Os portugueses Dead Combo, os britânicos I Like Trains e o francês Kavinsky são as mais recentes confirmações para a 20ª edição do Festival EDP Paredes de Coura, que se realiza entre os dias 13 e 17 de Agosto, na Praia Fluvial do Tabuão.
Com uma sonoridade singular, assente em ambientes e climas de fado, adicionando-lhe elementos de tango, flamenco, música africana ou bandas-sonoras de Ennio Morricone, a banda portuguesa, constituída por Tó Trips e Pedro Gonçalves, actua em Paredes de Coura no dia 17 de Agosto. Para este concerto de apresentação do seu mais recente trabalho “Lisboa Mulata”, os Dead Combo vão ter um convidado especial, o músico Alexandre Frazão.
Depois de há uns meses terem confirmado na sua página oficial o regresso a Portugal, os I Like Trains foram finalmente anunciados para o festival minhoto. Com três discos editados, os britânicos sobem ao palco no dia 16 de Agosto.
O francês Kavinsky é um dos nomes de proa do French Touch, movimento da música electrónica que deu ao mundo nomes como Daft Punk ou Justice. Em 2010, ganhou notoriedade com a inclusão do single “Nightcall” no filme “Drive”, de Nicolas Winding Refn. A música conta com produção de Guy-Manuel de Homem-Christo, dos Daft Punk, mistura de SebastiAn e voz de Lovefoxxx dos Cansei de Ser Sexy. Kavinsky actua no dia 15 de Agosto.
Estes nomes juntam-se assim aos já confirmados Anna Calvi, dEUS, Dry The River, Friends, Gang Gang Dance, Kasabian, Midlake, of Montreal, Ornatos Violeta, School of Seven Bells, Stephen Malkmus and The Jicks, The Whitest Boy Alive e tUnE-yArDs.
Os bilhetes estão à venda nos locais habituais e o passe de quatro dias com campismo gratuito tem o preço de 80 euros. Os bilhetes diários custam 25 euros, para o primeiro dia, e 40 euros, para os restantes.
Mais sérios, os Virgem Suta lançam um olhar crítico sobre a sociedade portuguesa, com recurso a um tom irónico que domina o novo álbum «Doce Lar». Três anos depois do álbum de estreia dizem-se menos sentimentalistas, mas eternos sonhadores.
O novo trabalho dos Virgem Suta «transporta os ouvintes para uma série de histórias» sobre os diferentes lares que existem por aí. Centrando a crítica no atual estado da nação, a dupla defende que está na hora de «deixar de comer e calar», como diz Jorge Benvinda.
«Há um olhar mais realista, mas com uma grande acidez, e quem gostar de acidez vai senti-la neste álbum», garante o vocalista, acrescentando que para enfrentar o futuro os portugueses têm de ser otimistas e atentos para se fazerem valer de uma opinião esclarecida que lhes permita tomar uma posição.
«Deixámos de ser uns corações de manteiga e passámos a encarar as coisas com uma frontalidade diferente», acrescentou Nuno Figueiredo que toca guitarras eléctricas, guitarras acústicas, cavaquinho, groovebox e percussões.
Apesar do tom mais sério dos discurso, os Virgem Suta não abandonaram o bom humor que os carateriza, prometendo preparar um espetáculo «em que realmente surja a festa, o espicaçar do público».
No dia 23 de maio a banda sobe ao palco do TMN ao Vivo, no Cais do Sodré, em Lisboa, e estão prometidos «brindes, vinho, muita brincadeira e acidez», assegura Jorge Benvinda.
O novo disco dos Virgem Suta chega hoje às lojas, mas esteve disponível, em exclusivo, no musicbox desde 30 de Abril. A dupla reconhece que a internet é uma importante plataforma para divulgar o seu trabalho, e, relativamente à partilha ilegal de ficheiros, acreditam que é uma questão de maturidade cívica.
«Somos às vezes um bocado libertinos no modo de querer aceder às coisas», começa por dizer Nuno Figueiredo, acrescentando que pagar pelo que se consome «é uma questão de respeito. Quando crescermos em sociedade vamos certamente perceber que há valores que se têm de manter».
Três anos depois dos primeiro álbum, os Virgem Suta «acabam por ser as mesmas pessoas, se calhar com mais cabelos brancos, mais velhos, chatos e rezingas, mas continuam ser dois sonhadores», conclui Jorge Benvinda com um sorriso nos lábios.
Todo o Festival i, hora por hora! http://www.dorfeu.pt/i http://issuu.com/dorfeu/docs/i2012 A 19 e 20 de Maio, Águeda é palco de mais um Festival i. Nesta 4ª edição, a d’Orfeu propõe nova série de fascinantes propostas artísticas para o público infantil: desde a descoberta da música barroca até à animação circense, passando por histórias de encantar, teatro de pasmar e baile sem parar! Durante todo o fim-de-semana, o festival cria um roteiro por vários locais: Espaço d’Orfeu, Auditório do CEFAS, Biblioteca Municipal Manuel Alegre, Auditório Ana Paula Silva e pelas ruas da cidade. A produção nacional preenche na totalidade o programa deste Festival i, um evento non-stop dedicado à infância enquanto público, não só do futuro, mas já do presente. Em Águeda, as artes do espectáculo são trocadas por miúdos! PROGRAMA COMPLETO [foto Pedro Tochas em anexo] SÁBADO 19 MAIO 14h30, Auditório Ana Paula Silva No Tempo em que os Instrumentos Falavam É sempre a mesma coisa! Charles nunca chega a horas! O público já está inquieto e as duas instrumentistas (flauta e cravo) têm que começar o espectáculo sem ele. É quando Charles irrompe pela sala, ofegante, para um espectáculo interactivo sobre... música barroca! Para crianças curiosas e adultos divertidos.
15h30, Auditório do CEFAS O Nabo Gigante (Partículas Elementares) Num pequeno e lindo quintal, onde vive um simpático casal de velhinhos, nasceu um nabo. Não um nabo qualquer, mas um nabo gigante! Tão gigante que ninguém o conseguia arrancar. O que fazer? Isso é o que vamos descobrir nesta história simples e visual em que mesmo o mais pequeno pode ter uma importância... gigante.
16h30, Espaço d’Orfeu - Latada O Elefante não entra na Jogada (Companhia do Jogo) Dois actores desdobram-se numa quantidade incrível de personagens. Tudo começa quando um guarda-redes teimoso se recusa a jogar e o presidente do Soquetes de Alpercatas tem que arranjar substituto para o jogo com o rival Riscadinhos FC, que também tem lacunas no plantel. As contratações são bizarras, a bicharada é toda contratada!
17h30, Espaço d’Orfeu - Quintal Mimo’s Dixie Band Grupo de animação de rua que conjuga as artes circenses com a alegria da música Dixie dos anos vinte tocada ao vivo. Uma dezena de músicos muito bem caracterizados e um malabarista com fogo, massas, bolas e outros adereços, para a animação permanente do sábado do Festival i.
18h30, Espaço d’Orfeu - Tenda O Palhaço Escultor (Pedro Tochas) Um malabarista entra no palco onde vai apresentar o seu espectáculo. Ao sentir o público, as suas emoções alteram-se. Apaixona-se, zanga-se, fica contente, fica triste, esquecendo-se que está ali para fazer malabarismo. Começa a utilizar balões para mostrar o que sente. O palhaço escultor vai reinventar o seu espectáculo com a ajuda do público do i!
DOMINGO 20 MAIO 10h30, Biblioteca Municipal Manuel Alegre Borbolino (d’Orfeu) Borbolino é um grilo de grande talento, que canta para Doiralina, uma estrela bailarina. A d’Orfeu orgulha-se de apresentar esta obra infantil (livro + CD) de Odete Ferreira. Antes da apresentação, um atelier de artes plásticas pelo ilustrador do livro, Ricardo Falcão, vai fazer pais e filhos partirem à descoberta das personagens da história.
14h30, Auditório Ana Paula Silva (Orfeão de Águeda) P de Poesia (Trigo Limpo teatro ACERT) Com textos do imaginário infantil, a Poesia chega aos mais novos de forma lúdica e descontraída. As histórias escondidas em cada Poema, conjugadas com o cenário, criam um enredo divertido para o Público de Palmo e meio. Ah, o P não é só de Poesia, há muitas outras Possibilidades!
15h30, Auditório do CEFAS Há Lobos sem ser na Serra (BAAL 17) Um avô até percebe que o neto se farta de só poder viajar na imaginação. Mas um avô também sabe o que é seguro. Um já é velho e usa a experiência. Outro é muito novo e muito curioso. Um espectáculo que fala, com ternura, da relação entre crianças e idosos perante as ameaças que podem muito bem ter a forma de um lobo.
16h30, Espaço d’Orfeu - Latada As Viagens do Ferro-Velho (ZunZum) O Zé Latão adora renovar tudo aquilo em que mexe mas, na sua aldeia, todos acham disparatadas as suas ideias. Um dia resolve visitar um sábio para lhe pedir ajuda. Acaba por partir em viagem, para conhecer novos mundos, ao volante do seu triciclo Zé Latinha e do seu atrelado Zé Latada. As surpresas vão suceder-se.
17h30, Espaço d’Orfeu - Quintal Irmãos Esferovite Família de palhaços musicais que recorre ao humor e ao novo circo. A interacção com o público é uma das suas armas de diversão, com números de malabarismo, equilibrismo, acrobacia e um reportório musical que passa pelo universo da banda desenhada e do circo. A animação de domingo no i!
18h30, Espaço d’Orfeu - Tenda Bail’i (Toques do Caramulo) O baile do i, este ano, é animado pelos Toques do Caramulo, que descem da carrinha das tournées e se instalam no palco do quintal. São muitas as músicas (re)conhecidas dos Toques que partiram de modinhas tradicionais infantis. Essas e outras vão proporcionar um baile alegre e interactivo para toda a família, no fecho deste 4º Festival i!
O The Oitavos aposta pela segunda vez no Oitavos Beats - uma iniciativa de referência que junta o melhor jazz nacional aos lendários fins-de-tarde do Guincho – já a partir do dia 4 de Maio e até Outubro. São momentos intimistas e de descontracção exclusivos. Ideal para quem quiser relaxar após uma semana de trabalho, ou apenas para aproveitar um programa diferente, na companhia de quem mais gosta.
E como destaque do programa, o Oitavos Beats oferece a 26 Maio, 30 de Junho e 15 de Setembro três concertos de luxo. O cheiro a Verão será o aperitivo perfeito para os nossos cocktails de assinatura, as dunas, o mar e o pôr-do-sol.
A entrada no Oitavos Beats é livre, portanto aproveite para vir descobrir este local mágico, com música a condizer.
PROGRAMA / SEXTAS / 19.30H:
Maio – Todas as sextas-feiras: Vânia Fernandes Quarteto
Junho - Todas as sextas-feiras: Mick Trovoada Trio
Julho – Dias 6, 13 e 20: António Bruheim Trio | Dia 27: Com Sonância
Agosto – Dias 3, 10 e 24: Com Sonância | Dias 17 e 31: António Bruheim Trio
Setembro - Todas as sextas-feiras: Selma Uamusse Duo
Outubro - Todas as sextas-feiras: Alexandre Simões Trio
CONCERTOS MENSAIS / SABADOS / 19H:
26 Maio – Orlando Santos & The Bagattels
30 Junho – Selma Uamusse Van Nespen – Tributo a Nina Simone
Os portugueses Dead Combo vão actuar no dia 25 no Festival de Cinema de Cannes, a propósito da estreia mundial do filme “Cosmopolis”, de David Cronenberg, disse à agência Lusa o produtor Paulo Branco.
O produtor convidou Pedro Gonçalves e Tó Trips, a dupla dos Dead Combo, a actuarem na festa de apresentação de “Cosmopolis”, no dia da estreia internacional do filme, em Cannes, onde compete pela Palma de Ouro.
“Cosmopolis”, realizado por David Cronenberg, a partir de um romance de Don DeLillo, conta com produção de Paulo Branco e interpretação do actor Robert Pattinson, à frente de um elenco que inclui ainda Paul Giamatti, Juliette Binoche, Mathieu Amalric e Samantha Morton,.
Os Dead Combo editaram em Outubro passado o álbum “Lisboa Mulata” e recentemente participaram no programa televisivo norte-americano “No Reservations”, quando o seu autor, Anthony Bourdain, fez um episódio sobre Lisboa.
Graças à participação naquele programa, que foi exibido no final de Abril nos Estados Unidos, os Dead Combo tiveram três álbuns entre os mais vendidos nos Estados Unidos, através do portal iTunes.
O grupo, que pratica apenas música instrumental, para guitarra e contrabaixo (e baixo), é elogiado pela incorporação de sonoridades latinas, africanas e americanas nas composições, como se fossem a banda sonora de uma identidade portuguesa mestiça.
“Cosmopolis” terá estreia comercial no dia 31 e antestreia no dia 29 no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, onde são esperados David Cronenberg, Don DeLillo e Robert Pattinson.
Quando tudo está perdido Sempre existe um caminho Quando tudo está perdido Sempre existe uma luz Mas não me diga isso Hoje a tristeza não é passageira Hoje fiquei com febre a tarde inteira E quando chegar a noite Cada estrela parecerá uma lágrima Queria ser como os outros E rir das desgraças da vida Ou fingir estar sempre bem Ver a leveza das coisas com humor Mas não me diga isso! É só hoje e isso passa... Só me deixe aqui quieto Isso passa. Amanhã é outro dia Não é? Eu nem sei por quê me sinto assim Vem de repente um anjo triste perto de mim E essa febre que não passa E meu sorriso sem graça Não me dê atenção Mas obrigado por pensar em mim. Quando tudo está perdido Sempre existe uma luz Quando tudo está perdido Sempre existe um caminho Quando tudo está perdido Eu me sinto tão sozinho Quando tudo está perdido Não quero mais ser quem eu sou. Mas não me diga isso Não me dê atenção E obrigado por pensar em mim...
Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa a 13 de Junho de 1888 e morre na mesma cidade a 30 de Novembro de 1935. Foi uma das mais brilhantes figuras da cultura portuguesa de sempre, considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal. Correspondente comercial de profissão - foi também empresário, editor, crítico literário, ativista político, jornalista, inventor, publicitário, revelando também um grande interesse pela medicina, esoterismo e astrologia. Pessoa considerava a escrita vocação e não profissão "Ser poeta não é uma ambição minha, é a minha maneira de estar sozinho." Uma das suas principais caraterísticas foi a capacidade de criar múltiplas personagens conhecendo-se setenta e duas, entre heterónimos e pseudónimos.
Sob a égide dos 125 anos do nascimento de Fernando Pessoa e com o apoio da Casa Fernando Pessoa, a SevenMuses MusicBooks apresenta em livro e em disco a obra original Os Mensageiros, Antologia de Fernando Pessoa.
Esta antologia reúne prestigiados artistas portugueses e brasileiros de vários quadrantes da cultura lusófona como a música, o cinema, o teatro ou a literatura.
A introdução e antologia poética são de Luís Filipe Sarmento que explana o neopaganismo do escritor em "Ser tudo de todas as maneiras" e revisita o essencial da obra poética do ortónimo Fernando Pessoa e dos heterónimos Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis.
Esta edição especial tem a oferta de um CD com música original,cujo desafio foi abraçar a multiplicidade do poeta numa viagem entre a intimidade e a universalidade.
Este álbum constituiu um desafio verdadeiramente apaixonante, atendendo à ousadia de musicar poesia de Fernando Pessoa. No que concerne o repertório, partimos com uma seleção alargada de músicas que foi sofrendo alterações, assim como os próprios arranjos até chegarmos ao alinhamento final.
Partindo da seleção poética de Luís Filipe Sarmento e com inspiração na poesia de Fernando Pessoa foram criadas 14 composições por vários autores como Samuel Lopes, Tiago Machado, João Lopes, Beto Betuk, Ruben Alves, Paulo Loureiro e dos próprios interpretes Oswaldo Montenegro eFernanda Porto.
O resultado culminou em 9 canções que são interpretadas por vários artistas da música popular portuguesa e do fado como Dulce Pontes, Ana Laíns ou Débora Rodrigues, da música popular brasileira como Oswaldo Montenegro e Fernanda Porto e também do jazz com Ângela Maria que faz aqui a sua estreia. Para tornar esta obra sonora tão transversal quanto possível, temos ainda 5 poemas musicados e para declamar convidámos atores com uma capacidade interpretativa muito especial e de expressão universal como Joaquim de Almeida ou Ruy de Carvalho. Ainda na declamação e numa antologia de citações do poeta, ousámos dar voz a Lia Lobato Lopes, uma menina de 11 anos que tem em si todos os sonhos do mundo.
Este disco conta ainda com a participação de vários músicos que habitualmente colaboram com outros nomes maiores da música; no piano Tiago Machado, Ernesto Leite e Ruben Alves que também gravou acordeão, na guitarra portuguesa Luís Guerreiro, nas guitarras acústicas e programações Ernesto Leite, nas guitarras clássicas Samuel Lopes, na bateria e percussões Filipe Simões e Beto Betuk, no Violoncelo Tiago Vila, no baixo, contrabaixo e samples João Lopes, entre outros.
À exceção de alguns temas produzidos pelos próprios artistas, os créditos de produção dividem-se entre Ernesto Leite, Samuel Lopes e João Lopesque também masterizou este trabalho em áudio de alta definição.
As gravações foram efetuadas maioritariamente no M1 Mastering Studio em Sintra, apesar de algumas gravações terem ocorrido noutros estúdios em Portugal e no Brasil de acordo com a disponibilidade e localização dos artistas.
A luz da manhã Revela, anuncia Ò terra, a esperança não é vã Renasce a cada dia E o sonho é lugar Da criação
Vem, longe, um vento agreste Trazendo outra vontade sem regresso
Sob o céu cinzento, a terra seca Come é seco o sangue que a manchou Dos corpos que tombaram, resta o esquecimento Naqueles cuja razão os ceifou
Em quem lhes deu a vida, a mágoa imensa O gesto mudo, que já nada alcança, É o vazio agora, a única presença, e para sempre O calor do abraço, uma lembrança
Eu posso dizer não A "matar ou morrer" A minha direcção é ser Tenho a minha vontade Exerço a liberdade Bastaria começar E cada um seria mais um A defender a vida
Tema 1 do álbum "O Mistério" lançado em Maio de 2012
Vários músicos portugueses e cabo-verdianos participam no dia 15 de Junho, em Lisboa, num concerto de homenagem à cantora Cesária Évora, falecida em Dezembro passado, anunciou hoje a promotora Tumbao.
No concerto, que acontecerá no Coliseu dos Recreios, participam, entre outros, Bonga, Celeste Rodrigues, Lura, Maria Alice, Nancy Vieira, Teófilo Chantre, Tito Paris, Ferro Gaita e o projecto Cesária & Friends, disse a mesma fonte.
«O alinhamento do espectáculo é baseado no repertório da diva», adiantou a Tumbao, referindo que «Lisboa e Mindelo são dois portos no Atlântico, com a saudade em comum».
Duas cidades que, refere a promotora numa nota, são «berços de géneros musicais que, pela comum miscigenação, retratam igualmente a alma e o quotidiano dos seus povos: o Fado e Morna».
Cesária Évora, 70 anos, morreu no dia 17 de Dezembro passado, no hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, em Cabo Verde.
A cantora tinha regressado à sua ilha natal a 22 de Outubro, após ter posto fim à carreira musical devido a problemas de saúde.
O último concerto da cantora em Portugal, realizou-se em Maio de 2010, precisamente no Coliseu dos Recreios.
I find it hard to believe in you honey I can see it's a joke but I can't find it so funny no more Oh we've made it there A rush for the gold, the promised land We lay there in silence Under the stars and the milky way
But every time we kiss I can see you turning Every time we talk another line gets cut Every single word all torn and messed up
Our song came along, we couldn't help but to sing it Know the words by heart But I can't find its real meaning no more Oh we taught the prayer Inside neon lights, we danced in there The sound going higher, higher, The backdrop pulling us in
Every time we kiss I can see you turning Every time we talk, the phone line gets cut Every single word gets torn and messed up
Every time we kiss I can see you falling Every time we laugh I can hear it dying We've tried it all before but we just ain't learning We ain't learning We're just hurting Each other Again
Every time we kiss I can feel it turning Every time we talk I feel a little dead Every single word gets worn to the thread It's messed up
Every time we kiss I can see you falling Every time we laugh I can hear it dying We've tried it all before but we just ain't learning We ain't learning We're just hurting Each other Again
QUANDO SUSPIRAS O MEU MUNDO EXISTE TOCO A TUA BOCA ESSES LABIOS QUENTES DE PAIXÃO
QUERO SENTIR O TEU DESEJO ARDENTE FICAR LOUCO DE REPENTE CAPAZ DE TE ABRAÇAR, DE TE BEIJAR, DE TE POSSUIR
QUERO SABER TODOS OS TEUS SEGREDOS MESMO QUE DEPOIS POSSA-ME ARREPENDER NÃO QUERO MAIS VIVER COM ESTA SENSAÇÃO QUE TU NÃO QUERES MAIS ESTAR COMIGO E APENAS PENSAS NO TEU BEM ESTAR E EM TUDO O QUE EU TE POSSO DAR
OS TEUS CABELOS SÃO COMO OCEANOS INFINITOS E TÃO PROFUNDOS ONDE QUALQUER UM PODE NAUFRAGAR
CORAÇÃO FERIDO, TENS AQUILO QUE ESCOLHERAM PARA TI UM DIA A MAGUA VESTE O TEU OLHAR
QUERO SABER TODOS OS TEUS SEGREDOS MESMO QUE DEPOIS POSSA-ME ARREPENDER NÃO QUERO MAIS VIVER COM ESTA SENSAÇÃO QUE TU NÃO QUERES MAIS ESTAR COMIGO E APENAS PENSAS NO TEU BEM ESTAR E EM TUDO O QUE EU TE POSSO DAR
O ex-vocalista dos Delfins, que regressou aos palcos para antecipar o lançamento do seu segundo álbum a solo, defende que os músicos devem apostar nos fãs para financiarem as suas produções, já que as editoras deixaram de poder fazê-lo.
Miguel Ângelo, que hoje atua no Centro de Artes de Ovar, explicou à Lusa que assumiu ele mesmo a produção do disco, por ser essa a melhor forma de controlar o processo e garantir um retorno financeiro adequado.
"Além de ter assumido o ‘management’ da minha carreira em conjunto com um pequeno grupo de profissionais - porque criei um grupo de trabalho com pessoas nas áreas do vídeo, fotografia, marketing e direito -, tornei-me produtor também no sentido de investidor, buscando apoios ditos ‘institucionais’ ou comerciais para a gravação de discos", refere o músico.
"É que o estado da indústria já não permite que as editoras façam esse investimento", garante Miguel Ângelo. "Não há recuperação na venda de discos".
O artista opta assim por só entregar a editoras a fase do fabrico e distribuição dos discos - como, aliás, já fizera com os Delfins em 2003, quando a banda resolveu rescindir com a BMG - e argumenta que uma das opções mais viáveis é agora o recurso a plataformas online de angariação de fundos, como é o caso do Crowdfundinge, no que se refere especificamente a projetos musicais, o PledgeMusic.
"Há artistas hoje em dia que procuram o financiamento online junto dos seus fãs e é muito melhor que assim seja", afirma Miguel Ângelo.
"Permite aos músicos ficarem donos dos ‘masters’ [direitos sobre a cópia original] e a realidade é que serem donos dos conteúdos é o que mais lhes pode render dividendos".
O músico lamenta, contudo, que o mercado digital ainda não tenha começado "a pagar convenientemente aos produtores, autores e intérpretes pela livre circulação dos seus bens - sendo que ‘livre’ significa que, para as pessoas ouvirem a música de borla, têm de pagar uma assinatura de acesso à net, à velocidade que lhes permita um ‘streaming’ em boas condições".
Miguel Ângelo acredita que é apenas "uma questão de tempo" até que o mercado digital esteja regulamentado, mas confessa: "Só tenho pena que se tenha perdido tanto tempo em campanhas inócuas anti-isto e anti-aquilo, quando há 10 anos já se alertava para o domínio dos operadores de comunicações sobre a música que as pessoas ouvem e quando o rápido desenvolvimento tecnológico já fazia adivinhar que as cópias privadas ou o próprio download e partilha de ficheiros seriam apenas uma fase passageira até à desmaterialização da música".
Uma das apostas do SAPO Música e da MTV Portugal para este ano, osThe Paperboats vão ao Hard Bar Concerto (Aveiro) apresentar o seu álbum de estreia, «Surviving The Flood» que também já pode ser ouvido no serviço Music Box.
Os The Paperboats são constituídos por Paul da Silva, músico e compositor londrino com raízes portuguesas que é também vocalista e guitarrista, por Pedro Menano na bateria, Christian Ferraz, no baixo, eAndré Branquinho, na guitarra.
Os elementos da banda conheceram-se em 2009, depois de Paul da Silva ter atuado na primeira parte do concerto dos The Script na Aula Magna em Portugal, ainda como artista a solo. A química entre os músicos ditou que, pouco tempo depois, rumassem a Londres, para gravar <«Surviving The Flood».
Composto por 12 temas originais, entre os quais o single «Curses», cujo videoclip liderou durante 8 semanas o MTV Blue Top e continua a ser um dos mais votados pelo público,«Surviving The Flood» convida-nos a desvendar a emergência de um pop/rock genuíno e reavivado.
O álbum foi gravado em Londres nos estúdios Voodoo Lounge com o produtor Thomas Johansen (Keane, The Killers, All Saints) e masterizado no Sterling Sound em Nova Iorque.
Em nota de imprensa considera-se que «estamos perante uma apresentação reveladora de um produto genuíno, feito para ouvintes exigentes, onde a música se une com uma voz (Paul da Silva) que já foi descrita como «vidro partido embrulhado em veludo».
Nas palavras de Paul da Silva, os The Paperboats têm um «registo marcadamente rock, mas não damos exclusividade a um género musical falando como ouvintes, simplesmente porque é impossível.
Dos muitos músicos e compositores que admiram ou que acham interessantes «porque conseguiram usar a imaginação no lugar certo, na hora certa», destacam-se grandes nome da escola dos anos 1960 como os The Doors, Rolling Stones, The Who e, mais «recentes», The Doves, Elbow, Pearl Jam, Radiohead, além de «fenómenos como Jeff Buckley ou Erykah Badu».
Data: Sábado, 19 de maio, a partir das 22h00
Local: Hard Bar Concerto (Bustos, Aveiro)
Informações e reservas: 913 433 538
Preço bilhete: 3€
«Curses» ao vivo no SAPO
Videoclip de«Curses»
No sapo Música há 5 convites duplos para oferecer, é aqui
Cuca Roseta é uma das mais aclamadas figuras da nova geração do Fado. Depois de ter pisado palcos importantes como os dos Festivais Cool Jazz Fest, Sudoeste, ou o Festival de Fado em Madrid, a fadista prepara-se agora para uma digressão nacional cujo ponto alto será o concerto em Lisboa, no Teatro Tivoli BBVA, dia 20 de Junho.
O Centro de Arte de Sines recebe a 11 de maio o arranque da digressão nacional de Cuca Roseta, que se prolongará pelo menos até final de junho.
Depois da destacada participação no filme «Fados» de Carlos Saura e da distinta produção do seu disco homónimo por Gustavo Santaolalla (prestigiado produtor detentor de dois Óscares e vários Grammys) que nela reconheceu o que de mais genuíno tem de ter o Fado (a «alma e verdade»), a fadista recorda agora o seu percurso num grande espetáculo.
A Sines seguir-se-ão Lagos (a 18 de maio, às 21h30, no Centro Cultural de Lagos), Proença-a-Nova (a 1 de junho, às 21h30, no Parque João Martins, com entrada livre), Ponta Delgada (a 16 de junho, às 21h30, no Coliseu Micaelense), Lisboa (a 20 de junho, às 21h30, no Teatro Tivoli), Vila do Conde (a 22 de junho, às 21h30, no Largo Vasco da Gama, com entrada livre), Caldas da Rainha (a 23 de junho, às 21h30, no CCC - Caldas Rainha), e Chaves (a 29 e a 30 de junho, às 22h00, no Casino de Chaves).
O espetáculo de Lisboa é particularmente importante porque é a primeira vez que a cantora se apresenta em nome próprio numa grande sala da capital e será um espetáculo único para o qual mais novidades serão reveladas em breve.
O Fado não deixa mentir. Não importa a voz, a figura, o estilo: ou sentimos verdade ou não sentimos. Com Cuca Roseta, sente-se a verdade. E é essencial ouvi-la, de tão rara que é.
De 16 a 19 de Agosto, em Cem Soldos, Tomar, com o apoio da 3.
A Festa de lançamento do Festival Bons Sons 2012, acontece no próximo dia 19 de Maio. O Festival está agendado para a terceira semana de Agosto, em Cem Soldos, Tomar, mas a festa começa mais cedo com o seu lançamento na praça central de Cem Soldos, o Largo do Rossio, que acolhe o evento que antecipa o festival.
A abrir a noite de concertos estará Noiserv (22h), e mais tarde os SuperNada (23h30). A festa será ainda pontuada pelas escolhas do DJ Set de António Almada Guerra, que prolongam a noite.
O lançamento vem também lembrar que o Festival Bons Sons não é apenas um evento musical mas também um projecto comunitário cada vez mais ambicioso. Repensa-se o seu impacto ambiental e a alarga-se a sua implicação social, com o apoio a projectos de grande importância para o desenvolvimento local e para a aldeia de Cem Soldos (Projecto Ao Largo, Casa Aqui ao Lado e Lar-Aldeia).
19 de Maio, Largo do Rossio, Cem Soldos (Tomar) 22h00 – Noiserv 23h30 – SuperNada 01h00 – António Almada Guerra (DJ Set)
Os bilhetes estarão à venda nas bilheteiras do recinto e até lá nos seguintes pontos: Sede do SCOCS Turismo Tomar Fnac Worten C. C. Dolce Vita El Corte Inglês Lojas Viagens Abreu Lojas MegaRede
Telepatia
Silêncio, Calma
Feitiçaria
Da tua alma
Passo a passo
Sem ter medo
Abrimos, soltámos
O nosso segredo
E a sorrir
Devorámos o mundo
Num abraço
Tão profundo
Telepatia
Sem contratempo
Deixei-te um dia
Num desalento
E eu sonhava
Existia
Pra sempre, pra sempre
Foi pura poesia
Sem pensar
Não vi-te, passavas
Pelo meu corpo
Não ficavas
Telepatia
Minha querida, eu soube sempre
Eu já sabia que te ia conhecer
Fiz tanta força
Para isto acontecer
És tão bonita meu amor
Eu não te queria perder
Já sei, adivinho
O que estás a pensar
Vim do outro lado do mar,
Talvez outro dia volte, não sei
Mas penso em ti, acredita
Adivinhei-te em segundos
Quando jurámos eternidade
E a sorrir
Devorámos o mundo
Num abraço
Tão profundo
Telepatia
Silêncio, Calma
Feitiçaria
Da tua alma
Telepatia...
«Lume» é o mais recente single do disco «Zoom» e o tema que a cantora e compositora nos deixa até 2013, ano em que lançará um novo disco de originais.
A canção integra a banda sonora da nova telenovela da TVI, «Louco Amor», já em exibição em horário nobre, logo a seguir ao noticiário e está associada à personagem da actriz Fernanda Serrano.
Vamos poder ouvir esta versão (do original de 1996) no único espetáculo ao ar livre que Mafalda Veiga irá fazer durante este ano e que conta com a participação do compositor/intérprete brasileiro, Marcelo Jeneci. Será já no dia 26 de maio, pelas 18 horas, no Rock in Rio - Palco Sunset.
Até lá, podem ver aqui o videoclip de «Lume», realizado por Ricardo Alevizos e Pedro Adolfo