Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012

 

 

letra

 

Quando o sol sobe no céu,
Chegam ao jardim os velhos,
Honoráveis presidentes
Dos bancos de pau vermelhos;

 

Analisam movimentos,
Conferem as florações,
Medem o canto das aves,
Dão aval às estações.

 

Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.

 

Depois, chamam os pombos…

De pão e milho dão festins
E os pombos falam com eles
Na língua dos querubins.

 

Quando a tarde se despede,
Voltam de novo a ser velhos;
Seguem o rasto do sol,
No lago feito de espelhos

 

Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.

 

O dia vai-se acabando
No seu lento e frio afago,
Um dia vão subir ao céu
Montados nos cisnes do lago.

 

Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.



publicado por olhar para o mundo às 23:12 | link do post | comentar

Dino ou Richie Campbell participam na nova mixtape de Dengaz

Dengaz disponibilizou gratuitamente na internet o single "Encontrei", retirado na nova mixtape “AHYA”. A digressão de apresentação da nova mixtape, com banda, acontece em 2013, mas antes o músico apresenta ao vivo algumas das faixas num live act com o DJ Irie, em Sangalhos (Anadia) e em Coimbra.


O alinhamento da mixtape inclui 16 faixas e conta com a participação de vários músicos nacionais, como Dino (ex-Expensive Soul, Nu Soul Family), Carolina Deslandes (finalista do programa Ídolos), Praga (Nigga Poison), NGA e Richie Campbell.

 

“Encontrei” é o tema de apresentação da mixtape e o músico Agir, filho de Paulo de Carvalho, é o convidado especial na interpretação conjunta da canção com Dengaz.

 

No dia 15 de dezembro, Dengaz apresenta ao vivo algumas das faixas num live act com o DJ Irie. A Junta de Freguesia de Sangalhos, no concelho de Anadia, é o primeiro local por onde o músico português vai apresentar a mixtape. A atuação está agendada para as 01:00. De seguida, o artista ruma até ao Teatrix, em Coimbra, para uma nova atuação, prevista para as 03:00.

 

Noticia do Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 21:00 | link do post | comentar

 

 

letra

 

Ó rua do Capelão 
Juncada de rosmaninho 
Se o meu amor vier cedinho 
Eu beijo as pedras do chão 
Que ele pisar no caminho. 

Há um degrau no meu leito, 
Que é feito pra tisomente 
Amor, mas sobe com jeito 
Se o meu coração te sente 
Fica-me aos saltos no peito. 

Tenho o destino marcado 
Desde a hora em que te vi 
Ó meu cigano adorado 
Viver abraçada ao fado 
Morrer abraçada a ti. 



publicado por olhar para o mundo às 17:06 | link do post | comentar

Cantar ou não cantar em inglês? Eis a questão debatida por Vitorino e Paulo Furtado em Lisboa

Vitorino afirmou, em agosto deste ano e em declarações ao Jornal de Leiria, que "quando um português canta em inglês fica tristemente ridículo". A opinião foi mal acolhida por vários músicos portugueses, entre os quais Paulo Furtado (Wraygunn, The Legendary Tigerman). Depois da polémica, Vitorino e Paulo Furtado juntam-se para falar sobre a música portuguesa na Baixa-Chiado PT Bluestation, em Lisboa.


O debate, que conta ainda com a presença do etnomusicólogo Pedro Felix, vai acontecer na segunda-feira, 3 de dezembro, pelas 18:30, e faz parte da programação do projeto “A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria” (MPAGDP) para a Baixa-Chiado PT Bluestation, que acontece durante todo o mês de dezembro.

 

A agenda inclui ainda a realização de bailes e contos tradicionais portugueses, sessões explicativas sobre como se constrói um adufe ou uma flauta de tamborileiro, concertos de grupos de norte a sul do país e projeções-vídeo com tradições de Natal e Passagem de Ano em aldeias do interior.

 

O lema da Baixa-Chiado PT Bluestation em dezembro é “Celebrar a Tradição do Futuro”, porque, como diz Tiago Pereira, mentor do projeto MPAGDP, “um povo sem memória não existe".

 

"Queremos fazer a memória do futuro, dando a conhecer cada vez mais culturas e músicas esquecidas, remisturando-as e contaminando-as”, acrescenta o mentor do projeto.

 

A entrada é livre.


Retirado do Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 12:52 | link do post | comentar

 

 

Letra

 

Tão perto daquela antiga avenida
passeiam as moças da noite
que hão-de chamar ao meio das pernas
os olhares que passam

Uma quer levar-me, mas eu não vou ficar
Apenas vou sorrir, passar

Desço ao cais onde o brilho da ponte
ilumina um bar tão vazio
Mas sei que tão cheio vai ficar
por mil tragos, avancem

Uns para o meu lado, outros para a frente
Vamos lá rapazes por mil tragos cantar

REFRÃO (2x):

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar, e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que...

Olhos inchados, descanso no cais
à beira de um barco esquecido
que tal como eu já foi tão forte
mas feliz só esta noite

Leva-me contigo, dentro de ti
para depois voltar ao bar
e por mil tragos cantar



publicado por olhar para o mundo às 10:07 | link do post | comentar

 

 

letra

 

O barco, meu coração não aguenta
Tanta tormenta, alegria
Meu coração não contenta
O dia, o marco, meu coração, o porto, não
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
O barco, noite no céu tão bonito
Sorriso solto perdido
Horizonte, madrugada
O riso, o arco, da madrugada
O porto, nada
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
O barco, o automóvel brilhante
O trilho solto, o barulho
Do meu dente em tua veia
O sangue, o charco, barulho lento
O porto silêncio
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)


O barco, meu coração não aguenta
Tanta tormenta, alegria
Meu coração não contenta
O dia, o marco, meu coração, o porto, não
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
O barco, noite no céu tão bonito
Sorriso solto perdido
Horizonte, madrugada
O riso, o arco, da madrugada
O porto, nada
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
O barco, o automóvel brilhante
O trilho solto, o barulho
Do meu dente em tua veia
O sangue, o charco, barulho lento
O porto silêncio
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)



publicado por olhar para o mundo às 08:03 | link do post | comentar

Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012

VII Gala Amália no Coliseu dos RecreiosVII Gala Amália no Coliseu dos Recreios

Com actuações de Rodrigo, António Chaínho, António Vitorino de Almeida, Cidália Moreira, Jorge Fernando, Mísia, Fábia Rebordão e José Gonzalez, Micael Gomes, Bernardo Viana, Filipe Raposo, Filipe Larsen terá lugar pelas 21:30 do dia 30 de Novembro, no Coliseu dos Recreios a VII Gala Amália.

 

 Como já vem sendo hábito nesta Gala serão entregues  os Prémios Amália que vão distinguir alguns dos que mais contribuiram para  a grandeza do Fado, esquecendo-se por vezes outros de grande valor.

José Carlos Malato é mais uma vez o anfitrião da noite, acompanhando os espectadores numa magnífica viagem através do melhor que o Fado nos ofereceu em 2012. 

 

retirado do HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 21:06 | link do post | comentar

 

 

letra

 

Adeus ó serra da Lapa
Adeus que te vou deixar
O minha terra ó minha enxada
Nao faço gosto em voltar
Companheiros de aventura
Vinde comigo viajar
A noite é negra a vida é dura
Nao faço gosto em voltar
Dou-te o meu lenço bordado
Quando de ti me apartar
Eu quero ir ao outro lado
Nao faço gosto em voltar
O meu dinheiro contado
É para quem me levar
O meu caminho está traçado
Nao faço gosto em voltar
Moirar a terra insegura?
Fugir da serra e do mar?
Meus companheiros de aventura
Tudo farei para salvar



publicado por olhar para o mundo às 17:42 | link do post | comentar

Vídeos da Capital Europeia da Cultura produz videoclipe oficial dos Peixe:Avião

 

A 24 de Novembro, Guimarães 2012 apresentou o resultado final do projecto Videogang. 


Ao longo de quatro meses, 15 jovens realizadores produziram videoclipes, fashion films e curtas de ficção de tipo low-budget e no-budget. 


Cinco desses projectos foram agora apresentados na Capital Europeia da Cultura, na Plataforma das Artes. “Voltas Cegas”, do conhecido conjunto bracarense Peixe:Avião, é uma das músicas para a qual o Videogang produziu o videoclipe oficial.


No âmbito dos fashion films, destaca-se a produção de “Turbine”, para a marca de sapatos e acessórios Senhor Prudêncio.

 

Orientado por Hilário Amorim, com recurso à Plataforma de Produção Audiovisual de Guimarães 2012, Videogang valoriza o videoclipe enquanto género, destacando a acessível forma de iniciação na arte. Valendo-se da criatividade, o projecto desfez o mito sobre as dificuldades de produzir cinema digital de qualidade com poucos recursos. 

Videogang incorporou três fases: iniciou-se com formação teórica; seguiram-se workshops técnicos, com oficinas para a conceção das ideias para os vídeos; e a partir de Agosto deu-se a preparação, rodagem e edição dos mesmos.

 

Maior base de dados de videoclipes portugueses Videogang deixa um legado para a produção nacional do videoclipe, a plataforma Videoclipe.pt. Em formato de repositório de dados, o portal visa tornar-se na mais completa base de dados sobre videoclipes portugueses. 

Sem alojar directamente conteúdos vídeomusicais, Videoclipe.pt inclui informações sobre os mesmos e hiperligações para as diversas plataformas onde os vídeos se encontram alojados, possibilitando ainda o visionamento no portal.

 

Enquanto referência de fácil consulta para os profissionais e fãs do formato, o portal só aceita videoclipes oficiais, produzidos para artistas portugueses.

 

Rita Oliveira

 

Retirado do HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 12:56 | link do post | comentar

 


letra


Não encontrei a letra desta música


publicado por olhar para o mundo às 10:59 | link do post | comentar

 

 

Letra

 

Terra do fogo
No sul da Argentina
Oito da matina e um frio de rachar
Sai a patrulha para militar

Estendendo a roupa toda remendada
Usada pelos seus irmãos
Sonha com um tango
Dançado com as mãos

Conchita Morales
Viu los federales
E logo ali temeu
Pelas lindas formas que sua mãe lhe deu

Anda Conchita
Carita bonita
Vais ter de agradar
Ao senhor militar

Ela não sabia
Se era noite ou dia
Se ainda chovia
Quando acordou
No chão da caserna onde ele a deixou

Ela andou cansada
Rota e usada
Pela tropa que lhe traçou
Negro destino que ela abraçou

Anda Conchita
Carita bonita
A vida não espera
Tu foge daí

Em Buenos Aires
são seis de la tarde
Conchita anda a trabalhar
Tem outras bocas para sustentar

Conchita Morales
Viu los federales
Garbosos e não resistiu
Mandou todos à puta que os pariu

Anda Conchita
Carita bonita
Dá-me a tua mão
Viva a revolução



publicado por olhar para o mundo às 08:39 | link do post | comentar

Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012

 

 

letra

 

Não encontrei a letra desta Música



publicado por olhar para o mundo às 23:52 | link do post | comentar

O regresso de Madredeus por Antologia


Compilação apresentada em duas versões distintas, um CD com 18 canções e um CD duplo com 30 canções. Antologia foi o nome dado ao trabalho que reúne temas desde 1987 a 2005.


Com este lançamento, a EMI Music Portugal pretende homenagear o percurso de uma banda que marcou a história na música Portuguesa e a levou a território internacional.

 

Esta compilação reúne momentos essenciais da banda, recordando os álbuns: “Os dias da Madredeus” (1987) ; “Existir” (1990); “O Espírito da Paz” (1994); “Ainda” (1994, banda sonora do filme Lisbon story, de Wim Wenders); “O Paraíso” (1997); “Movimento” (2001); “Um amor infinito” (2004) e “Faluas do Tejo” (2005).

 

Ambas as versões incluem o tema “As brumas do futuro”, tema composto para a banda sonora do filme “Capitães de Abril”.

 

Antologia concentra nas duas versões aquilo que melhor caracteriza os Madredeus: temas de inspiração campestre, pastoril, urbana, marítima e também temas a que se podem chamar canções de distância. Junta-se a isto a imagem constante da cidade de Lisboa.

 

Ambas as edições contêm um texto de Miguel Esteves Cardoso, intitulado “Amanhã Será Há Muito Tempo”.

Rita Oliveira

 

retirado do HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 21:16 | link do post | comentar

 

 

letra

 

Perdes tempo reparar na cara feia
que é bonita de alguém
De repente até um porco
é engraçado também
Porque vive, mexe e morre
e nasce filho de uma mãe
Porque a lógica lá dele
não faz sentido a mais ninguém

Perdes tempo de beijinhos
a pensar onde meter cada mão
Mas o outro só quer mesmo
é estar contigo, e então
Vê se deixas a ciência
que perdeste a noção
Uma coisa são instintos
outra coisa é intenção

Se vais jogar até morrer
habilitas-te a perder
Se não há nada para ganhar
o que é que tu queres apostar
E diz-me lá tu nesta história
esperas que tipo de vitória 
Se vais jogar até morrer
habilitas-te a perder
Se vais jogar até morrer
habilitas-te a perder
Se vais jogar até morrer
habilitas-te a perder

Perdes tempo a reparar na cara feia
que é bonita de alguém
De repente até um porco
é engraçado também
Porque vive, mexe e morre
e nasce filho de uma mãe
Porque a lógica lá dele
não faz sentido a mais ninguém



publicado por olhar para o mundo às 17:34 | link do post | comentar

 

 

letra

 

When i am dreaming 
(I) see myself with you 
I wonder how it would be 
If I told you

Come 
And take my hand 
Stay…with me

Come 
Let’s run away 
Away from here

Climbing (the) mountains high 
Crossing the crystal lake 
We’ll never give it up 
We’ll never forsake

Dancing near the river 
Singing with the wind 
Feeling the sun on your face 
And the taste of fun embrace 
------------------------- chorus 
I’m in wonderland 
The place of dreams 
So come and take my hand 
Let’s be just one

We’ll never give it up 



publicado por olhar para o mundo às 14:49 | link do post | comentar

The Happy Mess

facebook: https://www.facebook.com/thehappymess
 

 

O tema "Morning Sun", dos The Happy Mess, produzido por Fred (Orelha Negra/Buraka Som Sistema), masterizado em Nova York nos estúdios Masterdisk Indie por Tim Boyce e extraído do EP "October Sessions 2012", já tem um fantástico vídeo!

O vídeo foi realizado por Augusto Fraga e produzido pela produtora Krypton, tendo como ponto de partida um briefing criativo entre o realizador e o director de fotografia. "Jogámos com a cor e o preto e branco, usando tintas e make up especiais vindas expressamente de Londres e da Índia", conta-nos a directora de produção Alexandra Ribeiro.
 

 

O vídeo foi realizado por Augusto Fraga e produzido pela produtora Krypton, tendo como ponto de partida um briefing criativo entre o realizador e o director de fotografia. "Jogámos com a cor e o preto e branco, usando tintas e make up especiais vindas expressamente de Londres e da Índia", conta-nos a directora de produção Alexandra Ribeiro.

A colaboração com a Krypton e os The Happy Mess já não é de agora, tendo o vídeo do tema "I Wonder Why" (retirado do mesmo EP), sido também produzido e realizado por esta produtora, uma das maiores e mais conceituadas na área de filmes publicitários.





publicado por olhar para o mundo às 08:42 | link do post | comentar

 

 

letra

 

Era eu a convencer-te que gostas de mim 
e tu a convenceres-te que não é bem assim... 
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro 
e tu a argumentares os teus inevitáveis 

Eras tu a dançares em pleno dia 
e eu encostado como quem não vê 
Eras tu a falar para esconder a saudade 
e eu a esconder-me do que não se dizia 


... afinal quebramos os dois... 

Desviando os olhos por sentir a verdade 
juravas a certeza da mentira 
mas sem queimar demais 
sem querer extinguir o que já se sabia 

Eu fugia do toque como do cheiro 
por saber que era o fim da roupa vestida 
que inventara no meio do escuro onde estava 
por ver o desespero na cor que trazias... 

... afinal quebramos os dois... 

Era eu a despir-te do que era pequeno 
e tu a puxares-me para um lado mais perto 
onde contamos histórias que nos atam 
ao silêncio dos lábios que nos mata...! 

Eras tu a ficar pors não saber partir... 
e eu a rezar para que desaparecesses... 
Era eu a rezar para que ficasses.. 
e tu a ficares enquanto saías. 
... não nos tocamos enquanto saías. 
não nos tocamos enquanto saímos. 
não nos tocamos e vamos fugindo 
porque quebramos como crianças 

...afinal quebramos os dois... 

...e é quase pecado o que se deixa... 
...quase pecado o que se ignora...



publicado por olhar para o mundo às 08:32 | link do post | comentar

Terça-feira, 27 de Novembro de 2012

 

 

 

Letra

 

Debaixo Da Ponte

Há um vagabundo sem nome que dorme debaixo da ponte
Eu não conheço esse homem em que me tornei hoje
Vejo as luzes da cidade a brilhar ao longe
Onde mora a felicidade a mulher dos meus sonhos
Dizem que se eu procurá-la muito talvez a encontre
Dizem que casou com um homem nobre
Eles acharam-na cara demais para qualquer noivo
Mas eu vou convidá-la para sair a noite
Se ela aceitar vou levá-la até aos montes
Depois vou beijá-la e voltar a ponte

Olha há alguém no pontão velho(2x)
É o rei do rio que não chega ao mar(2x)

Há um vagabundo sem nome que dorme debaixo da ponte
Há um rosto enrugado no reflexo do lodo
Há algo de errado que este rio esconde
Desde o tempo em que tu eras naive e novo
Dizem que nasce todos os dias e a noite morre
Dizem que casou com um homem nobre
Hoje eu vou procurá-la num lugar bem longe
Mas se eu não encontrá-la vou voltar a ponte

Olha há alguém no pontão velho(2x)
É o rei do rio que não chega ao mar(2x)

Olha há alguém no pontão velho(4x)
É o rei do rio que não chega ao mar(4x)



publicado por olhar para o mundo às 22:09 | link do post | comentar | ver comentários (4)

“Fado-Pode Ser Saudade” um duplo CD que chega às lojas“Fado-Pode Ser Saudade” um duplo CD que chega às lojas

No CD1 eram os maiores artista da actualidade de então que apareciam, como Ana Moura, Mafalda Arnauth, Rodrigo Costa Félix, Aldina Duarte, Ricardo Ribeiro e outros que estavam a surgir como Marco Rodrigues, Cuca Roseta, Ricardo Ribeiro ou Filipa Cardoso. 

No CD2 são as históricas figuras do Fado como Amália, Marceneiro, Carlos do Carmo ou Hermínia Silva, que dão vida ao disco.

O tema que dá nome a esta compilação “Pode Ser Saudade” de Jorge Fernando é um exclusivo desta edição, tendo sido regravado com um novo arranjo especialmente para este disco.

 

Retirado do HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 21:10 | link do post | comentar

 

 

letra

 

Quando o tempo for remendo,
Cada passo um poço fundo
E esta cama em que dormimos
For muralha em que acordamos,
Eu seguro
E o meu braço estende a mão que embala o muro.

Quando o espanto for de medo,
O esperado for do mundo
E não for domado o espinho 
Da carne que partilhamos,
Eu seguro.
O sustento é forte quando o intento é puro.

Quando o tempo eu for remindo,
Cada poço eu for tapando
E esta pedra em que dormimos
Já for rocha em que assentamos,
Eu seguro.
Deixo às pedras esse coração tão duro.

Quando o medo for saindo
E do mundo eu for sarando
Dessa herança eu faço o manto 
Em que ambos cicatrizamos 
E seguro.
Não receio o velho agravo que suturo. 

Abraços rotos, lassos,
Por onde escapam nossos votos.
Abraso os ramos secos, 
Afago, a fogo, os embaraços
E seguro,
Alastro essa chama a cada canto escuro.

Quando o tempo for recobro,
Cada passo abraço forte
E o voto que concordámos
É o amor em que acordamos,
Eu seguro:
Finco os dedos e este fruto está maduro.

Quando o espanto for em dobro,
o esperado mais que a morte,
Quando o espinho já sarámos
No corpo que partilhamos,
Eu seguro.
O que então nascer não será prematuro.

Uníssonos no sono,
O mesmo turno e o mesmo dono,
Um leito e nenhum trono.
Mesmo que brote o desabono
Eu seguro,
Que o presente é uma semente do futuro.

 

Samuel Uria e Marcia 



publicado por olhar para o mundo às 20:19 | link do post | comentar

 

 

letra

 

Subo e desço este rio
Da miranda ao araínho
Sob a torreira e o frio
Faço a escarpa brotar vinho

 

Sonhei que era o mississipi
E que menphis era no pinhão
Vindimando ao som de adufe
Bandolim e acordeão

 

(Refrão)

 

Rio abaixo rio acima
A dar aos remos no rabelo
Rio abaixo rio acima
Sayago paira por cima


O sonho vira pesadelo

Vinha eu no meu caíco
A ouvir das águas do douro
Velhas lendas de fronteira


Entre o cristão e o mouro

Quando vi um pescador
A olhar o rio inconsolável
Que é da enguia e do robalo
Da tainha e do sável

 

(Refrão)



publicado por olhar para o mundo às 17:58 | link do post | comentar

 

 

letra

 

Do you have the time
To listen to me whine
About nothing and everything all at once
I am one of those
Melodramatic fools
Neurotic to the bone
No doubt about it

Sometimes I give myself the creeps
Sometimes my mind plays tricks on me
It all keeps adding up
I think I'm cracking up
Am I just paranoid?
I'm just stoned

I went to a shrink
To analyze my dreams
She says it's lack of sex that's bringing me down
I went to a whore
She said my life's a bore
And quit my whining cause it's bringing her down

Sometimes I give myself the creeps
Sometimes my mind plays tricks on me
It all keeps adding up
I think I'm cracking up
Am I just paranoid?
I'm just stoned

Grasping to control
So I better hold on

Sometimes I give myself the creeps
Sometimes my mind plays tricks on me
It all keeps adding up
I think I'm cracking up
Am I just paranoid?
I'm just stoned




publicado por olhar para o mundo às 14:05 | link do post | comentar

Danças Ocultas partem para a estrada na companhia de Dom La Nena

Os Danças Ocultas regressaram de uma digressão pela Bélgica e, ao chegarem a Portugal, partem para uma série de espetáculos em solo nacional ao lado de Dom La Nena, jovem violoncelista e cantora brasileira.


Juntos em palco, os Danças Ocultas e Dom La Nena interpretarão novos arranjos para obras assinadas por ambos, "dando uma nova perspetiva à música que criaram", explica a promotora. Voz, violoncelo e concertinas são os instrumentos musicais dominantes.

 

Artur Fernandes, Filipe Cal, Filipe Ricardo e Francisco Miguel formam os Danças Ocultas e utilizam o acordeão diatónico, vulgo concertina, para dar sopro às suas composições, "distinguindo-se não só pela formação singular, mas, sobretudo, pela originalidade da música que criam", considera a promotora.

 

Dom é uma jovem violoncelista e cantora, cujo talento já a levou a ser requisitada para digressões com notáveis, como Jane Birkin, e conta com um álbum coproduzido por Piers Faccini O fôlego musical de Dom La Nena estende-se da música erudita à música popular brasileira "e mais além".

A Casa da Música, no Porto, é o primeiro espaço a acolher a digressão por terras lusas. O espetáculo vai acontecer esta quinta-feira, 29 de novembro. Seguem-se o Teatro Aveirense, em Aveiro, a 1 de dezembro, o Cinema São Jorge, em Lisboa, a 2 de dezembro, o Auditório do Conservatório de Música, em Coimbra, a 6 de dezembro, o Centro de Artes, em Sines, a 7 de dezembro, e o Centro de Artes do Espetáculo, em Portalegre, a 8 de dezembro.

 

Retirado do Sapo Música


publicado por olhar para o mundo às 12:16 | link do post | comentar

 

 

Letra

 

Podes vir a qualquer hora
Cá estarei para te ouvir
O que tenho para fazer
Posso fazer a seguir

Podes vir quando quiseres
Já fui onde tinha de ir
Resolvi os compromissos
agora só te quero ouvir

Podes-me interromper
e contar a tua história
Do dia que aconteceu
A tua pequena glória
O teu pequeno troféu

Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo

Houve um tempo em que julguei
Que o valor do que fazia
Era tal que se eu parasse
o mundo à volta ruía

E tu vinhas e falavas
falavas e eu não ouvia
E depois já nem falavas
E eu já mal te conhecia

Agora em tudo o que faço
O tempo é tão relativo
Podes vir por um abraço
Podes vir sem ter motivo
Tens em mim o teu espaço

Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo



publicado por olhar para o mundo às 08:56 | link do post | comentar

Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012

José Cid no Campo Pequeno em DezembroJosé Cid no Campo Pequeno em Dezembro

Mantendo a tradição José Cid vai mais uma vez ser a vedeta de um concerto de perto do fim de ano, que terá lugar a 07 de Dezembro, no Campo Pequeno.


Estarão em palco, cinquenta anos de música de alguém que tenm o condão de agradar a quase todas as gerações.

 

“A Minha Música”, “A Cabana”, “Um Grande Amor”, “Como o Macaco Gosta de Banana” ou o mais recente “Louco Amor”, são apenas alguns dos grandes êxitos para ouvir e cantar em mais de duas horas de concerto.

 

Noticia do HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 21:07 | link do post | comentar

 

 

Letra

 

No cabo de Guardafui
Vou aguardando bons ventos
Tiro a pena da mochila
E assento meus pensamentos
Às voltas com seu fadário
Um simples soldado raso
Tomai lá meu secretário
E guardai bem este meu caso
Só me deu p'ra dizer não
Em tempo de dizer sim
Também na mesma moeda
O mundo me paga a mim
Como este cabo tão triste
Pedregoso e sem verdura
Assim minha vida existe
Marcada p'la desventura
Pergunto à musa porquê
Pergunto aos deuses nos céus
Todos me dizem que é só
Má fortuna e erros meus
Se baixo o amor à taberna
E depois o subo em soneto
Ele arde em mim com dois lumes
Um é branco e outro é preto
Assim ando estrada fora
Como um bardo vagabundo
Desisti de ver a hora
De ficar de bem com o mundo
No cabo de Guardafui
Guardei os meus pensamentos
Ponho a mochila às costas
Pois já sopram melhores ventos
Como esse cabo que existe
À tristeza condenado
Também a má fortuna insiste
Em andar sempre a meu lado
Pergunto à musa porquê
Pergunto a vós que me ouvis
Também achais que um poeta
Só é bom quando infeliz ?



publicado por olhar para o mundo às 17:51 | link do post | comentar

RTP assinala consagração do Fado com emissões especiais RTP assinala consagração do Fado com emissões especiais 

Comemorando o primeiro aniversário do Fado como Património da Humanidade a RTP vai assinalar a efeméride com três emissões especiais a 26, 27 e 29 de Novembro.

 

Deste modo pelas 22: 15 de 26 de Novembro, será exibido o documentário “Fado: um legado português para o mundo” que reflecte a evolução que o Fado sofreu, depois da morte de Amália Rodrigues, quando alguns pensavam iria ser a morte do Fado.

Mas aconteceu precisamente o contrário. Foi uma década em que surgiu o Museu do Fado, uma fadista e não só voltou a cantar nos palcos do mundo, foi realizado um filme mundial e por fim o Fado candidatou-se a Patrimínio da Humanidade e as entidades responsaveis reconheceram-no como tal.

 

É esta a história que será contada neste documentário, levando o espectador por essa viagem pela Indonésia para saber o resultado da candidatura. 


Será uma viagem em que o espectador partilhará emoções, angústias, alegrias e festejos de Sara Pereira, diretora do Museu do Fado, António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa, Andresen Guimarães, Embaixador na Unesco, Rui Vieira Néry, Etnomusicólogo e Carlos do Carmo, Fadista e Embaixador da Candidatura. 


Todos eles irão contar estórias por trás da grande história, numa espécie de registo para as gerações vindouras de um momento único de orgulho patriótico.

 

Na terça feira, 27 de Novembro, pelas 22:00, será transmitida a Gala do Primeiro Aniversário Fado Património Mundial, a partir do Teatro Municipal de São Luiz, que contará com os embaixadores da candidatura Mariza e Carlos do Carmo.

 

Pelas 23:15 do dia 29 de Novembro, será exibido o documentário “Fado”onde se pretende decifrar como nasce o Fado, se se nasce fadista, e o que se sente quando se canta ?

 

Diz quem realizou o documentário que pretende explicar o Fado tanto para quem o conhece como para quem não o conhece partindo do ponto de vista do “fazedor” do Fado.

 

Do compositor ao guitarrista, passando obrigatoriamente por quem o canta mas também por quem o estuda.

 

E diz a nota de imprensa que: "Se de alguma forma já está garantida a continuidade do fado, o conhecimento de um tempo por vezes pode perder-se. Assim o objetivo é preservar estes testemunhos, para quem os quiser ver e ouvir no futuro. A sabedoria de alguns mestres merece esta nossa atenção".

 

A sustentar esta teoria ouviremos os depoimentos de Beatriz da Conceição, Carlos do Carmo, Mariza, Camané, Carminho, Ricardo Ribeiro, Maria do Rosário Pedreira, Joel Pina, José Pracana, José Manuel Neto e Rui Vieira Nery.

 

A realização e autoria são de Sofia de Portugal e Aurélio Vasques.

 

Retirado do HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 12:41 | link do post | comentar



publicado por olhar para o mundo às 08:04 | link do post | comentar

Domingo, 25 de Novembro de 2012
Carlos do Carmo canta como quem faz surf por cima do piano de Maria João Pires

Fez como vê os netos fazer: o canto de Carlos do Carmo surfou por cima do piano de Maria João Pires, encontrando a liberdade nos fados “vienenses” de António Victorino de Almeida.
Carlos do Carmo acredita que muitos o vejam como louco, como alguém que não mede exactamente o que faz, que é guiado por decisões inusitadas, levado por ondas inesperadas do instinto. Uma loucura, acredita, própria de quem se entrega às artes e tenta que o presente não seja mero espelho do passado. "Tenho esta cara que deus me deu, com um ar muito certinho, mas sou completamente passado dos carretos", diz-nos candidamente, sentado em sua casa. Há um prazer claro do fadista em perceber que o seu trajecto é visto não apenas como mais um, mas como elemento de dissonância e de arrojo relativamente à tradição em que se insere.

Esta loucura, entenda-se, não é incapacitante, medicada ou dessintonizada com a realidade. É aquela que vai pedindo licença para entrar quando o fadista se atira a tocar com uma orquestra de sopros numa terra fronteiriça alemã - aconteceu, sob a batuta de Thilo Krassman, há uns anos -, quando inventa discos de fado numa ode a uma Lisboa pós-Revolução descrita por Ary dos Santos (Um Homem na Cidade, 1977), a cidade ainda a acordar de um sono profundo, num espreguiçar lento. Ou quando apresenta à sua editora planos de gravar álbuns com pianistas - primeiro Bernardo Sassetti, agora Maria João Pires - e suspeita que, do outro lado, se quereria ouvir antes um típico disco à guitarra e à viola, sem sobressaltos.

É uma constante da História. A diferença, diz, é que "dantes não tomavam comprimidos para ver se se equilibravam: um era surdo, outro era não sei quê, um batia na tia, outro batia na avó. A gente pega na história destes tipos clássicos que ficaram, em todas as áreas, e são histórias um bocado loucas. Vemos naquele filme do Milos Forman que o Mozart é um bipolar, um ciclotímico. Mas genial. O Lennon era um sujeito especialíssimo. Um dia apareceu todo nu na cama com a senhora japonesa ao lado, e as pessoas diziam ‘este gajo é doido'. Claro que é doido! Não era exibicionismo. Exibicionismo é outra coisa".

Fados de Viena

"Isso é tão seguro como eu ir amanhã a Singapura". Esta é a resposta que se imagina a dar a alguém que, logo após a gravação do seu disco em duo com Bernardo Sassetti, visitando as canções-cicatrizes da sua vida, sugerisse que o seu disco seguinte, pouco depois, seria novamente num registo de voz e piano. Mas aconteceu que a mais inesperada das situações se lhe apresentou, irresistível como poucas. Em Linda-a-Velha, onde está sediado o seu Intervalo Grupo de Teatro, o ex-fundador do Teatro Moderno de Lisboa Armando Caldas homenageia anualmente figuras da vida artística portuguesa, perguntando sempre aos visados se gostariam de contar com alguém a abrilhantar musicalmente a cerimónia. Carlos do Carmo já fora chamado a participar nas homenagens a Júlio Pomar ou Carmen Dolores, frequentadores dos seus afectos. Mas ficou boquiaberto quando Caldas lhe contou que a homenageada em 2009, a pianista Maria João Pires, respondeu: "Ah, eu gostava tanto que fosse o Carlos do Carmo". "Fiquei surpreendido porque não tenho convivido com ela ao longo da vida, embora no meu percurso internacional muitas vezes veja quanto ela é um nome sólido mundial na música erudita".

Como a agenda não o recordava de nenhum outro compromisso prévio, aceitou o convite e na noite em questão, perante um auditório cheio, lá foi desfiando os seus fados, entremeados de tiradas humorísticas. "Eu dizia os maiores disparates e ela saltava da cadeira, parecia uma criança, bem-disposta, feliz da vida", lembra. Ao cair do pano, subiram os dois ao palco, mais o mestre de cerimónias António Victorino de Almeida, e o espanto de Carlos do Carmo foi-se prolongando ao ouvir a pianista virar-se para o maestro e dizer: "António, sabes do que gostava? Que tu me fizesses umas músicas de fado para tocar com o Carlos do Carmo, gostava de o acompanhar. Tens aqui os poetas na plateia, poesia não te falta". "Isto não é verdade", beliscou-se o cantor. "Esta senhora é uma solista, não faz este tipo de trabalho". Mas o desafio não foi, afinal, uma simpatia de circunstância e Victorino de Almeida arregaçou as mangas da casaca, os poetas mais ou menos experientados que ali estavam (Nuno Júdice, Fernando Pinto do Amaral, Vasco Graça Moura, entre outros) desataram a juntar palavras e, quando deu por isso, Carlos do Carmo tinha um disco novo à sua espera. "Isto surgiu e alterou até a programação da minha gravadora porque para o ano faço 50 anos de carreira", desabafa. "Mas não sei estar nisto a brincar".

Trabalho, trabalho

A diferença dos mundos de Carlos do Carmo e Maria João Pires fez-se então sentir desde a primeira hora. Para a pianista, o contacto prévio com as notas escritas por Victorino de Almeida não implicava grande trabalho preparatório; para o fadista era colocar o pé em terreno lodoso, onde havia que assinalar antecipadamente as armadilhas. "Tive de me preparar muito bem porque alguns fados não são pêra doce. Há mudanças de tonalidade no ar, sem rede. Trabalhei muito, muito. Tenho uma sessão com os fados gravados em casa que foi o meu elemento de trabalho. Comecei com humildade a aprender, a memorizar". Depois, foi repeti-los até à exaustão - sendo que a exaustão, neste caso, foi sobretudo a da mulher de Carlos do Carmo, "desesperada", brinca ele, de ouvir tanta repetição enquanto o fadista ensaiava de auscultadores, cantando por cima da música, mas cantando por cima do silêncio aos ouvidos de Maria Judite.

As sessões de trabalho a dois, propriamente ditas, foram apenas três. "Fizemos três sessões de trabalho. Gravámos os fados que estão no disco, fez-se uma pequena filmagem enquanto ensaiávamos e tirámos umas quantas fotografias para o booklet. Jantámos, beijinhos e ela voltou para a casa dela". Isto vezes três, tantas quantas as vezes que Carlos do Carmo lhe entregou uma flor, chegado ao estúdio ao início da tarde - "que não é a minha hora mais forte para cantar" - depois de a pianista passar toda a manhã a aquecer as mãos e a preparar-se. O difícil, então, foi encontrar o tom, a forma de a voz se relacionar com o piano. "Esta senhora não está talhada para acompanhar, como o seu currículo o demonstra ao longo da vida. É uma solista presente nas grandes salas de concertos e é uma belíssima executante. Esta coisa de querer comigo gravar fados deve ter sido um esforço gigantesco. Ouvi-a com atenção, e eu que nunca fiz isso na minha vida porque já era tarde para aprender tal desporto, surfei. Esta é a imagem: surfei. Se ela está rigorosamente a tocar aquilo, eu, para não deixar de ser fadista, não posso estar a fazer rigorosamente aquilo, porque então estava a vender a minha alma ao diabo. E tenho de procurar esse grito de liberdade".

Nem todos os temas deste encontro, admite, serão fados, mas outros há que o são, "puros e duros", algo que se comprovará quando os interpretar à guitarra e à viola. Mas os fados de Victorino de Almeida, diz, "estes fados alegres não têm um sabor a fado de revista, mas sim um sabor a cabaret de Viena".

A dívida

Este seu eterno pagamento da dívida que diz ter para com o fado - "deu-me uma vida boa, ajudou-me a construir uma família, deu-me a conhecer o mundo, tive durante muitos anos ua vida desafogada, deu-me imensas alegrias" -, Carlos do Carmo fá-lo no entanto com um arrojo mais aguçado que muitos dos novos fadistas que vão aparecendo a montante e a jusante, e para quem diz que "o quinto disco é o diabo". E o diabo, explica, porque "já não mais espaço para deixar de ser aquilo que se é. Na história do fado anterior à minha geração, fala-se de cinco ou seis pessoas e eu ouvi dezenas e dezenas de pessoas. Tiveram mais sorte? Não, eram os melhores, é a selecção natural. E é isso que acho que o quinto disco vai determinar. O quinto disco é uma imagem. Quem eu não ponho neste campeonato é o Camané. Começou com 11 anos de idade, é da raiz do fado, é um fadista genuíno, com grande musicalidade que pode tranquilamente ir à pop e voltar. Só peço a Deus que me dê saúde e vida porque quero assistir aos quintos discos todos".

Por agora, convoca as energias dos seus 72 anos para a celebração do meio século de carreira em 2013 e manifesta o desejo de seguir a mãe num abandono dos palcos antes de "deixar uma imagem de decadência". Mas confessa que chegou igualmente o tempo para "uma outra coisa fundamental: ter uma grande disponibilidade para lutar". "Vai ser preciso outra vez uma grande luta política. Eu não estive de folga, nunca se está de folga. Mas acho que ainda tenho essa missão também, da participação cívica. Há tudo isto concreto à nossa volta: a fome, o desemprego, esta tristeza, esta ansiedade, esta angústia. É muito injusto fazer-se isto a este povo. Mas não brinquem que este povo é do caraças. Estejam atentos".

Retirado do Público


publicado por olhar para o mundo às 21:28 | link do post | comentar

 

 

letra

 

É varina, usa chinela,
Tem movimentos de gata

Na canastra, a caravela,
No coração, a fragata
Na canastra, a caravela,
No coração, a fragata

Em vez de corvos no xaile
Gaivotas vêm pousar

Quando o vento a leva ao baile,
Baila no baile com o mar
Quando o vento a leva ao baile
Baila no baile com o mar

É de conchas o vestido
Tem algas na cabeleira

E nas veias o latido
Do motor duma traineira
E nas veias o latido
Do motor duma traineira

Vende sonho e maresia,
Tempestades apregoa,
Seu nome próprio - maria,
Seu apelido - lisboa
Seu nome próprio - maria
Seu apelido - lisboa

 

letra


publicado por olhar para o mundo às 17:00 | link do post | comentar

Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email
mais sobre mim




posts recentes

Charanga ao vivo em Alma...

Paulo Sousa - Eu Não Vou

The Black Mamba - I Wanna...

CASUAR AO VIVO NA FNAC DO...

Sofia Vitória - ECHOES

Dona Carioca - Estreia no...

B-leza - Já Não Consigo

Barreiro - Camarro Fest d...

Sofia Vitória · Mother

Armando Teixeira | Miguel...

arquivos

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

tags

todas as tags

links
comentários recentes
Nao acaba assim... Segue se:Reza a historia que a ...
Adoro esta música faz pensar na vida como ela é
AMOR ELECTRO "SEI"Não sei se vou cá estar, Sei que...
Gostei muito da música tem uma letra poética e o p...
Penso que o penúltimo verso é:"apareceram roxos no...
Eu amo esse beat
musica esta boa
Fdx.Grande som.Brutal
O POEMA.......AS MAÔS FLUINDO... COM PAIXÂO O INST...
Posts mais comentados
blogs SAPO
subscrever feeds