Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013

Ana Moura desfado


Ana Moura inicia hoje digressão de 24 concertos nos EUA e Canadá

A mais internacional artista portuguesa da actualidade continua a digressão de apresentação do aclamado disco "Desfado" agora pela América do Norte. Após uma tour internacional com espectáculos esgotados em todo o país, incluindo dois Coliseus de Lisboa e um do Porto, Ana Moura fez as malas e partiu para uma digressão internacional como há muito não se via em Portugal. A fadista ribatejana iniciou em Genébra uma série de concertos espalhados pela Suiça, Alemanha, França e Espanha que contou com mais de 17 datas.

Findo este primeiro período, é agora a vez de Ana Moura cruzar o Atlântico e confirmar nos EUA e  Canadá o avassalador sucesso que "Desfado" tem sido em Portugal e restante Europa. A digressão da fadista passará pelas mais importantes salas das principais cidades do continente americano como São Francisco, Nova Iorque, Boston, Washington, Seattle, Vancouver. A cantora portuguesa regressa por poucos dias ao nosso país em meados de Abril para depois dar seguimento à tour internacional com apresentações já confirmadas em Inglaterra, Colômbia, México, Brasil, França, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Marrocos e Venezuela entre muitos outros.

A imprensa internacional tem-se mostrado rendida ao talento de Ana Moura e ao seu mais recente álbum com referências muito elogiosas nos principais meios de comunicação de que daremos conta em breve.

Entretanto a canção que deu nome ao disco, da autoria de Pedro da Silva Martins, foi premiada esta semana como a melhor canção de 2012 pela SPA.



Concertos:

Fev 28

San Francisco, CA

Mar 23

Chicago, IL

Mar 01

San Francisco, CA

Mar 24

Minneapolis, MN

Mar 02

Seattle, WA

Mar 25

Minneapolis, MN

Mar 03

Vancouver, Canada

Mar 27

Appleton, WI

Mar 05

Victoria, Canada

Mar 29

Durham, NC

Mar 07

Folsom, CA

Mar 30

Savannah, GA

Mar 09

Napa, CA

Mar 31

Savannah, GA

Mar 12

Modesto, CA

Abr 03

Richmond, VA

Mar 16

Boston, MA

Abr 04

Hanover, NH

Mar 18

New York, NY

Abr 05

Hamilton, Canada

Mar 20

Washington, DC

Abr 06

London, Canada

Mar 22

Cleveland, OH

   



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Letra

 

Ai contado ninguém acredita 
Quando eu vou na procissão 
Não há moça mais bonita 

Ai contado ninguém acredita 
Vão os santos pelo chão 
E eu no andor da santinha 

Que é milagre 
Diz quem sabe 
Eu não sei 
Mas até a virgem mãe 
Me gabou a casaquinha 

Que é milagre 
Diz quem sabe 
Eu não sei 
De tão bela até ganhei 
Um altar na capelinha 

Ó mas ainda não sou Deus 
Para reinar nos olhos teus 
Que veneram o Divino 

E eu tão bela e imaculada 
Só não sou idolatrada 
Por quem eu mais admiro 

Ai contado ninguém acredita 
Quando eu vou na procissão 
Até o menino assobia 

Ai contado ninguém acredita 
Os homens em multidão 
Fazem a mim romaria 

Que é milagre 
Diz quem sabe 
Eu não sei 
Se é das unhas que pintei 
Se é da luz que me alumia 

Que é milagre 
Diz quem sabe 
Eu não sei 
todos dizem que o meu bem 
Lhes dá mais sentido à vida 

Ó mas ainda não sou Deus 
Para reinar nos olhos teus 
Que veneram o Divino 

E eu tão bela e imaculada 
Só não sou idolatrada 
Por quem eu mais admiro



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Letra

 

Cascatas de água rios em turbilhão
Jangadas de pedras como salvação

Dá-me um pico que te canto uma canção
Cascatas de água em qualquer ocasião



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“Homem dos 7 intrumentos” roda novo videoclipe nos Estados Unidos da América

Apostando nos Estados Unidos da América como cenário e sitío ideal para gravar o seu videoclipe, o qual dá o mote à tour internacional, e aproveitando para promover o seu novo disco “Dissertação Sobre Tudo e Coisa Nenhuma”, o resultado do mesmo só pode ser surpreendente e repleto de imagens de fazer ínveja a qualquer pessoa.

 

Nesta passagem pelos Estados Unidos, o “Homem dos 7 Instrumentos” encantou o público presente aquando do seu concerto no afamado restaurante “El Pastor”, em Newark. Aqui, o seu talento criou entusiasmo, quer na comunidade Portuguesa, como nos demais Americanos presentes, funcionando assim, como uma excelente promoção deste artista.

 

A edição deste videoclipe é feita pela “Simple Vision Films”, e vai ser oficialmente apresentado no programa da RTP, “Portugal no Coração”, entre 11 e 15 de Março, onde na rúbrica “Mi Casa Es Tu Casa”, o músico irá surpreender um fã numa casa desconhecida.

 

A Tour Internacional vai avançar com a reedição do disco que traz de volta o dueto com Luanda Santos, filha de Tozé Santos, no tema “Tu Vais Querer”. Esta tour vai também dar a conhecer e colocar grande ênfase no tema, “Pudera”, em formato CD e Vinil.

 

Este Tour vai ter passagem obrigatória por Londres, onde no dia 01 de Março, em Harlesden UK, e dia 02 de Março no centro de Londres, o “Homem dos 7 Intrumentos” já tem concertos agendados.

 

Paris, Suiça e Luxemburgo são também outros paises por onde o “Homem dos 7 Intrumentos” irá passar, entusiasmando o público presente nos seus concertos. 

 

Retirado do HardMúsica



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Letra

 

Desculpem, doutos homens, estetas,
Espíritos poetas, almas delicadas,
A falsidade do meu gênio e das minhas palavras.

Que é a erudição que eu canto,
Que é da vida, o espanto, que é do belo, a graça,
Mas eu só ambiciono a arte de plantar batatas.

-desculpem lá qualquer coisinha
Mas não está cá quem canta o fado.
Se era p'ra ouvir a Deolinda,
Entraram no sítio errado.
Nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.

Bem sei que há trolhas escritores,
Letrados estucadores e serventes poetas;
E poetas que são verdadeiros pedreiros das letras.
E canta em arte genuína, o pescador humilde,
A varina modesta;
E tanta vedeta devia dedicar-se à pesca.

[refrão]

Por não fazer o que mais gosto
Eu canto com desgosto, o facto de aqui estar;
E algures sei que alguém mal disposto
Ocupa o meu lugar.

Ninguém está bem com o que tem...
E há sempre um que vem e que nos vai valer;
Porém quase sempre esse alguém não é quem deve ser.

[refrão]

E é a mudar que vos proponho!
Não é um passo medonho em negras utopias;
É tão simples como mudar de posto na telefonia.
Proponho que troquem convosco e acertem com a vida!



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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

Maze Lab


Maze Lab significa rock genuíno. Embalados por uma voz que nos transporta para uma atmosfera intensa, estes quatro músicos - que desde há duas décadas trabalham juntos - geram uma energia ímpar capaz de por uma sala de espectáculo a estremecer e ansiosa de mais emoções.

  Será certamente isto que irá acontecer no dia 2 de Março,Sábado, no Cine Incrível em Almada - os Maze Lab vão mostrar aquilo que de melhor sabem fazer, tocar ao vivo, num espectáculo poderoso e imperdível a que ninguém ficará indiferente. Os concertos de Maze Lab distinguem-se pela excelência de execução dos seus músicos e pela fantástica voz e performance de um dos maiores cantores em Portugal, Paulo Ramos.

De 2003 até hoje, esta banda de Paço d'Arcos vem percorrendo o seu labirinto por todo o país. Com dois discos já publicados em dez anos de carreira, a banda é composta por Zé Moreira (bateria)Luís "Nené" Peleira (guitarra), Leopoldo Gouveia (baixo); e pela excepcional e incomparável voz de Paulo Ramos. Fica assim completo um palco em que a músicapoderosa e directa, assenta numa teia labiríntica de riffs e ritmos aprumados do rock orgânico, com influências que podem ser traçadas desde rock dos anos 70, passando por alguns territórios dentro do jazz e blues.


Sábado, dia 2 de Março de 2012

Abertura de portas: 21:00h

Início do espectáculo: 22:00h

Duração: Aprox. 2h 

Preço: 5 Eur.




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Ricardo Oliveira - O Vento mudou


“O Vento Mudou” de Ricardo Oliveira, já à venda!

 

Ricardo Oliveira apresenta “O Vento Mudou”, onde empresta o seu olhar a pedras basilares da música portuguesa. Ao fazê-lo, leva-as mais além e isso torna-o único. «Nem Às Paredes Confesso», «20 Anos», «Pensando em Ti» alinham em «O Vento Mudou», produzido pela Blim Records, por Ricardo Ferreira e João Matos, com arranjos de Rui Ribeiro e direcção musical de Hélder Godinho.

Alinhamento do álbum:


1 – Pensando em Ti
2 – O Vento Mudou
3 – Olhos Castanhos
4 – Só Nós Dois
5 – Estou Além
6 – Flor Sem Tempo
7 – No Teu poema
8 – Nem às Paredes Confesso
9 – Sol de Inverno
10 – 20 Anos
11 – Cinderela
12 – Adeus Tristeza

Poderá descarregar gratuitamente o medley de apresentação do disco aqui.

Veja aqui o primeiro vídeo, "O Vento Mudou"!




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Letra

 

Um homem contou-me
Que da montanha
Se toca o céu,
Que se encontrou ao subi-la
Mas ao descê-la
Se perdeu.
Viu rastos de cobra
E pegadas de leão:
"Esta vida não sobra
Quando se olha só para o chão!"

E tentou fugir do trilho,
Beijou o tempo como a um filho,
Acordou numa alvorada,
Já sem nada pr'a esconder
E então falou assim:

"Se houver
Um Anjo da Guarda
Que me abrace
E se guarde dentro de mim,
É tão só estar só no fim".

Outro homem contou-me
Que da cidade
Se vê o mundo,
Que é tão doce o desejo,
Que nenhum beijo
É profundo.
Viu escadas de ouro
E telhados de rubi,
Pensou que o maior tesouro
É cada qual saber de si.

E tentou fugir da sombra,
Dizer à luz que não se esconda,
Correu as ruas, uma a uma,
Já sem nada pr'a perder
E então gritou assim:

"Se houver
Um Anjo da Guarda,
Que me abrace
E se guarde dentro de mim,
É tão só estar só no fim".

"Se houver
Um Anjo da Guarda,
Que me abrace
E se guarde dentro de mim,
Porque é tão só estar só no fim.

"Se houver
Um Anjo da Guarda,
Que me abrace
E se guarde dentro de mim,
É tão só estar só no fim".
Porque é tão só estar só no fim.



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letra

 

Então faz por isso
Dá-me mais do que isso
Eu sei
Que és tão difícil
Por seres obra digna
De um rei

Não precisas de dizer nada
Estou perdido no teu olhar
Não vejo o fim desta estrada
Que acaba em ti
Mas onde estás?

Não te vejo há tanto tempo
Quando vejo não posso ficar
Precipício, sacrifício yeeh

Se o tempo não pára e devora
Limpa a mente e deixa o corpo são
Teu sorriso deita cá para fora
O que eu já esqueci desde então
Podia ser tudo perfeito
Mas há sempre um senão... eyeeh

Então faz por isso
Dá-me mais do que isso
Eu sei, eu sei
Que tu és tão difícil
Por seres obra digna
De um rei yeeyeh

(ZIM) ? Quem tudo quer tudo perde
É verdade
Quem tudo sente pouco sente
É verdade
Eu quero sentir tudo mas não sinto
É verdade
Eu vou sentindo a cada olhar que me dás
Na verdade
Mas eu quero tudo com cada coisa a seu tempo
Eu sei que há falhas a diferença é que eu emendo porque
Por ti eu posso, por ti faço eu não tento
Diz que é difícil, que és difícil e eu entendo yeh
É desafiante ver-te longe e sentir-te perto
Angustiante, ansioso se te tenho a um metro?
Mas o que é certo é que a ânsia da paixão é que é certo
Tudo a seu tempo repito, quero tudo mas excepto
Todo esse tempo que tu me fazes querer sem ponderar
O que é eterno ou de passagem eu sei que é sem pensar
Eu sei que é tudo feeling, adoro todo esse feeling
? Então vive esse feeling
E tu, faz por isso

Então faz por isso
Dá-me mais do que isso
Eu sei, eu sei
Que tu és tão difícil
Por seres obra digna
De um rei yeeyeh

(BRIDGE)
eeyh eeyh
eeyh
eeyh eeyh
ayeeyh

Entraste de rompante
E quiseste assim
(haha)
Sem sequer pensar
Tinhas-me na mão
(Na tua mão)
Quis o mundo girar
Em torno de ti
E agora peço-te um pouco de atenção
Vamos fazer por isso
E chegar ao fim
(Chegar ao fim)
Da estrada da qual te falei de antemão
(Yeh)
Deitar abaixo o muro que vai de mim a ti
(De mim a ti)
Faz por isso e dá-me a tua mão yeeyh
(Dá-me a tua mão yeeyh)

Então faz por isso
Dá-me mais do que isso
Eu sei, eu sei
Que tu és tão difícil
Por seres obra digna
De um rei yeeyeh

(BRIDGE)
eeyh eeyh
eeyh
eeyh eeyh
ayeeyh ayeeyh ayeeyheeyh


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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

Cantora de jazz Isabel Ventura apresenta novo disco no Porto

Isabel Ventura vai apresentar na quarta-feira o seu novo disco, "Encontro em Dois Momentos", num concerto nos Maus Hábitos, Espaço de Intervenção Cultural, no Porto, anunciou hoje o produtor cultural Lino Teixeira.


"Encontro em Dois Momentos" é "um projeto arrojado" de Isabel Ventura, que conta com a participação do pianista Mário Figueiredo, Zé Carlos Barbosa, no contrabaixo e Michel Marques, na bateria.

 

No concerto que se realizará nos Mau Hábitos, no Porto, vão estar presentes dois convidados, Gileno Santana, trompete e Miguel Pedrosa, guitarra e soarão grandes clássicos do jazz e temas portugueses assinados por Fausto, Jorge Palma, Sérgio Godinho ou Rui Veloso.

 

A cantora, que iniciou a sua atividade musical em 1984, participa, três anos depois, no Festival da Canção RTP com a banda portuense Trabalhadores do Comércio, tendo depois integrado o grupo rock GNR.

 

A voz portuguesa já marcou presença no 4.º ciclo de Jazz Guarda, Centro Cultural de Belém, Cassa da Música, Rota Jazz, Porto Blue Jazz, entre outros.

 

Quarta-feira é a vez dos Maus Hábitos receberem Isabel Ventura num concerto, marcado para as 22:00, em que vai apresentar o seu disco a solo, "Encontro em Dois Momentos".

 

Retirado do Sapo Música

 

Vídeo de Porque me olhas assim?



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letra

 

Não encontreia letra desta música



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Os Poetas, de Rodrigo Leão e Gabriel Gomes, regressam com o álbum «Autografia»

O grupo Os Poetas, que Rodrigo Leão e Gabriel Gomes criaram nos anos 1990 em torno da poesia, regressa nos próximos dias com um álbum novo, "Autografia", com concertos e a reedição do primeiro disco, há muito esgotado.


Os Poetas apresentaram-se em 1997 com "Entre nós e as palavras", disco que juntava música inédita de Rodrigo Leão (teclados) e Gabriel Gomes (acordeão) à poesia portuguesa dita pelos próprios autores - como Herberto Helder, Luísa Neto Jorge e Mário Cesariny.

 

Na fundação do projeto - com os dois músicos acabados de sair dos Madredeus - estiveram ainda o violoncelista Francisco Ribeiro e o editor Hermínio Monteiro, que sugeriu os poemas e deu a descobrir as gravações das vozes dos poetas.

 

Dezasseis anos depois, durante os quais viram desaparecer Hermínio Monteiro e Francisco Ribeiro, Rodrigo Leão e Gabriel Gomes recuperam o projeto e redescobriram essa "cumplicidade entre a música e o poema", disseram em entrevista à agência Lusa.

 

Na verdade, o pretexto para fazer renascer Os Poetas deu-se em 2012, quando os dois músicos foram convidados pelo Festival Silêncio a fazer uma performance em Lisboa.

 

Mergulharam novamente na poesia portuguesa, selecionaram mais escritores, como Adília Lopes e António Ramos Rosa, e convidaram o ator Miguel Borges para dizer os poemas.

 

Daí até à gravação de novas composições foi um passo rápido - explicaram - e eis que surge o álbum "Autografia", cujo título recupera um poema de Mário Cesariny e no qual participam ainda as instrumentistas Sandra Martins e Viviena Tupikova.

 

O álbum, por enquanto, só estará à venda nos três concertos que Os Poetas vão dar nas próximas semanas: a 3 de março na Casa da Música (Porto), dia 8 no Centro Cultural de Belém (Lisboa) e dia 16 no Teatro Aveirense (Aveiro).

 

A ideia de Os Poetas era dar corpo musical a poemas ditos pelos próprios autores - de uma série de gravações que Hermínio Monteiro deu a conhecer a Rodrigo Leão e a Gabriel Gomes.

 

Nos anos 1990 não era muito comum ter registos discográficos em que se dava primazia à palavra dita, ainda que com um sustento musical com instrumentos que quase se deixam ficar na sombra dos poemas. Hoje já estão disponíveis, ainda que escassos, mais registos semelhantes.

 

A grande diferença, segundo Rodrigo Leão e Gabriel Gomes, entre o primeiro álbum e este segundo é o ator a dizer as palavras em tempo real, neste caso, Miguel Borges. "Aqui o ator junta-se a nós e ao mesmo tempo entra nessa cumplicidade e adapta a sua cadência e nós adaptamo-nos a cada palavra. Naquela altura existiam os poemas já gravados, estavam a ser debitados pelo CD e nós tínhamos que arranjar a cadência", disse Gabriel Gomes.

 

Já sem Hermínio Monteiro, editor da Assírio & Alvim que morreu em 2001, para lhes sugerir mais poemas, Rodrigo Leão e Gabriel Gomes foram eles próprios selecionando a literatura que queriam musicar. "Eu acho que os poemas tinham intenção de nos procurar para falarmos sobre eles", rematou o acordeonista Gabriel Gomes.

 

Retirado do Sapo Música



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Letra

 

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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013

 

 

Letra

 

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Músicos alentejanos recuperam cantigas tradicionais «esquecidas no tempo»

Quatro músicos alentejanos "abriram o velhinho baú" da música tradicional portuguesa e criaram um grupo, em Beja, para dar "nova vida" a cantigas "esquecidas no tempo", sobretudo a "modas" do cancioneiro popular do Baixo Alentejo.


O grupo Cantigas do Baú, que recentemente editou o álbum de estreia, é constituído por Clara Palma (voz), Gabriel Costa (baixo), João Nunes (guitarra) e Luís Melgueira (percussões).

 

O projeto nasceu para "agarrar" em temas "menos conhecidos e rodados" da música tradicional portuguesa e "transportá-los para os nossos dias, reinventá-los", contou à agência Lusa Luís Melgueira.

 

"O baú é o cancioneiro tradicional português, essencialmente o alentejano", que tem temas "tão lindos, tão puros, de uma beleza extraordinária, que quisemos recuperar" para "homenagear" os poetas populares que os escreveram, explicou à Lusa Clara Palma.

 

O repertório do grupo, apesar de ser constituído sobretudo por "modas" do Baixo Alentejo, faz "uma viagem" pela música tradicional do interior de Portugal, desde a serra do Algarve até Trás-os-Montes, precisou Luís Melgueira.

 

Por outro lado, o repertório, focado no universo feminino, presta homenagem às mulheres, que, na área da música tradicional, só a partir dos anos 80 do século XX começaram a cantar organizadas em grupos corais, disse o músico, justificando assim a escolha de uma voz feminina para o grupo.

 

Após um ano e meio de trabalho, o grupo, que nasceu no verão de 2011, lançou no final do passado mês de janeiro o álbum de estreia, homónimo e composto por 11 cantigas, que "falam de amor", disse Clara Palma.

 

O álbum, editado para promover de forma "mais fácil" o trabalho do projeto, inclui sobretudo "baladas muito bonitas, com letras extraordinárias", mas também algumas cantigas "para dançar", precisou a vocalista.

 

O grupo lançou o álbum através de uma edição de autor, mas se aparecer uma editora que queira investir no projeto e torná-lo "maior", "estaremos abertos", disse Luís Melgueira.

 

"O que marca a diferença" no grupo Cantigas do Baú "talvez seja uma certa simplicidade na forma como apresentamos o nosso trabalho", disse Clara Palma.

 

A ideia é "criar uma sonoridade própria, não carregar muito as músicas e fugir um bocadinho aos instrumentos tradicionais muito usados no Alentejo", disse Luís Melgueira.

 

Por isso, as cantigas interpretadas pelo grupo, embora criadas a partir das letras e melodias originais dos temas, resultam de novos sons construídos apenas com recurso a uma guitarra clássica, um baixo elétrico e percussões, aos quais se junta a voz de Clara Palma, explicou Luís Melgueira.

 

Após a edição do álbum de estreia, o grupo está a promover as "cantigas do baú", sobretudo através da Internet, em redes sociais como Facebook e Youtube, de meios de comunicação social e de concertos, disse Clara Palma.

 

"O que pretendemos mesmo é que as pessoas se deixem apaixonar pelos temas da mesma maneira que nós nos apaixonámos", frisou a vocalista.

 

Segundo Luís Melgueira, o grupo quer, "essencialmente", o que está refletido no "slogan" do álbum, que é um excerto da letra de um dos temas: "Levar minhas cantigas prò lugar onde tu estás".

 

Retirado do Sapo Música



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letra

 

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Deolinda

 

 

 

 

‘Mundo Pequenino’  em pré-venda no iTunes a partir de hoje
Os fãs recebem um novo tema no momento em que encomendam o álbum digitalmente

 

Chama-se ‘Quem Tenha Pressa’ a nova canção dos Deolinda a que os fãs terão acesso a partir de hoje, no momento em que fizerem a encomenda do novo álbum, ‘Mundo Pequenino’, no iTunes. Este tema só está disponível na edição digital do iTunes e é o bónus imediato para quem  faça a pré-compra do 3.º álbum de originais da banda.

No texto de apresentação do álbum, o jornalista João Gobern refere-se assim a ‘Mundo Pequenino’: ‘Se estivéssemos a raciocinar noutros parâmetros, dir-se-ia que os Deolinda seguem as mais modernas e ousadas teorias económicas, e não apenas as cartilhas que por aí vão aparecendo traduzidas: em tempo de crise, investem.  Em época de aperto, diversificam. Em momento de aflição, como já vimos, cantam a defesa da felicidade. Ao ponto de, sem venderem a alma aos diabos nem aceitarem miscigenar os seus códigos de linguagem, vão à procura de um parceiro estrangeiro que os enriqueça sem lhes tolher as decisões de fundo, que converse sem impor, que sugira sem ordenar. Aposto, singelo contra dobrado, que Jerry Boys – o homem que, aos botões de uma mesa de som e muito mais, ajudou Ry Cooder a boicotar o boicote a Cuba, permitindo a esplendorosa revelação de Compay Segundo, Omara Portuondo, Eliades Ochoa, Ruben Gonzalez e todos os outros jovens anciãos que arquitectaram o Buena Vista Social Club, música de dolências e esplendores que não merecia estar fechada e muito menos esquecida – foi sobretudo um leal conselheiro, um génio da lâmpada ao dispor dos desejos dos Deolinda.’

‘Mundo Pequenino’  tem edição prevista para dia 18 de Março e dele já se conhece o single ‘Seja Agora’.



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Jazz ao Centro cria orquestra para estimular nas crianças o gosto pela música

O Jazz ao Centro Clube de Coimbra anunciou, esta quinta-feira, a constituição de uma Orquestra dos Pequenos Improvisadores, constituída por 20 crianças dos seis aos 10 anos, com o objetivo de estimular a curiosidade e o interesse pela música.


"Trata-se de um projeto lúdico/pedagógico dirigido às crianças da Baixa e Alta da cidade de Coimbra, que vai ter início em março e se vai estender, nesta primeira fase, por um período de dois anos", disse à agência Lusa José Miguel, do Jazz ao Centro Clube.

 

O objetivo passa por estimular a curiosidade e o interesse pela música dos mais pequenos através de um programa que inclui oficinas de trabalho e sessões musicais sob a direção pedagógica do músico Álvaro Rosso.

 

A Orquestra dos Pequenos Improvisadores insere-se no projeto cultural Linhas Cruzadas, que, além do Jazz ao Centro Clube, envolve a companhia O Teatrão, a Casa da Esquina e o Círculo de Artes Plásticas, e que tem como parceira a Câmara de Coimbra.

 

O projeto foi apresentado quinta-feira à tarde, no Salão Brazil, sede do clube, na presença da vice-presidente da Câmara de Coimbra Maria José Azevedo Santos.

 

Na mesma conferência, a vice-presidente da autarquia anunciou a realização do I Ciclo de Requiem em Coimbra, da autoria do Coro Sinfónico Inês de Castro, que vai decorrer em março, na Sé Velha e Conservatório de Música de Coimbra.

 

O projeto musical consta de um conjunto de cinco concertos de Requiem, para coro e orquestra, compostos por diferentes autores e protagonizados por quatro coros a que se junta, em dois dos concertos, a Orquestra do Norte.

 

A autarca anunciou ainda a realização da terceira edição do Mercado Solidário das Confrarias, no sábado, entre as 09:00 e as 13:00, na Praça 8 de Maio, em Coimbra, com a participação de 13 confrarias.

 

Além de promoverem os seus produtos, trajes e símbolos, as confrarias concretizam um mercado gastronómico com fins solidários, cujas receitas revertem, na íntegra, a favor da Congregação das "Criaditas dos Pobres" - Cozinhas Económicas Rainha Santa Isabel.

 

Retirado do Sapo Música



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letra

 

Há uma estrada enorme a percorrer
Há um horizonte mas o sol n me deixa ver
Há tanta coisa por descobrir
Há uma ponte mas eu não sei se a travessia me vai sorrir


Eu não sei
O que irá acontecer
Eu não sei

Eu não sei
Se o karma me irá vencer
Eu não sei

Eu não sei
O que o vento me irá trazer
Eu não sei

Como vai ser eu sei lá
Só o amanha me dirá



Porque a vida é uma viagem
E ninguém te dá boleia
Em frente há uma paisagem
Que n sei se é verdadeira
Parece uma miragem
Desenhada á minha ideia
E eu creio ter
Eu creio ter
Creio ter forças para andar
Wow oh
Para andar
Wow oh 
Para andar
Wow oh
Para andar
Wow oh
Para andar


E há uma estrada enorme a percorrer
Há montes e vales que só mais tarde eu irei perceber
E eu vejo vidas a passar por mim
E todas elas são uma história sem fim


E eu nao sei
Como irão acabar
Eu não sei

Eu não sei
Se é seguro viajar
Eu não sei

Eu não sei
O que o futuro irá deixar
Eu não sei


Como vai ser eu sei lá
Só o amanhã o dirá



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Domingo, 24 de Fevereiro de 2013

Concertos portugueses para bebés nomeados para prémio europeu

A nomeação foi proposta pela Filarmónica do Luxemburgo. O professor e musicólogo Paulo Lameiro, o mentor do projecto, recorda que este nunca recebeu quaisquer financiamentos

O projecto “Concertos para bebés”, produzido pela companhia Musicalmente, de Leiria, está nomeado para o prémio Young EARopean Award 2013, cujo vencedor será conhecido em Setembro, na cidade alemã de Osnabrück, recebendo um prémio de oito mil euros.

 

Original do professor e musicólogo Paulo Lameiro, Concertos para bebés foi um dos 15 selecionados de um júri internacional entre 136 projetos de mais de 20 países europeus.


Paulo Lameiro diz que ficou “surpreendido” com a nomeação, uma vez que entre os concorrentes estão “instituições musicais que fazem parte de grandes orquestras, salas de música e concertos”.

 

Para o mentor do projecto, esta nomeação vem “reconhecer” o trabalho “nascido numa pequena aldeia de Leiria” e é “mais um factor importante”, tendo em conta que Concertos para bebés “nunca recebeu qualquer apoio ou reconhecimento financeiro em Portugal”.

 

Para Paulo Lameiro, este é mais um “estímulo para não desistir e continuar em frente, numa altura em que cada vez se luta com mais dificuldades para manter os projectos”.

 

Com um júri constituído por especialistas na área da música erudita, Paulo Lameiro considerou que a nomeação se torna ainda mais relevante. “Não se tratou de votações na Internet. Foram especialistas que fizeram a sua seleção”, sublinhou.

 

O musicólogo revelou que o projecto foi proposto ao Young EARopean Award 2013 pela Filarmónica do Luxemburgo. “Fomos fazer um concerto e estranharam nunca termos ganho nada, pois consideravam que já deveríamos ter sido premiados. Foi o diretor que sugeriu o nosso nome.”

Os Concertos para Bebés foram idealizados por Paulo Lameiro e tiveram a sua primeira apresentação pública no dia 29 de Novembro de 1998. É o desenvolvimento de dois projetos anteriores, Berço das artes e Músicos de Fraldas. Nos concertos, os bebés são convidados a ouvir e a música é partilhada entre intérpretes e bebés, pais e irmãos, avós e amigos.

O YEAH Prémio EARopean jovem é uma competição europeia destinada a destacar programas criativos e ideias musicais, que despertem o entusiasmo dos jovens pela música.

 

Retirado do Público



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Letra


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Samuel Úria canta «o grande medo do pequeno mundo»

Samuel Úria edita, na segunda-feira, o álbum "O grande medo do pequeno mundo", com canções que falam sobre a condição de sermos humanos, num tom irónico, mas não pessimista, disse à agência Lusa.

Samuel Úria, 33 anos, editou o primeiro disco há pelo menos dez anos, mas foi em 2009 que o álbum "Nem lhe tocava" lhe serviu de apresentação, como músico influenciado pela tradição do blues-rock, de Elvis a Bob Dylan e Johnny Cash.

Quatro anos depois, lança "O grande medo do pequeno mundo", estruturado numa semana de férias, na primavera de 2011, numa altura em que decidiu deixar de dar aulas e passar a viver apenas para a música.

A partir desse primeiro esqueleto das novas canções, feitas à guitarra, Samuel Úria pensou nos arranjos, no tom que elas pediam - fora das "músicas ‘quadradonas’ de guitarra, baixo e bateria" -, chamou os músicos, amigos de longa data, e gravou.

Ao contrário de "Nem lhe tocava", "O grande medo do pequeno mundo" mostra-se com muito mais colaborações, com nomes como António Zambujo, Manel Cruz, Armando Teixeira, Miguel Araújo, Márcia Santos, João Só, Jorge Rivotti e Gonçalo Tocha, que aqui assume o ‘alter ego’ Gonçalo Gonçalves. "O meio musical é pequeno. São pessoas que fui conhecendo, cada uma delas acrescentou a sua arte", explicou.

Do álbum sobressai, por exemplo, "Lenço enxuto", que Samuel Úria canta com Manel Cruz, dos Ornatos Violeta, "um dueto ‘hipermasculino’, mas nada machista", e "Triunvirato", com António Zambujo e Miguel Araújo, que é uma homenagem disfarçada a três homens que o influenciam: Leonard Cohen, Dylan e Johnny Cash.

Samuel Úria reconhece, nas letras, uma abordagem sobre a humanidade das pessoas, a subjugação aos medos e a escassez de soluções para superar esses medos. "São temas moderadamente generalistas que podem depois ser apropriados da maneira que cada um quiser, mas eu não estou interessado em que saibam a minha verdade, mas que entendam que estou a ser verdadeiro", afirmou.

Em "O grande medo do pequeno mundo", no qual participam ainda elementos do grupo Pontos Negros, Joaquim Albergaria, dos Paus, e Filipe Cunha Monteiro, há ainda referências aos Clash e ao poeta António Pocinho.

@Lusa

Videoclip de "Eu Seguro", colaboração com Márcia:

Retirado do Sapo Música


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letra

 

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Sábado, 23 de Fevereiro de 2013

Ana Bacalhau grava música para Dia Internacional da Mulher a convite da ONU

Ana Bacalhau, dos Deolinda, foi convidada pela Organização das Nações Unidas (ONU) a gravar um tema, juntamente com vários artistas internacionais, para assinalar, a 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, foi hoje anunciado.


O tema "One Woman", que será divulgado naquele dia, foi gravado com a participação de cantoras e músicos de 20 nacionalidades diferentes. Ao lado de Ana Bacalhau estão, por exemplo, Angelique Kidjo (Benin), Anoushka Shankar (Índia), Rokia Traoré (Mali), a espanhola Concha Buika e a brasileira Bebel Gilberto.

 

A iniciativa partiu da UN Women, agência da ONU para a igualdade de género e capacitação das mulheres, que subordinará este ano a efeméride a um compromisso: "É tempo de agir para por fim à violência contra as mulheres".

 

O tema, da autoria de Graham Lyle e Fahan Hassan, foi interpretado pela primeira vez em 2011, na apresentação da agência UN Women, na assembleia geral da ONU, tendo sido regravado em 2012 e 2013, com artistas diferentes.

 

Em declarações à agência Lusa, Ana Bacalhau manifestou-se honrada por ter sido convidada pela ONU para participar na gravação, por se identificar com a mensagem e com o trabalho desenvolvido pela UN Women.

 

"Somos todas uma e só mulher, os nossos problemas são comuns, diferentes em grau e gravidade, em circunstância e cultura, mas estamos juntas nisto de ser mulher. A nossa força, juntas, é ainda maior. É a mensagem a canção", disse.

 

Ana Bacalhau canta em inglês no tema, tendo gravado a sua participação quando esteve em estúdio com os Deolinda a gravar o novo álbum, a editar em março.

 

A cantora reconheceu que se empenha e preocupa com as questões de direito de género, porque ainda há desigualdades.

 

"Uma das questões que me foi colocada para responder, quando fiz a canção, foi se eu sentia ainda alguma desigualdade, sendo mulher (...). Sinto em menor grau em relação a mulheres de outros países, mas ainda há resquícios, alguns mais evidentes; alguma desigualdade na forma de tratamento, no acesso ao mundo do trabalho, à forma como fazemos as nossas escolhas pessoais e de vida, ainda somos um bocadinho condicionadas por alguns estereótipos", disse a cantora.

 

Na interpretação da música participam o músico maliano Bassekou Kouyate, o cantor israelita Idan Raichel, a cantora etíope Meklit Hadero e a malaia Yuna.

 

Ana Bacalhau recorda que, por trás da ideia dos Deolinda está uma personagem feminina: "Uma mulher forte, uma mulher observadora e uma mulher com voz. As personagens femininas que cantam, todas têm uma enorme força e uma voz ativa a olhar a sociedade, e é assim que eu sou e quero ser. Obviamente que ponho um bocadinho disso, e de mim, na Deolinda".

 

A ONU associou-se ao Dia Internacional da Mulher em 1975, assinalando-o a 08 de março, mas a assembleia geral da organização só decretou oficialmente a celebração, em todos os Estados-membros, em 1977.

 

A UN Women foi criada em 2010, para auxiliar os membros da ONU a cumprirem compromissos pela defesa dos direitos das mulheres e da igualdade de géneros.

 

Retirado do Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 21:24 | link do post | comentar

 

 

Letra

Falem que me importa falem
não quero saber
digam o que digam
que podem dizer

se o mal criticam
se bem vão querer
digam o que digam
que posso eu fazer

sou tanta incerteza
que o mais certo em mim
é nem ser por certo
é nem estar aqui

para mim sou tanto
e há tanto em mim
que eu sei lá quem sou

quem quiser falar de mim que fale
quem quiser saber de mim pergunte
e quem sabe se eu direi a verdade
isto de ser ou não ser confunde

falem que me importa falem
sem nada saber
digam o que digam
só me fazem crer

que eu aqui existo
seja lá quem for
digam o que digam
quem me vê melhor

se a porteira cusca
que me topa bem
se a padeira astuta
que é cusca também
se é que sabem tanto
esclareçam-me enfim
afinal quem sou

quem quiser falar de mim que fale
quem quiser saber de mim pergunte
quem sabe se eu direi a verdade
isto de ser ou não ser confunde

quem quiser falar de mim verdade
quem quiser saber de mim confunde
quem sabe se eu direi não sabe
isto de ser ou não ser pergunte

quem sabe o que eu direi pergunte
quem quiser saber de mim não sabe
quem quiser falar de mim confunde
que isto de ser ou não ser verdade

quem quiser falar de mim já sabe
quem sabe se o que direi confunde
quem quiser saber de mim verdade
isto de ser ou não ser pergunte

 

 



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Letra


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publicado por olhar para o mundo às 17:59 | link do post | comentar

Allen Halloween estará em residência no Musicbox para criar

A residência inicia-se em Março juntará Halloween a nomes em ascensão "do rap português, ou underground, ou crioulo"

 

Allen Halloween, nome maior do hip hop português da actualidade, autor de "Árvore Kriminal", um dos álbuns de destaque de 2011

 

Allen Halloween, nome maior do hip hop português da actualidade, autor deÁrvore Kriminal, um dos álbuns de destaque de 2011, assegurará a partir de Março uma residência mensal no Musicbox, no Cais do Sodré, em Lisboa. Não será simplesmente o rapper em cima do palco, será divulgador, será curador de noites que se propõem apresentar uma realidade do hip hop português que se mantém nas ruas, em desenvolvimento subterrâneo, mas ainda longe dos palcos.

 

A primeira residência tem lugar a 9 de Março. Seguir-se-ão duas, em Abril e em Maio. Allen Halloween chamou-lhes “A Noite da Lisa”, título da uma das canções de A Árvore Kriminal. “A ideia”, diz ao PÚBLICO o autor de Drunfos, é “dedicar cada mês ao rap português, ou underground, ou crioulo, que tenha algum nome nas ruas”. Conceito simples: “Chegar ao Musicbox e mostrar o trabalho”.

 

Sempre com a participação de Allen Halloween, certamente a início dos concertos, provavelmente juntando-se mais tarde aos convidados de cada uma das noites. Para já, não avança nomes convidados. Prefere destacar aquilo que serviu de motivação para a criação da residência: “A lacuna na zona de Lisboa para o movimento rap”. Explica: “Vão aparecendo festas aqui e ali, mas nada de consistente. Ter uma casa habitual num sítio como o Cais do Sodré é o ideal para atrair muita gente do movimento e para chamar a atenção de outros para as bandas”. Uma vez por mês, resume, “A Noite da Lisa” será “uma pequena Meca do hip hop”.

 

Não surpreende, portanto, que os concertos sejam alvo de gravação vídeo, forma de reunir uma documentação que escasseia e cuja utilização, explica, tanto pode assumir a forma de teledisco quanto a de material para um futuro documentário. “Queremos captar” - para já, essa é a única certeza.

 

Allen Halloween prepara neste momento o sucessor de Árvore Kriminal, o seu segundo álbum, cuja edição prevê para Junho. É certo que ouviremos novas canções durante a residência, mas isso não implica que a sua recepção pública interfira na elaboração do novo disco. “O meu processo criativo nunca esteve relacionado com o feedback que recebo”. É trabalho mais íntimo, uma conversa de Allen Halloween com Allen Halloween. Algo que parece confirmar-se, de resto, no véu que levanta sobre o álbum em preparação. “Irei abandonar o som mais polido do Árvore Kriminal. Será mais na linha do primeiro [Projecto Mary Witch], um regresso às raízes com alguns sons mais experimentais mas, no geral, mais caseiro, com produção mais seca”.

 

Noticia do Público



publicado por olhar para o mundo às 12:50 | link do post | comentar

 

 

letra

 

Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu

E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
O sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu

Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.

Quando o amor se acabou

E o meu corpo esqueceu o caminho onde andou

Nos recantos do teu

E o luar se apagou

E a noite emudeceu

O frio fundo do céu

Foi descendo e ficou

 

Mas a mágoa não mora mais em mim

Já passou, desgastei, p’ra lá do fim

É preciso partir

É o preço do amor

P’ra voltar a viver

Já nem sinto o sabor

A suor e pavor

Do teu colo a ferver

Do teu sangue de flor

Já não quero saber…

 

Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada,

O meu barco vazio na madrugada

Vou-te deixar-te no frio da tua fala

Na vertigem da voz quando enfim se cala.



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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013

Mom Says, Luísa Sobral

 

Luisa Sobral


‘Mom Says’ estreia em exclusivo na Rádio Comercial dia 25 de Fevereiro

 

O álbum, ‘There’s a Flower in My Bedroom’, estará disponível a 8 de Abril

 

‘Mom Says’ é o primeiro single a ser retirado do novo álbum de Luisa Sobral. O tema terá estreia em exclusivo na Rádio Comercial já na próxima segunda-feira, dia 25 de Fevereiro. Em simultâneo, a rádio estreará no seu site o vídeo que acompanha a canção, e que mostra alguns dos momentos em estúdio na altura da gravação do disco. ‘Mom Says’ estará disponível digitalmente a partir de 28 de Fevereiro.

‘There’s a Flower in My Bedroom’ é o segundo álbum de Luisa Sobral. Produzido por Mário Barreiros, sucede ao multi-galardoado álbum de estreia, ‘There’s a Cherry in My Cake’.

O novo álbum de Luisa Sobral chega às lojas a 8 de Abril.



publicado por olhar para o mundo às 19:03 | link do post | comentar

 

 

letra

 

ESTÁ ESCRITO NA PALMA DA TUA MÃO

TEM MUITOS SAPOS NA LAGOA
TEM MUITO BICHO SANGUESSUGA
MAS HOJE SÓ PENSO EM FUGA
COMPREI UM CARRO E VOU VIAJAR
NÃO VOU PRENDER MEU SABIÁ
NÃO VOU PRENDER MEU SABIÁ

HOJE CORRO O DIA INTEIRO
ATRÁS DA FÊMEA E DO DINHEIRO
VEJO A PORTA DO INFERNO
MAS NELA NÃO VOU ENTRAR
E VOCE TAMBÉM NÃO VAI
E VOCE TAMBÉM NÃO VAI

A VACA GORDA NÃO DEU LEITE
A TERRA SECA NÃO DEU SORTE
MAS HOJE ESTOU MAIS FORTE
JURUBEBA LEÃO DO NORTE
NÃO TENTARÁS SATANÁS
NÃO TENTARÁS SATANÁS

A COBIÇA NÃO ME ATINGIU
SEI QUE TUDO VOCE FINGIU
AGORA O QUE VAI FAZER
MAS NESSA NÃO VOU ENTRAR
E VOCE TAMBÉM NÃO VAI
E VOCE TAMBÉM NÃO VAI

ESTÁ ESCRITO NA PALMA DA TUA MÃO
ESTÁ ESCRITO NA PALMA DA TUA MÃO
ESTÁ ESCRITO NA PALMA DA TUA MÃO
ESTÁ ESCRITO NA PALMA DA TUA MÃO
DA TUA MÃO 
DA TUA MÃO



publicado por olhar para o mundo às 17:50 | link do post | comentar

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