Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Letra

 

Nasce Selvagem 

Delfins 

 

Mais de que é um país
Que é uma família ou geração
Mais de que é um passado
Que é uma história ou tradição

Tu pertences a ti
Não és de ninguém

Mais de que é um patrão
Que é uma rotina ou profissão
Mais de que é um partido
Que é uma equipa ou religião

Tu pertences a ti
Não és de ninguém

Vive selvagem e para ti serás alguém
Nesta viagem

Quando alguém nasce, nasce selvagem
Não é de ninguém
Quando alguém nasce, nasce selvagem
Não é de ninguém, de ninguém




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Letra

 

Nasce Selvagem 

Delfins

 

Mais de que é um país
Que é uma família ou geração
Mais de que é um passado
Que é uma história ou tradição

Tu pertences a ti
Não és de ninguém

Mais de que é um patrão
Que é uma rotina ou profissão
Mais de que é um partido
Que é uma equipa ou religião

Tu pertences a ti
Não és de ninguém

Vive selvagem e para ti serás alguém
Nesta viagem

Quando alguém nasce, nasce selvagem
Não é de ninguém
Quando alguém nasce, nasce selvagem
Não é de ninguém, de ninguém



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A fadista Mariza celebra dez anos de carreira com a edição de uma caixa que reúne os cinco álbuns de estúdio, desde o premiado “Fado em mim” ao mais recente “Fado tradicional”, de 2010, revelou a editora EMI.

 

“Fado em mim”, editado pela holandesa World Connection, deu a conhecer em 2002 uma fadista que rapidamente ocupou a ribalta internacional na área das músicas do mundo. O álbum valeu-lhe o Prémio da Crítica Alemã e o European Border Breaker Award, que recebeu em 2004 no MIDEM, em Cannes (França), tendo vendido mais de 100 mil cópias.

 

O álbum foi editado em Abril de 2002 e entre os temas popularizaram-se “Chuva”, de Jorge Fernando (produtor do disco), e “Ó gente da minha terra”, de Amália Rodrigues musicado também por Tiago Machado.

 

A fadista recebeu, depois, o Prémio BBC Radio 3 para a Melhor Intérprete Europeia na World Music e editou o segundo álbum, “Fado Curvo”, produzido por Carlos Maria Trindade, dos Madredeus.

 

Deste álbum, “Cavaleiro Monge”, de Fernando Pessoa musicado por Mário Pacheco, foi um dos sucessos, assim como “O silêncio da guitarra”, “Feira de Castro”, “Os anéis do meu cabelo”, de António Botto com música de Tiago Machado, e o tema que título ao álbum “Fado Curvo”.

 

Seguiu-se “Transparente”, produzido pelo brasileiro Jaques Morelenbaum que participa musicalmente também no álbum, nomeadamente no tema “Duas lágrimas de orvalho”, música do fado Pedro Rodrigues para uma letra de Carlos Conde.

 

O álbum conheceu uma versão espanhola com a fadista a interpretar em castelhano, com o cantaor flamenco José Mercé, “Há um música do Povo”, de Fernando Pessoa, musicado por Mário Pacheco, e “Meu fado, meu fado”, de Paulo de Carvalho. O jornalista espanhol Carlos Galilea foi o responsável pela adaptação das letras.

 

Neste álbum, além da homenagem a Carlos do Carmo, com a interpretação de “Duas lágrimas de orvalho”, a fadista homenageou também Amália Rodrigues, interpretando “Medo”, de Reinaldo Ferreira musicado por Alain Oulman.

 

O espanhol Javier Limón é o produtor que se segue, e em 2008 Mariza editou “Terra”, que conta com a participação da espanhola Concha Buika em “Pequenas verdades”.


Neste álbum, Mariza recuperou a canção “Rosa Branca” (José Guimarães/Resende Dias) e a morna de B. Leza, “Beijo de saudade”. Volta a Florbela Espanca, poetisa presente desde o primeiro álbum da fadista, de quem canta “Vozes do mar”, com música de Diogo Clemente.

 

A caixa, editada pela EMI Music Portugal, inclui o mais recente álbum da fadista, saído o ano passado, em que Mariza quis enfatizar o seu compromisso com as melodias tradicionais de fado, intitulando-o “Fado tradicional”. 


Desta feita o produtor foi o músico e seu viola acompanhador Diogo Clemente.


Mariza gravou a solo e com Artur Batalha o fado Sérgio, “Promete, jura”, com letra de Maria José Dâmaso. O álbum inclui, entre outros, o Fado Alfacinha, “Meninas dos meus olhos”, com letra de Fernando Pinto Ribeiro, o Fado Bailarico para umas quadras de Fernando Pessoa, outro poeta recorrente na discografia da fadista, e ainda Fado Zé António para um poema de autoria de Amália, “Ai, esta pena de mim”.

 

Mariza foi nomeada embaixadora da candidatura do fado a Património da Humanidade e é a mais internacional e premiada voz portuguesa da actualidade.

 

Via HardMúsica



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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011

 

Letra

 

Na baía de Cascais
Avistei ao longe um barco a arder
Perguntaste porque o sonhava
Olhei ao céu, não pude responder

Vejo o mar nos teus olhos
Ao contar-te velhos quadros
Das viagens, que o mar soube esconder

Eu pinto esta baía assim
E são mil cores ao pé de mim
Nesta baía eu descobri
Tantas imagens perto de mim

Só, no cais
Vou recordar esse teu olhar
à deriva no mar

Lembro o mar nos teus olhos
Ao deixar neste quadro
a saudade, depois de te perder

Eu pinto esta baía assim
E são mil cores ao pé de mim
Nesta baía eu descobri
Tantas imagens perto de mim



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Letra

 

O Pastor

 

Madredeus



Ai que ninguém volta
ao que já deixou
ninguém larga a grande roda
ninguém sabe onde é que andou

Ai que ninguém lembra
nem o que sonhou
(e) aquele menino canta
a cantiga do pastor

Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
deixa a alma de vigia
Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
acordar é que eu não queria.



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Letra

 

Dos Delfins

 

Na baía de Cascais
Avistei ao longe um barco a arder
Perguntaste porque o sonhava
Olhei ao céu, não pude responder

Vejo o mar nos teus olhos
Ao contar-te velhos quadros
Das viagens, que o mar soube esconder

Eu pinto esta baía assim
E são mil cores ao pé de mim
Nesta baía eu descobri
Tantas imagens perto de mim

Só, no cais
Vou recordar esse teu olhar
à deriva no mar

Lembro o mar nos teus olhos
Ao deixar neste quadro
a saudade, depois de te perder

Eu pinto esta baía assim
E são mil cores ao pé de mim
Nesta baía eu descobri
Tantas imagens perto de mim



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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

Festival Geada 2011


Decorrerá dia 29 e 30 de Dezembro, o "GEADA 2011 - IV Festival de Cultura Tradicional das Terras de Miranda", uma organização da Associação Recreativa da Juventude Mirandesa.

Nesta 4ª edição, prometemos guiar os visitantes numa pequena viagem pelas tradições de inverno do planalto mirandês, ao som de alguns dos melhores grupos de música tradicional do nosso país.
Programa

Programa:

1º dia - 29/12/2011

A partir das 14h Inscrição dos Festivaleiros (Taberna Fin de Seclo – Torreões, Rua da Costanilha)

21h Ronda das Adegas: peddy paper realizado pelas adegas localizadas no centro histórico de Miranda do Douro (Degustação de Bom Vinho, Bom Pão e Enchidos Regionais)
• Vinho grátis para os festivaleiros portadores de pulseira

00:30h Gaitas à Solta (Travessa da Costanilha) com os seguintes grupos:
• Las Çarandas
• Gaiteiricos de Miranda



2º dia - 30/12/2011


14h Animação pelas ruas da cidade com a Banda Filarmónica de Miranda do Douro

16h Workshop de Danças Tradicionais Mirandesas, Pauliteiros e Percussão (Pavilhão Multiusos)

22h Concertos (Multiusos) com Sebastião Antunes; Míscaros e Tanira

02h Actuação Exclusiva DJ Kitchen

04h Gaitas à Solta

Retirado de Geada 2011


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Letra

 

Tantos anos a estudar para acabar desempregado

Ou num emprego da treta, mal pago

E receber uma gorjeta que chamam salário

Eu não tirei o Curso Superior de Otário

… não é falta de empenho

Querem que aperte o cinto mas nem calças tenho

Ainda o mês vai a meio já eu ‘tou aflito

Oh mãe fazias-me era rico em vez de bonito

 

É sexta-feira

Suei a semana inteira

No bolso não trago um tostão

Alguém me arranje emprego

Bom Bom Bom Bom

Já Já Já Já

 

Eles enterram o País o povo aguenta

Mas qualquer dia a bolha rebenta

De boca em boca nas redes sociais

Ouvem-se verdades que não vêm nos jornais

Ter carro é impossível

Tive que o vender para ter combustível

Tenho o passe da Carris mas hoje estão em greve

Preciso de boleia, alguém que me leve

 

É sexta-feira

Suei a semana inteira

No bolso não trago um tostão

Alguém me arranje emprego

Bom Bom Bom Bom

Já Já Já Já

 

É sexta-feira

Quero ir p’ra brincadeira

Mas eu não tenho um tostão

Alguém me arranje emprego

Bom Bom Bom Bom

Já Já Já Já

 

Basta ser honesto e eu aceito propostas

Os cotas já me querem ver pelas costas

Onde vou arranjar dinheiro para uma renda?

Não tenho condições nem para alugar uma tenda

E os bancos só emprestam a quem não precisa

A mim nem me emprestam pa mudar de camisa

Vou jogar Euromilhões a ver se acaba o enguiço

Hoje é sexta-feira vou já tratar disso

 

É sexta-feira

Suei a semana inteira

No bolso não trago um tostão

Alguém me arranje emprego

Bom Bom Bom Bom

Já Já Já Já

 

É sexta-feira

Quero ir p’ra brincadeira

Mas eu não tenho um tostão

Alguém me arranje emprego

Bom Bom Bom Bom

Já Já Já Já

Bom Bom Bom Bom

Já Já Já Já

 

Tem que ser BOM

JÁ!



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Letra

 

Do Rui Veloso

 

Tu eras aquela
Que eu mais queria
P'ra me dar algum conforto e companhia
Era só contigo que eu, sonhava andar
P'ra todo o lado e até quem sabe
Talvez casar
Ai o que eu passei
Só por te amar
A saliva que eu gastei para te mudar
Mas esse teu mundo era mais forte do que eu
E nem com a força da música ele se moveu

(refrão)

Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
P'ra te levar ao concerto
Que havia no rivóli

E era só a ti
Que eu mais queria
Ao meu lado no concerto nesse dia
Juntos no escuro de mão dada a ouvir
Aquela música maluca sempre a subir
Mas tu não ficas-te nem meia hora
Não fizeste um esforço para gostar e foste embora
Contigo aprendi uma grande lição
Não se ama alguém que não ouve a mesma canção

(refrão)

Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
P'ra te levar ao concerto
Que havia no rivóli

Foi nesse dia que percebi
Nada mais por nós havia a fazer
A minha paixão por ti era um lume
Que não tinha mais lanha por onde arder

(refrão)

Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
P'ra te levar ao concerto
Que havia no rivóli



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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
Letra

Bem mal

Vivo a vida sempre ao lado 
a chorar em plena festa 
há quem diga que sou besta 
sou mal vista e mal olhada

É Verão acendo o lume 
no escritório sou poeta 
Para os tolos sou mendiga

Não importa sou doida 
por

Belos homens, belas damas 
belas terras, belas chamas 
belos mortos, belos ossos

Belo é o bem 
Belo é o mal 
sabe-me a pouco 
isso é normal 
Belo é o bem 
belo é o mal

 

Regina Guimarães a partir de um poema de Charles Cros



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Letra

 

Hei-de fazer minha filha muito rica
dar-lhe um palácio de cada cor
Hão-de chamar à cidade Dona Chica
cada cidadão será feito com amor

 

Haverá Deus pra todos como em saldo
virá brinde em qualquer produto
estará a cada instante o mundo salvo
será o tempo eterno e sempre puto

 

Hei-de fazer minha filha muito rica
dar-lhe um namorado de cada cor
Hão-de amá-la desde a alma até à crica
e casar todos em grupo com fervor

 

E se não houver padre que os case
e se não houver compaixão
que se lixe a cerimónia, o rimel o baton e a base
celebra-se à bruta pelo chão

 

Senhor padre case o povo tão vencido
pra sempre unido
senhor padre é tão novo
venha também pra marido

 

de valter hugo mãe



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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011

A revista Orfeu, criada em 1915, viria a dar origem a um editora com o mesmo nome, a que hoje associamos figuras como Zeca Afonso, Sérgio Godinho ou Vitorino.

 

Agora, depois de tantos clássicos na sua história, a editora renasce como Art’Orfeu Media pronta a apostar em novos nomes e jovens músicos do panorama português. Pedro Esteves é um deles. “Mais um dia”, o seu álbum de estreia, canta o dia-a-dia rodopiante, o amor maravilhoso e a desilusão que nos despedaça. Tudo com humor e ironia, bem embrulhados numa suave delicadeza.

 

As letras têm uma candência que embala e nos arrasta para a correnteza das suaves melodias. Os ritmos são subtis e têm a velocidade certa que as letras pedem.

 

Pedro Esteves diz ser admirador do cancioneiro popular lusófono, mas quase que nem é preciso  que o dissesse para que nos apercebêssemos disso ao ouvir o seu disco. As influências de Sérgio Godinho ou Chico Buarque, por exemplo, também são bem perceptíveis.

 

A conjugação dos tantos instrumentos que encontramos no disco acontece de uma forma tão natural e orgânica que se torna deliciosa para os ouvidos.


Acompanhado por Filipe Raposo, no piano, órgão hammond, glockenspiel (uma espécie de metalofone), acordeão e triângulo, António Quintino, no contrabaixo, e Joaquim Teles, na percussão, Pedro Esteves é o responsável, para além das músicas e letras, também pela guitarra. Filipe Esteves, o seu irmão, colaborou com o artista na construção de dois temas: “Pote Quebrado” e “Ao Fim da Noite (Eu e Tu)”.

 

Também de destacar é toda a composição gráfica do álbum – responsabilidade de Eglé Bazaraite –, que, numa época em que discos são lançados como tamanha frequência, não se limita a uma banal capa de plástico. Todo a embalagem denota cuidado e atenção na sua preparação. Desde do exterior, ao envelope onde está guardado o CD, à folha com as letras de cada canção: todos são preenchidos por um misto ilustrações e imagens agradáveis aos nossos olhos.

 

Só é pena que um álbum tão bom não comece da melhor maneira. “Canta Canta (Quanta Poesia)” não é, nem de perto nem de longe, a melhor faixa das treze. Mas talvez seja melhor assim. Talvez isso, o factor surpresa, torne este disco ainda mais doce.

 

 

Via Hardmusica



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Letra

 

A Rita catita
Só irrita a almoçar
Ó Rita
A batata frita
Não chega
P'ra alimentar
A Rita fica aflita
E até grita
Se lhe dão
Sopinha de legumes com cebola e feijão

Tens de comer cenoura e grão
Muita alface e muito agrião
Vitaminas , minerais
E proteínas Rita senão não cresces mais
E proteínas Rita senão não cresces mais

A Rita catita
Só irrita a almoçar
Ó Rita se és bonita
Não chores sem parar
O peixe é saboroso
E as couves também são
Ao lanche bebe o leite
Come queijo com pão

Se comeres bem podes brincar
Sem estares doente e sem te cansar
E na escola aprendes mais
Rita vá lá come e não irrites os pais
Rita vá lá come e não irrites os pais

A Rita catita
Só irrita a almoçar
Ó Rita a batata frita
Não chega p'ra alimentar

A Rita fica aflita
E até grita
Se lhe dão
Sopinha de legumes com cebola e feijão


Se comeres bem podes brincar
Sem estares doente e sem te cansar
E na escola aprendes mais
Rita vá lá come e não irrites os pais
Rita vá lá come e não irrites os pais



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Letra

 

Naquele porto os metalómanos barcos
Esmagam a paisagem
De energia brutal, parada.

Num barco soviético
O marinheiro põe o punho a meio gás
Como o comunismo enjeitado na sua terra.

Disse-lhe que portugal ainda tinha muitos comunistas
Mas o que ele queria saber era onde havia señoritas
Que o levassem a dar uma volta.



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Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011

 

Letra

 

Que hei-de eu fazer
Eu tão nova e desamparada
Quando o amor
Me entra de repente
P´la porta da frente
E fica a porta escancarada

Vou-te dizer
A luz começou em frestas
Se fores a ver
Enquanto assim durares
Se fores amada e amares
Dirás sempre palavras destas

P´ra te ter
P´ra que de mim não te zangues
Eu vou-te dar
A pele, o meu cetim
Coração carmesim
As carnes e com elas sangues

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
é cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo

E se um dia a razão
Fria e negra do destino
Deitar mão
À porta, à luz aberta
Que te deixe liberta
E do pássaro se ouça o trino

Por te querer
Vou abrir em mim dois espaços
P´ra te dar
Enredo ao folhetim
A flor ao teu jardim
As pernas e com elas braços

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
É cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo

Mas se tudo tem fim
Porquê dar a um amor guarida
Mesmo assim
Dá princípio ao começo
Se morreres só te peço
Da morte volta sempre em vida

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês é dor,
É cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo
Da morte volta sempre em vida



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Letra

 

Parti, com as horas e a razão

Cheguei, mais um adeus, mais uma vez

Que há-de ser maior que a angústia, o meu perdão

porque hei-de sempre estar na soma que Deus fez.

 

Parti, ja sem longe sem olhar,

Cheguei com olhos de água à tua mão.

No fundo nabateia casa por esperar

e deixo o frio, a dor e as roupas pelo chão.

 

Depois pouco mais que um Outono

vem pra ficar,

sobre mim

Sei de cor esta entrega a noite vem

meu amor somos barcos de outro mar

Nós morremos devagar

e nascemos pla manhã!

 

Parti do teu mundo e como vês

Aqui me tens inteira por te amar

Sou como a beira-mar de inverno e as marés

que vão e voltam sempre à areia, sempre ao mar.

 

Depois pouco mais que um outono

vem pra ficar,

sobre mim

Sei de cor esta entrega a noite vem

meu amor somos barcos de outro mar

Nós morremos devagar

e nascemos pla manhã!

 

(Ana Laíns - Condição)



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Domingo, 25 de Dezembro de 2011

Letra

 

Versão do rui Veloso

 

Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes
Entre um cigarro e outro lá cravava a bica
Ao melhor dos seus ouvintes

As mãos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Num gesto que podia ser de amor sorria
E ao partir agradecia

[Refrão]
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
Que a Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar

Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto entrava
Como artista principal

Compramos a entrada p'ra sessão
Pra ver tal personagem no écrã
O rosto maltratado era a razão de ele
Não aparecer pela manhã

[refrão]

Mudamos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixamos de tributo a quem lá 
Pára um louco 
A fazer-lhe companhia

E sempre a mesma voz o mesmo olhar
De quem não mede os dias que vagueiam
Sentado la continua a cravar beijinhos
Às meninas que passeiam.

[refrão] 



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Letra

 

We’re so happy that it’s Christmas 
Everyone’s happy all around 
We’re so happy that it’s Christmas 
But Santa’s nowhere to be found… 

We’re so happy that it’s Christmas 
Our eyes stopped looking at the ground 
We’re so happy that it’s Christmas 
We hope that Santa’s safe and sound… 

We heard someone knocking at the door 
Hey, there’s no use in fighting 
The postman was there and the postman said 
Santa Claus was killed by lightning 

Well, it was no longer Christmas 
It wasn’t Christmas anymore 
The wolves were howling and the snow was falling 
And a snowman knocked at our backdoor 

I came here to say that I’m melting away 
There’s no need for crying 
We went inside, couldn’t understand why 
Santa Claus was killed by lightning 

Now we’re not happy but it’s Christmas 
Yeah, it’s Christmas anyhow 
Everyone tells us that it’s Christmas 
But it doesn’t feel like Christmas now…



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Letra

 

A neve cai tapando as ruas
Num manto colorido cor marfim
Eu sigo só na multidão
Para descobrir o homem que há em mim.

Deixei para trás a vida cheia de loucura
Fechei a porta onde não mais quero entrar.
Ando ao acaso pelas ruas da cidade
Assobiando, mãos nos bolsos a sonhar.

Cai neve em Nova Iorque
Há sol no meu país
Faz-me falta Lisboa
Para me sentir feliz

Não há mais pôr-do-sol
Em Sunset Boulevard
Cai neve em Nova Iorque
Ninguém vai-me encontrar.

E foi assim que na 42nd Street
Alguém me chama e oferece um cigarrinho.
Muito obrigado, amigo, não
Não vou fumar
Em Lisboa deixei esse caminho.
Deixei para trás a vida cheia de loucura
Fechei a porta onde não mais quero entrar.

[refrão] 



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Sábado, 24 de Dezembro de 2011

 

Letra

 

Três estrelas de alumínio
A luzir num céu de querosene
Um bêbedo julgando-se césar
Faz um discurso solene

Sombras chinesas nas ruas
Esmeram-se aranhas nas teias
Impacientam-se gazuas
Corre o cavalo nas veias

Há uma luz branca na barraca
Lá dentro uma sagrada família
À porta um velho pneu com terra
Onde cresce uma buganvília

É o presépio de lata
Jingle bells, jingle bells,

Oiçam um choro de criança
Será branca negra ou mulata
Toquem as trompas da esperança
E assentem bem qual a data

A lua leva a boa nova
Aos arrabaldes mais distantes
Avisa os pastores sem tecto
Tristes reis magos errantes
E vem um sol de chapa fina
Subindo a anunciar o dia
Dois anjinhos de cartolina
Vão cantando aleluia

É o presépio de lata
Jingle bells, jingle bells,

Nasceu enfim o menino
Foi posto aqui à falsa fé
A mãe deixou-o sozinho
E o pai não se sabe quem é

É o presépio de lata
Jingle bells, jingle bells



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Letra

 


Jingle bells, jingle bells
Jingle all the way
Oh, what fun it is to ride
In a one horse open sleigh

Ladies and gentlement
I give you the jingle bass

Merry Christmas

Dashing through the snow
In a one horse open sleigh
O'er the fields we go
Laughing all the way

Bells on bob tails ring
Making spirits bright
What fun it is to laugh and sing
A sleighing song tonight

Jingle bells, jingle bells
Jingle all the way
Oh, what fun it is to ride
In a one horse open sleigh

Jingle bells, jingle bells
Jingle all the way
Oh, what fun it is to ride
In a one horse open sleigh

Let me hear you say
Ho Ho Ho

Dashing through the snow
In a one horse open sleigh
O'er the fields we go
Laughing all the way

Bells on bob tails ring
Making spirits bright
What fun it is to laugh and sing
A sleighing song tonight

Everybody's singing

Jingle bells, jingle bells
Jingle all the way
Oh, what fun it is to ride
In a one horse open sleigh

Jingle bells, jingle bells
Jingle all the way
Oh, what fun it is to ride
In a one horse open sleigh

Let me hear you say
Ho Ho Ho



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Letra

 

Então é natal
(Ana Malhoa e as Anetes)

Então é natal e o que você fez
O ano termina e nasce outra vez
Então é natal a festa cristã
Do velho e do novo do amor como um todo

Então bom natal e um ano novo também
Que seja feliz quem souber o que é o bem

E então é natal do enfermo e do são
Do rico e do pobre num so coração
Entãao bom natal p'ro branco e p'ro negro
Amarelo e vermelho p'ra paz afinal

Então bom natal e um ano novo também
Que seja feliz quem souber o que é o bem

Então é natal
E o que a gente fez
o ano termina e começa outra vez

E então é natal a festa cristã
Do velho e do novo do amor como um todo

Então bom natal e um ano novo também
Que seja feliz quem souber o que é o bem

Hare rama a quem ama
Hare rama ja

Então é natal (mery christmas) e o que você fez
O ano termina e nasce outra vez

Hiroshima Mururoa Sarajevo Ha
Timor leste, é natal Sarajevo
Sarajevo, é natal
Hiroshima



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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011

 


Esta noite...
Vais ter uma surpresa...
Enfeitada por um simples sentimento...
A magia que se vê aqui tão perto...
Enfeitiça esta quadra de Natal

Vamos dar...
Comforto e muita coragem...
Combater a tristeza, a solidão...
Peço ao mundo que não esqueça esta mensagem...
E gritar bem alto sempre Feliz Natal

Refrão:

É bom ficar ao pé de ti...
Sentir cada momento a sorrir...
Tu és a luz do meu olhar...
Farei tudo para teres um bom Natal
Eu gostava de encontrar o Pai Natal...
E pedir um sorriso, muitos brinquedos...
Para dar às crianças do mundo inteiro...
Vou cantar esta canção só para ti...
E gritar bem alto sempre Feliz Natal



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Letra

 

I don't want a lot for Christmas
There is just one thing I need
I don't care about the presents
Underneath the Christmas tree
I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
All I want for Christmas is you

I don't want a lot for Christmas
There is just one thing I need, and I
Don't care about the presents
Underneath the Christmas tree
I don't need to hang my stocking
There upon the fireplace
Santa Claus won't make me happy
With a toy on Christmas day

I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
All I want for Christmas is you, youuuuu, ooh ooh baby, oh oh

I won't ask for much this Christmas
I won't even wish for snow, and I
I just want to keep on waiting
Underneath the mistletoe

I won't make a list and send it
To the North Pole for Saint Nick
I won't even stay up late
To hear those magic reindeer click

'Cause I just want you here tonight
Holding on to me so tight
What more can I do
Oh, Baby all I want for Christmas is you, youuuu, ooh baby

All the lights are shining
So brightly everywhere
And the sound of childrens'
Laughter fills the air

And everyone is singing
I hear those sleigh bells ringing
Santa won't you bring me
The one I really need
Won't you please bring my baby to me quickly, yeah

Ohh ohh, I don't want a lot for Christmas
This is all I'm asking for
I just want to see my baby
Standing right outside my door

Ohh ohh, I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
Oh, Baby all I want for Christmas is you, you ooh, baby

All I want for Christmas is you, ooh baby (repeat to fade) 



publicado por olhar para o mundo às 12:54 | link do post | comentar

Letra
Não encotrei a letra desta música


publicado por olhar para o mundo às 08:04 | link do post | comentar

letra

 

Vou caminhar por ai,
esta noite, pelas ruas, é natal
vejo o mundo a sorrir
não consigo deixar de ficar feliz

vou, vou sair,
vou poder sentir, dar e entender

o natal és so tu
meia noite eu sei
que a promessa de amor
aquela que eu guardei

o natal és so tu
meia noite eu sei
que a promessa de amor
aquela que eu guardei

vejo as crianças brincar
com um brilho vivo no olhar
é natal
vejo o mundo a sorrir
não consigo deixar de ficar feliz

vou, vou sair
vou poder sentir, dar e entender

o natal és so tu
meia noite eu sei
que a promessa de amor
aquela que eu guardei

o natal és so tu
meia noite eu sei
que a promessa de amor
aquela que eu guardei

é magia e cor
é promessa de amor
é magia, luz e cor
é promessa de amor

vou, vou sair
vou poder sentir, dar e entender

o natal és so tu
meia noite eu sei
que a promessa de amor
aquela que eu guardei

o natal és so tu
meia noite eu sei
que a promessa de amor
aquela que eu guardei

o natal és so tu
meia noite eu sei
que a promessa de amor
aquela que eu guardei

o natal és so tu
meia noite eu sei
que a promessa de amor
aquela que eu guardei

o natal somos nós



publicado por olhar para o mundo às 00:09 | link do post | comentar

Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
B Fachada fotografado para a capa do ípsilon
B Fachada fotografado para a capa do ípsilon (Rui Gaudêncio)
Na semana em que B Fachada se apresentou no CCB, em Lisboa, o Ípsilon entrou no mundo de um dos melodistas mais talentosos da nova geração de músicos portugueses.

Uma entrevista de João Bonifácio revela Bernardo para além da Fachada, enquanto que, paralelamente, algumas pessoas que o conhecem de perto ajudam a desenhar-lhe um retrato. Na edição do ípsilon para iPad, acompanhamos estes textos com uma galeria de imagens de alguns dos momentos do concerto do CCB e com uma das músicas tocadas.

António Júlio Duarte acaba de publicar “White Noise”, aquele que o próprio considera o seu primeiro livro de fotografia com cabeça, tronco e membros, depois de mais de 20 anos de obra feita ligada à imagem fotográfica. Na versão iPad do suplemento pode ver uma galeria com mais de uma dezena de fotografias e ler a versão na íntegra da conversa de Sérgio B. Gomes com o fotógrafo que comenta ainda duas imagens de “White Noise”.

O director dos Artistas Unidos abriu-nos a porta da nova casa da companhia, o Teatro da Politécnica, para falar sobre a peça que está em cena, “A Farsa da Rua W”, onde a Irlanda de Enda Walsh vai dar à Lombardia profunda de Giovanni Testori. Em exclusivo para a edição iPad, Silva Melo lê um trecho da peça.

Mário Lopes ouviu o disco de estreia dos Tiguana Bibles, banda de Coimbra com nomes muito batidos no rock`n`rol, e aponta cenários de David Lynch para caracterizar com imagens a força destes “anjos e demónios”. A crítica ao disco tem companhia, “Books”, um das 10 faixas de “In Loving Memory Of…”.

A aplicação do Ípsilon poderá ser descarregada semanalmente por 79 cêntimos. A subscrição trimestral (12 edições) custa 6,99 euros, a semestral (26 edições) fica por 13,99 euros e a anual (52 edições) por 20,99 euros. A compra é feita na App store. Mais informações aqui

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 21:30 | link do post | comentar

Letra
Quem contar
um sonho que sonhou
nao conta tudo o que encontrou
Contar um sonho é proibido

Eu sonhei
um sonho com amor
e uma janela e uma flor
uma fonte de agua e o meu amigo

E no havia mais nada...
so nos, a luz, e mais nada...
Ali morou o amor
Amor,
Amor que trago em segredo
num sonho que nao vou contar
e cada dia mais sentido
Amor,
eu tenho amor bem escondido
num sonho que nao sei contar
e guardarei sempre comigo


publicado por olhar para o mundo às 17:41 | link do post | comentar

 

Letra

 

Last Christmas, I gave you my heart 
But the very next day you gave it away 
This year, to save me from tears 
I'll give it to someone special 

Once bitten and twice shy 
I keep my distance, but you still catch my eye 
Tell me baby, do you recognize me? 
Well it's been a year, it doesn't surprise me 
Merry Christmas 

I wrapped it up and sent it 
With a note saying \"I love you\", I meant it 
Now I know what a fool I've been 
But if you kissed me now, I know you'd fool me again 

Last Christmas, I gave you my heart 
But the very next day you gave it away 
This year, to save me from tears 
I'll give it to someone special 

Last Christmas, I gave you my heart 
But the very next day you gave it away 
This year, to save me from tears 
I'll give it to someone special 
Special 
Yea yea

A crowded room, friends with tired eyes 
I'm hiding from you, and your soul of ice 
I thought you were someone to rely on 
Me, I guess I was a shoulder to cry on 

A face on a lover with a fire in his heart 
A girl under cover but you tore me apart 
Maybe this year, maybe this year
I'll give it to someone special

Last Christmas, I gave you my heart 
But the very next day you gave it away 
This year, to save me from tears 
I'll give it to someone special 

Last Christmas, I gave you my heart 
But the very next day you gave it away 
This year, to save me from tears 
I'll give it to someone special 

Last Christmas, I gave you my heart 
But the very next day you gave it away 
This year, to save me from tears 
I'll give it to someone special

I'll give it to someone special



publicado por olhar para o mundo às 15:57 | link do post | comentar

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