Sexta-feira, 22.08.14

 

 

Letra

 

 

Meus lindos olhos, qual pequeno deus
Pois são divinos, de tão belos os teus.
Quem, tos pintou com tal feição
Jamais neles sonhou criar tanta imensidão.

De oiro celeste,
Filhos de uma chama agreste
Astros que alto o céu revestem
E onde a tua história é escrita.

Meus lindos olhos, de lua cheia
Um esquecido do outro, a brilhar p´rá rua inteira.
Quem não conhece o teu triste fado
Não desvenda em teu riso um chorar tão magoado.

Perdões perdidos
Num murmúrio desolado
Quando o réu morava ao lado
Mais cruel não pode ser.

Este fado que aqui canto
Inspirou-se só em ti
Tu que nasces e renasces
Sempre que algo morre em ti
Quem me dera poder cantar
Horas, dias, tão sem fim
Quando pedes só pra mim
Por favor só mais um fado.




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Quinta-feira, 21.08.14

 

 

Letra

 

 

Ando cansada das horas que não vivo
de calar dentro de mim a solidão
das promessas e demoras sem motivo
e de sempre dizer sim em vez de não


Morro em cada despedida ao abandono
paro o tempo à tua espera nos desejos
a estação da minha vida é o outono
não existe primavera sem teus beijos


Ergo a minha voz aos céus teimosamente
e depois deste meu rogo ao deus senhor
não sei se te diga adeus ou, simplesmente
deva dizer-te até logo, meu amor



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Letra

 

 

Com o seu chicote o vento
Quebra o espelho do lago
Em mim foi mais violento o estrago
Porque o vento ao passar
Murmurava o teu nome
Depois de o murmurar, deixou-me

Tão rápido passou
Nem soube destruír-me
As mágoas em que sou tão firme
Mas a sua passagem
Em vidro recortava
No lago a minha imagem de escrava

Ó líquido cristal
Dos meus olhos sem ti
Em vão o vendaval pedi
Para que se quebrasse
O espelho que me enluta
E me ficasse a face enxuta

Ai meus olhos sem ti sem ti
Em mim foi mais violento, o vento




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Quarta-feira, 20.08.14

 

 

Letra

 

 

 

O FADO DE CADA UM
Letra: Silva Tavares
Música: Frederico de Freitas
Repertório: Amália Rodrigues


Bem pensado
Todos temos nosso fado
E quem nasce mal fadado
Melhor fado não terá
Fado é sorte
E do berço até à morte
Ninguém foge, por mais forte
Ao destino que Deus dá

No meu fado amargurado, a sina minha
Bem clara se revelou
Pois cantado, seja quem for adivinha
Na minha voz, soluçando
Que eu finjo ser quem não sou

Que bom seria poder um dia, trocar-se o fado
Por outro fado qualquer
Mas a gente, já traz o fado marcado
E nenhum mais inclemente
Do que este de ser mulher




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Letra

 

 

Por la blanda arena
Que lame el mar
Su pequeña huella
No vuelve más
Un sendero solo
De pena y silencio llegó
Hasta el agua profunda
Un sendero solo
De penas mudas llegó
Hasta la espuma.

Sabe Dios qué angustia
Te acompañó
Qué dolores viejos
Calló tu voz
Para recostarte
Arrullada en el canto
De las caracolas marinas
La canción que canta
En el fondo oscuro del mar
La caracola.

Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fuíste a buscar?
Una voz antigüa
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.

Cinco sirenitas
Te llevarán
Por caminos de algas
Y de coral
Y fosforescentes
Caballos marinos harán
Una ronda a tu lado
Y los habitantes
Del agua van a jugar
Pronto a tu lado.

Bájame la lámpara
Un poco más
Déjame que duerma,
nodriza en paz
Y si llama él no le digas que estoy
Dile que Alfonsina no vuelve
Y si llama él no le digas nunca que estoy
Di que me he ido.

Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fueste a buscar?
Una voz antigüa
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.




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Terça-feira, 19.08.14

 

 

Letra

 

 

De que túnel de que árvore
De que zero de remorso
De que rasura do vento
De que núpcias de mármore
De que fresta de que pórtico
Saíste neste momento

Para que praia que porto
Que fugitiva garupa
Que torre desconhecida
Que mãos que braços que rosto
Que tempestade difusa
Te encontras já de partida

Não és de nenhum sossego
Vives no gume do ser
Na fronteira do devir
E assim me tornas eu mesma
Entre nascer e morrer
Entre chegar e partir





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Letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Segunda-feira, 18.08.14

 

 

Letra

 

 

Este amor não é um rio
Tem a vastidão do mar
A dança verde das ondas
Soluça no meu olhar

 

Tentei esquecer as palavras
Nunca ditas entre nós
Mas pairam sobre o silencio
Nas margens da nossa voz

 

Tentei esquecer os teus olhos
Que não sabem ler nos meus
Mas neles nasce a alvorada
Que amanhece a terra e os céus

 

Tentei esquecer o teu nome
Arrancá-lo ao pensamento
Mas regressa a todo o instante
Entrelaçado no vento

 

Tentei ver a minha imagem
Mas foi a tua que vi
No meu espelho, porque trago
Os olhos rasos de ti

 

Este amor não é um rio
Tem abismos como o mar
E o manto negro das ondas
Cobre-me de negro o olhar

 

Este amor não é um rio
Tem a vastidão do mar





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Letra

 

 

Adeus oh minha gente
Vou fazer-me à dura estrada
Minh’alma ardentemente
Quer erguer-se e está prustrada
Longe está meu horizonte
Uma luz resta-me ao longe
Qual fogueira em alto monte

Adeus oh minha gente
A quem vejo arrependidos
As mãos que me negaram
Já me as deram como amigos
Mas dentro de mim arde
Um sossego abrasador
Do Alentejo em fim de tarde

Adeus oh minha gente
Venham ver-me à despedida
Nasci no lado errado
No lado errado da vida
Partindo fico ausente
Nem memória vou guardar
Ai! Adeus oh minha gente…



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Domingo, 17.08.14

 

Letra

 

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Letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Sábado, 16.08.14

 

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Letra

 

Mora num beco de Alfama
E chamam-lhe a madrugada
Mas ela de tão estouvada
Nem sabe como se chama.
Mora numa água-furtada,
Que é mais alta de Alfama
A que o sol primeiro inflama
Quando acorda a madrugada.

Nem mesmo na Madragoa
Ninguém compete com ela,
Que do alto da janela
Tão cedo beija Lisboa.
E a sua colcha amarela
Faz inveja à Madragoa:
Madragoa não perdoa
Que madruguem mais do que ela.

Mora num beco de Alfama
E chamam-lhe a madrugada,
São mastros de luz doirada
Os ferros da sua cama.
E a sua colcha amarela
A brilhar sobre Lisboa
É como estátua de proa
Que anuncia a caravela...

David Mourão Ferreira



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Sexta-feira, 15.08.14

 

 

Letra

 

 

Primeiro foram as mãos que me disseram
que ali havia gente de verdade
depois fugi-te pelo corpo acima
medi-te na boca a intensidade 
senti que ali dentro havia um tigre
naquele repouso havia movimento
olhei-te e no sol havia pedras
parámos ambos como se parasse o tempo
parámos ambos como se parasse o tempo

é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas

atrevi-me a mergulhar nos teus cabelos
respirando o espanto que me deras
ali havia força havia fogo
havia a memória que aprenderas
senti no corpo todo um arrepio
senti nas veias um fogo esquecido
percebemos num minuto a vida toda 
sem nada te dizer ficaste ali comigo
sem nada te dizer ficaste ali comigo

é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas

falavas de projectos e futuro
de coisas banais frivolidades
mas quando me sorriste parou tudo
problemas do mundo enormidades
senti que um rio parava e o nevoeiro
vestia nos teus dedos capa e espada
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse no fundo preciso
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse preciso dizer nada

é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim pessoas



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Letra

 

 

já são horas meus senhores 
de lançar o grão à terra 
n´é com ercas da regueira 
que a gente ganha a guerra 

verdes campos verdes prados 
p´la ´nha mão aqui plantei 
vejo estevas vejo cardos 
crescerem des´qu´abalei 

a cavar em terra allheia 
ganho pedras não sementes 
não sei fazer pão de pedras 
p´ra fome que a gente sente



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Quinta-feira, 14.08.14

 

 

Letra

 

 

Notei pelos sítios fora,
nos abraços que me davam
malta daqui e de agora,
daqueles que não voltavam.

Eram homens e mulheres
de muitos anos ou não
feitos Portugal de novo
na escuta de uma canção

(Refrão)
Mas lugar, precisa-se
Para albergar esta nação...
Lugar, lugar, precisa-se
Para receber e entender esta multidão.

Não sei onde, sessenta e tal.
Para fugir naquela altura
Deixei filhos e mulher,
o pai, a mãe e o irmão.
Passei vida muito dura
a pensar neles, lá longe,
as saudades a roer
aqui dentro, não sei onde,
mas perto do coração.

(Refrão)

Paris, mil novecentos e setenta e dois,
e eu, eu sou o Antunes
pedreiro de profissão.
Na terra, aquilo não dava nada,
mal pagava o próprio pão...
As forças vão indo fracas
que isto do "bâtiment" é muito duro!
Vivo pior do que... do que um cão,
passa-se mal nas barracas...

(Refrão)

Bruxelas, mil novecentos e setenta e três.
Eu cá, chamo-me Augusto
e vim para aqui da Beira Baixa
e um dia, pensei comigo:
- Isto, agora, ou vai ou racha!
E agarrei na mala pobre,
carteira lisa e um pão,
vim de salto e aqui estou.
Trabalho com um camião...

(Refrão)

Neimegan, mil novecentos e setenta e cinco.
Eu, por acaso, até estou bem.
Mulher e filhos, tudo, tudo felizmente.
Só tenho uma coisa na vida
que me faz sentir doente:
é a lembrança lá da aldeia,
do meu sol, do meu rincão, 
dos outeiros, das ribeiras,
de tudo o que aqui não tenho, não...

(Refrão)

Somos muitos mil no mundo
com uma história sempre igual
de trabalho e, lá no fundo,
saudades de Portugal...
de trabalho e, lá no fundo,
Saudades de Portugal!

Mas lugar... precisa-se!



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Letra

 

 

Porque nasceste, vives 
Porque vivias cresceste 
Porque cresceste tiveste 
A sorte que não sabias 
Porque estudaste aprendeste 
As coisas de se saber 
E outras inúteis de sobra 
As coisas de se esquecer 
As coisas de se esquecer 

Porque cumpriste fizeste 
O que te mandaram fazer 
Os padres o pai a mãe 
O professor o mais velho 
O sargento o comandante 
O senhorio a porteira 
O ministro o governante 
O cobrador o pedreiro 
- esteja cá na terça-feira! 
O bancário o carpinteiro 
O homem do gás da luz 
Da água do pão do leite 
E acabaste cumprindo 
Cumprindo tudo a preceito 

Encomendaste gravatas 
Fatos novos e sapatos 
Dedicaste-te ao chinquilho 
Talvez ao king 
Fizeste um filho e outro filho 
Nas horas livres, às vezes, 
Em havendo futebol 
Sentiste-te homem de tasca 
Sentiste que eras uma besta 
Mas segunda-feira cedo 
Bem cedo bem matinal 
Te achavas de novo pronto 
Partindo para o mesmo emprego 
Comprando o mesmo jornal 

E sempre todos os dias 
Cobiçaste a secretária 
Do teu chefe o sr. Sousa 
Para à noite pernas moídas 
Tomares o trinta e sete 
O carrinho ou a bicicleta 
E regressando cansado 
Do barulho e da ausência 
Sentires-te reencontrado 
Da solidão na indolência 
De um canapé recostado 
Pijama e televisão 
Aquecedor e decência 
Tudo muito bem ligado 
Tudo muito bem sentado 
Em conforto e concordância 
Em conforto e anuência 

Nas férias grandes redecoraste-te 
Bizarro na concepção 
E arriscaste um figurino 
Foste às compras de calção 
E sorriste aos teus parceiros 
De barraquinha na praia 
E à senhoria vizinha 
Que nunca tirou a saia 
Calculem só os senhores 
Agosto inteiro com saia 

Aturaste a pequenada 
Brigas brirras fraldas caca 
Apreciaste o traseiro 
Da amiga do teu amigo 
Rechonchudinha mulata 
- já é preciso ter lata! 
Viraste a cara em decoro 
Não vão os putos ver isto 
Espalhaste óleo pelas espaldas 
Enquanto a tua mulher 
Um pouco desconfiada 
Desabrida e despeitada 
Te exigiu 
- Ó silva tu muda as fraldas! 

Depois à noite porreiro 
Caminhaste na avenida 
Muito fresco e prazenteiro 
Com a pança bem comida 
Às vezes de um frango inteiro 
Que não és homem dos fracos 
Dos fracos não reza a história 
E o Silva é alguém na vida 
Homem de bem de memória 
Contabilista da firma 
Tal e tal rua da Glória 
- Sempre que quiser já sabe 
É uma casa às suas ordens… 

E depois pelo caminho 
Regressas gritas dás ordens 
Recuas gritas dás ordens 
E ameaças o outro 
Que ginou para este lado 
- se calhar querias coitado! 
E o camião chateado 
De se ver ultrapassado 

Regressas mais bronzeado 
Mais gordo talvez mais magro 
Mais velho um mês e quem sabe 
Mais cansado que à partida 

Regressas ao rame rame 
Enquanto suspirarás 
Todo o ano por um mês 
Todo o mês por outra vida 
Toda a vida por viver 
Algo que te valha a pena 
Ou então tu já nem sentes 
E mentes-te enquanto sentes 
E mentes e já não sentes 
E já não sentes mas mentes 

Ano a ano te esfolharam 
Te roubaram prestações 
Letras fantasmas viagens 
Cromos selos colecções 
Hálito fresco e saudável 
Graxa sabão brilhantina 

Mudaste a cor do salão 
De azul para verde marinho 
Do verde para um branquinho 
E enfim para um castanho 
- o que é que achas? – mais clarinho… 
E ao fim de tanto trocares 
Baralhares e confundires 
Acabas por rebentar 
Evitando pelo menos 
Teres enfim de destruir 
Tudo o que creste ser belo 
Ser lindo ser valioso 
Acabaste confundindo 
Viver com reeducar-te 

Passaste o tempo calcando 
O que podias ter sido tu 
Nu inteiro e pessoal 
Pois que assim afinal 
Foste um entre milhões 
Que de morte natural 
Tem uma cruz lega uns tostões 
E cai podre numa cova 
Em funeral 

Não te ficou nem um gesto 
Que não façam mais milhares 
Não te ficou nem um risco 
Um grito para espalhares 
Não te ficou nem uma sobra 
Uma intenção uma raiva 
Isto é caso pra dizer 
Parvo incapaz e castrado 
Rastejante e tão honrado 
Foste um escravo do dever 
Um pobre mais um na selva 

Repousa em paz bom rapaz. 

“Balada do desespero”, Pedro Barroso (Do lado de cá de mim) 



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Quarta-feira, 13.08.14

 

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Terça-feira, 12.08.14

 

 

Letra

 

 

Anoitece 
Nas vielas e nas esquinas 
Nas escadas e nas colinas 
Nas calçadas feitas à mão 
No bater do meu coração 
Mas não me canso de percorrer 
A cidade em que vim nascer 
Onde o Tejo vem adormecer 
E é uma porta aberta para o mar 
Um convite p'ra navegar 
E que abraça quem quer chegar 
Desde sempre assim foi 

P'la manhãs 
Do Castelo desço a Alfama 
Labirinto de casas brancas 
Enfeitadas com andorinhas 
E que é o berço de tradições 
Do velho fado, das procissões 
Das tabernas e dos pregões 
E onde nas ruas pequeninas 
Ainda ecoam trovas antigas 
E se inventam novas cantigas 
De louvar ao bom Santo António 
Que Lisboa venera 

Eu só queria desenhar nesta melodia 
O amor à minha cidade 
Teimosa fantasia 

É assim 
Que eu gosto de imaginar 
Esta Lisboa secular 
Onde habitam todos os povos 
De tantas raças, velhos e novos 
A cidade mais luminosa 
Bela, mágica, radiosa 
Eu vou sempre cantar 
P'ra ti Lisboa 
De entre todas a mais formosa 
Bela, mágica, radiosa 
Vou p'ra sempre cantar



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Letra

 

 

Voltarei à minha terra
Quando já estiver cansada
Do destino que me leva
A andar de estrada em estrada

Por enquanto eu adivinho:
Este destino que pra mim escolhi
Vai chegando de mansinho
Quando eu descubro o caminho
Que me vai levar a ti

Minha terra é a distãncia
Minha casa é o segundo
Em que eu lembro aquela ânsia
Que me chega da infância
E me leva pelo mundo

Por isso é que sou menina
E não vou mudar de idade
Chamo terra à minha sina
E chamo casa à saudade

Se o relógio se adianta
Prende-me o fado à garganta
E obriga-me a cantar
Como se a qualquer momento
Se escutasse a voz do vento
Nas profundezas do mar

Mas se o ponteiro se atrasa
Chamo terra e chamo casa
Ao antes e ao depois,
Quando seguimos sozinhos
Vamos abrindo caminhos
Onde às vezes cabem dois




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Segunda-feira, 11.08.14

 

 

Letra

 

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Letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Domingo, 10.08.14

 

 

Letra

 

 

Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!




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Letra

 

 

Eu chego e aconteço
Eu chego e não é devagar
Eu venho para contagiar
E ponho o mundo a dançar

sim, dançam bem aos meus pés
Ou dança de lés a lés
Se eu danço (tu danças)
Se eu mexo (tu mexes)
Agora és tu o meu par

Quem dança seus males espanta
Quem dança nunca arrefece
QUem dança sabe o que sente
O que sente, o que sente

Quem dança seus males espanta
Quem dança nunca arrefece
QUem dança sabe o que sente
O que sente, o que sente

Digo para sentires e feeling
Digo porque és o meu par
Digo porque é preciso
Porque sei como te levar

Eu quero-te aqui
Assim ao pé de mim
EU vou tu vens
Entra no ritmo
Os olhos postos sobre nós

Eu quero-te aqui
Assim ao pé de mim
Não estás aquem
Do que eu imaginei

Vamos lá, vem
Quando eu disser tiras o pé do chão
Vamos lá, vem
Sei que tu queres esta sensação

Quem dança seus males espanta
Quem dança nunca arrefece
QUem dança sabe o que sente
O que sente, o que sente

Quem dança seus males espanta
Quem dança nunca arrefece
QUem dança sabe o que sente
O que sente, o que sente

A vida foi boa para mim
Deu-me o dom de dançar
Não quero só para mim
Sim eu vou partilhar

ohoho Vem dançar,
vem dançar
Um passo para ali
Outro para aqui

Eu digo 1, 2 , 1, 2 ,3
Sentes o que sinto
Vamos outravez
Eu digo 5, 4, 3, 2,  1
Não há tempo para mudança
Não há mesmo nenhum
E há 5, 6, 8, 9, 10
Ainda não está lá
Mexe mais os pés
1, 2 , 1, 2 ,3
Sei que já disse
Mas digo outravez

Vamos lá, vem
Quando eu disser tiras o pé do chão
Vamos lá, vem
Sei que tu queres esta sensação

Quem dança seus males espanta
Quem dança nunca arrefece
QUem dança sabe o que sente
O que sente, o que sente

Quem dança seus males espanta
Quem dança nunca arrefece
QUem dança sabe o que sente
O que sente, o que sente



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Sábado, 09.08.14

 

 

Letra

 

 

When you were here before
I couldn’t look you in the eye
You’re just like an angel
Your skin makes me cry

 

You float like a feather
In a beautiful world
I wish I was special
You’re so fucking special

 

But I’m a creep
I’m a weirdo
What the hell am I doing here?
I don’t belong here

 

I don’t care if it hurts
I wanna have control
I want a perfect body
I want a perfect soul

 

I want you to notice
When I’m not around
You’re so fucking special
I wish I was special

 

But I’m a creep
I’m a weirdo
What the hell am I doing here?
I don’t belong here, oh, oh

 

She’s running out again
She’s running out
Run, run, run, run!
Run!

 

Whatever makes you happy
Whatever you want
You’re so fucking special
I wish I was special

 

But I’m a creep
I’m a weirdo
What the hell am I doing here?
I don’t belong here
I don’t belong here



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Letra

 

 

[Verse 1:]
What would I do without your smart mouth?
Drawing me in, and you kicking me out
You've got my head spinning, no kidding, I can't pin you down
What's going on in that beautiful mind
I'm on your magical mystery ride
And I'm so dizzy, don't know what hit me, but I'll be alright

[Pre-Chorus:]
My head's under water
But I'm breathing fine
You're crazy and I'm out of my mind

[Chorus:]
'Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I'll give my all to you
You're my end and my beginning
Even when I lose I'm winning
'Cause I give you all of me
And you give me all of you, ohoh

[Verse 2:]
How many times do I have to tell you
Even when you're crying you're beautiful too
The world is beating you down, I'm around through every mood
You're my downfall, you're my muse
My worst distraction, my rhythm and blues
I can't stop singing, it's ringing, in my head for you

[Pre-Chorus:]
My head's under water
But I'm breathing fine
You're crazy and I'm out of my mind

[Chorus:]
'Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I'll give my all to you
You're my end and my beginning
Even when I lose I'm winning
'Cause I give you all of me
And you give me all of you, ohoh

[Bridge:]
Give me all of you
Cards on the table, we're both showing hearts
Risking it all, though it's hard

[Chorus:]
'Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I'll give my all to you
You're my end and my beginning
Even when I lose I'm winning
'Cause I give you all of me
And you give me all of you

I give you all of me
And you give me all of you, ohoh

 



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Sexta-feira, 08.08.14

 

 

Letra

 

 

Something always brings me back to you. 
It never takes too long. 
No matter what I say or do, I still feel you here 'till the moment I'm gone. 

You hold me without touch. 
You keep me without chains. 
I never wanted anything so much than to drown in your love and not feel your reign. 

CHORUS 
Set me free, leave me be. I don't want to fall another moment into your gravity. 
Here I am and I stand so tall, just the way I'm supposed to be. 
But you're on to me and all over me. 

You loved me 'cause I'm fragile. 
When I thought that I was strong. 
But you touch me for a little while and all my fragile strength is gone. 

CHORUS 
Set me free, leave me be. I don't want to fall another moment into your gravity. 
Here I am and I stand so tall, just the way I'm supposed to be. 
But you're on to me and all over me. 

I live here on my knees as I 
Try to make you see that you're 
Everything I think I need here on the ground. 
But you're neither friend nor foe though I 
Can't seem to let you go. 
The one thing that I still know is that you're keeping me down
You're keeping me down, yeah, yeah, yeah
You're onto me, onto me and all over

Something always brings me back to you
It never takes too long



olhar para o mundo às 17:33 | link do post | comentar

 

 

Letra

 

 

Há luz sem lume aceso
Mas sem amar o calor
À flor de um fogo preso
À luz do meu claro amor

Há madressilvas aos pés
E águas lavam o rosto
Dedos que tens em rés pés
Oh, meu amante desposto

Será sempre a subir
Ao cimo de ti
Só para te sentir
Será do alto de mim
Que um corpo só
Exalta o seu fim

Não foram poemas nem rosas
Que colheste do meu colo
Foram cardos foram prosas
Arrancadas do meu solo

Será sempre a subir
Ao cimo de ti
Só para te sentir
Será do alto de mim
Que um corpo só
Exalta o seu fim

Será sempre a subir
Ao cimo de ti
Só para te sentir
Será do alto de mim
Que um corpo só
Exalta o seu fim




olhar para o mundo às 08:25 | link do post | comentar

Quinta-feira, 07.08.14

 

 

Letra

 

 

Sim, o amor é vão
É certo e sabido
Mas então (porque não) porque sopra ao ouvido
O sopro do coração
Se o amor é vão
Mera dor
Mero gozo
Sorvedouro caprichoso

No sopro do coração...
No sopro do coração...

Mas nisto o vento sopra doido
E o que foi do corpo num turbilhão
Sopra doido
E o que foi do corpo alado nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas
Só meras brisas, 
Raras
Raras
Raras

Corto em dois limão
Chego ao ouvido
Ao frescor
Ao barulho
Á acidez do mergulho

No sangue do coração
Pulsar em vão
É bem dele
É bem isso
E apesar disso eriça a pele

No sopro do coração...
No sopro do coração...

Mas nisto o vento sopra doido
E o que foi do corpo num turbilhão
Sopra doido
E o que foi do corpo alado nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas
Só meras brisas, 
Raras
Raras
Raras

No sopro do coração...

Sim, o amor é vão
Todo o amor é vão
Mas nisto o vento sopra doido
E o que foi do corpo num turbilhão
Sopra doido
E o que foi do corpo alado nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas
Só meras brisas raras

Sopra doido
E o que foi do corpo alado nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas

Só meras brisas raras,
Raras
Brisas Raras




olhar para o mundo às 17:22 | link do post | comentar

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