Terça-feira, 10 de Maio de 2011
Maria João vai agora apresentar as novas gravações ao vivo
Disco novo recupera alguns dos clássicos do jazz americano, além de composições originais antigas e umas quantas viagens ao Brasil
O ponto de partida foi um concerto com a Orquestra de Jazz de Matosinhos, no final de 2009. Uma experiência tão "rica" que decidiu passá-la para disco. Espontânea e "naive", como se confessa, interropeu várias vezes a conversa para cantar. Estranho? Nem por isso, não fosse esta entrevista feita por telefone. 

Foi difícil chegar a esta selecção de músicas?

Foi um bocado. A música é tanta que acaba por ser complicado seleccionar as mais importantes para um disco. Escolhemos aquelas que mais facilmente poderíamos tornar nossas. Algumas foram mais óbvias, outras quase às cegas. 

Sente que conseguiu tornar algumas músicas suas, como disse?

Mesmo nos standards acho que consegui imprimir um cunho mais pessoal. Estamos a falar de músicas que foram gravadas por muita gente, o que dificulta essa ideia de acrescentar alguma coisa de novo. Mas só assim faria sentido, tornando-as diferentes. Se tenho privilégio de cantar músicas dos outros, o meu desejo é sempre acrescentar algo de novo. 

O disco reflecte a sua tríade habitual, de África, Portugal, Brasil?

Sim, o meu triângulo precioso acaba por aparecer sempre. Ainda que neste disco tenha contado com a colaboração de uma série de músicos, o que faz com que o reflexo seja mais diverso. 

Ao mesmo tempo deve ter sido uma experiência diferente, para alguém que se habituou a subir ao palco com poucos músicos.

Sempre gostei da ideia de gravar com uma big band. Já o tinha feito em palco e fiquei com o bichinho de gravar nesse registo. É algo muito diferente do que estou habituada.

Tem planos para levar o disco para os palcos?

Sim, já temos nove ou dez concertos agendados, para Portugal e estrangeiro. Só assim faria sentido, faço discos para poder rodá-los. O acto de fazer música ao vivo é que torna as coisas interessantes e estimulantes, essa possibilidade de apresentar versões diferentes a cada espectáculo. Sou mais artista de palco, dá-me imenso prazer poder transformar as músicas, e isso não se consegue captar num disco. Tocar hoje de uma forma, amanhã de forma diferente, recriá-la. 

As músicas nunca são fechadas?

Gosto de reinventar, criar novas melodias, não repetir. As músicas nunca são fechadas, claro que nem sempre funciona assim. Nem sempre temos essa inspiração. Mas é disso que eu gosto, do momento, de mudar todas as vezes que canto, transformar cada interpretação num momento daquela noite específica. 

As composições com Mário Laginha já existiam?

Este é um disco assumidamente de músicas que já existiam. Os standards da música brasileira, do jazz americano e até de músicas minhas. Já o tinha tentado fazer, mas acabei por lançar discos de originais. Este não, resultou. Mesmo as músicas com o Mário já existiam, algumas ficaram escondidas noutros discos que editámos. As versões de jazz americano foram escohidas por serem a minha cara, tal como versões brasileiras, têm letras felizes, com flores e estrelas no céu. Há sempre esperança neles, e eu gosto disso, talvez aqui se revele um pouco a minha faceta naive. Mesmo que estejam a falar de um desastre há sempre um raio de sol. Nós somos muito mais dramáticos, eles não, têm uma fé inabalável. Deve ter a ver com a temperatura. [começa a cantar em português do Brasil] É doce não é?

Considera-se uma pessoa naive?

Sou um bocadinho. Tenho-me apercebido que sou bastante mais do que esperaria. Acredito sempre muito nas coisas e nas pessoas. Apaixono-me, qualquer coisa me deixa feliz, um belo dia de sol já me contenta.

Amoras e framboesas. Porquê?

Não tenho nenhuma razão, para além de gostar de fruta e de comer imenso. Gosto de amoras e framboesas, mas também de morangos e de batatas fritas. Mas não poderia dar esse nome a um disco.


publicado por olhar para o mundo às 12:59 | link do post | comentar

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