Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

MIKKEL SOLNADO: DA PUBLICIDADE PARA O PRIMEIRO DISCO

Nasceu na Dinamarca e é filho de um dos maiores comediantes portugueses de sempre. Mikkel Solnado, filho de Raúl, lança agora o seu primeiro álbum a solo, mas foi através da criação de música para publicidade que começou a dar nas vistas enquanto intérprete e compositor.

«A publicidade é uma das únicas maneiras de ganhar dinheiro a sério como músico. E esse dinheiro serve para alimentar a outra carreira que eu tenho de artista», explicou Mikkel Solnado em entrevista ao IOL Música.

A infância e a adolescência foram passadas em Portugal e aos 20 anos Mikkel regressou a Copenhaga, onde criou uma banda que funcionou também como empresa criadora de jingles. Em 2010 o músico deixou a produtora e começou a escrever canções para si mesmo.

Filho de Raúl Solnado começou por ficar conhecido por criar música para anúncios e estreia-se agora com um álbum a solo«De repente tinha montes de tempo para trabalhar neste disco. Foi aí que começou a viagem: na casa antiga da minha mãe, num quartozinho, montei lá um estúdio com um piano e uma guitarra, uns microfones e um computador, e comecei a trabalhar», recordou o músico.

O processo de gravação do disco foi quase sempre solitário, mas Mikkel Solnado também recebeu algumas contribuições à distância de outros músicos para uma série de canções que acabaram por surgir de vários cantos do mundo.

«Houve umas baterias que um amigo meu gravou na Dinamarca. Eu mandava os ficheiros para ele, ele gravava no estúdio dele e mandava-me [a gravação da bateria]. E depois eu tinha um amigo guitarrista nos Estados Unidos que também gravou», contou Mikkel.

«Nessa altura, também conheci uma rapariga portuguesa e comecei a vir muito para Portugal. Então há algumas canções que foram feitas na sala de estar da casa dos pais dela, por exemplo. Há uma canção que foi feita na casa de verão do meu pai. Portanto, foi [um disco] feito em muitos sítios.»

O resultado final dá pelo nome de «It's Only Love, Give It Away», um álbum com canções inspiradas na própria vida do músico luso-dinamarquês.

«É um disco de canções de amor, é muito inspirado na minha esposa. Mas também é inspirado na morte do meu pai, na minha mudança da Dinamarca para Portugal. Portanto, não é [um disco] só de amor, mas a maioria das canções são sobre o amor», disse.

O disco é apresentado ao vivo esta quinta-feira com um concerto no Hard Rock Cafe, em Lisboa. Está lançada assim a carreira discográfica de Mikkel Solnado, que ainda continua a aliar o mundo da publicidade ao mundo da música.

«Fazer música de anúncios torna-se uma coisa fácil, é como se diz "um trabalho de mão esquerda". E não se perde muito "sangue" nisso. Agora, [para] fazer um disco muito pessoal perde-se imenso "sangue" e como artista queres que aquilo esteja perfeito. Levou-me imenso tempo, mas foi libertador porque sempre foi o meu sonho divulgar um disco e finalmente tenho um CD com as canções que eu fiz.»

 

Retirado do Push 

 



publicado por olhar para o mundo às 21:14 | link do post | comentar



publicado por olhar para o mundo às 17:57 | link do post | comentar

Os orelha Negra solidificam no seu segundo disco

O funk/soul/hip-hop instrumental solidifica no segundo álbum dos Orelha Negra. Um botão de refresh na história da música negra, pressionado por um quinteto português


C34!", berra João Gomes. E berra porque a sua voz tem de furar uma espessa camada de groove formada pela bateria agitada de Fred Ferreira, os beats em loop disparados por Sam the Kid, os samples de vozes a capellaatirados para o ar por Cruzfader, os baixos ou as guitarras serpenteantes de Francisco Rebelo e os seus próprios teclados que andam sobre fogo. Na verdade, é precisamente por causa dos teclados que João Gomes berra. Porque naquele ensaio de prospecção musical encontrou mais uma pérola que não pode permitir ser desbaratada pela memória e perder-se para sempre. "C34, filtro X" indica, portanto, o som de teclado, assinala com uma estaca a descoberta e fixa a sonoridade perfeita para aquele pedaço de música gerado em tempo real no estúdio dos Orelha Negra. João Gomes berra porque os ensaios são sempre gravados - para registar os temas em evolução, para agarrar estas ideias chegadas na hora e resgatar outras de que ninguém se dá conta no momento.

Só que esta medida profiláctica contra o esquecimento não é garantida a 100%. "Já aconteceu o desaparecimento de um ou dois ensaios míticos", conta Fred. Um ensaio onde sabiam estar a salvo qualquer pedaço de uma importância quase vital mas que se perdeu para sempre. "Havia lá uma coisa incrível. Procura aí no computador, Chico". Mas, como Francisco Rebelo nos esclarece, às vezes o portátil cede às suas reservas de energia, apaga-se sem aviso prévio e assim que dão por isso desenrascam uma solução de emergência com o telemóvel. "Mas depois", diz o baixista/guitarrista, "fica um buraco em que se perdeu uma cena e já não se consegue ligar uma parte à outra". E sem gravação não há respostas, porque a música dos Orelha Negra, como facilmente se percebe nos seus dois discos homónimos, assemelha-se a uma entidade viva que não se limita a fazer suceder a secção C à secção B à secção A. É uma música que tem um princípio e um fim, e no meio vai acontecendo.

Nesta abordagem em que todos dão palpites sobre as partes dos outros, as linguagens de origem de cada um cruzam-se por vezes de forma pouco estudada pelos livros de produção. O fundo hip-hop de Sam the Kid, por exemplo, faz com que na sua cabeça as músicas se desenrolem sempre como loops, mesmo que de uma dimensão pouco habitual: "O Golden Hotel, por exemplo, para mim é um loop enorme de 32 barras, mas faz-me sentido aquela volta de minuto e meio que depois se repete. É minha forma matemática de pensar na música e é assim que comunicamos. E comunicamos bem porque já nos conhecemos. Quando um gajo diz cinzento, o outro tem de saber o que é cinzento". "Isto porque às vezes a cabeça de um de nós vê algo que os outros ainda não viram", acrescenta Francisco. No caso de Samuel, não só está sintonizado nos loops como é capaz de efectuar samples da forma mais primitiva possível. Ouve uma linha de baixo e identifica imediatamente um pequeno excerto que sabe funcionar se recortado e extraído do ambiente inicial. "Mas para mim", explica Rebelo, "aquilo ainda não era nada, ainda nem sequer tinha encontrado o meu espaço dentro da música. E, de repente, tenho de partir da gravação, ouvir algo que para mim não tinha contexto nenhum, absorver um bocado o pensamento dele e torná-lo meu. Isto de nos apossarmos das coisas uns dos outros é fixe".

Ler tudo )

 

Retirado do Ipsilon



publicado por olhar para o mundo às 12:00 | link do post | comentar



publicado por olhar para o mundo às 08:55 | link do post | comentar

Quarta-feira, 30 de Maio de 2012
Elisa Rodrigues no CoolJazz

Elisa Rodrigues e Júlio Resende vão fazer a primeira do concerto de Lizz Wright e Raul Midón no festival EDP CoolJazz.

 

O espectáculo acontece no dia 19 de Julho nos Jardins do Marquês de Pombal, em Oeiras.

 

A jovem cantora portuguesa leva ao CoolJazz a bem recebida edição de estreia "Heart Mouth Dialogues", recheada de versões jazzy de temas dos Nirvana e Beach Boys, entre muitos outros. Veja em baixo a interpretação de Rodrigues, com Resende ao piano, de 'You Don't Know What Love Is'.

 

Os bilhetes para este espectáculo custam entre 25 e 50 euros.

Retirado de Rádio Comercial


publicado por olhar para o mundo às 21:12 | link do post | comentar

 

 

 

 



publicado por olhar para o mundo às 19:16 | link do post | comentar

 

letra

 

Não encontrei a letra desta música



publicado por olhar para o mundo às 17:48 | link do post | comentar

Santos e Pecadores festejam vinte anos no Coliseu dos RecreiosSantos e Pecadores festejam vinte anos no Coliseu dos Recreios
 

O concerto que os Santos e Pecadores programaram para 09 de Novembro no Coliseu dos Recreios em Lisboa, para além de uma comemoração de vinte anos de carreira, é sobretudo um prometido encontro com os fãs.

 

Será uma viagem pela história do grupo, onde serão ouvidos temas como "Não Voltarei a Ser Fiel", "Fala-me de Amor"," Momento Final" ou "Quando Se Perde Alguém", marcada pela presença de convidados, e muitas surpresas.

 

Olavo Bilac é dono de uma das vozes mais singulares da pop portuguesa e Os Santos & Pecadores sempre foram alvo de um enorme carinho por parte do público pelo que este concerto no Coliseu promete!

 

Retirado de HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 12:42 | link do post | comentar

Comprem o CD.

Vale a pena.

O lucro integral do Cd/ Livro reverte para "Ajuda-me a Ajudar!" www.ajudameaajudar.org

 

 

Letra

 

Bateram fui abrir era a saudade
vinha para falar-me a teu respeito
entrou com um sorriso de maldade
depois sentou-se à beira do meu leito
e quis que eu lhe contasse só a metade
das dores que trago dentro do meu peito

Não mandes mais esta saudade
ouve os meus ais por caridade
ou eu então deixo esfriar esta paixão
amor podes mandar se for sincero
saudades isso não pois não as quero

Bateram novamente era o ciúme
e eu mal me apercebi de que batera
trazia o mesmo ódio do costume
e todas as intrigas que lhe deram
e vinha sem um pranto ou um queixume
saber o que as saudades me fizeram

Não mandes mais esta saudade,
ouve os meus ais por caridade,
ou eu então deixo esfriar esta paixão,
amor podes mandar se for sincero,
saudades isso não pois não as quero

 

Tiago Bettencourt
Poema: Afonso Lopes Vieira
Música: Tiago Bettencourt
Comprem o CD. Vale a pena. O lucro integral do Cd/ Livro reverte para "Ajuda-me a Ajudar!" www.ajudameaajudar.org



publicado por olhar para o mundo às 10:55 | link do post | comentar

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



publicado por olhar para o mundo às 08:45 | link do post | comentar

Terça-feira, 29 de Maio de 2012

Casa da Música: Verão com mais de 30 concertos gratuitos

António Zambujo sobe ao palco no dia 21 de julho
Foto: DR

O Verão na Casa está de volta. Zambujo, Vitorino e Milton Nascimento integram os 53 eventos interiores e ao ar livre. Embora com menos apoios, a instituição promove 33 concertos gratuitos para que a música se cruze com a cidade.

 

Nuno Azevedo, administrador delegado da Fundação Casa da Música, abriu a conferência de imprensa, esta terça-feira, 29 de maio, com "boas notícias". "A Casa da Música vai ter Verão na Casa", afirmou.

 

Entre 22 de junho e 29 de julho, são muitos os nomes que sobem aos palcos da Casa da Música, quer dentro do edifício, quer na esplanada ou no terraço do restaurante, onde decorrerão 19 dos 53 eventos previstos. "A tónica será na música festiva, alegre, que possa atrair outros públicos", refere o diretor artístico e educativo da Casa da Música, António Jorge Pacheco.

 

Contrariamente ao que sucedeu em 2011, a "Casa para em agosto em termos de programação", afirma António Jorge Pacheco. O encerramento, aliado à política de mecenato, permite que a qualidade da programação ao longo do ano não seja afetada. "Entrar por agosto significava degradar a qualidade para fazer mais e isso nós não fazemos", assegura. "Neste contexto, conseguir esta programação é algo que deve ser valorizado e, em agosto, as pessoas também procuram outros destinos", acrescenta.

Uma programação alternativa

Com 33 concertos gratuitos, como a 1.ª Linha Soundsystem, o atuação de Pedro Vidal, guitarrista dos Blind Zero, ou Norton, a Casa da Música não esquece o serviço público. "No período de verão há muita oferta, queremos apresentar propostas alternativas", reforça Pacheco.

 

A programação de verão arranca com ritmos de música de dança de várias zonas do globo com um Clubbing DJ, nos bares da Casa da Música, que marca a estreia nacional da editora Coméme. Ainda em junho, a 27, destaca-se Vitorino em "Ergue-te ó Sol de Verão", um concerto de homenagem a Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira. A música electrónica de Matthew Herbert e Nicolas Jaars é apresentada, no dia 30, no projeto Darkside.

 

Como tem sido habitual, o São João é celebrado na Casa da Música pela Orquestra Sinfónica do Porto, com entrada gratuita. Também gratuitamente, o público vai poder assistir, nos dias 28 e 29, a um "Best of Música na Rua", em que os melhores grupos que nos últimos anos atuaram nas estações de metro do Porto sobem ao palco na Esplanada da Praça, no exterior do edifício.

 

Em julho, a música popular brasileira sobe ao palco da Sala Suggia, no dia 2, com Milton Nascimento, que apresenta uma reedição do álbum "Clube de Esquina", de 1972. Destacam-se, igualmente, Ponto de Equilíbrio, com um reggae brasileiro, Playing for Change, Terri Lyne Carrington que partilha o palco com Dianne Reeves, no jazz, António Zambujo, no fado, que apresenta o seu quinto álbum, e Groundation, no reggae, nos dias 3, 11, 16, 21 e 24 respetivamente.

Aposta no jazz

Para colmatar a falta de jazz na Casa da Música, a aposta recai sobre a ESMAE Big Band, em que a classe de canto do Curso de Jazz daquela escola explora a voz, os combos de Jazz da Escola de Música Valentim de Carvalho, Kiko & The Jazz Refugees e a Orquestra da Jazz da Escola Profissional de Música de Espinho.

 

Os preços para os concertos do Verão na Casa variam entre os 3 e os 17 euros, com descontos para os amigos da Casa da Música. Agora sem contar com o apoio do Turismo de Portugal, a instituição alia-se a dez dos seus fundadores e à Unicer para garantir a edição de 2012 e "proporcionar momentos de alegria e entretenimento inteligente", remata o diretor artístico e educativo da Casa da Música.

 

Noticia do JPN



publicado por olhar para o mundo às 22:20 | link do post | comentar

 

Letra

 

No coro da minha escola

já não sou voz de soprano

o coro da minha bola

passou para segundo plano

 

Já não vou em futebóis

os domingos são tormentos

dentro dos lençóis

com Patrícia no pensamento

 

Minha mãe fica zangada 

se eu não toco no jantar

meu pai já não diz nada

não tem com quem conversar

 

É que há qualquer coisa

ele há qualquer coisa 

nos olhos de Patrícia 

que não me deixa dormir

 

ele há qualquer coisa

ele há qualquer coisa

nos olhos de Patrícia

que não me deixa dormir

 

Todos os horários

tudo quanto em mim é pontual

todos os sumários

são Patrícia ponto final

 

eu gosto é de ir à escola

e sonhá-la só para mim

nem a minha consola 

me consola tanto assim

 

É que há qualquer coisa
ele há qualquer coisa 
nos olhos de Patrícia 
que não me deixa dormir
ele há qualquer coisa
ele há qualquer coisa
nos olhos de Patrícia
que não me deixa dormir

 



publicado por olhar para o mundo às 22:10 | link do post | comentar

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



publicado por olhar para o mundo às 17:36 | link do post | comentar

Roque Beat regressa com Paus e You Can't Win, Charlie Brown

Vem aí a quarta edição do Ciclo Roque Beat, a celebrada série de concertos que dá a conhecer alguns dos mais interessantes projetos daquela que já é considerada a nova idade de ouro da música nacional. 

Cada vez mais forte, diversificada e fascinante, a Nova Música Portuguesa não para, constituindo atualmente uma das grandes forças criativas no panorama artístico do nosso país. 

Ao estabelecer um circuito sólido para a divulgação destes novos projectos, o Roque Beat contribui para a formação de uma identidade comum e para a criação de uma enorme onda de vibração em torno desta música. Depois de Os Golpes, Samuel Úria, Márcia, Norberto Lobo, B Fachada e Lula Pena, o festival cresce ainda mais e apresenta Paus e You Can't Win, Charlie Brown, dois dos projectos nacionais que mais têm dado que falar nos últimos tempos.

Paus


Os Paus, quarteto nacional com origem em bandas tão diversas como os Caveira, If Lucy Fell, Linda Martini, ou Vicious Five, são já considerados uma das super-bandas do nosso país. Responsáveis por atuações ao vivo incendiárias e marcantes, têm como ex-libris a utilização da célebre bateria siamesa, um foco do ritmo imparável que tem conquistado audiências um pouco por todo o país. O homónimo álbum de estreia, a meio caminho entre o rock clássico e a pista de dança, invadiu inúmeras listas dos melhores de 2011 e consagrou-os como um dos mais explosivos projectos nacionais.

You Can't Win, Charlie Brown
Dos YCWCB já muito se disse. E outra coisa não seria de esperar de uma banda que acumula conquistas umas atrás das outras, como o facto de terem sido convidados para o enorme South by Southwest, um dos mais importantes eventos musicais em solo norte-americano. Mas a grande força do sexteto luso é mesmo a música, as canções, numa mistura mágica entre folk, pop e rock alternativo que não deixa ninguém indiferente. Também eles com um álbum de estreia, "Chromatic", presente em muitas das listas de final de ano, os YCWCB prometem tornar inesquecível esta nova edição do Roque Beat.

Roque Beat #4 – Paus e You Can´t Win Charlie Brown:
 
1 de junho: Teatro-Cine | Torres Vedras
14 de junho: Teatro José Lúcio da Silva | Leiria
15 de junho: TAGV | Coimbra
16 de junho: Teatro Virgínia | Torres Novas
22 de junho: Teatro Aveirense | Aveiro

Paus - "Mudo e surdo":

 

You Can't Win, Charlie Brown - "Over the Sun/ Under the Water":

 

 

Retirado de Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 12:05 | link do post | comentar

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



publicado por olhar para o mundo às 08:32 | link do post | comentar

Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

Novos Maestros, Jovens Compositores e Jovens Interpretes

 

Ontem, dia 26 de Maio,  no Conservatório Nacional no Bairro Alto, o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa - Novos Maestros, Jovens Compositores e Jovens Interpretes interpretou seis peças inseridas na temporada de "La Floyer"

 

O grupo de Música Contemporânea de Lisboa, fundado em 1970 por Jorge Peixinho com a cloraboração de Clotilde Rosa, Carlos Franco e António Oliveira e Silva foi o primeiro grupo interpreou música contemporânea "desempenhando um papel histórico de vanguarda na abertura da sociedade portuguesa à estética musical do nosso tempo".


O grupo é constituido por Susana Teixeira, mezzo-soprano, Cândido Fernandes, piano, João Ferreira Coutinho, flauta, José Machado no violino, no clarinete Luis Gomes e Victor Trindade, Ricardo Mateu, viola, Fátima Pinto na percussão, José Sá Machado no violencelo e Ana Castanhito na harpa.

 

O concerto começou com Anamnese das Constantes Ocultas de Jaime Reis e Parque das Estrelas - Vento e Memória. Cada uma de uma forma diferente falou de temas como a as associações, a percepção, a memória, a sorte e o destino.  "A eternidade de cada individuo, o eu, reside no íntimo que se encontra no não sublime. A parte do íntimo que se encontra no sublime, na pureza de cada um, não é tangivel" palavras de Jaime Reis.

 

De seguida o grupo interpretou o Poemário de Lamolinaire de Campos de Eurico Carrapatoso e de Deux Piéces Meubleés de Jorge Peixinho. Peças não tão fortes como outras mas que nem por isso deixaram de ter interpretações muito bem conseguidas.  

 

 O momento mais marcante da noite foi a interpretação da peça Unwanted onde através da voz do irmão vamos ouvir a história de uma criança que nasce com a forma de uma ostra. 


Uma peça cantada e falada em que a percussão e os instrumentos tiveram um papel fundamental para aumentar a emoção das palavras que estavam a ser proferidas.

 

A peça Quatro Canciones de F. Garcia Lorca marcou o final do concerco. Uma interpretação de uma obra de 1953 que torna a música "música verdadeiramente hispânica é a sua afinidade interna com o génio poético de Lorca" palavras de João de Freitas Branco.

 

Um dos grandes objectivos do Grupo de Musica Contemporânea de Lisboa é o "fomento da Produção e Divulgação de Obras de Câmara Contemporâneas, como aliás tem sido uma das preocupações fundamentais do GMCL ao longo de mais de 30 anos de existência". Objectivo conseguido no concerto de ontem através das peças que interpretaram para um público reduzido naquele que é um dos conservatórios mais conceituados de Lisboa.

 

Retirado de HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 21:57 | link do post | comentar

 

Letra

 

Espelho de Água

 Paulo Gonzo

 

Olhos bem abertos, percorro a paisagem 
E guardo o que vejo, para sempre, uma clara imagem
Um manto imenso de água, um pingo move o mundo,
Corrente forte exacta, de um azul quase profundo,

Um sopro de ar, faz girar, o mundo real,
Raio de sol, luz maior, para partilhar,
Um espelho nunca mente, fiel como ninguém,
Faz da vida, paixão energia, que toca sempre mais
alguém,

Refrão

Vai, espelho de água, trata e guarda, o que é nosso afinal,
Em nós, vive a arte, de ser parte, de um mundo melhor,
Eu sei, que gestos banais, parecem pouco, mas talvez sejam fundamentais,

Vai, espelho de água, trata e guarda, o que é nosso afinal,

Em nós, vive a arte, de ser parte, de um mundo melhor,
Vai, espelho de água, trata e guarda, o que é nosso
afinal,
Em nós,vive a arte, de ser parte, de um mundo melhor, vai. 


publicado por olhar para o mundo às 17:25 | link do post | comentar

 

Os Quais lançam um disco transatlântico feito por um escritor e um pintor
Os Quais: Jacinto Lucas Pires eTomás Cunha Ferreira
Os Quais lançam um disco transatlântico feito por um escritor e um pintor

O escritor Jacinto Lucas Pires e o pintor Tomás Cunha Ferreira, que formam a banda Os Quais, editam na próxima semana o álbum de estreia, «Pop é o contrário de pop», carta de amor transatlântica à música portuguesa e brasileira.

A dupla disponibiliza o tema «Igual» para audição gratuita no seu site, onde também é possível a aquisição da música.

De acordo com a agência Lusa, o disco da editora independente Mbari, sai a 1 de junho e foi feito em Lisboa, São Paulo, Rio de Janeiro, Nantes e Zurique com a participação de quase uma vintena de conhecidos músicos brasileiros, da mesma geração de Os Quais.

Entre os convidados contam-se, por exemplo, o baterista, cantor e compositor Domenico Lancellotti, Alberto Continentino - ambos trabalham com Adriana Calcanhotto - e Bruno Medina, dos Los Hermanos.

Pelas canções de Jacinto Lucas Pires e Tomás Cunha Ferreira passaram ainda Ricardo Dias Gomes e Pedro Sá, que tocam com Caetano Veloso, e os portugueses Hernâni Faustino e Gabriel Ferrandini, entre muitos convidados.

É um elenco intercontinental, que atravessa a atual música pop brasileira, alimentada pela bossa nova, samba e jazz, herdeira do património de Caetano Veloso, João Gilberto ou Chico Buarque, só para citar os mais conhecidos.

Destaque ainda para a participação do compositor Péricles Cavalcantti, 64 anos, que faz um dueto com Jacinto Lucas Pires em «Bunganvília», e assina o texto de apresentação do álbum.

«Quando ouço a música de Os Quais, inevitavelmente penso nas relações culturais lusobrasileiras», escreveu Péricles Cavalcantti no texto de apresentação.

«É como se Tomás e Jacinto, incorporando elementos de nossa canção moderna (pós-bossanova) que tanto lhes interessam, nos devolvessem, nas deles, de uma forma original, a possibilidade de compreendermos um pouco de nossa própria identidade poéticomusical», referiu.

Os Quais editaram em 2009 o EP «Meio Disco», que os apresentava como um grupo da «novíssima música portuguesa que vem do meio do Atlântico», como disse Jacinto Lucas Pires à Lusa.

O escritor, mas também encenador, toca, canta e compõe à guitarra, ao lado do artista plástico Tomás Cunha Ferreira.

«É uma coisa que me diverte, que me interessa, que faço despretensiosamente, com todos os falhanços dos autodidactas, mas também com o prazer do amador. Gosto dessa palavra 'amador', aquele que ama e aquele que não faz disso profissão», disse Jacinto Lucas Pires.

 

Retirado de IOl Música



publicado por olhar para o mundo às 12:58 | link do post | comentar

 

Letra

 

Sem Pressa

 Paulo Gonzo

 

Muito lenta, vagarosa, e sem pressa de passar, passa a noite, misteriosa, neste bar.
Em reflexos, sinuosos, em matrizes de cetim, na memória dos teus dedos, sobre mim.
Tudo me trás onde me vês, este lugar onde a noite, não tem pressa de passar.
Tudo me trás, de novo a, este bar, e à memoria, dos teus dedos, sobre mim.

Já cansei, de fugir, de tentar me enganar, volto sempre, sempre aqui, a este bar.
O teu nome, desenhado, a fogo, sobre o balcão, incendeia, a noite escura, a escuridão.
Tudo me trás, de novo aqui, a este bar, e à memória dos teus dedos, sobre mim...
À memória dos teus dedos, sobre mim...



publicado por olhar para o mundo às 08:22 | link do post | comentar

Domingo, 27 de Maio de 2012

Festival MED 2012: Evento regressa a Loulé nos dias 29 e 30 de junho

Arnaldo Antunes, Toumani Diabaté e Edgar Scandurra estão entre as primeiras confirmações no cartaz do Festival MED 2012, que regressa ao centro histórico de Loulé nos dias 29 e 30 de junho.

 

Os dois conhecidos artistas brasileiros juntaram-se a um dos músicos africanos mais importantes da atualidade e gravaram “A Curva da Cintura” – álbum que vão apresentar no MED, em estreia mundial, a 29 de junho, no Palco Cerca.

Também já confirmados no certame, que comemora este ano a sua nona edição, estão Norberto Lobo, A Jigsaw, SMOD, Sany Pitbull e Miguel Araújo.

 

O guitarrista português Norberto Lobo sobe ao palco Castelo do evento a 23 de junho. Já a banda blues-folk portuguesa, formada em Coimbra pelo trio João Rui, Jorri e Susana Ribeiro, atua, a 29 de junho, no mesmo palco, onde irá apresentar o seu terceiro registo de originais e revisitar alguns dos temas dos primeiros álbuns.

 

Os SMOD, grupo composto por Ousco, Donsky e Sam, filho do famoso duo Amadou & Mariam, estreia-se nos palcos nacionais no primeiro dia do festival, no palco Matriz, trazendo na bagagem o seu mais recente trabalho, produzido por Manu Chao. O DJ brasileiro Sany Pitbull atua, por sua vez, a 30 de junho.

 

Já Miguel Araújo apresenta-se no palco Cerca a 30 de junho. “Cinco dias e meio”, o seu álbum de estreia a solo, responsável pelo single Os maridos das outras, que está entre os cinco temas mais vendidos nas plataformas digitais em Portugal, será o trabalho em apresentação.

 

Os bilhetes para o MED estarão à venda a partir de dia 1 de junho no Cine-Teatro Louletano e na FNAC do Algarve Shopping por €12 (ingresso diário).

 

Sara Novais

 

Retirado de Palco Principal



publicado por olhar para o mundo às 21:57 | link do post | comentar

Letra
ESTA É UMA HISTÓRIA
DE UM MIÚDO DA MADEIRA
QUE SONHAVA SER
JOGADOR DE FUTEBOL

FOI PARA ALVALADE
COM AS MÃOS NA ALGIBEIRA
TINHA VELOCIDADE
QUERIA SER O MAIOR

MAS UM CERTO DIA
CHEGOU O SIR ALEX
FICOU ALUCINADO
COM A JOGA DO MIÚDO
PAGOU A RESCISÃO
E LEVOU-O PRA MANCHESTER
TREINOU-O ATÉ SER O MELHOR DO MUNDO

CHUTA RONALDO
CHUTA RONALDO
CHUTA RONALDO CHUTA E CHUTA BEM
CHUTA RONALDO
CHUTA RONALDO
CHUTA RONALDO E MARCARÁS

NO PRIMEIRO ANO
JÁ ERA ADORADO
MAS ESTE MIÚDO
ERA MUITO IMPACIENTE

QUERIA A BOLA D'OURO
NÃO PODIA ESTAR PARADO
SER O NÚMERO 1
ERA UM SONHO CONSISTENTE

MAS VEIO UM SENHOR
APÓS ALGUNS ANOS
DEU-LHE A VOLTA À CABEÇA
COM OS SEUS PLANOS
O SONHO NÃO ERA
PARA FICAR SOZINHO
FOI COM O MAIOR TREINADOR
MISTER JOSÉ MOURINHO

 

O Cristiano Ronaldo já ouviu? É o que toda a gente pergunta. E nós também queremos saber.


"Chuta Ronaldo" é uma divertida versão de "Chuta Cavalo", dos Peste & Sida, com letra alusiva ao CR7, que os Tara Perdida decidiram fazer às portas do Euro 2012.


A inspiração surgiu na homenagem aos Peste & Sida, a propósito da comemoração dos 25 anos da banda, brindada com a edição do livro "25 Anos de Veneno" que inclui um CD, tributo de várias bandas do panorama português, onde encontramos nomes como os Xutos e PontapésGalandum GalundainaPacmanAlbert Fish e, claro, osTara Perdida com a reciclagem do emblemático "Chuta Cavalo".

Mas agora, e em total apoio à seleção nacional, o grito é mesmo "Chuta Ronaldo". Para ouvir, para já, em exclusivo, na Antena 3.

Esta é uma iniciativa dos Tara Perdida que a Antena 3 aplaude e amplifica. Venham mais com outros jogadores da seleção e um cântico que, não tarda, vai unir o país.

 

Retirado de Antena 3



publicado por olhar para o mundo às 19:43 | link do post | comentar

 

Letra

 

Standing with my feet in the cement, driving through a red brick wall
Running into you by accident
Suddenly it breaks my fall

The beating of the drums sounds so loud, loud,
Loud enough so I find my way to you
So easy that it?s hard, when we go apart, apart,
A part of me just goes away with you
I wonder what my life would turn into
With you

Digging in a hole around my head, out of tune with my own song
Kept collecting skulls under my bed, out of nowhere you came along

The beating of the drums sounds so loud, loud,
Loud enough so I find my way to you
To the slightest smile, I can?t believe I?m caught, lost,
Caught with every little thing you do
I wonder what my life would turn into
I keep falling into you
Keep falling, keep falling

The beating of the drums it sound so wild, wild,
Wild enough so I find my way to you
So easy that it?s hard, when we go apart, apart,
A part of me just goes away with you
To the slightest smile, I can?t believe I?m caught, lost,
Caught with every little thing you do
I wonder what my life would turn into
With you



publicado por olhar para o mundo às 17:37 | link do post | comentar

Festim 2012 

 

1 Junho a 26 Julho 2012  |  4ª edição

ÁGUEDA * ALBERGARIA-A-VELHA * ESTARREJA * OVAR * SEVER DO VOUGA
Festim - uma região unida
pelas músicas do mundo!

Riccardo Tesi & Banditaliana (Itália)  |  Gaiteiros de Lisboa (Portugal)
Huun Huur Tu (Tuva)  |  Kimmo Pohjonen (Finlândia)  |  Blowzabella (Inglaterra)
Eliseo Parra (Espanha)  |  Taraf de Haïdouks (Roménia)

todo o programa está no sítio oficial
http://www.festim.pt/ 

 

Começa já no próximo dia 1 de Junho, com o primeiro concerto de Riccardo Tesi, a 4ª edição do “Festim - festival intermunicipal de músicas do mundo”, rede partilhada entre os municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Estarreja, Ovar e Sever do Vouga, numa iniciativa da d’Orfeu Associação Cultural. O Festim 2012 apresenta Riccardo Tesi & Banditaliana, Gaiteiros de Lisboa, Huun Huur Tu, Kimmo Pohjonen, Blowzabella, Eliseo Parra e Taraf de Haïdouks. Um cartaz de excelência para desfrutar até 26 de Julho!

O Festim tem vindo a consolidar-se como uma referência na programação cultural em Portugal, sendo um evento que se destaca pelo seu singular modelo de programação em rede, unindo sinergias intermunicipais para uma festiva viagem à diversidade. A par do crescente reconhecimento no país, o Festim é o mais recente membro do “European Forum of Worldwide Music Festivals”, tornando-se o único festival português a figurar neste organismo à escala europeia, com as respectivas oportunidades de programação a reflectirem-se já na edição de 2012.

Toda a programação do Festim 2012, com sete grandes nomes e vinte concertos, está disponível em http://www.festim.pt, sítio oficial do festival. Haverá também actividades paralelas como workshops e tertúlias, aproveitando a passagem dos artistas. O melhor das músicas do mundo vai celebrar-se de 1 de Junho a 26 de Julho, em Águeda, Albergaria-a-Velha, Estarreja, Ovar e Sever do Vouga. Aí está mais um Festim!



http://www.dorfeu.pt/
http://dorfeu.blogspot.com/
http://www.facebook.com/dOrfeuAC 

d’Orfeu Associação Cultural
Instituição Cultural de Utilidade Pública  |  Estatuto de Superior Interesse Cultural



publicado por olhar para o mundo às 13:06 | link do post | comentar

PAX JULIA METAL FEST III -

PAX JULIA METAL FEST III

O festival de Hard'n'Heavy regressa este ano de 2012, a terceira edição irá realizar-se na Casa da Cultura de Beja, local onde foi a primeira edição e teve o seu início! O evento é liderado pelos Dawnrider, banda já com créditos firmados no panorama nacional, e com terceiro álbum na forja! Irá contar com a presença dos Oker, de Espanha, que estão a fazer furor a nível ibérico! Terá a presença dos Midnight Priest, banda de puro Heavy Metal, que está a ser muito bem recebida em Portugal e no estrangeiro! Os Nuklear Infektion, que vêm apresentar o seu e.p. de estreia, e são das mais jovens promessas da cena Heavy nacional! As honras de abertura cabem aos Lunae Lumen, banda bejense que começou a carburar no princípio deste ano! Organização da Zarcos, Associação de Músicos de Beja! www.facebook.com/paxjuliametalfest www.facebook.com/zarcos.amb DAWNRIDER www.myspace.com/dawnriderdoom OKER www.myspace.com/okermetal MIDNIGHT PRIEST www.myspace.com/midnightpriest NUKLEAR INFEKTION www.myspace.com/NuklearInfektion LUNAE LUMEN www.facebook.com/LunaeLumenMetal
Quando: 2012-10-06 20:00:00
Local: Casa da Cultura, Beja



Retirado de Blitz



publicado por olhar para o mundo às 12:03 | link do post | comentar

 

Letra

 

Eu não sei 
quais as coisas que não trouxe para aqui 
e não sei 
se é este o preço para ficar em ti 
já te deixei não te vou carregar 
sim, já te deixei, não te quero importunar 
há milhares de histórias no alçapão 
que virtude de elefante 
que vontade de arrastão 

Ei! Memórias são pontes de alcatrão 
Eu não quis o que te disse 
Não te vi como se visse 
Onde interessa o que eu sei? 

Já tentei que me deixasses levar de ti 
até já me dei de todas as vezes que te vi 
Não te roguei que me pudesses arrastar 
mas sempre pensei que me fosses deixar 
há milhares de histórias no alçapão 
que virtude de elefante 
que vontade de arrastão 

Ei! Memórias são pontes de alcatrão 
Eu não quis o que te disse 
Não te vi como se visse 
Onde interessa o que eu sei?



publicado por olhar para o mundo às 08:41 | link do post | comentar

Sábado, 26 de Maio de 2012

Luís Tinoco

 

Após a edição de «Chamber Works» (2006), o seu primeiro disco, o compositor Luís Tinoco está a preparar o seu segundo CD que será editado em 2013 pela etiqueta Naxos.

 

«Luis Tinoco - Obras Orquestrais» é o novo projeto, disponível na plataforma «crowdfunding» (financiamento coletivo), no endereço http://ppl.com.pt/prj/tinoco . As contribuições financeiras, que podem ir de valores simbólicos à importancia total da proposta, dão aos seus «mecenas» recompensas em escala proporcional à grandeza do incentivo concedido: desde CDs à participação nas sessões de gravação ou partituras autografadas. As propostas são aceites até dia 10 de junho.

 

As gravações com a Orquestra Gulbenkian dirigida pelo maestro norte-americano David Alan Miller decorrerão entre 11 e 16 de junho, no Auditório da Fundação Gulbenkian e contarão com a participação de três solistas de renome: as soprano Yeree SuhAna Quintans Raquel Camarinha.

 

Neste trabalho discográfico serão gravadas quatro obras compostas por Luís Tinoco ao longo dos últimos dez anos: «Round Time» (2002), para orquestra sinfónica; «Search Songs» (2007), para soprano e orquestra – sobre poemas de Alexander Search (F. Pessoa); «From the Depth of Distance» (2008), para soprano e orquestra – sobre poemas de Walt Whitman e Álvaro de Campos (F. Pessoa); e «Canções do Sonhador Solitário» (2011-12), para soprano e orquestra – sobre textos de Almeida Faria.

 

Estas quatro obras resultaram de encomendas da Orquestra Nacional do Porto, Semanas de Música do Estoril, Albany Symphony Orchestra, Orquestra do Algarve e Fundação Casa da Música e foram interpretadas em Portugal e no estrangeiro por prestigiadas orquestras como a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra do Algarve, Royal Philharmonic Orchestra, Albany Symphony Orchestra e Orquestra Nacional de Montpellier.

 

Retirado de Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 21:44 | link do post | comentar

Festival Sons do Mar tmn alia música a responsabilidade social

 

Em parceria com a Câmara Municipal do Funchal, a tmn vai fazer reverter este ano um euro por cada bilhete vendido da 2ª edição do festival a favor da associação Abrigo Infantil de Nossa Senhora da Conceição.

 

A operadora associa-se à 2ª edição do Sons do Mar tmn, o festival de verão que em 2011 fez furor na Madeira e que este ano liga à música uma vertente de responsabilidade social. 

 

Com data marcada para o próximo dia 22 de junho, no Parque de Santa Catarina, no Funchal, o Sons do Mar tmn apresenta um cartaz eclético, para todos os gostos, onde vêm incluídos nomes como Buraka Som Sistema,Carminho e Slimmy.

 

Sobre a Associação Abrigo Infantil de Nossa Senhora da Conceição 

 

 

 

A Associação Abrigo Infantil de Nossa Senhora da Conceição foi fundada em 1849, com o destino inicial de acolher os mendigos que deambulavam pela cidade.

 

Mais tarde, entregue à Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias, passou a acolher apenas crianças. Adquiriu em 1946 o Estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social. Funciona como lar de crianças e jovens em regime de internato e semi-internato.

 

Acolhe crianças de risco, vítimas da marginalização da sociedade e que, na maior parte dos casos, provêm de famílias disfuncionais. No abrigo, as crianças e os jovens recebem todo o apoio, conforto e educação para se voltarem a reintegrar na sociedade.

 

Retirado de Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 18:42 | link do post | comentar

 

Letra

 

Segui-te na estrada
Cantei-te para nada
Fiz montes e vales em busca de ti
Encontrei-me às portas da Morte
De tanto vergar, de tanto insistir
E, no mar, mil virgens à espera gritaram meu nome
Eu não respondi!

Sonhei que era cego
No bico de um prego
E quando acordei fui chorar escondido
Quem for Rei, virá num cruzeiro
Se eu quis ser rei foi para sê-lo contigo
Quando o Sol girar, e o Céu afundar
Ouvirás, finalmente, o que eu digo

Dei o teu retrato ao genro de um sapo
Herdei comprimidos para adormecer
Ah, e rezei à Santa Fortuna
À Deusa das Tréguas do meu querer
E a Verdade roubou um bote
De casco partido para ir morrer

A Jurisprudência
Leu-me a sentença:
Eu fora detido por parecer diferente
E morar na casca de um ovo
Sem ter cabido na cova de um dente
Quando eu quis falar ela pôs-se a andar
Tal o medo de ficar doente

Até que a Mãe-Feia
Me deu a ideia
De partir para a Guerra Santa do Sul
Ah, e talvez aí avistasse
Nalguma burka o teu olho azul
Só que o Vento ouviu no deserto
Que alguém andava perto e não eras tu

Perdido e cansado quis voltar a nado
Mas já ia longe a minha juventude
Fui deitar-me ao pé de um barraco
Adormeci num balde de crude
Quando o Sol nasceu Deus mostrou-se e eu
Defendi-me o melhor que pude



publicado por olhar para o mundo às 17:02 | link do post | comentar

 

Letra

 

Samuel Úria
Não Arrastes O Meu Caixão

Não arrastes o meu caixão
Que o Macadame tornou-se infame
E a traição dificulta a tracção

É por isso que volto à poeira
Menos atroz o atrito à madeira
Nas tábuas do meu caixão
Os ornamentos tornaram-se lisos
Vaidade morta, só restam narcisos
Em coroa no meu caixão

Não arrastes o meu caixão
Que as carpideiras perderam maneiras
E o cortejo tornou-se motejo
Em epitáfios talhados por cegos
Entre sevícias entrego-me aos pregos
Das tábuas do meu caixão

Do meu sarcófago fazes saltérios
Como a uma lira dedilhas o lírios
Em coroa no meu caixão

O estranho esquife espiaras, esconso
Na valsa convulsa em volta do vulto
Que habita no meu caixão.



publicado por olhar para o mundo às 08:58 | link do post | comentar

Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

JP Simões

 

O Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, dá Carta Branca a JP Simões para um espetáculo no Grande Auditório, a 2 de junho, pelas 21h00.

Para partilhar consigo o palco, o artista convidou nomes comoNorberto Lobo, Luanda Cozetti, Gisela João, Petra e Manuel Mesquita.


O CCB justifica a carta branca a JP Simões pelo «percurso singular deste compositor, autor de canções e de livros e parceiro de outras formações musicais, nas quais deixou uma indelével marca da sua passagem. JP, como é muitas vezes tratado, é um exemplo quase solitário no panorama da música urbana portuguesa. Atento à linguagem das canções, nas quais plasma uma visão ora melancólica ora irónica da vida, dos afectos sem retorno, da solitária mania de sonhar e da persistente busca de um horizonte povoado de figuras derrotadas, não deixa, contudo, e através de uma visão irónica, de fazer reenvios a uma tradição musical que vai de Chico Buarque a Kurt Weill ou de Jacques Brel a Zeca Afonso».

 

JP Simões nasceu em Coimbra em 1970. Estudou Jornalismo, Direito da Comunicação, Escrita de Argumento, saxofone e língua árabe: é Mestre em Teoria da Literatura pela Universidade de Lisboa. Edita discos desde 1995, primeiro com Pop dell’Arte, depois com Belle Chase Hotel, com Quinteto Tati e a solo. Além de música, escreve também contos, argumentos para cinema e peças de teatro.

 

Retirado de Sapo Música

JP Simões & Luanda Cozetti - Se Por Acaso

 



publicado por olhar para o mundo às 21:18 | link do post | comentar

Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email
mais sobre mim




posts recentes

Cire & Joana Diniz - Não ...

Ricardo de Sá apresenta o...

"Penélope" - João Farinha...

Fado ao Centro " De Coimb...

Peste & Sida no Titanic

A.M.A. - Eu Não Sei

A.M.A. apresentam o singl...

Ana Moura esgota Coliseu ...

PRIMEIRO BEIJO - Valéria...

Valéria Carvalho canta Ru...

arquivos

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

tags

todas as tags

links
comentários recentes
Essa letra me faz viajar, sonhar me encanta e a mu...
Grandas rappers
ObrigadoTodos oos músicos deveriam acompanhar os v...
Letra e Música:Rodrigo Serrão Obrigado :)
Mas que maravilha de letra, de melodia! A voz! Con...
Já actualizei o Post, muito obrigado
O tempo não espera pela gente mas eu espero por ti...
sou teu fà loony johnson
A letra está malDeviam arranjar
Posts mais comentados
blogs SAPO
subscrever feeds