Quinta-feira, 31 de Março de 2011
França distingue Mísia com o grau de Oficial da Ordem das Artes e Letras
 
A França entrega na quarta-feira a Ordem das Artes e Letras (grau oficial) à cantora portuguesa Mísia, que considera uma «excelente intérprete».

«Com esta distinção, a França pretende homenagear esta excelente intérprete que contribuiu com uma sonoridade própria para o reconhecimento do Fado dos nossos dias», afirma uma nota da embaixada francesa em Lisboa.

A intérprete de Garras dos Sentidos recebeu, em 2004, na Embaixada portuguesa em Paris, o grau de Cavaleiro desta mesma ordem honorífica, cujas insígnias foram entregues pelo ministro da Cultura francês, Jean-Jacques Aillagon.

Nota da embaixada gaulesa salienta o «estilo único e peculiar»de Mísia que «revolucionou a interpretação tradicional do fado».

«Num momento em que surgem muitas vozes talentosas, Mísia permanece uma figura incontornável, indissociável da cultura e da identidade nacional portuguesas», refere a mesma nota.

Mísia afirmou estar «muito contente e honrada», tanto mais que as insígnias serão entregues em Lisboa.

«Fiquei até muito surpreendida pois ainda há cerca de seis anos recebi o grau de Cavaleiro desta mesma Ordem e sei que há um tempo legal necessário entre cada condecoração», disse.

A fadista, que em Setembro lançará um novo CD, Senhora da Noite, afirmou que «a França está muito atenta aos desenvolvimentos das carreiras dos artistas e sempre se mostrou muito sensível ao fenómeno actual da world music».

No ano passado a fadista recebeu a Medalha de Vermeil da Cidade de Paris, entregue pelo presidente da Câmara, Bertrand Delanoë.

As insígnias de Oficial da Ordem das Artes e Letras serão entregues pelo embaixador de França em Portugal, Pascal Teixeira da Silva, na quarta-feira ao final da tarde no Palácio de Santos, em Lisboa.

A Ordem das Artes e das Letras foi criada em 1957 com o objetivo de distinguir personalidades pelo mérito na criação ou atividade no meio artístico ou literário em França ou no mundo e possui três níveis, por ordem crescente de importância: cavaleiro, oficial e comandante.

Este ano Mísia, além do lançamento do novo álbum totalmente constituído por fados tradicionais com letras escritas por mulheres, irá actuar em Nova Iorque, no âmbito da apresentação do filmePassione, de John Turturro.

A fadista teve uma ampla participação no filme do realizador ítalo-americano, como resultado da gravação da canção napolitana Era de Maggio no duplo álbum Ruas, com o grupo Avion Travel.

Mísia tem agendado ainda uma participação no Festival de Ruhr, na Alemanha, nos dias 09 e 10 de setembro com o agrupamento L'Arpeggiata.

 

 Retirado do SOL

 

 

 

 

 



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letra

 

Tomo conta desta tua casa
Imprópria para amar, sei lá porquê
Não consigo agarrar o que me resta
Pedaços do que foste e ninguém vê

Rendido ao teu sofá, nele me encontro
Repouso agora em sono mal dormido
Pretendo esclarecer o desencontro
Do nosso amor que há muito anda perdido

Eu sei
Que não é fácil
Conversar nem decidir
Nem tudo é falso e sem cor
Vamos mentir
Que a perversão será ainda mais real

A leve embriaguez passa a febre
Num quente desconforto de mendigo
Que aguarda numa esperança duvidosa
O gesto carinhoso de um abrigo

Pensar, sentir, querer, é tão confuso
A sensação de dor está revelada
Agora o que fazemos de nós dois?
Vivemos como se não fosse nada

Eu sei
Que não é fácil
Conversar nem decidir
Nem tudo é falso e sem cor
Vamos mentir
Que a perversão será ainda mais real

 



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Letra

 

Luz vaga
luz vesga
a tua cruz
Já não sai
da cama a minha luz
Da sala, do quarto.

Pilha a palavra
Troca a quantidade do
Assunto modal
A tensão está normal
O lábio fora da boca
A boca fora do mal

Os teus olhos
não são de gente
O teu ar foge para cima.
Tens a perna no cimento,
tens a mão no pensamento.

Ciclope, cicloturismo
Na parte de fora
na nesga do abismo
Imaginário que remete, para onde
ainda não fui.

Convite ao universo
Com a tua própria câmara
Fecho a luz num olho
Prego a tábua à sensação.

Som da casa, quando não estás.

Dancei para te ver aqui,
eu sei que nada mais pode me ajudar.
É do nono andar?
Sim, quis pedir ajuda, mas a língua estava morta.
Sei lá! Parei de olhar,
tenho uma corda acesa,
prestes a queimar.
Não és capaz de me levar a sério.
Vou saltar em teu lugar.

Sei que nada mais pode me ajudar.

Atrasa o passo
Leva o lenço à boca
Fica na mira do choque frontal
Não é doença é um animal
Um ruído feito no acto de fingir
seres mau, mesmo a dormir.

Mónica Ferraz e Rui Reininho: Voz
Jorge Coelho: Guitarra
Eurico Amorim: Fender Rhodes
Miguel Ramos: Baixo
João Pedro Coimbra: Programação e teclados


 



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Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Gisela João

 

A presença e voz da fadista Gisela João têm sido acolhidas, desde 2003, em espaços variados no Grande Porto e no Norte do País, onde tem sido reconhecido na jovem o talento de fadista. O público, de início desconcertado com o contraste entre a figura de menina e a voz cheia, quente e imponente, cedo se rende e deixa enlevar pelos cantos de amor, mágoa, alegria e saudade do seu reportório. Em 2006, Gisela João venceu o Primeiro Prémio do XV Concurso de Fado Amador J. F. Lordelo do Ouro, editando o CD Gisela João / O meu fado, onde é acompanhada à guitarra portuguesa e à viola.

 

Gisela João nasceu em Barcelos, onde iniciou a sua carreira numa casa de fados local. Mudou-se para o Porto para tentar a sua carreira junto de alguns dos mais prestigiados músicos da capital do Norte. Muito embora Gisela João seja uma das intérpretes mais jovens da geração de fadistas que tem vindo a surgir nos últimos cinco anos, já conta com algumas apresentações em Portugal e no estrangeiro, tendo-se apresentado em Espanha (Oviedo), Itália (Roma e Milão), Polónia (Varsóvia), China (Macau), Roménia (Bucareste), Holanda (Amesterdão), país a que regressará em Abril de 2011 para uma tournée por várias cidades. Faz parte do elenco da Casa de Fados Sr. Vinho.

 

FADO

 

GISELA JOÃO

Voz

 

Paulo Parreira

Guitarra Portuguesa

 

Pedro Soares

Viola de Fado

 

Gustavo Roriz

Viola Baixo

 

9 de Abril

21h30

Sala Experimental

M/6

 

Entradas: 6€ a 12€

 

 

 

 



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 Letra

 

Uma da manhã
Um toque, um brilho no olhar
Duas da manhã
Dois dedos de magia
Às duas por três
Quem sabe onde isto irá parar
Quatro da manhã caindo
Um luar de lua lindo
Uma gota a mais
E o chão ia fugindo

Uma da manhã ei bem bom
Duas da manhã bem bom
Já três da manhã ei bem bom
Quatro da manhã bem bom
Cinco da manhã ei bem bom
Já seis da manhã bem bom
Sete da manhã ei bem bom
Oito da manhã bem bom
Café da manhã pÂ’ra dois
Sem saber o que virá depois bem bom

Cinco da manhã ai sim coração sigo
O bater das seis e meia de loucura
Sete da manhã ouvindo um disco antigo
«hoje é o primeiro dia
Do resto da tua vida»
São horas a mais
E já não há saída

Uma da manhã ei bem bom
Duas da manhã bem bom
Já três da manhã ei bem bom
Quatro da manhã bem bom
Cinco da manhã ei bem bom
Já seis da manhã bem bom
Sete da manhã ei bem bom
Oito da manhã bem bom
Café da manhã pÂ’ra dois
Sem saber o que virá depois

Uma da manhã ei bem bom
Duas da manhã bem bom
Já três da manhã ei bem bom
Quatro da manhã bem bom
Cinco da manhã ei bem bom
Já seis da manhã bem bom
Sete da manhã ei bem bom
Oito da manhã bem bom
Café da manhã pÂ’ra dois
Sem saber o que virá depois

Bem bom ei



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Cristina Branco apresenta novo álbum com Mário Laginha em Lisboa
 
O pianista e compositor Mário Laginha é o convidado especial de Cristina Branco que quinta-feira sobe ao palco do Teatro S. Luiz, em Lisboa, para apresentar o mais recente álbum, Não Há Só Tangos em Paris.

Mário Laginha é o autor de uma das músicas do disco, Un Amor, que além da versão que Cristina Branco canta em espanhol, tem uma versão para piano solo.

O novo álbum integra pela primeira vez fados tradicionais como o fado Súplica e o Menor do Porto.

«Cada vez gosto mais de cantar fado. Cada vez tem mais a ver comigo. Estou a descobrir mais coisas quando canto», disse a intérprete.

A capa do primeiro álbum gravado por Amália Rodrigues, no Rio de Janeiro, e algumas músicas que ouviu em digressão como Dos Gardenias, conduziram Cristina Branco a este disco em que canta 16 temas, «todos eles referentes à paixão, temática comum ao fado e ao tango», disse a cantora.

«A paixão e a sensualidade que sobrevivem naturalmente no fado e no tango foram o mote do álbum», afirmou Cristina Branco.

«Este é um disco de paixão e muito latino, como um navio que saísse de Buenos Aires, passasse por Lisboa, aportasse em Marselha, e o fado e o tango se encontrassem em Paris», referiu.

Em palco com Cristina Branco, além de Laginha, estarão todos os músicos com os quais gravou o álbum: Ricardo Dias (direcção musical e acordeão), Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Bernardo Moreira (contrabaixo), Carlos Manuel Proença (viola), João Paulo Esteves da Silva (piano), Ana Cláudia Serrão, André Ferreira, Carlos Gomes e Marco Pereira (violoncelos), Jorge Reis (saxofone) e Lars Arens (trombone).

Depois do São Luiz, Cristina Branco apresenta o novo álbum no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém (01 de abril), seguindo-se o Centro Cultural de Paredes de Coura (08 de abril), partindo em seguida em digressão internacional.

Cristina Branco actuará na Escandinávia, onde dará cinco concertos, fará um périplo pela Holanda, onde deu os primeiros passos como cantora, seguindo-se a França, onde actuará em sete salas, entre elas a parisiense La Cigale, no dia 18 de Maio.

 

Retirado do Sol



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Letra

 

Não falei contigo
com medo que os montes e vales que me achas
caíssem a teus pés...
Acredito e entendo
que a estabilidade lógica
de quem não quer explodir
faça bem ao escudo que és...

Saudade é o ar
que vou sugando e aceitando
como fruto de Verão
nos jardins do teu beijo...
Mas sinto que sabes que sentes também
que num dia maior serás trapézio sem rede
a pairar sobre o mundo
e tudo o que vejo...

É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é folha de papel
E nela te pinto nua, nua
numa chama minha e tua.
numa chama minha e tua.

Desconfio que ainda não reparaste
que o teu destino foi inventado
por gira-discos estragados
aos quais te vais moldando...
E todo o teu planeamento estratégico
de sincronização do coração
são leis como paredes e tetos
cujos vidros vais pisando...

Anseio o dia em que acordares
por cima de todos os teus números
raízes quadradas de somas subtraídas
sempre com a mesma solução...
Podias deixar de fazer da vida
um ciclo vicioso
harmonioso ao teu gesto mimado
e à palma da tua mão...

É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
e a minha bola de cristal é folha de papel
E nela te pinto nua, nua
Numa chama minha e tua.
Numa chama minha e tua.

Desculpa se te fiz fogo e noite
sem pedir autorização por escrito
ao sindicato dos Deuses...
mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei
como refúgio dos meus sentidos
pedaço de silêncios perdidos
que voltei a encontrar em ti...

É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro...

...E nela te pinto nua, nua
Numa chama minha e tua.
Numa chama minha e tua.

Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém
Se não te deste a ninguém
magoaste alguém
A mim... passou-me ao lado.
A mim... passou-me ao lado.


 



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Terça-feira, 29 de Março de 2011

Quinta do Bill apresenta álbum em Tomar

 

O concerto de apresentação do novo trabalho dos Quinta do Bill, intitulado "Sete", vai realizar-se no Cine Teatro Paraíso em Tomar sexta-feira, dia 8 de Abril.


Quem comprar bilhete (11 euros) para o concerto tem direito ao disco.
O 1º single do álbum será editado a 4 de Abril.
Este é o sétimo álbum da banda de Carlos Moisés e daí o título “Sete”.

 

Retirado de O templário



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Letra

 

Tu, a única das amantes
arrepias-te à chegada
da escolha que traçaste
na procura de alguém
que não sabes ser.

Tens o mundo a teus pés
à espera que o empurres
uma vida à frente
que só tu podes viver.

Vejo-te ir pelas ruas
contar o tempo que passou
ver nascer um novo dia e sentir
o medo de ele nunca chegar.

Tens o mundo a teus pés
à espera que o empurres
uma vida à frente
que só tu podes viver.

Vejo-te ir pelas ruas
contar o tempo que passou
ver nascer um novo dia e sentir
o medo de ele nunca chegar.

Tens o mundo a teus pés
à espera que o empurres
uma vida à frente
que só tu podes viver.

Que te faz correr tão rápido
que te faz viver assim
não tenhas pressa de encontrar
a nota certa do destino
que te espera, lá ao longe.

Tens o mundo a teus pés 
à espera que o empurres
uma vida à frente 
que só tu podes viver

 



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Segunda-feira, 28 de Março de 2011

 

 

Letra

 

Há qualquer coisa de leve na tua mão,
Qualquer coisa que aquece o coração
Há qualquer coisa quente quando estás,
Qualquer coisa que prende e nos desfaz

Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol

A forma dos teus braços sobre os meus,
O tempo dos meus olhos sobre os teus
Desço nos teus ombros para provar
Tudo o que pediste para levar

Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais...

Tens os raios fortes a queimar
Todo o gelo frio que construí
Entras no meu sangue devagar
E eu a transbordar dentro de ti

Tens os raios brancos como um rio,
Sou quem sai do escuro para te ver,
Tens os raios puros no luar,
Sou quem grita fundo para te ter

Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais...

Quero ver as cores que tu vês
Para saber a dança que tu és
Quero ser do vento que te faz
Quero ser do espaço onde estás

Deixa ser tão leve a tua mão,
Para ser tão simples a canção
Deixa ser das flores o respirar
Para ser mais fácil te encontrar

Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais...

Vem quebrar o medo, vem
Saber se há depois
E sentir que somos dois,
Mas que juntos somos mais

Quero ser razão para seres maior
Quero te oferecer o meu melhor
Quero ser razão para seres maior
Quero te oferecer o meu melhor

Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol

 



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Do disco 7

 

Letra

 

Só por um momento, na curva da estrada
falas-me de ti, do rumo que tarda
é hora de escolher, e p’ra ti é tudo ou nada

És filha do mundo, com vontade de mudar
......rompes o silêncio, à prova de bala
dás-me a tua voz, que nunca se cala
já não te queixas de mim,
mas nada nasce no fim

Onde está a revolução, eu já não te posso valer
descontas no tempo, um estado de graça
beco com saída, fogo que não passa
amanhã longe daqui,
serei eu que te perdi
Mas tu

Vai e sê feliz
não olhes para trás (deixa lá)
vai e sê feliz

E só + 1 vez, só de 1 vez
vai e sê feliz por mim, sê feliz por ti

Vai e sê feliz
Vai e sê feliz

letra João Portela

 



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Letra

 

Só mais uma volta
Só mais uma volta a mim
Só mais uma volta desta ninguém vai cair
Só mais uma vez que vês que ninguém está aqui
Queres só mais uma volta desta ninguém vai cair

 

Tempo frio afasta o tempo que nos afastou
Primavera lança o laço que nos amarrou
Tempo quente dá vontade de não resistir
Queres só mais uma volta desta ninguém vai cair

 

Ainda te sinto a seguir o rasto que deixo a correr
ainda penso em ti… pensa em mim, mas só mais uma vez.

 

Diz-me ao que queres jogar que eu vou querer também
diz-me quanto queres de mim para te sentires bem
não te vejo bem ao longe não sei distinguir
Queres só mais uma volta e desta ninguém vai cair

 

Ainda te sinto a seguir o rasto que deixo a correr
ainda penso em ti… pensa em mim, mas só mais uma vez.

 

diz-me quanto tens de honesto quanto tens de bom
diz-me quantas provas queres diz-me quanto sou
Já não sinto nada dentro não sei perceber…
Vai só mais uma volta, desta ninguém vai dizer.

 

 



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Letra

 

Foi como entrar, foi como arder!
Para ti nem foi viver!
Foi mudar o mundo sem pensar em mim!

Mas o tempo até passou,
e és o que ele me ensinou:
uma chaga p'ra lembrar que há um fim!

Diz sem querer poupar meu corpo:
"Eu já não sei quem te abraçou."
Diz que eu não senti teu corpo sobre o meu!
Quando eu cair eu espero ao menos que olhes para trás!
Diz que nao te afastas de algo que é também teu!

Não vai haver um novo amor,
tao capaz e tao maior,
para mim será melhor assim!
Vê como eu quero e vou tentar,
sem matar o nosso amor,
não achar que o mundo é feito para nós...

Foi como entrar, foi como arder!
Para ti nem foi viver!
Foi mudar o mundo sem pensar em mim!

Mas o tempo até passou,
e és o que ele me ensinou:
uma chaga p'ra lembrar que há um fim!

Uma chaga p'ra lembrar que há um fim...

 



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Domingo, 27 de Março de 2011

 

 

Letra

 

olá
sempre apanhaste o tal comboio
eu já perdi dois ou tres
entre o ócio e as esquinas
ganhei o vicio da estrada
neste outra encruzilhada
talvez agora a coisa dé
o passado foi á história
cá estamos nós outra vez

conheço a tua cara
mas não sei o teu nome
escrevo já aqui
nao sei o qué arroba ponto com
eu vou-te reencontrar
noutro bar de estação
ou talvez quando perder mais um avião
o barco vai de saida
tu estás tão bronzeada
é tão bom ver-te assim
ardendo tão queimada

eu quero reencontrar-te
noutra esquina qualquer
sem saber o teu nome
se ainda és mulher
quero reconhecer-te
e beber um café
dizer-te de onde venho
e perguntar-te porque
sorrir-te cá do fundo
e subir os degraus
eu quero dar-te um beijo
a cinquenta e tal graus (2x)

sempre apanhaste o tal comboio
eu já perdi dois ou tres
entre o osseo e as esquinas
ganhei o vicio da estrada
neste outra encruzilhada
talvez agora a coisa dé
o passado foi á história
cá estamos nós outra vez
cá estamos nós outra vez...


 



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Letra

 

Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!

 



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Sábado, 26 de Março de 2011

 

Cristina Branco em Concerto

 

 

O Teatro São Luiz, em Lisboa, recebe dia 31 de Março o concerto «Não há só tangos em Paris», do último álbum da cantora Cristina Branco.

 

O concerto contará com a participação de todos os músicos envolvidos na gravação em estúdio: João Paulo Esteves da Silva, no piano; Bernardo Couto, na guitarra portuguesa; Carlos Manuel Proença, na viola; Bernardo Moreira, no contrabaixo; e Ricardo Dias, no acordeão.

 

Mário Laginha estará presente como músico convidado, sendo autor de uma das músicas do disco.

 

Antes da actuação, a artista vai estar em Estarreja dia 26 de Março para protagonizar um concerto no Cine-Teatro local.

Depois do São Luiz, a cantora apresenta o seu novo trabalho no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém (1 de Abril), seguindo-se o Centro Cultural de Paredes de Coura (8 de Abril).

 

Está agendada uma digressão de 18 concertos que passará pela Escandinávia, Holanda e França. 

 

Retirado de Diário Digital

 

 

 

 



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Letra

 

Se eu largar 
Eu sinto a sua falta
Se eu agarro ela perde a côr
Ela não é dos meus dedos
É dos meus medos
E faço-me passar por uma flor

Tento imaginar o que ela diz
Á espera de aprender

Á face da rua existe a lua
Mas não é tua
Á margem da estrada não há nada
Mas já te agrada

Tu és o teu mundo
Tu és o teu fundo
Tu és o teu poço
És o teu pior almoço

És a pulga na balança
És a mãe dessa criança
És o mal
És o bem
És o dia que não vem

Agora pára de fazer sentido
Não vês que assim estás 
A pisar fora da estrada
Vê se agora páras de fazer sentido de uma vez
Não vês que nada te dirá mais do que nos diz nada

Vê que o meu coração ainda salta
Quer e julga ser 
Capaz
Não o faça por meus medos
Faça nos dedos
Eu fico para ver o que ele faz
Sem imaginar o que eu não 
Fiz
Á espera de viver

Á face da chama existe a fama
Mas não te ama
Á margem do nada não há estrada
Já não te agrada

Tu és o teu preço
És a tua glória
Tu és o teu medo
És a parte má da história

Vê que o sol ainda brilha
Ainda tem por onde arder
Não é mau
Não é bom
São razões para viver


Agora pára de fazer sentido
Não vês que assim estás 
A pisar fora da estrada
Vê se agora páras de fazer sentido de uma vez
Não vês que nada te dirá mais do que nos diz NADA

Se eu largar
Vou sentir a sua falta 
Se eu largar
Vou sentir a sua falta 
Se eu largar

Tu és tu sempre que tu és
És mesmo tu quando pensas que és outra coisa
E tu pensas que não mas tu és mesmo bom a ser sempre quem és

Daí o teu motivo ser 
Inapagável
Daí o teu desejo ser 
Incontornável
O prazer é tão maleável
Daí o seu valor ser inestimável

(A razão de existir um poeta é . . .)


 



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Letra

 

A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada à covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação

 



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Sexta-feira, 25 de Março de 2011
'A Luta é Alegria' já tem videoclip oficial

 

 

Depois de terem ganho o Festival da Canção com 'A Luta é Alegria' e despertado grande polémica por todo o país, os Homens da Luta lançam agora o videoclip oficial da canção.
 

O grupo humorístico constituído por Falâncio e Jel (Neto), já era conhecido do público pela participação no programa Vai tudo Abaixo da SIC Radical e pelas suas músicas de intervenção. No entanto, foi com a vitória no Festival da Canção deste ano que a dupla deu mais que falar.

Foram os mais votados mas dividiram opiniões quando foram anunciados vencedores do Festival da Canção 2011 e representantes de Portugal no Festival da Eurovisão, na Alemanha.

 

Apesar de toda a controvérsia, A luta é alegria já atingiu os 20.000 downloads e os intérpretes apostaram em utilizar o facebook, onde já contam com 270 mil fãs, para lançar o videoclip da canção (curiosamente, a mesma rede social onde foi criado um grupo intitulado 'Petição contra Homens da Luta na Eurovisão').

 

Com imagens inéditas da manifestação da Geração à Rasca, realizada no passado dia 12 de Março, o vídeo da canção já conotada como «revolucionária» estará disponível a partir de hoje no facebook oficial dos Homens da Luta.

 

Retirado de SOL

 

 

 

 

 



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 Letra

 

Quando a corja topa da janela 
O que faz falta 
Quando o pão que comes sabe a merda 
O que faz falta 
O que faz falta é avisar a malta 
O que faz falta 
O que faz falta é avisar a malta 
O que faz falta 
Quando nunca a noite foi dormida 
O que faz falta 
Quando a raiva nunca foi vencida 
O que faz falta 
O que faz falta é animar a malta 
O que faz falta 
O que faz falta é acordar a malta 
O que faz falta 
Quando nunca a infância teve infância 
O que faz falta 
Quando sabes que vai haver dança 
O que faz falta 
O que faz falta é animar a malta 
O que faz falta 
O que faz falta é empurrar a malta 
O que faz falta 
Quando um cão te morde a canela 
O que faz falta 
Quando a esquina há sempre uma cabeça 
O que faz falta 
O que faz falta é animar a malta 
O que faz falta 
O que faz falta é empurrar a malta 
O que faz falta 
Quando um homem dorme na valeta 
O que faz falta 
Quando dizem que isto é tudo treta 
O que faz falta 
O que faz falta é agitar a malta 
O que faz falta 
O que faz falta é libertar a malta 
O que faz falta 
Se o patrão não vai com duas loas 
O que faz falta 
Se o fascista conspira na sombra 
O que faz falta 
O que faz falta é avisar a malta 
O que faz falta 
O que faz falta é dar poder a malta 
O que faz falta



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Dia 12 de Abril de 2011 às 21h00

 

 

Espectáculo de fados de solidariedade patrocionado pela Associação Kausa  Animal de Portugal a favor de animais abandonados, desprotegidos e maltratados, com o objectivo de construir um abrigo. Conta com a participação dos seguintes artistas convidados: Alexandra, Ana Sofia Varela, António Manuel Pelarigo, António Pinto Basto, Cátia Correia, Carlos Leitão, Cláudia Picado, Yola Dinis, João Ferreira Rosa, Luis Almada, Manuel Cardoso de Menezes, Manuela Cavaco, Margarida Bessa, Maria Armanda, Maria João Quadros, Nuno de Aguiar, Teresa Tapada; Participação Especial da Bailarina Ana Varela coreografada por Noua Yong.

 

Retirado de Tivoli



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Letra

 

o arame que rasga, uma faca que mói; desenha-se um oito
que espreme o suor. o pulso dispara quando então te
vejo, falha-me a voz, simula um harpejo. roendo as
unhas, moendo o verniz; abriu-se uma cova no meio do
chão.
roendo as unhas, tusso tremo treino tudo aquilo que vá
dizer.
espera, demora, na calma que grita. espera que aperta,
não tenho saliva.
dedos que tremem e os pés que se agitam.

 



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Cuca Roseta apresentou álbum no Palácio de Belém

 

"O Palácio de Belém é um grande símbolo do nosso país, o CD vai ser internacional. E é num jardim, tem tudo a ver comigo, é maravilhoso, lindíssimo", disse Cuca Roseta logo a seguir ao espectáculo de apresentação do álbum com o mesmo nome, apresentado ao início da noite nos jardins do Palácio de Belém. Na plateia, entre familiares e amigos, estava a primeira-dama, Maria Cavaco Silva, cuja presença Cuca disse ser uma "enorme honra".

 

"O dia 21 foi escolhido por ser o primeiro dia de Primavera e o dia Mundial da Poesia", explicou a fadista. Cuca interpretou seis temas do álbum lançado hoje, intercalados a meio pela declamação de um poema da sua autoria, "Nos teus braços", lido pela actriz Sandra Barata Belo.

 

No final do espectáculo, Cuca Roseta falou o projecto do disco e disse que este foi resultado de vários anos de planos. "Porque o Gustavo Santaolalla [produtor argentino internacionalmente conhecido e responsável por álbuns como os de Nelly Furtado ou pela banda sonora do filme Biutiful] tem uma banda e ia acabando por adiar. Tem a agenda dele, as coisas foram-se adiando e só agora aconteceu", explicou. "Aceitei logo o convite dele, tivemos logo uma empatia grande, mesmo antes de eu saber que ele era um produtor conhecido.".

 

Apesar de a apresentação do disco de Cuca ter sido nos jardins do Palácio de Belém, o Presidente da República Cavaco Silva não esteve presente.

 

Via Ionline

 

 

 

 



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Quinta-feira, 24 de Março de 2011

 

 

Letra

 

A morte
Saiu à rua
Num dia assim
Naquele
Lugar sem nome
Pra qualquer fim

Uma
Gota rubra
sobre a calçada
Cai

E um rio
De sangue
Dum
Peito aberto
Sai

O vento
Que dá nas canas
Do canavial

E a foice
Duma ceifeira
De Portugal

E o som
Da bigorna
Como
Um clarim do céu

Vão dizendo
em toda a parte
O pintor morreu

Teu sangue,
Pintor, reclama
Outra morte
Igual

Só olho
Por olho e
Dente por dente
Vale

À lei assassina
À morte
Que te matou

Teu corpo
Pertence à terra
Que te abraçou

Aqui
Te afirmamos
Dente por dente
Assim

Que um dia
Rirá melhor
Quem rirá
Por fim

Na curva
Da estrada
Há covas
Feitas no chão

E em todas
Florirão rosas
Duma nação

 



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NO PROJECT
NO PROJECTSALA PRINCIPAL, DIA 2, ÀS 20H00

MÁRIO LAGINHA TRIO
MÁRIO LAGINHA TRIOSALA PRINCIPAL, DIA 3, ÀS 20H00
 

 

A 1, 2 e 3 de Abril, sexta, sábado e domingo, apresentamos a nona edição da Festa do Jazz do São Luiz, a grande festa do jazz português. 

A propósito da edição de 2010, Carlos Martins, director artístico da Festa do Jazz do São Luiz, dizia ser "impossível desistir". É na verdade impossível desistir e é impossível não querer ir mais longe. A nona edição da Festa que se tornou a Festa do Jazz Português, ponto de encontro e de descoberta da comunidade jazzística nacional, vai mais longe e assume este ano o seu papel na internacionalização dos músicos portugueses. Nesse sentido serão convidados críticos e programadores estrangeiros a conhecer o que por cá se faz.


No alinhamento da 9ª Festa do Jazz do São Luiz estão os nomes dos já consagrados Bernardo Sassetti, João Paulo Esteves da Silva, Maria João e Mário Laginha, entre outros, mas também os mais recentes projectos e músicos. E, entre os emergentes, as escolas voltarão a estar no centro das atenções, este ano com 17 combos dos mais variados pontos do país. (No menu lateral desta página pode ser visualizado o programa detalhado por dias.).

A Direcção Artística da Festa do Jazz do São Luiz é de Carlos Martins e a Produção Executiva de Luís Hilário.
 
Sejam bem-vindos a esta festa.
 
Retirado de Teatro São Luiz



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Letra

 

Escrevi o teu nome na linha férrea para que o pudesses ler
Mas tu passaste a 100h e sem tempo para o ver
Fiz outra tentativa e escrevi no alcatrão
Mas nessa tosca avenida não passou teu avião

Tens um nome delicado
Não se pode escrever
É preciso entrar em ti, para te poder conhecer
Não é nome que se diga
Não é nome de mulher
É da cor do teu vestido
É do teu... jeito de ser

Em poucos dias toda a cidade estava pintada de rosa
E por todos os lugares lia-se o teu nome em prosa
Mas de ti nem um sinal nem sequer uma notícia
A tua ausência prolongada era já caso de polícia

Tens um nome delicado
Não se pode escrever
É preciso entrar em ti, para te poder conhecer
Não é nome que se diga
Não é nome de mulher
É da cor do teu vestido
É do teu... jeito de ser

Tentei só mais uma vez escrever-te na terra molhada
E da noite para o dia eras uma semente germinada

Tens um nome delicado
Não se pode escrever
É preciso entrar em ti, para te poder conhecer
Não é nome que se diga
Não é nome de mulher
É da cor do teu vestido
É do teu... jeito de ser

 

 

 



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Rodrigo Leão instrumental

 

O Auditório do Casino Estoril vai ser palco de dois concertos de Rodrigo Leão, nos dias 26 e 27 de Março, às 21h30.

 

O momento mais esperado dos espectáculos é a apresentação do novo álbum “Instrumental”, num registo mais acústico e intimista. O músico português assegura assim, uma dupla actuação, privilegiando várias composições inéditas do seu repertório. A necessidade de reinvenção levou-o a criar “Instrumental”, espelho de um trabalho que se traduziu em novas composições que serão apresentadas.

 

Preço 25 euros

 

Retirado de Destak

 

 

 

 



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Quarta-feira, 23 de Março de 2011

 

 

 

Letra

 

Longe daqui,
Tens um segredo guardado,
Para abrir,
Num lugar mais desejado,
Num lugar onde possas saber,
Que por ser segredo não podes dizer;

Serás tu a sombra que olhas no chão,
Serás a promessa que trazes na mão,
De que serve o teu disfrace e o teu secreto olhar,
Se não tens ninguém a quem te revelar,
Serás o silêncio ou um sonho desfeito,
Será teu o grito que arrancas do peito,
De que vale teres a Lua e o Céu inteiro para voar,
Se não tens ninguém a quem te puder dar;

Longe daqui,
Tens um desejo fechado,
Para abrir
Num lugar mais arejado,
Num lugar onde possas saber,
O que há já muito tempo ficou por dizer;

Serás tu a sombra que olhas no chão,
Serás a promessa que trazes na mão,
De que serve o teu disfrace e o teu secreto olhar,
Se não tens ninguém a quem te revelar,
Serás o silêncio ou um sonho desfeito,
Será teu o grito que arrancas do peito,
De que vale teres a Lua e o Céu inteiro para voar,
Se não tens ninguém a quem te puder dar;

Fixaste o teu olhar no meu,
Ficaste longe daqui,
Tu estás longe de ti,
Tão longe de nós,
Podes parar de saltar,
Noutro lugar;

Serás tu a sombra que olhas no chão,
Serás a promessa que trazes na mão,
De que serve o teu disfrace e o teu secreto olhar,
Se não tens ninguém a quem te revelar,
Serás o silêncio ou um sonho desfeito,
Será teu o grito que arrancas do peito,
De que vale teres a Lua e o Céu inteiro para voar,
Se não tens ninguém a quem te puder dar;

 



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Noutro hemisfério com os !Calhau!

 

Barbas postiças, fatos de leopardo, uma cobra falsa em cima de um tapete vermelho: há dias, os !Calhau! montaram a sua tenda na Feira da Vandoma. Fomos lá conhecer "Quadrologia Pentacónica": mais do que um novo álbum, é um novo mundo

 

A Feira da Vandoma, a maior concentração de vendedores de usados no Porto, está habituada a tudo menos a isto. Um grupo de velhos espreita pela tenda de plástico habitada por um estranho duo (ele de barba frondosa, todo vestido de azul; ela de barba postiça, toda de laranja), entretido a tirar sons de máquinas de proveniência estranha, boa parte delas feitas à mão, a partir de rádios antigos. Um grupo de crianças junta-se ao concerto e fica por ali, imune ao barulho maldito gerado pelos dois barbudos, uma espécie de missa negra. Uma trompete de um intruso desconhecido (um vendedor?) irrompe, por instantes, pelo som.

O duo chama-se !Calhau! e o concerto do último sábado, organizado por Serralves, serviu para antecipar "Quadrologia Pentacónica", o primeiro LP da banda depois de vários CD gravados de forma artesanal e distribuídos em limitadíssimas quantidades.

O interior da tenda dos !Calhau! na Vandoma é todo um programa: há um fato de leopardo pendurado, máscaras, uma cobra falsa reluzente em cima de um tapete vermelho exótico-baratucho, uma peruca pendurada algures. "O fato de leopardo... fui eu que o fiz, cosi-o todo à mão. Isso é importante, a ideia de que há uma força que passa. Aquele objecto é tão importante como a caixa que temos para emitir sons. Verdadeiramente, não há diferença, fazem parte de uma cosmologia em que há vários elementos", garante João Alves, metade dos !Calhau! (a outra metade é Marta Ângela).

O padrão leopardo (ou a "trama" do leopardo, como dizem) é um dos elementos do universo sempre em expansão do grupo fixado no Porto. No Out.Fest de 2010, no Barreiro, apresentaram "O Método do Leopardo". Entretanto, esse projecto (um dos vários que o grupo vai acumulando) passou a chamar-se "Étodo do leopardo". "Desapareceu o M da 'manha'. O método é uma manha que se vai ganhando - para fazer caixas, o que for. O que nos interessa é quando a manha se perde e então tudo surge", explica João, em conversa com o Ípsilon depois do concerto, num restaurante vegetariano na Ribeira do Porto (a conversa decorreu entre dentadas em bifes de seitan e bolos de sementes de papoila, uma iguaria surpreendentemente legal).

É esta intuição, este método sem manha, esta abertura a tudo, que tem levado os !Calhau! (ou Calhau, Von Calhau e outras derivações em torno do pedregulho) a experimentarem múltiplas áreas: artes plásticas, cinema, instalações sonoras, poesia (têm uma obsessão com jogos de palavras) e, claro, concertos e discos. O novo "Quadrologia Pentatónica", lançado pela Rafflesia (editora de Afonso Simões, dos Gala Drop), será apresentado hoje às 21h30 no espaço Kolovrat 79, em Lisboa, com os Aquaparque, que também mostram novo álbum, "Pintura Moderna". Mostra uns !Calhau! com uma relação menos exclusiva com o ruído e a improvisação e exibe um fascínio com a tradição psicadélica mais subterrânea, mas também com exercícios que têm tanto de macabro como de hilariante.

"Quadrologia Pentacónica" mostra também a paixão dos !Calhau! pelos jogos de linguagem, em particular pela leitura de palavras e frases da direita para a esquerda ("lâmina" é "animal" ao contrário, tal como "olá vaca" pode ser transformada em "a cavalo" - dois exemplos ouvidos no disco). "O som está aí. Nós, intuitivamente, por algumas razões, algumas delas totalmente misteriosas, vamos ter com ele. O que fazemos é dialogar [com o som], não somos músicos", explica João Alves. O duo diverte-se a explicar esta fixação. "Há um que não me canso de dizer: ódio do servil / livre só doido. É incrível!", diz Marta. "Começámos com palavras simples e depois foi uma vontade de querer descobrir. 'Marta' ao contrário é 'atram', mas podemos transformá-la em 'trama'. Ou 'Alves' em 'selva'. O étodo do leopardo é que faz isso", ri-se.

Transcendências

Os !Calhau! conheceram-se em 2006, num "workshop" de criação de instrumentos electrónicos. João era o formador, e do grupo inicial de participantes só sobrou Marta. "O pessoal desistia. Mas, na realidade, nós queríamos ficar sozinhos. Estávamos a apaixonar-nos", diz, a sorrir.
Apaixonaram-se, e João, que estava no Porto "por acaso", acabou por ficar a viver na cidade. Do "workshop" saiu o duo de vida curta Electrocutatus Santificatis Rudimentarum Extremis, que haveria de se transformar, em pleno concerto no Cinema Batalha, no Porto, em Calhau. 
Esse primeiro concerto foi registado e logo editado em CD-R. A urgência editorial marcou 2006 e 2007, anos em que o duo lançou vários discos em pequeníssimas quantidades. "Eram experiências nossas. Não sabíamos muito bem para onde é que íamos. Apeteciam-nos ruídos de animais, temos um disco com ruídos de animais; interessava-nos o som de desenhos animados japoneses, experimentámos isso. Gravávamos 'samples' e construíamos, de forma um pouco selvagem, máquinas que levávamos para os concertos. E improvisávamos", conta João.

Desde esses dias que os !Calhau! são mais do que um duo de música experimental (ambos têm, aliás, formação em artes visuais). Interessou-lhes sempre uma dimensão performativa que, ouvindo-os falar, parece do domínio do metafísico. "Sinto que foi sempre uma aventura. Sempre que actuávamos era o limbo de não saber bem o que estava a acontecer. O que é certo é que acontecia qualquer coisa exterior a nós, que nos transcendia e que se manifestava por si", diz Marta.

"Há bocado [no concerto na Feira da Vandoma] uma criança perguntou-me por que é que o sol apareceu. Eu disse: 'Não sei, são coisas que me transcendem'. Eu própria não percebi, mas houve aqui umas forças reunidas que fizeram surgir isso", continua.

A caveira e o corno

Este aspecto cerimonial e místico é fundamental na estética !Calhau!. Nos primeiros concertos, conta Marta, "era tão importante levar uma caveira pesada, de pedra, com areia", como instrumentos. "Ainda a martelámos... estávamos a tentar que saísse som de lá", diz. "Não que a qualidade intrínseca do som fosse boa - era mais o gesto de estar a fazer aquilo", acrescenta João.

Entre os objectos que o grupo transformou em artefactos está um corno encontrado em Lisboa com a inscrição "Luís XV" (objecto que virou o "readymade" oportunamente intitulado "ponta dum corno"). João: "De repente, são estas coisas que nos transmitem as suas próprias forças. E nós trabalhamos a partir disso".

O formato concerto revelou-se mais recompensador para o duo do que o circuito habitual das artes plásticas, que também cruzam. João detecta algum "desapego" nesse circuito: o artista aparece na inauguração e depois não volta a fazer parte da exposição. O palco, em contrapartida, "é um acontecimento" e "remete para a ideia de ritual": "O ritual serve para curar os nossos problemas, livrar-nos de malfeitores", argumenta.

Os concertos permitem-lhes colocarem-se em jogo, em risco. Foi isso que fizeram na Feira da Vandoma, onde podiam ter encontrado um público menos dado às suas aventuras. "Interessa-nos tocar num sítio onde o público dificilmente estará no nosso hemisfério. Aquele momento cristalino em que a pessoa passa para outro hemisfério, a quilómetros de distância daquilo a que está habituada. É isso que me comove na maior parte dos casos", afirma João.

Vão mais longe, ao ponto de querer "sabotar" o seu próprio trabalho: como quando em 2006, no Festival Trama, no Porto, com António Contador, deram um concerto com as mãos presas. A opção de tocar só com os pés reforçou o assumido estatuto de não-músicos, levando-o ao extremo. "Tecnicamente, não tínhamos capacidades - muito menos com os pés. É caricaturar ainda mais essa situação, mas, ao mesmo tempo, esperar que ali surja qualquer coisa. Que nessa fragilidade, nesse empecilho, naquele esquema montado para se autodestruir, possa surgir qualquer coisa", teoriza João.

Mais do que "compor música", os !Calhau! querem "construir um espaço onde possam acontecer coisas", certos de que, por vezes, é na lama que se descobrem as pepitas. Diz João Alves: "Se olharmos para os detalhes do mal feito encontramos coisas que não poderiam nascer de outra forma. Colocarmo-nos nessa situação é muito interessante".

 

retirado de Ipsilon



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Letra

 

Dá-me Sede

 Pedro Khima

 


Dá-me sede
Dá-me voz
Dá-me algo que te prenda

Traz-me sono
Traz-te a ti
Traz-me algo, estou sem tempo

E quando estou contigo és quem me faz parar de respirar
E quando estás comigo és tudo o que há em mim
Quero-te assim
Quero-te só pra mim
Quero-te só pra mim

Faz-me fraco
Faz-me rir
Faz algo mais que fugir

Traz-me medo
Traz-te a ti
Traz-me algo, estou sem tempo

E quando estou contigo és quem me faz parar de respirar
E quando estás comigo és tudo o que há em mim
Quero-te assim
Quero-te só pra mim
Quero-te só pra mim

E quando estou contigo és quem me faz parar de respirar
E quando estás comigo és tudo o que há em mim
Quero-te assim
Quero-te só pra mim
Quero-te só pra mim

Quero-te só pra mim...

 



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Gostooo💜💜
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Muito fixe
Gostei da musica da Telma Lee (https://canalkizomb...
olha so parece que bebes mt agua
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