesta altura ninguém faz greve,
Embora muitos tentem adormecer
Alguns vão derretendo a neve
Nas colheres a ferver

Nas entradas do metro, o frio
É combatido com papel de jornal
Útil informação para os que estão na frente,
Cegos pelas luzes do Natal

 



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Quarta-feira, 03.06.15

 

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



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Sexta-feira, 10.04.15

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SÉRGIO GODINHO

Junta-se a Jorge Palma em concerto a 29 de Maio no Olga Cadaval em Sintra



"Juntos!" Finalmente (ou enfim) “juntos”! Dois nomes maiores da música reúnem-se em palco para um espetáculo especial concebido em conjunto.

Inédito! Ainda que ao longo das suas carreiras se tenham cruzado inúmeras vezes, nunca o propósito havia sido este: "juntos".

Juntos, porque se apresentam num espetáculo uno, ainda que idealizado a dois, para ser o melhor de dois… num.

Juntam-se as ideias, as viagens e as histórias feitas canções.

Junta-os a música, a estrada, os palcos, o público e a vontade de escrever, cada um a seu jeito, cada um com tanto jeito, a liberdade.

Juntam-se também aos músicos - aos que nasceram com a sua música e também aos que com ela cresceram. Juntam-se a Pedro Vidal, Nuno Rafael, João Correia, Sérgio Nascimento, João Cardoso e Nuno Lucas.

E "juntos" juntar-se-ão ao público na partilha de quatro décadas da banda sonora das nossas vidas.


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Quarta-feira, 04.03.15

 

Letra

 

Era uma vez um amor de talher
Bem arrumadinho num gavetão
Uma colherzinha pequena de prata
E um garfo lindo antigo de latão

Só de longe é que se olhavam
Nunca, nunca se encontravam
Só desarrumados
É que eles se tocavam

Assim foi, durante muito tempo
Até que o garfinho tão velho ficou
Que o deitaram fora
Ninguém se ralou
E a história triste quase chorou...

Era uma vez um amor de talher
Mal arrumadinho num gavetão
Só que a linda colherzinha
Que era esperta e pequenina
Tinha-se escondido escondidinha
Atrás dele...

 

 



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Letra

 

Quero o meu dinheiro de volta
Tanta gente a dar-me a volta
Não foi para isto que eu vim cá
Quero o meu dinheiro de volta
Não é tarde, nem é cedo
Quero o meu dinheiro já

Diz-se agora muito por aí
Que a gente vive em liberdade
Pois vamos lá abrir o jogo
Anda cá tu dizer-nos o que vês quando estás bem acordado
Huuum, és logo posto de lado
Isto é se não fores comprado
Aaaaah, mas que raio de fardo

Quero o meu dinheiro de volta
Tanta gente a dar-me a volta
Não foi para isto que eu vim cá
Quero o meu dinheiro de volta
Não é tarde, nem é cedo
Quero o meu dinheiro já

Vejam aqueles velhos no jardim
Aquilo é que é ter pouca sorte
O que é que eles vão fazer à vida
A casa onde eles sempre viveram
Teve que ser demolida
Aaaaah, mas que partida
E a reforma auferida
É que não lhes chega para a comida

Quero o meu dinheiro de volta
Tanta gente a dar-me a volta
Não foi para isto que eu vim cá
Quero o meu dinheiro de volta
Não é tarde, nem é cedo
Quero o meu dinheiro já

Vejam as mãos daquele sacerdote
Bem erguidas para o céu
Diz que Deus olha pela gente
Mas basta um pouco de atenção
Para ver que interesses que ele defende
Eeeeh, o que ele pretende
É dar um ar inocente
Aqueles com quem ele se entende

Quero o meu dinheiro de volta
Tanta gente a dar-me a volta
Não foi para isto que eu vim cá
Quero o meu dinheiro de volta
Não é tarde, nem é cedo
Quero o meu dinheiro já

 



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Terça-feira, 13.01.15

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MÚSICA NO AMAC

CONCERTOS DE ANO NOVO, JORGE PALMA E D.A.M.A

 

No próximo fim-de-semana, o Auditório Municipal Augusto Cabrita recebe os Concertos de Ano Novo com a Camerata Musical do Barreiro, no dia 17, e a Orquestra de Violinos Os Paganinus, no dia 18. No dia 30 de janeiro, Jorge Palma atua no Barreiro, também no AMAC. Em fevereiro, este espaço de cultura do Concelho recebe os D.A.M.A.

 

Programa

 

17 janeiro | sábado | 16h00

Concerto de Ano Novo - Camerata Musical do Barreiro | Música

Pretende-se com este concerto celebrar e desejar um bom ano a todos os barreirenses

Faixa Etária - M/6

Duração aproximada – 60m

Ingresso – 2,00€

 

18 janeiro | domingo | 16h00

Concerto de Ano Novo - Orquestra de Violinos Os Paganinus [Conservatório Regional de Música de Setúbal] | AMAC Júnior – Música

Faixa Etária - M/6

Duração – 1h15m com intervalo

Ingresso - 2,00€

 

30 janeiro | sexta-feira | 21h30

Jorge Palma | Música

 

Jorge Palma dispensa apresentações. Com mais de 40 anos de carreira é um nome incontornável do panorama musical português. Compositor, poeta, intérprete e exímio pianista, Jorge Palma começou a dar cartas logo cedo, quando aos 13 anos venceu o segundo prémio e uma menção honrosa num Concurso Internacional das Juventudes Musicais, realizado em Palma de Maiorca.

 

Aprendendo piano desde os seis anos, o percurso de vida de Jorge Palma observa-se sempre a par da música, sua maior forma de expressão. Correu a Europa de guitarra em punho tocando nas ruas de cidades como Paris e Copenhaga, terminou o Curso Superior de Piano em 1990  e editou vários discos de originais, compondo êxitos, somando discos de ouro, tendo atingindo a marca da dupla platina com «Voo Nocturno». Venceu o prémio José Afonso em 2002, e em 2008 e 2012 foi o vencedor do Globo de Ouro na categoria de melhor intérprete.  Pelo seu último disco «Com Todo o Respeito» foi ainda galardoado pela SPA com o prémio Pedro Osório. 

 

Desde os anos 70 que esgota salas um pouco por todo o país, desde as mais emblemáticas, até aos palcos mais intimistas, tendo também passado por festivais como o Meo Sudoeste, Super Bock Super Rock e Rock in Rio.

 

Vicente Palma e Gabriel Gomes (ex-Madredeus e Sétima Legião) são os dois músicos que o acompanham no seu formato acústico. Vicente surge na guitarra, no piano ou na voz, acompanhando Jorge Palma em alguns dos temas que juntos já tocam há mais de uma década. Gabriel Gomes oferece a sonoridade do seu acordeão para criar ambientes verdadeiramente íntimos e especiais.

Faixa Etária - M/6

Duração aproximada – 75m

Ingresso – 12,50€

 

13 fevereiro | sábado |  21h30 | D.A.M.A | Música | AMAC

Francisco M. Pereira (Kasha), Miguel Coimbra e Miguel Cristovinho são o núcleo central dos D.A.M.A., banda oriunda de Lisboa que se destaca pelas suas canções contagiantes, empatia com o público e energia das atuações ao vivo.

 

Francisco e Miguel Coimbra conhecem-se desde os seis anos, tendo frequentado o mesmo colégio (na mesma turma) desde sempre. Já nos tempos do ensino básico faziam composições nas aulas de Língua Portuguesa, que resultava numa saudável competição entre ambos.

 

D.A.M.A., sigla para a expressão “Deixa-me Aclarar-te a Mente, Amigo”, começou por ser um projeto de pop/rap, tendo Francisco e Miguel vindo, progressivamente, a libertar-se de quaisquer restrições musicais, procurando sempre escrever músicas com que as pessoas se identifiquem mas que, acima de tudo, transmitam uma mensagem positiva.

Faixa Etária - M/6

Duração aproximada – 60m

Ingresso – € 10,00

 

Consulte o restante programa de janeiro do AMAC em CMB. Brevemente será divulgada a agenda de fevereiro do AMAC.

CMB 2015-01-12



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Segunda-feira, 06.10.14

 

 

JORGE PALMA

25 anos de Bairro do Amor

A 13 de Outubro é reeditado o álbum que marcou o final da década de 80.

"Nesse dia de 1989 estava cheio de energia positiva e determinado a arranjar quem me financiasse a gravação e edição do álbum que já tinha elaborado e que viria a chamar-se Bairro do Amor, nome duma música que havia composto e gravado 12 anos atrás e que viria a regravar neste próximo. 

A editora que me havia lançado os 3 álbuns anteriores não se mostrou interessada na maquete que lhes tinha mostrado e que continha uma boa parte destes novos temas. Assim, tive de negociar um acordo de gravação entre mim, a Polygram e os meus amigos Guilherme Inês e José da Ponte que, nessa altura, geriam o estúdio de gravação "Namouche". Depois de fazer várias vezes o percurso entre a editora e o estúdio com alguns telefonemas pelo meio, lá cheguei a casa todo contente com o contrato na mão.
Ninguém ficou a perder, pelo contrário, público e crítica receberam bem esse leque de canções que, ainda hoje, executo em palco praticamente por inteiro. Com imenso gozo, pois claro." Jorge Palma, 2014.

Esta é descrição na primeira pessoa, de um dia que viria a ser marcante para a música portuguesa. O Bairro do Amor que agora completa um quarto de século sobre a sua primeira edição, é reeditado agora pela Universal Music Portugal (então Polygram) com um artwork renovado e três temas extra. 24 páginas de excertos de jornais e revistas da época, bem como fotografias icónicas de um dos maiores nomes da música portuguesa, completam o grafismo do álbum que tem marcado gerações.

O "Bairro do Amor" contém no seu alinhamento temas como: Frágil, Dá-me Lume, Só, Minha Senhora da Solidão e muitos outros que ainda hoje povoam o imaginário colectivo e fazem dele um dos álbuns basilares do século XX na música portuguesa. A estes temas juntam-se Só, Frágil e Bairro do Amor em versões mais cruas, apenas com a voz única de Jorge Palma e a sua mestria ao piano.

No ano em que se completam 25 anos sobre a sua edição, o Misty Fest lançou o convite a Jorge Palma - trazer para o palco do Centro Cultural de Belém este disco em especial. Passadas mais de duas décadas Jorge Palma apresenta o Bairro do Amor de 1989 a 6 de Novembro de 2014 no Centro Cultural de Belém.

"Gostava que este disco chegasse ao século XXI", confessava Jorge Palma, em 1989, em entrevista ao jornal "A Capital". A 13 de Outubro de 2014 a Universal Music homenageia e reconhece a importância deste álbum com esta reedição. 

 



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Quarta-feira, 05.03.14

 

Letra

 

Fui Um Lobo Malvado 
Eu fui um lobo malvado 
Entrei em casa da avózinha 
E instalei-me na caminha 
Contigo a meu lado
Depois mostrei-te a cozinha 
Fiz-te passar um mau bocado
Com medo de ficar sózinho 
Quis fazer de ti o meu capuchinho 

Ainda não manejei nenhuma arma que não desse ricochete
E a cicatriz sobrevive sempre 
À mais perfeita ligadura
Mas quando quiseres és bem vinda ao meu castelo
Que talvez por ser velho e enrugado 
Não precisa de pintura
És bem vinda, amor 
Se ainda te apetecer 
Tal aventura

Cheguei com falinhas mansas 
Quis mostrar-te quem não era
Armei-me em herói de quimera 
Todo brilhante
Mais tarde soltei a fera
Mostrei-te o meu corno penetrante
Com ele espetei contigo na rua
Mas antes fiz questão de te deixar nua 

Ainda não manejei nenhuma arma que não desse ricochete
E a cicatriz sobrevive sempre 
À mais perfeita ligadura
Mas quando quiseres és bem vinda, amor 
Ao meu castelo
Que talvez por ser velho e enrugado 
Não precisa de pintura
És bem vinda, amor 
Se ainda te apetecer 
Tal aventura 

Eu fui um lobo malvado...




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Domingo, 02.03.14

 

 

Letra

 

 

Amigo maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem 
Por essa estrada amigo vem 
Não percas tempo que o vento 
É meu amigo também 
Não percas tempo que o vento 
É meu amigo também 

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também 

Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também



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Terça-feira, 18.02.14

 

Letra

 

Minha senhora da solidão
Minha senhora das dores
Quanto tempo falta para te ver sorrir
Quantas misérias ainda vais exibir
Quanto tempo mais vou ter de te ouvir queixar?

Minha senhora da solidão
Vê como o sol brilha hoje
Odeio ver-te de luto
Gostava de ver o teu olhar enxuto
De descobrir alguma graça no teu andar

O teu crucifixo não me ilumina
O teu sacrificio não me pode fazer bem
Não é bom para ninguém
Hum, não ajudas ninguém...

Minha senhora da solidão
Minha senhora dos prantos
Tens um "ai" encravado na boca
Que dia após dia te sufoca
Precisas muito mais que uma simples oração

Minha senhora da solidão
Minha senhora das culpas
Tenho que evitar o teu contágio
Não quero saber mais do teu naufrágio
A praia teve sempre ao alcance da tua mão

O teu crucifixo não me ilumina
O teu sacrifício não me pode fazer bem
Não é bom para ninguém
Hum, não ajudas ninguém...




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Letra

 

 

Só 
Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra 
E sei que nenhuma vai ganhar

Só por ter dois sóis 
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada 
E chamei casa a esse lugar

E anda sempre alguém por lá 
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão 
E as mãos perdem a razão

Só por inventar 
Só por destruir
Tenho as chaves do céu e do inferno 
E deixo o tempo decidir

E anda sempre alguém por lá 
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão 
E as mãos perdem a razão

Só por existir 
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra 
E sei que nenhuma vai ganhar
Eu sei que nenhuma vai ganhar




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Letra

 

 

O meu amor tem lábios de silêncio 
E mão de bailarina 
E voa como o vento 
E abraça-me onde a solidão termina

 

O meu amor tem trinta mil cavalos 
A galopar no peito 
E um sorriso só dela 
Que nasce quando a seu lado eu me deito

 

O meu amor ensinou-me a chegar 
Sedento de ternura 
Separou as minhas feridas 
E pôs-me a salvo para além da loucura

 

O meu amor ensinou-me a partir 
Nalguma noite triste 
Mas antes, ensinou-me 
A não esquecer que o meu amor existe



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Sexta-feira, 07.02.14

 

 

Letra

 

Eu tenho um certo gozo em ver-te contente 
já sei que o meu sentimento é banal 
mas nem por isso o que eu te digo 
a meu ver é menos importante 

Ás vezes apetece-me oferecer-te um presente 
mas nem sempre calha 
e quando calha é quase sempre 
aparentemente insignificante 

Por exemplo gostava de te dar uma paisagem 
com camelos e mar ao fundo 
maravilhosa e serena 
tranquilamente estimulante 

Mas como pintor sou um desastre 
e como economista ainda mais decepcionante 
mesmo assim eu insisto em fazer parte 
do teu mundo 

O boletim meteorológico anunciou calor 
não vou duvidar 
faz sentido no meu sistema solar 

Imagina que sou um ilusionista 
que arranca coisas do chão, do chapéu, do coração 
talvez assim vejas em mim um homem novo 
todo elegante 

O que na verdade sou e a verdade 
pode ser elavada á coisa sonhada 
reinventada por muito se querer 
e eu quero ser o teu amante 

Desta vez vou construir uma cama de espuma 
adequada á função de voar 
com limpa pára-nuvens 
mesmo á altura do teu olhar 

Se for preciso um pára-quedas arranjam-se 
uns milagres em bom estado prontos a usar 
se achares que não valeu a pena, aí lamento 
mas não posso mesmo concordar 

O boletim meteorológico anunciou calor 
não vou duvidar 
faz sentido no meu sistema solar




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Quarta-feira, 05.02.14

 

 

Letra

 

Optimista céptico 
Eu já estou farto das fotografias
que me querem vender todos os dias
os legionários mais os seus troféus
no chão a sangrar 

Não posso mais olhar para aquela imagem
parece que é sempre a mesma paisagem
a hipocrisia deste novo império
faz-me vomitar 

Por isso eu tornei-me um optimista céptico
não sou bem igual ao céptico opti-místico
só quero encontrar paz
sem arrastar atrás nem mestre nem Deus 

Já temos a informação cruzada
empacotada e globalizada
agora só nos falta a convicção
para acreditar

Há assassinos que não se arrependem
há tantos pensadores que nunca aprendem
e há quem insista sempre em aprender
mas não quer pensar 

Por isso eu tornei-me um optimista céptico...

Gostava de ser ecologista exótico
sem perder de vista o meu perfil erótico

Ainda vou ser ilusionista crónico
um mestre da fuga, um mago supersónico




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Segunda-feira, 03.02.14

 

 

Letra

 

Andava eu sem ter onde cair vivo
Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor doutor
Ai de mim não era nada daquilo que eu queria
Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a pior

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar

Andava eu sozinho a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção
E a minha solidão não me largou da mão nem um minuto sequer

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar

Se queres ver o Mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar para fora, sem esqueceres que dentro é que é o teu lugar
E se às duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance, tens de o reencontrar

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar




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Quinta-feira, 03.10.13

Jorge Palma

 

O filho, Vicente Palma, e Gabriel Gomes (dos Sétima Legião, Madredeus) vão juntar-se ao artista em Lisboa.

 

Jorge Palma vai regressar aos palcos lisboetas para um concerto "íntimo" no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no dia 10 de dezembro. Consigo, o músico vai ter o filho, Vicente Palma, e Gabriel Gomes (Sétima Legião, Madredeus).

 

O início do espetáculo está marcado para as 21h00 e os bilhetes estão à venda pelos seguintes preços:  10,00 euros - galerias; 12,50 euros - 2º balcão; 15,00 euros - balcões laterais; 17,50 euros - 1º balcão; 20,00 euros - laterais; 22,50 euros - camarotes laterais;  25,00 - 1ª plateia, 2ª plateia e camarotes centrais.


Retirado do Blitz



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Terça-feira, 20.08.13

 

Letra

 

Tiveste gente de muita coragem 
E acreditaste na tua mensagem 
Foste ganhando terreno 
E foste perdendo a memória 

Já tinhas meio mundo na mão 
Quiseste impor a tua religião 
E acabaste por perder a liberdade 
A caminho da glória 

Ai, Portugal, Portugal 
De que é que tu estás à espera? 
Tens um pé numa galera 
E outro no fundo do mar 
Ai, Portugal, Portugal 
Enquanto ficares à espera 
Ninguém te pode ajudar 

Tiveste muita carta para bater 
Quem joga deve aprender a perder 
Que a sorte nunca vem só 
Quando bate à nossa porta 

Esbanjaste muita vida nas apostas 
E agora trazes o desgosto às costas 
Não se pode estar direito 
Quando se tem a espinha torta 

Ai, Portugal, Portugal 
De que é que tu estás à espera? 
Tens um pé numa galera 
E outro no fundo do mar 
Ai, Portugal, Portugal 
Enquanto ficares à espera 
Ninguém te pode ajudar 

Fizeste cegos de quem olhos tinha 
Quiseste pôr toda a gente na linha 
Trocaste a alma e o coração 
Pela ponta das tuas lanças 

Difamaste quem verdades dizia 
Confundiste amor com pornografia 
E depois perdeste o gosto 
De brincar com as tuas crianças 

Ai, Portugal, Portugal 
De que é que tu estás à espera? 
Tens um pé numa galera 
E outro no fundo do mar 
Ai, Portugal, Portugal 
Enquanto ficares à espera 
Ninguém te pode ajudar 

Ai, Portugal, Portugal 
De que é que tu estás à espera? 
Tens um pé numa galera 
E outro no fundo do mar 
Ai, Portugal, Portugal 
Enquanto ficares à espera 
Ninguém te pode ajudar




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