Terça-feira, 14.11.17

 

Letra

 

TU QUERES QUE EU VÁ MAS NÃO VOU
NORMAL QUE TU DE MIM NÃO GOSTES
SE TE DÁS COM QUEM NÃO ME DOU
ABRISTE A PESTANA PRA VER SE O DILLAZ LÁ ESTAVA
NÃO ESTOU.
SOU MAIS UM PILAR NA BARRACA
E A BARRACA NÃO TOMBOU.

TU NÃO VÊS O CLIMA
ENTÃO SENTE O SORRISO A BAIXAR
QUANDO ELES SE APROXIMAM
PORQUE LHES BRINDAMOS NA CARA
COM UM COPO PARA CIMA
ENTÃO SENTE O SORRISO A BAIXAR
QUANDO ELES SE APROXIMAM

Eu arrastei a tua querida pra fora da zona
Pra não sentir o teu cheiro na cama que eu me deito
Cabeça massacrada com tapona
tu és o brother que vem roubar meia broca do meu parapeito
enquanto familiares disseram caga nisso
Fui resgatar o meu puto lá do cativeiro
A oposição vai dizer que o meu cabelo é postiço
O tio Marcelo assina embaixo para eu ser eleito

Já vi pessoas que diziam que jamais me roubariam
Quando eu fui ler o meu texto faltava uma alínea
Já vi meio quilo de galinhas marroquinas
Onde a bófia procurou e só viu porcos da Índia
Sufocado pelo próprio cordão
Criado no meu lindo Zambujeiro
Fui pro meu bairro e dizem desde então
Que ninguém sabe do meu paradeiro

Deus olhou pra mim e disse sem papas na língua
Que a minha rima era rara
Eu nunca fui bandido mas se ouvia gritar "Ala, que é cardoso!"
Madafuckas chamavam-me Tacuara
Não passas de um lamechas só lamentas
Tu só choras não enfrentas
Porque se tentas a tua bilha não sara
Eu tou-te aqui a ver brincar aos homens
Tens a cara dum caralho
Devias ter uma berguilha na cara.

TU QUERES QUE EU VÁ MAS NÃO VOU
NORMAL QUE TU DE MIM NÃO GOSTES
SE TE DÁS COM QUEM NÃO ME DOU
ABRISTE A PESTANA PRA VER SE O DILLAZ LÁ ESTAVA
NÃO ESTOU.
SOU MAIS UM PILAR NA BARRACA
E A BARRACA NÃO TOMBOU.

TU QUERES QUE EU VÁ MAS NÃO VOU
NORMAL QUE TU DE MIM NÃO GOSTES
SE TE DÁS COM QUEM NÃO ME DOU
ABRISTE A PESTANA PRA VER SE O DILLAZ LÁ ESTAVA
NÃO ESTOU.
SOU MAIS UM PILAR NA BARRACA
E A BARRACA NÃO TOMBOU.

TU NÃO VÊS O CLIMA
ENTÃO SENTE O SORRISO A BAIXAR
QUANDO ELES SE APROXIMAM
PORQUE LHES BRINDAMOS NA CARA
COM UM COPO PARA CIMA
ENTÃO SENTE O SORRISO A BAIXAR
QUANDO ELES SE APROXIMAM

 

 

Letra: Dillaz

Composição Musical: Lhast

 



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Terça-feira, 11.07.17

 

Letra

 

Verso 1]
Os dias são iguais sempre a mesma lenga-lenga
É o avô que é fadista e a vizinha que é uma kenga
É o puto sem ensino que cresce a fazer o pino
Mas que virou assassino porque o outro pai o menga
A apaixonada acaba numa encrenca
Porque o boy segue outro trilho e
Dá-lhe um filho como prenda
Há muito tropa agarrado ao pincel
Que acabou maluquinho e enfiado numa mulher infiel
Tentou esticar o cordel
Estão a ficar bilus ou andam a fumar do belo
Inchar, cumprimentar e dar um sorriso amarelo
É das coisas que eu não faço, vai-te embora, deixa o mel
Fecha a porta do bordel… camarinha, very well
Sempre a rondar a bicha na sete minis cinco
Passas e camones na cabana tá limpo
Larga a beiça, tira a inveja da barriga
Vai para o quarto, fecha a porta e
Fica à espera que eu te diga… sai
Bocas projetam tudo menos incentivo
Fala de mim, fala do outro, fuck, a minha vida vivo eu
E compreendo que não compreendas
Tenho calão da madorna é normal
Que tu não percebas
Por isso…. Não venhas dar uma de tropa metediço
Porque ... ahhh seu filho dum bode
Eu já tava a contar com isso
Viva o mc que parte e viva o que ganhou minuto
Viva o check move you body que não ensina nada aos putos
Rapper bimba lá ensina, não combina, raciocina
Carne viva para os abutres
E há muito tropa que estragou a vida
E ainda vem falar da minha como
Se algum dia isso lhe desse lucros

[Refrão x2]
Nahhh, bocas falam tudo menos incentivo
Fala de mim, fala do outro, fuck, a minha vida vivo eu

[Verso 2]
Segunda parte do programa abana a bronca
Há muito elefante a querer ser elegante
E até esconde a tromba
São assuntos, maus costumes, cala a boca
Só queres é muito fumo, tens legumes ? faz a sopa
Não queiras ser o dread que se arma
E se estimula ao pé da malta da pesada
Que vem para subir a rua mas com a 5ª engatada
Não
Há muito cobarde a dar pa mandão
Resultado: todo o pau mandado vira mandrião
Isto é dar droga pa quem trafica
Mandar armas pa quem briga
E siga na televisão o que tem fome na barriga
Tanta geração antiga como a geração futura
Só querem da pura e siga pa acabar em Singapura
Criaturas que à pala do estado
Se afogam na maldade, se perdem no recinto
E esta é pa todo que é retardado e anda mal sintonizado e ainda tem duvidado daquilo que eu sinto
Madorna 75

[Refrão]
Bocas falam tudo menos incentivo
Fala de mim, fala do outro
Fuck, a minha vida vivo eu

 



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Quinta-feira, 06.07.17

Festival Encontros 2017.jpg

 

 

Dillaz e Ferro Gaita este fim-de-semana no Barreiro

 

Dillaz, sexta-feira, 7 de julho, e Ferro Gaita, sábado, dia 8, são dois dos destaques do VIII Festival Encontros, que decorre, este final de semana, no Barreiro. Ambos os nomes subirão ao palco pelas 22h30.

 

A Praça de Santa Cruz e toda a sua envolvência vai, assim, voltar a receber a animação do Festival Encontros. Com o mote “Cores, Sons, Sabores e Saberes”, na sua 8ª edição, o “Encontros”, Festival “de Rua” de entrada livre, é um evento eminentemente intercultural.


Uma visita ao “Encontros” é uma viagem à “volta do mundo” numa praça da zona antiga do Barreiro. Música, artesanato, dança, debate, documentários, moda, gastronomia do mundo e, ainda, programação infantil são exemplos do que se pode encontrar neste Festival, repleto de animação, boa disposição e muita diversidade.

 

«O Barreiro é historicamente uma cidade de migrantes e imigrantes.

Desde a sua fundação e ao longo do seu desenvolvimento, muitos

indivíduos, oriundos de diversos pontos do nosso País e de outros

países, criaram raízes no nosso Concelho.

Como tal, a Câmara Municipal do Barreiro e as Associações de

Imigrantes Concelhias vão realizar, entre os dias 7 e 8 de julho, o

FESTIVAL ENCONTROS – Cores, Sons, Sabores e Saberes. Sendo

este um Festival, essencialmente, de rua, irá decorrer no Largo de

Santa Cruz e na Travessa Padre Abílio Mendes.

Este Festival é um Festival Intercultural!

Pretendemos dinamizar várias iniciativas onde se evidenciem as

diferentes culturas das nossas famílias de imigrantes. Este evento

procurará, fundamentalmente, refletir o dia-a-dia dos imigrantes na

nossa cidade de acolhimento, servindo complementarmente como

forma de enaltecer as suas imensas e variadas riquezas culturais e

sociais.

Este Festival conta com um leque de atividades de cariz desportivo,

gastronómico e cultural (apresentações de danças típicas; espetáculos

de música, atuações de ranchos e coros; workshops de dança; um

espaço destinado à infância; entre outras atividades).

Esperemos que visite este espaço e o sinta como seu!»

 

Programa do Festival Encontros

7 JULHO | 19H00 às 02H00

20H00 | ABERTURA OFICIAL DO VII FESTIVAL ENCONTROS

CORES, SONS, SABORES E SABERES

 

MÚSICA

PALCO FESTIVAL

22H30 | DILLAZ

PALCO ENCONTROS

19H00 | HENRIQUINHO JÚNIOR – MÚSICO GUINEENSE

21H30 | CONTRATEMPO – MÚSICA CABO-VERDIANA

00H00 | CELESTE MARIPOSA – AFROBAILE

 

MODA

PALCO ENCONTROS

19H30 | PRINCIPILINA – ESTILISTA GUINEENSE

 

DOCUMENTÁRIOS

PALCO ENCONTROS

20H30 | CICLO DE DOCUMENTÁRIOS – PRODUÇÃO CMB 2017

 

ARTESANATO

LARGO ASSOCIATIVO

19H00 ÀS 22H00

 

GASTRONOMIA DO MUNDO

LARGO ASSOCIATIVO

19H00 ÀS 02H00

 

8 JULHO | 15H00 às 02H00

MÚSICA

PALCO FESTIVAL

22H30 | FERRO GAITA

PALCO ENCONTROS

17H30 | OS CÚMPLICES – JOVENS MÚSICOS

18H00 | KENNY CAETANO – MÚSICO ANGOLANO

18H30 | SOMERSAULT – POESIA E MÚSICA

19H30 | CARLA CORREIA COM JAIR PINA NAS PERCUSSÕES E DJONE SANTOS NA GUITARRA E CAVAQUINHO – MÚSICOS AFRICANOS

20H30 | ADY CARP – MÚSICA MOLDAVA

21H30 | ORIGINAL BANDALHEIRA

00H00 | COOPERATIVA SOUND SYSTEM – MÚSICOS BARREIRENSES

 

DANÇA

PALCO ENCONTROS

19H00 | DANÇAS MIORITA – DANÇAS TRADICIONAIS MOLDAVAS

 

DOCUMENTÁRIOS

CINE-CLUBE DO BARREIRO – LARGO CASAL

DAS 17H00 ÀS 00H00 | CICLO DE DOCUMENTÁRIOS – PRODUÇÃO CMB 2015 E 2016

 

DEBATE

ESCOLA CONDE FERREIRA

15H00 ÀS17H00

 

PROGRAMAÇÃO INFANTIL

LARGO DAS ARTES - LARGO ROMPANA

18H00 | HISTÓRIAS DA AVÓ JU & GINCANA DE JOGOS – ATIVIDADES INFANTIS

 

ARTESANATO

LARGO ASSOCIATIVO

19H00 ÀS 22H00

 

GASTRONOMIA DO MUNDO – TASQUINHAS

LARGO ASSOCIATIVO

17H00 ÀS 02H00

 

 

DOCUMENTÁRIOS

Desde 2015 que a CMB, em parceria com as associações de imigrantes, realiza dois documentários, por ano, com famílias de imigrantes residentes no nosso Concelho. Nestes documentários são registados hábitos, costumes e rotinas de cada elemento da família. Em 2015, os documentários foram realizados com uma família moldava e uma angolana – “Canto Santo / Uma Casa Diferente” e “A Minha Pátria”, respetivamente. Em 2016, registaram-se os hábitos de uma família moçambicana e outra guineense, com os títulos “Capulana” e “O meu País é o meu País”. Em 2017 lançamos novos dois documentários “Porto seguro”, família angolana, e “Cavaquinho e cachupa 'alimentam' a amizade”, família cabo-verdiana.

 

“PORTO SEGURO”

Margarida, a filha Cláudia e o irmão Jesus nasceram na Província de

Malanje, em Angola. Vieram viver para o Barreiro juntos há cerca de

20 anos, com o pai de Margarida, que, depois de décadas em

ambiente de guerra, decidiu partir em busca de segurança e paz, em

busca de um porto seguro, Produção CMB 2017

 

“CAVAQUINHO E CACHUPA 'ALIMENTAM' AMIZADE”

Natural da cidade da Praia, ilha de Santiago, em Cabo Verde, Carlos

Pinto imigrou, ainda jovem, para Portugal à procura de um novo

rumo. No Barreiro, constituiu família e na Câmara Municipal,

encontrou sustento, e aqui tem efetuado o seu percurso profissional.

O desporto é um dos pilares da sua vida. É mestre de Karaté

Shotokan, sendo esta arte marcial mais do que um desporto, uma

filosofia de vida. Para Carlos Pinto “não há sítio melhor para criar

amigos”. E é com eles que mata saudades da sua terra natal, da sua

cachupa e das suas mornas, Produção 2017

 

DEBATE

Um dos momentos altos deste Festival é o debate, pois é neste

espaço que se esclarecem dúvidas relacionadas com a imigração.

Este ano, o tema escolhido prende-se com as questões de trabalho

não declarado e integração de imigrantes – benefícios e

dificuldades.

 

PROGRAMAÇÃO INFANTIL

HISTÓRIAS DA AVÓ JU & GINCANA DE JOGOS – ATIVIDADES INFANTIS

A Avó Ju quando era pequena ouvia histórias tradicionais que eram

contadas à volta de uma fogueira, hoje, recorda-as e de forma

mágica conta-as às crianças para que possam passar de geração

em geração.

Jogos tradicionais (corrida de sacos, jogo do limbo, bowling, máscaras, jogo da venda, etc..)

 

 

GASTRONOMIA DO MUNDO / TASQUINHAS

Um festival intercultural tem que ter comidas e bebidas oriundas dos vários países representados, nas quatro tasquinhas de apoio ao Festival, que são representativas de África (Associação Africana do Barreiro), Moldávia (Miorita – Associação Cultural dos Imigrantes Moldavos), Angola (Associação Angolana Residentes a Sul do Tejo) e CLDS 3G| cumplicidades….. Pela primeira vez apresenta uma variedade de comidas típicas portuguesas. Teremos pratos típicos, desde a tradicional cachupa e grogue, oriunda de Cabo Verde, na Tasquinha da Associação Africana; à muamba de galinha, bifanas, caipirinhas e caipiroskas na Tasquinha de Angola; na Tasquinha da Moldávia temos dois pratos típicos, a Sarmale e Plãcinte; e ainda salgados típicos. Em representação de Portugal teremos os tradicionais caracóis, bifanas, saladas de atum e polvo, pica-pau e ainda sopa caramela. O menu (prato e bebida) custa cerca de 5€. Este é o local escolhido para se petiscar durante estes dias no Concelho do Barreiro.

 

+INFO (programação na íntegra, biografias, atualizações, e outros pormenores da programação): http://www.cm-barreiro.pt/frontoffice/pages/792?news_id=6417.

 

 

CMB 2017-07-04



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Segunda-feira, 19.06.17

 

Letra

 

Eu sinto aquilo que sentias nos momentos de esforço
*******, caricaturas não passavam do esboço
O poço ficou-se ***, doces momentos que eu lá passei
Com uma fisga lá no mato ou nas cabanas que eu montei
Em pedras me sentei
O mar eu avistei
Para o olho 'tar aberto por experiências eu passei
As horas que contei minuto após minuto
Corria não me cansava, um gajo ainda era puto
Lembro-me daqueles momentos que de guita tava mal
A barriga tava bem e era isso o essencial
Quando a minha mãe gritava porque me portava mal
Perdido e iludido no meu mundo *****
Na escola era bola eu nunca quis ser doutor
Já na primária ensinava armadilhas ao professor
Para o bem, o amor, para o mal um traquina
Nos intervalos com o Eddy sempre a apalpar as meninas
E eu hoje abro as cortinas e vejo a bazar amigos
O que hoje são picardias ontem foram castigos
Eu já passei por perigos, com os meus tropas tanta cena
Que mesmo que desiludam, quebrar laços tenho pena
Quinzena após quinzena vejo a vida meio surda
A morte numa estrela ensinou-me que a vida é curta
A vida é muito rápida, sem tempo para agir
Pois mesmo que te levantes sabes que cais a seguir

Refrão
Quero os teus lábios para cima
Quebra a barreira que te fecha o caminho
Mostra o sorriso a quem precisa, não vivas sozinho
Cultiva aquilo que um dia te vai dar carinho
A vida é fácil de viver se tiveres um vizinho
Podes achar e viver a vida numa ânsia
Manos pensam como tu e saiem de ambulância
Podes até fingir, mas lá à frente cais
Podes até partir, mas diz para onde vais

Quando eu tinha a tua idade, hoje cresci um bocado
Os anos vão-se passando e continúo desvairado
No tempo que foi passado era outra brincadeira
A derrapar e a saltar até acabar em choradeira
Porque a vida é uma lareira que mantém a chama viva
Do Zamba para a Madorna era outra perspectiva
Zambujeiro, grande terra, vitórias e derrotas
Madorna era só gandins mas também tinha lá tropas
Tu topas o que eu sentia dividido a meio
O vento leva o pensamento e o tempo leva o recreio
Só a minha mãe atura à altura do que eu desvaneio
Olhado sempre fui mau olhado eu também creio
Sou M de Madorna, perfeitura, preconceito
Aquela terra que eu não cago e trago no peito
No meio da velha guarda só brincava com uma bola
A esses agradeço seja nova ou velha escola
Porque a vida desenrola o novelo
Por vezes coça-te o pelo
E o teu destino, tu só tens que fazê-lo
E se eu te deixo o apêlo
A tua persona faz fita
Com regras mais rigorosas que a régua da Dona Zita
Porque a vida é uma fachada, mas para quem é fantoche
Muitos têm a vida agarrada, mas só faz toca-e-foge
Deixa a tristeza veloz
Que te baixa a auto-estima
Vê um futuro risonho, põe os teus lábios p'ra cima

Refrão

P'ra cima, quebra a barreira que te fecha o caminho
Mostra o sorriso a quem precisa, não vivas sozinho
Cultiva aquilo que um dia te vai dar carinho
A vida é fácil de viver se tiveres um vizinho
Podes achar e viver a vida numa ânsia
Manos pensam como tu e saiem de ambulância
Podes até fingir, mas lá à frente cais
Podes até partir, mas diz para onde vais

 



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Segunda-feira, 08.05.17

 

Letra

 

A letra está no vídeo

 



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Sexta-feira, 28.04.17

 

Letra

 

Mais uma vez tu choras
Porque quem te explora
Foi pela porta fora e nunca mais o viste

A cena habitual porque no final foi um final triste
Eu sei que as coisas vão melhorar com o tempo

E tu que te inundaste neste lamaçal
Pra colheres o mal de alguém que o plantou
Onde todo o anjo perdeu a penugem
Tu só vês a nuvem que a serra tapou
Mas sei que as coisas vão melhorar com o tempo

Quando a mágoa te sacudir
Quando a gota d'água cair
Tu pensas que essas coisas todas vão
Melhorar com o tempo

Sementes enterram-se pra baixo mas em plantas vão pra cima
O mundo avanca
O homem tomba
O homem bomba
Muda o clima

Vai melhorar com o tempo

Vai melhorar com o tempo

 



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Sábado, 22.04.17

 

Letra

 

Atenção! Atenção! uma grande informação
Dillaz fucking mc tá a entrar em erupção
Tranquem as janelas, capoeiras e portão
Mais uma nuvem de cinzas desta vez é do canhão!

Abram chapéus de chuva, corram como o mr. Bean
Fechem as janelas do meu yellow submarine
Parem com fraturas e com ossos fraturados
Que os meus tropas tão sem pernas pelos campos minados
Vida não é ilusão, não é só tupac não
Se eles querem o que não queres tu faz a contradição
Segue aquilo que sentes, não sigas o que dizes
Que assim dou-te meia hora boy p'ra tu tares com varizes, cicatrizes

Duma batalha navalha ou espada ou com corpos todos tortos dos rebentos da granada
Acabas morto na geada deitado à beira da estrada
Pele gelada esbranquiçada pestana ampliada
Anónima a chamada que por vezes bate à porta
Eu não sou dillaz eu sou killaz que enferruja a tua cota

E quando o teu cota se deita, vê a cena suspeita
Cortinados rasgados sapatos e cama desfeita
Prova a mina meita e sente a sabedoria e
Eu tou-me a vir em demasia eu fico tenso e dá-me azia
Filosofia daquilo que eu já filosofei
Ninguém procria aquilo que eu um dia procriei

Wannabe's com pinta se agarram como kualas
Entram na roda viva só querem beijos e balas
Só servem os outros como cadeiras em salas
Dá-te ó respeito com defeito que o perfeito não igualas
E esses tropas que só cantam em playback
Eu não mastigo e saboreio como sundaes no mac
E até sócios que não aparecem no mapa
Tira a capa do super-homem não dês cáfia á socapa
Pois quem desdenha quer comprar, só sabem criticar
E na vossa própria bába-aré-bába vão se afogar

Sei que tás a pensar, que a vida é complicada
Eu sei que tu nunca tiveste o nome quanto mais aka
Papei-te bem o azeite vem, sempre ao de cima
Como a verdade dessa vaidade que tu tens na sina
Falsa é tua rotina quando falas do me estado
Eu fui criado pelos meus cotas lá na casa do fado
3 Janelas 1 telhado e uma porta também
Sempre me faltou juízo mas de amor tasse bem

Ligava à noite no meu quarto e o alguidar já completo
Pra companhia mega drive e um cogumelo no tecto
Nesta zona ficas bobo nunca deste pra rei
Muitos querem ser o messi porque só comem lays
E eu tou no place om o dobro da fibra que tem a meo
és como a mary popins bazas e abre o chapéu

Tu tás nua e só com um véu nunca chegaste à lua
Foste pra casa sem espingarda mas o meu boy continua
Quem não avança recua, e tu disso tás lembrado
És como tranças em cabeças acabas todo espigado
Muito tá parado e coçado na espiga
O tropa pára dá um time e vê a fada madrinha

Sozinha, a minha alma sempre foi assim
Eu tenho boca de mc boy dentro de mim
Sou prodígio de ortigaz e do meu be of be
Eu sou vulto eu sou zéca boy nunca tou sozinho
Eu sou mastro eu sou cabo boy o bravo que não papa
Se me conheces minimamente sabes que eu sou bk
Saca a faca matraca culatra pa trás
Armas e karmas nunca acalmaram chacras rapaz

Tombos e traumas piscinas e saunas
Floras e faunas vão com o bôda mas tu bates palmas
Ainda se dizem poetas por terem uma caneta na mão
És mal servido toma o livro faz a reclamação
Ganha a noção da inspiração não me interrogues
Deixa a carta no submarino mas vê lá não te afogues
Porque é o chaps, sempre bem humilde bem tranquilo e no relax

Sempre original pontual como um rolex
Pensando caminhado evitando todo o stress
Ma' não papo wacks! Ma' não papo wacks!
Porque é o chaps, sempre bem humilde bem tranquilo e no relax,
Madorna original pontual como um rolex
Pensando caminhado evitando todo o stress
Mas não papo wacks! Mas não papo wacks!

 



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Sábado, 01.04.17

 

Letra

 

Que a vida são 2 dias já todos sabemos
Mas não ligamos àquilo que nós perdemos
Nada é para sempre não vivas na ilusão
Não percas porque perdeste, procura saber a razão
Se não não encontras solução
Anos e anos na mesma situação
E ganhas e perdes e já nem tens a noção
Amigos são tão poucos mas aos poucos vês quem são
Para que é que querem saber se estás com a tua dama?
Para que é que querem saber como é que fazes a grana?
Para que é que querem saber o valor dos teus bens?
Invejosos e curiosos ambicionam o que tens
Tens que pensar sempre antes de responder
Más respostas provocam mau adormecer
Tens snitches e bitches e tens que te defender
Porque a vida continua e ela passa a correr

Brother procura saber a razão
E se perderes não penses que é punição
Não deixes que ninguém te mande ao chão
Para ganhar noção de que tu podes perder
Tanta coisa que se evita
À pala da paca ou da má língua
E acaba sempre de forma ridícula
Por isso mantém uma mente positiva

Lavagem de roupa suja, conclusão dos termos
Não tens de provar que és homem, foram uns quantos homens por menos
Tu passa ao lado, encara o facto, só tens que ser tu mesmo
Que cobras venenosas morrem com o próprio veneno
Carregar o peso é o preço que acabas a pagar com juros
Quem muito fala pouco aprende e pouco sabe sobre o assunto
Tenho poucos feats. mas duros, tropas fixos não durmo
Passam-me a perna vai dar merda, evita ignorantes e burros
Mais vale poucos que muitos, maus exemplos que andam a dar maus exemplos aos putos
Juntam-se os puros para te reanimar a consciência
Mostrar que todos os factos, falas, boatos têm consequência
É só má língua, histórias com reticencias
Manos não querem mano a mano para resolver divergências
Puxa faca ou puxa gun, mais uma tarde sangrenta
Usa a inteligência, pensa, chega de violência

Olha para o teu reflexo e reflete
Será que dá para levar a vida que muito submete
Foste ganhando a vaidade, não sei se é vontade ou vicio
Foste-te tornando um tornado 1000 voltas no mesmo sitio
Sempre foste-te orientar e tens quem te arranhe a espinha
Mas invejas a do outro e a minha
Mulher na casa do outro quando se ausenta a vizinha
Já não tens capacidade para manter putas na linha
Há quem te passe por cima, mas não por cima da bala
Aquele que fala não xina e aquele que xina não fala
Porque a estala dá-te estrica e a estrica com a boca estala
Viraste aquele que opina porque só queres é piná-la
E se te avisam têm razão
Olha que se eles te avisam sabes que amigos são
Não vivas a vida em prol do outro isso é imitação
Tens que ter a tua própria vida para tu próprio a poderes viver

Brother procura saber a razão
E se perderes não penses que é punição
Não deixes que ninguém te mande ao chão
Para ganhar noção de que tu podes perder
Tanta coisa que se evita
À pala da paca ou da má língua
E acaba sempre de forma ridícula
Por isso mantém uma mente positiva

 



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Sexta-feira, 31.03.17

 

Letra

 

[ Verso 1 - Dillaz]
Para todo passageiro eu tou no cockpit
Se vens abrir o bico tens o pitch down
E as morenas a perguntar porque que eu não fico
Se vais querer sair do sitio eu digo sit down
A construir a cave lá no meu kubico
Só para ficar mais abaixo do teu underground
A toda hora aplicar a poda no manjerico
Tou dia de olho em bico eu tou na Chinatown
Eu nunca quis em demasia pra além do que eu consumia
Para quem queria não é pêra doce
Eu era um rato só vendia
Zeca contava a quantia eu nem sabia que a dúzia era 12
Aonde circular garula parei com gente gandula
Ainda no money eu tinha um caroço
Na zona havia gente muito sábia muita lábia
Mas a ca máfia veio armada
Bum, bum, bum, bum matou-se


Tu estás a querer um bar aberto, tão..
Põe musica pimba e cambinda na jola do moço
Não é ser mal educado
Mas tenho notado que andas mais cheirado e menos cheiroso
Ficar no meu repouso ter um picadeiro
A cuidar da minha jarda
Ter um jardineiro
Ver a mana tratada vestir a toda com prada
Tu não vais dizer se eu não disser pirmeiro

Tu estás a querer um bar aberto, tão..
Põe musica pimba e cambinda na jola do moço

Tu estás a querer um bar aberto, tão..
(Sente que acendo o meu spliff, eu fumo tipo o Chief Keef)

Tu estás a querer um bar aberto, tão..
(Eu tenho bolsos pesados num casaco da Levis)

Não é ser mal educado
Mas tenho notado que andas mais cheirado e menos cheiroso

[Regula]
Eu tenho as fofas todas na linha da frente
Com o peito a jeito
Assim que eu acordo é wake n bake
A minha vida está toda no stage take a take
Não me dirijo a fakes nem com todo o desrespeito
Mas sempre que acendo o meu spliff beef
Eu fumo tipo o Chief Keef
Não ouviste o que eu disse peace
A tua miss pega no meu piço kiss kiss
Sempre que te diz fazer um diss a gente ri-se disso
A tentar alcançar o bico do Elvis
Estou a dar de stick
Vocês estão com o stick das selfies
Boy eu sempre que digo que tenho um contracto com a Medis, bolsos pesados no casaco da levis
Oh yeah, filho da natália ah pois é
Dois pés dentro das sandálias do moisés
Sou fresh boy quem tá comigo tá com cash é só andares atento e ver o que acontece
Mas easy quando tirares as medidas do fato
Ou a testa fica marcada com as adidas do renato
É coisa leve todos os dias faço o mesmo serão
Para não voltar a fazer bonecos de neve em pleno verão
, okay
Boy eu não brinco com o meu linco
Fodo a perna ao trinco ya eu já queria ser pimp em 95
Agora tenho uma data delas nuas no requinto
Porque o meu nome é um dos
Que tá a encher qualquer recinto

Tu estás a querer um bar aberto, tão..
Põe musica pimba e cambinda na jola do moço

Tu estás a querer um bar aberto, tão..
(Sente que acendo o meu spliff, eu fumo tipo o Chief Keef)

Tu estás a querer um bar aberto, tão..
(Eu tenho bolsos pesados num casaco da Levis)

Não é ser mal educado
Mas tenho notado que andas mais cheirado e menos cheiroso

 



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Segunda-feira, 27.03.17

 

Letra

 

"Calado sofro, e assim vou vivendo
Mesmo sem sopro o balão vai enchendo
Sendo ou não sendo, aquele que tu pensas
Eu não me vendo a quem me paga despesas
Emoções foram muito mais de 1001
Desilusões agradeço por cada uma
Por mais estranho que pareça, é aquilo que eu sinto
Minha cabeça está presa num labirinto
Eu não minto quando digo que me dói a alma
Mas por vezes brinco com aquilo que me tira a calma
E acabo num lugar onde não devia estar
Com mau estar, a pensar naquilo que não devia pensar

Isto é só um pequeno pedaço de mim
Aquilo que tu podes saber..
Seu contasse tudo sobre mim
Nunca irias entender !

Quando tu vires que aquilo que não te pode compensar
Tenta ver a perspectiva que mais tarde te vai dar
Algo que não deram, também não dás, eu também não dei
Às vezes é triste eu sei..

E aquilo que eu sei é que..
Afinal dar para quê?
Sinto que já dei mais aos outros do que a mim mesmo
E tudo isso para que?
Se entretanto só posso contar comigo mesmo
Nunca dei nada em espera de algo em volta
Mas me toca quando penso na situação
Hoje estou na shit e cria uma revolta
Sempre que lembro do tempo que já foi em vão
Amizade é como relação
Tem convulsão, e só a verdadeira resiste a pressão
E a questão é, se alguma vez foi ou não..
Cabeça de pé e cadeado no coração!
Amigos de infância ficaram em França
Hoje, não passam de lembrança
Mas hoje, não estou sozinho tenho uns poucos como eu
Na batalha constante porque ele não cai do céu
Eu, também já fugi para o meio das silvas..
Mas não me orgulho desses dias
Ritmos & Poesia sem contos nem cantigas
Em 2 pedaços podia-te contar mil histórias sem mentiras!

Quando tu vires que aquilo que não te pode compensar
Tenta ver a perspectiva que mais tarde te vai dar
Algo que não deram, também não dás, eu também não dei
Às vezes é triste eu sei..

E aquilo que eu sei é que..
Aquilo que eu vejo é que..
Aquilo que eu sinto é que..
Mais vale guardar para mim !

Isto é só um pequeno pedaço de mim
Aquilo que tu podes saber..
Seu contasse tudo sobre mim
Nunca irias entender!"

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Antes tarde que nunca, 2014 em 2017

 



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Sábado, 10.12.16

 

Letra

 

Quando eu lá cheguei olhos não transmitiam
pulmões já não respiravam
Corações já não batiam, caras já só assustavam
Crianças que consumiam aquilo que na tv davam
Máquinas reiniciam, fábricas que se fecharam
Todos os ricos sorriam, todos os pobres choravam
Deram todas as pernas aos porcos, que ao povo roubaram
Enquanto o terreno ardia, assembleia mobilavam
Falando depois para as notícias que se preocupavam
Barriga que se esvazia, garrafas se aproximaram
Pai é morto pela filha, com essa é que não contavam, na
Naquilo que eu via não acreditavam
português partia, o alemão entrava
Um tropa mantinha, o resto emigrava
Não sabe para onde ia, mas aqui não dava
Dar o corpo a bala não queria, mas dava
Em alma daqueles que lutaram
contra aqueles que o país difamaram
Não sigas os dedos que indicaram
Que eu perguntei pela miséria
E todos os dedos me apontaram a Portugal

Porque o país a que eu pertenço
País à beira mar plantado e enfeitiçado pelo que eu sei
Quero viver como quis, porque eu pertenço ao país
País não pertence a ninguém
Não quero que o meu sonho se transforme em tristonho
Ou venham viver por mim

 



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Sexta-feira, 09.12.16

 

Letra

 

E se essa via não tem saída
E tu sentes que tás perdido
Tu tenta o outro lado
E se algum dia olhares pra vida
E vires que ela não faz sentido
Tás no sentido errado
Porque não aprendes quando cais
Mas quando te levantas para prevenir
Se o caminho que fazes é fácil demais
Apenas uma coisa posso garantir

Tás no caminho errado

Divaguei por mundos e fundos
À procura da vaga, vivi
Não encontrei aquilo que eu esperava
Aquilo que eu sonhava, matei
Com 23 anos eu fiz o meu lar
Pa morar com quem quis
Já com 24 não foi planeado mas eu separei-me
Há quem diga que eu certo não bato
Mas aqui o lema é o mesmo
Lutar, aprender, pensar em crescer
Nunca para ver o outro mais pequeno
Alturas em que damos por nós
Sem saber conter sentimentos
Agarrar na saudade
Pô-la numa mala ou esperar
E curá-la com o tempo
Por o peito para fora
Aproveitar agora que o tempo mudou
Ajeitar a camisa
Agarrar a brisa que o vento levou
Não temos que ser o cair de uma folha
Por vezes na vida nós não temos escolha
E dentro da bolha, é nessa que eu vou
Mas quando eu te vir com a cabeça para baixo
Tu não desanimes
Eu quero ouvir-te a dizer
Tristeza vai embora
Enfrenta a plateia com as mangas pa cima
Porque este espetaculo vai ter que durar
Não tem que acabar no fechar da cortina
Então não desanima brother
Não desanima, irmão
Pra que a tristeza vá embora

E se essa via não tem saída
E tu sentes que tás perdido
Tu tenta o outro lado
E se algum dia olhares pra vida
E vires que ela não faz sentido
Tás no sentido errado
Porque não aprendes quando cais
Mas quando te levantas para prevenir
Se o caminho que fazes é fácil demais
Apenas uma coisa posso garantir

Tás no caminho errado

 



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Letra

 

Vou tentando andar só de baixo para cima
Que de cima para baixo assim eu não me safo
A tentar limar os ataques na esgrima
De rima para rima de bafo para bafo
Neste pequeno espaço onde circula o tubarão
Andam à procura do Nemo
Se é para fazer rap só com uma maraca na mão
Deixa estar que eu desemerdo-me
Aquilo que eu herdo é tristeza
A minha avó não vê crescer o neto
Deitada na cama daquele hospital
Já sem ver o céu só rezava para o tecto
Afecto não falta, (não não), desde fedelho que nunca faltou
Eu não piso a ribalta, parto os joelhos a quem diz que o Dillaz a pisou
Mandaram mau olhado mas não me acertou
Aposto que a moca me causou estrabismo
Chamaram-me cão mas quem me atiçou
Morreu sem ver marcas no seu organismo
Não sabias que eu e rap só temos contactos por espiritismo?
A meio da noite eu levanto-me da cama a dama até me acusa de sonambulismo
Diz-me tu, porque é que criticas fazendo como por lazer?
Tantas maldades e barbaridades que a tua boca anda a dizer
Tenta acalmar o teu estado
Que há muito sentado no banco do réu
E tu ai pausado com o teu gang falso
Vai acabar descalço e com a picha ao léu
Há quem te esfaqueie por um béu
Há quem queira ter uma casa, levantar um véu
Agradece pelo pitéu
Respeita a cerveja para o chão e um bafo para o céu
Querida tira esse teu robe
Não é preciso um blowjob para subires no piso
E não me venhas chamar filho da puta
Que já sabes que o Dillaz é um filho da peace
E quantos esperam o meu deslize?
Quantos disseram o que eu disse?
Pediram please
Para aparecer e pausar e dizer a cantar tudo isso
Quantos mamaram no pisso?
O feitiço dos haters que andam à beira de morrer
Fazem com que sejam 5 da manhã e eu não consigo adormecer
Só oiço uma voz a dizer

Dillaz?

Se é para escolher entre o rap ou a vida
Levem-me a vida que o rap faz falta
Em mim bate como ketamina
É ele que ensina é ele que me exalta
Mas há malta que anda a tentar raptar a vertente
Para tentar vende-la na televisão
E duma maneira pouco inteligente
Ficaram na montra para a exposição

Dillaz tu (pshh) tens a noção com essa dica tu tas a ser mau como as cobras?
Dillaz tu (pshh)

Tu tens a noção de quantos rappers tugas trabalham nas obras?
Não venhas dizer que te matas e esfolas
Com cara de assustado e com a mão nas bolas
Que eu já vi que passas-te no swag e chumbas-te na knowledge
Chamam artistas para encher casotas
Mas estão a cagar-se para aquele que lá toque
Queres baixar o preço? Arranja uma nova
Eu tenho a fofa em casa à espera do envelope
Chama-lhe esforço, chama-lhe sorte
Andar assim não 'tava nos meus planos
Já me disseram que eu estou a galope
Como andaram os meus primos há uns anos
Estão de fininho e estão danadinhos para me verem cair
Não me ponham na boca do povo que eu não vejo lobos
Só cães a ganir
E no dia que o meu barco afundar, tu podes gozar
Tu podes falar que eu não me aflijo
Porque se eu fui um senhor no luxo
Boy, eu vou ser um senhor no lixo!

 



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Sexta-feira, 08.01.16

 

Letra

 

falas duma maneira
como se a minha vida desse pica ou não passa-se duma brincadeira
de segunda à segunda feira...
tou trancado no estudio onde os beats fazem bicha para a bilheteira
só p'ra te fazer suar dessa bigodeira
se perguntas se eu trabalho, eu te digo não..
ligo àquilo que gosto, amo aquilo que faço
logo aquilo que faço, logo aquilo que traço nao é profissão
mother fucker's têm dito..
têm dito
não consigo
tenho um tique
que eu sou freak...
vens armado em chique olha o que isto deu!
já te tinham avisado, RAP é compromisso!
não ouviste o Sabotage? ora digo-te eu
com a tua boca falas e não te calas? só levas palmadas p'ra abrir a pestana...
bófias lá zona só querem fuma-las, ah pala desta dica ainda vou de cana..
e vês o caso mal parado, deixa-me falar, o dillaz é marado, e sabes porquê ?
quando eu era pequenino, sempre à beira do meu primo...
à pala da cavalada hipatite C
sempre fui um puto que chora e ninguem o vê, atitudes fazem que venhas a ser um DEF
como a garina que eu caguei em 2003, que em 2014, GANDA BEFF!
não me venhas com boatos, com pedras no sapato, que eu não quero ser pisado...
NÃO! NÃO!
não me venhas com contratos, papeis assinados com exclusividades…
NÃO! NÃO!
não venhas pegar o mike pra abanar a bilha.
pega no teu maço, puxa uma cavilha
e espero que esperes tambem
se queres que eu viva bem
um BM p'ra minha mãe era maravilha!
tu pensas que é só verdadeiros mas só lidas com gente falsa
acabas espigado apanhado com jarda, cannabis no pátio?
Sô guarda é só salsa!
elevas o limite numa discussão , e primes o gatilho com convicção.
vê e avisas o teu peeps e guarda o teu pit, que ameacas pro meu fixo, isso é ficção!

QUE EU OUVI DIZER,
QUE NÃO ME SAFAVA, NÃO ACREDITAVAS,
PAGA PRA VER ENTÃO….
CORRO PELA ESTRADA
PORQUE AQUI SEM NADA, NÃO DÁ PRA VIVER, ENTÃO ...

e faço por gosto!
mil vezes na estrada que acabar na esquadra, e p'ra não dizer nada, porrada no posto
nunca dei pra escola, não vou pedir esmola, sem RAP a minha vida era um desgosto
p'ra bocas que falam que a cena tá preta e que virei vedeta pra passar na fila…
tão importante, que eu tava com o Pápa, todos perguntavam quem tava com o Dillaz
tenho notado que andas a pedi-las, falta de amigos e cara de enjoado
partilha o meu som, mete like no som, mas porque é que tu...
cala-te oh meu atrasado!
faço som porque sinto, não faço questão que venhas dar a mão para ser partilhado
sem ironia ha-de haver quem se ria no dia que o Chapz for enterrado...
na selva onde as editoras são bichos do mato
não mudo o meu esquema, levanto as antenas porque com as hienas é preciso cuidado
abre a pestana e não fiques parado, ah tempos que a cota me andava a dize-lo
já o meu avô queria cantar o fado, acredito que tou a viver o sonho dele
eu só quero é que isto não vire um pesadelo
e tenho a noção que o verso que escrevo não escrevo só por escreve-lo
e sei que o que digo, no tempo antigo Salazar não me deixava dize-lo
e há que entende-lo, e não é ser chato..
mas eu prefiro uma vida de cão, do que uma alma do tamanho d'um rato.

 



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Quinta-feira, 07.01.16

 

Letra

 

não há dedos pra contar o sangue que se perdeu nesta arena
putos querem tanto um gangue que acabam com gangrena
enquanto a filha mete implante o pai vai cumprindo pena
viagens alucinantes e entretanto é sempre a mesma coisa.
eu obtive outras visões, desde que deixei de ser Simba pra cacimbar com os leões
que eu vi,
manos a descer a corda, outros a tentar subi-la
alguns a fazer musica, outros, nem deviam ouvi-la
e tu vais dizer ‘Dillaz nah, tu tens mm a mania
agora só dás é concertos, faço ideia essa quantia
quanto é que tu tens no banco?
o nike ta em dia..
‘tou-te´ a ver bem aperaltado..
dá lá um coche da fatia..’
desculpa lá, onde é que eu ia?
se trabalhasses muito mais do que aquilo que falas, a tua auto-estima só subia
tás no grupo dos que falam.. fazem troça, fazem birra
só criticam e gritam santinho se o diabo espirra




todos querem o topo do bolo de bandeja,
e eu já não paro, nem que esteja lá no topo da cereja
vou mantendo a mesma cara brother seja onde seja
para que a minha mãe se orgulhe, e pra que o meu pai me veja
bocas abrem-se, falam tanto os crocodilos
porque troquei placas de 100 gramolas por rimas com 20 quilos
não dão nada tudo comem, mandam-te à cara vacilos
todo o bicho e todo o homem tem o seu tendão de Aquiles

eles não, circulam tranquilos alargando o cinto
enquanto o bicho mata metade dos homens lá da 75
metem a porta no trinco, fecham estores a janela
em cada buraco vive, um olho uma chibadela
magrela e menor de idade, desidratado e cheio de fumo
porque o limão que o pai usou, ja não dá para fazer sumo
quem se assume, que a vida tá fera para aumentar o drama
por vezes e mesmo pro estilo do Tony Montana
ves a luz no fundo do túnel, vais com gana
entras pelo cano, e sais de cana
muitos daqueles que eu ja vi a correr atras de fama
acelararam e rest in peace, Princesa Diana.

VAI POR MIM, TU NÃO SEJAS ASSIM
QUE UM DIA TENS RAZÃO
E NINGUÉM ACREDITA
OLHA MAIS PRA TI
NÃO DIGAS QUE ÉS ASSIM
SÓ POR SATISFAÇÃO
QUE NINGUÉM ACREDITA EM TI

 



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Quinta-feira, 07.05.15

 

Letra

 

Quando tu tiveres sozinho eu 'tou lá pra te acompanhar,
Quando te vir a sorrir prometo não fazer chorar
Se tiveres acompanhado, eu afasto a solidão,
Se tiveres desamparado eu tou lá pra te dar a mão,
Nas alturas de agonia, eu vou-te dar uma poção
Que aumenta a auto-estima e reforça a motivação
Quando tiveres na duvida, eu vou-te dar certezas
Quando tu tiveres às escuras, vou manter a luz acesa.
Vou fazer um video com fotografias,
As noites mal dormidas passarão a regalias.
As horas que passaste a olhar para o teto,
Vão ser aproveitadas por minutos mais completos.
E dias que passares vão voar numa semana,
Mensagens enviadas passarão a telegramas,
Guarda o teu roll-ex, levanta o cu da cama que a vivenda luxuosa vai virar uma cabana
Mudar, nã
Porque o dillaz nunca muda,
Mas se eu tiver que ajudar, acredita que um gajo ajuda.
Cagar em gente abelhuda, ter um voto no papel
Deixar de ser azelha, dar a abelha pelo mel
Vou ser o teu equilíbrio quando a balança se inclina
Dar-te mais esperteza, tirar-te essa purpurina
Quando tu tiveres em baixo eu vou-te pôr bem lá em cima
Nos momentos de aflição eu vou ser a tua aspirina

A vida que tu levas, leva-se em vão
É fácil de gozar mas vai de empurrão
E se essa tua cena escrita,
Não faças fita
Que ela não implica em vão
E se essa vida é feita para avançar
Então amigo avança mas devagar, pois se essa tua cena escrita,
Mas não faças fita, que ela só vai te ajudar

Uma vida fantasiada, pintada de cores quentes
Em campo suava, lutava com a minha gente
Com o tempo fazia táticas, passivo e consciente
Observava, pensava, jogava com unhas e dentes
Eu era um inocente com os olhos vendados
Focado em objetivos sentia-me hipnotizado, paralisado, cravado num terreno de cimento
A minha companhia era chuva, sol e vento
(...?) De fora, que topa todos os movimentos,
Acabado, destroçado, cheio de ressentimentos
Traumatizado, marcado, com cicatrizes da vida
O destino não tá traçado tem que haver outra saída
Apoio dos amigos, desgosto da família, tanto sofrimento, tanta pouca sabedoria
Para o que sinto, não existe escapatória,
Isto são folhas rasgadas, num livro de história
Tive a chance de mudar, não ser o que sou agora
Mesmo que bata com a cabeça não há falhas de memória
Podia ter ultrapassado qualquer espectativa
Fechei a porta e escolhi andar na rua à deriva
Não houve alternativa, existiram ilusões
Vida sinica, fabricada sem emoções
Desespero, leva-me até depressões
O que é que eu faço agora se a vida são dois testões?

O que vês à tua frente é complicado,
Vou por tudo atrás das costas pra ficares aliviado
E num clima mais pesado vou fazer uma careta,
Para que esse clima de chumbo vire uma leve pena
Ver aquilo que tava tapado,
Ou pelo menos mostrar-te um mundo que não tinha mostrado
Que a vida parte por trás sem te dar o recado,
E no meio desta merda toda boy, quem é o culpado?
Eu vou dar-te uma lembrança, para mais tarde lembrares
Vou arranjar um veneno, para cegar maus olhares
E mesmo que o mundo acabe, seja por onde andares
Boy eu garanto, eu tou aqui para o que precisares
Eu não tou aqui para julgar se tu és preto ou judeu,
Porque a vida é feita de ares e tu respiras do meu
E quando um gajo morrer, será que não vai acordar,
Ou será que há mais um crédito para voltar a jogar?
E se me vires a voar não sou um anjo, sou um pardal
Que plana e sobrevoa, toda a terra e todo o vale
Num voo mais picado, no seu estado natural,
Então diz-me quem é quem, e eu digo-te qual é qual
Houve certos momentos, com pensamentos sonhei,
Que a vida sempre me ajudou e para o (...) acordei,
E por aquilo que passaste se calhar também já passei,
Por isso levanta essa cabeça, okay?

A vida que tu levas, leva-se em vão
É fácil de gozar mas vai de empurrão
E se essa tua cena escrita,
Não faças fita
Que ela não implica em vão
E se essa vida é feita para avançar
Então amigo avança mas devagar, pois se essa tua cena escrita,
Mas não faças fita, que ela só vai te ajudar (x2)

 



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Segunda-feira, 20.04.15

 

Letra

 

Não foram horas a mais, foram momentos a menos
Se nos lançámos, ganhámos mas se apostámos perdemos
Com intenções muito grandes mas com motivos pequenos
Pensámos no que viria mas sem pensar no que temos
Não adianta, a semente não deu planta
O amor até que unia mas em demasia espanta
E uma metade vem, outra metade foi
Olha pra quem roubou da tua vida e olha pra quem põe
? Desabafos que eu rejeitei aos meu botões
Nunca fui o tipo que te fode e caga depois
Talvez um dia eu seja esse
Mas que se algum dia eu fizer eu pago o preço por enquanto eu não mereço
E podes querer que o que me irrita, podes que me enerva
É que eu não tenho horas a fio e esse fio com as horas quebra
Fiz pa que a moral subisse de uma maneira esquisita
Já senti muito e não disse, é verdade seja dita
E eu vou e se algum dia tu fores
Tenta vir por vontade que eu não aceito favores
Porque há sempre alguém que solta e dá o berro que me faz sair da cama
Sou um homem que é de ferro com sonhos de porcelana
Sei que o meu sentimento nunca foi fácil manter
Gostava que houvessem palavras para o poder descrever
Mas deixa-me só te dizer, deixa-me ser muito breve
Toda a água faz gelo nem todo o gelo faz neve
Pois na balança vês mudança do pesado para o leve
Que eu devo muito ao destino mas quanto é que ele me deve?
Que eu nunca tou, se a saudade te aborda
Não te preocupes com a esperança que ele morre e acorda mais tarde
Não me chames cobarde, por falta de paleio
Porque eu carrego o fardo, e o fardo eu fumei-o
Recebo o teu receio, não percebo o que tens
Há dois bilhetes para o bus e tu ou ficas ou vens

Por vezes tens a noção, que se parece contigo
O que se passa comigo
Mas se tu sabes não falas, se tu falas não dizes
Se tu dizes não são, palavras correctas para o ouvido
Mas tu tens a noção, tu bem que tens a noção
Por vezes tens noção, que se parece contigo
O que se passa comigo
Mas se tu sabes não falas, se tu falas não dizes
Se tu dizes não são, palavras correctas para o ouvido
Mas tu tens a noção, tu bem que tens a noção

 



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Domingo, 19.04.15

 

Letra

 

Não fico surpreso se o céu cobrir, sei que uma nuvem vai-me avisar
E se eu gritar e tu não me ouvires, caso a perspectiva venha a mudar
Não fico surpreso se o céu cobrir, sei que uma nuvem vai-me avisar
E se eu gritar e tu não me ouvires, caso a perspectiva venha a mudar

Não é só chorar, não é criticar, não é regatar as culpas em ninguém
Criamos razões para pôr fim ao cabo mas ao fim ao cabo podemos estar bem
E se o puto sai, a quem é que ele sai? Com a boca do pai ou os olhos da mãe
Deus queira que traga parecença no olhar
Num pais que é surdo vai falar para quem?

Eu só queria que a minha zona se juntasse e não se matasse
À pala de um estrilho, tás a ver o teu puto na quarta classe
E quase à dois anos que sabe o que é um gatilho
Ainda vais a tempo de ensinar-lhe o que é o dia-a-dia
Dar-lhe uma vida bacana, ensinar-lhe que a bike
Só tem duas rodas, não que quatro rodas tem uma carripana
Sentes? Talvez até sintas, não basta dizeres que a vida é complicada
Tropa acredita, eu não quero que mintas só quero que
Irmãs durmam descasadas
Acredita que a tua há tempos que evita falar no assunto e dormir descansada
Tudo porque o filho começa a partida mas pode ficar a meia caminhada

E se eu gritar e tu não me ouvires, caso a perspectiva venha a mudar
Não fico surpreso se o céu cobrir, sei que uma nuvem vai-me avisar
E se eu gritar e tu não me ouvires, caso a perspectiva venha a mudar
Não fico surpreso se o céu cobrir, sei que uma nuvem vai-me avisar
Não fico surpreso se o céu cobrir, sei que uma nuvem vai-me avisar

Então se tu queres que o teu bairro evolua
Tira-lhe a má fama e mostra-lhe o talento
E não contribuas para que diminua
Tenta contribuir para o seu crescimento
Porque há quem lá viva e não tem nada a ver com o teu andamento
Trocar essas armas por conhecimento, apagar as falácias espalhadas com o tempo, espalhadas com o tempo
Sei que tu dizes não… mas tu dizes por dizer, se tu tens tanto pra ganhar porque é que apostas a perder?
Não vês complicação… mas na vida, vamos ver, sei que tou farto de avisar mas mesmo assim volto a dizer
Quando é acaba a guerra, onde é que acaba a guerra...
Quando é acaba a guerra, onde é que acaba a guerra…
Quando é acaba a guerra, onde é que acaba a guerra…
Quando é acaba a guerra, onde é que acaba a guerra…

 



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Quarta-feira, 15.04.15

 

 

Letra

 

Fazem 3 da manhã e tu sentado na mesma cadeira
Encostado no mesmo balcão a pedir a mesma bagaceira
Farto de carregar os problemas que levaste uma vida inteira
A afoga-los num copo balão e acordar com eles na cabeceira

E nada seria tão certo se vivesses de uma certa maneira
Esta foi a tua escolha, mas largar-te foi a escolha da tua parceira
E quer queiras quer não vais sentir o mundo a beira de um alçapão
Sentir a canseira da obrigação
E para não chorar vais voltar a colar o teu copo balão

E tu que ate sempre levaste isto tudo numa brincadeira
Agora veste enojado, desprezado, afastado de tudo aquilo que te cheira
A rua tornou-se o teu habita, uma casa sem porta traseira
Para ter, criar, plantar uma família não dá, para isso tiveste a primeira
Criaste problemas para o lema da vida nunca foram sina

Nunca foram metas ou algo parecido
Não sei se é maldade mas cospes pro ar
Sem pensar na gravidade dos dois sentidos
E quantos em casa tão arrependidos
Quantos na rua tão agradecidos
Ou antes preferiram aquilo que fizeram se fizeram amigos

La estás tu a ver chuva no tilhado
Cigarro acesso e o lábio a tremer
Não fiques calada há muito pra dizer
Mas tu não queres saber e o teu balão a encher
E o teu balão a encher

Tenta esconder o orgulho e ganha a noção
Porque até o ferro a chuva emperra
Não é seres patrão é só não seres mais um balão
Que sobe com medo da terra
Sei que quem erra errou a tentar
Sei que perdoar faz parte da lição
Eu vou continuar praqui a falar
E tu a voar no teu pobre balão

E la estás tu a ver chuva no tilhado
Cigarro acesso e o lábio a tremer
Não fiques calada há muito pra dizer
Mas tu não queres saber e o teu balão a encher
E o teu balão a encher

 



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Quarta-feira, 14.01.15

 

Letra

 

São três e meia no quartel (quartel)
É quando acordas exaltado mas habituado já sentes na pele
Essa vida de fascina o orgulho de tar fardado
três dias sem uma dormida, por o alarme que foi soado
e a vida segue sem complicação
sem tempo para largar o sono desces o varão
com pressa ajeitas o capacete, botas e blusão
entras na viatura sem pensar se vais voltar se não

(nem sempre volta aquilo que vai)

Perante o governo tás ao contrário
Mais vontade que dinheiro e mesmo assim és voluntário
Quantas vezes pensaste ter um bilhete só de ida
e sem ter salva de palmas apenas p'ra salvar vidas
e quando cais não sabes o fogo sobre serra acima
e sem ter medo serra acima tu vais
não é boato ser anunciado no jornal
Enquanto os outros rimam ouvir o homem que morreu
por dez nunca o salvariam

E nunca foi ficção
Para ver uma construção com este meio para o fazer
chegar á minha rua e ver o povo sentado a ver
a serra arder

Viver sem ter uma garantia no teu dia
Só sabes que no teu ciclo amor, respeito e valentia
Nunca consta no curriculo
porque o povo se ilude com pouco
tentem chamar o Ronaldo para apagar o fogo
Baixo a minha cabeça, mão no peito
Pelo que pensou na vida e não pensou na fama
por toda a mangueira que a meia haste alertou a chama
as lembranças nem todas são más
Tou a fazer figas por ti, soldado da pás
a todo o bombeiro do meu país

Há muitas almas perdidas, matas ardidas e muito para arder
Mas há mais pa pensar à mais para amar e mais pa viver
porque todo aquele que combateu com toda a raça sem baixar a mão
Pelo que luta com gana se levanta da cama pa perder a nação (2x)

São quatro e meia fora do quartel
Chamas invadiram casas e florestas verdes viraram papel
Tudo corrompe aquela zona trás a tristeza no rosto
E a natureza não faz isto, claro que é fogo posto
Não vês quem esclarece é quem apaga o incêndio
O incendiário não carrega os porquês, então porquê?
porque é gente que já não presta, floresta que vira brasa
P'ra ricos terem escritórios, os bichos ficam sem casa
Talvez um dia possa agradecer
Pelas vidas que salvaste, nos que acreditaste e tão a viver

Quantas vezes tiveste que partir enquanto outros comem
Quantas vezes chamaram por ti? por ti super-homem
Eu só queria ser a energia e o teu alimento
Ser a tua valentia para te ajudar nos momentos
Tentar dar o contributo nem que seja em pensamentos
Lado a lado na guerra, em campos cinzentos, eu bem tento

em campos cinzentos
Sofrem os outros que não lá ficaram
Com a ajuda do vento
Vão ardendo memórias que não lá ficaram
E mais que uma chama, o inferno de pé
Que em segundos arde, e sem deixar fé
Mas com toda a bondade, firmeza e vontade
Vai quem já nada teme, o homem da sirene

Há muitas almas perdidas, matas ardidas e muito para arder
Mas há mais pa pensar à mais para amar e mais pa viver
porque todo aquele que combateu com toda a raça sem baixar a mão
Pelo que luta com gana se levanta da cama pa perder a nação (2x)



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Sábado, 26.04.14

 

Letra

 

AGARRA Q'É LADRÃO, QUE ELE É FUGITIVO 
GUARDA O TEU TOSTÃO JÁ NÃO DÁ PRA SER BANDIDO
HÁ QUEM SEJA MAIS, VE POR ONDE VAIS.

24 horas por dia no gamanço, 
não me venhas com falinhas de galinhas que na minha mesa eu quero o ganço
que eu acabo sempre teso por ser tanço
e se a cena der pro torto eu chibo o próximo, nada a ver com o malabanço
tudo porque agora só mando tag's, não tenho um nome completo
agora só mando swag, porque ontem liguei a net
é porque eu sou bueda mau, e tenho o 5º incompleto
e eu não preciso de escola, mas eu nem sei o alfabeto
vivo à dois dias desta maneira
e as fofas acham-me um génio porque eu roubei uma carteira
não sou ladrão de primeira, sou ladrão pra mandar pausa
tenni por cima da meia, meia por cima da calça
é uma postura que é feia mas elas dizem que arrasa
só não te mostro o canivete porque o deixei em casa pra cortar pao
tenho um caparrão, mas sou uma criança
mas não faz mal, levem-me preso, o meu pai paga a fiança
no colégio fui gozado, eu tava pronto pra matança
já passei pela tempestade, agora quero a bonança
sem confiança, não me olhes de lado rapaz
que eu sou um perigo pra quem tem de um metro e meio pra baixo
sempre tive sorte com a vida, o meu pai tem bueda guita
mas eu quero ser um bandido perspicaz
eu nem sei ser ordinário, mas viro o cap ao contrário
sou um otário mas meu puto tanto faz.


não sou só virgem de signo, mas sou o único que sei
peço 10 euros ao cota, na zona eu digo que roubei
não devo nada a ninguém, não devo mas temo
... o meu nome agora é André pequeno
sou mau à defesa, pior ainda no contra-ataque 
não sei o que ele diz, mas boy eu curto bue de 2pac
sou mais um puto mimado, porque a mamã só me impede
mas mesmo assim eu ainda acho que sou dread


AGARRA Q'É LADRÃO
nunca descobri o que isso é, mas mesmo assim eu vou gritando vida louca
AGARRA Q'É LADRÃO
vivo a contar com as companhias, talvez um dia leve um pezão na boca
AGARRA Q'É LADRÃO
sou mais um bandido que vem por moda, e pela moda eu passo a vida a imitar
AGARRA Q'É LADRÃO
mas como o papá tá pra falir, talvez um dia eu possa vir a precisar



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Sexta-feira, 25.04.14

 

 

Letra

 

em primeiro lugar, gostava de poder falar, gostava de poder dizer
poder abraçar, sorrir, até cumprimentar, os que deixaram de viver
historias a lembrar, se me ponho praqui a contar, não me consigo conter
tento nao pensar, agora só resta cantar praqueles que não podem ver
um a bazar outro ao lado a nascer, é o ciclo da vida
sem reparar acabas de entrar, e quando reparas tas de saída
há quem tenha tudo mas quem desperdiça..
vai acabar cego porque ja viu tudo e acaba como um prego agarrado à preguiça

agora tu vês o tempo a passar, o puto a crescer, o clima a mudar
e tu no café, com a mesma caneca, no mesmo sitio, mesmo lugar
aqueles que foram, foram com glória. levanta a cabeça e começa a andar
uma alma que sobe, um corpo que desce, um exemplo que a vida é para aproveitar

mas tu não sentes, que a tristeza multiplica
o bom baza e o mau fica, é tudo uma complicação
e a mim ninguém justifica, bazas sem uma data escrita 
e eu não vejo justificação

se a tua criatividade chega ao fim,
cria actividade em ti.

parece impossivel mas sempre que eu faço um absurdo, sou eu que me iludo
porque eu pisco o olho a um cego, ou tento falar ao ouvido dum surdo
só quero ser humano e de que ano pra ano a vida não mude
uma casa na terra, terreno bacano porque não há plano pra esta planitude

pode arriscado ou até complicado mas tropa tu arrisca em tudo
assim vais vencer
baixar a cabeça nunca foi matéria pra estudo
tás sempre a aprender
tantos a partir e só fica ca o que desilude
nada a dizer
que por mim nada fez e por ele eu fiz o que não pode
e pode nao parecer..

mas se houvesse a semente que vos desse vida e curasse esta ferida eu tentava plantar
sem magua-ala tentava planta-la pro people que abala tornar a voltar

e eu sei que ainda vos vou encontrar, talvez noutro ponto de partida
porque ainda nao sei o que é ser alguem pralem desta vida,
e eu espero o dia que saiba o que é ser.

quando achares que tudo aquilo que tens é nada
ou tudo aquilo que queres não tens
guarda a tua lembrança mas bem guardada
porque a esperança vai e vem

mas tu não sentes, que a tristeza multiplica
o bom baza e o mau fica
é tudo uma complicação.
e a mim ninguém justifica
bazas sem uma data escrita
e eu não vejo justificação.

SE A TUA CRIATIVIDADE CHEGA AO FIM, 
CRIA ACTIVIDADE EM TI.



publicado por olhar para o mundo às 17:41 | link do post | comentar

Sexta-feira, 13.09.13

 

 

Letra

 

Não sejas agressiva, senta-te e respira
Ainda agora entraste e tas a pensar na saída
Pensei que a relação fosse pra ser dividida mas…
Isso é mentira! Isso é mentira…

Eu tenho pensado, eu tenho pensado, em tudo e mais alguma coisa
Se como, se cozinho, se lavo ou se parto a loiça
Mesmo que ela diga, ela não espera que eu a oiça
Se a vida é para tar no sítio porque é que a nossa baloiça
Oiça...aquela energia que eu desgastei
As palavras que eu lhe dou já não são tema pra ninguém
Agora as nossas conversas é só “então ta tudo bem?
Ya, comigo vai-se andando e contigo? Ya… também…”
Não me convêm fazer birrinhas, sei bem que não me trai
Mas se ela arruma eu desarrumo, se eu entro ela sai
Sinceramente onde vai? Não sei deixa-a bazar
Já não somos um casal mas curtimos de acasalar
Eu gosto dela, ela gosta de mim mas custa afirmar
Mas à pala de vivermos assim começa a chorar
Não sei se há muito para contar a nossa vida é um duelo
Quer ter um céu em cor-de-rosa, eu tenho um tecto amarelo
Ela quer ser uma lady… mas mano ela é uma lady!
Apesar de ter um Dillaz e querer ter um Slim Shady
Quando nós os dois tamos tranquilos no quentinho tá uma maravilha
Mas quando ela vem com o peca-peca faz-te a vista filha!
Da confiança para o amor, do amor para a discussão
Quero eu fazer-me à estrada e dás-me um carrinho de mão
Não, tá maluca ou quê? Deixa disso querida
Até podia dar outra cor à tua vida mas..

Não sejas agressiva, senta-te e respira
Ainda agora entraste e tas a pensar na saída
Pensei que a relação fosse pra ser dividida mas…
Isso é mentira! Isso é mentira…

Pensa que se eu ficar sozinho, sou solteiro e mau rapaz
Vou dar 1 passo pra frente mas vou dar 4 pra trás
Tanto faz.. Pra ela nos não temos solução
Diz que só saio, que só bebo, que só fumo.. Tem razão..
Mas se me dá satisfação, o que é que eu posso fazer?
Se o ódio vai crescer e a vontade não?
Nunca fui santo nem nunca fiz a primeira comunhão
Primeira palavra do dia acaba sempre em palavrão
Não é pra tar armado em mau.. Pra mim não convêm
Baby das um xau.. Pra mim tasse bem
Usa a limusina mas ao menos paga ao chauffeur
Não são unhas pintadas que constroem uma mulher
Nunca precisei de ser pirotécnico pra a levar aos Pirenéus
Cada vez que tira a roupa é de se tirar o chapéu
Ela quer uma balada só a imagino no creu
Mal consigo leva-la ao colo quanto mais leva-la ao céu
Cultivei muitas vezes recolhi e vi
Duvidei mas eu nunca a dividi e
Porque no meio daqueles lençóis, entre as almofadas
São mordidas nos ombros e costas arranhadas
E eu fico na dúvida se tem tudo ou não tem nada
Eu quero corpo bem descoberto mas boca bem tapada
Shhh! Muita calma, muita calma querida
Agora sim, podes ser bem agressiva!

Não sejas agressiva, senta-te e respira
Ainda agora entraste e tas a pensar na saída
Pensei que a relação fosse pra ser dividida mas…
Isso é mentira! Isso é mentira…



publicado por olhar para o mundo às 17:02 | link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Letra

 

Ora muito boa noite também para mim e para si,
Ah também ao primeiro ministro, desculpem lá que nem o vi.
Toca a vazar as garrafas, acender o chiripiti
É o dillaz fucking m quê?
É o dillaz fucking mc
Tropa o meu nome é dillaz e sou rapper não sou estrela,
Não ligo a pornografia mas se quiseres posso metê-la
Minha rima é muita esgrima, difícil é vencê-la
Mesmo quem tem boca grande vê -se grego para comê-la
Tua dama mostra quem manda, uma santa ela não é
Refinada rebaixada, mais palmadas que um jambé
Fica enrolada contigo e mesmo assim chama-te andré
Sei que és tu quem veste as calças, mas ela mija de pé
E o menino que era amélia, hoje quer ser um pulha
Todo inchado mas rebenta se lhe encostas uma agulha
Fica a mirar as damas, mas fica agarrado à cunha
A única coisa que ejacula é o pus de uma borbulha
Comé'que tu és ingrato,
Cospes no teu próprio prato
Já vi que tu és recruta, não pronto para o combate
Uma pedra no meu sapato
Saga-te óh cara de um sapo
Se tu fosses jamaicano, gritavas bumbumplac
Dillaz fucking mc, até dá trocos c'um pirete
Voltas a tocar na bola e és corrido a picarete
Tropa sagrada familia, bota o sinto e capacete
" Ah charrinhos, nem lhe toco dá uma moca do cacete "
Meu puto olha a tua pestana tá uma beca torta
Vê se metes o vizinho, olha a tua cota
Tenta olhar mais para os teus, não só para a nota
" Meu puto a dama quer... " pssht volta p'rá casota.
Wanna be seventy five dou-te o seguinte,
Se me apareces com 50 ainda te faltam 25
Não vim p'ra ser cruel apenas deixar apelo
Vens armado em rapunzel, a ti rapo-te o cabelo
Eu fui parido em marrocos, não é mas faço parecê-lo
Não vês lá montanhas e bolotas, mas encontras camelos
Tenta vê-los
Aqui mocas viram retas tardias,
Não duram 24h duram 24 dias
E ouve eu passo o dia no fritanço, o que é que eu quero, onde é que eu vou?
Mal-criado, dá p'ra parvo, parte um braço, taekwondo
Mother fucker tem cara de mau e ninguém se assustou
Levantas-lhe a mão e ouves *peido* menino cagou
Compra uma bisnaga, pensa que tá no tibete
Tira o acessório, rambo não usa bandolete, men
Dois dedos no proid para ver se a merda é a mesma
Não avanças nem recuas só fumas nites c'a lesma
Tás I'móvel..

Não digas que não te avisei,
Se a ti próprio te enganas não digas que me enganei
Não sejas pato bravo nem fales daquilo que eu sei
Por essas e por outras é que p'ra muitos caguei, larguei (x4)



publicado por olhar para o mundo às 08:01 | link do post | comentar

Sábado, 29.06.13

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



publicado por olhar para o mundo às 17:17 | link do post | comentar

 

Letra

 

Letra:

Não dá pra mentir, só dá pra dizer. 

Aquilo que eu sinto no momento é vicio,

este precipício não dá pra descer.

Sei que no inicio era beneficio,

mas agora vai, faz-te crescer. 

Torna-te um homem, volta pra ver.

E ve se aprovas, aquelas manobras

que tinhas em mente mais tarde fazer. 

Tu vês para crer.

Primeira visão, foi tudo em vão, mas antes viesse 

igual à reacção da primeira paixão,

é desilusão mas nunca se esquece.

Tu vês o futuro mas ele desvanece,

e aquilo que querias passou para outras vias.

Tu vês que fazias mas não acontece,

em ti não confias, e fazer magia vês que não podias

mas antes pudesses. 

Que a vida é conversa da treta, 

cenas normais não vou ser adulto de mais porque o meu cérebro faz caretas.

Bem que procuro numa esquina bons momentos mas em vão,

porque essa esquina é um mundo à parte e à parte do mundo eles não estão.

E ATÉ QUE APRENDO

SIGO E NÃO ME RENDO

CEGO E CONTRA O VENTO

PROCURO AS MINHAS FORÇAS PRA LUTAR

E O ALIMENTO

É AGIR COM CALMA E TEMPO

SE A VIDA É UM CUMPRIMENTO

NÃO FAÇO MAIS DO QUE CUMPRIMENTA-LA 

E aquele que daqui bazou e nos deixou à nora, ora..

Mais vale um olá atrasado do que aquele adeus que vem antes da hora, ora.

Sofremos de crise, 

se algum dia disse não perceber.

Não é burrice, não é que não perceba,

ás vezes não quero compreender.

Por isso é que eu olho e tu olhas pro lado, 

com ar de amuado se eu passo por ti. 

Por isso é que deus não te deu duas asas 

porque ele sabe que bazavas daqui.

Só quero mostrar-te e dar-te metade

daquilo que eu vi, na minha vivência.

Queres ter uma vida sem limites? 

Sem limites não é sem consciência.

Eu sei que é lixado ser livre na rua,

mesmo que essa rua não seja prisão.

Tinhas liberdade, foi-se a liberdade

quando tiras-te a liberdade ao teu irmão.

É o mesmo que queres fazer revolução,

sem teres ambição e mostrar rebeldia.

Mas se o governo diz para sorrir,

alinham-se todos pra fotografia.

À anos que eu penso naquilo que quero, 

porque é que o transformam naquilo que eu queria?

Se o meu pai trabalha, a minha mãe ralha,

porque o filho falha a pensar que podia. 

Se eu pudesse mudar talvez mudaria,

mas seria o Chapz.

Pessoas que decidi mandar em bora embora não quisesse.

Sou meio trapalhão, às vezes tropeço, e até que aguento.

SIGO E NÃO ME RENDO

CEGO E CONTRA O VENTO

PROCURO AS MINHAS FORÇAS PRA LUTAR

E O ALIMENTO

É AGIR COM CALMA E TEMPO

SE A VIDA É UM CUMPRIMENTO

NÃO FAÇO MAIS DO QUE CUMPRIMENTA-LA.

 



publicado por olhar para o mundo às 08:15 | link do post | comentar


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