Domingo, 31 de Julho de 2011
Letra
Eu bebi, sem cerimónia o chá
à sombra uma banheira decorada,
num lago de champu

e dormi, como uma pedra que mata
senti as nossas vidas separadas,
aquario de ostras cru

Refrao:
Ana lee, ana lee
meu lótus azul,
ópio do povo,
jaguar perfumado,
tigre de papel

Ana lee, ana lee
no lótus azul,
nada de novo
poente queimado,
triângulo dourado.

se ela se põe de vestidinha,
parece logo uma princezinha,
num trono de jasmim.

e ao vir-me,
embora em verde tónico,
no pais onde fumam as cigarras,
deixei-a a sonhar por mim.

Refrao


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Letra
Eu ouvi um passarinho,
Às quatro da madrugada,
Cantando lindas cantigas,
À porta da sua amada.
Cantando lindas cantigas,
À porta da sua amada.

Por ouvir cantar tão belo,
A sua amada chorou.
Às quatro da madrugada,
O passarinho cantou.
Às quatro da madrugada,
O passarinho cantou.

Alentejo terra santa,
Tudo é coberto de pão
Traz o ninho na garganta
Lembra de bem a oração.
Traz o ninho na garganta
Lembra de bem a oração.

INSTRUMENTAL

Eu ouvi um passarinho,
Às quatro da madrugada.
Cantando lindas cantigas,
À porta da sua amada.
Cantando lindas cantigas,
À porta da sua amada.

Por ouvir cantar tão belo,
A sua amada chorou.
Às quatro da madrugada,
O passarinho cantou.
Às quatro da madrugada,
O passarinho cantou.
Às quatro da madrugada,
O passarinho cantou.
Às quatro da madrugada,
O passarinho cantou.



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Sábado, 30 de Julho de 2011
Letra
Eu ouvi um passarinho 
às quatro da madrugada, 
Cantando lindas cantigas 
à porta da sua amada. 

Ao ouvir cantar tão bem 
a sua amada chorou. 
Às quatro da madrugada 
o passarinho cantou. 

Alentejo quando canta, 
vê quebrada a solidão; 
traz a alma na garganta 
e o sonho no coração. 

Alentejo, terra rasa, 
toda coberta de pão; 
a sua espiga doirada 
lembra mãos em oração 


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Letra
Eu não sei que tenho em Évora
Que de Évora me estou lembrando
Quando chego ao rio Tejo
As ondas me vão levando

Abalei do Alentejo
Olhei para trás chorando
Alentejo da minh'alma
Tão longe me vais ficando

Ceifeira que andas à calma
Ai, à calma, ceifando o trigo
Ceifa as penas da minh'alma
Ceifa-as e leva-as contigo



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Sexta-feira, 29 de Julho de 2011
Letra
Povo que lavas no rio
que talhas com teu machado
as tábuas do meu caixão 

Povo que lavas no rio
que talhas com teu machado
as tábuas do meu caixão

Há-de haver quem te defenda
que compre o teu chão sagrado
mas a tua vida não

Fui ter à mesa redonda
beber em malga que esconda
um beijo de mão em mão

Fui ter à mesa redonda
beber em malga que esconda
um beijo de mão em mão

Era o vinho que me deste
àgua pura, fruto agreste
mas a tua vida não

aromas de urze e de lama
dormi com eles na cama
tive a mesma condição
Povo, povo eu te pertenço
deste-me alturas de incenso
mas a tua vida não


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Joss Stone, X-Wife e Sara Tavares abrem Festival dos Oceanos

 

Joss Stone, X-Wife e Sara Tavares abrem Festival dos Oceanos

 

Esta oitava edição do Festival dos Oceanos que começa a 30 de Julho e se prolongará até 13 de Agosto, conta este ano com um destaque especial para o Fado, candidato que é a Património Cultural da Humanidade.
 
O Festival dos Oceanos abrirá com Joss Stone, uma artista britânica que já actuou em Portugal,  num concerto que terá lugar a 30 de Julho na Praça do Comércio e que conta com um dueto com a portuguesa Sara Tavares.

 

A primeira parte do espectáculo será da responsabilidade dos X-Wife, uma banda nacional que obteve grande sucesso no Festival Super Bock Super Rock com o seu último trabalho “Infectious Affectional”.

 

O Fado, que será o convidado de honra desta festa, terá o seu espaço no recuperado Pátio da Galé,   onde “O Fado convida…”. Ana Moura, Maria Ana Bobone, Ana Varela e António Zambuja, para   nos cantar a canção de Lisboa em dueto com artistas vindos de diferentes pontos do globo, da Índia ao Brasil.

 

“Museus à Noite” é outra das iniciativas do Festival dos Oceanos que, este ano, integra mais de duas dezenas de espaços culturais e que permitirá aos lisboetas e aos outros conhecerem os museus da cidade...fora de horas!.

 

Espectáculos de rua, como “Waterwall” e “Muaré”, a instalação “Universo de Luz” e a exposição da National Geographic, que marca o regresso do Festival dos Oceanos a Belém, imprimem a marca temática deste Festival: a Universalidade, a Sustentabilidade e o Entretenimento.

 

E como de oceanos se trata, quem desejar conhecer os segredos do grande mar português, tem à sua disposição o antigo bacalhoeiro Santa Maria Manuela que estará atracado na Marina do Parque das Nações, de 5 a 7 de Agosto, onde poderá tomar contacto com as técnicas relacionadas com a navegação de uma grande embarcação e com alguns dos resultados da expedição científica SMM/ MarPro 2011.

 

Esta iniciativa conta com a colaboração da Pascoal, empresa parceira do Festival dos Oceanos, que torna possível a participação deste mítico veleiro no evento, enquadrada na expedição científica SMM/MarPro 2011, que junta universidades espanholas e portuguesas com o objectivo de monitorizar o mar português pela sua importante diversidade de espécies de cetáceos, aves e outros animais e espécies marinhas.

 

Os mais novos contam com o seu Clube Pequenos Descobridores, que ficará  na Caravela Vera Cruz, aportada na Marina do Parque das Nações. Para além de brincadeiras e iniciativas têm aí a mascote do Festival, uma engraçada gaivota cujo nome será em breve revelado.

 

O Festival dos Oceanos é um evento já reconhecido a nivel nacional e internacional e que integra o calendário dos eventos culturais da cidade de Lisboa.

 

Via HardMusica



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Letra
Povo que lavas no rio
que talhas com teu machado
as tábuas do meu caixão 

Povo que lavas no rio
que talhas com teu machado
as tábuas do meu caixão

Há-de haver quem te defenda
que compre o teu chão sagrado
mas a tua vida não

Fui ter à mesa redonda
beber em malga que esconda
um beijo de mão em mão

Fui ter à mesa redonda
beber em malga que esconda
um beijo de mão em mão

Era o vinho que me deste
àgua pura, fruto agreste
mas a tua vida não

aromas de urze e de lama
dormi com eles na cama
tive a mesma condição
Povo, povo eu te pertenço
deste-me alturas de incenso
mas a tua vida não



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Quinta-feira, 28 de Julho de 2011
Letra
Ia eu pelo conselho de caminha
quando vi sentada ao sol uma velhinha
curioso, uma conversa entabulei
como se diz nuns romances que eu cá sei

chamo-me adozinha, disse, e tenho já
os meus 84 anos, feitos há
mês e meio, se a memória não me falha
mas inda vou durar uns anos, deus me valha

com esta da austeridade, meu senhor
nem sequer dá para ir desta pra melhor
os funerais estão por um preço do outro mundo
dá para desistir de ser um moribundo

rabujenta, eu? não senhor
eu hei-de ir desta pra melhor
mas falo pelos que cá deixo
não é por mim que eu me queixo

ó felisbela, ó felismina
ó adelaide. ó amelinha
ó maria berta, ó zulmirinha
vamos cantar o coro das velhas?

cá se vai andando
c'o a cabeça entre as orelhas bis

não sei ler nem escrever mas não me ralo
alguns há que até a caneta lhes faz calo
é só assinar despachos e decretos
p'ra nos dar a ler a nós, analfabetos

e saúde, eu tenho p'ra dar e vender
não preciso de um ministro para ter
tudo o que ele anda a ver se me pode dar
pode ir ele p'ro hospital em meu lugar

e quanto a apertar o cinto, sinto muito
filosofem os que sabem lá do assunto
mas com esta cinturinha tão delgada
inda posso ser de muitos namorada

rabujenta, eu? não senhor
eu hei-de ir desta pra melhor
mas falo pelos que cá deixo
não é por mim que eu me queixo

e se a morte mafarrica, mesmo assim
ma apartar das outras velhas, logo a mim
digo ao diabo, não te temo, ó camafeu
conheci piores infernos do que o teu

rabujenta, eu? não senhor
eu hei-de ir desta pra melhor
mas falo pelos que cá deixo
não é por mim que eu me queixo


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Letra
Numa ruela de má fama 
faz negócio um charlatão 
vende perfumes de lama 
anéis de ouro a um tostão 
enriquece o charlatão 

No beco mal afamado 
as mulheres não têm marido 
um está preso, outro é soldado 
um está morto e outro f´rido 
e outro em França anda perdido 

É entrar, senhorias 
a ver o que cá se lavra 
sete ratos, três enguias 
uma cabra abracadabra 

Na ruela de má fama 
o charlatão vive à larga 
chegam-lhe toda a semana 
em camionetas de carga 
rezas doces, paga amarga 

No beco dos mal-fadados 
os catraios passam fome 
têm os dentes enterrados 
no pão que ninguém mais come 
os catraios passam fome 

É entrar, senhorias 
a ver o que cá se lavra 
sete ratos, três enguias 
uma cabra abracadabra 

Na travessa dos defuntos 
charlatões e charlatonas 
discutem dos seus assuntos 
repartem-se em quatro zonas 
instalados em poltronas 

P´rá rua saem toupeiras 
entra o frio nos buracos 
dorme a gente nas soleiras 
das casas feitas em cacos 
em troca de alguns patacos 

É entrar, senhorias 
a ver o que cá se lavra 
sete ratos, três enguias 
uma cabra abracadabra 

Entre a rua e o país 
vai o passo de um anão 
vai o rei que ninguém quis 
vai o tiro dum canhão 
e o trono é do charlatão 

Entre a rua e o país 
vai o passo de um anão 
vai o rei que ninguém quis 
vai o tiro dum canhão 
e o trono é do charlatão 

É entrar, senhorias 
a ver o que cá se lavra 
sete ratos, três enguias 
uma cabra abracadabra


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Quarta-feira, 27 de Julho de 2011
Letra
Disseram-me um dia, Rita (põe-te em guarda)
aviso-te, a vida é dura (põe-te em guarda)
cerra os dois punhos e andou (põe-te em guarda)
e eu disse adeus à desdita
e lancei mãos à aventura
e ainda aqui está quem falou

Galguei caminhos-de-ferro (põe-te em guarda)
palmilhei ruas à fome (põe-te em guarda)
dormi em bancos à chuva (põe-te em guarda)
e a solidão, não erro
se ao chamá-la, o seu nome
me vai que nem uma luva

Andei com homens de faca (põe-te em guarda)
vivi com homens safados (põe-te em guarda)
morei com homens de briga (põe-te em guarda)
uns acabaram de maca
e outros ainda mais deitados
o coveiro que o diga

O coveiro que o diga
quantas vezes se apoiou na enxada
e o coração que o conte
quantas vezes já bateu para nada

E um dia de tanto andar (põe-te em guarda)
eu vi-me exausta e exangue (põe-te em guarda)
entre um berço e um caixão (põe-te em guarda)
mas quem tratou de me amar
soube estancar o meu sangue
e soube erguer-me do chão

Veio a fama e veio a glória (põe-te em guarda)
passearam-me de ombro em ombro (põe-te em guarda)
encheram-me de flores o quarto (põe-te em guarda)
mas é sempre a mesma história
depois do primeiro assombro
logo o corpo fica farto

O coveiro que o diga
quantas vezes se apoiou na enxada
e o coração que o conte
quantas vezes já bateu para nada


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Novo álbum de Sérgio Godinho sai em Setembro
O músico Sérgio Godinho vai editar a 12 de Setembro um novo álbum, 'Mútuo Consentimento', revelou a editora Universal, e o lançamento coincide com os 40 anos de escrita de canções do autor.

Sérgio Godinho tem pela frente uma data redonda, os 40 anos desde a edição de 'Sobreviventes', mas o músico nunca foi muito dado a efemérides e por isso prepara-se para lançar um álbum de originais que inclui vários convidados.

 

«Nada melhor do que onze novas canções para celebrar 40 anos», disse o músico hoje em Sines, onde esteve a participar numa sessão de leitura do livro de poesia 'Sangue por um fio', no âmbito das actividades paralelas do festival Músicas do Mundo de Sines.

 

'Mútuo Consentimento' foi gravado entre Março e Abril e contou com a participação de Bernardo Sassetti, Noiserv, Francisca Cortesão (Minta), o percussionista António Serginho, Roda de Choro de Lisboa e Hélder Gonçalves, dos Clã.

 

Juntam-se aos Assessores, o grupo de músicos que tem acompanhado Sérgio Godinho nos últimos anos, em estúdio e ao vivo.

 

A produção e a direção musical voltou a ser de Nuno Rafael, mas a participação de artistas tão diferentes - da música melancólica de Noiserv ao chorinho dançante da Roda de Choro de Lisboa - faz antever uma nova sonoridade nas canções de Sérgio Godinho.

 

Algumas das canções do novo disco foram antecipadas ao vivo em novembro passado, quando Sérgio Godinho as apresentou, ainda em rascunho, ao vivo em Lisboa e no Porto.

 

Na altura, já se adivinhava que Bernardo Sassetti entraria na equação do novo álbum, porque o pianista fez uma versão de «O primeiro dia' e tocou uma tema inédito, 'Em dias consecutivos'.

 

Nesses concertos, Sérgio Godinho tocou ainda os inéditos 'Vida Sobresselente', 'Intermitentemente', além de 'Bomba-Relógio', que Cristina Branco já tinha gravado, e 'Faz Parte', estreada nos espetáculo 'Três Cantos', mas não se sabe se todos eles entrarão no novo álbum, porque a editora não revelou o alinhamento.

 

Na altura dos concertos de novembro, o músico disse que «valia a pena partilhar com as pessoas, em primeiríssima mão, algumas dessas canções. Cantando-as e tocando-as, e conversando sobre a sua génese, a sua feitura, dos primeiros acordes ao final de rascunho».

 

'Mútuo Consentimento' sairá cinco anos depois de 'Ligação Directa' (2006). Em 2008 saiu o disco ao vivo 'Nove e Meia no Maria Matos'.

Sérgio Godinho cumpre 40 anos de canções desde que gravou, em 1971, o álbum de estreia, 'Os sobreviventes'.

 

Além do álbum, Sérgio Godinho está a preparar, em parceria com João Paulo Cotrim, um livro que reúne 40 letras de canções interpretadas visualmente por outros tantos ilustradores, «a nata» da ilustração.

 

Retirado do Sol



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O rock chegou a Portugal através do realizador Leitão de Barros, que organizava umas festas à noite no Jardim da Estrela 

Antes do "Chico Fininho", a história do rock português já ia longa. Primeiro no MySpace e depois em secretas edições em vinil, a Groovie Records anda a desenterrar a história ignorada, mas épica, do tempo em que o rock ainda era "pouco edificante"

Quem tem memória visual de Lisboa nos anos de viragem 80-90 só pode lembrar-se dessa figura exótica e camaleónica de Luís Futre (primo do ex-jogador, e também ele vindo do Montijo), que encarnava com exuberância de acessórios e indumentária numa expressão petrificada, o imaginário marginal do rock. Luís Futre nunca tocou numa banda, mas apadrinhou a existência de várias e a sua colecção de discos anda por aí espalhada aos quatro ventos, a divulgar o rock e a inspirar a criação de novas bandas. Aos 44 anos, agora com o cabelo curto, uns óculos de massa e roupa mais discreta, a fazer lembrar os mods dos anos 60, Futre trabalha com Edgar Raposo na Groovie Records - que no mês passado esteve no Atelier Real, em Lisboa, promovendo uma série de encontros e sessões de trabalho com figuras centrais e marginais do rock português desde os anos 50.

Rock português, anos 50. Isso existe? Para a geração do Futre e do Edgar, que cresceu a ouvir dizer que o pai do rock português era o Rui Veloso, parece uma incongruência, mas a história do rock é um conto de fadas ruidoso e a realidade confunde-se com as lendas. A Groovie Records tem vindo a desenterrá-las do esquecimento. Primeiro no MySpace, depois em secretas edições em vinil, a editora anda a revelar o rock que se praticou em Portugal na transição para os anos 60 (Portuguese Nuggets), e também o que era tocado em Angola, Moçambique, África do Sul, Madagáscar (Cazumbi)! Em 2008, quando morreu Joaquim Costa, esse renegado do rock'n'roll, publicaram-lhe o primeiro disco.

Luís Futre conheceu Joaquim Costa (1936-2008) em 1985, na Feira da Ladra. "Estava com uma camisola dos Cramps, um cota veio ter comigo e perguntou: ‘Não me consegues arranjar a compilação ‘Rockabilly Psychosis', que tem o Phantom?' Fiquei fascinado pela pessoa, em virtude de acompanhar o rock'n'roll e a cena underground desde a década de 50." Joaquim Costa contou-lhe a história do rock português, a esquecida, a ignorada e a desconhecida. Ficou a saber que o rock chegou a Portugal através do cinema, e que foi o realizador Leitão de Barros a divulgá-lo, através das noites de Verão que organizava no Jardim da Estrela. Com o dinheiro que ganhou a actuar nessas festas, Joaquim Costa financiou sessões no estúdio da Rádio Graça, fez três acetatos e criou as capas dos discos que haveriam de ficar inéditas até ao ano da sua morte. Futre ficou assim a conhecer aquele que foi um pioneiro da ética de trabalho "do-it-yourself" , que ele mesmo haveria de fomentar em meados dos anos 90 com a editora Beekeeper, quando, associado a Elsa Pires, lançou o álbum "Teenagers from Outerspace".

Edgar Raposo, fundador da Groovie Records, era vizinho de Joaquim Costa. Actualmente trabalha com Pedro Carvalho Costa num documentário sobre ele: "O Joaquim foi um punk na atitude ‘do-it-yourself', na rebeldia, no anti-sistema. Dizia que o rock era para ser cantado em inglês, que cantar rock em português era uma palhaçada. Tinha uma opinião muito própria e um conhecimento muito vasto sobre a história do rock'n'roll." 

 

Via Público



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Letra

 

Quero ver o pôr-do-sol provar o sal do mar em Agosto numa praia repleta
Vamos ver os tubarões dançar ao som do mar em Setembro numa ilha deserta
Quero fugir, quero sair destas 4 paredes que me cercam a alma
Vamos a voar depressa inalar ar puro para tentar manter a calma
Quero vislumbrar-te ao longe, fingir-me de monge, fazer subir teu ego em flecha
Sentir a adrenalina chegar, a pulsação a aumentar dar-nos a volta à cabeça

Escolher-te ao acaso
Vai ser um prazer
Nadar a teu lado
Até mais não querer

Quero fazer rock n´roll, matar a minha fome de palco num concerto profano,
Vamos ver os furacões tentar deitar abaixo as palmeiras num cenário insano
Quero fugir, quero sair destas 4 paredes que me cercam a alma
Vamos a voar depressa inalar ar puro para tentar manter a calma

Escolher-te ao acaso
Vai ser um prazer
Nadar a teu lado
até mais não querer

Sem falsas promessas de amor

Escolher-te ao acaso
Vai ser um prazer
Nadar lado a lado
até mais não querer

Ingénuas promessas de amor

Mas se ele não existe em estado puro
Sâo ecos de uma lenda falsa
Começa a criar teu próprio muro
Não entres na farsa, não entres na farsa
Porque quando é a doer
É matar ou morrer, matar ou morrer, matar ou morrer, matar ou morrer, matar ou morrer



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Terça-feira, 26 de Julho de 2011
Letra
Anda comigo ver os aviões levantar voo
A rasgar as nuvens
Rasgar o céu

Anda comigo ao porto de leixões ver os navios
a levantar ferro
 rasgar o mar

Um dia eu ganho a lotaria
Ou faço uma magia
(mas que eu morra aqui)
Mulher tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à América
Nem que eu leve a América até ti

Anda comigo ver os automóveis à avenida
A rasgar as curvas
 queimar pneus

Um dia vamos ver os foguetões levantar voo
A rasgar as núvens
 rasgar o céu...

Um dia eu ganho o totobola
Ou pego na pistola
Mas que eu morra que aqui
Mulher tu sabes o quanto eu te amo
O quanto eu gosto de ti
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à lua
Nem que eu roube a lua,
Só para ti

Um dia eu ganho o totobola
Ou pego na pistola
Mas que eu morra que aqui
Mulher tu sabes o quanto eu te amo
O quanto eu gosto de ti
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à América
Nem que eu leve a América até ti



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João Mascarenhas

A dupla de pontas-de-lança da electrónica esquisita portuguesa, Kubik e Stealing Orchestra, voltam ao activo com os respectivos terceiros discos: menos frenéticos, mais polidos e mais certeiros. E o caríssimo leitor, vai continuar a não lhes ligar nenhuma?

Ali no final do século XX, início do século XXI, mesmo a seguir à música electrónica ter tido um dos seus picos de exposição, dois rapazes portugueses puseram cá para fora coisas tão estranhas que assim à primeira vista quase pareciam estrangeiros.

Primeiro, em 1998, surgiu Kubik, que se estreou com "Oblique Music", uma distopia de colagens que inventava um mundo apocalíptico pós-Amon Tobim. Kubik surgia como uma espécie de costureira do demo, resgatando blocos de música ultra-obscura e colando-as numa estratégia de choque e pavor. Uns anos depois Mike Patton, sujeito com um cérebro anormal, admirou a beleza comovente dos bichos que Kubik criava.

O país, ingrato, borrifou-se para Kubik e borrifar-se-ia igualmente para a Stealing Orchestra, que se estrearia em 2000 com "Stereogamy", seguido do EP "É Português? Não Gosto!", de 2001. Vampiros vorazes, os moços da Stealing Orchestra pegavam na música de cartoons, no easy-listening, espancavam estes e outros géneros e devolviam-nos com amor e carinho, devidamente esquartejados.

(Um pequeno aparte: isto estava a acontecer em Portugal. Deviam ter tido laudas, poemas épicos, groupies a rasgar a roupa, estátuas pagas por autarcas corruptos. Mas não. Apenas meia-dúzia de tolinhos atentos - possivelmente gente que não toma banho -, manifestamente pouco para tanta criatividade.)

Kubik era o "alias" de Victor Afonso, professor de música da Guarda nascido em 1969, escassos anos mais velho que João Mascarenhas, o cérebro retorcido que conduz a Stealing Orchestra aos becos mais labirínticos da mente humana. Afonso e Mascarenhas não pertencem apenas à mesma geração, são antes uma espécie de gémeos siameses criados em lares adoptivos diferentes.

As diferenças entre eles 

 

Via Público



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Letra
Acordei de manha
Ainda meio baralhado
Teres sido tu a estrela
Daquele filme alugado

Deixámos o Bruce Lee
Entregue às artes marciais
Quando olhaste para mim
Sem efeitos especiais

A Marte
Vou a Marte
Se é o que tu queres eu vou a Marte
A Marte
Vou a Marte
Se é o que tu queres eu vou a Marte

Fui ter contigo ao café
Não me cansei de olhar para ti
Disseste mata-me a sede
Tira-me daqui

A loucura subiu
E eu não sou de pedra
Para uma Vénus como tu
Não à água nesta terra

A Marte
Vou a Marte
Se é o que tu queres eu vou a Marte
A Marte
Vou a Marte
Se é o que tu queres eu vou a Marte

Estou em Terra
Senão me engano
Fizeste de mim
Um verdadeiro marciano

A Marte
Vou a Marte
Se é o que tu queres eu vou a Marte
A Marte
Vou a Marte
Se é o que tu queres eu vou a Marte




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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011
Letra
Dás-me mil razões
Para não gostar de ti
Dizes-te desinteressante
E que eu não estou em mim

Mas quando eu te vejo
Consigo ver alguém
Que se calhar nunca viste
Mas que eu conheço bem

Deixa-te descobrir por mim
Deixa-me contar-te o que eu vi
Levo-te pela mão e no fim
Vais ver que tens fogo em ti

Sentas-te ao meu lado
À espera que me cale contigo
Nem deixas que a conversa
Chegue perto do teu umbigo

Mas quando eu te oiço
Consigo ouvir alguém
Que se calhar nunca ouviste
Mas que eu percebo bem

Deixa-te descobrir por mim
Deixa-me contar-te o que eu vi
Levo-te pela mão e no fim
Vais ver que tens fogo em ti

Deixa-te descobrir por mim
Deixa-me contar-te o que eu vi
Levo-te pela mão e no fim
Vais ver que tens fogo em ti

Tens medo de acender
O fósforo de arriscar
É tarde, já está a arder
É o que me está a queimar

Deixa-te descobrir por mim
Deixa-me contar-te o que eu vi
Levo-te pela mão e no fim
Vais ver que tens fogo em ti



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Letra

Quando a nossa cara se gastar e tivermos medo de arriscar.

Parecemos putos.


Não temos aulas amanhã.



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Domingo, 24 de Julho de 2011
Letra
Selvagem tosco
Acomodei-me ao posto de violento animal
E afeiçoei-me ao gosto da carne ao natural

Se me excedi com as presas
Nem sempre foi por mal

Virgem grotesto
O sabor do sangue fresco levanta-me o moral
Diz nos livros que é nefasto
Mas o êxtase é total

Quando entre dentes sorvo
A golfada final

E aprendo
Com o aroma de extinção de cada exemplar banal
Que a vida sem maldade é vulgar e sempre igual
Sou cem por cento fiél à degustação carnal


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Letra

 

Dos teus braços
Cresceram os meus dedos
Na tua boca
O pecado mais cruel
Os teus ombros
Planearam meus cabelos
Na minha pele,
Restos da tua pele

 

Da tua boca se embriagou a minha boca,
E o teu silencio inventou a minha prece
Dos teus sentido a poesia anda louca
Pela tua boca minha boca se emudece...

 

Os teus olhos
Abrigaram meus receios
O teu Outono
Derramou o meu perfume
O teu desenho
Enfeitiçou meus desejos
O teu corpo
Incendiou o meu lume

 

Do teu nome Deus criou o meu nome
Nos teus cabelos debruçou o meu abraço
Pelo destino o teu amor encontrou-me
Serei sempre tua em teus braços meu regaço...

 

Do teu nome Deus criou o meu nome
Nos teus cabelos debruçou o meu abraço
Pelo destino o teu amor encontrou-me


Serei sempre tua em teus braços meu regaço
Serei sempre tua em teus braços meu regaço
Serei sempre tua em teus braços meu regaço...



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Sábado, 23 de Julho de 2011
Letra
Há perguntas que têm que ser feitas

Quem quer que sejas, onde quer que estejas
Diz-me se, é este o mundo que desejas?
Homens rezam acreditam, morrem por ti
Dizem que tás em todo o lado, mas não sei se já te vi
Vejo tanta dor no mundo, pergunto-me se existes
Onde está a tua alegria, neste mundo de homens tristes?
Se ensinas o bem, porque é que somos maus por natureza?
Se tudo podes, porque é que não pões comida à minha mesa?
Perdoa-me as dúvidas, tenho que perguntar
Sou o teu filho e tu me amas, porque é que me fazes chorar?
Ninguém tem a verdade, o que sabemos são palpites
Sangue é derramado, em teu nome é porque o permites
Se me deste olhos, porque é que não vejo nada?
Se sou feito à tua imagem, porque é que eu durmo na calçada?
Será que pedir a paz entre os Homens, é pedir demais?
Porque é que sou discriminado, se somos todos iguais?
Porquê?

REFRÃO:
Porque é que os Homens se comportam como irracionais?
Porque é que guerras doenças matam cada vez mais?
Porque é que a paz não passa de ilusão?
Como pode o Homem amar com armas na mão?
Porquê?
Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitas
E se eu escolher o meu caminho será que me aceitas?
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei
Eu acredito é na paz e no amor

Por favor, não deixes o mal entrar no meu coração
Dou por mim a chamar o teu nome, em horas de aflição
Mas, tens tantos nomes, és Rei de tantos tronos
Se o Homem nasce livre, porque é que alguns são donos?
Quem inventou o ódio? Quem foi que inventou a guerra?
Às vezes acho que o inferno, é um lugar aqui na Terra
Não deixes crianças, sofrer pelos adultos
Os pecados são os mesmos, o que muda são os cultos
Dizem que ensinaste o Homem a fazer o bem
Mas no livro que escreveste, cada um só lê o que lhe convém
Passo noites em branco, quase sem dormir a pensar
Tantas perguntas, tanta coisa por explicar
Interrogo-me, penso no destino que me deste
E tudo o que me acontece, é porque Tu assim quiseste
Porque é que me pões de luto e me levas quem eu amo?
Será que é essa a justiça pela qual eu tanto reclamo?
Será que só percebemos quando chegar a nossa altura?
Se calhar desse lado está a felicidade mais pura
Mas se nada fiz, nada tenho a temer
A morte não me assusta, o que assusta é a forma de morrer

REFRÃO:
Porque é que os Homens se comportam como irracionais?
Porque é que guerras doenças matam cada vez mais?
Porque é que a paz não passa de ilusão?
Como pode o Homem amar com armas na mão?
Porquê?
Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitas
E se eu escolher o meu caminho será que me aceitas?
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei
Eu acredito é na paz e no amor

Quanto mais tento aprender, mais sei que nada sei
Quanto mais chamo o teu nome, menos entendo o que chamei
Por mais respostas que tenha, a dúvida é maior
Quero aprender com os meus defeitos, acordar um homem melhor
Respeito o meu próximo, para que ele me respeite a mim
Penso na origem de tudo, e penso como será o fim
A morte é o fim ou é um novo amanhecer?
Se é começar outra vez, então já posso morrer


MADREDEUS:
Ao largo, ainda arde
A barca, da fantasia
O meu sonho acaba tarde
Acordar é que eu não queria


publicado por olhar para o mundo às 17:52 | link do post | comentar

Letra
Samuel, samuel? Preciso que vás à rua comprar saúde. samuel?
Hã? Preciso que vás lá abaixo. Ih, agora? 
Sim se não já sabes que daqui a bocado a loja fecha, tá bem? 
Tá bem. Vá la. Tá bem, tá descansada...

Fui fazer um recado à minha cota
Ela queria saúde 5 contos era a nota
Fechei a porta, à loja fui em direcção
E pa minha surpresa vejo saúde em promoção.
Tasse bem entrei na loja o dono via a televisão
Tinha um aspecto bueda cota cheguei-me ao balcão
E perguntei:Ó chefe, quanto e que e a saude?
Pa um rapaz como tu que ainda é da juventude?
Não é pa mim, é pa minha mãe que precisa.
O cota olhou-me com uma cara tipo hipnotiza
São 3000 escudos, tens sorte tá mais barato"
Enquanto ele foi buscar eu pensei agora o que é que eu cato?
Armei-me em rato, e vi um frasco de respeito
Refundi-o nas calças embora não desse jeito
O cota ficou suspeito, deu-me o produto
E quando eu ia a bazar ele disse "Pera aí puto
Leva este frasco, mas este é minha oferta
É confiança, e pa ti é coisa certa"
Aceitei na boa, agradeci e despedi-me
Sublime recompensa através de um ligeiro crime.
Três ao preço de um, investindo na poupança
Mas porque e que o cota deu-me confiança?
Será que ele acha que eu preciso?ou pensa que eu não sou seguro?
Vou mas é provar respeito para ver se este é do puro.

Hmmm, tá lá...tá lá, bom respeito.

Avançando com 2 contos na mão
Girando o bairro cumprimentando a população
E tasse bem (x8)
Depois de muitos tasse bem fui testando valor
No caminho encontrei um sócio que é paiador
E como tinha paca a.k.a. quita o papel
E tasse bem, tasse bem, orienta-me um béu
Penetra ai no 7º céu.
Yo sam, tas com pressa?
Tem calma boy, já vais, faz essa
Muita conversa, aprecidada pelo homem do lado.
Então donde é k vieste?
Fui fazer mais um recado
À minha cota, e contei-lhe o resto.
O que e que disseste, tens confiança e nem uma beca deste?
Pronto sócio, toma lá uma beca 
Agora não digas que sou forreta, aceita e aproveita
Já tens a cabeça feita?
O que e que tens mais?
Tenho aquilo que se respeita.
Então gira lá isso, deixa lá só ver o frasco"
Sem saber que o sócio ainda gama mais que o vasco.
Hmmm, toma lá mas isto é só pa ver
Não é que o filho da puta começou logo a correr?
Com o meu respeito na mão como se fosse dele
Só saúde confiança e uma nota de mil que me sobrou
Será que o efeito do respeito já passou?
Ou foi aquela confiança que ele tomou? 
Não sei, mas vou saber em breve
Vou provar e saber as reacções que ele teve.

Blergh, esta merda sabe mal!
Se isto é confiança ainda não vi nenhum sinal
Vou mas é po cubiculo dar a cena à minha mãe
Mas a nota de conto vai ficar comigo bem
Mal eu entro no cubo ela diz logo: então?
Ouvi dizer que a saude tava em promoção.
Se ela tava onde ta o troco pa mim?
Não mãe, a promoção ja tinha chegado ao fim.
Mas tenho aqui outro frasco de confiança
Pode ser que faça bem à tua doença
Misturada com saúde bem estar alcança
Vê isto como uma forma de recompensa.

Vou po quarto mágico fazer magia
Mas parece que a inspiração ta vazia.
Passados 5 minutos ela vem
Ela quem? A minha mãe. E diz:
O que e que tu roubas-te? Equanto ela se proxima
Não sabes que aquele homem é apanhado do clima?
Não sabes que ele ve tudo num sistema de vigilância?
Em vez de confiança o k ele deu-te foi ganancia!

Quê?! Sim, entao não sabias que e isso que ele faz a todas as pessoas que vão lá roubar
Ele depois dá confiança e mete la sempre ganancia
Tu queres-te matar ou quê?!

Quando a minha cota contou eu nem acreditei
Fui intrujado pelo cota que eu próprio intrujei
Pensei em voltar à loja e mostrar que tou fodido
Mas não, vou escrever sobre o sucedido

Ya, é mesmo isso


publicado por olhar para o mundo às 08:49 | link do post | comentar

Sexta-feira, 22 de Julho de 2011
Letra
O movimento cresce a par e passo 
Mas navegamos num rio que está manchado 
De um lado a incompreensão é o adversário 
Do outro aqueles que vestem a camisola ao contrário 
Há muitos grupos, muitos projectos 
Mas a humildade ainda é pouca no trajecto 
Com que olhos somos vistos pelo povo ou pelos média? 
Não me interessa, já caguei para essa merda 
MC's e DJ's, B-Boys ou nos Graff's 
Caminhamos para os milhares de filiados nas artes 
Mas há regras e éticas para bombar com estética 
Estragam monumentos, poluem movimentos 
Há cowboys alados que se auto-denominam de soldados 
Na música não passam de gaiatos 
Qualquer um pode fazer um verso potente 
Mas até que ponto é que escreve aquilo que sente? 
Qualquer um grava um álbum, "fecha o tasco" 
Dá um nome a um colectivo ou inventa um manifesto 
Cuidado! Mais tarde ou mais cedo, no tempo certo 
A verdade aparece, o vigário é apanhado 
No fundo sinto medo e desgosto ao mesmo tempo 
Porque o sentimento da velha escola se evapora com o tempo 
Retomo a contagem no cronómetro 
Continuo a bater o record mínimo 

Há muito para compreender, para descobrir 
Cultura pura, será que a sabes sentir? 
Não é uma mera imagem, é um símbolo 
Sentimento em bruto à espera do teu fruto 

Será que sabes aquilo que fazes? 
Será que fazes aquilo que sabes? 
Espero que não te enganes 
O importante é usares as tuas faculdades 
Para melhorares cada vez mais naquilo que fazes 
Resume-se tudo a um fruto, um alimento 
Esquece a casca, a maravilha está por dentro 
Não é só escrever, cantar, pintar 
Falar para a gera, dançar, vestir... aparato é sentir 
A nobreza de um aperto de mão 
No acto, o orgulho de receber e dar prop's, pisar um palco 
Atitude e personalidade é muito raro 
No individuo que só quer dar espectáculo 
Há que tentar perceber e alcançar o espírito 
Dos verdadeiros fundadores deste movimento 
Recuperar o sentimento e a postura 
Dos clássicos pioneiros desta cultura 
Por todas as horas dias, semanas, meses, anos que dediquei ao HipHop 
O que podia ter feito não sei, outras coisas 
Conhecido outras pessoas, mas não 
No fundo tenho orgulho naquilo em que me tornei 
Naquilo que faço, naquilo que sou, MC 
Dominar microfones até ao fim da vida 
Só paga o preço errado quem não enxerga 
A outra face da moeda 

Há muito para compreender, para descobrir 
Cultura pura, será que a sabes sentir? 
Não é uma mera imagem, é um símbolo 
Sentimento em bruto à espera do teu fruto




publicado por olhar para o mundo às 17:46 | link do post | comentar

Letra
"Procura no sítio mais escabroso do teu coração
Lá me encontrarás, a cantar,
De cerveja na mão, 
E se te parecer que sorrio,
Não vai passar de uma impressão,
Causada pelo calafrio constante 
Que me traz a solidão.
Baixa o volume, 
Dá-me a mão,
E um abraço.
É que eu passo tanto tempo 
À tua espera
"



publicado por olhar para o mundo às 08:38 | link do post | comentar

Quinta-feira, 21 de Julho de 2011
Festa do Avante

Os 35 anos da Festa do Avante! serão associados aos aniversários de carreira dos Trovante e deSérgio Godinho, num cartaz diversificado que inclui Ópera, revisitada como forma de "afirmação das nacionalidades", anunciou hoje o PCP.

 

 "Trata-se da 35ª Festa, o que coincidiu com dois outros aniversários, os 35 anos de carreira dos Trovante -- o que aliás era inevitável, uma vez que a primeira vez que os Trovante subiram ao palco foi na primeira festa do Avante! -- e os 40 anos de carreira do Sérgio Godinho, igualmente assinalados na festa", afirmou Ruben de Carvalho.

 

 O programa da festa do Avante!, que se realiza a 2, 3 e 4 de setembro, na quinta da Atalaia, no Seixal, foi hoje apresentado em conferência de imprensa na sede do PCP, em Lisboa, pelo seu histórico organizador, Ruben de Carvalho, membro do comité central comunista, e por Alexandre Araújo, do secretariado.

 

 "Não há praticamente nada que fique de fora, desde a música popular portuguesa até ao Fado, desde o jazz até ao rock, incluindo a segunda gala de Ópera", sublinhou Ruben de Carvalho, referindo que a gala deste ano terá "uma componente sinfónica" e um "fio condutor", ligado ao papel da Ópera na "afirmação das nacionalidades no século XIX", em Itália, por exemplo.

 

 "Julgámos que seria inteiramente oportuno, num momento em que Portugal atravessa do ponto de vista patriótico e da sua própria identidade nacional um período de particular complexidade, que seria de toda a lógica sublinhar esse papel que a música e a ópera em particular tiveram na afirmação do patriotismo e a necessidade de termos a consciência da existência de Portugal enquanto país independente", defendeu.

 

 Além da presença de bandas estrangeiras, a festa do Avante! assume-se essencialmente, no campo musical, como "o maior festival de música portuguesa", frisou Ruben de Carvalho.

 

 O cartaz inclui Xutos e Pontapés, ClãCamané, Expensive Soul, X-Wife, Dead Combo, Amor Electro, Terrakota, Lume, Danças Ocultas, Virgem Suta, Mayra Andrade, La Chiva Gantiva ou Gattamolesta.

 

 Além da música, a festa do Avante! torna a incluir outras artes de palco, como o Teatro e a Dança, com a presença no Avanteatro de produções das companhias de teatro de Almada, a Barraca, Teatro Ferro ou da Companhia de Dança de Almada.

 

 No âmbito das artes plásticas, realiza-se a XVII Bienal, com obras de cerca de 100 artistas, e uma exposição da obra de Cipriano Dourado.

 

 Pelo CineAvante passarão as longa-metragens de Sérgio Trefaut "Viagem a Portugal" e "Cidade dos Mortos", além de "José e Pilar", de Miguel Gonçalves Mendes, e "Quem vai à guerra", de Marta Pessoa.

 

 De acordo com Alexandre Araújo, a festa do Avante! "assumirá este ano um significado excecional", porque "decorrerá quando está em curso a mais violenta ofensiva desde os tempos do fascismo contra os direitos dos trabalhadores e do povo e num país que é hoje alvo de um programa ilegítimo de submissão e agressão que PS, PSD e CDS assumiram com a União Europeia e o FMI".

 

 O PCP escusou-se a divulgar o orçamento do evento, tendo Alexandre Araújo invocado que o partido não tem "por prática divulgar" essas informações, que "integram depois as contas partidárias".

 

Via Ionline



publicado por olhar para o mundo às 20:26 | link do post | comentar

Letra
Não encontrei a letra desta música


publicado por olhar para o mundo às 17:35 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Letra

Gosto de ver-te passar
Anseio por ver-te passar
Mas eu não vou,
Não vou...

 

Adoro ver-te gozar
Quero ver-te gozar
Mas eu não estou,
Não estou...

 

Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz eu paro
E recomeço com um ódio de amor
Que nao nos faça tanto mal, que não nos torne mais amargos
E nos deixe sem dúvidas, eu
Provavelmente morro com o fim da luta, mas se te faz feliz...

Hoje não vamos falar
Recuso ouvir-me falar
Mas eu não sou...


Não sou...


Forte pra te contestar
E tu queres ver-me gozar,
Mas eu não estou...


Não estou...

 

Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz eu paro
E recomeço com um ódio de amor
Que nao nos faça tanto mal, que não nos torne mais amargos
E nos deixe sem dúvidas, eu
Provavelmente morro com o fim da luta, mas se te faz feliz...

 

Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz eu paro
E recomeço com um ódio de amor
Que não nos faça tanto mal, que não nos torne mais amargos
E nos deixe sem dúvidas, eu
Provavelmente morro com o fim da luta, mas se te faz feliz...

 

Eu provavelmente morro com o fim da luta...

 

Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz...



publicado por olhar para o mundo às 08:29 | link do post | comentar

Quarta-feira, 20 de Julho de 2011
Guimarães Jazz celebra 20 anos com

 

O festival Guimarães Jazz celebra 20 anos de existência com "sinais de vitalidade" e com um cartaz "multifacetado" que inclui a Roy Haynes Fountain of Youth Band, o quinteto de Steve Swallow e Henry Threadgill, entre outros, com concertos que vão de 10 a 19 de novembro.

 

A organização do certame, em comunicado enviado à Agência Lusa, descreve a programação de 2011 como inserida "numa linha de continuidade em relação a uma ideia de programação" desenvolvida nas últimas edições, mas que "revela sinais de vitalidade, resultantes de um crescimento sustentado".

 

No ano em que celebra duas décadas de existência, o Guimarães Jazz marca o arranque da edição de 2011 com uma "figura fundamental da história do jazz", o baterista e regente Roy Haynes, que se apresenta com a sua orquestra, a Roy Haynes Fountain of Youth Band.

 

"Este espetáculo constitui um momento de cruzamento geracional entre um representante do passado vivo do jazz e jovens instrumentistas, força atual desta música", afirma a organização.

 

A fechar o festival com "chave de ouro", no dia 19 de novembro, surge "um dos grandes pianistas vivos da história do jazz" com a sua Martial Solal New Decaband, um projeto inédito em Portugal no qual o artista está integrado num "grande 'ensemble' cuja sonoridade orquestral constitui um contexto diferente" e irá "potenciar a capacidade expressiva do artista como solista".

 

Pelo Guimarães Jazz, na edição de 2011, vão passar ainda o quinteto do contrabaixista Steve Swallow e o pianista Cedar Walton, que se apresenta em trio, acompanhado por David Williams, no contrabaixo, e Willie Jones II, na bateria, finalizando a primeira semana da iniciativa.

 

á na segunda semana, o cartaz inclui o grupo Ralph Alessi and This Against that with Tony Malaby, o pianista nova-iorquino Andy Milne, o contrabaixista Drew Gress e o baterista Mark Ferber, o trio do histórico McCoy Tyner, com Chris Potter e Henry Threadgill e a voz de José James.

 

Além do cartaz referido, o Guimarães Jazz inclui ainda o Projeto TOAP/Guimarães Jazz, que em 2011 realiza a sexta edição e é uma das "propostas fundamentais" do evento. Assim, a 13 de novembro sobem ao palco músicos portugueses e estrangeiros com "experiências e percursos diferentes": Akiko Pavolka, Nate Radley, Óscar Graça, Bernardo Moreira e Jochen Rueckert.

 

O Guimarães Jazz tem também "atividades paralelas" como "jam sessions" e "workshops", iniciativas "baseadas na necessidade de gerar processos de interação entre músicos consagrados, público e músicos em formação", explicita a organização.

 

Os espetáculos do Guimarães Jazz acontecem no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e os bilhetes já estão à venda.

 

Via DN



publicado por olhar para o mundo às 20:02 | link do post | comentar

 

Letra

 

Esta noite eu pensei
parar para te dizer 2x 
que sonho por imposição 
de uma lei sobrenatural 2x 

Partir sem questionar
sem olhar para trás
sem nada a dizer
adeus ate mais ver
não volto para jantar 2x 

Esta noite eu pensei 
que se me desses a mão 2x 
seriamos apenas os dois
o resto via-se depois 2x 

No cantinho violão
amor uma canção
dois lugares num avião
ao almoço queijo e vinho 
um abraço e um carinho
à noite sabe-se lá 

esta noite eu pensei
que se me desses a mão 2x 
seriamos apenas os dois
o resto via-se depois 2x 

No cantinho violão
amor uma canção
dois lugares num avião
ao almoço queijo e vinho
um abraço e um carinho
à noite sabe-se lá

 

 

Obrigado mariana



publicado por olhar para o mundo às 17:47 | link do post | comentar | ver comentários (6)

 

Letra

 

O tempo passa e reforça a vontade de te ver

Quando estivemos juntos é só o que a mente revê

O olhar que está perdido guia-se em fragmentos internos

De desejos repetidos nas noites que são de inverno


As mãos que toco tremem de amor
Os corpos juntam-se na procura de calor
E o que dizemos dali não sai
Os olhos juram e eu juro ainda mais

És tu que eu quero
Tu mais que tudo
Por ti não desisto nem por um segundo
És tu que eu quero
Tu mais que tudo
Por ti não desisto nem por um segundo

Espero por ti
Espero por ti
Espera por mim
Espera por mim

É um agradecimento
Trêsporcento



publicado por olhar para o mundo às 08:44 | link do post | comentar

Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email
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Fantástico blog!Parabéns pelo trabalho!
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